sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Lançamento - Bernie, a biografia


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evento -Exposição do Museu do Futebol chega a Araraquara

Realizada pela Secretaria de Estado da Cultura, Olhar com Outro Olhar mostra que cegos, surdos ou pessoas com mobilidade reduzida têm um mundo próprio de percepções e sensibilidades; entrada é franca

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), realiza a exposição Olhar com Outro Olhar em Araraquara. A mostra será aberta ao público no dia 10 de novembro no Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria. A itinerância é realizada em parceria com o Museu do Futebol e a prefeitura municipal. A entrada é gratuita.

Em Olhar com Outro Olhar, uma única fotografia de jogo de futebol é apresentada por meio de cinco recursos sensoriais – braile, relevo, alto-contraste, maquete tátil e audiodescrição. O público poderá utilizar as mãos e ouvidos para entender o conteúdo e significado da imagem. Os passos dos visitantes serão conduzidos por um audioguia, que sinalizará o trajeto pelo espaço.

“O Museu do Futebol é um exemplo de como a questão da acessibilidade universal pode ser enfrentada. Levar esta exposição para Araraquara é dar a oportunidade para que pessoas de fora da capital também conheçam esse trabalho”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.

De acordo com o curador da exposição, Leonel Kaz, Olhar com Outro Olhar propõe aproximar as diferenças. “Vai mostrar que cegos, surdos ou pessoas com mobilidade reduzida têm um mundo próprio de percepções e sensibilidades. Vale a pena alargar nossos próprios sentidos e experiências de mundo”, afirma.

A mostra também apresenta o universo do futebol de cinco, esporte praticado por pessoas com deficiência visual, em que o Brasil coleciona títulos. A primeira conquista veio com a medalha de ouro na Paraolímpiada de Atenas (2004) e a segunda, em Pequim (2008).

Em cartaz até janeiro de 2012, a mostra pode ser vista às segundas-feiras, das 13h às 18h, de terça a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h. O Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria está localizado à praça Pedro de Toledo, s/nº, Centro. Mais informações pelo telefone (16) 3322- 4887.

A exposição faz parte das ações itinerantes do SISEM-SP que buscam levar a outros públicos, do interior e litoral, conteúdo artístico e cultural antes apenas encontrado na capital.

Sistema Estadual de Museus

O SISEM-SP reúne e articula todos os museus do Estado em busca de promover o desenvolvimento e fortalecimento institucional. É coordenado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Estado da Cultura (UPPM) e atualmente reúne cerca de 415 instituições, públicas e privadas, de 190 municípios. Entre as principais ações do SISEM, está a realização de exposições itinerantes e de estudos detalhados sobre cada museu e cidades onde estão localizados. O SISEM promove, ainda, programas de formação, capacitação e aperfeiçoamento técnico de profissionais, além de convênios entre os museus do Estado e instituições nacionais e internacionais, com o objetivo de aprimorar e valorizar as próprias instituições e seus acervos. Para saber mais acesse: www.cultura.sp.gov.br

Museu do Futebol

O Museu Do Futebol é administrado pelo IFB - Instituto da Arte do Futebol Brasileiro, Organização Social de Cultura, entidade jurídica sem fins lucrativos que celebra seu objeto contratual junto à Secretaria do Estado da Cultura. Desenvolve um contrato de gestão que gera e rege o programa de trabalho e prestação de serviços.

Serviço:
Exposição Olhar com Olhar
Abertura: 10/11/2011, às 10h
Período: de 10/11 a 15/1/2012
Local: Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria (praça Pedro de Toledo, s/nº, Centro – Araraquara/SP)
Horário: de segunda das 13h às 18h, terça a sexta, 9h às 12h e 13h às 18h; aos sábado das 9h às 12h
Informações: (16) 3322-4887

evento - t Poeta Eduardo Loureiro Jr. apresenta o espetáculo "POEMÚSICA"


Poeta Eduardo Loureiro Jr. apresenta o espetáculo "POEMÚSICA", no programa Literatura em Revista



O poeta Eduardo Loureiro Jr. apresentará o espetáculo "POEMÚSICA", dentro do programa Literatura em Revista, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108), na próxima quarta-feira, 16, às 18 horas. O espetáculo poético-musical tem entrada gratuita.

