Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

História da Bruxaria


História da Bruxaria
de Jeffrey B. Russel e Brooks Alexander


(Tradução: Álvaro Cabral e William Lagos)
Número de páginas: 232

Um livro primoroso com uma fantástica e eclética iconografia, Impossível não nos lembrarmos do chiste de Borges... (E.C.).

O LIVRO

Da feitiçaria antiga à implacável perseguição às bruxas; dos precursores da bruxaria moderna aos recentes movimentos neopagãos. Jeffrey B. Russell e Brooks Alexander percorrem um longo caminho para contar uma história que está nas entrelinhas da própria História. Uma trajetória silenciosa, mas não por isso menos verdadeira e devastadora.

Freqüentemente listada como uma das obras referenciais para o estudo do tema, "História da Bruxaria" desvenda o lento processo de formação e transformação de um estereótipo que a mentalidade coletiva, a rigor, preserva até hoje. Reais ou imaginárias, as bruxas exerceram um papel singular em várias sociedades de diferentes épocas. Acreditemos ou não, a história não contradiz a máxima: que elas existem, existem.

Ilustrado com mais de 100 fotografias e reproduções artísticas representativas.


OS AUTORES
Professor emérito de história na Universidade da Califórnia, Jeffrey B. Russel também ministra cursos de história e estudos religiosos em Berkeley, Riverside, Harvard, Novo México e Notre-Dame. É autor de mais de uma dezena de livros, dentre os quais se destacam The Devil: perseptions of evil from antiquity to primitive christianity, Ivesting the flat Earth e A history of heaven: the singing silence; além de inúmeros artigos veiculados nas mais diversas publicações.

Jornalista experiente, versado em ciência política e direito, Brooks Alexander é um estudioso das novas religiões e movimentos espirituais. Autor de Witchcraft goes mainstream, tem escrito numerosos artigos sobre bruxaria, neopaganismo e outros movimentos religiosos mais recentes.



UM LANÇAMENTO




Figuras traçadas na luz: A encenação no cinema

Figuras traçadas na luz: A encenação no cinema
de David Bordwell


Coleção: Campo imagético
Nº Páginas: 352

O LIVRO

Um filme conta sua história não apenas por meio do diálogo e da atuação, mas também pela direção de cena, que indica um estilo. Este livro mostra de que modo a encenação cinematográfica revela a trama, transmite a emoção e encanta o espectador com o auxílio da composição pictórica.

David Bordwell percorre a história do cinema e ilustra suas análises com mais de quinhentos fotogramas de filmes, com destaque para as contribuições de quatro diretores: Louis Feuillade, mestre das séries da década de 1910, cuja produção é examinada em profundidade; Kenji Mizoguchi, o grande cineasta japonês do período entre 1920 e 1950; Theo Angelopoulos, que começou sua carreira como um modernista político, no final dos anos 1960, e Hou Hsiao-hsien, que na década de 1980 se tornou o mais proeminente diretor asiático. Em perspectiva, Bordwell tece comentários sobre filmes de diversos cineastas importantes, como Howard Hawks, Michelangelo Antonioni, Ozu Yasujiro, Kitano Takeshi, entre tantos outros.

O AUTOR
David Bordwell (nascido em 23 jul 1947) é um proeminente teórico, crítico cinematográfico, e autor. Ele é Professor of Film Studies, Emérito no Department of Communication Arts at the University of Wisconsin-Madison . É casado com Kristin Thompson, com quem tem dois livros escritos: Film Art e Film History . Film Art é o mais utilizado ilivro introdutório sobre cinema nos Estados Unidos.

Bordwell é um prolífico estudioso, interessados em estudos sobre o autor (Ozu, Eisenstein, Dreyer), cinemas nacionais (Hong Kong), a história do cinema e estilo e teoria narrativa. Bordwell é considerado o fundador da teoria cognitiva do cinema, uma abordagem que baseia-se na psicologia cognitiva como base para a compreensão do film's effects. Estabeleceu-se como uma alternativa ao psicanalítico , a abordagem interpretativa que dominou o cinema em 1970 e anos 80.

