Paulo Freire, Rogério Gulin e Roberto Corrêa trazem a viola caipira para a CAIXA Cultural Curitiba
Três dos maiores instrumentistas do país participam do projeto “Violeiros do Brasil”
A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 03 a 05 de junho, o projeto “Violeiros do Brasil”, que traz uma roda de violeiros inédita, formada por Paulo Freire, Rogério Gulin e Roberto Corrêa. Pela primeira vez em Curitiba, o projeto exalta a riqueza da viola e revela diferentes estilos do instrumento.
O projeto mostra a diversidade de composições e interpretações para a viola caipira, além da versatilidade com que cada violeiro o domina. Os músicos se apresentam apenas com as violas, em solos, duos e em um trio. Além disso, o uso de vídeo-cenários é marcante no espetáculo, com imagens de fragmentos do universo inspirador de cada violeiro, recriando o ambiente íntimo de cada um deles.
“Violeiros do Brasil” faz parte do projeto “Memória Brasileira”, criado em 1987 por Myriam Taubkin, com o objetivo de realizar mapeamento detalhado da música brasileira. O projeto pioneiro foi realizado em 1997, em um festival que reuniu os principais instrumentistas do país: Adelmo Arcoverde, Almir Sater, Braz da Viola, Ivan Vilela, Passoca, Paulo Freire, Pena Branca, Pereira da Viola, Roberto Correa, Tavinho Moura e Zé Mulato & Cassiano, Renato Andrade e Zé Coco do Riachão. A idéia era expressar a diversidade, a tradição e a modernidade da viola dentro da música brasileira.
Em 2008, Myriam lançou o livro e o DVD homônimos, sendo que este foi campeão de vendas da Livraria Cultura estando na lista dos 10 mais vendidos por meses. “Violeiros do Brasil” foi o primeiro grande encontro de artistas representativos do instrumento, de diferentes lugares do país. O show já foi para três cidades da Inglaterra e, no final deste ano, vai para o Europália, maior festival de cultura na Bélgica.
Violeiros
Paulo Freire
O paulistano Paulo Freire largou a faculdade de jornalismo e, em 1977, apaixonado pelo romance “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, foi morar em Minas Gerais, região do rio Urucuia. Lá, aprendeu a tocar viola com Manoel de Oliveira e outros mestres da região. Em 1995, realizou uma turnê de viola-solo pela Europa, se apresentando em festivais de World Music da Bélgica e Holanda. Recebeu diversos prêmios pelas trilhas e canções: “Escola de Peões” (Prêmio Wladimir Herzog de Direitos Humanos – 1993), “O Umbu” (Prêmio Febraban - 1994) “Bom Dia” (Prêmio SHARP - melhor disco do ano - 1994), “Rio Abaixo”, seu primeiro cd solo (Prêmio SHARP de Revelação Instrumental), entre outros. É integrante da Orquestra Popular de Câmera, que ganhou em 1998 o Prêmio Movimento – Melhor CD do ano. Entrou para o grupo ANIMA, e gravou o CD “Especiarias” (Prêmio Carlos Gomes, melhor grupo de câmera – 2000). Gravou uma versão da música Boi da Cara Preta para o selo americano Ellipsis Arts e recebeu em 2001 o Pêmio Silver Parents Choice – EUA. Um dos responsáveis pelo fato da viola estar ganhando as salas de concerto, Paulo Freire gravou com os violeiros Pereira da Viola, Passoca e Bráz da Viola e também participou da gravação de CDs dos artistas: Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Maurício Pereira, entre outros
Roberto Corrêa
Violeiro, compositor e pesquisador, Roberto Corrêa nasceu em 1957 em Campina Verde, Minas Gerais. Devido ao seu trabalho, a viola adquiriu o status de instrumento solista. Largou em 75 a carreira de físico e se formou em Música, dedicando-se à viola. Em 83, o músico começou a divulgar seu trabalho com a viola caipira e a viola de cocho. O primeiro livro de viola editado no Brasil e a gravação de discos solo e em parcerias com importantes nomes da música brasileira são de iniciativa dele. Apresentou seu trabalho em recitais e oficinas em países como Japão, China, Alemanha. Possui 15 álbuns e explora todas as possibilidades da viola com um virtuosismo técnico, transmitindo a própria alma do sertão brasileiro. Roberto introduziu o método da viola caipira no Brasil, além de colocar o instrumento no conservatório MPB, inserindo a viola na música instrumental.
