sábado, 11 de julho de 2009

Mulheres, Mitos e Deusas


Mulheres, Mitos e Deusas
O feminino através dos tempos

de Martha Robles
(Tradução: William Lagos e Débora Dutra Vieira)


Número de páginas: 448

Através de uma viagem pela história, pela literatura e pela mitologia, 'Mulheres, Mitos e Deusas' revela as diferentes faces da identidade feminina. Deusas, fadas, sábias, rainhas, santas, artistas e demais mulheres compõem o rico universo deste livro minucioso e comovente. Ao tomar contato com a história e os dilemas vividos por Eva, Hera, Cleópatra, Cinderela, Catarina de Medici, Teresa de Ávila e Simone de Beauvoir, dentre tantas outras, passamos a conhecer não apenas a marginalização dos valores primordiais femininos, mas sua resistência frente às imposições da moral patriarcal. Um texto que conduz o leitor por um caminho de redescobertas, apontando para o resgate da feminilidade.

A AUTORA
Martha Robles é uma das escritoras mais destacadas da literatura mexicana contemporânea. Socióloga com mestrado em Letras Hispânicas, alia o rigor da intelectual à sensibilidade da ficcionista. Seu espírito literário essencialmente transgressor, o poder imaginativo de seus textos e o domínio de uma técnica nunca desvinculada da emoção produziram uma obra sólida e de enorme interesse. Sua bibliografia é ampla, abrangendo novelas, ensaios, poemas e antologias. Entre seus livros destacam-se 'Memorias de la libertad', 'La sombra fugitiva escritoras en la cultura nacional', 'La ley del padre', 'Los pasos del héroe' e 'Mujeres del siglo xx'. Nasceu em Guadalajara, Estado de Jalisco, em 1948.


UM LANÇAMENTO










Imagem-conhecimento: Antropologia, cinema e outros diálogos


Imagem-conhecimento: Antropologia, cinema e outros diálogos
de Andréa Barbosa/Edgar da Cunha/Rose Hikiji (Orgs.)

Nº Páginas: 320


O livro resulta do encontro de pesquisadores brasileiros e estrangeiros interessados nas aproximações entre as ciências sociais e o universo das imagens, dos sons e das artes visuais. Com experiências de pesquisa diversas, os autores propõem e analisam estéticas, métodos e formas de construir o conhecimento. O conjunto dessas contribuições compõe as três partes desta coletânea.

Na primeira delas, "Imagem e conhecimento", é discutido como o trabalho com expressões da esfera do sensível, no campo das ciências sociais, provoca a introdução de novas questões epistemológicas para as disciplinas. O filme produzido no encontro etnográfico é o tema do bloco "Imagem e pesquisa", considerado em diferentes ângulos pelos autores – todos antropólogos, produtores e diretores. Já na última parte, "Imagens em análise", estão em questão narrativas audiovisuais que, por se destinarem à ampla circulação, possibilitam outra forma de acesso à realidade.

Livro destinado sobretudo aos interessados em antropologia, sociologia e cinema e suas reflexões sobre as conexões entre memória e vida, estética e conhecimento.

Sumário

PRÓLOGO
A ESTÉTICA DO TRABALHO DE CAMPO CONTEMPORÂNEO EM ARTE E ANTROPOLOGIA: EXPERIÊNCIAS DE COLABORAÇÃO E INTERVENÇÃO
George E. Marcus

PARTE 1 - IMAGEM E CONHECIMENTO

1. IMAGEM E CIÊNCIAS SOCIAIS: TRAJETÓRIA DE UMA RELAÇÃO DIFÍCIL
Sylvia Caiuby Novaes

2. SIGNIFICADO E SER
David MacDougall

3. SIGNIFICADOS E SENTIDOS EM TEXTOS E IMAGENS
Andréa Barbosa

4. ATRIBUIÇÃO DE AUTORIA EM OBRAS-DE-ARTE: A QUESTÃO DA EVIDÊNCIA NA HISTÓRIA DA ARTE
Jean-Louis Fabiani

PARTE 2 - IMAGEM E PESQUISA

5. DA NEGAÇÃO: AUTORIA E REALIZAÇÃO DO FILME ETNOGRÁFICO
Paul Henley

6. COMO INCORPORAR A AMBIGUIDADE? REPRESENTAÇÃO E TRADUÇÃO CULTURAL NA PRÁTICA DA REALIZAÇÃO DO FILME ETNOGRÁFICO
Catarina Alves da Costa

7. VÍDEO, MÚSICA E ANTROPOLOGIA COMPARTILHADA: UMA EXPERIÊNCIA INTERSUBJETIVA
Rose Satiko Gitirana Hikiji

8. A CONSTRUÇÃO DE SI MESMO: UMA EXPERIÊNCIA ETNO-AUDIOVISUAL COM OS POVOS TUPI-MONDÉ
Priscilla Barrak Ermel

9. COMUNICAÇÃO, TRADUÇÃO E ALTERIDADE: IMAGENS E PESQUISA ENTRE OS BORORO DO MT
Edgar Teodoro da Cunha

10. ABELHAS, ARANHAS E PÁSSAROS: ALGUMAS IMAGENS DO MOVIMENTO
Francirosy Campos Barbosa Ferreira

PARTE 3 - IMAGENS EM ANÁLISE

11. IMAGENS PERIGOSAS: A POSSESSÃO E A GÊNESE DO CINEMA DE JEAN ROUCH
Renato Sztutman

12. QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS DA RELAÇÃO ENTRE CINEMA DOCUMENTAL E CIÊNCIAS SOCIAIS
Paulo Menezes

13. MODOS DE VER A CLASSE TRABALHADORA
Ana Lúcia Marques Camargo Ferraz

14. WEB E ANTROPOLOGIA: REDES DE DIÁLOGOS, DE TROCAS SOCIAIS E DE NOVAS FORMAS DE APROPRIAÇÃO DO OUTRO. O CASO DOS DOGON E DOS WAYANA
Denise Barros e Paula Morgado

POSFÁCIO
A LAMA E O PÓ
Miriam Moreira Leite



UM LANÇAMENTO








sexta-feira, 10 de julho de 2009

Conferência "Os 100 anos de República Monárquica"


O Clube Literário do Porto tem o prazer de convidá-lo(a) para a Conferência "Os 100 anos da República Monárquica", com a presença de Nuno da Câmara Pereira. A sessão terá lugar no Auditório, dia 17 de Julho, pelas 21:30h.




Clube Literário do Porto Rua Nova da Alfândega, n.º 22 4050-430 Porto T. 222 089 228 Fax. 222 089 230 Email: clubeliterario@fla.pt URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt BLOGUE: http//www.clubeliterariodoporto.wordpress.com

O OLHAR E O SÉCULO DE BORGES

UM POUCO MAIS DE JORGE LUIS BORGES PARA OS NOSSOS SONHOS E PESADELOS!

O olhar de Borges – Uma biografia sentimental
de Solange
Fernándes Ordóñez
Tradução de Cristina Antunes


Páginas: 248

“Agrada-me imaginar Borges, já adulto, na noite, insone, em sua estreita cama de ferro, memorizando alguns versos que ditará no dia seguinte. Imagino-o com o travesseiro dobrado e a cabeça meio erguida, apoiada sobre suas mãos cruzadas na nuca. A casa silenciosa, a luz iminente da aurora beirando as frestas da persiana. Quanto é, digo a mim mesma, que um homem pode idealizar na solidão, no recanto de sua cama solitária, em meio às intangíveis tonalidades desse espaço! Enquanto isso, na cidade, dormimos. Como não sentir gratidão por esse ser, pelo artista que nos diverte em seu desvelo, que nos pensa, que nos exprime? O mundo avança, apesar de nossos equívocos maiúsculos, graças ao artista insone de todos os tempos e de qualquer lugar.”

“Ocasionalmente me comove imaginar este imenso mundo de amigos literários reunidos ao redor de Borges na solidão de sua morada monástica, no pequeno apartamento da rua Maipú, tão sóbrio, se preferir humilde, desprovido de falsos ornamentos, despossuído de brilhos aparentes ou lampejos vãos. Vem-me à memória, então, a autocrítica que escreveu no pé da página, aos sete anos: “Demasiado melodramático”. E sorrio. A vida de Borges parece responder à severidade com que o menino a desenhou, no começo do século.”