BIBLIOGRAFIA

* Bordwell, David (1974). French Impressionist Cinema: Film Culture, Film Theory, and Film Style (Reprint 2002 ed.). North Stratford, NH 03590: Ayers Company Publishers, Inc.
* Bordwell, David (1981). The Films of Carl-Theodor Dreyer. Berkeley: University of California Press.
* Bordwell, David; Janet Staiger and Kristin Thompson (1985). The Classical Hollywood Cinema: Film Style and Mode of Production to 1960. New York: Columbia University Press.
* Bordwell, David (1985). Narration in the Fiction Film. Madison: University of Wisconsin Press.
* Bordwell, David (1988). Ozu and the Poetics of Cinema. Princeton: Princeton University Press.
* Bordwell, David (1989). Making Meaning: Inference and Rhetoric in the Interpretation of Cinema. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David (1993). The Cinema of Eisenstein. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David; Kristin Thompson (1994 (2002)). Film History: An Introduction. New York: McGraw-Hill.
* David Bordwell and Noël Carroll, ed (1996). Post-Theory: Reconstructing Film Studies. Madison: University of Wisconsin Press.
* Bordwell, David (1997). On the History of Film Style. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David (2000). Planet Hong Kong: Popular Cinema and the Art of Entertainment. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David; Kristin Thompson (2003). Film Art: An Introduction (Seventh edition ed.). New York: McGraw-Hill.
* Bordwell, David (2005). Figures Traced in Light: On Cinematic Staging. Berkeley: University of California Press.
* Bordwell, David (2006). The Way Hollywood Tells It: Story and Style in Modern Movies. Berkeley: University of California Press.
* Bordwell, David (2008). Poetics of Cinema. Berkeley: University of California Press.

SAIBA MAIS SOBRE SUAS TEORIAS EM SEU BLOG

UM LANÇAMENTO





O circo no risco da arte

O Circo no risco da arte
de Emmanuel Wallon (Orgs.)
com Tradução deAna Alvarenga, Augustin de Tugny, Cristi
ane Lage

Título original
Le cirque au risque de l’art
Páginas: 192

Durante mais de dois séculos, o circo inventou suas relações próprias com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço sem deixar de manter sedutoras relações com outras disciplinas. Provenientes de novas escolas, as companhias de hoje desestruturam as categorias e as hierarquias tradicionais, concebendo obras nas quais a proeza não está mais em primeiro plano. A gente do circo contesta a noção de gênero menor inserindo-se com isso nas noções usufruídas pelas artes cultas?

Os autores deste livro exploram um universo em que a noção de risco artístico recobre todas as direções.


Fala Emmanuel Wallon

“Tendo ouvido o aviso, o lobo da fábula ainda corre. Assim também o circo estará sempre tentado a pegar a tangente, quaisquer que sejam os lisonjeiros com os quais nós o gratificamos. Pois definitivamente seus intérpretes preferem as incertezas do estado nômade às seguranças das situações de repouso. Como a margem residiria no centro? A circularidade da pista se presta a redondezas regulares. As forças centrífugas não continuarão a dominar menos. No risco da arte.”

“O circo no risco da arte” trata do universo circense a partir da análise de pesquisadores franceses

