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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MASP ANUNCIA LILIA SCHWARCZ COMO CURADORA ADJUNTA DE HISTÓRIAS

O primeiro projeto da antropóloga será sobre histórias da infância, cujo seminário acontecerá em outubro deste ano.

O MASP anuncia nesta terça-feira (25) a nomeação de sua mais nova curadora adjunta, a antropóloga Lilia Schwarcz. Na instituição, ela será responsável por projetos relacionados a histórias, em um sentido amplo da palavra, que envolve narrativas diversas sobre identidade, memória, acontecimentos, ideias e expressões culturais, sempre respeitando um caráter plural, processual, aberto e não definitivo.

Foto: Renato Parada

Com Lilia Schwarcz,  com quem organizou a exposição Histórias Mestiças, no ano passado,  o diretor artístico Adriano Pedrosa pretende dar continuidade a pesquisas que desenvolve desde a década de 1990, quando realizou mostras que tratavam das histórias do canibalismo, histórias marginais e histórias que exploravam o limite entre o crítico, o ficcional e o histórico.
Assim, Pedrosa e Schwarcz planejam desenvolver em conjunto  para o MASP projetos que tratem de histórias pouco exploradas, como as ameríndias, as histórias da escravidão, da colonização, da sexualidade, do carnaval, da infância, da loucura. 
Uma das primeiras ações da nova curadora-adjunta será a realização do seminário sobre histórias da infância, marcado para o dia 6 de outubro. Com o objetivo de promover a pesquisa e o debate sobre o tema, o seminário visa também coletar subsídios para a publicação de um livro-catálogo e construção da exposição homônima, prevista para março de 2016. Histórias da infância abordará o tema da representação da infância na arte através dos séculos, com obras e objetos de diferentes culturas e períodos históricos.
Sobre Lilia Schwarcz
Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP). Foi Visiting Professor em Oxford, Leiden, Brown, Columbia e Princeton  e teve Bolsa Científica da Guggenheim Foundation. Fez parte do Comitê Brasileiro da Universidade de Harvard (de 2009 a 2012) e é atualmente Global Professor pela Universidade de Princeton. É autora, entre outros,  de Retrato em branco e negro (São Paulo, Companhia das Letras, 1987), O espetáculo das raças (São Paulo, Companhia das Letras, 1993 e New York, Farrar Strauss & Giroux, 1999), As barbas do Imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos (São Paulo, Companhia das Letras, Prêmio Jabuti/ Livro do Ano e New York, Farrar Strauss & Giroux, 2004), No tempo das certezas (co-autoria Angela Marques da Costa, São Paulo, Companhia das Letras, 2000), Símbolos e rituais da monarquia brasileira  (Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000) e Racismo no Brasil (São Paulo, Publifolha, 2001), A longa viagem da biblioteca dos reis (com Paulo Azevedo, São Paulo, Companhia das Letras, 2002), O livro dos livros da Real Biblioteca (Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional/Odebrecht, 2003), Registros escravos (Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, 2006) e O sol do Brasil: Nicolas-Antoine Taunay e seus trópicos difíceis (Companhia das Letras, 2008. Prêmio Jabuti: melhor de biografia 2009). E com Heloísa Starling, Brasil: uma biografia.(Companhia das Letras, 2015).
Coordenou, entre outros, o volume 4 da História da Vida Privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea (São Paulo, Companhia das Letras, 1998, Prêmio Jabuti 1999), com André Botelho Um enigma chamado Brasil (São Paulo, Companhia das Letras, 2009, Prêmio Jabuti em Ciências Sociais 2010), com Adriana Varejão Pérola imperfeita: a história e as histórias de Adriana Varejão. São Paulo, Cobogó/ Companhia das Letras, 2014  e dirige atualmente a História do Brasil Nação. Mapfre/ Objetiva em 6 volumes (Prêmio APCA, 2011). É ainda autora do terceiro volume dessa coleção Abertura para o mundo (indicada ao prêmio Jabuti, 2013) dedicado à Primeira República, publicado em 2012 na mesma coleção. Publicou com Lucia Stumpf e Carlos Lima A batalha do Avaí: a beleza da barbárie (Rio de Janeiro, Sextante, 2013) e com Adriano Pedrosa o catálogo da exposição Histórias Mestiças (Rio de Janeiro, Cobogó, 2015). Com André Botelho organizou para a Companhia das Letras duas coletâneas de ensaios: Um enigma chamado Brasil em 2012 (Prêmio Jabuti 2013) eAgenda brasileira, em 2013. Com Heloisa Starling escreveu Brasil; uma biografia (São Paulo, Companhia das Letras, 2015).
Foi curadora das exposições: Virando vinte: política, cultura e imaginário em São Paulo, no final do século XIX.(São Paulo, Casa das Rosas, 1994-5), Navio Negreiro: cotidiano, castigo e rebelião escrava (São Paulo, Estação Ciência, 1994 e 1998), A longa viagem da biblioteca dos reis. (Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, 2003-4),Nicolas Taunay uma leitura dos trópicos (Museu Nacional de Belas Artes e Pinacoteca do Estado de São Paulo, maio a setembro de 2008) e junto com Boris Kossoy “A fotografia: Um olhar sobre o Brasil” (Instituto Tomie Ohtake, 2012 e Fundação Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013, Fundação Banco do Brasil, Belo Horizonte, 2014), e com Adriano Pedrosa Histórias mestiças (Instituto Tomie Ohtake, 2014). Em 2010 recebeu  a Comenda da “Ordem Nacional do Mérito Científico”. 
 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Afrobras e Universidade Zumbi dos Palmares lançam programação da FLINK Sampa

Convidados e autoridades  participaram da coletiva de imprensa realizada nesta terça (18) na FIESP. Martinho da Vila esteve presente e falou da emoção de ser o grande homenageado do evento literário e do Troféu Raça Negra 2015.

