domingo, 23 de março de 2014

Michael Pollan discute a ética da alimentação na Flip 2014



Michael Pollan discute a ética da alimentação na Flip 2014
Ativista e escritor une política, literatura e ciência em sua cruzada contra a era da comida industrial. “A refeição familiar é o berçário da democracia”

“Coma comida. Principalmente plantas. Não muito.” Com seu estilo direto, o premiado escritor e ativista norte-americano Michael Pollan, autor convidado da Flip 2014, discute em seus livros as implicações políticas e éticas de cada refeição que fazemos.
A Flip 2014, que homenageia o escritor e cartunista Millôr Fernandes (1923-2012), será realizada entre os dias 30 de julho e 3 de agosto, em Paraty. Além de Pollan, o ficcionista israelense Etgar Keret também está confirmado na programação principal.
Pollan fez fama com suas campanhas contra a junkie food, a agricultura predatória e o agronegócio, que contribuem para a degradação da alimentação na vida moderna.
“Não coma nada que a sua avó não reconhecesse como comida”, diz uma de suas bem-humoradas “regras da comida”. “Não é comida se entrou pela janela do carro”, diz outra. Em O dilema do onívoro, As regras da comida e Em defesa da comida, publicados pela Intrínseca, Pollan faz verdadeiros manifestos em favor de um retorno à alimentação saudável, numa reação na era da comida industrial.
Política, ciência e história se entrelaçam num prato de comida.  “A refeição familiar é o berçário da democracia”, escreve Pollan. “É onde ensinamos a nossos filhos os modos para viver em sociedade. Ensinamos como partilhar. Como esperar a sua vez. A argumentar sem brigar nem insultar as outras pessoas. Eles aprendem a arte da conversação adulta.”
Conversar à mesa e cozinhar a própria refeição, de preferência com amigos e família, são para Pollan alguns dos gestos necessários para mudar a vida nos EUA, país que ele chama de “a república dos obesos” (três em cada cinco americanos estão acima do peso; um em cinco é obeso). No resto do mundo não  é diferente: segundo a ONU, em 2000 a população mundial de obesos, então de um bilhão de pessoas, superou a de subnutridos, 800 milhões.
Em Cooked, ainda sem título em português, que será lançado no Brasil pela Intrínseca durante a Flip 2014, o território de investigações é a própria cozinha do autor. Pollan narra as suas tentativas de executar receitas clássicas a partir de um dos quatro elementos: do fogo de um churrasco na Carolina do Norte, ao ar que faz crescer pães – e também as bactérias e outros microrganismos que nos dão o queijo, a cerveja e diferentes variedades de picles.

MICHAEL POLLAN
EM 5 DATAS

1955 Nasce em Long Island, Nova York
2001 Botany of Desire, sobre a experiência de cultivar seu próprio jardim
2006 O dilema do onívoro, sucesso de público e crítica
2010 As regras da comida. É indicado pela revista Time como uma das 100 pessoas
mais influentes do mundo
2013 Lança, nos EUA, Cooked, que será lançado no Brasil na Flip 2014. O Ministério
da Saúde do Brasil cria o Guia Alimentar para a População Brasileira, baseado
em seus livros.
POLLAN NA INTERNET

Site oficial: michaelpollan.com
Twitter: @michaelpollan
Fan page oficial no Facebook
Editora Intrínseca: intrinseca.com.br/site

ALGUMAS REGRAS DA COMIDA

1. Coma comida.
8. Evite produtos alimentícios com propaganda de propriedades saudáveis.
9. Evite produtos alimentícios que tenham no nome os termos “light”, “baixo teor de
gordura” ou “sem gordura”.
11. Evite alimentos que você vê anunciados na televisão.
15. Fuja do supermercado sempre que puder.
17. Só coma alimentos que tenham sido preparados por humanos.
18. Não ingira alimentos preparados em locais nos quais se exige que todo mundo use
touca cirúrgica.

CONHEÇA MICHAEL POLLAN

O dilema do onívoro – Uma história natural de quatro refeições. Trad. Cláudio
Figueiredo. 480 págs. Intrínseca, 2007
Em defesa da comida – Um manifesto. Trad. Adalgisa Campos da Silva. 272 págs.
Intrínseca, 2008
As regras da comida – Um manual da sabedoria alimentar. Trad. Adalgisa Campos da
Silva. 160 págs. Intrínseca, 2010
Quem faz a Flip
A Casa Azul é uma organização da sociedade civil de interesse público, que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Desde as primeiras ações, mantém uma intensa relação com a cidade de Paraty. A Flip e os projetos educativos permanentes – Flipinha, FlipZona e Biblioteca Casa Azul - são algumas de suas experiências que potencializam importantes transformações no território e ajudam a melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens paratienses.

Patrocínio
A programação da Flip conta com o patrocínio oficial do Itaú e do BNDES e outros parceiros ainda em vias de confirmação.

DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

Sem título, 2013, mármore branco
Ao esculpir, Juan Asensio define formas até que elas fiquem tão belas que marcam a sua busca pela perfeição. Ao combinar o controle do material e objetivo claro do que se quer com ele, o artista espanhol tornou-se, no cenário de arte contemporânea, um dos poucos escultores que primam pela beleza clássica e pela essência primária dos seus materiais.

Pela primeira vez, as esculturas de Juan Asensio são expostas no Brasil, a partir do dia 29 de março, na Dan Galeria. Depois de dividir a sala com artistas como Picasso, Pollock, Kiefer e Anish Kapoor, no museu Reina Sofia, em Madri, e na Gallerie Beyeller, na Suíça, Asensio aporta em São Paulo alguns dias antes da SP-Arte/2014, para a mostra “Geometria infinita”. Além da abertura, a Dan Galeria também festeja a exposição e a chegada do artista com um brunch durante a feira, na sexta-feira, 4 de abril.

As cerca de 50 esculturas expostas na galeria, feitas de granito e mármore, têm tamanha força e imponência que apequenam os visitantes. São várias as fases de produção dessas obras; a começar pelo desenho, que esboça uma primeira ideia. Depois, a dificuldade de desenhar volumes aparece na segunda etapa da produção, quando Asensio esculpe em pedaços de giz. São feitas centenas de provas e variações, que são guardadas ou jogadas fora para passar para a fase seguinte, a da maquete. Feitas de pedra, elas permitem enxergar os traços da escultura em tamanho grande. “As superfícies entram em tensão, as linhas se definem e você começa a perceber no seu âmago que ali existe algo, você sente emoção e euforia, trata-se de um momento maravilhoso e difícil de explicar. A obra já está praticamente terminada. Mesmo assim, deixo essas maquetes encostadas em algum lugar para que repousem por um tempo antes de serem ampliadas”, diz o artista em entrevista para Rafael Sierra, que fará parte no catálogo da exposição.

A simplicidade formal, o atemporal e a unidade do homem com a natureza são elementos da obra de Asensio herdadas de artistas como Brancusi, Anish Kapoor e Noguchi. O barroco e o Renascentismo também são vínculos recorrentes com a estética do artista, devido ao material, a pedra, clássico elemento da arte. Para o artista, porém, o material em si é somente o corpo físico por onde se veicula uma ideia: “muitos, para se afirmar na sua modernidade, apoiam-se no uso de materiais e tecnologias de vanguarda que, frequentemente, escondem a falta de interesse de uma obra”.

Nascido em Cuenca, na Espanha, em 1959, Juan Asensio começou a descobrir as texturas do mármore branco, do mármore preto da Bélgica e do mármore preto do Zimbábue, suas principais matérias-primas até hoje, nos anos 80. Representado internacionalmente pela galeria espanhola Elvira González, Asensio passou, no final de 2012, a fazer parte do time da Dan Galeria.
 
Confira parte da entrevista de Rafael Sierra com Juan Asensio:

RS - Os materiais que você utiliza — o mármore, o granito e a pedra caliça — vinculam-se mais com a escultura clássica que com a contemporânea. Qual é a importância para você desses materiais?

JA - Matéria, forma e ideia constituem uma unidade, uma obra. Meus primeiros trabalhos foram figurativos e utilizava materiais como barro e madeira, que era os adequados para isso. Passei um desses retratos feito em barro para mármore, mas o resultado não me convenceu. A questão de “fossilizar” alguém nesse tipo de material não me pareceu adequada. Porém, o processo foi determinante. Cada passo dado supôs uma aprendizagem que me ajudou a descobrir as possibilidades e qualidades da pedra: sua densidade, sua potência, sua fragilidade... Percebi então que a parte mais interessante desse processo foi o começo, quando trabalhei a partir de um bloco, de uma figura geométrica perfeita, de um prisma. Tudo o que veio depois foi perdendo interesse, por isso, retrocedi e voltei ao princípio. Comecei a revisar a obra de Oteiza e de outros artistas que me interessavam e souberam utilizar a pedra nas suas obras de forma adequada. Continuei a usar a pedra nas minhas primeiras esculturas, partindo de elementos geométricos. Eu me sentia cada vez mais confortável, controlava bem o processo e o resultado foi o que eu desejava. Achei que a pedra era o material adequado para o tipo de obra que estava desenvolvendo.
 
RS - Alguns de seus trabalhos possuem texturas muito diferentes, quase todas elas incitam o espectador a acariciá-las...

