terça-feira, 18 de agosto de 2009

Orquestra apresenta tango em versão moderna no Paiol


O espetáculo da Orquestra Típica Fernandez Fierro, patrocinado pela Denso e Furukawa, será apresentado às 21h dos dias 21 e 22 de agosto.

Uma das atrações da programação musical de Curitiba, nesta semana, é a Orquestra Típica Fernandez Fierro, formada por músicos argentinos que se dedicam a divulgar o tango com uma nova abordagem. Apesar da formação tradicional, a orquestra apresenta um tango mais moderno e despojado, com pitadas “punk”. O espetáculo será apresentado nos dias 21 e 22 de agosto (sexta-feira e sábado), às 21h, no Teatro Paiol, com patrocínio da Denso e Furukawa.

Com quatro bandoneons, três violinos, viola, violoncelo, contrabaixo, piano e um cantor, a orquestra encontrou uma maneira própria de interpretar o tango, dando novos arranjos para composições tradicionais ou criando as suas próprias canções. Com o sucesso alcançado em turnês internacionais, a orquestra vem renovando a imagem dos espetáculos de tango de Buenos Aires.

Criada em 2001, a orquestra de tango tem quatro CDs gravados. Em 2002 gravou seu primeiro CD intitulado “Envasado en Origen”. Em 2003 lançou seu segundo trabalho discográfico, “Destrucción masiva”. Em 2005 veio o terceiro CD, “Vivo en Europa”, com material do show realizado em Liechtenstein em 2004. Em março de 2006 lançou o DVD “Tango Antipánico”, gravado em 2005 em show na Trastienda Club, em Buenos Aires. Seu quarto CD, “Mucha Mierda”, foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional Argentina e editado em agosto de 2006.

Nesses anos, a Orquestra Fernandez Fierro alternou a produção dos seus discos com shows pela Europa e nas Américas. A partir de 2004 fez três turnês européias, apresentando-se na Itália, Alemanha, Suíça, França, Espanha, Portugal, Holanda e Bélgica. Fez shows no México, Colômbia, Chile Uruguai e Equador. Esteve no Brasil em fevereiro de 2007, quando se apresentou no auditório do Ibirapuera junto com a Orquestra Popular de Câmara (SP). Em maio do mesmo ano fez seu primeiro espetáculo em Nova York.

Doze músicos integram a orquestra: Federico Terranova, Pablo Jivotovschii e Bruno Giuntini (violinos), Juan Carlos Pacini (viola), Alfredo Zucarelli (violoncelo), Yuri Venturín (contrabaixo), Flavio “El Ministro” Reggiani, Eugenio Soria, Pablo Gignoli e Julio Coviello (bandoneons), Santiago Bottiroli (piano) e o cantor Walter “Chino” Laborde.

Serviço: Orquestra Típica Fernandez Fierro Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho Data e horário: dias 21 e 22 de agosto de 2009 (sexta-feira e sábado), às 21h Ingressos: R$ 20

LANÇAMENTO DA AUTORES ASSOCIADOS


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Ensemble Harmoniemusik

Ensemble Harmoniemusik lança CD em

concerto no Museu da Casa Brasileira



Com música de câmera composta no século XVIII para eventos da corte ao ar livre, o Ensemble Harmoniemusik faz concerto de lançamento de seu primeiro CD no domingo, 23 de agosto, às 11h, no terraço do Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Sua formação musical típica se concentra nos instrumentos de sopro, especialmente o oboé, o clarinete, a trompa e o fagote, por suas qualidades de projeção sonora. Integram o conjunto Mônica Lucas e Luciano Pereira (clarinete histórico), Michael Alpert e Flavio Faria (trompa natural), Luis Antonio Ramoska e Mariana Bergsten (fagote clássico), todos tocando instrumentos ainda muito raros no país.

Intitulado “Harmoniemusik – Sexteto de Sopros – Instrumentos Históricos”, o CD gravado com patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura (ProAC) traz obras de grandes mestres do século XVIII, como Mozart e Krommer, e uma obra do compositor Silvio Ferraz.