Coletiva realizada nesta terça-feira (18) na sede da FIESP, em São Paulo,  marcou o  lançamento da programação da 3ª FLINK SAMPA – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, que acontecerá entre os dias 13 e 14 de novembro,  e do 13º Troféu Raça Negra, marcado para o dia 15.

Artistas e autoridades estiveram reunidas no lançamento da festa literária, que terá  neste ano  o tema “Eu quero Respirar!”. Entre eles, o atleta Robson Caetano; os atores Milton Gonçalves e César Melo; além de Vera Eunice, filha da escritora Carolina de Jesus, patrona da FLINK 2014.
Martinho da Vila é o grande homenageado tanto do evento literário quanto do Troféu Raça Negra deste ano. Escritor com 13 obras publicadas e participações frequentes no Salão de Paris, Martinho lançará  seu mais novo livro na FLINK pela Editora Sesi em parceria com a Editora Unipalmares. Durante a coletiva, o sambista e escritor disse estar emocionado com a honraria  e com o evento em si. “Acredito que a FLINK será umas das maiores feiras literárias do Brasil”, afirmou.
Na sua terceira edição, a FLINK Sampa ocupará 12.000 metros quadrados do Memorial da América Latina e terá capacidade para comportar até 22.000 pessoas. “Sempre achei que era um projeto magnífico e afirmativo”, destacou João Batista de Andrade, Presidente do Memorial da América Latina, que receberá mais uma vez o evento. No ano passado, a FLINK teve um público de 9.000 pessoas e, segundo o curador Uelinton Alves, espera trazer entre 12 e 15 mil em novembro.
O Sesi, patrocinador da festa literária desde o início, ampliou o apoio neste ano. Segundo o Diretor da instituição, Fernando Carvalho, seus  93.000 alunos participarão do concurso de poesia proposto pela organização. Como evento paralelo haverá uma palestra com Martinho da Vila destinada a alunos do Sesi. Outras 100 vagas estarão disponíveis para interessados que queiram se inscrever.
Estiveram presentes na coletiva alguns autores que participarão de mesas da festa como  Paulo Lins, Manto Costa e Salgado Maranhão. Paulo Lins falou como representante de todos os escritores que participarão da FLINK e ressaltou a importância de Martinho da Vila para a cultura brasileira e para o mundo lusófono “Martinho da Vila é a síntese da cultura brasileira. Respeitadíssimo, é uma das pessoas mais importantes da cultura mundial”, afirmou.  
Autores internacionais também marcarão presença na festa literária. É o caso do Angolano Pepetela, um dos mais importantes escritores vivos da África; o poeta moçambicano Lopito Feijó; a escritora infanto-juvenil cubana Teresa Cárdenas entre outros. Segundo Guiomar de Grammont, curadora do evento ao lado de Uelinton Alves, outras confirmações de peso são aguardadas até o fim do mês.
Estão também confirmados na programação o escritor e sambista carioca Nei Lopes e  e a romancista e contista Conceição Evaristo, muito bem recebida no Salão de Paris recentemente. O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, celebrou a festa literária como um importante momento na promoção da literatura negra. “Ela difunde e divulga nossa versão de nossos heróis – literatos negros do Brasil e do exterior”, disse.     
No dia 15 de novembro, acontecerá na sala São Paulo a noite de gala do 13º Troféu Raça Negra. O reitor José Vicente ressaltou a importância da contribuição que artistas negros têm dado ao tema da igualdade racial. “Não é verdade que o artista negro não se une à sua comunidade para fazer as transformações”.  Para assinar a direção artística do evento foi escalado Thobias da Vai-Vai, que compôs a mesa da coletiva.


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Programação British Council no Curtas SP

Parceira entre 26º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e o britânico Encounters traz programação especial ao Brasil

Com apoio do British Council, os dois festivais trazem bate-papo e workshop com cineastas premiados nas maiores competições da Europa.


Pelo segundo ano seguido, a parceira entre o 26º Festival de Curtas-Metragens de São Paulo e o Encounters, um dos festivais de curtas e animações mais celebradas da Inglaterra, elaboraram uma programação especial para o apresentar no Brasil. Se em 2014 diretores e obras brasileiras foram destaque em Bristol -- sede do Encounters – neste ano, o público pode esperar atividades como workshops e bate-papos com cineastas premiados desembarcando por aqui.
 O intercâmbio entre os dois festivais acontece por intermédio do Programa Transform de Artes do British Council, com foco em promover trocas culturais entre Brasil e Reino Unido. Para o 26º Curtas estão confirmadas as presenças de Simon Ellis, com obras premiadas em Sundance, e Ainslie Henderson, ganhador de dois Baftas em animação e diretor do stop-motion “Stems”, um dos selecionados para exibição na mostra.