As habilidosas mãos de Eduardo Loureiro Jr., trabalhadas por seu universo lítero-cultural, convidam os amantes da arte e da literatura para um encontro musical tecido em verso e prosa pela vida, à noitinha, no centro da cidade de Fortaleza, entre ruas e calçadas.

Em meio ao sereno, POEMÚSICA, regido por esses versos em formato musical, conduzirá o público ao rico universo da palavra. Um mosaico das letras reunirá poetas em ritmos variados, seja pela música, pelos sonetos, pelos versos musicados, pelos haicais.

Um banquete comandado pelo poeta Eduardo e seus convidados ilustres: Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Paulo Leminski, Wilson Pereira, poetas de fanzines e blogs de internet com seus escritos não publicados, mas lançados ao vento poético.

evento - Exposição no Memorial apresenta fotos da Virada Cultural

A maratona fotográfica “Click Virada”, promovida no último fim de semana, durante a Virada Cultural 2011, resultou em aproximadamente 500 imagens da cidade em festa. Desse total, 40 fotografias foram escolhidas para fazer parte da exposição que será aberta nesta sexta-feira (11), às 19h30, no Memorial de Curitiba.

A seleção foi feita por uma comissão formada por fotógrafos profissionais: Cido Marques (o organizador do Click Virada), Luiz Antonio Cequinel (Fundação Cultural de Curitiba), Tânia Buchmann (Escola de Fotografia do Centro Europeu), Nilo Biazzeto Neto e Marcelo Almeida (Escola de Fotografia Portfólio). “O resultado ficou além da expectativa. Tivemos excelentes imagens, com qualidade técnica, criatividade e originalidade”, disse o coordenador da maratona, Cido Marques.

As 40 imagens selecionadas foram reproduzidas em papel e compõem a exposição, mas todas as 476 fotografias enviadas para a comissão julgadora serão exibidas na abertura em slideshow. “Com 100% dos participantes sendo fotógrafos amadores, tivemos boas surpresas. É possível constatar olhares mais apurados e técnicas bem desenvolvidas”, relata o fotógrafo Luiz Cequinel.

O conjunto de fotografias consegue passar a emoção que contagiou o público e o espírito de paz que prevaleceu durante toda a Virada. As imagens dos palcos, dos artistas, do público, dos jovens, das famílias, das crianças, nos mais variados espaços tomados pela cultura, formam um importante registro documental da segunda edição desse movimento, promovido pela Prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, Sesc Paraná, Sesi, entre outras instituições públicas e privadas.

A relação das imagens selecionadas será conhecida apenas no momento da exposição e estará disponível no site http://www.flickr.com/photos/fundacaoculturaldecuritiba/. A mostra fica em cartaz no Memorial de Curitiba durante uma semana, até o dia 20 de novembro, e depois segue um roteiro itinerante pelas Ruas da Cidadania.





Serviço:

Exposição Click Virada, com imagens da Virada Cultural 2011

Local: Memorial de Curitiba – Rua Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico

Data e horário: abertura no dia 11 de novembro (sexta-feira), às 19h30. Prossegue até 20 de novembro, com horário de visitas de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 15h.

Entrada franca

evento - musica - Jean Garfunkel leva a sonoridade da poesia ao Paiol






A poesia cantada e falada marca o espetáculo “Poemia”, que Jean Garfunkel – poeta, compositor, intérprete, violonista e contador de histórias – apresenta neste domingo (13), às 19h, no Teatro do Paiol. Trata-se de um concerto temático, com música e texto, que leva o espectador a percorrer as possibilidades sonoras da poesia. Na ocasião, o artista lança seu primeiro livro de poemas e letras de música, que tem o mesmo nome do show e conta com prefácio do compositor Paulo César Pinheiro.

No palco, Jean Garfunkel revela o resultado de sua longa experiência com as palavras. Com 30 anos de carreira e quatro discos gravados – três em dupla com o irmão Paulo Garfunkel –, tem composições consagradas nas vozes de importantes nomes da MPB, entre eles Elis Regina, Maria Rita, Zizi Possi, Renato Braz e a dupla Pena Branca e Xavantinho. O show no Paiol tem a participação de dois convidados curitibanos: a atriz Pagu e o poeta Ricardo Carvalho que, juntamente com o autor, falarão poemas do livro.