Rogério Gulin
O instrumentista curitibano Rogério Gulin cursou violão clássico na Escola de Música Belas-Artes do Paraná. Iniciou os estudos de viola caipira como autodidata. O violeiro é conhecido por seu trabalho como artista solo e pela participação dos grupos Terra Sonora e Vila Quebrada.
Ficha Técnica
Violeiros: Roberto Corrêa, Paulo Freire e Rogério Gulin
Direção Artística Myriam Taubkin
Iluminação: Tema Fernades
Engenheiro de Som: Alberto Ranellucci
Vídeo Cenário: Luis Duva
Coordenação Geral e Direção de Produção: Gabriel Paiva
Duração: 90 minutos
Serviço
Música: Violeiros do Brasil - Paulo Freire, Rogério Gulin e Roberto Corrêa
Local: Teatro da CAIXA – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba/PR
Data: de 03 a 05 de junho
Hora: sexta e sábado 21h e domingo 19h
Ingressos: R$20 e R$10 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)
Bilheteria: (41)2118-5111(de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, as 16 às 19h)
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Lotação máxima: 125 lugares (02 para cadeirantes)
www.caixa.gov.br/caixacultural
segunda-feira, 30 de maio de 2011
EVENTOS - Música -Paulo Freire, Rogério Gulin e Roberto Corrêa trazem a viola caipira
Evento - Projeto literário no palco do Teatro da Caixa

Italo Calvino, Julio Cortázar e “As Mil e Uma Noites” serão lidos para o público
A quarta edição do projeto “EntreMundos – Mundo da Leitura, Leitura do Mundo” volta ao Teatro da Caixa para apresentar textos de dois escritores contemporâneos e de uma obra clássica de autor desconhecido. Trata-se de “As Mil e Uma Noites”, que estará ao lado do italiano Italo Calvino e do argentino Julio Cortázar no dia 1º de junho, quarta-feira, às 20h.
Quem comanda a leitura dessa vez é a diretora Olga Nenevê, que selecionou contos dos livros indicados pelo curador Flávio Stein. Além do livro “As Mil e Uma Noites”, compilação árabe do século 9, serão lidos textos de obras contemporâneas, como “Os Amores Difíceis”, de Italo Calvino, e “História de Cronópios e de Famas”, de Julio Cortázar.
Encontrar similaridades em textos escritos em épocas e lugares tão diferentes foi uma tarefa nada fácil para a diretora. “No início, a gente pensou em tentar encontrar um ponto em comum. Depois, passamos a trabalhar a qualidade individual de cada um, sem querer misturar ou fazer um esforço para ligá-los”, explica Olga, que fará a leitura ao lado do ator Eduardo Giacomini.
No fim das contas, entretanto, as obras revelam, cada uma ao seu modo, tratar da busca pelo encontro. “A ideia de afetividade é trabalhada literariamente bem diferente em cada um, a vontade e a dificuldade do encontro, a vontade que existe entre os seres. Todos eles falam desse lugar interno e de como concretizar esse desejo interior”, completou.
Durante a leitura, a apresentação contará com a participação do músico Rogério Gulin, que complementará o ambiente com intervenções sonoras de uma viola caipira. Quem comparecer ao evento, ainda terá a oportunidade de participar de um debate mediado pelo escritor Luís Henrique Pellanda. O público poderá conversar e trocar ideias com a equipe responsável pela apresentação.
Sobre os autores
Considerado um dos maiores escritores europeus do século 20, Italo Calvino nasceu em Cuba, em 1923, mas logo foi para a Itália. Seu primeiro livro, “A Trilha dos Ninhos de Aranha” foi lançado em 1947. Começando com o neo-realismo, passou a explorar a fábula e o fantástico, sendo “As Cidades Invisíveis” e “Se um Viajante Numa Noite de Inverno” suas obras mais representativas.
Julio Cortázar nasceu em Bruxelas, na Bélgica, em 1914, mas mudou-se para a Argentina. Foi lá que estudou letras e trabalhou como professor. Em 1951, fixou residência em Paris e seguiu carreira literária. Considerado um dos pais do realismo fantástico, lançou entre muitas obras “O Jogo da Amarelinha”. O livro pode ser lido tradicionalmente do início ao fim ou seguindo indicações de rodapé e caindo em capítulos aleatórios.
