quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MARCOS VALLE VEM A CURITIBA COM SHOW “ESTÁTICA”



Compositor de “Samba de Verão” mostra seu último disco e antigos sucessos no palco da CAIXA Cultural



A CAIXA Cultural apresenta, de 22 a 25 de novembro, o cantor, compositor, instrumentista e arranjador Marcos Valle. Um dos grandes nomes da MPB, ele assina mais de trezentas músicas gravadas por nomes como Elis Regina, Tim Maia, Sarah Vaughan, Chicago e Roberto Carlos, só para citar alguns.

Prestes a completar 50 anos de carreira, Marcos Valle vem a Curitiba com o show de seu último álbum, “Estática”. Fazem parte do repertório várias músicas inéditas, num leque de ritmos que passa pelo baião, samba, xote, maracatu, e se misturam aos norte-americanos funk, soul e jazz em muitos momentos.

Também ganham espaço grandes sucessos de sua carreira, como “Viola Enluarada”, “Samba de Verão”, “Eu Preciso Aprender a Ser Só”, “Mustang Cor de Sangue” e faixas instrumentais que estão no disco “Jet Samba”, CD que lhe rendeu o Prêmio TIM de Música Brasileira. Acompanhado pelos músicos Mazinho Ventura (contrabaixo), Renato Massa (bateria), Jessé Sadoc (sopros) e com Patrícia Alvi nos vocais, Marcos Valle faz um show repleto de swing e boa música, que já excursionou pela Europa e Estados Unidos e agora chega às principais cidades do Brasil.



Marcos Valle

“Você viu só que amor. Nunca vi coisa assim. E passou nem parou, mas olhou só pra mim”. Os versos de “Samba de Verão” foram lançados em 1964 e logo atingiram o topo das paradas internacionais. Com uma carioquice despretensiosa, a bossa falando de uma rápida troca de olhares colocou os compositores Marcos e Paulo Sérgio Valle no primeiro time da MPB. Só para ter uma ideia, “Samba de Verão” já tem mais de 500 versões – uma das músicas brasileiras mais regravadas no exterior, ao lado de “Garota de Ipanema”.

A partir de 1969, os irmãos Valle compuseram uma série de sucessos e muitas canções para novelas da TV Globo. Entre elas, um tema para comemorar as festas de fim de ano, “Hoje é um Novo Dia, de um Novo Tempo”, que a cada ano ganha uma nova versão.

Já nos anos 90, com a ajuda da cantora Joyce Moreno, ele começou a conquistar a Europa e a Ásia, com regravações e remixes de suas músicas embalando as pistas de dança nos dois continentes. O cinema também foi um novo passo na carreira do compositor, com sucessos incluídos nas trilhas sonoras dos filmes “Austin Powers” e “A Máfia no Divã”.

O CD “Jet Samba” (2005) foi o primeiro disco lançado por um selo brasileiro após dezenove anos, e o primeiro totalmente instrumental de Marcos Valle, que assinou toda a produção e também os arranjos. Seu último trabalho é o CD e DVD “Estática”, lançado em 2010.



Serviço:

Show “Estática”, com Marcos Valle

Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: 22 a 25 de novembro de 2012

Hora: De quinta a sábado às 20h e domingo às 19h

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira das 12h às 20h, sábado das 16h às 20h e domingo das 16h às 19h)

Classificação etária: 14 anos

Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural

Primavera dos livros de São Paulo começa no dia 22



Será na Biblioteca São Paulo (antigo Carandiru), de 22 a 25/11, a edição paulista da Primavera dos Livros. A Editora Fundação Perseu Abramo participa deste evento, juntamente com mais de 40 pequenas e médias editoras integrantes da LIBRE - Liga Brasileira de Editoras. Os visitantes poderão conhecer os títulos dos catálogos das editoras e ainda comprá-los com descontos especiais. Também estão programadas diversas atrações culturais. Local: Biblioteca São Paulo, Avenida Cruzeiro do Sul, 2630, Santana, São Paulo. Datas e horários: 22 e 23/11 das 10h às 20h; 24 e 25/11, das 10h às 19h.

Marcelo Tas, Marco Luque e Oscar Filho em 1 Banquinho pra 3




Toda a renda será revertida para a “Casa do Zezinho”



banquinho

Dia 11 de dezembro, às 21h, no Teatro Procópio Ferreira



A Macatranja Produções apresenta

“1 Banquinho pra 3”,

um espetáculo que reúne pelo

 4º ano consecutivo personalidades

com o objetivo comum de proporcionar

uma noite em que o sorriso da platéia

também faz sorrir muitas crianças e adolescentes.



Toda a renda obtida com a venda

dos ingressos será revertida para a

 Instituição “Casa do Zezinho” www.casadozezinho.org.br

instituição que cria condições, por meio da educação,

da arte e da cultura, para que crianças e jovens, em situação

de vulnerabilidade social e baixa renda,

superem as limitações impostas

pelo meio em que vivem e conquistem

autonomia de pensamento e de ação para

escolher e trilhar seus próprios caminhos de vida.



Além dos apresentadores do

“CQCs” Marcelo Tas, Marco Luque e Oscar Filho,

o espetáculo contará com as participações especiais de

Serginho Groisman, Marcelo Marrom e Marlei Cevada,

entre outros convidados.





Serviço

Um Banquinho para 3

Com Marco Luque, Marcelo Tas e Oscar Filho

Convidados especiais: Serginho Groisman,

Marcelo Marrom e Marlei Cevada.

Dia 11 de dezembro de 2012

Horário: 21h

Duração: 120 minutos.

Recomendação: 14 anos

Capacidade: 671 lugares

Ingresso: R$ 80,00   inteira /  R$ 35,00  meia

Local: Teatro Procópio Ferreira

Rua Augusta, 2823 - Jardim América

Horário da bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 19h

ou até início da sessão.

Informação: 11 3083-4475

Vendas pela internet

www.ingressorapido.com.br

(11) 4003.1212

Estacionamento conveniado: MultiPark – Rua Augusta, 2.673
Valor: R$ 10,00 (período de 4h).

Retirada do selo do estacionamento na bilheteria

Teoria e Debate: o PT nas eleições municipais e disputas na África são os novos temas na edição 106



A avaliação sobre o PT no Pará, a atuação marcante dos jovens petistas nas eleições municipais, as disputas econômicas e políticas pela África e a filmografia sobre a invasão dos EUA no Iraque são alguns dos temas das matérias e colunas desta edição 106 da Teoria e Debate on-line.
Confira: Uma nova geração, uma nova política, um novo Brasil - artigo de Jefferson Lima; No Pará, o PT está entre as três maiores forças políticas - artigo de João Batista Barbosa da Silva; Resposta ao ataque às instituições públicas - de Antônio Augusto Queiroz na coluna Café no Congresso; A nova disputa pela África - de Kjeld Jakobsen, na coluna Mundo; Nada de novo na SIP - de Venício A. de Lima, na coluna Mídia e Filmes sobre a invasão norte-americana no Iraque, na seção Estantes.

Lançamento e Noite de Autógrafos Hemus/Leopardo - MISTÉRIOS DA LUA

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Glass and Glue lança novo álbum e clipe





Influenciados por The Clash, Beatles, Pretenders, Smashing Pumpkins e Nirvana, entre outros, a banda Glass and Glue lança seu novo álbum. Intitulado “Give Me Some Of Your Dreams”, o disco, já lançado em formato físico, a partir de agora estará disponível digitalmente pela Deck e sai pela Polysom em 3 compactos em vinil.



De acordo com a própria banda, formada por Fabrício Matos (guitarra), Marina Franco (vocal) e Paulo Ferreira (guitarra), o álbum gira em torno dos temas “força, medo e fantasias”. A faixa “Danger” foi a primeira a ganhar seu vídeo, dirigido por Gabriel Mattar. Agora eles lançam o clipe da faixa-título, “Give Me Some of Your Dreams” (http://www.youtube.com/watch?v=lwNs9YV0v74&feature=plcp). No vídeo dirigido por Pedro Becker, Marina aparece inteira amarrada num backstage, enquanto um show está acontecendo.

Desaparecimento de Srila Prabhupada - Dia 17

Desaparecimento de Srila Prabhupada - Dia 17*



No dia 17 de novembro honramos a data (pelo calendário védico lunar) em que Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada abandonou seu corpo em 1977 e voltou ao lar, voltou ao Supremo, tendo terminado sua missão aqui na Terra.

Hoje em dia somos muito afortunados, pois existe um tesouro de aulas em vídeo, áudio e livros de Srila Prabhupada na Internet em Português, disponíveis de graça! Aproveite as ilimitadas bênçãos de Srila Prabhupada na forma de suas divinas e puras instruções. Em especial, no dia 9, aproveite a energia sagrada deste dia para dar ouvidos a este elixir da imortalidade e bem-aventurança dos seus ensinamentos puros sobre a consciência de Krishna.