Desde o final do século XVIII o circo vem reinventando suas relações com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço. A partir de 1980, entretanto, um novo movimento se intensificou, principalmente na França. O interesse dos artistas de teatro, da dança e da música pelo circo, formando um intercâmbio entre as artes, que chegou para desestruturar as categorias e as hierarquias circenses tradicionais, mostrou a riqueza de possibilidades que um picadeiro pode acolher. Surge, assim, desta interface entre as artes, o circo contemporâneo. E é sobre esse universo de magia e encanto que trata o livro O Circo no risco da arte, da Autêntica Editora. Organizado por Emmanuel Wallon com a contribuição de Caroline Hodak-Cruel, traduzido por Ana Alvarenga, Augustin de Tugny e Cristiane Lage, a publicação reúne artigos de 20 renomados pesquisadores franceses acerca do processo de desenvolvimento e evolução do circo, desde o início até os dias atuais. O lançamento integra a programação do Ano da França no Brasil. O livro aponta que o circo hoje está acompanhado de formas que nos remetem, em parte, ao espetáculo tradicional, às suas figuras que renovam sua linguagem com a ajuda de outras artes cênicas, como a dança, o teatro, a performance, o espetáculo audiovisual. “O circo contemporâneo tem a tendência de se integrar em uma continuidade frequentemente inédita daquilo que antes dependia da sucessão de fragmentos, de números em benefício de um novo relato, de uma nova narrativa”. Entre os pontos abordados está a relação entre o circo e o teatro, a importância do corpo como instrumento artístico de proeza e performance, além de vários estudos e pesquisas sobre as possibilidades de um espetáculo. O circo limita sua ambição ao êxito de seu jogo, cujos principais valores são a virtuosidade, a perfeição do gesto, o desafio lançado à dificuldade e o gosto pelo extremo. “Ele propõe, ainda, a quem o pratica uma primeira aprendizagem, que é essencial: o do risco a se correr, que só pode ser assumido pelo trabalho, que é o único a promover o rigor do gesto, a exatidão do movimento, a força da atenção. É verdade que tudo é ficção, mas leva constantemente à realidade: assim que se entra na pista, sabe-se que pelo menor erro, pela mais ínfima negligência, pela menor sombra de desenvoltura pode-se pagar muito caro, em pesadas perdas e, por vezes, irreversíveis”. Os autores destacam que o conhecimento do universo circense passa por suportes que revelam tanto a gênese de um espetáculo quanto as escolhas estéticas de um artista, as obrigações administrativas de uma instituição ou mesmo os elementos de comunicação e referências características de uma marca. Como forma de compartilhar este conhecimento e permitir que ele se multiplique, o livro disponibiliza uma lista de fontes de pesquisa sobre o universo do circo, muitas vezes negligenciado enquanto manifestação artística, principalmente no Brasil.

O AUTOR
Emmanuel Wallon formou-se aos 20 anos pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris. Fez Doutorado em Sociologia na École des hautes études en sciences sociales EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais) e habilitou-se orientador de teses em Ciências políticas na universidade de Paris .

Aos 50 anos Emmanuel Wallon é professor de sociologia política em Nanterre e no Centro de estudos teatrais da universidade de Louvain-la-Neuve (Bélgica). É ainda membro do comitê de redação das revistas Temps Modernes, Études théâtrales e L´Observatoire, a revista das políticas culturais na França. Foi presidente da associação Hors Les Murs (Associação nacional para a promoção e o desenvolvimento das artes da rua e do circo) de 1998 à 2003. Em junho de 2005, apresentou a pedido do então ministro da Cultura da França um relatório intitulado Sources et ressources pour le spectacle vivant, 2onde analiza a situação da pesquisa na área dos estudos do espetáculo vivo, ou as artes cênicas.

Confira aqui um capitulo do livro

UM LANÇAMENTO



LUXO




LUXO
de Anna Godbersen


Páginas:400

Todo o fascínio da Nova York da virada do século XIX para o XX, quando Manhattan começava a se transformar no coração do mundo, a Quinta Avenida abrigava as mansões de algumas poucas e abastadas famílias e os jovens da alta sociedade se exibiam em fabulosos vestidos e elegantes fraques em animados bailes madrugada adentro, está em Luxo, primeiro volume da série The Luxe, da norte-americana Anna Godbersen, que chega às livrarias brasileiras pela Rocco Jovens Leitores. Espécie de “Gossip Girls de época”, a série ganhou o aval de Cecily Von Ziegesar, autora da série sobre as patricinhas de Nova York. “Quando comecei a ler Luxo, não consegui parar mais”, diz. E as leitoras brasileiras hão de concordar, afinal, o livro prende a atenção da primeira à última linha, com uma trama cheia de glamour, intrigas e romance, embalada por uma deliciosa reconstituição histórica.

Luxo conta a história das irmãs Elizabeth e Diana Holland, filhas da alta sociedade nova-iorquina, levando uma vida de luxo e sonhos, mas cercada de intriga, inveja, escândalos, paixões proibidas, interesses e desilusões; um mundo de aparências onde não cumprir as regras sociais pode levar ao ostracismo e seguir o coração pode custar ainda mais caro. Pelo menos, é isso que Elizabeth Holland pensa quando decide se casar com o charmoso Henry Schoonmaker, o solteiro mais cobiçado de Nova York, num típico arranjo familiar. Diana, no entanto, não está tão interessada em obedecer às hipócritas regras da vida social quanto sua irmã mais velha. Assim como a traiçoeira Penelope Hayes, que não pretende deixar barato o casamento do rapaz mais interessante da cidade.