Jean Garfunkel traçou em poema o espetáculo em Curitiba: “Poesia e boemia / São roupas do mesmo rol / Poesia, estrela guia / Que nos serve de farol / Quando a noite é o nosso dia / E a lua nosso sol / Um gole de boemia / Aquece igual cachecol / Poesia e boemia / É Poemia no Paiol “.



A obra – O livro “Poemia” é dividido em três capítulos, com trabalhos criados sob três olhares poéticos diferentes. No capítulo “Solaris” estão poemas que abordam a natureza, com suas inspirações diurnas. Em “Lunaris” encontram-se os poemas de amor, nos quais a mulher aparece como a musa plenamente identificada com o arquétipo lunar. Finalmente, em “Etílicus”, reúnem-se poemas embriagados de humor e crítica social, tendo o bar como cenário e personagem do poeta, que extrai da lucidez feérica da boemia a matéria-prima de seus versos. Grande parte desses poemas foi musicada por parceiros ilustres, como Júlio Medaglia, Léa Freire, Sizão Machado, Natan Marques, além do próprio autor.

A publicação é obra de um poeta que também é músico, filiado às mais antigas manifestações poéticas, quando música e poesia eram inseparáveis. “Poemia é um livro de menestrel. Quem possui um mínimo de sensibilidade musical já o lê cantando”, registra Paulo César Pinheiro, no prefácio da obra.



Serviço: Show “Poemia”, com Jean Garfunkel, que lança o livro de mesmo nome do espetáculo. Participações da atriz Pagu e do poeta Ricardo Carvalho. Local: Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho) Data e horário: dias 13 de novembro de 2011 (domingo), às 19h Ingressos R$ 20 Classificação livre Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

evento - As lentes de Simon Roberts e Iatã Cannabrava

As lentes de Simon Roberts e Iatã Cannabrava captam a estética do cotidiano na mostra "Perception"

A exposição estabelece um diálogo entre duas instigantes perspectivas sobre a vida no Reino Unido e o dia-a-dia das periferias sul-americanas. Um concurso fotográfico entre os alunos da Cultura Inglesa vai resultar numa terceira mostra, no qual três estudantes vão exibir cenas de suas cidades.

Lançar um olhar sobre a cultura, a identidade, o lazer e as relações sociais no Reino Unido e em quatro países da América do Sul é o foco dos ensaios fotográficos da exposição “Perception”, dos premiados profissionais Simon Roberts e Iatã Cannabrava, que a Cultura Inglesa abre em 11 de novembro no Centro Brasileiro Britânico. A exposição reúne 31 imagens de duas mostras, realizadas pela Galeria de Babel. Após uma viagem de 13 meses pelo Reino Unido, Simons Roberts captou em “We English” o lazer de centenas de pessoas em meio à paisagem inglesa. Já Iatã Cannabrava documenta em “Uma Outra Cidade” as várias faces da exclusão nas periferias de cinco cidades do Brasil, Argentina, Peru e Venezuela.
Em meados de dezembro, uma terceira exposição vai ocupar o Centro Brasileiro Britânico. Ela será resultado de um concurso fotográfico a ser realizado entre os alunos da Cultura Inglesa, que deverão captar imagens de suas cidades. As fotos de três alunos serão selecionadas por Iatã Cannabrava e Jully Fernandes, diretora da Galeria de Babel e responsável pela curadoria da mostra “We English” no Brasil, juntamente com Luize Coutinho. O historiador espanhol Horácio Fernández assina a curadoria de “Uma Outra Cidade”.

SERVIÇO
O público poderá conferir a mostra “Perception” até 25 de fevereiro no Espaço David Ford do Centro Brasileiro Britânico, na Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, telefone 3095-4466. De segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas. Sábados, domingos e feriados, das 10 às 16 horas. Entrada franca. Estacionamento R$ 10,00 (1a hora) e R$ 5,00 (2a hora).


SIMON ROBERTS
Aberta em Nova York em 2009, “We English” desembarca no Brasil após ocupar 23 espaços culturais do Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Alemanha, França, Lituânia e Polônia. Ela rendeu a Simon Roberts, atualmente com 37 anos, o 3º Prêmio World Press Photo. Em 2007, ele já havia arrebatado o Vic Odden Award, concedido pela Royal Photographic Society aos jovens até 35 anos, considerados talentos da fotografia.