 

Pauline Alphen e clube de leitura




Tem post novo no Blog do Le-Heitor.



Heitor leu três livros da escritora meio brasileira e meio francesa Pauline Alphen, prepara um novo clube de leitura para o começo do próximo ano e conta tudo no blog: http://blogdoleheitor.sintaxe.com.br

Editora Biruta - Dia da Consciência Negra - Série "Marrom de Terra", de Lia Zatz

Para comemorar o Dia da Consciência Negra, a Editora Biruta chama a atenção para a Série “Marrom de Terra”, de Lia Zatz.

São cinco livros com a temática da discriminação racial em suas mais diversas formas, nos ambientes cotidianos.
CLIQUE PARA AMPLIAR

As obras pretendem incitar a discussão em torno desse tema que muitas vezes é tratado como tabu, mas que merece ser discutido e refletido.

Matanza Fest reúne grandes bandas de rock em festival pelo Brasil

Com o intuito de fomentar ainda mais a cena roqueira nacional, o Matanza criou o Matanza Fest, que vai passar por várias capitais do Brasil levando algumas das grandes bandas de rock da geração. “Nossa ideia é presentear o público com uma ótima estrutura de show e as melhores bandas que pudermos oferecer. Queremos que seja mesmo como uma festa para nós e para o público, que é sempre o mais importante” – disse o vocalista Jimmy London.

O Matanza Fest estreia dia 2 de dezembro, em Porto Alegre, e depois segue para Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Na ocasião, a banda carioca aproveita para lançar o novíssimo CD “Thunder Dope”, com raridades e músicas inéditas.

As bandas convidadas têm muito tempo de estrada, são muito profissionais e com diversos “serviços prestados” para o rock brasileiro. Além do show dos anfitriões, já estão confirmados no Matanza Fest: Claustrofobia, Ação Direta, Baranga, Gangrena Gasosa, Trampa, Confronto e muito mais.

Artistas emblemáticos como Metallica, Ozzy Osbourne e Sepultura já tiveram iniciativas como essa; uma banda promover um festival com seu nome divulgando outros grupos.

Datas confirmadas - Matanza Fest:

Data: 02 de Dezembro
Cidade: Porto Alegre
Local: Bar Opinião - Rua José do Patrocínio, 834 - Cidade Baixa
Preço: De R$30 a R$50
Programação:
19h – Abertura da casa
19h30 – Leviaethan
20h20 – Nervochaos
21h10 – Cartel da Cevada
22h – Matanza

Data: 07 de Dezembro
Cidade: Curitiba
Local: Sociedade Abranches - Rua: Mateus Leme, 5932 – Abranches
Preço: De R$25 a R$50
Programação:
21:00 – Abertura das portas
21:30 – As Diabatz
22:20 – Trampa
23:10 – Semblant
00:00 - Hillbilly Rawhide
01:00 – Matanza

Data: 08 de Dezembro
Cidade: Brasília
Local: Rancho Uirapuru - Av. Contorno, Lote 4 – Gama
Preço: de R$20 a R$50
Programação:
20:00 – Abertura das portas.
21:30 – Banda vencedora da promoção
22:20 – Flashover
23:10 – Valhalla
00:00 – Bruto
01:00 – Matanza

Data: 14 de Dezembro
Cidade: Rio de Janeiro
Local: Circo Voador - Rua dos Arcos, s/n- Lapa
Preço: de R$30 a R$40
Programação:
22h – Abertura da casa
22:30 - Lacerated and Carbonized
23:20 – Confronto
00:10 – Gangrena Gasosa
01:10 – Matanza

Data: 15 de Dezembro
Cidade: São Paulo
Local: A Seringueira - Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca
Preço: de R$20 a R$70
Programação:
20h  – Abertura das portas
21h – Nervochaos
21:50 – Trampa
22:40 – Ação Direta
23:30 – Claustrofobia
00:20 – Baranga
01:30 – Matanza

Data: 19 de Janeiro
Cidade: Recife
Local: Catamaran - Cais das Cinco Pontas – Bairro do Recife
Preço: R$30 a R$50
Programação:
21:00 – Abertura das portas
22:20 – Cruor
23:10 – Vocifera
00:00 – Fourpigs
01:00 – Matanza

Curso de Degustação Musical | 2º Semestre - Estudaremos: Geroge Gershwin - INSCREVA-SE

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VIAGEM DE AVENTURA PARA ADOLESCENTES AGÊNCIA VENTURAS

Agência Venturas organiza viagens

de férias para adolescentes com foco no ecoturismo



AVENTURA E APRENDIZADO

acompanhamento da Educadora Cristiane Lopes Kaulich



A partir de 13 anos

de 20 a 26 de Janeiro de 2013

PENINSULA DE MARAÚ




A agência Venturas oferece uma opção de férias diferente aos adolescentes. Ela organiza  Ecoacampamentos  que têm como objetivo proporcionar uma experiência marcante e recheada de atividades ao ar livre, num contraponto à  rotina tecnológica vivida durante todo o ano pelos adolescentes..

A integração, a superação de desafios, a distância de casa e as atividades inusitadas são enriquecedores e criam uma atmosfera de cumplicidade e companheirismo entre os participantes, que são acompanhados pela Educadora Cristiane Lopes Kaulich, que possui ampla experiência com adolescentes.

Realizadas há alguns anos nos meses de férias, julho e janeiro,  este grupo já fez trekking na Trilha do Ouro, andou de caiaque oceânico na Baia de Parati, nadou com botos na Amazônia, fez expedição com rafting no Jalapão, cavalgou nos Aparados da Serra, explorou Cavernas no Petar e fez um trekking pelo Vale do Pati na Chapada Diamantina e agora se prepara para explorar a deslumbrante natureza da península de Maraú, na Bahia.

INCLUSO:

- Traslados do Aeroporto de Ilhéus /Camumu /Aeroporto de Ilhéus;

- Traslado Camumu / Barra Grande / Camumu em lancha;

- Traslado Barra Grande / Pousada do Cassange / Barra Grande;

- Traslados internos para os passeios;

- 6 Noites de Hospedagem na Pousada Lagoa do Cassange com café da manhã - www.lagoadocassange.com.br;



- Refeições - 5 almoços e 6 jantares:

- Almoço a base de peixe e frango incluindo 01 bebida sem álcool.

- Jantar no restaurante da pousada: Buffet a base de peixe, frango, massas, saladas, frutos do mar e sopas, incluindo 01 uma bebida semálcool e 01 sobremesa.

-Psicopedagoga acompanhando o grupo desde SP (Cris Kaulich);

-Todos os passeios citados no roteiro;

-Guia Coordenador Venturas acompanhando desde SP a partir de 10 participantes;

-Guias Locais especializados em todos os atrativos;

- Brinde Venturas;



NÃO INCLUSO:

- passagem aérea;

- refeições e bebidas não mencionadas;

- Despesas Pessoais;

- Qualquer outro item não mencionado como incluso



Preço: parte terrestre R$ 2.790,00 por pessoa

Adicional Aéreo: R$ 960,00 por pessoa



www.venturas.com.br

Winnicott - Ressonâncias

Winnicott - Ressonâncias

ORG: Inês Sucar e Heloisa Ramos


Formato: 19 cm x 27 cm
Páginas: 412

Esta obra é uma coletânea de trabalhos apresentados no XVII Encontro Winnicott, realizado em São Paulo, que contou com grande número de participantes do Brasil e da América Latina. Explana-se a perspectiva winnicottiana e sua abordagem do ser humano e, apesar de pautar-se no conhecimento científi co, não se deixa de lado a experiência clínica. Organizada por Inês Sucar, com o apoio de Heloisa Ramos, os 36 trabalhos foram agrupados em oito eixos conceituais: Criatividade, Construção do psiquismo, Lugar do analista, Mutualidade, Paradoxo, Psicossoma, Tendência antissocial e Vazio. Esses eixos temáticos dão uma visão ampla da obra do autor, sem destituir a especifi cidade de cada um, ou seja, embora diversifi cados modos de apropriação, os processos refl exivos de cada autor remetem a uma articulação consistente dos conceitos propostos pelo psicanalista, mantendo nessa diversidade a atualidade e o desenvolvimento de seu pensamento. A obra integra o catálogo do selo PSI da Primavera Editorial, o qual foi criado para o lançamento de obras técnicas que oferecem aos leitores das áreas de psicologia e psicanálise a possibilidade de crescimento, reflexão e aprendizado continuado.