Cruzando os caminhos desses quatro adolescentes que vivem com os hormônios em ebulição, frequentam os melhores salões de Manhattan e têm suas vidas retratadas diariamente nas colunas sociais, estão Will, o jovem cocheiro da família Holland, e Lina Broud, uma criada disposta a tudo para mudar de vida e que guarda um segredo sobre Elizabeth capaz de chocar até mesmo as moças mais liberais da cidade.

Com uma narrativa envolvente e uma prosa tão elegante e irônica quanto cada ato de seus personagens, Anna Godbersen conduz o leitor até um final surpreendente. E em meio a esta trama repleta de romance, dissimulação e pitadas de mistério, reconstrói costumes e cenários com maestria, traçando um rico painel da juventude nova-iorquina da virada do século passado.

A AUTORA
Anna Godbersen nasceu em Berkeley, Califórnia, em 1980 e foi educada no Barnard College, em Manhattan, e atualmente vive no Brooklyn, Nova York com seu marido.

Ela é a autora de Luxo A série, com The Luxe, o primeiro livro da série, (sua novela de estréia , que foi publicada em 23 de Novembro de 2007 pela HarperCollins. Seguiu-se Rumors, e o terceiro, que tem como tema a inveja, lançado em Janeiro de 2009. Seu quarto livro tem o nome de Splendor, conclui a série The Luxe [citação necessários], e será publicado em 27 de outubro de 2009.


Saiba mais sobre a autora e a série The Luxe no site www.theluxebooks.com.


UM LANÇAMENTO






ESPM realiza palestra sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise

A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), realiza a palestra "Comunicação e Gerenciamento de Crise: elemento estratégico da sustentabilidade corporativa" no próximo dia 13/07, em São Paulo.

José Eduardo Prestes, consultor de empresas e professor no curso de Pós-Graduação em Comunicação Corporativa da ESPM, discutirá os desafios da comunicação corporativa em tempos de crise. A palestra abordará também a prevenção e processos de gerenciamento de crise, principalmente no aspecto humano das organizações.

O evento é gratuito e aberto ao público. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail candidato@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225ESPM realiza palestra sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise

Da Redação

A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), realiza a palestra "Comunicação e Gerenciamento de Crise: elemento estratégico da sustentabilidade corporativa" no próximo dia 13/07, em São Paulo.

José Eduardo Prestes, consultor de empresas e professor no curso de Pós-Graduação em Comunicação Corporativa da ESPM, discutirá os desafios da comunicação corporativa em tempos de crise. A palestra abordará também a prevenção e processos de gerenciamento de crise, principalmente no aspecto humano das organizações.

O evento é gratuito e aberto ao público. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail candidato@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225

DEPOIS SOMOS NÓS QUE BEBEMOS!


Deputado apresenta projeto que regulamenta a profissão de jornalista

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que ajuizou ação que derrubou a Lei de Imprensa, apresentou, nesta quarta-feira (08/07), o Projeto de Lei 5592/2009, que regula a profissão de jornalista. Pelo texto, o diploma volta a ser obrigatório para a obtenção do registro profissional, mas não restringe o trabalho em empresas jornalísticas.

“A minha proposta é uma adaptação a decisão do Supremo. Para trabalhar numa redação, não precisa de diploma. Mas para ser jornalista e ter o registro profissional, precisa”, explica o autor da proposta.

O projeto abre exceção para os colaboradores – que exercem a função habitualmente, mas sem relação de emprego – e provisionados – que possuem o conhecimento prático reconhecido. Por outro lado, existe um artigo que torna obrigatória a exigência do diploma para funcionários do setor público.

“No setor público eu torno obrigatório. Como o empregador é o Estado, eu posso legislar”, diz.

Além do diploma, o projeto trata de outras questões, como a definição das funções exercidas pelo jornalista, o papel dos Sindicatos de Jornalistas e a garantia do piso salarial.

Após a apresentação, Miro Teixeira espera receber contribuições para o projeto. Na justificativa, afirma que o texto “representa o pensamento do autor”. Questionado se procurou entidades de classe ou representantes da sociedade civil para a elaboração do texto, respondeu que não.

“Eu fiz o projeto. Essa é a opinião do autor. Se a gente começa a discutir muito, não faz nada”, diz o deputado, que espera votar o projeto ainda em agosto deste ano.