JA - Uma parte importante da obra é seu acabamento, sua textura. Dela depende, em grande medida, o resultado de toda a obra. É a pele. Nela deve se deixar clara a intenção que você tem. Essa pele é o que atrai primeiro sua atenção, pede seu olhar para percorrer pausadamente a obra, tentando descobrir o mistério que se esconde nela. Normalmente, evito deixar rastros de ferramentas sobre a obra, para não parecer manufaturado, para desvinculá-la de mim e para que adquira autonomia. A quantidade de recursos expressivos que possui a pedra exige muita cautela a fim de não cair no fácil, no anedótico, supérfluo e desnecessário.
 
RS - Para onde acha que vai a escultura na atualidade?

JA - As instalações estão dominando o panorama internacional nos últimos anos, pelo menos no ambiente das instituições. E, mesmo tendo baixado a intensidade de sua presença, ainda continua a ser uma forma válida de encenar a retórica de muitas propostas. Faz tempo que a tecnologia mais avançada — a informática, a robótica, os tratamentos digitais e, especialmente o vídeo — está sendo empregada com maior ou menor sucesso e será difícil que desapareça. Felizmente para todos nós, a aparição de novas fórmulas e materiais não elimina os anteriores, mas sim se somam a eles, por isso hoje há um amplo panorama de opções. No momento há espaço para todos, sem que a hegemonia de alguma delas seja total. Isto é o presente; em relação ao futuro não faço ideia de qual será a direção, mas não parece que seja fácil abrir novas vias de expressão.
 
Geometria Infinita, de Juan Asensio, na Dan Galeria

Coquetel de abertura: sábado, dia 29 de março, das 10h às 14h
Brunch durante a SP-Arte/2014: 4 de abril, às 11h.
Visitação: De 29 de março a 30 de abril

De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600

CAIXA Cultural lança aplicativo para celular


A ferramenta traz programação completa da CAIXA Cultural em todo país

A CAIXA Cultural lança aplicativo para celular, nas versões para iOS e Android, com programação completa dos eventos culturais promovidos pela instituição em todo o país. O aplicativo foi criado para se tornar a agenda cultural oficial das unidades da CAIXA Cultural e permitir ao público acompanhar rapidamente quais espetáculos de música, teatro, dança e exposições de artes visuais estão em cartaz.
Além de pesquisar a programação, o usuário pode ser lembrado dos eventos no calendário de seu smartphone e compartilhá-los nas redes sociais. Também é possível apreciar obras do acervo e ficar por dentro de informações úteis sobre as unidades de Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O aplicativo tem ainda funcionalidades para produtores culturais, que podem ter acesso a editais e outras informações sobre os programas de cultura da CAIXA.
Em breve o aplicativo também estará disponível para Windows Phone.

TEATRO - CAIXA Cultural Curitiba retrata a difícil convivência com o Alzheimer



CAIXA Cultural Curitiba retrata a difícil convivência com o Alzheimer
 
Camilla Amado, Clarice Niskier e Isabella Dionísio encenam peça autobiográfica escrita por Heloisa Seixas

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 28 a 30 de março, a peça O Lugar Escuro, encenação do livro homônimo de Heloisa Seixas com direção de André Paes Leme. Três mulheres de uma mesma família são vividas pelas atrizes Camilla Amado, Clarice Niskier e Isabella Dionísio nesta adaptação teatral de 2011 que discute, por meio de diálogos contundentes, mas de forma leve e delicada, as consequências da descoberta da doença de Alzheimer. A autora fará uma palestra sobre o tema da peça no dia 29 de março, às 17 horas, no próprio teatro.

O livro de Seixas, lançado em 2007, é uma espécie de catarse pessoal, com diálogos de uma honestidade desconcertante, inspirados na situação real enfrentada pela escritora e sua mãe, diagnosticada com a doença. Em pouco mais de uma hora de encenação, os personagens de Camilla, Clarice e Isabella, presentes no palco durante todo o tempo, se embrenham em fatos e emoções que escancaram a difícil realidade de quem tem que conviver com um familiar portador de doença degenerativa. Elas buscam, por meio da memória, contar a história a partir de seus próprios pontos de vista.

Com a montagem teatral, a autora conta que conseguiu um certo distanciamento emocional em relação ao texto. “Eu tendo a abstrair. Não sou mais eu ali, nem minha mãe, nem minha filha. Teatro é uma criação coletiva, em que cada um bota um pedacinho e, com isso, o resultado acaba virando uma outra coisa”, diz. Camilla Amado, atriz que dá vida à velha afetada pelo Alzheimer, usa a filosofia para resumir sua participação nessa peça. “Nietzsche define a tragédia como um susto que só o sublime, a beleza, domesticam. E a comédia, ele define como um alívio do nojo do absurdo do ser. Com essa peça, espero levar alívio e beleza aos que passam por esse tipo de situação”, explica.


A montagem de André Paes Leme é econômica, seja pelo uso de poucos elementos cênicos, seja por deixar que a encenação das atrizes dite o ritmo da narrativa.