Conheça mais sobre o pensamento de Winnicott com a Aula do curso "A clínica do vazio em Winnicott" da Escola Paulista de Psicanálise - Cursos de Psicanálise EAD - com o professor Ale Esclapes -



UM LANÇAMENTO
 

A Questão da Corrupção - Corrupção Ensaios e críticas

Melhor seria nos atermos aos aspectos historicos e sociologicos dos surtos ciclicos da ação corrupta em todos os níveis.  Para tanto recomendamos este livro onde  o objetivo  é oferecer ao leitor um instrumental capaz de situá-lo no longo percurso de combate à corrupção nas democracias ocidentais e no Brasil.


Corrupção – ensaios e críticas

Leonardo Avritzer, Newton Bignotto, Juarez

Guimarães e Heloisa Maria Murgel Starling (org.)


Coleção Humanitas
2012, 2º edição. 503 p.

O livro reúne ensaios de 61 intelectuais brasileiros e estrangeiros que se debruçaram na análise e na compreensão teórica do fenômeno da corrupção. A obra procura colocar o tema da corrupção no debate público brasileiro, de modo a lançar a discussão sobre os aspectos teóricos do conceito de corrupção, da presença da corrupção na cultura brasileira e da discussão dos meios de seu controle. Dentre os intelectuais que assinam ensaios na publicação estão Carlos Ranulfo, Cláudio Beato, Fátima Anastasia, Isabel Lustosa, Marilena Chauí e Marlise Matos. A obra é organizada pelos professores da UFMG e coordenadores do CRIP, o Centro de Referência do Interesse Público, Leonardo Avritzer (Ciência Política), Heloísa Starling (História), Newton Bignotto (Filosofia) e Juarez Guimarães (Ciência Política). Desde 2006, o CRIP reúne pesquisadores de várias áreas do conhecimento para analisar a vida democrática e o debate público, com financiamento da Fundação Ford e apoio da Fundação Konrad Adenauer.

ANÇAMENTO DA




A Questão da Corrupção - Pondo um ponto final no triste espetaculo de Otelo

Para o PT, o Supremo teria negado aos réus o amplo direito de defesa quando rejeitou o pedido para que o julgamento fosse feito em instâncias inferiores. O Partido declarou que considerou o julgamento um ato político.

 Leia o documento aprovado nesta quarta-feira durante reunião da Comissão Executiva Nacional do PT, em São Paulo
O PT E O JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470

O PT, amparado no princípio da liberdade de expressão, critica e torna pública sua discordância da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação Penal 470, condenou e imputou penas desproporcionais a alguns de seus filiados.

1. O STF não garantiu o amplo direito de defesa

O STF negou aos réus que não tinham direito ao foro especial a possibilidade de recorrer a instâncias inferiores da Justiça. Suprimiu-lhes, portanto, a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado.

A Constituição estabelece, no artigo 102, que apenas o presidente, o vice-presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os próprios ministros do STF e o Procurador Geral da República podem ser processados e julgados exclusivamente pela Suprema Corte. E, também, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os ministros de Estado, os comandantes das três Armas, os membros dos Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática em caráter permanente.

Foi por esta razão que o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, logo no início do julgamento, pediu o desmembramento do processo. O que foi negado pelo STF, muito embora tenha decidido em sentido contrário no caso do “mensalão do PSDB” de Minas Gerais.

Ou seja: dois pesos, duas medidas; situações idênticas tratadas desigualmente.

Vale lembrar, finalmente, que em quatro ocasiões recentes, o STF votou pelo desmembramento de processos, para que pessoas sem foro privilegiado fossem julgadas pela primeira instância – todas elas posteriores à decisão de julgar a Ação Penal 470 de uma só vez.

Por isso mesmo, o PT considera legítimo e coerente, do ponto de vista legal, que os réus agora condenados pelo STF recorram a todos os meios jurídicos para se defenderem.

2. O STF deu valor de prova a indícios

Parte do STF decidiu pelas condenações, mesmo não havendo provas no processo. O julgamento não foi isento, de acordo com os autos e à luz das provas. Ao contrário, foi influenciado por um discurso paralelo e desenvolveu-se de forma “pouco ortodoxa” (segundo as palavras de um ministro do STF). Houve flexibilização do uso de provas, transferência do ônus da prova aos réus, presunções, ilações, deduções, inferências e a transformação de indícios em provas.

À falta de elementos objetivos na denúncia, deducões, ilações e conjecturas preencheram as lacunas probatórias – fato grave sobretudo quando se trata de ação penal, que pode condenar pessoas à privação de liberdade. Como se sabe, indícios apontam simplesmente possibilidades, nunca certezas capazes de fundamentar o livre convencimento motivado do julgador. Indícios nada mais são que sugestões, nunca evidências ou provas cabais.

Cabe à acusação apresentar, para se desincumbir de seu ônus processual, provas do que alega e, assim, obter a condenação de quem quer que seja. No caso em questão, imputou-se aos réus a obrigação de provar sua inocência ou comprovar álibis em sua defesa—papel que competiria ao acusador. A Suprema Corte inverteu, portanto, o ônus da prova.

3. O domínio funcional do fato não dispensa provas

O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas. Segundo esta doutrina, considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Isto é, a improbabilidade de desconhecimento do crime seria suficiente para a condenação.

Ao lançarem mão da teoria do domínio funcional do fato, os ministros inferiram que o ex-ministro José Dirceu, pela posição de influência que ocupava, poderia ser condenado, mesmo sem provarem que participou diretamente dos fatos apontados como crimes. Ou que, tendo conhecimento deles, não agiu (ou omitiu-se) para evitar que se consumassem. Expressão-síntese da doutrina foi verbalizada pelo presidente do STF, quando indagou não se o réu tinha conhecimento dos fatos, mas se o réu “tinha como não saber”...

Ao admitir o ato de ofício presumido e adotar a teoria do direito do fato como responsabilidade objetiva, o STF cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito.

Trata-se de uma interpretação da lei moldada unicamente para atender a conveniência de condenar pessoas específicas e, indiretamente, atingir o partido a que estão vinculadas.

4. O risco da insegurança jurídica

As decisões do STF, em muitos pontos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da noção de presunção de culpa em vez de inocência. E, ao inovar que a lavagem de dinheiro independe de crime antecedente, bem como ao concluir que houve compra de votos de parlamentares, o STF instaurou um clima de insegurança jurídica no País.

Pairam dúvidas se o novo paradigma se repetirá em outros julgamentos, ou, ainda, se os juízes de primeira instância e os tribunais seguirão a mesma trilha da Suprema Corte.

Doravante, juízes inescrupulosos, ou vinculados a interesses de qualquer espécie nas comarcas em que atuam poderão valer-se de provas indiciárias ou da teoria do domínio do fato para condenar desafetos ou inimigos políticos de caciques partidários locais.

Quanto à suposta compra de votos, cuja mácula comprometeria até mesmo emendas constitucionais, como as das reformas tributária e previdenciária, já estão em andamento ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por sindicatos e pessoas físicas, com o intuito de fulminar as ditas mudanças na Carta Magna.

Ao instaurar-se a insegurança jurídica, não perdem apenas os que foram injustiçados no curso da Ação Penal 470. Perde a sociedade, que fica exposta a casuísmos e decisões de ocasião. Perde, enfim, o próprio Estado Democrático de Direito.

5. O STF fez um julgamento político

Sob intensa pressão da mídia conservadora—cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT - ministros do STF confirmaram condenações anunciadas, anteciparam votos à imprensa, pronunciaram-se fora dos autos e, por fim, imiscuiram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo, ferindo assim a independência entre os poderes.

Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular e detêm mandato vitalício até completarem 70 anos, o Supremo Tribunal Federal - assim como os demais poderes e todos os tribunais daqui e do exterior - faz política. E o fez, claramente, ao julgar a Ação Penal 470.

Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas.

Contrariamente a sua natureza, de corte constitucional contra-majoritária, o STF, ao deixar-se contaminar pela pressão de certos meios de comunicação e sem distanciar-se do processo político eleitoral, não assegurou-se a necessária isenção que deveria pautar seus julgamentos.

No STF, venceram as posições políticas ideológicas, muito bem representadas pela mídia conservadora neste episódio: a maioria dos ministros transformou delitos eleitorais em delitos de Estado (desvio de dinheiro público e compra de votos).

Embora realizado nos marcos do Estado Democrático de Direito sob o qual vivemos, o julgamento, nitidamente político, desrespeitou garantias constitucionais para retratar processos de corrupção à revelia de provas, condenar os réus e tentar criminalizar o PT. Assim orientado, o julgamento convergiu para produzir dois resultados: condenar os réus, em vários casos sem que houvesse provas nos autos, mas, principalmente, condenar alguns pela “compra de votos” para, desta forma, tentar criminalizar o PT.