Leia a íntegra do projeto.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A Menina, o cofrinho e a vovó

A Menina, o cofrinho e a vovó

de Cora Coralina






24 pág.

O LIVRO

Uma menina e sua avó. Mesmo distantes, que tesouros elas trocam? Nesta história, Cora Coralina conta como uma avó trabalhadeira recebeu um presente simples e generoso da neta. Um presente que ajudou a avó a realizar seu sonho. E, como entre avós e netos a moeda de troca é variada, como será que avó agradeceu?



A AUTORA

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.


Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiá.

Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na cidade de São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender lingüiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.

Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

lançamentos da

Inscrições abertas para edital de Análise e Criação Literária

Projetos que promovam a difusão de ações literárias podem participar do novo edital publicado pela Fundação Cultural de Curitiba.

A Fundação Cultural de Curitiba abriu inscrições para um novo edital do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), destinado a projetos de análise e criação de textos nos diversos gêneros literários. O edital e seus anexos estão disponíveis em www.fccdigital.com.br/leidoincentivo/index.asp, no menu "Editais de Inscrições", e os interessados podem fazer suas inscrições até o dia 3 de agosto de 2009.

O edital “Análise e Criação Literária” dispõe de uma verba de R$ 310 mil, oriunda do Fundo Municipal da Cultura, para contemplar trabalhos enquadrados nas seguintes modalidades: todos os gêneros literários (níveis I e II), poesia, poesia e performance, crônica, conto, novela/romance (projeto avançado), dramaturgia (níveis I e II), literatura infanto-juvenil e jornalismo cultural e crítica literária. A cada projeto selecionado com propostas em uma única modalidade será destinado o valor de R$ 13,5 mil e, para aquele com propostas para duas modalidades, o valor de R$ 27 mil.

Estão habilitados a participar do edital pessoas físicas domiciliadas em Curitiba, com comprovada atuação na área de literatura. A análise dos projetos será efetuada numa primeira etapa por uma comissão técnica especializada, que observará o mérito da proposta seguindo critérios como viabilidade orçamentária, relevância do tema, contrapartida social, estrutura metodológica e currículo do proponente.

Os proponentes classificados nessa fase da seleção serão convocados para a etapa seguinte, destinada à avaliação documental. A convocação será realizada por meio de publicação no Diário Oficial – Atos do Município de Curitiba e no site www.fccdigital.com.br, link “Lei/Editais - Lei de Incentivo”, menu “Convocação Editais FMC”.

Serviço:

Inscrições abertas para o Edital “Análise e Criação Literária”, do Fundo Municipal da Cultura

Informações em www.fccdigital.com.br/leidoincentivo/index.asp, no menu "Editais de Inscrições"

Mostra de Curtas Unibrasil

Dia10, às 19h30


Local: Cinemateca de Curitiba


Entrada franca


Mostra de filmes universitários da Unibrasil

Classificação 14 anos para todos os filmes


Políticos Paranaenses: Documentário José Richa
Trata-se de um documentário baseado em relatos de pessoas que conviveram e contam a biografia da vida pública do ex-governador do Paraná, José Richa (1934-2003), no período que compreende o final dos anos 50 até o início dos anos 90. A produção foi realizada através de entrevistas com personagens que tiveram contato direto com o protagonista da obra.

Duração/ano: 29min30seg/2008
Direção: Eduardo Furiatti, Emerson Alessandro Saraiva e Vítor Costa
Edição: Rogério Borgia
Capa e arte: Jô Antunes

190 km/h

Curta sobre o caso da morte de dois jovens, Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo num acidente de trânsito em Curitiba. O caso ficou polêmico porque envolveu um deputado estadual do Paraná, Fernando Ribas Carly Filho, que foi o responsável pelo acidente e morte dos dois rapazes.

Duração/ano: 9 min/2009

Direção: Suzane Scrotch

Edição: Suzane Scrotch

Produção: Daiane de Oliveira

A Saga de uma reportagem

Documentário sobre o jornalismo investigativo e que usa como pano de fundo um dos casos de investigação policial mais complexo, que envolveu a esposa e filha de um menino na cidade de Guaratuba, litoral do Paraná. O caso ficou famoso por ser um dos julgamentos mais longos da história paranaense.