As atividades com os britânicos acontecem a partir do dia 22 de agosto. Na manhã do 22, às 11h00, Henderson ministra um workshop sobre processo de criação de personagens/bonecos para animação. Seu último filme, “Stems, indicado ao Bafta 2015 e premiado no Festival de Edimburgo com o McLaren Award 2015, trata de forma lúdica sobre a curta vida de bonecos de animação. À noite, no MIS, a partir das 19h00, acontece a sessão “Foco Simon Ellis”, seguida de Masterclass com o diretor,em que o público poderá participar do bate-papo, mediado pelo brasileiro Felipe Barbosa, diretor do  premiado “Casa Grande” (2014).
Nos dias 23 e 28 de agosto, acontecem, respectivamente, as sessões dos Programas Encounters, com a exibição das melhores produções já exibidas no festival britânico e uma seção especial, a “Comedy Highlights”, com destaque para obras de humor no formato curta. 
A mostra internacional de São Paulo conta com a participação de mais três diretores britânicos – Joel Veitch, Nick Jordan e Dan Dixon – que têm obras na disputa.
O Festival Internacional de Curtas de São Paulo, um dos mais tradicionais nessa modalidade, acontecerá entre os dias 19 e 30 de agosto na capital paulista. Anualmente uma série de programas especiais é desenvolvida, a partir dos próprios filmes inscritos e de sugestão dos curadores que visitam os principais festivais do Brasil e do mundo. Também são exibidos programas selecionados por festivais parceiros de vários países.
No âmbito da parceria entre o Curtas SP e o Encounters, estiveram em Bristol no ano passado diretores brasileiros como Marcelo Caetano (“Desbund”) para a Mostra de Curtas; Fernando Coimbra (“Lobo atrás da porta”), que participou de uma Masterclass seguida de workshop; Henrique Roscoe, para atividade sobre música ao vivo/performance de cinema e/ou instalações; além da diretora do Festival de Curtas SP, que fez parte do júri do Encounters 2014, Zita Carvalhosa
Ainda nesta ocasião, duas obras de diretores brasileiros foram selecionadas para competição e chamaram a atenção da mídia britânica -- “Cartoon Away”, de Augusto Bicalho Roque, e “TREMOR”, do mineiro Ricardo Alves Jr.

Serviço
Exibição de filmes e Conversa com Simon Ellis
Quando: 22 de agosto
Horário:19h00
Onde: Museu da Imagem e do Som
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa.
*Mediada pelo diretor Felipe Barbosa
  Workshop com Ainslie Henderson
Quando: 22 de agosto
Horário: 11h00 às 17h00
Onde: Museu da Imagem e do Som
 Programas em Parceria com o Encounters
Foco Simon Ellis
Sessão Museu da Imagem e do Som
Quando: 22 de agosto
Horário: 19h00

Sessão Itaú Augusta
Quando: 25 de agosto
Horário: 19h00
Endereço: Rua Augusta, 1475 , Cerqueira César

Programa Melhor do Encouters
Museu da Imagem e do Som
Quando: 23 de agosto
Horário: 17h00

Itaú Augusta
Quando: 26 de agosto
Horário: 21h00
  
Programa Comédias Britânicas
Museu da Imagem e do Som
Quando: 24 de agosto
Horário: 19h00

Itaú Augusta
Quando: 28 de agosto
Horário: 19h00

Sobre Simon Ellis
Simon Ellis tem curtas premiados e exibidos coletivamente em retrospectivas de festivais de todo o mundo. Seu curta “Soft”, indicado ao Bafta e ao European Academy Awards, ganhou 38 prêmios, incluindo o Prêmio do Júri do Festival de Sundance e melhor curta no British Independent Film Awards (BIFAs). Presença em festivais tanto como diretor quanto como jurado, Ellis já foi mentor de diretores de curtas no Reino Unido e em outros países. Está, no momento, finalizando seu primeiro roteiro para longa-metragem.

Sobre Aislie Henderson
Ainslie Henderson é um escritor,diretor e animador britânico. Em 2012, recebeu o BAFTA pela co-autoria do roteiro de “The Making of Longbird”.  Os filmes “I Am Tom Moody” e “Monkey Love Experiments” foram nomeados ao BAFTA e ganharam prêmios em mais de 60 competições internacionais, incluindo Melhor Curta Britânico no Encounters; Disney; melhor filme de estudante em Ottawa; e o prêmio McLaren dos Festivais Internacionais de Annecy e Edimburgo.  

quinta-feira, 23 de julho de 2015

British Council realiza Curso para Profissionais de Museus Brasileiros

Correalização da instituição britânica e da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o Museum Academy tem sua primeira edição no Brasil em setembro. Prazo de inscrição para interessados vai até o dia 2 de agosto.
Acontece entre os dias 21 e 25 de setembro, na cidade de São Paulo, o Museum Academy, curso oferecido na capital paulista devido à grande procura de brasileiros pelos cursos oferecidos pelo Museum Training School (MTS), no Reino Unido. O primeiro módulo abordará odesenvolvimento de público em museus.

A proposta do curso é atender a qualificação desejada pelos profissionais de instituições do país, trazendo instrutores britânicos e brasileiros que abordarão o entendimento sobre os padrões de engajamento de público, identificação de oportunidades para atrair novos visitantes, marketing, pesquisa de mercado, desenvolvimento de parcerias e engajamento com comunidades. Ao longo do módulo, os participantes irão desenvolver um plano de trabalho para as suas respectivas instituições.