Dezenas de testemunhas juramentadas acabaram simplesmente desprezadas. Inúmeras contraprovas não foram sequer objeto de análise. E inúmeras jurisprudências terminaram alteradas para servir aos objetivos da condenação.

Alguns ministros procuraram adequar a realidade à denúncia do

Procurador Geral, supostamente por ouvir o chamado clamor da opinião pública, muito embora ele só se fizesse presente na mídia de direita, menos preocupada com a moralidade pública do que em tentar manchar a imagem histórica do governo Lula, como se quisesse matá-lo politicamente. O procurador não escondeu seu viés de parcialidade ao afirmar que seria positivo se o julgamento interferisse no resultado das eleições.

A luta pela Justiça continua

O PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da Ação Penal 470, seja contida. Erros e ilegalidades que tenham sido cometidos por filiados do partido no âmbito de um sistema eleitoral inconsistente - que o PT luta para transformar através do projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional - não justificam que o poder político da toga suplante a força da lei e dos poderes que emanam do povo.

Na trajetória do PT, que nasceu lutando pela democracia no Brasil, muitos foram os obstáculos que tivemos de transpor até nos convertermos no partido de maior preferência dos brasileiros. No partido que elegeu um operário duas vezes presidente da República e a primeira mulher como suprema mandatária. Ambos, Lula e Dilma, gozam de ampla aprovação em todos os setores da sociedade, pelas profundas transformações que têm promovido, principalmente nas condições de vida dos mais pobres.

A despeito das campanhas de ódio e preconceito, Lula e Dilma elevaram o Brasil a um novo estágio: 28 milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente.

Abriram-se novas oportunidades para todos, o Brasil tornou-se a 6a.economia do mundo e é respeitado internacionalmente, nada mais devendo a ninguém.

Tanto quanto fizemos antes do início do julgamento, o PT reafirma sua convicção de que não houve compra de votos no Congresso Nacional, nem tampouco o pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve, da parte de petistas denunciados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal.

Ao mesmo tempo, reiteramos as resoluções de nosso Congresso Nacional, acerca de erros políticos cometidos coletiva ou individualmente.

É com esta postura equilibrada e serena que o PT não se deixa intimidar pelos que clamam pelo linchamento moral de companheiros injustamente condenados. Nosso partido terá forças para vencer mais este desafio. Continuaremos a lutar por uma profunda reforma do sistema político - o que inclui o financiamento público das campanhas eleitorais - e pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades como as perpetradas no julgamento da Ação Penal 470, em relação às quais não pouparemos esforços para que sejam revistas e corrigidas.

Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras; a tornar o partido cada vez mais democrático e vinculado às lutas sociais. Um partido cada vez mais comprometido com as transformações em favor da igualdade e da liberdade.

São Paulo, 14 de novembro de 2012.

Comissão Executiva Nacional do PT.



BRASIL PORTUGAL AGORA - Leya apresenta "novíssimos" autores portugueses parte 3

Coleção: Novíssimos
Título: Um Piano Para Cavalos Altos
Autor: Sandro William Junqueira
Editora: Leya

Especificações: Brochura | 352 páginas


Uma cidadela cercada pela natureza onde os lobos são ameaça. Um muro que serve de barreira. Uma sociedade exemplarmente organizada, anos após um grande desastre. Um governo que sabe que o medo é motor e que legisla música. Uma fábrica que produz empadas e apronta cremações. Um microcosmo familiar onde um filho é amarrado a um piano. Um homem dotado da capacidade de sonhar com aquilo que ainda não aconteceu, mas que é certo ir acontecer. Uma rebelião que se levanta. Um cavalo que não perde elegância. Um corvo que gralhará na hora da sorte.
Um Piano para Cavalos Altos pretende ser uma metáfora de um mundo regido pela ordem, pela disciplina. Uma premente reflexão sobre o poder: o poder do controlo, o poder da comunicação, o poder do corpo.

O AUTOR
Sandro William Ju
nqueira nasceu em 1974 em Umtali na Rodésia. Em 1976 volta para Portugal. Em 1986 foi viver para Portimão. Em 1998 começa a trabalhar como designer.
Em 1999, juntamente com o Paulo Quaresma, funda o grupo de teatro A GAVETA. Desde aí, trabalha como responsável artístico, encenador e actor.
A partir de 2002, publica com regularidade poesia e contos em revistas e fanzines. É regularmente convidado para dizer poesia em recitais. Em 2007 inicia um trabalho regular em escolas e bibliotecas com a criação e interpretação de diversos ateliers e espectáculos vocacionados para a promoção do livro e da leitura.





Coleção: Novíssimos

Título: No Meu Peito Não Cabem Pássaros

Autor: Nuno Camarneiro

Editora: Leya


Especificações: Brochura | 192 páginas


Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.
Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.
Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.
Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

O AUTOR
Nuno Camarneiro
nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos. Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. No Meu Peito não Cabem Pássaros é a sua estreia no romance.



Coleção: Novíssimos

Título: Para Cima e Não Para Norte

Autor: Patrícia Portela

Editora: Leya


Especificações: Brochura | 240 páginas


O protagonista desta história é um Homem plano que vive num mundo de 2 dimensões. Um dia, o protagonista encontra uma impressão digital numa das páginas de um livro e fica obcecado por esta estranha «letra». Depois de intensas investigações, apercebe-se da existência de um mundo muito diferente do seu: um mundo com 3 dimensões; quando tenta divulgar a sua espantosa descoberta junto do resto do povo plano, é acusado de delito de opinião e de perturbação da ordem pública e preso. Mas não desiste e, quando sai da prisão, consegue descobrir um meio de passar para o mundo de 3 dimensões. Já desta «lado», e sabendo que só pode manter-se por aqui se estiver permanentemente a ser «visto», opta por raptar leitores, espectadores e observadores em geral...


A AUTORA
Patrícia Portela
cresceu em Lisboa, Macau, Utrecht, Helsínquia. Trabalha em teatro, dança e cinema. Quase sempre nos bastidores. Vive entre Paço de Arcos e Antuérpia.Tem 34 anos. Publicou "Operação Cardume Rosa"; "Se Não Bigo Não Digo" (ambos na Fenda); "Odília ou a história das musas confusas do cérebro de Patrícia Portela" (Caminho) e "Escudos Humanos" (Culturgest). Fez o curso de realização Plástica do Espectáculo e esteve no Teatro da Garagem, O Olho e Projecto Teatral. Escreveu diversas peças, como one spoke, one smoked, one died; Operação Cardume Rosa; T5; Banquete ou a Trilogia Flatland. Recebeu os prémios ACARTE/Madalena Azeredo Perdigão; Revelação de teatro pela Associação de Críticos de Teatro Portugueses e Navegadores Portugueses 94 de BD, pelo CNC.

LANÇAMENTO DA







 

BRASIL PORTUGAL AGORA - Leya apresenta "novíssimos" autores portugueses parte 2

 A propósito do Ano de Portugal no Brasil, a LeYa Brasil acaba de publicar os primeiros cinco títulos da coleção “Novíssimos”, que reúne algumas das vozes mais emblemáticas da nova literatura portuguesa. Neste contexto, já estão disponíveis nas livrarias brasileiras as obras No Meu Peito não Cabem Pássaros, de Nuno Camarneiro, Para Cima e Não Para Norte, de Patrícia Portela, Por Este Mundo Acima, de Patrícia Reis, Um Piano Para Cavalos Altos, de Sandro William Junqueira e O Teu Rosto será o Último, romance de João Ricardo Pedro que venceu a ultima edição do Prémio LeYa. Para Maria João Costa, Editora Executiva da LeYa Brasil, «o Ano de Portugal no Brasil é um ótimo pretexto para dar a conhecer o que de melhor se faz hoje na literatura contemporânea portuguesa.»

A coleção “Novíssimos” será reforçada, em 2013, com livros de outros cinco jovens autores portugueses que, juntamente com os que agora foram publicados, apresentarão aos leitores brasileiros o trabalho de uma nova geração. «Serão dez escritores no total, cada um dos quais com uma identidade literária muito própria e inconfundível. Registros frescos e originais que nos lembram que a língua nada tem de estática e que a sua utilização não tem limites e nos continua a surpreender», afirma Maria João Costa, que foi responsável por esta colecção que tem contado, também, com o apoio da Embaixada de Portugal em Brasília e do Instituto Camões.

Os cinco autores dos livros agora lançados visitaram o Brasil no sentido de se darem a conhecer aos leitores brasileiros.

Coleção: Novíssimos

Título: O Teu Rosto Será o Último

Autor: João Ricardo Pedro

Edição: 1

Ano: 2012

Especificações: Brochura | 192 páginas


 Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?