“We English” é um desdobramento de “Motherland” (2005), que nasceu após Simon Roberts percorrer 65 cidades russas. Entre outros aspectos, este ensaio fotográfico explorou a ligação dos russos com sua terra natal. “O apego a um lugar é algo misterioso, simultaneamente profundo e mundano, que me levou a pensar sobre a minha ligação com a Inglaterra”, diz o fotógrafo.
Foi nas suas recordações de viagens na infância que Simon Roberts encontrou seu senso de identidade, de memória e de pertencer a algum lugar: “As minhas lembranças das férias estão povoadas por paisagens particulares como o verde luxuriante de Derwent Water ou o céu cinzento e os seixos das praias de Angmering. Creio que essas paisagens formam uma parte importante da minha consciência do quem eu sou e como eu lembro da Inglaterra”.
Patrocinado pelo National Media Museum e o Arts Council England, Simon Roberts viajou com sua câmera 5 X 4 de grande formato em uma motor home (trailer montado sobre o chassi de um ônibus) com a mulher grávida e a filha de dois anos. Paralelamente, criou o blog http://we-english.co.uk, no qual as pessoas podiam deixar sugestões de locais a serem fotografados.
Praias, parques de diversão, pradarias, paisagens tipicamente britânicas e até um campo de golfe em frente a uma usina atômica estão entre as fotografias da mostra. “Mesmo quando há grandes grupos, as fotografias foram tiradas a distância – numa perspectiva que evoca a pintura clássica, embora os temas em questão sejam decididamente contemporâneos”, afirma o crítico Vince Aletti, do jornal The New Yorker.


IATÃ CANNABRAVRA
Fotos coloridas de gente, de carros, de barracos, de casas e de palafitas. “Uma Outra Cidade” começou no Capão Redondo, no extremo sul da capital paulista, e se estendeu pelas periferias de Belém (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru) e Caracas (Venezuela) até se transformar em exposição no Museu da Casa Brasileira e um livro homônimo, lançado há dois anos pela Imprensa Oficial de São Paulo e a Editora Terceiro Nome.
Ao esquadrinhar favelas, morros, “quebradas” e vilas dentro e fora do Brasil, Iatã descortina conglomerados humanos, que vivem à margem das metrópoles. “Na contramão das teorias do caos que poderiam prever o colapso total das urbes, o que assistimos foi a uma forma criativa de construção de novos modelos, desta vez, oriundos das próprias comunidades, manifestando-se em outras formas de vestir, falar, construir, organizar (ou amontoar) os diversos aspectos que conformam as chamadas ‘cidades’”, diz o fotógrafo.
Diante do crescimento desenfreado dos dramas sociais e da exclusão, Iatã Cannabrava concluiu este ensaio fotográfico “menos alienado e convicto de que um mundo melhor é possível mesmo na paisagem da exclusão”. Já o historiador Horácio Fernández diz que suas imagens revelam a cidade do presente, tão frágil e instável, que está condenada a desaparecer de imediato por qualquer causa, independente do movimento dos ponteiros do relógio. “Iatã Cannabrava leu (a cidade) com os pés para que os demais a leiam com o olhar, soube ser invisível para que possamos ver sem ser vistos”, completa.

Iatã Cannabrava é fotógrafo, curador e agitador cultural. Participou de mais de 40 exposições e ganhou os prêmios P/B da Quadrienal de Fotografia de São Paulo, em 1985; o concurso Marc Ferrez da Funarte, em 1987; e dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Suas fotografias foram publicadas em diversos livros e nas coleções Masp-Pirelli, Galeria Fotóptica, Coleção Joaquim Paiva e MAM/São Paulo.
Ex-presidente da União dos Fotógrafos de São Paulo, dirige o Estúdio Madalena, onde organizou mais de 30 exposições e ministrou mais de 80 workshops, além de projetos especiais. A empresa coordena a programação do Festival Internacional de Fotografia de Paraty, o Paraty em Foco, o Encontro de coletivos fotográficos Ibero-Americanos, a expedição fotográfica “De olhos nos mananciais” e o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.

evento - Rafael Costa lança livro, com noite de autógrafos e exposição das fotos




Rafael Costa lança livro,

com noite de autógrafos e exposição das fotos

IMAGINÁRIO

Prefácio: Ferreira Gullar

Curadoria: Simonetta Persichetti



Trabalho foi selecionado para a

VIII Bienal Internacional de

Arte Contemporânea de Florença







“Ao contemplar suas fotos, temos a impressão de

que estamos diante de telas, não de fotos: de telas impressionistas

– ou expressionistas, em alguns casos.