Os interessados em participar do processo seletivo devem ter experiência com museus e instituições culturais de, no mínimo, 3 anos. Os candidatos têm até o dia 2 de agosto para preencher o formulário de inscrição online.
 Para conduzir o curso, foi convidado o diretor de programas do Tyne & Wear Archives, Bill Griffiths. O britânico, com mais de 30 anos de experiência em projetos culturais, participou da implementação do Museu Segedunum, inaugurado em 2000. Foi também coordenador do Museum Training School, realizado pelo British Council em parceria com a University College London (UCL), em 2014.

Além de Griffiths, o British Council trará também a Diretora de Pesquisa e Projetos em Aprendizagem do Science Museum de Londres, Karen Davis, e Liz Smith, Diretora de Participação e Aprendizagem  da National Portrait Gallery, Londres. Entre os colaboradores brasileiros, estão Marília Bonas, mestre em museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa e diretora executiva do Museu da Imigração de São Paulo e do Museu do Café, em Santos, e Luiz Fernando Mizukami, mestre em Museologia pela Universidade de São Paulo (USP)e executivo público do Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus de São Paulo.
O British Council entende que boas práticas para o engajamento de públicos são importantes para a promoção do interesse do público brasileiro pelas instituições museológicas. Na cidade de São Paulo, segundo pesquisa da Jleiva Consultoria, em parceria com o Datafolha e a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, 41% dos entrevistados afirmaram que não os frequentam por desinteresse. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), de 2015, a visitação média no país gira em torno de 29.693 pessoas por ano.
“O Museum Academy responde as expectativas dos profissionais de mais de 100 museus com os quais temos trabalhado ao longo de 3 anos no programa Transform de Museus, como uma oportunidade de aprofundamento neste tema prioritário para o setor museológico brasileiro que é o desenvolvimento de públicos, com qualificação dos profissionais que atuam para atrair, diversificar e fidelizar os públicos dos museus.”, explica Lucimara Letelier, Diretora Adjunta de Artes do British Council. 

Serviço: 

Museum Academy: Desenvolvimento de Públicos em Museus
Inscrições: de 1º de junho a 2 de agosto. Requisitos e público-alvo: profissionais que trabalham em museus e instituições culturais, com no mínimo 3 anos de experiência.
Data do curso: de 21 a 25 de setembro de 2015 (segunda a sexta-feira)
Horário: das 9 às 17 horas
Carga horária: 40 horas
Investimento: R$ 700,00
Número de participantes: 20 
Localização: São Paulo, SP
Certificação: o certificado será expedido pelo British Council após a conclusão do curso.

*O curso terá tradução simultânea.

Museum Academy pretende desenvolver nos participantes:

1. Ampla compreensão sobre o processo de concepção de um plano estratégico para desenvolvimento de públicos em seus museus;

2. Entendimento sobre novas formas de atração e desenvolvimento de público para seus museus;
3. Contato com profissionais de museus britânicos, compartilhando suas melhores práticas em desenvolvimento de público no Reino Unido;
4. Conexões com profissionais britânicos e brasileiros para prosseguimento na troca de informações técnicas.

Sobre Bill Griffiths

É Diretor de Programas da TWAM - Tyne and Wear Archives & Museums. Arqueólogo, é membro da  equipe de gestão sênior do TWAM há mais de 12 anos e possui 30 anos de experiência em projetos culturais, além  de ter participado  na  implementação de um novo museu, o Segedunum, inaugurado em 2000. Bill já coordenou inúmeros projetos de larga escala para o aprimoramento de museus e desenvolvimento de público, incluindo exposições, programas de aprendizado e envolvimento com a comunidade, festivais, tanto no Nordeste da Inglaterra como no exterior. Foi coordenador do Museum Training School, realizado pelo British Council em parceria com a University College London (UCL), em 2014.

Sobre o British Council

O British Council é a organização internacional sem fins lucrativo do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços de confiança por meio do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. A organização está presente em mais de 100 países e trabalha com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não governamentais e iniciativa privada, em ações relacionadas à promoção da língua inglesa, cultura, artes, educação e programas sociais.  Informações: www.britishcouncil.org.br

Sobre o Programa Transform de Museus

O Programa Transform de Museus é um desdobramento do Transform, programa de artes do British Council. Com duração de quatro anos, foi idealizado para conectar produtores, artistas, autoridades e as principais organizações de artes do Brasil e do Reino Unido, e busca fortalecer os laços entre estes profissionais e instituições dos dois países para obter resultados a longo prazo. Já reúne maisde 85 instituições museológicas, sendo 45 brasileiras e 40 britânicas, incluindo o British Museum, o V&A, a Tate e o Science Museum.
Em 2012, 10 instituições brasileiras estiveram no Reino Unido para visitas de estudos. Gestores públicos das redes de museus dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul além de um representante da Fundação Roberto Marinho, parceira do projeto compuseram o grupo. Em junho de 2015, o British Council organizou na capital fluminense o Seminário “Museus e seus Públicos”, no Museu de Arte do Rio (MAR). 
Ainda no escopo do intercâmbio proposto pelo Transform, especialistas britânicos, entre eles a diretora-adjunta do Science Museum de Londres, Jean Franczyk, foram convidados a participar do 7º Encontro Paulista de Museus, realização da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. www.britishcouncil.org.br/transform


                                                                             

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mostra Palavra em Movimento, de Arnaldo Antunes

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sábado, 23 de maio de 2015

Pinacoteca recebe a mostra Arte moderna

Abertura 23 de maio, sábado às 11h | Em cartaz até o dia 06 de setembro de 2015

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, recebe, a partir do dia 23 de maio, a exposição Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz, uma seleção de 60 pinturas e esculturas de grandes artistas modernos como Lasar Segall, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, José Pancetti e Hélio Oiticica.