O AUTOR
João Ricardo Pedro
nasceu em 1973, na Reboleira, Amadora. Curioso acerca da força de Lorentz, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico. Durante mais de uma década, trabalhou em telecomunicações sem, no entanto, alguma vez ter aplicado as admiráveis equações de Maxwell. Na primavera de 2009, em consequência do carácter caprichoso dos mercados, achou-se com mais tempo do que aquele de que necessitava para cumprir as obrigações do quotidiano. Num acesso de pragmatismo, começou a escrever. O Teu Rosto Será o Último é o seu romance de estreia.





Coleção: Novíssimos

Título: Por Este Mundo Acima

Autor: Patrícia Reis

Editora: Leya


Especificações: Brochura | 176 páginas




Um cenário de terrível desastre assola Lisboa. Poderia ser em qualquer outro lugar do mundo. Os escombros passam a ser paisagem, a cidade e as relações humanas transformam-se vertiginosamente. Entre os sobreviventes há um homem, um velho editor. Procurando amigos e amores desaparecidos encontra um manuscrito e um rapaz e, neles, a porta para uma outra dimensão da vida.
Por Este Mundo Acima é uma peregrinação futurista e um relato de memória. Consagração dessa melhor forma de amor a que chamamos amizade, é também uma história sobre a importância redentora dos livros.



A AUTORA
Patrícia Reis
nasceu em 1970, começou a sua carreira jornalística em 1988 no semanário O Independente, passou pela revista Sábado e realizou um estágio na revista norte-americana Time, em Nova Iorque. De volta a Portugal, é convidada para o semanário Expresso, fez a produção do programa de televisão Sexualidades , trabalhou na revista Marie Claire, na Elle e nos projectos especiais do diário Público. Editora da revista Egoísta, é sócia do atelier de design e texto 004, participando em projectos de natureza muito variada. Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008) e Antes de Ser Feliz (2009).

LANÇAMENTO DA






BRASIL PORTUGAL AGORA - Leya apresenta "novíssimos" autores portugueses

Cinco escritores portugueses desembarcam no Rio de Janeiro, tendo como destino o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, palco da 1. edição da Festa Literária Internacional das UPPS, ou seja, a festa dos livros e dos autores numa das muitas favelas do Rio de Janeiro.

Eles foram os escolhidos pelo grupo editorial português Leya para lançar no Brasil a coleção "Novíssimos", que pretende apresentar "algumas das vozes mais emblemáticas da nova literatura portuguesa", nas palavras da casa editora.

"O Teu Rosto Será o Último", de João Ricardo Pedro, "Para Cima e Não Para Norte", de Patrícia Portela, "Por Este Mundo Acima", de Patrícia Reis, "No Meu Peito Não Cabem Pássaros", de Nuno Camarneiro, e "Um Piano Para Cavalos Altos", de Sandro William Junqueira, são os primeiros livros da coleção.



"Livros, leituras, escritores do Brasil e do mundo inteiro, oficinas, teatro, exposições, ações culturais diversas ocuparão inventivamente a comunidade", afirmam os organizadores do evento promovido pelo Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura do Rio e empresas estatais, numa iniciativa que faz parte da estratégia de instalar o Estado nas comunidades, muitas delas controladas pelo crime organizado.

"Nosso objetivo maior sempre foi colocar o livro – e a leitura, a literatura, o conhecimento – na ordem do dia. Conectar diversas redes a partir dele, torná-lo visível, usual e efetivo também para a chamada classe C. Classe C de Cultura como dizemos o tempo todo. Para nós, é importante irradiar, multiplicar e compartilhar o hábito da leitura, para muito além das disposições do mercado", lê-se no blog do projeto que promete colocar as comunidades das favelas do Rio nos roteiros culturais.

Afinal, como disse Mia Couto, o escritor moçambicano participando de um sarau literário num bairro dos subúrbios de São Paulo, as periferias também têm pensamento próprio.

"Acredita-se que a periferia pode dar futebolista, cantor, dançarino. Mas, poeta? No sentido que o poeta não produz só uma arte, mas pensamento. Isso acho que é o grande racismo, a grande maneira de excluir o outro. É dizer: o outro pode produzir o que quiser, até o bonito. Mas, pensamento próprio, isso não", disse Mia Couto no sarau da Cooperifa, realizado no Bar do Zé Batidão, na região do Jardim Ângela.



BRASIL PORTUGAL AGORA 1

Para além de novelas e caravelas...
    

Dois povos unidos pela cultura
As muitas caras do Brasil em Portugal
O Ano Brasil Portugal será uma experiência inédita de intercâmbio entre os dois países.  Diferentemente, por exemplo, do Ano do Brasil na França, que ocorreu em 2005, e da França no Brasil ,  em 2009.

A série de eventos acontecerá simultaneamente  nos dois países. As comemorações começam no dia 7 de Setembro de 2012 - dia da nossa Independência- , e terminam em 10 de Junho de 2013 - Dia de Portugal, data nacional representada pela morte do poeta Luiz Vaz de Camões-.

Segundo o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e comissário do Ano Brasil em Portugal, Antonio Grassi, essa é uma boa oportunidade de se estreitar os seculares laços entre as duas pátrias e pensar em uma continuidade para além da série de eventos.

"Nossa intenção é fazer com que este intercâmbio ganhe uma estrutura mais definida lá em Portugal e aqui, que deixe frutos. Há um desconhecimento muito grande, por nossa parte, e em todas as áreas, do Portugal contemporâneo. A música portuguesa não é só o fado. Quando fizemos o Rock in Rio no Brasil, o Xutos e Pontapé foi tratado como uma novidade, quando já tinham 30 anos de estrada. São como os Titãs de lá. E como o grupo, eles tem vários outros exemplos de um Portugal novo que já não são mais aquelas caravelas do nosso imaginário. A gente pode conhecer este Portugal e mostrar um Brasil que tem uma diversidade cultural muito ampla, que não é só o Brasil das novelas", diz.

Grassi ressalta a importância do evento, principalmente no âmbito cultural. Acredita que através desse intercâmbio, será possivel também influenciar em outras relações, como, por exemplo, o Turismo.

"Há um dado significativo que preocupa os portugueses. Quase 700 mil brasileiros passam pelo aeroporto de Lisboa sem descer, fazendo conexões para o restante da Europa. A TAP tem, hoje, 74 voos semanais para o Brasil, quase todos lotados. São muitos turistas que  perdem a oportunidade de conhecer um país que tem a mesma lingua, que trata a gente muito bem, que se identifica com o nosso povo. Além de ser um país bonito, com vários atrativos turísticos, moderno".

Para ele, a língua será o grande diferencial do congraçamento luso-brasileiro.

"O Brasil  tem sido homenageado de muitas maneiras. Teve o Ano da Itália no Brasil, o Ano do Brasil na França, o Ano da França no Brasil, terá o ano da Alemanha, a partir do segundo semestre de 2013... Mas a grande diferença deste é a língua. Não há essa barreira. É uma grande oportunidade não apenas para a música, mas  para o teatro, para a literatura. Os portugueses têm como uma referencia muito grande nossas  novelas. Então vamos tratar esta história com carinho. Fazer um seminário de teledramaturgia. Falaremos também do nosso carnaval, que teve início com manifestações típicas portuguesas como o Zé Pereira e os entrudos".

Grassi vislumbra a abertura das comemorações no dia 7 de Setembro com a presença dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e de Portugal, Aníbal Cavaco Silva.

"Os portugueses participando da nossa festa de independência tem um sentido especial. É um dado simbólico. Representa a maneira pacífica como essa separação aconteceu. Diferentemente de outras colônias, aqui foi um português que proclamou a independência".

BRASIL PORTUGAL AGORA - Um Historico

O Ano Brasil Portugal é a sequência inevitável de uma série de celebrações do Brasil com países diretamente ligados à sua história, seja como colonizador, no caso do irmão lusitano, ou como imigrantes que aqui se instalaram e criaram raízes definitivas.

Em junho de 2005 (se estendendo até setembro de 2006), o Ano do Brasil na França surgiu como uma iniciativa pioneira no sentido de aprofundar as relações bilaterais no âmbito cultural, acadêmico e econômico. Quase 190 anos depois de a Missão Artística Francesa (1816) de Debret, Lebreton, Taunay, Grandjean de Montigny  e outros ter aportado no Rio de Janeir,o por iniciativa de Dom João VI,  artistas brasileiros participaram de  centenas de eventos na França, como exposições, shows, concertos, ciclos de cinema, seminários e festivais.

Neste ano, 2005, surgiu a ideia do Espaço Brasil, que em 2012/2013, em Lisboa,  se fará novamente presente. O palco por onde se apresentaram artistas de todas as regiões do país, e que recebeu um verdadeiro painel de ritmos, funcionou de 11 de junho a 25 de setembro, no Carreau du Temple, no bairro do Marais, em Paris.