A AUTORA
Solange Fernández Ordóñez, nascida em Córdoba, formou-se na Faculdade de Filosofia e Humanidades, Universidade Nacional de Córdoba. Reside em Buenos Aires desde 1966, onde se especializou como psicóloga clínica de crianças e família.Dedicou esses anos à sua profissão e à família que formou com o médico Florentino Sanguinetti, também pintor renomado.

Herdou de seu pai, amigo de Borges, seu advogado e ele próprio poeta, a ligação com o escritor. Foi membro fundador da Fundación Internacional Jorge Luis Borges e participou como convidada na exposição do Centro Pompidou – 1992 – denominada L’Univers Borges.

Depois dessa viagem, Solange Fernández Ordóñez optou por sua vocação literária e começou a publicar notas de caráter cultural em diferentes mídias. Ao mesmo tempo completou , em 1993, um Mestrado em Gestão Cultural no Instituto de la Administración Pública (INAP).Ingressou, em 1994, na Fundación el Libro; desde então integra a mesa de Cultura desta instituição. Em 2001 viajou à Espanha e cursou o Mestrado de Gestão Cultural Hispano-Americana ministrado pela Universidade de Barcelona.

Há vários anos tem a seu cargo grupos de leitura de Borges, de caráter privado. Há quinze anos organiza e coordena o ciclo “Rincón de la Lectura” na Feira do Livro de Buenos Aires.
Solange Fernández Ordóñez tem um romance publicado, Viaje de Tristán. Prepara um terceiro livro cujo tema gira em torno da leitura.

E MAIS
“Borges será nosso clássico de Literatura, assim como é Shakespeare para os ingleses, Cervantes para os espanhóis e Goethe para os alemães”. A afirmação é da escritora Solange Fernández Ordóñez, autora de O Olhar de Borges – Uma biografia sentimental. No livro, que chega ao mercado pela Autêntica Editora, com tradução de Cristina Antunes, Solange permite ao leitor uma contemplação íntima – e surpreendente – de Jorge Luis Borges. Para isso, contou com valiosas ferramentas: um conjunto de cadernos manuscritos utilizados pelo escritor ao longo de 20 anos, depoimentos de sua mãe, Leonor Acevedo Borges, uma seleção que o próprio Borges fez, em diferentes momentos de sua vida, dos acontecimentos relevantes de sua infância e registro de seus comentários entre amigos, em palestras e entrevistas para a imprensa.

Além disso, Solange Ordóñez lançou seu olhar à obra completa e às publicações provenientes de revistas e suplementos. “Os cadernos, que constituem pilar fundamental na elaboração deste livro, ajudaram-me a entender as múltiplas direções e a intensidade do olhar deste escritor que, de forma paradoxal, estava ficando cego”, afirma. Os cadernos a que se refere, foram entregues pelo próprio Borges ao pai de Solange, Carlos Fernandez Ordóñez, em atenção à assistência que este lhe proporcionou como amigo e como advogado, durante mais de uma década. De lá para cá já se passaram 35 anos.

Menos voltado aos fatos e mais para como se construiu o Borges literário, este livro mostra como “a vida de Borges vai se construindo de forma justaposta com o cansativo trabalho poético, sem deixar em sua escritura, embora pareça estranho, maiores resquícios por onde espiar sua intimidade”. De acordo com a autora, “a vida, ao que parece, não impregnou seu afazer literário, tanto como este a sua pessoa”, conta. E é sobre esse universo fascinante e misterioso que o leitor poderá se debruçar neste, que promete ser o principal lançamento da Autêntica em 2009.

Leia aqui capítulo do livro


O Século de Borges
de Eneida Maria de Souza

Páginas: 112

A comemoração do centenário de Borges no final do milênio une as pontas de dois séculos, como se a literatura do século XX coincidisse com o nascimento do escritor. Curiosamente, Oscar Wilde – um dos autores mais próximos de Borges – morre desconhecido em 1900, num hotel de Paris, abrindo o novo século para as gerações vindouras e marcando o fim do culto da personalidade literária. A partir daí, a consagração autoral passará por momentos de crise, graças ao reconhecimento de ser a criação um gesto múltiplo e à descoberta do inconsciente, por Freud, que abalaria o enigma da racionalidade positivista do século XIX.


Leia aqui capítulo do livro




CONHECENDO BORGES
Jorge Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas.

Segundo um estudo de Antonio Andrade, Jorge Luis Borges tem ascendência portuguesa: o bisavô de Borges, Francisco, teria nascido em Portugal em 1770 e vivido na localidade de Torre de Moncorvo, situada no Norte de Portugal, antes de emigrar para a Argentina, onde teria casado com Cármen Lafinur.

Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, filho do advogado Jorge Guillermo Borges e de Leonor Acevedo Haedo. Aos sete anos de idade já teria revelado ao pai que seria escritor. Aos nove, escreve seu primeiro conto, "La visera fatal", inspirado em um episódio de Dom Quixote. Em 1914, muda-se, com os pais, para a Europa, morando inicialmente em Genebra, na Suíça, onde conclui seus estudos, e depois na Espanha. Em 1921, retorna a Buenos Aires, onde participa ativamente da efervescente vida cultural da cidade. Em 1923, publica seu primeiro livro de poemas, "Fervor de Buenos Aires". Iniciava-se, assim, uma das mais brilhantes carreiras literárias do século XX. Borges morreu em Genebra, onde está sepultado, por opção pessoal.

Borges foi um ávido leitor de enciclopédias. Em uma memorável palestra sobre O Livro em 1978, Borges comenta a felicidade em ganhar a enciclopédia alemã Enzyklopadie Brockhaus, edição de 1966. Lamenta não poder ver as letras góticas nem os mapas e ilustrações, entrentanto sente uma relação amistosa com os livros. Sua preferida era a IX edição da Britânica, como disse em uma das inúmeras entrevistas que deu. (Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas.

BIBLIOGRAFIA PARCIAL
Anthologies

* Antología personal (1961)
* Labyrinths (1962, anthology, in English)
* Libro de sueños (1976)
* Nueva antología personal (1980)

Essays and criticism

* Inquisiciones (1925)
* El tamaño de mi esperanza (1926)
* El idioma de los argentinos (1928)
* Evaristo Carriego (1930)
* Discusión (1932)
* Historia de la eternidad (1936)
* Otras inquisiciones (1952)
* Libro del cielo y del infierno (1960), with Bioy Casares
* Prólogos (1975)
* Siete Noches (1980)
* Nueve ensayos dantescos (1982)
* Atlas (1985)

Poetry

* Fervor de Buenos Aires (1923)
* Luna de enfrente (1925)
* Cuaderno San Martin (1929)
* El otro, el mismo (1969)
* La rosa profunda (1975)
* La moneda de hierro (1976)
* Historia de la noche (1977)
* La Cifra (1981)
* Adrogue, con ilustraciones de Norah Borges (1977)

Poetry and prose

* El hacedor (1960)
* Elogio de la sombra (1969)
* El oro de los tigres (1972)
* La moneda de hierro (1976)
* Los Conjurados (1985)
* El Instante

Short stories

* El jardín de senderos que se bifurcan (The Garden of Forking Paths) (1941; published in Ficciones, 1944)
* Historia universal de la infamia (1935, short stories)
* Seis problemas para don Isidro Parodi (1942)
* Ficciones (1944)
* Dos fantasías memorables (1946, as H. Bustos Domecq)
* Un modelo para la muerte (1946)
* El Aleph (1949)
* La muerte y la brújula (1951)
* Crónicas de Bustos Domecq (1967, as H. Bustos Domecq)
* El informe de Brodie (1970)
* El libro de arena (1975)
* Nuevos cuentos de Bustos Domecq (1977), con Bioy Casares
* La memoria de Shakespeare (1983)
* El Encuentro (1997)





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quinta-feira, 9 de julho de 2009

História da Bruxaria


História da Bruxaria
de Jeffrey B. Russel e Brooks Alexander


(Tradução: Álvaro Cabral e William Lagos)
Número de páginas: 232

Um livro primoroso com uma fantástica e eclética iconografia, Impossível não nos lembrarmos do chiste de Borges... (E.C.).

O LIVRO

Da feitiçaria antiga à implacável perseguição às bruxas; dos precursores da bruxaria moderna aos recentes movimentos neopagãos. Jeffrey B. Russell e Brooks Alexander percorrem um longo caminho para contar uma história que está nas entrelinhas da própria História. Uma trajetória silenciosa, mas não por isso menos verdadeira e devastadora.