Ao longo dos últimos 30 anos, a Fundação Edson Queiroz, sediada em Fortaleza, vem constituindo uma importante coleção de arte que percorre a história da arte desde seus primórdios até a atualidade, do século XVII ao XXI. Reunido pelo Chanceler Airton Queiroz, o acervo está, segundo especialistas, entre os 10 mais relevantes do País.

A partir da coleção, que permite as mais variadas leituras e recortes, foram criados núcleos históricos ressaltando a pujança de um Brasil inventado pelos percursos da arte -- Trajetórias reuniu, em 2013, 250 obras que permitiram uma viagem pelo tempo e pela história, remetendo a referências artísticas mundialmente conhecidas.

Em 2014, a mostra Abstrações propôs um diálogo entre os acervos das coleções da Fundação Edson Queiroz e de Roberto Marinho, exibindo um total de 169 obras de artistas como Mira Schendel, Antônio Bandeira, Cícero Dias, Iberê Camargo, Abraham Palatnik e Tomie Ohtake.

De qualidade excepcional, a presente mostra vem consolidar ainda mais o segundo andar da Estação Pinacoteca como um espaço dedicado à construção de um amplo e representativo panorama do modernismo brasileiro, afirma Regina Teixeira de Barros, curadora da Pinacoteca.

Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz estabelece um diálogo direto com a mostra de longa duração Arte no Brasil: uma história do Modernismo, inaugurada em 2013 na Pinacoteca. Além de abranger o mesmo período histórico, busca contrapor o olhar e o gosto dos colecionadores referenciais para a história da arte brasileira: Edson Queiroz e José e Paulina Nemirovsky.
A exposição é patrocinada pela Fundação Edson Queiroz e Minalba.
Serviço
Mostra Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz
Estação Pinacoteca – 2º andar
Largo General Osório, 66 - São Paulo, SP - Tel. +55 11 3335 4990
De 23 de maio a 6 de setembro
Terça a Domingo das 10h às 18h. Bilheteria até as 17h30.

Visite

Acompanhe
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 - Tel. +55 11 3324 1000
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.
Estação Pinacoteca e Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 - São Paulo, SP - Tel. +55 11 3335 4990
Terça a Domingo das 10h às 18h. Bilheteria até as 17h30.
Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

UNIFOR INAUGURA EXPOSIÇÃO DE BEATRIZ MILHAZES

Mostra destaca a reinvenção dos  motivos  recorrentes na produção da artista carioca

 

A Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, inaugura no dia 26 de fevereiro, no Espaço Cultural Unifor, a exposição Coleção de Motivos, de Beatriz Milhazes, com curadoria de Luiza Interlenghi.
A mostra, inédita, reúne cerca de 50 obras, entre pinturas, colagens e gravuras, contemplando as questões manifestas nos diferentes momentos da produção da artista. As obras pertencem ao acervo da artista, à coleção da Fundação Edson Queiroz e a coleções particulares e públicas.
Na obra de Beatriz Milhazes, a coleção de motivos, formada por flores, fios de pérolas, alvos, rendas, listras e cajus, é a base de desenvolvimento de sua linguagem plástica, com a qual se posiciona frente aos desafios da pintura contemporânea. “Observando o ritmo das composições e o jogo, sempre diferente, de repetições de motivos – florais, listras, arabescos – a mostra Coleção de Motivos reúne referências marcantes nas grandes linhas poéticas da artista”, afirma a curadora Luiza Interlenghi.
“A arte moderna no Brasil, em especial na pintura de Tarsila do Amaral, e seus cruzamentos com o modernismo europeu, em que se destaca a cor em Matisse, são linhas de força que pautam a produção de Milhazes. Mas é na prática de ateliê e a partir de um método de trabalho que joga com uma coleção de motivos que a artista estabelece uma convergência entre o caráter artesanal da pintura e a imagem industrial, reproduzida e veiculada na cultura de massa – um aspecto central da arte no limiar da modernidade”, analisa ainda Luiza Interlenghi.
Na década de 80, os trabalhos da artista estabeleciam padrões de repetição a partir de recortes e remontagens de tecidos, que reorganizavam os florais da estamparia popular. Em sua pesquisa plástica, Milhazes decidiu desenvolver seus próprios motivos, que convivem com muitos outros apropriados da cultura popular, do design e de símbolos da cultura de massa. Esta exposição destaca a importância e o experimentalismo destes processos seriais de reutilização e criação de padrões em todo o percurso da artista.
Aderindo ao processo de trabalho da artista, em que cada composição resulta de um jogo inédito de cores e motivos, o projeto curatorial propõe uma seleção de trabalhos guiada pelas linhagens desses motivos e que segue a pauta do ritmo intenso de suas cores. “A exposição tem o objetivo de rastrear o curso mais profundo das repetições e diferenças que brilham na tensa superfície de suas pinturas, colagens e gravuras”, finaliza a curadora.
No andar térreo do Espaço Cultural Unifor, haverá um espaço educativo com oficinas de arte para crianças e uma sala ocupada por fotos, cronologia e outros dados sobre a artista. Já as obras estarão presentes no segundo piso do Espaço Cultural.
No dia 26 de fevereiro, dia da abertura da exposição, acontece, a partir das 9h, uma conversa entre Beatriz Milhazes e Luiza Interlenghi no Teatro Celina Queiroz, campus da Universidade de Fortaleza.