Narrados por Sherazade, esposa do rei Shariar, os contos de “As Mil e Uma Noites” foram reunidos em língua árabe no século 9. O livro passou a ser amplamente conhecido no ocidente com a tradução feita por Antoine Galland para o francês em 1704. Na obra, Xerazade livra-se da punição do rei – que matava uma esposa a cada noite – ao contar histórias que sempre continuavam no dia seguinte.
EntreMundos
Depois dos projetos “Brasis: Leituras Plurais” e “XX Narrativas do Século XX”, realizados em 2009 e 2010, neste ano serão dez edições mensais de “EntreMundos - Mundo da Leitura, Leitura do Mundo”. Enquanto nas iniciativas anteriores focou-se na literatura de um determinado período ou de um espaço, a nova versão busca colocar em diálogo obras e autores através do tempo, tendo a narrativa como fio-condutor.
Nas primeiras edições, realizada em março e abril, foram lidos trechos de Giovanni Bocaccio, Lima Barreto, Mia Couto, Luís Henrique Pellanda, Paulo Venturelli e Assionara Souza. Durante o ano, ainda serão visitados Miguel de Cervantes, Milan Kundera, Lygia Fagundes Telles, entre muitos outros.
Ficha técnica:
Direção: Olga Nenevê
Leitores: Olga Nenevê, Eduardo Giacomini
Mediação: Luís Henrique Pellanda
Músico convidado: Rogério Gullin – viola caipira
Curadoria: Flávio Stein
Direção executiva: Leandro Daniel Colombo
Obras selecionadas: “As Mil e Uma Noites”, autor desconhecido; “Os Amores Difícies”, de Italo Calvino; e “História de Cronópios e de Famas”, de Julio Cortázar
Serviço
Literatura: EntreMundos - Mundo da leitura, leitura do mundo
Local: Teatro da CAIXA - Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Curitiba/PR
Data: 01 de junho
Horário: quarta 20h
Ingressos: Um livro não didático
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, as 16 às 19h)
Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos
Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)
www.caixa.gov.br/caixacultural
quarta-feira, 25 de maio de 2011
EVENTOS - Música - Violonista Javier Patino se apresenta no projeto Guitarríssimo

Violonista Javier Patino se apresenta no projeto Guitarríssimo
Concerto de guitarra flamenca ocorre na terça-feira, 31 de maio, no Salão de Atos do Instituto Cervantes
O violonista Javier Patino, um dos grandes nomes da guitarra flamenca do mundo, se apresenta na terça-feira, 31 de maio, às 20h, no projeto Guitarríssimo, que ocorre no Salão de Atos do Instituto Cervantes — órgão oficial do Governo da Espanha e referência na difusão da cultura e do idioma espanhol —, localizado à Pç. Milton Campos, nº 16 – Serra. Patino comandará um quarteto formado pelo violinista Aléxis Lefevre, o contrabaixista Pablo Martín e o percursionista convidado Tino di Geraldo. Os ingressos custam R$ 10. Outras informações pelo telefone (31) 3789-1600 ou pelo e-mail rec1belo@cervantes.es.
A obra de Javier Patino, nascido em Jerez, na Espanha, reflete suas vivências e inquietudes. Cada nota tem uma marca de sua infância, de sua família, de experiências e sentimentos vividos. Foi iniciado na guitarra flamenca pelos maestros José Luis Balao e Manuel Lozano “El Carbonero”. Completou sua formação com Manolo Sanlúcar e Gerardo Núñez. Viajou pelo mundo com artistas como Joaquín Grilo, Carmen Cortés, Beatriz Martín, Manuela Carrasco, entre outros. Trabalhou com os cantores José Mercé, Esperanza Fernández e Segundo Falcón.
Patino selou uma estreita colaboração artística com o dançarino de flamenco sevilhano Javier Barón, como compositor, intérprete e diretor musical de espetáculos como “Dime”, “Notas al pie”, “Baile de hierro, baile de bronce o Meridiana”. Compôs e dirigiu musicalmente “A fuego lento” dos dançarinos de flamenco Andrés Peña e Pilar Ogalla. Media Vida, seu primeiro disco, será lançado ainda neste ano.