O Carreau du Temple transformou-se rapidamente em um ponto de encontro informal de franceses, brasileiros e turistas do mundo inteiro. Mas diversos espaços culturais franceses, não apenas em Paris, tiveram uma vasta programação de cinema, palestras, workshops, exposições, apresentações teatrais e circo entre outras atividades.

O Ano do Brasil na França mobilizou mais de dois milhões de franceses e obteve um grande retorno de mídia. Como resultado, houve um aumento de 27% de turistas franceses no Brasil e mais de 450 milhões de dóllares em produtos brasileiros exportados para França.

Em 2009, houve a contrapartida, com o Brasil servindo de cenário para artistas franceses de todas as vertentes artísticas, além do intercâmbio

em outras áreas como  ciência, tecnologia. Entre os mais de 200 projetos aprovados para a programação oficial estava o Caravana Musical do Musette que passou por quinze cidades no Brasil apresentando a história da música popular francesa. Durante o Ano, que terminou em setembro de 2010, houve exposições do pintor, desenhista e escultor Henri Matisse, na Pinacoteca de São Paulo, e do pintor e gravurista Marc Chagall, no Museu de Arte de São Paulo, o Masp.
Artistas convidados  participaram também de grandes eventos do calendário brasileiro, como o Festival de Ópera de Manaus, a Virada Cultural, em São Paulo, e o Festival Mundial do Circo, em Belo Horizonte.

De junho de 2011 até o junho de 2012 foi a vez de os italianos celebrarem por aqui os laços com o Brasil que os recebeu de forma mais significativa desde o século XIX. O chamado de Momento Itália-Brasil recebeu ao todo mais de 200 eventos, incluindo exposições, peças de teatro, espetáculos de dança e de música, mostras de cinema e de moda. A programação foi tão diversa que abrigou até uma curiosa Festa da Polenta, no Espírito Santo. Mas também tiveram exposições de Leonardo Da Vinci (1452-1519), Modigliani (1884-1920) e Caravaggio (1571-1610), além da  mostra "Homenagem a Pier Paolo Pasolini".

No ano que vem, após os festejos casados com Portugal, acontece o ano Alemanha + Brasil 2013-2014, a partir de maio, cujo lema é “Quando ideias se encontram”. Além dos laços culturais, os países se comprometem a discutir o que compartilhar para moldar o futuro. A intenção é trocar ideias sustentáveis para moradia, trabalho, transporte e alimentação. Economia, cultura, tecnologia, inovação, educação, ciência e esporte serão alguns dos temas abordados na programação.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Estrangulador de William Landay


O Estrangulador

de William Landay



Edição: 1
Ano: 2012
Dimensões: 230mm x 160mm
Páginas: 368



O LIVRO

Para os três irmãos Daley, filhos de um policial de Boston, crime era parte do negócio da família. Eles estão, simplesmente, em lados diferen¬tes da moeda. Joe é o mais velho, um policial de fala dura cujos hábitos de jogatina – mulheres rápidas, cavalos lentos – o arrastaram à parte obscura da cidade. Michael é o filho do meio; um advogado formado em Harvard, trabalhando para um procurador geral muito ambicioso, ele se encontra designado para a força tarefa de batalha contra o Es-trangulador. E Ricky, o filho mais novo e despreocupado, flutua sobre a rixa como um ladrão profissional – até que o Estrangulador chega muito perto de sua casa. Enquanto as dívidas de Joe com a máfia acercam-se dele... Michael envolve-se em uma investigação de assassinato muito equivocada... e Ricky é caçado pelos dois lados da lei, os três irmãos – e as mulheres que os amam – são forçados a tomar partido. Agora, cada um deles deve olhar mais fundo na alma raivosa de um matador, nos segredos letais de sua própria família e na única morte que os fez mudar para sempre. Enquanto o clímax do complexo, compassivo e aterrorizante romance se constrói, dois mistérios colidirão – e uma verdade devastadora será revelada. Este é um romance policial que certamente “prenderá” sua atenção do começo ao fim.

Curiosamente Landay está escrevendo sobre um crime de operário de Boston, e alguns usuários o têm  comparado  a Dennis Lehane.


  
O AUTOR
William Landay é o autor do aclamado livro Mission Flats, que recebeu o prêmio John Creasey Memorial Dagger como melhor romance policial de estreia, em 2003. Ele é graduado na Universidade de Yale e na Faculdade de Direito de Boston. Landay trabalhou como assistente de promotoria antes de se tornar escritor. Agora, vive em Boston, onde está trabalhando em seu próximo romance de suspense. Em O Estrangulador, mostra o seu valoroso talento como escritor, pois consegue prender a atenção do leitor do início ao fim, neste romance que envolve crime, mistério e corrupção. Boston, 1963. Uma cidade à beira do abismo. Nas esquinas, jornaleiros anunciam a manchete chocante: KENNEDY ESTÁ MORTO. No submundo da cidade, há uma guerra da máfia no auge. Mas o que mais aterroriza os moradores de Boston é um assassino misterioso, ao qual já são associadas 12 vítimas, um homicida cujo nome está ligado à cidade de forma indelével: o Estrangulador de Boston. Este é o empolgante pano de fundo do magnífico romance de William Landay: a história de uma família irlandês-americana, uma cidade sitiada e uma grande sombra lançada pelo assassino mais infame da atualidade.




LANÇAMENTO da


 

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Cliente secreto – A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor de Stella Kochen Susskind


Cliente secreto – A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor

de Stella Kochen Susskind




Formato: 18,0 cm x 18,0 cm
Páginas: 144



Pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio de pesquisas com clientes secretos, a executiva Stella Kochen Susskind está lançando o livro “Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor” – pelo selo BIZ da Primavera Editorial –, obra que disseca o modelo de pesquisa que se tornou a essência da ciência da compra.
Criada nos Estados Unidos, na década de 1920, a metodologia “cliente secreto” surgiu quando banqueiros resolveram testar a honestidade dos funcionários e evitar eventuais desvios de dinheiro. Quase um século depois, a avaliação empírica converteu-se em uma metodologia eficaz, que muito tem contribuído para a melhoria nas relações entre empresas e clientes. Hoje, a metodologia é parte de uma indústria sólida e lucrativa nos Estados Unidos, Europa e América Latina, sobretudo no Brasil. 
A obra “Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor” – um livro fundamental para os que desejam compreender os meandros para se atingir a excelência no atendimento ao cliente . 
Com uma temática inédita no mercado editorial brasileiro, Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidordisseca os meandros de um modelo de pesquisa criado por banqueiros norte-americanos na década de 1920, que se tornou a essência da ciência da compra e da avaliação do atendimento ao cliente. De autoria da executiva Stella Kochen Susskind, pioneira da metodologia no Brasil, a obra conta com o prefácio de Luiz Fazzio, presidente do Carrefour, e apresentação de Paulo Secches, presidente da Officina Sophia. Fundamental para os que desejam compreender os meandros da excelência no atendimento ao cliente, o livro – que integra o portfólio do selo BIZ da Primavera Editorial – será lançado em 6 de novembro, a partir das 18h30, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim (Avenida Magalhães de Castro, 12.000, São Paulo).
 Segundo Stella, quase um século após a criação, a avaliação empírica conduzida por clientes secretos se converteu em uma metodologia eficaz que muito tem contribuído para a melhoria nas relações entre empresas e clientes. Hoje, a metodologia é parte de uma indústria sólida e lucrativa nos Estados Unidos, Europa e América Latina, sobretudo no Brasil. Segmentos como o varejo e as instituições financeiras têm investido nessa ferramenta para avaliar o atendimento a clientes. A metodologia de pesquisa se baseia em clientes secretos – consumidores com hábitos reais de compra – que substituem os pesquisadores tradicionais. Enquanto na Europa o crescimento anual é de cerca de 5%, no Brasil o segmento registra crescimento anual de 20%. “Com cerca de 100 empresas, a América Latina faturou, no ano passado, cerca de US$ 362 milhões. Com 850 empresas, a indústria norte-americana de mystery shopping faturou US$ 830 milhões em 2011; as 550 empresas europeias faturaram US$ 397 milhões”, detalha a escritora.

