sábado, 20 de dezembro de 2008
Leituras críticas sobre Leonardo Boff

Leituras críticas sobre Leonardo Boff
Juarez Guimarães (org.)
Coleção: Intelectuais do Brasil
Co-edição: Editora Fundação Perseu Abramo
208 páginas
UM LANÇAMENTO

Parque São Lourenço tem shows musicais neste domingo
O músico Maurílio Ribeiro, o AVEduo e o grupo Combinado Silva Só são as atrações do programa Música nos Parques Três shows musicais animam o Parque São Lourenço neste domingo (21), pelo programa Música nos Parques, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba. Às 11h, haverá apresentação do compositor Maurílio Ribeiro; às 14h, será a vez do AVEduo, formado por Viviana Mena e Andréa Bernardini; e às 17h, acontece o show do grupo de samba Combinado Silva Só. O programa Música nos Parques é uma das atrações do verão em Curitiba. Até março de 2009, os parques da cidade serão palcos de apresentações musicais gratuitas, garantindo mais uma opção de cultura e lazer para a população. Guitarrista, compositor e arranjador, Maurílio Ribeiro apresenta no programa Música nos Parques composições do seu primeiro CD solo. Carreador foi lançado em 2007, reunindo composições instrumentais próprias e de músicos consagrados no cenário nacional, como Toninho Horta. O CD Carreador tem participações de músicos renomados, como Dominguinhos, a flautista Léa Freire e o baixista Sizão Machado. A dupla Viviana Mena e Andréa Bernardini apresenta o show AVE Criança, com músicas infanto-juvenis, de temáticas variadas, incluindo cantigas de roda, canções folclóricas e de tradição popular brasileira, canções indígenas e africanas. O AVEduo também apresenta músicas de seu repertório, com arranjos próprios para duas vozes femininas, violão e percussão. O grupo Combinado Silva Só leva ao São Lourenço um espetáculo que mostra a nova safra de compositores de samba. O grupo tem a intenção de divulgar e popularizar o samba de raiz entre os jovens, considerando a importância desse gênero na cultura brasileira. No show são apresentadas doze músicas do repertório próprio do grupo, contemplando todas as variedades de sambas – partido alto, afro-sambas, samba de quadra, sincopados, marchinhas, entre outros. Serviço: Música nos Parques Local: Parque São Lourenço Data: 21 de dezembro de 2008 (domingo) 11h – Show Carreador, com Maurílio Ribeiro 14h – Show AVE Criança, com o AVEduo (Viviana Mena e Andréa Bernardini) 17h – Show Combinado Silva Só canta novos sambistas paranaenses Entrada franca
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Causalidade e direção do tempo

Causalidade e direção do tempo - Hume e o debate contemporâneo
Túlio Aguiar
Coleção: Humanitas
177páginas
UM LANÇAMENTO