Guitarríssimo
O projeto Guitarríssimo, tradicional série de concertos de música espanhola, é promovido periodicamente em todos os centros do Instituto Cervantes do mundo. O objetivo é apresentar renomados violonistas de origem hispânica e disseminar a cultura da guitarra flamenca, demonstrando as origens e diferentes estilos de execução do violão.
Instituto Cervantes
O Instituto Cervantes, órgão oficial do Governo da Espanha e referência mundial na difusão da cultura hispânica, está presente em Belo Horizonte desde 2009. Em suas 79 sedes ao redor do mundo, nove apenas no Brasil, o Cervantes reúne mais de 120 mil alunos nos cursos de espanhol, além de promover atividades que divulgam a cultura dos países de língua espanhola. A sede em Belo Horizonte está localizada na Praça Milton Campos, 16, no bairro Serra.
Serviço
Guitarríssimo - Concerto de flamenco com Javier Patino
Data: Terça-feira, 31 de maio
Horário: 20h
Local: Salão de Atos do Instituto Cervantes – Pç. Milton Campos, nº 16 – Serra.
Ingressos: R$ 10, à venda na sede do Instituto Cervantes até duas horas antes da apresentação.
Informações: (31) 3789-1600 | rec1belo@cervantes.es
Evento - Chico Mattoso e João Paulo Cuenca em Leituras de Deformação
Chico Mattoso e João Paulo Cuenca em Leituras de Deformação
No dia 31 de maio, terça-feira, Chico Mattoso e João Paulo Cuenca apresentam mais uma edição do sarau 34 Leituras Íntimas no palco da Casa de Francisca.
Existem livros que redefinem a trajetória de um escritor, alargando horizontes estéticos e transformando sua maneira de enxergar o mundo e a literatura. É sobre esse tipo de experiência que Chico Mattoso e João Paulo Cuenca tratarão em Leituras de Deformação.
Nesta quinta edição do sarau, os dois compartilharão algumas das "pequenas revoluções" que certos autores causaram em suas vidas, refazendo os caminhos que ajudaram a moldar seus gostos e escolhas artísticas. Além da leitura de fragmentos especialmente selecionados para a ocasião, Mattoso e Cuenca devem ler trechos de autoria própria.
Serviço:
34 Leituras Íntimas_#5
com Chico Mattoso e João Paulo Cuenca
Data: 31 de maio, terça-feira, às 21h
Local: Casa de Francisca (Rua José Maria Lisboa 190. Tel. 11 3052 0547)
Ingressos R$ 19,00
RESERVAS SOMENTE ATRAVÉS DO SITE www.casadefrancisca.art.br
A próxima Leitura será no dia 26 de junho, com Noemi Jaffe e João Bandeira.
Chico Mattoso nasceu na França em 1978, mas sempre viveu em São Paulo. Formado em letras pela USP, foi um dos editores da revista Ácaro e tem textos publicados em diversos jornais e revistas. É autor dos romances Longe de Ramiro (Editora 34, 2007) e Nunca vai embora, que acaba de sair pela Companhia das Letras. Também trabalha como roteirista.
João Paulo Cuenca nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior, e é autor dos romances Corpo presente (Planeta, 2003) e O dia Mastroianni (Agir, 2007) e O único final feliz para uma história de amor é um acidente (Companhia das Letras, 2010).
Lançamento: Geoprocessamento e meio ambiente

Geoprocessamento e meio ambiente
de Jorge Xavier da Silva & Ricardo Tavares Zaidan
Páginas: 324
Geoprocessamento & Meio Ambiente, organizado por Jorge Xavier da Silva e Ricardo Tavares Zaidan, mostra os inúmeros exemplos práticos do uso dessa tecnologia na produção de conhecimento de suporte para a conservação do meio ambiente. Além disso, permite perceber como é importante o domínio deste campo, seja no manejo e riscos ambientais, distribuição espacial de dados sociais, análise geográfica de ocupação e gestão territorial, análise econômica e congêneres.
“Esta leitura não interessa apenas aos iniciados, mas a todos aqueles que compreendem a função, na ciência, da busca pelos significados, dos sinais, em um mundo de notória complexidade.” - Prof. Dr. Eduardo Salomão Condé, Diretor do Instituto de Ciências Humanas/UFJF
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Lançamento: Folhas Caídas de Thomas C. Cook

Folhas Caídas
de Thomas C. Cook
Páginas: 294
Folhas Caídas, primeiro romance de Thomas C. Cook publicado no Brasil, chega com um suspense de tirar o fôlego, além de uma reflexão acerca de problemas familiares aparentemente comuns, mas que todos tentam esconder.