E, no entanto, não se trata de um arremedo da pintura,

nada disso: é fotografia, na expressão exata da palavra;

ou, se se quer, uma “pintura”

que unicamente com a fotografia foi possível criar.”

Ferreira Gullar







O fotógrafo Rafael Costa, 48, lança o livro IMAGINÁRIO, com noite de autógrafos e exposição de 22 imagens, no dia 29 de novembro, às 19h, no Espaço Contraponto, na Rua Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena.



Arquiteto de formação, Rafael Costa sempre esteve atento ao processo de composição de imagens e seus elementos gráficos. Transita entre a publicidade, onde atende as principais agências do país e aprendeu o domínio da técnica, e o trabalho autoral.





Já expôs na Pinacoteca do Estado de São Paulo e seu novo trabalho, IMAGINÁRIO, foi selecionado para a VIII Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Florença, na Itália, que acontece de 3 a 11 de dezembro de 2011.



Rafael Costa fez da fotografia um caminho para chegar até a pintura, sua grande paixão. As imagens que compõem IMAGINÁRIO são resultados de um trabalho de pesquisa e experimentação que se estendeu pelos últimos 20 anos em viagens ao redor do mundo. “Sempre fui movido pela questão meio impressionista de estar fora, estar em movimento”, fala Rafael, que já esteve no Peru, Nepal, Butão e Vietnam.



Algumas imagens foram captadas sem interferência do fotógrafo ou elaboração técnica. A maioria foi composta por reflexos de pessoas ou objetos na água ou resultam do processo singular de impressão fotográfica no verso do papel. A tinta, que não é absorvida, escorre lentamente oferecendo a possibilidade de “pintar com o olho”, como Rafael define seu trabalho pessoal.



“Nestas fotos as cores se afrontam, reagem umas sobre as outras, e entre elas. Atacam-nos de frente. Somos que assaltados por elas, escreve o artista plástico Sergio Fingermann sobre o trabalho do fotógrafo.



O prefácio do livro IMAGINÁRIO é assinado pelo poeta Ferreira Gullar, que aceitou o convite após ser apresentado ao trabalho de Rafael Costa (texto na íntegra no final do release). A curadoria é de Simonetta Persichetti, que tem trechos do ensaio sobre IMAGINÁRIO, reproduzidos abaixo:



“Como um poeta, Rafael Costa constrói suas imagens com métrica e rima... Sua fotografia é precisa, pensada, decidida... Rafael Costa se torna cúmplice dos lugares e das pessoas. Parece caminhar sem ser visto... De seus anos na publicidade aprendeu o domínio da luz, a construção perfeita... Durante 20 anos foi costurando sua história, tecendo seu imaginário visual e poético. Ao escolher uma técnica de ampliação que transformasse as imagens, que tirasse dela seu referencial mais direto, Rafael nos obriga a olhar... Cada vez que as observamos descobrimos novos detalhes, novos movimentos, novas formas de contar a mesma história. Inseridas nas preocupações contemporâneas, ao mesmo tempo, elas nos remetem às histórias mais antigas. Maestria de quem escolheu a fotografia como sua forma de expressão e nos apresenta agora um ensaio forte, delicado, moderno e ancestral, um mergulho no mundo onírico.”



rafael 4.jpg



O livro IMAGINÁRIO faz parte da série “Educação do Olhar”, da BEI Editora. O objetivo da coleção é conduzir o leitor não-iniciado à descoberta da linguagem subjetiva da arquitetura, das artes plásticas, do cinema e da fotografia.



"IMAGINÁRIO"

de Rafael Costa

Lançamento do Livro

com noite de autógrafos

e exposição das fotos



Sobre a Exposição 22 imagens de Rafael Costa Abertura: dia 29 de novembro, às 19h Local: Espaço Contraponto Rua Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena – São Paulo Data da exposição: de 29 de novembro a 10 de dezembro de 2011 Horário de visitação: de segunda a sexta, das 11h às 19h.