Dos filhos deste solo

Dos filhos deste solo: 2ª edição revista e ampliada
Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio
712 Páginas
Edição: 2. Edição Revista e Ampliada
Apresentação à 2ª Edição
Novos Paradigmas
A segunda edição deste livro, nove anos após a primeira, ocorre em uma situação histórica peculiar. De 1999 para cá, houve algumas mudanças de paradigmas. A Lei 9.140/95, que reconheceu a responsabilidade objetiva do Estado pelas mortes e desaparecimentos de opositores políticos, foi modificada duas vezes. Em 2002, ainda no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso e a pedido da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), foi reaberto o prazo para requerimentos de exame de casos e ampliado o período de abrangência da Lei para 1961-1988 (antes era 1961-1979).
Por que 1961? No episódio da renúncia do Presidente Jânio Quadros, após nove meses de mandato, a legalidade foi quebrada e setores das Forças Armadas tentaram controlar o poder com a implantação de um parlamentarismo casuístico, abrindo-se um período de radicalização de conflitos políticos e sociais. Por que 1988? Neste ano, foi promulgada a Constituição mais democrática da história do País, encerrando-se o ciclo autoritário com a transição denominada de Nova República.
A segunda mudança na Lei ocorreu em 2004, no governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foram consideradas responsabilidade do Estado as mortes em manifestações de protesto contra a ditadura e as mortes por suicídio em conseqüência de seqüelas de torturas ou para escapar aos seus suplícios, as resultantes de confrontos com agentes da repressão estatal e, ainda, as decorrentes da Operação Condor com a participação de agentes brasileiros.
As duas ampliações da Lei permitiram que muitos casos fossem examinados ou reexaminados, possibilitando a correção de injustiças. A CEMDP examinou 160 novos requerimentos. Só não foram objeto de reparação os casos de pessoas que não tiveram comprovação de morte por perseguição política. A ampliação do conceito de reparação do período de abrangência e a dilatação dos prazos de requerimentos fizeram jus ao espírito da Anistia. Somente essas mudanças na Lei 9.140/95 e a nova situação que delas resultou justificariam a segunda edição revista e ampliada deste livro.
Em 2002, entrou em vigor a Lei 10.559/02 e a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que estimava receber 10 mil petições de vítimas de perseguição política, acolheu 68 mil requerimentos referentes a pessoas que passaram por prisões arbitrárias, torturas, demissões por perseguição política, tiveram carreiras ceifadas, foram mortas ou sofreram desaparecimento forçado. Desse modo, outro requisito básico para o avanço e a consolidação da democratização do país vem sendo efetivado.
Países do Cone Sul, que passaram por ditaduras sangrentas, cancelaram leis de impunidade e “auto-anistia” e estão levando a juízo torturadores e seus comandantes como tem acontecido na Argentina, no Chile e de, certo modo, no Uruguai.
Os sistemas jurídicos internacionais também buscam cumprir seu papel de proporcionar Justiça quando as ordens jurídicas nacionais se prostituem, denegando direitos e acobertando impunidades. Juízes da Espanha e da Itália têm processado ditadores e torturadores em defesa de seus nacionais atingidos por crimes de lesa-humanidade. O direito internacional é, assim, uma esperança para resgatar a dignidade dos ofendidos que permanecem em situação de injustiça. No Brasil, pelo menos duas famílias (a Telles e a de Luiz Merlino) conseguiram a instalação de ações declaratórias (não visam ao processo penal ou cível) para atestar como torturadores altos oficiais que comandaram torturas, assassinatos e seqüestros de opositores à ditadura.