O livro, além de apresentar uma trama envolvente, esclarecida somente na última página, mostra como muitas pessoas acabam levando a vida de maneira cômoda sem perceber a tristeza que as cerca. Eric sentia-se feliz no casamento e no trabalho, e bem íntimo do taciturno filho. Quando os problemas surgem, todas as arestas mal-aparadas aparecem e ele percebe quão infeliz era, na verdade.
Uma história de quebra de confiança e do esforço heroico de um homem para manter fortes os laços que o ligam a tudo que ele ama.
lançamento da
Lançamento: Retrato mortal de J. D. Robb

Retrato mortal
Título Original: Portrait in death
de J. D. Robb
Tradutor: Renato Motta
Páginas: 448
Ano 2059 — No escaldante verão de Nova York, um corpo é encontrado na lixeira pública da rua Delancey. Uma repórter, amiga da tenente Eve Dallas, é avisada da desova e repassa a informação à policial. Eve parte, então, no encalço de um serial killer que oferece às suas vítimas a eternidade, arrancando-lhes a vida no auge da juventude.
Horas antes, chegara à emissora de notícias um portfólio com retratos da jovem assassinada, claramente trabalho de um profissional. As fotos, à primeira vista, não tinham nada de especial, apenas retratavam uma modelo, como tantas outras, em busca de uma carreira na Big Apple. A diferença é que a jovem não era modelo, e as fotos haviam sido tiradas quando ela já estava morta.
Eve Dallas sai então em busca do psicopata, supostamente um fotógrafo perfeccionista que observa, analisa e registra em detalhes cada movimento de seus modelos antes de capturá-los. Sua missão macabra é absorver a inocência, a beleza, a juventude e a vitalidade das vítimas, sugando-as para a câmera com o intuito de tirar um derradeiro e assustador... retrato mortal.
lançamento da
Lançamento: Jogos de azar de José Cardoso Pires

Jogos de azar
de José Cardoso Pires
Diz-se jogo de azar aquele em que a perda ou o ganho dependem unicamente da sorte e não das combinações, do cálculo ou da perícia do jogador. Com essa temática, chega às livrarias Jogos de Azar, o primeiro livro inédito no Brasil de José Cardoso Pires, após o relançamento de três obras e uma longa espera.
Em Jogos de Azar, o autor não se interessa somente pela denúncia da injustiça social, mas, também, pelo compromisso evidente com a realidade, reproduzida em linguagem predominantemente denotativa.
José Castello, no prefácio, sentencia: “Via uma generalidade: apagava-a. Deparava com um lugar-comum: jogava-o fora. Deparava com o bom-senso: esmagava-o. Dividido entre Barnard e Caravaggio — no vão entre os dois — tornou-se um exímio caçador do banal. Deixou-nos os restos de suas batalhas, essa literatura esplendorosa.”
O AUTOR
José Augusto Neves Cardoso Pires, (São João do Peso, 2 de Outubro de 1925 — Lisboa, 26 de Outubro de 1998) foi um escritor português.
Foi um de piloto sem curso, actividade que abandona compulsivamente, «suspeito de indisciplina e detido em viagem do navio Niassa» (c.f. auto da Capitania do Porto de Lisboa, de 02-02-1946). Optou então pelo jornalismo, tendo dirigido também as Edições Artísticas Fólio, onde Aquilino Ribeiro publicou O Retrato de Camilo, com litografias de Júlio Pomar e Carlos Botelho, e as traduções de D. Quixote e Novelas Exemplares, ilustradas por João Abel Manta. Na mesma editora, a colecção Teatro de Vanguarda, revelou em Portugal obras de Samuel Beckett, William Faulkner e Maiakovski. Em 1959 estagiou na revista Época, de Milão, com vista à publicação de um semanário que a censura impediu. A editora lança então a revista Almanaque, cuja redacção, coordenada por Cardoso Pires, é constituída por Luís Sttau Monteiro, Alexandre O'Neill, Vasco Pulido Valente, Augusto Abelaira e José Cutileiro. Colaborou também no Diário de Lisboa, na Gazeta Musical e de Todas as Artes e na revista Afinidades.