Freqüentemente listada como uma das obras referenciais para o estudo do tema, "História da Bruxaria" desvenda o lento processo de formação e transformação de um estereótipo que a mentalidade coletiva, a rigor, preserva até hoje. Reais ou imaginárias, as bruxas exerceram um papel singular em várias sociedades de diferentes épocas. Acreditemos ou não, a história não contradiz a máxima: que elas existem, existem.

Ilustrado com mais de 100 fotografias e reproduções artísticas representativas.


OS AUTORES
Professor emérito de história na Universidade da Califórnia, Jeffrey B. Russel também ministra cursos de história e estudos religiosos em Berkeley, Riverside, Harvard, Novo México e Notre-Dame. É autor de mais de uma dezena de livros, dentre os quais se destacam The Devil: perseptions of evil from antiquity to primitive christianity, Ivesting the flat Earth e A history of heaven: the singing silence; além de inúmeros artigos veiculados nas mais diversas publicações.

Jornalista experiente, versado em ciência política e direito, Brooks Alexander é um estudioso das novas religiões e movimentos espirituais. Autor de Witchcraft goes mainstream, tem escrito numerosos artigos sobre bruxaria, neopaganismo e outros movimentos religiosos mais recentes.



UM LANÇAMENTO




Figuras traçadas na luz: A encenação no cinema

Figuras traçadas na luz: A encenação no cinema
de David Bordwell


Coleção: Campo imagético
Nº Páginas: 352

O LIVRO

Um filme conta sua história não apenas por meio do diálogo e da atuação, mas também pela direção de cena, que indica um estilo. Este livro mostra de que modo a encenação cinematográfica revela a trama, transmite a emoção e encanta o espectador com o auxílio da composição pictórica.

David Bordwell percorre a história do cinema e ilustra suas análises com mais de quinhentos fotogramas de filmes, com destaque para as contribuições de quatro diretores: Louis Feuillade, mestre das séries da década de 1910, cuja produção é examinada em profundidade; Kenji Mizoguchi, o grande cineasta japonês do período entre 1920 e 1950; Theo Angelopoulos, que começou sua carreira como um modernista político, no final dos anos 1960, e Hou Hsiao-hsien, que na década de 1980 se tornou o mais proeminente diretor asiático. Em perspectiva, Bordwell tece comentários sobre filmes de diversos cineastas importantes, como Howard Hawks, Michelangelo Antonioni, Ozu Yasujiro, Kitano Takeshi, entre tantos outros.

O AUTOR
David Bordwell (nascido em 23 jul 1947) é um proeminente teórico, crítico cinematográfico, e autor. Ele é Professor of Film Studies, Emérito no Department of Communication Arts at the University of Wisconsin-Madison . É casado com Kristin Thompson, com quem tem dois livros escritos: Film Art e Film History . Film Art é o mais utilizado ilivro introdutório sobre cinema nos Estados Unidos.

Bordwell é um prolífico estudioso, interessados em estudos sobre o autor (Ozu, Eisenstein, Dreyer), cinemas nacionais (Hong Kong), a história do cinema e estilo e teoria narrativa. Bordwell é considerado o fundador da teoria cognitiva do cinema, uma abordagem que baseia-se na psicologia cognitiva como base para a compreensão do film's effects. Estabeleceu-se como uma alternativa ao psicanalítico , a abordagem interpretativa que dominou o cinema em 1970 e anos 80.

BIBLIOGRAFIA

* Bordwell, David (1974). French Impressionist Cinema: Film Culture, Film Theory, and Film Style (Reprint 2002 ed.). North Stratford, NH 03590: Ayers Company Publishers, Inc.
* Bordwell, David (1981). The Films of Carl-Theodor Dreyer. Berkeley: University of California Press.
* Bordwell, David; Janet Staiger and Kristin Thompson (1985). The Classical Hollywood Cinema: Film Style and Mode of Production to 1960. New York: Columbia University Press.
* Bordwell, David (1985). Narration in the Fiction Film. Madison: University of Wisconsin Press.
* Bordwell, David (1988). Ozu and the Poetics of Cinema. Princeton: Princeton University Press.
* Bordwell, David (1989). Making Meaning: Inference and Rhetoric in the Interpretation of Cinema. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David (1993). The Cinema of Eisenstein. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David; Kristin Thompson (1994 (2002)). Film History: An Introduction. New York: McGraw-Hill.
* David Bordwell and Noël Carroll, ed (1996). Post-Theory: Reconstructing Film Studies. Madison: University of Wisconsin Press.
* Bordwell, David (1997). On the History of Film Style. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David (2000). Planet Hong Kong: Popular Cinema and the Art of Entertainment. Cambridge: Harvard University Press.
* Bordwell, David; Kristin Thompson (2003). Film Art: An Introduction (Seventh edition ed.). New York: McGraw-Hill.
* Bordwell, David (2005). Figures Traced in Light: On Cinematic Staging. Berkeley: University of California Press.
* Bordwell, David (2006). The Way Hollywood Tells It: Story and Style in Modern Movies. Berkeley: University of California Press.
* Bordwell, David (2008). Poetics of Cinema. Berkeley: University of California Press.

SAIBA MAIS SOBRE SUAS TEORIAS EM SEU BLOG

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O circo no risco da arte

O Circo no risco da arte
de Emmanuel Wallon (Orgs.)
com Tradução deAna Alvarenga, Augustin de Tugny, Cristi
ane Lage

Título original
Le cirque au risque de l’art
Páginas: 192

Durante mais de dois séculos, o circo inventou suas relações próprias com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço sem deixar de manter sedutoras relações com outras disciplinas. Provenientes de novas escolas, as companhias de hoje desestruturam as categorias e as hierarquias tradicionais, concebendo obras nas quais a proeza não está mais em primeiro plano. A gente do circo contesta a noção de gênero menor inserindo-se com isso nas noções usufruídas pelas artes cultas?

Os autores deste livro exploram um universo em que a noção de risco artístico recobre todas as direções.


Fala Emmanuel Wallon

“Tendo ouvido o aviso, o lobo da fábula ainda corre. Assim também o circo estará sempre tentado a pegar a tangente, quaisquer que sejam os lisonjeiros com os quais nós o gratificamos. Pois definitivamente seus intérpretes preferem as incertezas do estado nômade às seguranças das situações de repouso. Como a margem residiria no centro? A circularidade da pista se presta a redondezas regulares. As forças centrífugas não continuarão a dominar menos. No risco da arte.”

“O circo no risco da arte” trata do universo circense a partir da análise de pesquisadores franceses

Desde o final do século XVIII o circo vem reinventando suas relações com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço. A partir de 1980, entretanto, um novo movimento se intensificou, principalmente na França. O interesse dos artistas de teatro, da dança e da música pelo circo, formando um intercâmbio entre as artes, que chegou para desestruturar as categorias e as hierarquias circenses tradicionais, mostrou a riqueza de possibilidades que um picadeiro pode acolher. Surge, assim, desta interface entre as artes, o circo contemporâneo. E é sobre esse universo de magia e encanto que trata o livro O Circo no risco da arte, da Autêntica Editora. Organizado por Emmanuel Wallon com a contribuição de Caroline Hodak-Cruel, traduzido por Ana Alvarenga, Augustin de Tugny e Cristiane Lage, a publicação reúne artigos de 20 renomados pesquisadores franceses acerca do processo de desenvolvimento e evolução do circo, desde o início até os dias atuais. O lançamento integra a programação do Ano da França no Brasil. O livro aponta que o circo hoje está acompanhado de formas que nos remetem, em parte, ao espetáculo tradicional, às suas figuras que renovam sua linguagem com a ajuda de outras artes cênicas, como a dança, o teatro, a performance, o espetáculo audiovisual. “O circo contemporâneo tem a tendência de se integrar em uma continuidade frequentemente inédita daquilo que antes dependia da sucessão de fragmentos, de números em benefício de um novo relato, de uma nova narrativa”. Entre os pontos abordados está a relação entre o circo e o teatro, a importância do corpo como instrumento artístico de proeza e performance, além de vários estudos e pesquisas sobre as possibilidades de um espetáculo. O circo limita sua ambição ao êxito de seu jogo, cujos principais valores são a virtuosidade, a perfeição do gesto, o desafio lançado à dificuldade e o gosto pelo extremo. “Ele propõe, ainda, a quem o pratica uma primeira aprendizagem, que é essencial: o do risco a se correr, que só pode ser assumido pelo trabalho, que é o único a promover o rigor do gesto, a exatidão do movimento, a força da atenção. É verdade que tudo é ficção, mas leva constantemente à realidade: assim que se entra na pista, sabe-se que pelo menor erro, pela mais ínfima negligência, pela menor sombra de desenvoltura pode-se pagar muito caro, em pesadas perdas e, por vezes, irreversíveis”. Os autores destacam que o conhecimento do universo circense passa por suportes que revelam tanto a gênese de um espetáculo quanto as escolhas estéticas de um artista, as obrigações administrativas de uma instituição ou mesmo os elementos de comunicação e referências características de uma marca. Como forma de compartilhar este conhecimento e permitir que ele se multiplique, o livro disponibiliza uma lista de fontes de pesquisa sobre o universo do circo, muitas vezes negligenciado enquanto manifestação artística, principalmente no Brasil.