Serviço
Beatriz Milhazes – Coleção de Motivos
Abertura | 26 de fevereiro, às 20h
Visitação | 27 de fevereiro a 24 de maio
A visitação ao Espaço Cultural Unifor é gratuita e pode ser feita de terça a sexta, das 9h às 19h; sábados, das 10h às 18h; domingos, das 12h às 18h
Espaço Cultural Unifor, campus da Universidade de Fortaleza – Av. Washington Soares, 1321 – Bairro Edson Queiroz
Produção Executiva: Base 7

Beatriz Milhazes – Um dos expoentes da arte contemporânea brasileira de renome internacional, cujas obras, de colorido exuberante e ritmicamente construídas, foram exibidas em todo o mundo. Representante da chamada Geração 80, grupo de artistas que usaram a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos de 1970, Beatriz Milhazes é pintora e desenvolve gravuras e colagens  em grandes dimensões e intervenções na arquitetura de espaços públicos.
Formou-se em comunicação social no Rio de Janeiro, em 1981, e iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 1980, onde mais tarde lecionaria e coordenaria atividades culturais. Suas obras fazem parte de acervos dos museus MoMa, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. Ao longo dos últimos anos, a artista participou de diversas bienais, como as de Veneza e de São Paulo, e realizou 30 individuais em 11 países.

Luiza Interlenghi – Doutoranda em História e Crítica pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Curatorial Studies (CCS – Bard College, Nova York, 2002) e História Social (PUC-RJ, 1994). Foi Chefe de Exposições Temporárias do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e diretora do MAC-CE, onde criou Fala de Artista e Experimental (mapeamento da arte cearense). Foi  curadora de “Da rua que pintura é  essa?”(Funarte, 2009), “Nudez e Território” (Cavalariças, EAV Parque Lage, 2009), “Desenlace – Teresa Serrano e Miguel Angel Ríos”(Oi Futuro, RJ, 2013) e “Beatriz Milhazes:  Um Itinerário Gráfico” (Sesc, 2013), entre muitas outras.

Sobre a Fundação Edson Queiroz – Como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Fundação Edson Queiroz, no Ceará, construiu um amplo acervo de arte brasileira do século 20, com obras de artistas do porte de Lygia Clark, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, entre outros. A articulação entre a educação superior e as artes faz parte da essência da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde a comunidade acadêmica convive em harmonia com as artes visuais, o teatro, a música e a dança, por meio da realização de exposições e espetáculos e do apoio permanente a seus grupos de arte – Big Band, Camerata, Companhia de Dança, Coral, Grupo Mirante de Teatro, Orquestra Infantil de Sanfonas, Grupo Infantil de Flautas e Grupo Infantil de Violinos. A Fundação mantém ainda a Biblioteca de Acervos Especiais, composta por livros raros adquiridos da coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho, aberta à visitação pública sob agendamento.

Sobre o Espaço Cultural Unifor – Criado em 1988 e ampliado em 2004, o Espaço Cultural Unifor apresenta estrutura compatível à dos grandes salões de arte do mundo. O espaço, localizado no prédio da Reitoria da Universidade, já recebeu nomes de importância da arte internacional, como Rembrandt, Rubens e Miró, artistas brasileiros consagrados, como Iberê Camargo, Antonio Bandeira e Candido Portinari, e novos talentos da arte cearense e nordestina.
O ambiente reflete a figura do chanceler Airton Queiroz, presidente da Fundação Edson Queiroz, que parte da compreensão da capacidade que a arte detém de ampliar conhecimentos em todas as áreas do conhecimento. No Espaço Cultural, a visitação é gratuita. E, pelo Projeto Arte-Educação, estudantes de escolas públicas e particulares são guiados por monitores especialmente treinados, reforçando o caráter educativo da visitação.

Sobre a Base7 – Provedora de ideias e soluções para empreendimentos culturais. Atua de forma integrada e multidisciplinar na concepção, planejamento, produção e coordenação de projetos, produtos e eventos, além de fornecer consultoria especializada a organizações e empresas no Brasil e no exterior. É reconhecida pela especialidade em geração de conteúdo, aplicação de tecnologia e know-how em gestão na área cultural, contando com a experiência de mais de 30 anos de seu corpo diretivo no desenvolvimento de projetos socioculturais aliado ao fortalecimento de valores e imagem de empresas e instituições públicas ou privadas.
Entre as principais e mais recentes realizações estão exposições de importantes artistas, como Giacometti, Beatriz Milhazes, Tarsila do Amaral, Rodin, De Chirico, Chagall e Frans Krajcberg, além das coletivas “Made by... Feito por Brasileiros”, “Alimentário“, “Barroco em Prata e Ouro: Itália e Brasil”, “Caravaggio e seus Seguidores”, “Mestres do Renascimento”, “Festival Europália na Bélgica”, “50 anos de Poesia Concreta”, “Paralela” (2004 e 2006). Também atuou na concepção e produção do Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral e na concepção e desenvolvimento de projetos para museus como Museu Oscar Niemeyer, Memorial do Corinthians, Museu WEG de Ciência e Tecnologia, Museu do Futebol, Museu do Holocausto em Curitiba, Museu da TAM, Museu da História do Estado de São Paulo e MAC-USP.