Serviço:
Show: o Lugar Escuro
Data: 28 a 30 de março de 2014 (sexta-feira a domingo)
Hora: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro – Curitiba (PR)
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)
Bilheteria: (41) 2118-5111 (Os ingressos serão vendidos a partir de 22 de março, sábado. De terça-feira a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 16 às 19 horas)
Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos
Lotação máxima do teatro: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Músicas para Krishna: George Harrisson Fala sobre Suas Composições Devocionais



19 SI (entrevista - mantra) Canções Conscientes de Krishna de George (2791)

“Eu tinha muito mais razões para fazer o disco com os devotos. Havia menor potencial comercial, mas era muito mais satisfatório. Aquilo realmente foi mais divertido do que tentar fazer um disco pop de sucesso. Era o sentimento de tentar utilizar nosso talento e transformá-lo em serviço espiritual a Krishna”.

Mukunda: Em 1969, você produziu uma canção chamada “O Mantra Hare Krishna”, que depois fez sucesso em muitos países. Aquela melodia mais tarde tornou-se uma faixa do álbum “Radha-Krishna Temple”, que você também produziu com o selo da Apple e foi distribuído nos Estados Unidos pela Capitol Records. Muitas pessoas que trabalhavam em gravadoras ficaram surpresas com isto: você produzindo canções para o Hare Krishna e cantando com seus membros. Por que você fez isso?

George: Bem, tudo isso é serviço, não é? Serviço espiritual para tentar difundir o mantra em todo o mundo e para dar aos devotos uma base mais ampla e um maior sustentáculo na Inglaterra e em tantos outros lugares.

Mukunda: Como o sucesso desse disco em que os devotos Hare Krishna cantam compara-se com o de alguns dos músicos de roque cujos discos você produzia na época, como Jackie Lomax, Splinter e Billy Preston?

George: Isso foi diferente. Não tinha nada a ver com aquilo, realmente. Eu tinha muito mais razões para fazer o disco com os devotos. Havia menor potencial comercial naquele disco, mas era muito mais satisfatório fazê-lo, sabendo das possibilidades que ele criaria, das conotações que ele teria simplesmente por apresentar o mantra durante três minutos e meio. Aquilo, realmente, foi mais divertido do que tentar fazer um disco pop de sucesso. Era o sentimento de tentar utilizar nossos talentos ou nossa ocupação e transformá-los em serviço espiritual a Krishna.

Mukunda: Que efeito você acha que aquela melodia de “O Mantra Hare Krishna”, tendo alcançado milhões e milhões de pessoas, surtiu na consciência do mundo?

George: Gosto muito de pensar que aquilo teve algum efeito. Afinal, o som é Deus.

Mukunda: Quando a Apple, a companhia de gravação, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa para promover o disco, todos pareceram assustados ao ouvir você falar sobre alma e Deus como coisas tão importantes.

George: Eu sentia que era algo importante ser autêntico, deixá-los ficar sabendo o que estava acontecendo comigo. Eu queria sair do disfarce e realmente contar-lhes tudo. Isso porque, uma vez que você compreenda algo, não pode mais fingir que não o conhece.

Eu pensei: esta é a era espacial, com aviões e tudo o mais. Se todos podem dar a volta ao mundo nas férias, não há razão pela qual o mantra não possa também ser amplamente difundido. Assim, a ideia era tentar fazer uma infiltração espiritual na sociedade, por assim dizer. Depois de conseguir que a Apple gravasse o disco e o lançasse, e depois de nossa grande promoção, vimos que ele se tornaria um sucesso. E o que é mais especial: uma das maiores alegrias da minha vida foi ver todos vocês no programa Top of the Pops da BBC. Eu nem acreditava. É dificílimo entrar naquele programa, porque eles só o põem lá se você fica entre os vinte mais vendidos. Para mim, foi como respirar ar fresco. Minha estratégia era fazer uma apresentação do mantra de três minutos e meio para que eles tocassem na rádio, e tudo funcionou bem. Fiz um amplo arranjo de harmônio e guitarra para o disco nos estúdios Abbey Road, antes de uma sessão dos Beatles, então regravei uma partitura para o baixo. Lembro que Paul McCartney e sua esposa, Linda, foram ao estúdio e gostaram do mantra.

Mukunda: Pouco após o lançamento, John Lennon disse-me que tocaram a gravação em um intervalo pouco antes de Bob Dylan fazer o show da ilha de Wight, com Jimi Hendrix, os Moody Blues e Joe Cocker, no verão de 69.

George: Eles tocaram enquanto preparavam o palco para Bob. Foi incrível! Além disso, era uma melodia absorvente, e as pessoas não precisavam saber o que significava para gostar dela. Senti-me muito bem logo que fiquei sabendo do sucesso que estava fazendo.

Mukunda: O que você achou do disco tecnicamente, das vozes?