Outra novidade foi a requisição à Polícia Federal pelo Ministério Público Federal de São Paulo de inquéritos para apurar responsabilidades pelo seqüestro político de pelo menos três argentinos desaparecidos no Brasil em 1980: após a Lei da Anistia de agosto de 1979, que supostamente beneficiou torturadores.
E mais: a sentença judicial definitiva ordena a abertura dos arquivos militares sobre as operações de combate à Guerrilha do Araguaia.
Cresce nos meios jurídicos, políticos e na sociedade civil a convicção de que o Brasil está preparado para rediscutir a interpretação da Lei de Anistia, visando à responsabilização dos que, em nome do Estado, cometeram crimes imperdoáveis. A democracia no Brasil está consolidada, as instituições funcionam, não há espaço político para golpistas e antidemocráticos. Nesse sentido, a segunda edição de Dos filhos deste solo reforça o que os autores já defendiam na primeira.
É preciso saudar todas as novas obras dedicadas ao tema – livros, reportagens investigativas, documentários, filmes – que vão desvendando a história recente. E, de maneira especial, o livro Direito à memória e à verdade, editado pelo Estado brasileiro por meio da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, em cumprimento ao mandato da Lei 9.140/95. Agora já se pode dizer que a história oficial é a que está relatada ali e, portanto e finalmente, deve ser a fonte para livros, currículos escolares e variadas obras de arte.
Felizmente, todas as mudanças que levaram a esta segunda edição são benfazejas. Dos Filhos deste Solo tornou-se referência e fonte para inúmeras publicações no Brasil e no exterior. Esgotou-se há cinco anos, mas foi necessário ter paciência para esperar o momento adequado à reedição. Infelizmente, em nove anos, nem um único caso novo de desaparecimento foi esclarecido. Dos 163 casos conhecidos, apenas três foram elucidados. Enquanto a verdade não emergir e os restos mortais dos desaparecidos não forem devolvidos às suas famílias, a luta dos movimentos de anistia e direitos humanos certamente continuará.
Há uma crescente e saudável insatisfação no que se refere aos arquivos da época da ditadura. A sociedade brasileira não teve acesso aos arquivos sobre as operações militares no Araguaia, às informações sobre a participação de diplomatas na cooperação com a repressão contra brasileiros no exterior, aos arquivos da Polícia Federal quando atuou como polícia política, nem aos arquivos de extermínio e seqüestro seguidos de mortes e ocultação de cadáveres.
Há, portanto, um crescente questionamento na sociedade quanto às atuais leis referentes a arquivos. Forma-se cada vez mais um amplo consenso sobre o direito à memória. Nesse sentido, para finalizar, vale recordar o encontro de 2005 entre Nilmário Miranda e Alain Touraine, no qual o sociólogo francês disse algo que, com certeza, está e continuará presente aqui: Quem não tiver capacidade de conhecer e expressar a verdade sobre o passado não construirá o futuro. Os livros escolares têm de contar o que realmente aconteceu, com a honestidade, por exemplo, das obras sobre o nazismo. A memória é a base para a formação da cidadania. As vítimas sempre têm que ser ouvidas.
UM LANÇAMENTO