O AUTOR
Emmanuel Wallon formou-se aos 20 anos pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris. Fez Doutorado em Sociologia na École des hautes études en sciences sociales EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais) e habilitou-se orientador de teses em Ciências políticas na universidade de Paris .

Aos 50 anos Emmanuel Wallon é professor de sociologia política em Nanterre e no Centro de estudos teatrais da universidade de Louvain-la-Neuve (Bélgica). É ainda membro do comitê de redação das revistas Temps Modernes, Études théâtrales e L´Observatoire, a revista das políticas culturais na França. Foi presidente da associação Hors Les Murs (Associação nacional para a promoção e o desenvolvimento das artes da rua e do circo) de 1998 à 2003. Em junho de 2005, apresentou a pedido do então ministro da Cultura da França um relatório intitulado Sources et ressources pour le spectacle vivant, 2onde analiza a situação da pesquisa na área dos estudos do espetáculo vivo, ou as artes cênicas.

Confira aqui um capitulo do livro

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LUXO




LUXO
de Anna Godbersen


Páginas:400

Todo o fascínio da Nova York da virada do século XIX para o XX, quando Manhattan começava a se transformar no coração do mundo, a Quinta Avenida abrigava as mansões de algumas poucas e abastadas famílias e os jovens da alta sociedade se exibiam em fabulosos vestidos e elegantes fraques em animados bailes madrugada adentro, está em Luxo, primeiro volume da série The Luxe, da norte-americana Anna Godbersen, que chega às livrarias brasileiras pela Rocco Jovens Leitores. Espécie de “Gossip Girls de época”, a série ganhou o aval de Cecily Von Ziegesar, autora da série sobre as patricinhas de Nova York. “Quando comecei a ler Luxo, não consegui parar mais”, diz. E as leitoras brasileiras hão de concordar, afinal, o livro prende a atenção da primeira à última linha, com uma trama cheia de glamour, intrigas e romance, embalada por uma deliciosa reconstituição histórica.

Luxo conta a história das irmãs Elizabeth e Diana Holland, filhas da alta sociedade nova-iorquina, levando uma vida de luxo e sonhos, mas cercada de intriga, inveja, escândalos, paixões proibidas, interesses e desilusões; um mundo de aparências onde não cumprir as regras sociais pode levar ao ostracismo e seguir o coração pode custar ainda mais caro. Pelo menos, é isso que Elizabeth Holland pensa quando decide se casar com o charmoso Henry Schoonmaker, o solteiro mais cobiçado de Nova York, num típico arranjo familiar. Diana, no entanto, não está tão interessada em obedecer às hipócritas regras da vida social quanto sua irmã mais velha. Assim como a traiçoeira Penelope Hayes, que não pretende deixar barato o casamento do rapaz mais interessante da cidade.

Cruzando os caminhos desses quatro adolescentes que vivem com os hormônios em ebulição, frequentam os melhores salões de Manhattan e têm suas vidas retratadas diariamente nas colunas sociais, estão Will, o jovem cocheiro da família Holland, e Lina Broud, uma criada disposta a tudo para mudar de vida e que guarda um segredo sobre Elizabeth capaz de chocar até mesmo as moças mais liberais da cidade.

Com uma narrativa envolvente e uma prosa tão elegante e irônica quanto cada ato de seus personagens, Anna Godbersen conduz o leitor até um final surpreendente. E em meio a esta trama repleta de romance, dissimulação e pitadas de mistério, reconstrói costumes e cenários com maestria, traçando um rico painel da juventude nova-iorquina da virada do século passado.

A AUTORA
Anna Godbersen nasceu em Berkeley, Califórnia, em 1980 e foi educada no Barnard College, em Manhattan, e atualmente vive no Brooklyn, Nova York com seu marido.

Ela é a autora de Luxo A série, com The Luxe, o primeiro livro da série, (sua novela de estréia , que foi publicada em 23 de Novembro de 2007 pela HarperCollins. Seguiu-se Rumors, e o terceiro, que tem como tema a inveja, lançado em Janeiro de 2009. Seu quarto livro tem o nome de Splendor, conclui a série The Luxe [citação necessários], e será publicado em 27 de outubro de 2009.


Saiba mais sobre a autora e a série The Luxe no site www.theluxebooks.com.


UM LANÇAMENTO






ESPM realiza palestra sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise

A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), realiza a palestra "Comunicação e Gerenciamento de Crise: elemento estratégico da sustentabilidade corporativa" no próximo dia 13/07, em São Paulo.

José Eduardo Prestes, consultor de empresas e professor no curso de Pós-Graduação em Comunicação Corporativa da ESPM, discutirá os desafios da comunicação corporativa em tempos de crise. A palestra abordará também a prevenção e processos de gerenciamento de crise, principalmente no aspecto humano das organizações.

O evento é gratuito e aberto ao público. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail candidato@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225ESPM realiza palestra sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise

Da Redação

A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), realiza a palestra "Comunicação e Gerenciamento de Crise: elemento estratégico da sustentabilidade corporativa" no próximo dia 13/07, em São Paulo.

José Eduardo Prestes, consultor de empresas e professor no curso de Pós-Graduação em Comunicação Corporativa da ESPM, discutirá os desafios da comunicação corporativa em tempos de crise. A palestra abordará também a prevenção e processos de gerenciamento de crise, principalmente no aspecto humano das organizações.

O evento é gratuito e aberto ao público. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail candidato@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225

DEPOIS SOMOS NÓS QUE BEBEMOS!


Deputado apresenta projeto que regulamenta a profissão de jornalista

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que ajuizou ação que derrubou a Lei de Imprensa, apresentou, nesta quarta-feira (08/07), o Projeto de Lei 5592/2009, que regula a profissão de jornalista. Pelo texto, o diploma volta a ser obrigatório para a obtenção do registro profissional, mas não restringe o trabalho em empresas jornalísticas.

“A minha proposta é uma adaptação a decisão do Supremo. Para trabalhar numa redação, não precisa de diploma. Mas para ser jornalista e ter o registro profissional, precisa”, explica o autor da proposta.

O projeto abre exceção para os colaboradores – que exercem a função habitualmente, mas sem relação de emprego – e provisionados – que possuem o conhecimento prático reconhecido. Por outro lado, existe um artigo que torna obrigatória a exigência do diploma para funcionários do setor público.

“No setor público eu torno obrigatório. Como o empregador é o Estado, eu posso legislar”, diz.

Além do diploma, o projeto trata de outras questões, como a definição das funções exercidas pelo jornalista, o papel dos Sindicatos de Jornalistas e a garantia do piso salarial.

Após a apresentação, Miro Teixeira espera receber contribuições para o projeto. Na justificativa, afirma que o texto “representa o pensamento do autor”. Questionado se procurou entidades de classe ou representantes da sociedade civil para a elaboração do texto, respondeu que não.

“Eu fiz o projeto. Essa é a opinião do autor. Se a gente começa a discutir muito, não faz nada”, diz o deputado, que espera votar o projeto ainda em agosto deste ano.

Leia a íntegra do projeto.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A Menina, o cofrinho e a vovó

A Menina, o cofrinho e a vovó

de Cora Coralina






24 pág.

O LIVRO

Uma menina e sua avó. Mesmo distantes, que tesouros elas trocam? Nesta história, Cora Coralina conta como uma avó trabalhadeira recebeu um presente simples e generoso da neta. Um presente que ajudou a avó a realizar seu sonho. E, como entre avós e netos a moeda de troca é variada, como será que avó agradeceu?