Duração: 10 min

Direção: Nataly Ribas

Edição: Nataly Ribas

Produção: Nataly Ribas

Ciúme

Documentário que narra o sentimento de ciúmes e mostra personagens falando sobre como demonstração o amor e o interesse pela pessoa amada nas relações afetivas.

Duração: 10 min/2009

Direção: Bruna Nicz

Edição: Bruna Nicz e Gabriel Rodrigues

Produção: Bruna Nicz e Gabriel Rodrigues

Tempo: 15 min

Coragem

Fala sobre a coragem relacionada a diversas situações desde as relações pessoais até as profissionais.

Duração: 10 min/2009

Direção: Marcos Mariano

Edição: Marcos Mariano

Produção: Marcos Mariano

Medo

O medo nas suas mais diversas formas e mostrando o que aflige pessoas de diferentes idades. Um documentário composto por imagens que levam o espectador a referenciar as várias formas do sentimento do medo.

Duração: 10 min/2009

Direção: Jeniffer Pimenta

Edição: Jeniffer Pimenta

Produção: Ana Paula Carula

Wilson

O personagem da história é um rapaz de origem africana que por ser cego tenta buscar nas artes as várias formas de se expressar. Morador do Instituto Paranaense de Cegos, o jovem Wilson mostra que seria deficiente visual poder ter as suas vantagens num mundo visual.

Duração: 10 min/2009

Direção: Pâmela Stadler

Edição: Richard Benvenutti

Produção: Pâmela Stadler

Trem

Documentário que narra a vida dos homens que dirigem trens na ferrovia que liga Curitiba ao litoral do Paraná.

Duração: 12 min/2009

Direção: Gisleine Moreira

Edição: Gisleine Moreira

Produção: Gisleine Moreira

MOSTRA ALAIN RESNAIS

CINQUENTA ANOS DA NOUVELLE VAGUE FRANCESA

De 11 a 16 de julho


Realização:

Cinemateca da Embaixada da França

Aliança Francesa

Cinemateca de Curitiba


Entrada franca



Versão original com legendas em português



Nascido em 1922, em Vannes, Alain Resnais é um cineasta do tempo e da memória. É o único autor de cinema a não escrever os roteiros de seus filmes. Os temas por ele abordados são os mais variados, sempre girando em torno dos mecanismos psicológicos e da questão do livre-arbítrio, o que cria um universo de imagens aparentemente sem sentido, porém de grande apelo sensorial. O diretor é bastante conhecido por suas obras-primas de ficção poética, como Hiroshima, meu amor, sobre a ligação de uma francesa com um oficial alemão em plena ocupação nazista, e O ano passado em Marienbad, história de um homem que tenta convencer uma mulher a fugir com ele, mas ela não consegue lembrar-se do caso que eles tiveram no passado, em Marienbad. Além disso, Resnais realizou documentários de grande importância, como Noite e Neblina, sobre os campos de concentração nazistas, até hoje considerada uma das mais fortes e contundentes obras realizadas sobre o Holocausto. Essas e outras obras estarão presentes na mostra, que homenageia os 50 anos da Nouvelle Vague e comemora o ano da França no Brasil.


Dia 11, às 19h:

Antes da sessão, haverá uma apresentação com a jornalista e historiadora Viviane Ribeiro, coordenadora da Aliança Francesa.

Hiroshima, Meu amor - Hiroshima mon amour. Ficção. (França/Japão, 1959 – 90’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassa, Pierre Barbaud, Bernard Fresson.

Em 1959, jovem francesa passa a noite com arquiteto japonês, em Hiroshima, onde ela participa de um filme sobre a paz. Ele a faz lembrar de seu primeiro amor, um soldado alemão que conheceu em Nevers, na França, no final da segunda guerra.

Classificação 16 anos


Dia 12, às 16h:

O Ano Passado em Marienbad - L'année dernière à Marienbad. Ficção. (França, 1961 – 94’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Delphine Seyrig, Giorgio Albertazzi, Sacha Pitoëff, Françoise Bertin, Pierre Barbaud.

Num imenso e luxuoso palácio barroco, transformado em hotel (e em labirinto espaço-temporal), entre corredores, salões decorados e estátuas, um estranho tenta convencer uma mulher casada a fugir consigo. Ele diz conhecê-la. Diz que foram amantes. Entretanto, parece difícil fazê-la lembrar de que tiveram um caso (ou que não tiveram no ano passado, em Marienbad – ou seria Frederiksbad?)