Ver e poder - a inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário

Ver e poder - a inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário
Jean-Louis Comolli
Seleção e organização: César Guimarães; Ruben Caixeta
Tradução: Augustin de Tugny; Oswaldo Teixeira; Ruben Caixeta Revisão técnica: Irene Ernest Dias Área: Cinema | Comunicação Social
Coleção: Humanitas
Patrocínio/Apoio: Filmes de Quintal; Filme em Minas; Cemig; Secretaria de Cultura de Estado de MG
373 páginas
UM LANÇAMENTO

FIM-DE-SEMANA NO CLP 19 E 20 DE DEZEMBRO
DIA 19 DE DEZEMBRO
Inauguração da exposição de pintura “I CAN‘T FIGHT THIS FEELING ANY MORE”, de Manuel Jesus Salgado Ribeiro
19:30, Cave
A exposição de Manuel Ribeiro estará patente na Cave do Clube Literário até ao final do mês de Dezembro.
UM OLHAR SOBRE LUANDA: UMA CIDADE INTRANQUILA
Apresentação do livro “KUNUAR”, de Luísa Coelho, a cargo de Silvestre Pestana
21:30, Auditório
“Kunuar” é o título do mais recente livro de Luísa Coelho cuja apresentação tem lugar no Clube Literário do Porto, na próxima sexta-feira, dia 19 de Dezembro, pelas 21h30.
Uma provocação, uma chamada de atenção ou um soco no estômago, em forma de poemas, sobre a realidade angolana. Uma realidade que a autora tão bem conhece.
CONCERTO de Rita Moldão e Jairo Grossi
23:00, Piano Bar
DIA 20 DE DEZEMBRO
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PINTURA DE GRAÇA MARTO, dia 20 de Dezembro, pelas 15:30, na Galeria do Clube Literário do Porto.
Graça Marto é licenciada em pintura pela Escola Superior de Belas Artes da Universidade do Porto. Nasceu em Cambarinho, Vouzela, e fez o liceu no Rio de Janeiro onde viveu dos 14 aos 22 anos. A par do ensino, tem feito inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal Continental, Açores e Madeira. No estrangeiro, está representada em diversas colecções, principalmente na Bélgica e no Luxemburgo, tendo participado, também, em exposições em Espanha, Brasil, Moçambique, Macau e Estados Unidos.
A exposição de pintura de Graça Marto estará patente ao público na Galeria do Clube Literário do Porto até ao final do mês de Dezembro.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE PEDRO JORGE PEREIRA “BE THE CHANGE YOU WANT TO SEE”
Apresentação do livro “Be the change you want to see” ou “a história de como uma experiência de voluntariado ecológico nos pode permitir descobrir as ecotopias que estão a lançar as sementes de uma nova humanidade”, dia 20 de Dezembro, pelas 15:30, na Galeria do Clube Literário do Porto.
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430 Porto
T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt
URL: www.clubeliterariodoporto.co.
BLOGUE: http//www.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
KUNUAR
«KUNUAR» é o título do mais recente livro de Luísa Coelho, cuja apresentação tem lugar no Clube Literário do Porto, na próxima sexta-feira, dia 19, pelas 21h30. Uma provocação, uma chamada de atenção, ou um soco no estômago em forma de poemas sobre a realidade angolana. Uma realidade que a autora tão bem conhece.
Para despertar o interesse dos mais distraídos, aqui fica um desses poemas:
RECURSOS NATURAIS
Que me interessam os teus ricos recursos naturais
se naturais te são a fome e a miséria?
Que me interessa o petróleo, os diamantes, o ferro, o manganésio, o cobre,
os fosfatos, o granito, o mármore, os minerais raros, as madeiras preciosas,
a energia dos rios,
se aquele jovem a tremer de febre no calor dos dias
me bate no vidro da janela do carro
e me estende incansavelmente as suas mãos vazias.
Filha de pais portugueses, Luísa Coelho, nasceu em Angola e viveu em diversas cidades angolanas, durante a sua infância e adolescência, até ao momento de entrar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde se formou em Filologia Germânica, em 1979. Ensinou língua e literatura portuguesa em vários países da Europa, nomeadamente nos Países Baixos, onde em 1994, na Universidade de Utrecht, se doutorou na área de semiótica com um trabalho sobre a obra de José de Almada Negreiros; na Áustria, na Universidade de Innsbruck, e em França, na Universidade de Amiens. Trabalhou durante cinco anos na Universidade de Brasília e, desde 2006, é professora na Universidade Agostinho Neto em Luanda, Angola, através do Instituto Camões.
Completou um mestrado em Filosofia Política na Universidade Católica de Lisboa, em 2001. Por motivos familiares morou por muitos anos em Bruxelas, na Bélgica.
Obras de ficção publicadas:
O canto de amor das baleias (1992), Livraria Minerva Editora, Coimbra.
Cavalgar um raio de luz (2000), Contemporânea Editora, Porto.
Monique (2004) edição bilingue francês/português, Thesaurus Editora, Brasília.
Monique (2005) edição em língua portuguesa, Editora Ela por Ela, Lisboa.
Monique (2007) 2ª edição brasileira, Editora Record Rio de Janeiro.
Os Espaços do Desejo (2004), Thesaurus Editora, Brasília.
Os Espaços do Desejo (2005), Editora Ela por Ela, Lisboa.
Antologia de Micro-contos Pitanga, Edições Pitanga, Lisboa (2008), organização e participação.
O Porquinho Fortalhaças (2008), conto infantil, Editora Contra Margem, Lisboa
O Porquinho Fortalhaças/ Costaud, Le petit Cochon (2008), Edição bilingue Português/Francês, Editora Contra Margem, Lisboa
Kunuar (2008), poesia, Editora Mazza, Belo Horizonte, Brasil
Marcela e o Segredo das Ilhas Perdidas (2008), romance juvenil, Editora Contra Margem, Lisboa