George: Yamuna, a cantora principal, tem uma voz naturalmente boa. Gostei da convicção com que ela cantou, e ela cantou como se tivesse cantado muitas vezes antes. Não parecia ser a primeira melodia que ela cantava.

Bem, antes de encontrar qualquer devoto, ou antes de me encontrar com Prabhupada; como eu já tinha seu primeiro disco há pelo menos dois anos, eu já costumava cantar o mantra. Quando você se abre para algo, é como se você se tornasse um imã a convidar tal coisa a vir a seu encontro. Desde a primeira vez que ouvi o canto, foi como uma porta aberta em alguma parte do meu subconsciente, talvez proveniente de alguma vida anterior.

Mukunda: Na letra da canção “Awaiting on You All”, do álbum “All Things Must Pass”, você se manifesta e diz às pessoas que, cantando os nomes de Deus, elas podem libertar-se do mundo material. O que o levou a fazer aquilo? Que espécie de resposta você obteve?

George: Naquela época, ninguém se dedicava àquele tipo de música no mundo pop. Eu senti que era algo muito necessário. Então, em vez de sentar-me e esperar que alguém o fizesse, decidi fazê-lo eu mesmo. Muitas vezes pensávamos: “Bem, concordo com você, mas não estou a fim de me envolver com isso. É muito arriscado”. Todos sempre tentam se manter cobertos, comerciais, mas eu pensei: Farei! Ninguém mais está fazendo, e eu estou cansado de ver tantos jovens de bobeira, desperdiçando suas vidas, entende? Eu também senti que havia muita gente por aí que se tocaria. Ainda hoje recebo cartas de pessoas dizendo: “Faz três anos que vivo no templo Hare Krishna e jamais teria conhecido Krishna se você não tivesse gravado o álbum ‘All Things Must Pass’”. Deste modo, sei que, pela graça do Senhor, tenho um pequeno papel no teatro cósmico.

Mukunda: E os outros Beatles? O que eles pensavam de você ter adotado a consciência de Krishna? Qual foi a reação deles? Todos vocês haviam estado na Índia e realmente buscavam por algo espiritual. Shyamasundara disse-me certa vez, após almoçar com você e os demais Beatles, que todos eram muito respeitosos.

George: Sim! Bem, se o Quarteto de Liverpool não entrasse nessa, isto é, se eles não pudessem lidar com os devotos Hare Krishna de cabeça raspada, então não haveria nenhuma esperança! (risos) E os devotos vinham associar-se comigo, o que fazia as pessoas pensarem: “Ei, o que é isto?”. Sabe como é, assim que alguém vestido de laranja e com a cabeça raspada aparecia, diziam: “Ah! Eles estão com o George”.

Mukunda: No “Ballad of John and Yoko”, John e Yoko atacaram a imprensa pela maneira com que ela pode produzir uma falsa imagem de você e perpetuá-la. Levou bastante tempo e esforço para fazer a imprensa entender que somos uma religião genuína, com escrituras que antecedem o Novo Testamento em mais de três mil anos. Pouco a pouco, entretanto, mais pessoas – entre eruditos, filósofos e teólogos – têm se aproximado, e hoje respeitam muito a antiga tradição vaishnava, na qual o moderno movimento para a consciência de Krishna tem suas raízes.

George: A imprensa é culpada de tudo, de todos os conceitos errôneos sobre o movimento, mas, em um sentido, não importa realmente se eles disserem algo bom ou ruim, porque a consciência de Krishna sempre parece transcender, de qualquer forma, essa barreira. O fato de que a imprensa levou as pessoas a conhecerem Krishna já é algo bom.

Mukunda: Srila Prabhupada sempre nos treinou para nos mantermos fixos em nossos princípios. Ele dizia que a pior coisa que poderíamos fazer seria permitirmos algum “ajuste” ou diluirmos a filosofia em troca de popularidade barata. Embora muitos svamis e yogis tenham vindo da Índia para o Ocidente, Prabhupada foi o único que teve a pureza e a devoção para estabelecer a milenar filosofia da consciência de Krishna em todo o mundo, com base em seus próprios termos – não açucarada, mas como ela é.

George: Isso é verdade. Ele foi um exemplo perfeito daquilo que ensinou.

Mukunda: Quando você fez o álbum “Material World”, você usou uma foto interna tirada do Bhagavad-gita de Prabhupada, mostrando Krishna e Seu amigo e discípulo Arjuna. Por quê?

George: Sim! No álbum se diz: “Foto extraída do Bhagavad-gita Como Ele É, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada”. Foi uma promoção para vocês, é claro. Eu quis dar a todos a oportunidade de ver Krishna, conhecê-lO. Essa é a ideia, não é?

Mukunda: Em um de seus livros, Prabhupada disse que o sincero serviço que você prestou foi melhor do que o de certas pessoas que pesquisaram mais profundamente a consciência de Krishna porém não puderam manter o seu nível de fé. Como você se sente a esse respeito?