Com uma linguagem clara e acessível, o livro Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidorconta com sete capítulos temáticos, nos quais a metodologia é detalhada em cases e depoimentos minuciosos que mostram a melhoria real do atendimento ao cliente. No primeiro capítulo, História da metodologia, destaque para o pioneirismo, a metodologia no Brasil, a versatilidade da metodologia e as histórias de sucesso contadas pela mídia nacional. Em Metodologia inclusiva, segundo capítulo, a autora destaca a responsabilidade social como oportunidade de negócio, os chamados consumidores invisíveis (as crianças), os consumidores com mais de 60 anos e as causas sociais – o quanto os consumidores são influenciados pela postura socialmente responsável adotada por marcas, serviços e produtos. No capítulo três, Um novo Brasil se depara com a importância do bom atendimento ao cliente, Stella Kochen Susskind se atém aos perfis dos novos consumidores brasileiros, ao consumo feminino, ao atendimento à alta renda, ao consumo masculino e aos cenários do atendimento ao consumidor no Brasil, Estados Unidos e Europa.
 Em Com a palavra, o cliente secreto, quarto capítulo, a autora destaca os depoimentos de clientes secretos que há mais de duas décadas desenvolvem a função de ombudsman do atendimento. Os cases de diferentes segmentos ilustram meandros do atendimento ao cliente no Brasil, apresentando histórias de excelência e as oportunidades de melhoria. No quinto capítulo – Investindo em treinamento – o destaque recai sobre a criação de vínculos com os consumidores, as formas de conhecer o consumidor e motivação dos vendedores. Os segredos da metodologia e a Shopper Experience são temas do sexto e do sétimo capítulos.
 Entre os entrevistados para o livro, a jornalista Angela Crespo, criadora e editora das colunas Advogado de Defesa e Consumo (Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo);  Joyce Moysés, jornalista da Editora Abril e uma das maiores especialistas brasileiras no universo feminino; Cid Torquato, coordenador de Relações Institucionais e Políticas Públicas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo; Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto e diretor do Portal Franquia; Ghislaine Dubrule e Nilo Signorini, respectivamente, vice-presidente e diretor de Planejamento da Tok&Stok; Carlos Magno Gibrail, diretor de Expansão da Stroke e ex-sócio da Cori; Herbert Polizel, diretor de Marketing - Mercado e Produto da TAM Linhas Aéreas; e Roberto Meier, publisher do Grupo Padrão, entre outros.


TRECHOS DO LIVRO

 Páginas 21 e 22
A metodologia no Brasil
(…) “Em 1991, aos 25 anos, senti-me impelida a aceitar o desafio proposto por minha irmã, Celina Kochen Sznelwar, que havia montado a Shop’n Check – empresa que posteriormente se tornou Buy & Test –, para integrar a equipe. A proposta era estruturar na empresa um serviço de avaliação do atendimento ao cliente, ou seja, um trabalho plenamente alinhado com a minha expertise e com o tema que era meu objeto de estudo há alguns anos. A empresa se tornaria a primeira agência de pesquisa no Brasil a adotar a metodologia de testar a qualidade do atendimento ao cliente tendo por recurso clientes efetivos, especialmente treinados para avaliar todos os aspectos da relação da empresa/marca com o consumidor.
Vivendo os reflexos do Plano Real, decidi investir em um negócio pioneiro no Brasil então presidido por Fernando Henrique Cardoso. Nas manchetes diárias, em 1994, notícias sobre a política de estabilização da economia brasileira que levou o país a novos patamares – elevação da taxa de crescimento econômico, aumento nos níveis de renda, impacto positivo nos balanços das empresas, além da desindexação da economia nacional. O outro lado da moeda, notícias sobre a desindustrialização que a abertura abrupta da economia proporcionou – as empresas brasileiras viviam uma concorrência atípica com as multinacionais em razão da queda da tarifa média sobre as importações.
 Descritos pelos economistas como a “década de reformas orientadas para o mercado”, os anos 1990 apresentavam um cenário de desafios a serem vencidos e, confesso, fui contagiada pelos sinais de uma retomada na trajetória do crescimento sustentado – a sonhada estabilidade de preços. Concomitante, o brasileiro passava a contar com o Código de Defesa do Consumidor, uma verdadeira revolução que alterou positivamente as relações de consumo no país. Com o cliente como protagonista – substituindo o foco no produto ou serviço puramente –, o Brasil ingressou em uma nova era de consumo. O custo acessível e a qualidade diferenciada dos produtos importados disponíveis no mercado interno tornaram o consumidor mais exigente e obrigaram a indústria e o varejo nacional a ficarem mais competitivos. E como as empresas nacionais poderiam se diferenciar e reconquistar o cliente brasileiro inebriado pelos produtos importados?”
Página 58
Metodologia inclusiva
(...) “A maior parte dos portadores de deficiência vive nas áreas urbanas e 23,7 milhões não estão integrados no mercado de trabalho. Essas estatísticas mostram que investir em acessibilidade pode ser não só, e prioritariamente, um ato de cidadania e de responsabilidade social. Esse investimento pode se tornar um excelente negócio. Diante desse cenário, será que as marcas e as empresas brasileiras estão preparadas para atender com qualidade o consumidor com deficiência? Quais as barreiras e os erros mais frequentes? A resposta é um sonoro não! Mas a boa notícia é que inúmeras empresas estão interessadas em saber onde erram e quais são as alternativas para iniciar um projeto de acessibilidade, de inclusão social.”
Página 79
O novo consumidor
(...) Em 2020, o Brasil será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais – seremos aproximadamente 207 milhões de habitantes, sendo 145 milhões formados por brasileiros economicamente ativos. E não se trata de otimismo, sim de estatísticas concretas. Embora em muitos países a crise econômica mundial tenha reforçado as desigualdades sociais, no Brasil a pobreza caiu 7,9% entre janeiro de 2011 e janeiro 2012, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capacidade de consumo do brasileiro aumentou, assim como a percepção de nuances do atendimento. Mais exigente e informado, o brasileiro associa o atendimento à efetivação, ou não, da compra. A fidelização é outra questão que está diretamente atrelada a um atendimento de excelência, conforme pesquisas conduzidas pela Shopper Experience com clientes secretos.
 Página 97
Cenários do atendimento ao consumidor: Brasil, Estados Unidos e Europa
(…) “No Brasil, a criação do Código de Defesa do Consumidor – Lei n. 8.078, aprovada em 10 de setembro de 1990 – foi um marco da luta em prol dos direitos do consumidor, embora a Constituição Federal de 1988 tenha preparado as bases para a defesa do cliente brasileiro. De forma mais ampla, a demarcação desses direitos e deveres foi um estágio anterior à nova cultura de valorização do bem atender o consumidor. À época, vivíamos situações esdrúxulas nas quais o consumidor era constantemente desrespeitado. Em pouco mais de duas décadas, presenciamos uma melhora significativa, embora muito distante do que almejamos e merecemos. Hoje, estamos distantes de países da Europa e dos Estados Unidos no que se refere ao atendimento.”
 Página 105
Ombudsman do mundo
(...) Mais do que atuar como viga-mestra da metodologia, o cliente secreto é o protagonista de uma história de aumento do índice de respeito ao consumidor – uma colaboração que ultrapassa as fronteiras do Brasil. Por meio do trabalho desse profissional, as empresas passaram a ter informações precisas sobre o atendimento prestado. Um dos efeitos colaterais dessa percepção dos pormenores que cercam o momento da venda é que os gestores estão mais atentos para a importância de investir na criação de relacionamentos sustentáveis com clientes de diferentes perfis de consumo. Hoje, os mais de 20 mil clientes secretos que atuam na Shopper Experience produzem relatos que nos dão subsídios para traçar o panorama das relações de consumo nacionais.” 

A AUTORA
 
Stella Kochen Susskind administradora de empresas graduada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e pós-graduada em Franchising pela Franchising University (Estados Unidos), Stella Kochen Susskind é pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do “Cliente Secreto®”. A executiva preside a Shopper Experience – empresa de pesquisa que representa uma evolução do modelo – e fundou a divisão latino-americana da Mystery Shopping Providers Association, atuando ainda, na associação, como atual membro do Global Board e como Past President.
A executiva possui mais de 20 anos de expertise em pesquisas. Desde 1999 Stella Kochen Susskind coordena um amplo projeto que avaliou, por meio de “clientes secretos”, diversos aspectos do atendimento prestado por empresas de diferentes segmentos. Atenta a conceitos como consumo consciente e inclusivo, a empresa brasileira Shopper Experience criou dois projetos de inclusão para capacitar pessoas com deficiência e maiores de 60 anos a atuar como cliente secreto.

UM LANÇAMENTO
 

Livraria Portugal – Lisboa cerra as portas.

Livraria Portugal – Lisboa, encerra as portas.

No dia 29 de fevereiro, com muita tristeza, a Livraria Portugal foi encerrada. Depois de 70 anos de funcionamento na Rua do Carmo, em Lisboa.

Uma gramática foi o último livro a ser vendido.