Sobre o Livro

Formato do livro: 26x 30cm

Numero de páginas: 94 paginas

ISBN: 978-85-7850-081-8

BEI Editora



rafael 1.jpgSobre o autor

Rafael Costa nasceu em 1963 em Ribeirão Preto - SP – Brasil. Graduado em Arquitetura pela Universidade Mackenzie em São Paulo, esteve desde sempre atento ao processo de composição de imagens e seus elementos gráficos – linhas, formas, movimento. Ainda como arquiteto, foi apresentado ao universo da cenografia publicitária através da Produtora TVC- Televisão e Cinema Ltda.

Dentro do cenário publicitário, encontrou na fotografia uma identificação maior: inicialmente na fotografia de cinema e logo em seguida na fotografia still. Em 1998 montou estúdio de fotografia, onde realiza seus trabalhos para grandes agências.

Em 2003 realizou sua primeira exposição com trabalho autoral (Bendito Fruto), na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Mais sobre o fotógrafo: www.rafaelcosta.com.br



Exibições:

· Bienal de Firenze – Itália, dez. de 2011

· Arte Brasiliana Anzio – Itália, dez. de 2010

· 21º Mostra Mercato d’Arte Moderna e Contemporânea, Padova- Itália, 2010

· “Como eu Vejo”- SP Arte ( Bienal / SP), 2010

· “Sete Pecados” - Galeria Monalisa (Paris/França), Jul de 2005

· “Sete Pecados” - Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo/Brasil), Set de 2005

· “Lês Inattendus” - Espace Charenton ( Paris/França), Nov de 2004

· “Bendito Fruto” - Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo/Brasil) Jan a Mar de 2003



Prêmios em Propaganda:

· “Mensagem” – FIAT – Leo Burnett Publicidade - FIAP 2010

· “ International Color Awards “

· Photography Masters Cup - Nominee in Advertising- 2009

· “200 Best Ad Photographers” -World Wide 2006/2007

· “TV magrinha” - Philips - 9º Prêmio de Propaganda O Globo 2005

· “ Polaroid TAM “ – TAM Airlines- Cannes Festival 2004

· “Divan Bench” – Museu de Arte Moderna de São Paulo

· One Show 2002

· Clio Awards 2002

· Clube de Criação 2001

· Pinnacle 2000/2001

· “River” – Honda Motorcycle

· Clube de Criação 2001

· Pinnacle 2000/2001

· “Einstein” – Hospital Albert Einstein - Cannes Festival 2000





A FOTO-PINTURA DE RAFAEL COSTA Ferreira Gullar

Costumo dizer que o cinema e a fotografia são as únicas artes tecnológicas que deram certo. O cinema, que é essencialmente a fotografia em movimento, usa a imagem como veículo de ação narrativa, em lugar de simplesmente buscar o movimento e os efeitos óticos, que a técnica fotográfica possibilita. Nasceu, assim, uma nova arte tipicamente desta nossa época: é ao mesmo tempo tecnológica e popular.

A fotografia surgiu como a possibilidade de fixar a imagem real. A pintura a imita; a fotografia a registra tal como ela é. E foi graças a isso que a fotografia mudou o rumo da pintura. O nascimento da fotografia coincide, por isso mesmo, com o surgimento do Impressionismo, início da revolução moderna que pôs fim ao realismo pictórico. Retratar a realidade passou a ser função da fotografia, não mais da pintura.

Não obstante, tampouco a fotografia se conformou em ficar limitada a essa função. Aos poucos surgiu entre os fotógrafos uma tendência a transfigurar a realidade e, como por ironia, a pintura, que havia sido levada pela fotografia a não mais copiar o real, era agora quem empurrava a fotografia a tomar rumo semelhante.

Essa relação entre pintura e fotografia está na origem mesma da aventura artística de Rafael Costa e de que resultou um modo próprio de usar os recursos da fotografia, não mais para simplesmente copiar o mundo exterior, mas para reinventá-lo.

Ele, desde cedo, quis ser pintor mas se tornou fotógrafo. Durante algum tempo, trabalhando na área da publicidade, realizava as idéias que lhe chegavam definidas para serem executadas. Mas o que ele queria era o contrário disso: o imprevisível, o que o levou a uma experiência talvez única na história da fotografia brasileira e cujos resultados estão neste livro belo e inusitado.