George: Maravilhoso. É algo que me deu esperanças, porque, como dizem, mesmo um momento na companhia de uma pessoa divina, de um devoto puro de Krishna, pode ajudar imensamente, e acho que Prabhupada realmente ficou satisfeito com a ideia de que alguém de fora do templo estava ajudando a fazer o álbum. O simples fato de que ele estava satisfeito foi encorajador para mim. Eu sabia que ele gostava da gravação “O Mantra Hare Krishna”, e ele pedia aos devotos que sempre tocassem aquela canção “Govinda”. Eles ainda a tocam, não é mesmo?

Mukunda: Todo templo tem uma gravação dessa canção, e nós a tocamos toda manhã quando os devotos se reúnem em frente ao altar, antes do kirtana. É uma instituição da ISKCON, pode-se dizer.

George: E se eu não recebia inspiração de Prabhupada em minhas canções sobre Krishna ou sobre a filosofia, eu a recebia dos devotos. Esse era todo o estímulo de que eu precisava. Qualquer coisa espiritual que eu fizesse, fosse através de canções, fosse ajudando na publicação de livros, ou o que fosse, parecia realmente agradá-lo. Minha canção “Living in the Material World”, conforme escrevi em I, Me, Mine, foi influenciada por Srila Prabhupada. Foi ele quem me explicou que não somos o corpo físico. Apenas acontece de estarmos nele.

Como eu disse na canção, este lugar não é realmente aquilo que parece; não pertencemos a ele, mas sim ao céu espiritual:

Pois estou condenado ao mundo material
Frustrado no mundo material
Os sentidos nunca satisfeitos
Somente oscilando como a maré
Que poderia me afogar no mundo material

A única razão para estarmos aqui é encontrar a maneira de escaparmos.

Assim era Prabhupada: ele não apenas falava sobre amar Krishna e sair deste lugar, mas também era o exemplo perfeito. Ele falava sobre sempre cantar e vivia cantando. Creio que o fato de que ele era o exemplo perfeito de tudo o que pregava era talvez o elemento mais encorajador para mim, ao menos para fazer eu me esforçar cada vez mais em busca de ser um pouquinho melhor.

Mukunda: Você escreve em sua autobiografia que “não importa quão bom você seja, ainda assim você precisa de misericórdia para escapar do mundo material. Você pode ser um yogi, um monge ou uma freira, mas, ainda assim, sem a graça de Deus, não conseguirá escapar”. No fim da canção “Living in the Material World”, a letra também diz: “Espero escapar deste lugar pela graça do Senhor Sri Krishna, minha salvação deste mundo material”. Se dependemos da graça de Deus, o que significa a expressão “Deus ajuda aqueles que se ajudam”?

George: A graça é flexível, creio. Por um lado, nunca sairei daqui a menos que seja pela graça dEle; por outro lado, Sua graça é relativa à quantidade de desejo que posso manifestar. A quantidade de graça que eu espero de Deus deve ser igual à quantidade de graça que eu possa receber ou obter. Ganho conforme o meu investimento. É como na canção que escrevi com base em Srila Prabhupada, “The Lord Loves the One that Loves the Lord”:

O Senhor ama aquele que ama o Senhor
E a lei diz que se você não der então não receberá amor
Mas o Senhor ajuda aqueles que se ajudam
E a lei diz que qualquer coisa que você faça voltará para você

Você ouviu a canção “That Which I Have Lost”, do meu novo álbum, “Somewhere in England?”. É derivada do Bhagavad-gita. Nela falo sobre lutar contra as forças da escuridão, das limitações, da falsidade e da mortalidade.

Mukunda: Sim, gosto dela. Se as pessoas puderem entender a mensagem do Senhor no Bhagavad-gita, poderão ser realmente felizes. Muita gente, ao começar sua vida espiritual, adora Deus como algo impessoal. Qual é a diferença entre adorar Krishna, ou Deus, sob Sua forma pessoal, e adorar Sua natureza impessoal como energia ou luz?

George: É como a diferença de lidar com um computador e lidar com uma pessoa. Como eu disse antes, “Se Deus existe, quero vê-lO”, não apenas ver Sua energia ou Sua luz, mas Ele mesmo.

Mukunda: Não acredito que seja possível calcular quantas pessoas voltaram-se para a consciência de Krishna através de sua canção “My Sweet Lord”. Você passou por uma experiência muito pessoal antes de decidir fazer aquela canção. Em seu livro, você disse: “Pensei muito sobre fazer ou não ‘My Sweet Lord’, porque estaria me revelando publicamente... Muitas pessoas temem as palavras Senhor e Deus... Eu estava colocando meu pescoço debaixo da guilhotina... mas, ao mesmo tempo, pensei: ‘Ninguém está dizendo isto... por que devo ser falso comigo mesmo?’. Cheguei à crença na importância de que, se você sente algo muito forte, deve dizê-lo”.