O livro, «Gramática e Linguística», foi comprado no início da noite por uma professora portuguesa que mora na França e que sempre visitava a histórica livraria em todas suas idas a Lisboa.
Veja a notícia na integra



Estâncias: A palavra e o fantasma na cultura ocidental de Giorgio Agamben

Estâncias: A palavra e o fantasma na cultura ocidental

de Giorgio Agamben

Tradução de Selvino José Assmann

Coleção: Humanitas
2007 - 1ª edição. 2012 - 1ª reimpressão.
263 p. Dimensão: 22,0 X 15,0


A partir da questão do lugar próprio dos produtos do fazer humano, este livro propõe a reconstrução de quatro momentos fundamentais da cultura europeia: a teoria do fantasma na poesia de amor do século XIII; o conceito de melancolia, desde os pais da Igreja até Freud; a obra de arte frente ao domínio da mercadoria; a forma emblemática, desde o século XVI até o nascimento da semiologia. A pesquisa une a devoção filológica pelos detalhes, típica da escola de Warburg, a uma concepção da crítica inspirada em Walter Benjamin e que, numa perspectiva interdisciplinar, vai da filosofia de Averróis à poesia de Baudelaire, de Cavalcanti a Saussure e da medicina medieval a Lacan.


O AUTOR
Giorgio Agamben nasceu em Roma, em 1942.
Formado em Direito.
Escreveu uma tese de doutorado sobre o pensamento
político de Simone Weil.É exaluno
de Heidegger.n É o responsável pela edição italiana da obra de Walter
Benjamin.Foi professor da Universidade de Verona e da
Universidade de Nova York. Leciona Estética na Facoltá Di Design e Arte em
IUAV(Veneza) .

Principais obras
Homo Sacer I, II e III
Infância e História: Destruição da
Experiência da História (2005)
Linguagem e Morte: um Seminário sobre o
lugar da negatividade (2006)
Profanações (2007)


LANÇAMENTO DA



Os monstros do cartógrafo: O ataque da vampantera! (Vol. 2) Título Original: The mapmaker's monsters: Vampanther attack!

Os monstros do cartógrafo: O ataque da vampantera! (Vol. 2)

Título Original:     The mapmaker's monsters: Vampanther attack!

de  Rob Stevens


Tradutor:     Ana Resende



Coleção:    Os monstros do cartógrafo

Páginas:     400

Formato:     14 x 21 cm





A segunda de uma série de aventuras pelos quatro cantos do mundo

Piloto de uma companhia aérea, Rob Stevens concluiu seu primeiro livro, o premiado best seller Os monstros do cartógrafo: Cuidado com os bufalogros!, ao longo de várias viagens. Escrevendo novamente durante suas jornadas pelo mundo, o autor apresenta agora o segundo volume da série: O ataque da vampantera!.


O LIVRO
Uma história de aventura e fantasia que se passa em pleno século XV, a série Os monstros do cartógrafo, com ilustrações de Adam Stower, traz tramas emocionantes de superação e de demonstração do amadurecimento de um menino que agradarão leitores de todas as idades. Foi o que aconteceu na Inglaterra, quando se tornou leitura obrigatória entre alunos de colégios e de universidades.

Hugo está viajando outra vez. Ele vai para as montanhas sombrias da Transilvânia, um lugar que, literalmente, não está no mapa. Lá, nada é o que parece.

Para resgatar o amigo de seu tio e localizar o castelo oculto da terrível vampantera, Hugo contará com a ajuda de criaturas fantásticas e inacreditáveis: uma gata falante que prevê o futuro, um lobisomem bem agitado e um Abominável Orangofango. Além, é claro, de seu grande amigo Feroz, um rato falante e divertido.

Os monstros do cartógrafo: o ataque da vampantera! é uma história cheia de criaturas fantásticas, lugares incríveis, muito mistério e aventura.

A CRITICA
“Um escritor surpreendente.” - The Telegraph

O AUTOR
Rob Stevens
é um piloto da British Airways que escreve em quartos de hotel em todo o mundo. Os Monstros do Cartógrafo é sua primeira incursão em livros para jovens. Quando não está voando, vive em Dorset com a esposa e os dois filhos pequenos. Saiba mais em www.robstevens.co.uk


UM LANÇAMENTO






DUAS OBRAS DE JAMES JOYCE, LANÇADAS PELA Editora ILUMINURAS

HOJE IREMOS DESTACAR DUAS OBRAS DE JAMES JOYCE, LANÇADAS PELA Editora ILUMINURAS

Segundo Dirce Waltrick do Amarante em sua apresentação da edição de EPIFANIAS - certa vez, Joyce olhou pela janela de seu apartamento e viu uma mulher no edifício ao lado puxando a corrente de descarga da privada. Para ele, essa cena aparentemente banal continha fortes implicações eróticas. Essa teria sido uma das muitas epifanias profanas de Joyce.

Richard Ellmann lembra que um dos divertimentos favoritos do escritor era destruir velhas coisas solenes. Num determinado momento, o escritor irlandês ficou “contente por encontrar valor no que se esperava que ele condenasse como comum e vulgar”. Era assim que ele reinventava o mundo.

Joyce teria “encorajado” Leopold Bloom (Ulisses) – só para mencionar seu mais célebre personagem – a infundir singularidade às coisas comuns. Como afirma Ellmann, “Bloom difere dos dublinenses menos importantes porque sua poesia interna é contínua, até nas situações menos promissoras”. Em Joyce, não há mais uma prosa, um dizer narrativo típico, “mas sim um feixe de forças, do tracejado que compõe sua própria ausência”, diz Piero Eyben no prefácio de sua bela tradução das Epifanias.

Quando lemos Joyce, precisamos voltar nossos olhos para o instante da experiência que emerge graças a uma revelação interior abrupta. A epifania seria justamente essa súbita manifestação, esteja ela na vulgaridade da fala e do gesto ou em uma fase memorável da própria mente. Aliás, para Hélène Cixous, a epifania seria o “descarrilamento da consciência”.

Joyce acreditava que cabia ao escritor “registrar essas epifanias com extremo cuidado, vendo que elas próprias são os mais delicados e evanescentes dos momentos”, como afirma Eyben. Sendo o maior desafio dessas curtas narrativas aliar a velocidade inesperada à já desgastada experiência do dia a dia. Neste pequeno volume precioso, a tradução de Eyben leva a sério esse desafio.

Devo ter-lhe atormentado esta noite com o que disse mas certamente é bom que você conheça a minha opinião sobre a maioria das coisas. Minha consciência rejeita toda a ordem social atual e o cristianismo — lar, as virtudes reconhecidas, classes sociais e doutrinas religiosas. Como posso gostar da ideia de lar? James Joyce
 
Já Caetano W. Galindo na capa de CARTAS A NORA - Talvez a melhor discussão (real) sobre a relação entre a vida e a arte tenha acontecido (ficcionalmente) na Biblioteca Nacional de Dublin, no (real e ficcional) dia 16 de junho de 1904.

Como assim? Ora, assim mes­mo. É Stephen Dedalus, que na verdade era um pseudônimo várias vezes empregado por James Joyce, quem conversa com vários outros escritores, todos reais e a quem chama às vezes por seus pseudônimos, sobre as relações entre a obra e a vida de Shakespeare. Joyce, claro, estava adorando dar um imenso nó na discussão.

E como. Pois não só é na vida de Joyce que o leitor encontra enredos e às vezes até esclarecimentos para certos trechos dos romances, mas é na relação vida obra e na complicada alquimia que faz com que ela transcenda o egoico e se universalize, que se localiza grande parte da magia da leitura da própria obra de Joyce.

É claro, portanto, que toda a documentação que cerque a vida de Joyce há de ser de grande interesse para os leitores. E, entre esses documentos, as cartas trocadas entre ele e sua esposa Nora ocupam lugar absolutamente central. Muito além da relevância das ditas “cartas sujas”, em que eles trocavam “safadezas” quando estavam sem se ver, o que essa correspondência registra, expõe e elucida é simplesmente a relação mais definidora da história de vida de Joyce. O que o leitor brasileiro recebe, neste volume carinhosamente traduzido e solidamente organizado por Dirce Waltrick do Amarante e

Sérgio Medeiros (nada atoamente marido e mulher) é uma via de acesso a um compartimento profundo e rico da vida sentimental de um grande reelaborador de sentimentos e vidas. É chegar mais perto da fonte. O Ulysses, de um certo ponto-de-vista, é a história de Joyce sem Nora. O dia 16 de junho marca o primeiro passeio do casal (real), mas Dedalus (ficcional) termina o dia só. Se Bloom pode ser visto como uma versão possível de Joyce sem a literatura, Dedalus, é o escritor sem a mulher que lhe deu segunda vida.

Para o homem inteiro, adicione-se Nora.

Para chegar mais perto dele(s), sirva-se.







Cartas a Nora

de James Joyce


No de Paginas:
152










Epifanias

de James Joyce


No de Paginas:
112








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