A AUTORA

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.


Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiá.

Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na cidade de São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender lingüiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.

Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

lançamentos da

Inscrições abertas para edital de Análise e Criação Literária

Projetos que promovam a difusão de ações literárias podem participar do novo edital publicado pela Fundação Cultural de Curitiba.

A Fundação Cultural de Curitiba abriu inscrições para um novo edital do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), destinado a projetos de análise e criação de textos nos diversos gêneros literários. O edital e seus anexos estão disponíveis em www.fccdigital.com.br/leidoincentivo/index.asp, no menu "Editais de Inscrições", e os interessados podem fazer suas inscrições até o dia 3 de agosto de 2009.

O edital “Análise e Criação Literária” dispõe de uma verba de R$ 310 mil, oriunda do Fundo Municipal da Cultura, para contemplar trabalhos enquadrados nas seguintes modalidades: todos os gêneros literários (níveis I e II), poesia, poesia e performance, crônica, conto, novela/romance (projeto avançado), dramaturgia (níveis I e II), literatura infanto-juvenil e jornalismo cultural e crítica literária. A cada projeto selecionado com propostas em uma única modalidade será destinado o valor de R$ 13,5 mil e, para aquele com propostas para duas modalidades, o valor de R$ 27 mil.

Estão habilitados a participar do edital pessoas físicas domiciliadas em Curitiba, com comprovada atuação na área de literatura. A análise dos projetos será efetuada numa primeira etapa por uma comissão técnica especializada, que observará o mérito da proposta seguindo critérios como viabilidade orçamentária, relevância do tema, contrapartida social, estrutura metodológica e currículo do proponente.

Os proponentes classificados nessa fase da seleção serão convocados para a etapa seguinte, destinada à avaliação documental. A convocação será realizada por meio de publicação no Diário Oficial – Atos do Município de Curitiba e no site www.fccdigital.com.br, link “Lei/Editais - Lei de Incentivo”, menu “Convocação Editais FMC”.

Serviço:

Inscrições abertas para o Edital “Análise e Criação Literária”, do Fundo Municipal da Cultura

Informações em www.fccdigital.com.br/leidoincentivo/index.asp, no menu "Editais de Inscrições"

Mostra de Curtas Unibrasil

Dia10, às 19h30


Local: Cinemateca de Curitiba


Entrada franca


Mostra de filmes universitários da Unibrasil

Classificação 14 anos para todos os filmes


Políticos Paranaenses: Documentário José Richa
Trata-se de um documentário baseado em relatos de pessoas que conviveram e contam a biografia da vida pública do ex-governador do Paraná, José Richa (1934-2003), no período que compreende o final dos anos 50 até o início dos anos 90. A produção foi realizada através de entrevistas com personagens que tiveram contato direto com o protagonista da obra.

Duração/ano: 29min30seg/2008
Direção: Eduardo Furiatti, Emerson Alessandro Saraiva e Vítor Costa
Edição: Rogério Borgia
Capa e arte: Jô Antunes

190 km/h

Curta sobre o caso da morte de dois jovens, Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo num acidente de trânsito em Curitiba. O caso ficou polêmico porque envolveu um deputado estadual do Paraná, Fernando Ribas Carly Filho, que foi o responsável pelo acidente e morte dos dois rapazes.

Duração/ano: 9 min/2009

Direção: Suzane Scrotch

Edição: Suzane Scrotch

Produção: Daiane de Oliveira

A Saga de uma reportagem

Documentário sobre o jornalismo investigativo e que usa como pano de fundo um dos casos de investigação policial mais complexo, que envolveu a esposa e filha de um menino na cidade de Guaratuba, litoral do Paraná. O caso ficou famoso por ser um dos julgamentos mais longos da história paranaense.

Duração: 10 min

Direção: Nataly Ribas

Edição: Nataly Ribas

Produção: Nataly Ribas

Ciúme

Documentário que narra o sentimento de ciúmes e mostra personagens falando sobre como demonstração o amor e o interesse pela pessoa amada nas relações afetivas.

Duração: 10 min/2009

Direção: Bruna Nicz

Edição: Bruna Nicz e Gabriel Rodrigues

Produção: Bruna Nicz e Gabriel Rodrigues

Tempo: 15 min

Coragem

Fala sobre a coragem relacionada a diversas situações desde as relações pessoais até as profissionais.

Duração: 10 min/2009

Direção: Marcos Mariano

Edição: Marcos Mariano

Produção: Marcos Mariano

Medo

O medo nas suas mais diversas formas e mostrando o que aflige pessoas de diferentes idades. Um documentário composto por imagens que levam o espectador a referenciar as várias formas do sentimento do medo.

Duração: 10 min/2009

Direção: Jeniffer Pimenta

Edição: Jeniffer Pimenta

Produção: Ana Paula Carula

Wilson

O personagem da história é um rapaz de origem africana que por ser cego tenta buscar nas artes as várias formas de se expressar. Morador do Instituto Paranaense de Cegos, o jovem Wilson mostra que seria deficiente visual poder ter as suas vantagens num mundo visual.

Duração: 10 min/2009

Direção: Pâmela Stadler

Edição: Richard Benvenutti

Produção: Pâmela Stadler

Trem

Documentário que narra a vida dos homens que dirigem trens na ferrovia que liga Curitiba ao litoral do Paraná.

Duração: 12 min/2009

Direção: Gisleine Moreira

Edição: Gisleine Moreira

Produção: Gisleine Moreira

MOSTRA ALAIN RESNAIS

CINQUENTA ANOS DA NOUVELLE VAGUE FRANCESA

De 11 a 16 de julho


Realização:

Cinemateca da Embaixada da França

Aliança Francesa

Cinemateca de Curitiba


Entrada franca



Versão original com legendas em português



Nascido em 1922, em Vannes, Alain Resnais é um cineasta do tempo e da memória. É o único autor de cinema a não escrever os roteiros de seus filmes. Os temas por ele abordados são os mais variados, sempre girando em torno dos mecanismos psicológicos e da questão do livre-arbítrio, o que cria um universo de imagens aparentemente sem sentido, porém de grande apelo sensorial. O diretor é bastante conhecido por suas obras-primas de ficção poética, como Hiroshima, meu amor, sobre a ligação de uma francesa com um oficial alemão em plena ocupação nazista, e O ano passado em Marienbad, história de um homem que tenta convencer uma mulher a fugir com ele, mas ela não consegue lembrar-se do caso que eles tiveram no passado, em Marienbad. Além disso, Resnais realizou documentários de grande importância, como Noite e Neblina, sobre os campos de concentração nazistas, até hoje considerada uma das mais fortes e contundentes obras realizadas sobre o Holocausto. Essas e outras obras estarão presentes na mostra, que homenageia os 50 anos da Nouvelle Vague e comemora o ano da França no Brasil.


Dia 11, às 19h:

Antes da sessão, haverá uma apresentação com a jornalista e historiadora Viviane Ribeiro, coordenadora da Aliança Francesa.

Hiroshima, Meu amor - Hiroshima mon amour. Ficção. (França/Japão, 1959 – 90’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassa, Pierre Barbaud, Bernard Fresson.

Em 1959, jovem francesa passa a noite com arquiteto japonês, em Hiroshima, onde ela participa de um filme sobre a paz. Ele a faz lembrar de seu primeiro amor, um soldado alemão que conheceu em Nevers, na França, no final da segunda guerra.

Classificação 16 anos


Dia 12, às 16h:

O Ano Passado em Marienbad - L'année dernière à Marienbad. Ficção. (França, 1961 – 94’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Delphine Seyrig, Giorgio Albertazzi, Sacha Pitoëff, Françoise Bertin, Pierre Barbaud.

Num imenso e luxuoso palácio barroco, transformado em hotel (e em labirinto espaço-temporal), entre corredores, salões decorados e estátuas, um estranho tenta convencer uma mulher casada a fugir consigo. Ele diz conhecê-la. Diz que foram amantes. Entretanto, parece difícil fazê-la lembrar de que tiveram um caso (ou que não tiveram no ano passado, em Marienbad – ou seria Frederiksbad?)

Classificação 16 anos

Às 20h:

- Reprise do programa

Dia 13, às 16h:

Meu Tio na América - Mon oncle d’amérique. Ficção. (França, 1980 – 125’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Gerard Depardieu, Nicole Garcia, Roger Pierre, Nelly Borgeaud, Pierri Arditi, Gerard Darrieu,Phillippe Laudenbach, Marie Dubois, Henri Laborit, Jean Baste.