A Base7 conta com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais das áreas de pesquisa, produção cultural, comunicação, artes plásticas, design, administração, tecnologia, museologia, arquitetura, história e literatura.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

CIDADES- FANTASMA SÃO REGISTRADAS POR DIMITRI LEE PARA EXPOSIÇÃO NA GALERIA DE BABEL


Fotografias em preto e branco captam o que sobrou das cidades salitreiras, espalhadas pelo deserto ao norte do Chile


No dia 10 de fevereiro, terça-feira, a Galeria de Babel abre a exposição “Salitreiras”, de Dimitri Lee, nas quais o fotógrafo exibe 16 trabalhos produzidos nas cidades salitreiras, espalhadas pelo deserto na região norte do Chile – redutos industriais que tiveram seu auge na primeira metade do século XX e que são agora cidades-fantasma. A exposição fica em cartaz na galeria até o dia 30 de março.
Em uma viagem ao deserto do Atacama para testar uma nova máquina panorâmica, Dimitri Lee tomou conhecimento sobre a história das cidades salitreiras e decidiu averiguar. Encantado pelo que encontrou por lá e atormentado pela falta de registros fotográficos da região, deu início a uma série de viagens, munido de uma câmera 8 x 10 polegadas.
“Há poucos registros fotográficos das salitreiras, e existem centenas delas. Algumas estão em bom estado de conservação, outras semi-conservadas e algumas são quase sítios arqueológicos, com apenas algumas ruínas restantes”, detalha o fotógrafo. “Há na exposição uma fotografia dos resquícios de uma torre, que é tudo o que resta de uma dessas salitreiras”, conta ainda.
Essas cidades industriais de exploração do salitre começaram atividade no final do século XIX na região, com capital inglês e tecnologia alemã. “O salitre serve para a produção de fertilizante e de pólvora. Rendeu muito dinheiro em tempos de paz e mais ainda em guerra”, explica Dimitri. Com o advento da amônia sintética, possibilitando a produção de fertilizante industrial, as salitreiras entraram em colapso. Foi após essa crise que a Bolívia acabou perdendo para o Chile sua saída para o Oceano Pacífico.
Entre 2005 e 2011, Dimitri Lee fez incontáveis viagens à região. A opção pela máquina 8 x10 tornou o processo mais lento. “Eu ficava hospedado nos hotéis mais próximos, que ficam pelo menos 200 km distantes da região, acordava de manhã e ia pra lá fotografar. Há quem diga que a qualidade das 8 x 10 continuam superiores às câmeras digitais ainda hoje, mas eu optei por essa técnica por gosto pessoal. Eu só conseguia carregar dez chapas de filme por vez na mochila, então só tinha dez cliques a cada ida às salitreiras. Quando você está com uma câmera digital, você vai registrando direto. Com uma 8 x 10, é necessário observar muito atentamente, pois cada clique envolve muito custo”, conta Dimitri.
As fotografias foram impressas no MR Estúdio Digital em jato de tinta piezográfica sobre papel de algodão. O estúdio é um dos pouquíssimos proprietários no mundo de uma impressora de 160 cm para tinta piezográfica, à base de carvão – apenas pigmento, sem corante. Essa técnica confere às impressões maior riqueza de tons de cinza e também muito mais durabilidade.
Embora Dimitri Lee tenha feito esses registros imagéticos da região, não enxerga seu trabalho como um documento histórico. “Eu fui pra lá como turista. Não pertenço àquele local, não tenho conexão com essa história. O meu registro é artístico”, diz. “Mas essa história ainda vai precisar ser contada”, conclui.

A galeria – Fundada em 1999 por Jully Fernandes, a Galeria de Babel consolidou seu papel no cenário brasileiro de artes plásticas, sendo a primeira a trabalhar exclusivamente com fotografia. A convite da Magnum Photos de Nova York, na época dirigida por Mark Lubell, atualmente diretor do ICP – International Center of Photography, de 2009 a 2011, a galeria trabalhou em parceria na América Latina para venda de fine art prints e projetos culturais.
A Galeria de Babel inaugurou no final de 2014 seu novo espaço, instalado na esquina da Alameda Lorena com a Rua Ministro Rocha Azevedo, na charmosa Vila Modernista, construída pelo arquiteto Flávio de Carvalho. Com adaptações feitas pelo arquiteto Stephan Steyer, a Babel se apresenta como um cubo branco que integra seu entorno de maneira harmônica, como uma galeria de vila. Os pisos originais, de cerâmica e de taco, foram mantidos, bem como a escada de madeira.
A Galeria de Babel participa de feiras de arte, como a SP-Arte, SP-Arte Brasília, SP Arte/Foto e P/ARTE. Entre seus artistas representados estão Araquém Alcântara, Steve McCurry, Elliott Erwitt, Ara Güler, Thomas Hoepker, Luiz González Palma, Zoe Zapot, Dimitri Lee e Paolo Ventura. Além de galeria, a Babel atua como agência e realiza inúmeras exposições em parcerias com museus, galerias, institutos culturais, festivais, feiras de arte e grandes leilões, onde os artistas são promovidos em âmbito nacional e internacional, trabalhando ainda em projetos em parceria com os maiores nomes da arquitetura e decoração.