Assim foi que, decidido a fundir fotografia e pintura, terminou por inventar uma pintura outra, que só aos recursos da fotografia possibilitam. Como não é pintor, em vez de pintar com as mãos, valendo-se de pincel e tinta de bisnaga, ele se vale da máquina fotográfica e das possibilidades que a tecnologia criou. Ao contemplar suas fotos, temos a impressão de que estamos diante de telas, não de fotos: de telas impressionistas – ou expressionistas, em alguns casos. E, no entanto, não se trata de um arremedo da pintura, nada disso: é fotografia, na expressão exata da palavra; ou, se se quer, uma “pintura” que unicamente com a fotografia foi possível criar.

Não há dúvida também de que só mesmo um fotógrafo com alma de pintor inventaria o processo que Rafael Costa inventou para violentar a linguagem fotográfica e incutir nela certos efeitos próprios da pintura. Para consegui-lo, ao invés de imprimir a imagem na face do papel preparada para isso, imprime-a no verso dele, daí resultando uma imagem imprecisa, borrada, com a indefinição que a aproxima da pintura impressionista, paixão de Rafael Costa. A essa indefinição das imagens – que às vezes chega à deformação - acrescenta, em certos casos, uma intensa saturação cromática, quando deixa patente sua paixão pela cor e uma rara capacidade de usá-la expressivamente. Mas não se limita a isso: muitas vezes, em lugar de fotografar as coisas diretamente, fotografa-as refletidas na água, obtendo assim novos efeitos luminosos e cromáticos.

Desses procedimentos, a que acabo de me referir, parece-me inevitável concluir que Rafael Costa não pretende ser um fotógrafo, no sentido usual do termo, isto é, alguém que se vale da máquina fotográfica para captar imagens do mundo externo e fixá-la no papel. Ele não só desconsidera a imagem normal das coisas, como usa de todos os meios de que dispõe para eliminar dela tudo o que a identifique como coisa real, reconhecível como tal; quer, na verdade, torná-la imagem pictórica, isto é, algo que não se encontra no mundo real mas unicamente no mundo pictórico, em quadros como os de Claude Monet ou de Vincent Van Gogh.

evento - Lançamento do livro Minissaia Batom e futebol com a escritora letícia Sardenberg



Lançamento do livro Minissaia Batom e futebol com a escritora letícia Sardenberg

Local :
Livraria Malasartes
Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente,52Loja:367 / Gávea


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evento - Jornalismo Cultural é discutido na 6ª Bienal de Curitiba


A jornalista Isadora Rupp, do Caderno G, da Gazeta do Povo, falará sobre Jornalismo Cultural na programação da 6ª Ventosul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba. A palestra será neste sábado (12), às 10h30, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O evento é aberto ao público. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no próprio local, na hora. Isadora, que é graduada pela Universidade Positivo, falará sobre os aspectos fundamentais para a cobertura jornalística na área de Artes Visuais. Segundo ela, o encontro abordará também um pouco do cotidiano de trabalho no Caderno G e sua experiência em jornalismo cultural.

SERVIÇO
PALESTRA JORNALISMO CULTURAL
Com a jornalista Isadora Rupp, do Caderno G, da Gazeta do Povo
Dia 12/11 – sábado
Às 10h30
Local: UTFPR – Sala de Audiovisual (Av. Sete de Setembro, 3165. Rebouças)
Evento aberto ao público.

6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba
Realização: Instituto Paranaense de Arte, UFPR e Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
Patrocínio: Eletrobras, BNDES, Petrobras, Volvo, Correios, Compagas, Tiisa e Instituto Votorantim.
Co-patrocínio: Solumax, Artesian e Itaipu.
Parceria internacional: Goethe-Institut.
Apoio: Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba / Prefeitura de Curitiba e Ministério das Relações Exteriores.
Apoio institucional: Japan Foundation, Acción Cultural Española, Embaixada da Espanha no Brasil / AECID, Embaixada Real da Noruega, Embaixada da Colômbia, Escritório do Governo de Québec em São Paulo, Instituto Italiano di Cultura de São Paulo e Consulado Geral da França em São Paulo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Lançamento - Molloy de Samuel Beckett




Molloy
de Samuel Beckett


Tradutor: Ana Helena Souza
Páginas: 264
Formato: 14×21

O LIVRO
A Editora Globo traz de volta ao mercado Molloy, de Samuel Beckett, uma das obras-primas do romance moderno, em tradução exemplar de Ana Helena Souza. O livro contém, ainda, esclarecedor prefácio da tradutora, cronologia da vida do autor e completa bibliografia de sua vasta obra.