Os destinos cruzados de três personagens sob o olhar de uma quarta cobaia: o biólogo Henri Laborit, que explica sua própria teoria sobre como o ambiente interfere na formação da personalidade dos seres humanos. Mas desta vez, ao invés de ratos de laboratório, os objetos de investigação são dois homens e uma mulher, de cidades, origens sociais e famílias diferentes, cujas vidas são acompanhadas desde a infância até a fase adulta. Classificação 12 anos

Às 20h:

- Reprise do programa


Dia 14, às 16h:

Stavisky ou o império de Alexandre – Stavisky. Ficção (França/Itália, 1974 – 120’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Jean-Paul Belmondo. François Périer, Anny Duperey, Michael Lonsdale, Roberto Bisacco, Claude Rich, Charles Boyer, Pierre Vernier, Gerard Depardieu.

Enquanto Trotski obtém asilo político em território francês, o industrial e escroque Serge Alexandre, na pele de Stavisky, com seu charme e talento irresistíveis, consegue estar sempre cercado de muitos amigos, dentre eles, membros influentes da elite industrial e política francesa do começo dos anos 30. Mas quando seu grande golpe, envolvendo milhões de francos, é exposto, o resultado é um escândalo que quase leva a uma guerra civil. Classificação 14 anos

Às 20h:

- Reprise do programa


Dia 15, às 16h:

Muriel ou o tempo de um retorno - Muriel or le Temps D’um Retour. Ficção. (França/Itália, 1963 – 115’). Direção de Alain Resnais. Elenco: Delphine Seyrig, Jean-Pierre Kérien, Nita Klein, Jean-Baptiste Thiérré, Claude Sainval, Laurence Badie, Jean Champion, Jean Dasté.

História de um grupo de pessoas da cidade de Boulogne, no início da década de 1960. Uma viúva e seu jovem enteado, ambos às voltas com difíceis lembranças que lhes pertubam o passado. Um antigo amor da juventude volta à vida da mulher e espanta o tédio de sua existência. Já o rapaz é assombrado por memórias de uma atrocidade que testemunhou durante a guerra da Argélia, quando uma jovem chamada Muriel foi torturada até a morte. Classificação 12 anos

Às 20h:

- Reprise do programa


Dia 16, às 16h:

Sessão de 3 curtas do Resnais: Guernica/ As estátuas também morrem/ Noite e Neblina - 3 Court-métrages Resnais – Guernica/ Les statues meurent aussi/ Nuit et Brouillard. Documentários. (França, 1950 – 60’).

Guernica

O bombardeamento da cidade de Guernica pela aviação nazista, em favor de Franco, é evocado através do afresco de Picasso (de 1937) e de outras de suas obras.

As estátuas também morrem

A arte negra torna-se um panfleto anti-colonialista e anti-racista. Neste potente poema, ritmado pelas formas das estátuas africanas, expõe-se a opressão e a destruição de uma arte e de um povo por outro povo.

Noite e Neblina

Imagens coloridas dos campos de concentração abandonados e filmes de arquivos em preto e branco. Texto do escritor Jean Cayrol, um ex-prisioneiro do campo de Orianemburgo.

O canto do Estireno – Le Chant du Styrène. Documentário. (França, 1958 – 14’).

Documentário sobre a fabricação da matéria plástica, com narração em versos alexandrinos e em cinemascope.

Toda a Memória do Mundo – Toute la Mémoire du Monde. Documentário. (França, 1956 – 22’).

Nas entranhas da Biblioteca Nacional, quem sabe qual será, amanhã, o testemunho mais confiável de nossa civilização? De corredor em corredor, de livro em livro, desdobra-se o labirinto.

Classificação 16 anos para todos os filmes deste programa

Às 20h:

- Reprise do programa

PROGRAMAÇÃO CINEMA CURITIBA

De 10 a 16 de julho de 2009

Domingo, 12 de julho – ingresso a R$1,00


CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br


FRONTEIRA (BR/2008 – 35mm – 85’) Direção de Rafael Conde. Elenco: Berta Zemel, Débora Gómez, Alexandre Cioletti. Fronteira narra uma história de amor e mistério em um velho sobrado onde vive Maria Santa, jovem cuja fama de milagreira ultrapassa as montanhas do interior de Minas. A chegada de dois novos personagens terá efeitos perturbadores sobre Maria Santa: um viajante, com quem vive uma intensa paixão, e Tia Emiliana, velha senhora empenhada em preparar um grande milagre. Classificação 14 anos

Dias 10 e 11, sessão às 16h

Ingresso pago: R$5,00 (inteira) - R$2,50 (meia) – R$1,00 (domingo)


MOSTRA DE CURTAS DA UNIBRASIL

Dia 10, às 19h30 (ver programação em anexo)

Entrada franca


MOSTRA ALAIN RESNAIS

De 11 a 16 de julho (ver programação em anexo)

Entrada franca





PROGRAMAÇÃO

De 10 a 16 de julho de 2009

Domingo, 12 de julho – ingresso a R$1,00

CINE LUZ – Rua XV de Novembro, nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br


CHE (The Argentine, EUA/FRA/ESP, 2009 – 131’). Direção de Steven Soderbergh. Com Benicio Del Toro, Demián Bichir, Santiago Cabrera. No dia 26 de novembro de 1956, Fidel Castro navega até Cuba com oito rebeldes. Um deles era Ernesto "Che" Guevara, um médico argentino que dividia com Castro um objetivo comum - derrubar o governo do corrupto Fulgencio Batista. Che prova ser indispensável na batalha e rapidamente aprende a arte de guerrilha. Ao mesmo tempo que retrata as batalhas rumo à revolução, Che demonstra, através de imagens da famosa viagem de Guevara às Nações Unidas, a repercussão que a vitória socialista cubana teve nos EUA e no mundo. O poder das idéias e ações de um homem que mudou o curso da história como a conhecemos.

Classificação 12 anos

Sessões às 15h, 17h30 e 20h

Domingo, dia 12 – sessões somente às 17h30 e 20h



A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS (BR, 2004 – 80’). Direção de Amauri Tangará, com Diego Borges, Izabel Serra, Waldir Bertúlio. Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó Dona Dindinha que muito doente sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Quando Joãzinho flagra a avó rezando a Deus, pedindo para que ele a leve logo, pois não suporta as dores da saúde fragilizada por conta da idade, o menino resolve vender “Mocinha”, sua cabrita de estimação. Com o dinheiro arrecadado, Joãozinho pretende comprar os remédios da avó. Começa aí a jornada do pequeno protagonista, que percorre as vilas ao redor de sua moradia a fim de conseguir vender a cabrita. Classificação livre.

Domingo, dia 12 – sessões às 10h30 e 15h30

Teatro do Piá apresenta espetáculo de sombras

A peça infantil “Compadre Rico e Compadre Pobre” estará em cartaz aos domingos, às 11h, até 2 de agosto.



Começa neste domingo (12), às 11h, no Teatro do Piá, a temporada do espetáculo de sombras Compadre Rico e Compadre Pobre. A peça infantil ficará em cartaz até 2 de agosto, mostrando para as crianças o universo do caboclo – seus costumes, sua linguagem e suas histórias ricas em sabedoria popular.

A peça conta a história de dois vizinhos muito pobres e muito amigos. Fizeram um acordo de que, se um tivesse um filho e o outro uma filha, fariam de tudo para que os dois namorassem e se casassem. Um dos amigos acabou virando um fazendeiro muito rico. O outro continuou pobre. Logo nasceram duas crianças. Assim que soube do nascimento do filho do outro o compadre rico fez de tudo para que não se cumprisse o combinado.

De autoria de Ricardo Azevedo e imagens elaboradas por Marcello Santos, o espetáculo é uma realização do grupo Karagozwk. No dia 2 de agosto, a peça estará em cartaz também no Teatro Cleon Jacques (Centro de Criatividade de Curitiba).


Serviço: Compadre Rico e Compadre Pobre – Teatro de Sombras Local: Teatro do Piá – Palacete Wolf (Praça Garibaldi, 7) Data: dias 12, 19 e 26 de julho e 2 de agosto de 2009, às 11h Entrada franca. Contato com o grupo: (41) 9114-9709 www.teatrodesombras.com.br

Sidail César apresenta no Paiol o show Céu de Vinil

Um repertório de músicas inéditas marca o espetáculo que acontece às 21h deste sábado (11), levando ao palco o talento de músicos curitibanos.