Classificação 16 anos

Às 20h:

- Reprise do programa

Dia 13, às 16h:

Meu Tio na América - Mon oncle d’amérique. Ficção. (França, 1980 – 125’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Gerard Depardieu, Nicole Garcia, Roger Pierre, Nelly Borgeaud, Pierri Arditi, Gerard Darrieu,Phillippe Laudenbach, Marie Dubois, Henri Laborit, Jean Baste.

Os destinos cruzados de três personagens sob o olhar de uma quarta cobaia: o biólogo Henri Laborit, que explica sua própria teoria sobre como o ambiente interfere na formação da personalidade dos seres humanos. Mas desta vez, ao invés de ratos de laboratório, os objetos de investigação são dois homens e uma mulher, de cidades, origens sociais e famílias diferentes, cujas vidas são acompanhadas desde a infância até a fase adulta. Classificação 12 anos

Às 20h:

- Reprise do programa


Dia 14, às 16h:

Stavisky ou o império de Alexandre – Stavisky. Ficção (França/Itália, 1974 – 120’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Jean-Paul Belmondo. François Périer, Anny Duperey, Michael Lonsdale, Roberto Bisacco, Claude Rich, Charles Boyer, Pierre Vernier, Gerard Depardieu.

Enquanto Trotski obtém asilo político em território francês, o industrial e escroque Serge Alexandre, na pele de Stavisky, com seu charme e talento irresistíveis, consegue estar sempre cercado de muitos amigos, dentre eles, membros influentes da elite industrial e política francesa do começo dos anos 30. Mas quando seu grande golpe, envolvendo milhões de francos, é exposto, o resultado é um escândalo que quase leva a uma guerra civil. Classificação 14 anos

Às 20h:

- Reprise do programa


Dia 15, às 16h:

Muriel ou o tempo de um retorno - Muriel or le Temps D’um Retour. Ficção. (França/Itália, 1963 – 115’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Delphine Seyrig, Jean-Pierre Kérien, Nita Klein, Jean-Baptiste Thiérré, Claude Sainval, Laurence Badie, Jean Champion, Jean Dasté.

História de um grupo de pessoas da cidade de Boulogne, no início da década de 1960. Uma viúva e seu jovem enteado, ambos às voltas com difíceis lembranças que lhes pertubam o passado. Um antigo amor da juventude volta à vida da mulher e espanta o tédio de sua existência. Já o rapaz é assombrado por memórias de uma atrocidade que testemunhou durante a guerra da Argélia, quando uma jovem chamada Muriel foi torturada até a morte. Classificação 12 anos

Às 20h:

- Reprise do programa


Dia 16, às 16h:

Sessão de 3 curtas do Resnais: Guernica/ As estátuas também morrem/ Noite e Neblina - 3 Court-métrages Resnais – Guernica/ Les statues meurent aussi/ Nuit et Brouillard. Documentários. (França, 1950 – 60’).

Guernica

O bombardeamento da cidade de Guernica pela aviação nazista, em favor de Franco, é evocado através do afresco de Picasso (de 1937) e de outras de suas obras.

As estátuas também morrem

A arte negra torna-se um panfleto anti-colonialista e anti-racista. Neste potente poema, ritmado pelas formas das estátuas africanas, expõe-se a opressão e a destruição de uma arte e de um povo por outro povo.

Noite e Neblina

Imagens coloridas dos campos de concentração abandonados e filmes de arquivos em preto e branco. Texto do escritor Jean Cayrol, um ex-prisioneiro do campo de Orianemburgo.

O canto do Estireno – Le Chant du Styrène. Documentário. (França, 1958 – 14’).

Documentário sobre a fabricação da matéria plástica, com narração em versos alexandrinos e em cinemascope.

Toda a Memória do Mundo – Toute la Mémoire du Monde. Documentário. (França, 1956 – 22’).

Nas entranhas da Biblioteca Nacional, quem sabe qual será, amanhã, o testemunho mais confiável de nossa civilização? De corredor em corredor, de livro em livro, desdobra-se o labirinto.

Classificação 16 anos para todos os filmes deste programa

Às 20h:

- Reprise do programa