“Eu queria mostrar que ‘Aleluia’ e ‘Hare Krishna’ são a mesma coisa. Fiz as vozes cantando ‘Aleluia’ e depois mudei para ‘Hare Krishna’ para que as pessoas cantassem o maha-mantra antes que se dessem conta do que estava acontecendo! Fazia muito tempo que eu vinha cantando Hare Krishna, e essa canção era uma simples ideia de como fazer uma canção pop ocidental equivalente a um mantra, que repete sempre e sempre os santos nomes. Não me sinto culpado ou mal em relação a isso, pois, com efeito, isso salvou muitos de uma vida viciada em heroína”.

Por que você achou que, de alguma forma, deveria colocar Hare Krishna no álbum? Apenas “Aleluia” não teria sido o suficiente?

George: Bem, em primeiro lugar, “Aleluia” é uma expressão de júbilo dos cristãos, mas “Hare Krishna” tem seu lado místico. É mais do que apenas glorificar a Deus: é pedir para tornar-se Seu servo. Além disso, por causa da disposição do mantra, com a mística energia espiritual contida naquelas sílabas, está muito mais perto de Deus do que o modo como o cristianismo O representa comumente. Embora Cristo, a meu ver, seja um yogi absoluto, acho que muitos mestres cristãos da atualidade têm uma noção errônea acerca de Jesus Cristo. Supostamente eles representam Jesus, mas não o estão fazendo muito bem. Eles estão se desviando muito dele, o que é muito ruim.

Minha ideia em “My Sweet Lord”, por parecer uma canção pop, era persuadi-los da seguinte maneira. Eu queria fazer com que eles não se sentissem ofendidos: primeiro, ouviriam “Aleluia” e, ao ouvirem “Hare Krishna”, já estariam fisgados, batendo os pés, de modo que se deixariam levar por um sentido de falsa segurança. E, de repente, quando eu mudasse o coro para “Hare Krishna”, eles o estariam cantando também, antes que se dessem conta do que acontecera, e pensariam: “Ei, eu achava que não deveria gostar de Hare Krishna!”.

As pessoas escrevem até hoje me perguntando que estilo era aquele. Dez anos mais tarde, estão tentando entender o que significam aquelas palavras. Realmente, foi apenas um pequeno truque, e não ofendeu. Por alguma razão, nunca obtive nenhuma reação ofensiva dos cristãos, que apenas disseram: “Gostamos até certo ponto, mas o que é que ‘Hare Krishna’ tem a ver com tudo isso?”.

“Aleluia” pode ter sido originalmente alguma coisa mântrica que caiu de moda, mas não tenho certeza do que significa realmente. A palavra grega para Cristo é kristos, que, no fundo, é o mesmo que Krishna.

Mukunda: Em I, Me, Mine, você fala sobre karma e reencarnação e sobre como a única maneira de escapar do ciclo é aceitar um processo espiritual genuíno. Você diz em um trecho: “Todos estão preocupados com a morte, mas a causa da morte é o nascimento. Assim, se você não quer morrer, não nasça!”. Algum dos outros Beatles acreditava na reencarnação?

George: Tenho certeza de que John acreditava! E não gostaria de subestimar Paul e Ringo. Eu não me surpreenderia se eles tivessem alguma esperança de que isso seja verdade. Pelo que conheço de Ringo, ele deve ser um yogi disfarçado de baterista!

Mukunda: Paul tem nosso último livro, o Voltando a Nascer. Onde você pensa que a alma de John está agora?

George: Espero que ele esteja em um bom lugar. Ele tinha a compreensão de que cada alma reencarna até se purificar completamente e de que cada alma recebe aquilo que merece, conforme as reações a suas ações nesta vida e em vidas anteriores.


Do Blog Volta ao Supremo. Leia outros artigos em www.voltaaosupremo.com.
 