O artista – Nascido em São Paulo, em 1961, Dimitri Lee, autodidata, começou a carreira trabalhando como assistente nos estúdios da Editora Abril em 1978, onde atuou até 1980. Em 1981 montou estúdio próprio e começou a trabalhar com publicidade, atendendo as principais agências do Brasil. Em 2000 começou a utilizar o formato panorâmico em projetos de expressão pessoal. Embora tenha muita experiência em informática, tem resistência no seu uso em fotografia, preferindo usar filme de grande formato. Entre suas exposições de destaque estão “Templos Politeístas” (Cinemateca Brasileira, São Paulo, 2006), exposição do acervo da MEP – Maison Européenne de la Photographie, que possui cinco obras da série “Salitreiras” (Paris, 2013), e “Exerianas” (Espaço Cultural Porto Seguro, São Paulo, 2014).

Exposição “Salitreiras”, de Dimitri Lee, na Galeria de Babel
Abertura da exposição: 10 de fevereiro, às 19h30
Visita guiada às 18h30
Visitação: de 11 de fevereiro a 28 de março
De terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 17h
Vila Modernista (Alameda Lorena, 1257), Casa 2, Jardim Paulista – São Paulo

Telefone: (11) 3825.0507

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ÚLTIMOS DIAS PARA CONFERIR EXPOSIÇÃO DE ARAQUÉM ALCÂNTARA NA GALERIA DE BABEL



Será encerrada no dia 31 de janeiro, sábado, a exposição “Veredas”, individual do fotógrafo Araquém Alcântara, na Galeria de Babel. As 15 obras que compõem a mostra fazem parte do livro “Veredas” (editora TerraBrasil), lançado na abertura da mostra, em novembro do ano passado.



As imagens capturadas pela lente certeira de Araquém foram registradas ao longo de 10 viagens, feitas nos últimos dois anos – a última delas, com 9.200 km percorridos, durou cerca de 20 dias. Para a produção dessas obras, o fotógrafo caminhou pelos recônditos mais escondidos do sertão, passando por lugares com nomes quase míticos, tais como Serra das Confusões, Buriti Cristalino, Catimbau, Brotas de Macaúbas e Vão de Almas. “Meu modelo de universo é Amazônia, Mata Atlântica e Sertão – tudo o que tem no Brasil. Escolho um caminho com o coração e sigo. Sou um andarilho”, explica Araquém.
As fotografias em preto e branco foram impressas em quadritone – um tom terroso, árido. “É o tom do sertão, o tom da magia, do arcaico, do atemporal”, conta o fotógrafo. “Eu quis retratar o sertão como o palco de uma grande tragédia, tal como fez Guimarães Rosa. Também quis ir atrás das belezas esquecidas, a fim de reparti-las”.
Com curadoria de Eder Chiodetto, as fotografias, dispostas numa narrativa quase musical de aprofundamento nesse universo, exibem a exuberância por trás da dureza do sertanejo e da simplicidade de suas habitações, da rusticidade do ofício e da fé, da monumentalidade da paisagem e do mistério da fauna e da flora local. “Elas falam sobre a vereda do sertão, mas também sobre a vereda da vida”, conta Araquém. “Eu sou um intérprete do Brasil. Não sei fazer outra coisa: só andar e fotografar”, finaliza.

A galeria – Fundada em 1999 por Jully Fernandes, a Galeria de Babel consolidou seu papel no cenário brasileiro de artes plásticas, sendo a primeira a trabalhar exclusivamente com fotografia. A convite da Magnum Photos de Nova York, na época dirigida por Mark Lubell, atualmente diretor do ICP – International Center of Photography, de 2009 a 2011, a galeria trabalhou em parceria na América Latina para venda de fine art prints e projetos culturais.
A Galeria de Babel inaugurou no ano passado seu novo espaço, instalado na esquina da Alameda Lorena com a Rua Ministro Rocha Azevedo, na charmosa Vila Modernista, construída pelo arquiteto Flávio de Carvalho. Com adaptações feitas pelo arquiteto Stephan Steyer, a Babel se apresenta como um cubo branco que integra seu entorno de maneira harmônica, como uma galeria de vila. Os pisos originais, de cerâmica e de taco, foram mantidos, bem como a escada de madeira.
A Galeria de Babel participa de feiras de arte, como a SP-Arte, SP-Arte Brasília, SP Arte/Foto e P/ARTE. Entre seus artistas representados estão Araquém Alcântara, Steve McCurry, Elliott Erwitt, Ara Güler, Thomas Hoepker, Luiz González Palma, Zoe Zapot, Dimitri Lee e Paolo Ventura. Além de galeria, a Babel atua como agência e realiza inúmeras exposições em parcerias com museus, galerias, institutos culturais, festivais, feiras de arte e grandes leilões, onde os artistas são promovidos em âmbito nacional e internacional, trabalhando ainda em projetos em parceria com os maiores nomes da arquitetura e decoração.
O artista – Nascido em Florianópolis, em 1951, estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos 70, colaborando com os jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde e com a revista Isto É, antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos 80.
Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, Araquém Alcântara já realizou mais de meia centena de exposições individuais e lançou dezenas de livros. “Veredas” é seu 47o.

Exposição “Veredas”, de Araquém Alcântara, na Galeria de Babel
Em cartaz até 31 de janeiro, sábado
De terça a sexta, das 14h às 19h; sábados, das 11h às 17h
Vila Modernista (Alameda Lorena, 1257), Casa 2, Jardim Paulista – São Paulo
Telefone: (11) 3825.0507