Músicas inéditas de Sidail César estão reunidas no espetáculo “Céu de Vinil”, atração do Teatro Paiol, às 21h deste sábado (11). O violonista e compositor apresenta obras feitas em parceria com Ronald Magalhães, Luis Reich, Mauricio Sousa e Edu Hoffmann, como a composição que dá nome ao show, além de Samba Novo, Metáfora e Mordida de Tubarão, entre outras.

No palco também estarão as cantoras Eliane Bastos, Rita Mattar e Constança Camargo, ao lado dos músicos Fabiano (bateria), Henrique (piano), Marcelo Winck (contrabaixo), Zezinho (pandeiro) e Mattoso (sax e flauta), em participações especiais. A iluminação do show está a cargo de Waldomiro Patricio do Nascimento.

Nascido em Curitiba, Sidail César atua no cenário musical desde 1968, quando integrou o conjunto Os Brasinhas. Em 1972 foi morar no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade de Letras São Judas Tadeu. Com participações em festivais estudantis, conquistou premiações como melhor compositor e intérprete de suas músicas.

Com o retorno a Curitiba, em 1978, passou a trabalhar em parceria com os poetas Roberto Prado, Marcos Prado e Antonio Thadeu, numa parceria que se manteve até 1983 e gerou shows no TUC, Paiol e Teatro Guaíra, entre outros espaços culturais. Em 1988 foi convidado a participar do projeto Brasileirinho, no Teatro Sesc da Esquina, junto com João Nogueira. No ano seguinte, apresentou-se no Sesc Pompéia (SP), dividindo o palco com Ronald Magalhães e Susi Montserrat.

Entre 1997 e 2005, Sidail lançou três CDs – Chega de Choro, Parceria e No Cine Marabá –, sendo que os destaques da última gravação são as músicas Nossa Aldeia e Rara Metade.





Serviço: Espetáculo “Céu de Vinil”, com Sidail César e participação das cantoras Eliane Bastos, Rita Mattar e Constança Camargo, ao lado dos músicos Fabiano (bateria), Henrique (piano), Marcelo Winck (contrabaixo), Zezinho (pandeiro) e Mattoso (sax e flauta) Data e horário: dia 11 de julho de 2009 (sábado), às 21h Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho) Ingressos: R$ 10 e R$ 5 Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

SEDUÇÃO PROFANA

SEDUÇÃO PROFANA
Uma aventura de Meredith Gentry, Princesa das Sombras
de Laurell K. Hamilton


Páginas:496


Um universo mágico, com toques de folclore, erotismo e aventura, dá o tom de Sedução profana de Laurell K. Hamilton. Ambientada em um mundo onde seres humanos, fadas, duendes e outras criaturas encantadas convivem em relativa harmonia, a trama é narrada por Meredith Gentry, que trabalha como investigadora em uma agência de detetives especializada em casos sobrenaturais ou que envolvam algum tipo de feitiço. Mas a jovem guarda um segredo: sua verdadeira identidade é Meredith NicEssus, uma princesa ameaçada de morte que se escondeu em Los Angeles.

Mesmo sendo uma encantada – criatura com poderes mágicos e características diferentes dos humanos, como pele e olhos brilhantes – Meredith é mortal. Parte fada da luz, parte fada da escuridão, ela foi criada entre pessoas comuns dos 6 aos 16 anos. Seu pai, o Príncipe Essus, a tirou da corte depois que ela quase morreu afogada pela tia, a Rainha do Ar e da Escuridão. Ao voltar para sua terra natal, uma década depois, a princesa percebeu que sua vida ainda corria perigo. Apesar de ter sangue nobre, Meredith não era respeitada como tal na Corte Profana e acabou vítima de uma série de atentados. Com medo de morrer durante alguma luta, ela preferiu fugir, ainda que isso significasse despertar a fúria de sua poderosa tia.

Depois de três anos escondida em Los Angeles, Meredith parece estar com a vida estabilizada. Além de um emprego, ela tem amigos em quem pode confiar e um namorado. Sua mágica, incapaz de protegê-la dos ataques de outros encantados, é perfeita para deixá-la com aspecto humano. Mas um caso aceito pela agência de detetives faz com que ela seja obrigada a deixar o disfarce de lado e encarar uma nova realidade: retornar à Corte Profana e descobrir por que a tia exige sua presença.

Aliados inesperados, inimigos à espreita e muitas surpresas aguardam Meredith em sua jornada. E a volta ao castelo da Rainha do Ar e da Escuridão é só o começo. Até a última página, os leitores são envolvidos em uma teia de mistério e intrigas, recheada com cenas de magia, batalhas violentas e uma boa dose de sexo. Conseguirá a princesa escapar com vida das armadilhas em seu caminho? Seu futuro é o trono ou a morte? Com uma narrativa ágil e detalhada, Sedução profana prende a atenção até o fim.

A AUTORA
Laurell K. Hamilton nasceu em Heber Springs, no estado de Arkansas, sul dos EUA, mas cresceu na remota Sims, em Indiana, uma cidade com algumas centenas de habitantes. Sua mãe morreu cedo e ela foi criada pela avó. Hamilton publicou seu primeiro livro, Prazeres malditos, em 1994, apresentando sua famosa personagem Anita Blake. Desde então, escreveu e publicou mais nove romances com a heroína. Sucesso absoluto de vendas nos Estados Unidos e Europa, Laurell K. Hamilton vive atualmente em St. Louis, no Missouri, com seu marido, filha, três cães da raça pug e um aquário.

UM LANÇAMENTO





Encontro filosofico com Regina Schopke

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Governador do Paraná diz que Band é “máquina enganosa”

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), contestou a matéria apresentada no programa CQC da última segunda-feira (06/07), sobre o transporte escolar no estado, e afirmou que a TV Bandeirantes é uma ‘máquina enganosa’. “Johnny, que um dia já foi meu amigo, que é o dono dessa máquina enganosa, a canalhice que vocês fizeram ontem tem que ser rejeitada”, declarou Requião, falando sobre o proprietário da emissora, Johnny Saad, nesta terça-feira (07/07), na reunião do secretariado.

A matéria, feita por Rafinha Bastos, um dos apresentadores do CQC, tratava do atraso na entrega de mais de 300 ônibus escolares no estado. A reportagem ouviu a Secretária da Educação do Paraná, Yvelise Arco-Verde, que afirmou que o governo aguarda apenas a emissão de documentos do Detran e a formalização do seguro dos veículos, que devem ser feitos pelos próprios prefeitos da cidade.

Ataques ao Grupo
“Tua rede não é séria. Ela veio com a intenção de desmoralizar o melhor programa de entrega de veículos escolares do Brasil. Melhor não, o único”, disse o governador, que também acusou a emissora de ‘pilantragem e ‘canalhice’. “Foi uma canalhice absoluta seguramente de encomenda”, declarou.

Questionado sobre o ataque direto ao dono da emissora e não aos repórteres, Requião fez uma comparação forte. “Eu aprendi que quando você é mordido por um cachorro você não bate no cachorro, você bate no dono do cachorro”.

A assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes informou em nota que a matéria ouviu as devidas fontes, mas não se pronunciou sobre os ataques feitos ao proprietário do Grupo, Johnny Saad. “As alegações do governo do Paraná sobre o assunto foram devidamente registradas na matéria exibida. A emissora também cumprimenta a secretaria de Educação, que prometeu entregar todos os ônibus até o dia 30 de setembro”, diz a assessoria.

ABRA ENTRA COM AÇÃO ORDINÁRIA CONTRA PORTARIA DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

A Associação Brasileira de Radiodifusores entrou nesta segunda, 06, com ação ordinária com pedido de tutela antecipada no Superior Tribunal de Justiça, STJ, pedindo que seja concedida liminar para suspender os efeitos do artigo 10.3 da Norma 01 aprovada pela Portaria 24/2009, do Ministério das Comunicações. Segundo a Portaria publicada em março último, “a multiprogramação somente poderá ser realizada nos canais a que se refere o art.12 do Decreto no 5.820, de 29 de junho de 2006, consignados a órgãos e entidade integrantes dos poderes da União”.