Unanimemente considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX, numa galeria onde podemos encontrar nomes como José Saramago ou António Lobo Antunes, a sua carreira literária está marcada pela inquietação e pela deambulação. Autor de dezoito livros, publicados entre 1949 e 1997, não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado sobretudo como um romancista. A sua relação mais duradoura no campo literário deu-se com o movimento neo-realista português, até ao 25 de Abril de 1974, justificada com a oposição ao regime autoritário português. A inserção da sua obra no neo-realismo é, por essas razões, contraditória. Frequentou também os grupos surrealistas, no início da década de 1940. Foi influenciado pela estética de Hemingway, pela narrativa cinematográfica, o que resulta em discursos curtos e diálogos concisos. O Delfim, de 1968, é geralmente considerado a sua obra-prima, em que o narrador assume uma condição de forasteiro, aparentemente descomprometido com uma realidade anacrónica. A Gafeira, aldeia inexistente, simboliza o Portugal marcelista, com um crime no centro da história. Tendo sido recebido, até 1974, como romance neo-realista, tem despertado um interesse crescente como narrativa pós-modernista. Pode efectivamente ser lido como o primeiro romance português no qual confluem as principais linguagens estéticas norteadoras do futuro pós-modernismo português devido à mistura de géneros, à polifonia, à fragmentação narrativa e à metaficção.
Foi sepultado em 1998 no Cemitério dos Prazeres em Lisboa. No âmbito do programa que evocou o 10º aniversário da morte de José Cardoso Pires, a Videoteca da Câmara Municipal de Lisboa produziu uma curta-metragem intitulada Fotogramas Soltos das Lisboas de Cardoso Pires, realizada por António Cunha.
BIBLIOGRAFIA
Os Caminheiros e Outros Contos (Contos), 1949
Histórias de Amor (Contos), 1952
O Anjo Ancorado (Novela), 1958
Cartilha do Marialva (Ensaio), 1960
O Render dos Heróis (Teatro), 1960
Jogos de Azar (Contos), 1963 ; 1993
O Hóspede de Job (Romance), 1963
O Delfim (Romance), 1968
Dinossauro Excelentíssimo (Sátira), 1972
E agora, José ? (Ensaio), 1977
O Burro em Pé (Contos), 1979
Corpo-Delito na Sala de Espelhos, 1980
Balada da Praia dos Cães (Romance), 1982
Alexandra Alpha (Romance), 1987
A República dos Corvos (Contos), 1988
Cardoso Pires por Cardoso Pires (Crónicas), 1991
A Cavalo no Diabo (Crónicas), 1994
De Profundis, Valsa Lenta (Crónicas), 1997
Lisboa, Livro de Bordo (Crónicas), 1997
Lavagante, editado em 2008
Filmes
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema:
Balada da Praia dos Cães, realização de José Fonseca e Costa (1987)
Casino Oceano, realização de Lauro António (1983)
O Delfim, realização de Fernando Lopes (2001)
A Rapariga dos Fósforos, realização de Luís Galvão Teles (1978)
Ritual dos Pequenos Vampiros, realização de Eduardo Geada (1984)
Teatro
Algumas das suas obras foram também levadas à cena.
O Render dos Heróis (1960)
Corpo Delito na Sala de Espelhos
e ao Teatro Radiofónico, como "Uma simples flor nos teus cabelos claros" (EN) e "Balada da Praia dos Cães" (folhetim EN)
Todos lançamentos da
Lançamento: POVOAMENTO, CATOLICISMO E ESCRAVIDÃO NA ANTIGA MACAÉ

POVOAMENTO, CATOLICISMO E ESCRAVIDÃO NA ANTIGA MACAÉ
( SÉCULOS XVII AO XIX)
Márcia Amantino
Cláudia Rodrigues
Carlos Engemann
Jonis Freire
(Organizadores)
200 páginas
Importante publicação que resgata através de fontes eclesiasticas, pesquisa historica envolvendo os aspectos da escravisão na região da cidade de Macaé . O livro é uma coletânea de artigos escritos por pesquisadores que discutem questões relativas ao povoamento, ao catolicismo e à escravidão em Macaé durante os séculos XVII ao XIX, divulgando assim aspectos relacionados à história da região.
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