Mercearia Bresser apoia a cultura



Durante a edição de 2014 do Festival de Teatro de Curitiba, que acontece de 25 de março a 13 de abril, quem for jantar na Mercearia Bresser e apresentar o ticket de entrada de qualquer uma das peças ganha um Torradinho Joli, entrada elaborada com azeite de oliva, sal grosso e alecrim sobre fina massa de pizza.
A Mercearia Bresser tem visto sua história, que completa 9 anos em 2014, envolvida em diversas atividades culturais. A casa, hoje com dois endereços em Curitiba, é conhecida por suas premiadas pizzas, mas também como apoiadora de atividades culturais. Tudo começou no 2º aniversário da pizzaria, comemorado com show do grupo “Os Demônios da Garoa” na Mercearia Bresser do Batel.
A escolha da atração foi feita por Eduardo Vivacqua, Glauco Barranco e Murilo Prieto, sócios-proprietários da pizzaria, que fizeram questão de celebrar a data tão especial com uma atração que realmente admirassem. O resultado foi tão positivo, que os três decidiram que a Mercearia Bresser deveria manter contato com a boa música, o teatro e as artes em geral. Eventos como o que aconteceu no aniversário de dois anos devem voltar a ocorrer e o apoio à cultura é mantido através de ações constantes.
Artistas como Wilson das Neves, Juliana Cortes e Rebadulaque, além de locais culturais como a capela Santa Maria e o Conservatório de MPB e eventos como o Festival de Teatro de Curitiba, já firmaram parcerias com a Bresser.
Os estabelecimentos que apoiam a cultura tem a oportunidade de firmar não apenas um vínculo de marca, mas um forte vínculo afetivo com a classe artística e seu público. Na minha rotina, frequento exclusivamente restaurantes que são historicamente ligados aos apoios culturais como a Mercearia Bresser.”, conta a cantora Juliana Cortes, uma das artistas apoiadas pela casa.

Serviço:
Mercearia Bresser
Data:
Diariamente
Horário: A partir das 18h30

Locais: Mercearia Bresser Batel (Av. Sete de Setembro, 5831 I tel.: 41 3029-0880 I Curitiba-PR) e Mercearia Bresser Cabral (Av. Munhoz da Rocha, 530 I tel.: 41 3053-0880 I Curitiba-PR)
Cartões: Diners, Mastercard e Visa. Todos os cartões de débito.
Tem calefação, acessibilidade para portadores de deficiência, acesso wi-fi,
Disk Cook Delivery e é child-friendly.
Clube de benefícios: Cartão Teatro Guaíra, Claro Clube, Advantage Club, Smiles e Multiplus.
Redes Sociais:
Facebook, Twitter, Foursquare, Instagram, Pinterest, TripAdvisor
Informações:
www.merceariabresser.com.br

"Dia do Graffiti no Bixiga" celebra arte, música, poesia e dança - shows gratuitos 30 de março

Bixiga 70, Mc Sombra, Escola de samba Vai-Vai Mirim, Zebrabeat, Sarau Suburbano, Capoeiras da Bela Vista, Nomade Orquestra e Coletivo Stencil Brasil participam da oitava edição do evento gratuito
Domingo, 30 de março, a partir das 12h, a rua Treze de Maio no Bixiga será palco da oitava edição do “Dia do Graffiti no Bixiga”. Conhecida como uma das datas mais prestigiadas na cidade de São Paulo, o evento é parte das ações do “Ocupaí Bixiga”, movimento que tem o objetivo de firmar o bairro como pólo de efervescência cultural e cidadã, através de atividades multiculturais.
O Bixiga abre espaço para a intervenção artística de graffiteiros convidados, ou não, além de diversas gerações e grandes nomes da cena artística. O “Dia do Graffiti 2014” conta com shows do Bixiga 70, MC Sombra, Zebrabeat (Pará) e Escola de Samba Vai-Vai, o Capoeiras da Bela Vista mostra o trabalho baseado na capoeira e no samba do recôncavo baiano e o Sarau Suburbano Convicto leva a poesia e o freestyle à festa.
Além das atrações citadas, o tradicional mural de 12m X 7m, localizado na rua Santo Antonio, ganha nova roupagem, através do trabalho coletivo de diversos artistas. A obra coletiva tem curadoria do coletivo Stencil Brasil (http://www.stencilbrasil.com.br/ ). 
Após o término do evento na rua, a festa continua na casa Mundo Pensante (rua Treze de Maio, 825) com show da banda Nomade Orquestra.

Programação:
12h – inicio da pintura do mural
13h – Capoeiras da Bela Vista
14h – Escola de Samba Vai–Vai
15h - Sarau Suburbano Convicto
16h – Novolhar Break

16h30 – MC Sombra
18h – Zebrabeat (Pará)
19h – Bixiga 70
21h - Festa no Mundo Pensante com Nomade Orquestra


Discotecagem: DJs Paulão e Ramiro Z
Mestre de Cerimônia: Tubarão
Local: Rua Treze de Maio, 70 - Bixiga, SPData: 30 de março
Preço: Grátis (evento na rua)  / Festa na Mundo Pensante  R$10
Informações: diadograffitinobixiga.wordpress.com

Apoio:
Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Estúdio Traquitana, Verdura Produções, Stencil Brasil, Mundo Pensante, DGT Filmes, Sarau Suburbano, Bixiga 70, Escola de Samba Vai-Vai, , Casa do Mestre Ananias e Capoeiras da Bela Vista, Mc Sombra, Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra, Nomade Orquestra, MZK, Tubarão, DJs Paulão e Ramiro Z, Centro de Memória do Bixiga, Cantina Conchetta, Coletivo SoulArt, Colex, Ação Educativa e Novolhar.