Molloy (primeira parte da famosa “trilogia do pós-guerra”, integrada ainda por Malone morre e O inominável) divide-se em duas seções. Na primeira, é o próprio Molloy, o “narrador-narrado”, quem fala; na segunda, é Moran, homem encarregado de vigiá-lo (sem que saiba bem por quê, à la Kafka).

A história que os dois – cada um à sua maneira – tentam registrar, é a das idas e vindas de Molloy, num vai-e-vem que alterna lugares abertos e fechados, a partir do apartamento de sua mãe – e que mimetiza os impasses das frases curtas e da própria linguagem, que deveria “abrir” o mundo mas se fecha sobre si mesma. Não por acaso, no caso de Moran, que começa objetivo, isto é, objetivo na linguagem e centrado em seu objeto (Molloy), essa objetividade acaba por perder-se até aproximá-lo da linguagem do próprio Molloy. Não falta ação dramática ao romance, incluindo um caso de amor e um de morte. Mas a verdadeira “ação”, tratando-se de Beckett, está na própria linguagem – ainda que seja a de comunicar a incomunicabilidade moderna.

CRÍTICAS

“Quebrando as expectativas do leitor e usando um humor que dribla o convencional, Samuel Beckett acaba transformando o romance em território experimental de reflexões sobre a própria natureza da linguagem.” Alécio Cunha — Hoje em Dia, Belo Horizonte, 2 fev. 2008. Cultura, p. 1

“Ao longo de toda esta não-história, deste não-tempo, destes não-personagens, seguimos a potência da expressão da impossibilidade e a ausência absoluta de algo a expressar, ao mesmo tempo que a urgência de dizê-lo.”
Noemi Jaffe — Folha de S. Paulo, 2 fev. 2008. Ilustrada, p. E1 e E7.

“É do ponto zero, onde narrar se torna impossível, que Samuel Beckett escreve Molloy (...). Em plena falência da linguagem, em meio
aos entulhos e destroços, Molloy, o personagem-narrador de Beckett, luta, ainda assim, para contar sua história.” O Globo, Rio de Janeiro, 2 fev. 2008. Prosa & Verso, p. 4.

Leia um trecho do livro
http://globolivros.globo.com/downloads/pdf/Molloy.pdf

O AUTOR
Samuel Beckett (Dublin, 13 de abril de 1906 — Paris, 22 de dezembro de 1989) foi um dramaturgo e escritor irlandês.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1969. Utiliza nas suas obras, traduzidas em mais de trinta línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. É considerado um dos principais autores do denominado teatro do absurdo. Sua obra mais famosa no Brasil é a peça Esperando Godot.


Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1923 ingressa no Trinity College de Dublin, para se formar em Literatura Moderna, especializando-se em francês e italiano. Em 1928, meses após sua mudança para Paris, conhece James Joyce, apresentado por um amigo em comum. Torna-se grande admirador do escritor, e sua obra posterior é fortemente influenciada por ele.

Após lecionar durante o ano de 1930 na Irlanda, Beckett volta no ano seguinte para Paris, fixando residência na cidade, e escreve sua primeira novela, “Dream of Fair to Middling Women” (publicada após a morte do autor, em 1993) Em 1933, Beckett retorna novamente a Dublin, pois, devido ao falecimento de seu pai, encarrega-se de cuidar de sua mãe. Retorna a Paris em 1938, quando é marcado por dois acontecimentos de grande importância: fica gravemente ferido ao ser agredido por um estranho, que lhe desferiu uma facada no peito, e conhece Suzanne Deschevaux-Dusmenoil, com quem viveria o resto da vida e se casaria em 1961.

Depois da eclosão da Segunda Grande Guerra, vincula-se à resistência francesa, na ocasião da invasão de Paris pelo exército nazista, em 1941, juntamente com sua esposa. Afasta-se da resistência em 1942, quando ambos foram obrigados a fugir da França. Morre em 1989, cinco meses depois de sua esposa, de enfisema pulmonar, contra o qual já lutava havia três anos. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse.
A produção beckettiana foi um dos principais ícones do Teatro do Absurdo que faz uma intensa crítica à modernidade. Recebeu o Nobel de Literatura de 1969.

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