Entre as justificativas da Associação, “ao dispor sobre TV Pública, a portaria do Ministério adentra seara que não lhe compete, ferindo direito de fazer a multiprogramação, que foi devidamente garantido às radiodifusoras, por meio do Decreto n.º 5.820/2006” (que estabelece a utilização do sistema SBTVD-T). E vai além: “a ABRA considera que o artigo 10.3 fere os princípios de isonomia e ato administrativo válido, perfeito e eficaz e coloca em risco a continuidade do processo de implantação da TV Digital no Brasil, uma vez que trará prejuízos imensuráveis aos radiodifusores, poder público e principalmente à população”.

Desde a publicação da Portaria, a entidade foi uma das primeiras a manifestar-se, lembrando que a escolha do sistema SBTVD-T, formado a partir do sistema japonês adaptado ao Brasil, deu-se exatamente pela possibilidade do multicanal.
O documento apresentado ao STJ lembra ainda os anos de estudo e investimento realizados pelo Governo para escolha do SBTV, além dos prejuízos irreversíveis a todos os participantes do processo de implantação da TV Digital. E finaliza ressaltando que a população brasileira ficaria privada de usufruir da nova tecnologia, diferentemente do que já vem ocorrendo com a população dos outros países.

A ação com pedido de tutela antecipada foi protocolada nesta segunda-feira, dia 06 , pela manhã, no STJ, pelo Escritório Vieira e Ceneviva.

Sobre a Abra
Com sede em Brasília, a ABRA atua em todo o território nacional e internacional. Foi fundada em 31 de maio de 2005, pelas emissoras de tv Band e Rede TV!. A entidade defende os interesses de radiodiusores, sem esquecer do cidadão.

Entre os vários compromissos assumidos com o setor e a sociedade, a ABRA quer assegurar que todos tenham o direito de se expressar livremente, por meio de seus veículos de comunicação, além de zelar pela liberdade de expressão de pensamento.

terça-feira, 7 de julho de 2009

FISP '09

O Festival Internacional de Saxofone de Palmela vai já para a sua 3º edição, decorrerá entre 12 e 19 de Julho de 2009 e é organizado pelo Conservatório Regional de Palmela, Quarteto Artemsax e Sociedade Filarmónica Humanitária, tendo como director artístico João Pedro Silva.


FISP'09
O objetivo deste Festival é divulgar o saxofone através de um encontro de várias gerações de saxofonistas, apresentando o que há de melhor a nível nacional e internacional na área Clássica e Jazz. Com o sucesso assinalável alcançado nas primeiras duas edições, o FISP prevê-se como uma oportunidade única para contribuir na formação de novos e melhores públicos, jovens estudantes e profissionais da música, através do cruzamento das àreas pedagócias e artísticas.

A programação do FISP 09 tem para oferecer mais de 30 concertos e espectáculos de entrada livre, Masterclasses, workshops, Seminários, Conferências, 3º Concurso Internacional de Saxofone "Vitor Santos", 1º Concurso de composição para saxofone "FISP", Record do Guiness, e outras surpresas. Estarão presentes na programação do FISP algumas das individualidades mais conceituadas deste instrumento a nível mundial, bem como todos os principais intervenientes deste instrumento no nosso país.

:: O QUE DIZEM OS PARTICIPANTES

"... The FISP..... it isn't anymore just a saxophone festival, it became certainly, one of the most important Saxophone festivals in the world"
por Henk van Twillert, Professor de saxophone; Solista internacional de saxofone.


“The Palmela Saxophone Festival is a wonderful event ! A great opportunity for young players meeting, performing, having advices from and listening to the top European player”
por Claude Delangle, Professor de saxophone do Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris .


"Fabulous music, Incredible sound, Saxophone meeting, Palmela... the warmest festival that I know”,
por Mario Marzi, Professor de saxophone do Conservatório de Milão.


:: MAIOR ORQUESTRA DE SAXOFONES DO MUNDO
World Guiness Records TM

No próximo dia 12 de Julho de 2009, inserido na programação do Festival Internacional de Saxofone de Palmela, irá realizar-se uma tentativa de bater o Record do Guiness para a maior Orquestra de Saxofones do Mundo, sendo o Canadá o País possuidor do actual record com uma orquestra de 900 saxofonistas. Para o efeito foi escrita uma obra pelo conceituado compositor Jorge Salgueiro, que será dirigida pelo mesmo neste grande desafio.

Neste sentido é com grande satisfação que o F.I.S.P. convida todos os saxofonistas interessados a participarem nesta empolgante inciativa, que irá juntar músicos de todo o País e estrangeiro.

Consulte o site do festival para todas as informações relacionadas.

www.fispalmela.org

Todas As Guerras

Todas As Guerras, V.1 - Tempos Modernos

VARIOS AUTORES
Organizador: NELSON DE OLIVEIRA

No dia 04/07 ocorreru o lançamento da coletânea TODAS AS GUERRAS (Editora Bertrand Brasil), coletânea de contos organizada e editada por Nelson de Oliveira na OFF FLIP - Circuito Paralelo de Ideias, em Paraty - RJ

Neste livro, cada uma das principais guerras da humanidade é abordada pela narrativa de um autor diferente. São contos de ficção de diversos gêneros, incluindo ficção especulativa e fantástica.

O livro começa com um cerco nas Cruzadas e fecha com a guerra no Oriente Médio. Mais do que uma lógica cronológica, o livro traz um olhar crítico sobre momentos importantes da humanidade, todos marcantes na vida de diversas gerações.



UM LANÇAMENTO



ANTES DE NASCER O MUNDO

O escritor moçambicano Mia Couto, um dos maiores expoentes da literatura africana atual, vem ao Brasil para a divulgação de seu mais novo livro, Antes de nascer o mundo.
Em São Paulo, além da noite de autógrafos, o autor prestigia a montagem da peça O outro pé da sereia, baseada em seu romance homônimo, e participa de debate com elenco e público. No Rio de Janeiro, o autor participa do Festival de Teatro da Língua Portuguesa (FESTLIP), que acontece entre os dias 2 e 12 de julho.


ANTES DE NASCER O MUNDO
de Mia Couto


Páginas - 280


O LIVRO
Jesusalém, ermo encravado na savana, em Moçambique, abriga cinco almas apartadas das gentes e cidades do mundo. Ali, ensaiam um arremedo de vida: Silvestre e seus dois filhos, Mwanito e Ntunzi, mais o Tio Aproximado e o serviçal Zacaria. O passado para eles é pura negação recortada em torno da figura da mãe morta em circunstâncias misteriosas. E o futuro se afigura inexistente.

Silvestre afiança aos filhos e ao criado que o mundo acabou e que a mulher - qualquer mulher - é a desgraça dos homens. Mas um belo dia os donos do mundo voltarão para reivindicar a terra de Jesusalém. E não só isso: uma bela mulher também virá para agitar a inércia dos dias solitários daqueles homens.

Mia Couto é um dos maiores expoentes da literatura africana de expressão portuguesa. Moçambicano e amante confesso da escrita inventiva do brasileiro Guimarães Rosa, ele é um artista investido do poder mágico e poético das palavras. Mas é da alma do povo de seu país, bela, trágica, alegre, sofrida, enigmática, que este poeta da prosa extrai seu ouro universal.

Em Portugal, Moçambique e Angola o livro recebeu o título de Jesusalém.

O AUTOR
Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicano. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido a seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia a seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.

Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.

Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras

ANTES DE NASCER O MUNDO

FIO DAS MISSANGAS, O

GATO E O ESCURO, O

OUTRO PÉ DA SEREIA, O

RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA, UM

TERRA SONÂMBULA

ÚLTIMO VOO DO FLAMINGO, O

VARANDA DO FRANGIPANI, A

VENENOS DE DEUS REMÉDIOS DO DIABO

UM TEXTO
Carta de Mia Couto ao Presidente Bush
Senhor Presidente:

Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito.
Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da
agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!".
Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis
factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.
Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha
desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1988);
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico;
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos
EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant, um dos líderes mais sanguinários do Taiti, cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a
Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão
(1998), a Jugoslávia (1999)
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador.
Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos,
enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150000 homens.
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas
mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu:
"Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos. Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso
massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros
quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que dispende 270.000.000.000.000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de
seres.
O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA?" O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos
terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações
norte-americanas multinacionais? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente.

A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo.
O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.

Mia Couto

Março de 2003


O LIVRO PELO AUTOR





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