Programa: Franz Krommer (1759-1831) – Partita em do menor, largo – allegro, adágio, rondo – allegro; Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Serenata em mi bemol maior, K 375, para sexteto de sopros, allegro maestoso - menuetto e trio, adágio, menuetto e trio, finale – allegro; Wolfgang Amadeus Mozart – Harmoniemusik “A Flauta Mágica”, (arranjos de Ch. Stumpf, ca. 1800), Der Vogelfäbger bin ich ja, Bei Männern die Liebe fühlen, Marsch der Priester, Ein Mädchen oder Weibchen.

A apresentação faz parte do projeto Música no Museu, consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.

O nome do conjunto, fundado em 2001, deriva do próprio repertório ao qual o grupo se dedica, uma música de câmera conhecida como harmoniemusik. Ela deu origem, no decorrer do século XVIII, à seção de sopros da orquestra clássica. Com o acréscimo definitivo deste novo colorido ao naipe de cordas já usual desde o século XVII, foi possível o enriquecimento do timbre do conjunto, antes limitado à sonoridade mais uniforme das cordas. É no século XVIII, e em virtude da influência da harmoniemusik, que se criou o conceito clássico de orquestração.

Mônica Lucas - É bacharel em clarinete pela USP. Fez especialização em flauta-doce e em clarinetes históricos no Conservatório Real de Haia, na Holanda. Participou das principais orquestras barrocas da Europa, como Europa Galante (Fabio Biondi) e Concerto Köln, e de conjuntos de música de câmera com instrumentos originais, como o Ensemble Zefiro. Retornou ao Brasil em 1998. Participa regularmente de gravações para a WDR - Westdeutsche Rundfunk - em Colônia (Alemanha), com a orquestra Das Kleine Konzert, sob a regência de Hermann Max, realizando primeiras gravações mundiais de peças do século XVIII, como o oratório Die Vier Letzten Dingen, de Anton Eybler (2003), o oratório Betulia Liberata, de Gotfried Naumann (2004), premiada pela Deutsche Schallplatenkritik, e o oratório Das Durchgang durch das Rote Meer, de Leopold Kozeluch (2005). Doutora em Música pela Unicamp, coordena o Núcleo de Música Antiga da ECA-USP, onde é responsável pela disciplina História da Música.

Luciano Pereira - Nascido em Capivari (SP), iniciou seus estudos de clarinete na Escola Municipal de Música. Graduou-se no Conservatório de Tatuí, em 2000, onde também foi professor. Obteve a menção honrosa no II Concurso Internacional Honorina Barra (Curitiba), na categoria música de câmera, em 1998. Participou, como bolsista da Capes, de masterclass com Walter Boeykens (Bélgica), na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia. É bacharel em Música pela Unesp. Pelo terceiro ano consecutivo, é convidado pela Funarte/Ministério da Cultura a ministrar aulas de clarinete, nos estados de Rondônia, Goiás e Paraíba. Com intensa atividade camerística, tem difundido o repertório do século XVIII, tanto no Ensemble Harmoniemusik como no Duo Sieber (clarinete histórico e fortepiano) com Pedro Persone. Está finalizando sua dissertação de mestrado na Unicamp.

Michael Alpert - Iniciou seus estudos de trompa aos 11 anos. Fez a graduação na Universidade de Boston. Estudou com o trompista David Ohanian (Quinteto de Metais Canadense). Tocou na Orquestra da rádio da Galiléia e na Orquestra da rádio de Jerusalém. Chegou ao Brasil em 1978. Participou da Orquestra Sinfônica Municipal e da Orquestra Sinfônica Estadual. É primeiro trompista da Orquestra Jazz Sinfônica e professor de trompa no Departamento de Música da ECA-USP, onde coordena o setor de eventos de música de câmara. Atua como trompista natural, tendo participado de gravações com os grupos Engenho Barroco, Américantiga e camerata Novo Horizonte. Faz doutorado na ECA-USP.

Flavio Faria - Nascido em São Paulo, iniciou seus estudos musicais no Conservatório Musical do Brooklin, em 1987, com o prof. Mário Rocha. Estudou, ainda, com os professores Zdenek Svab, Ozéas Arantes, Roberto Minczuk, Daniel Havens e Luís Garcia. Participou da Orquestra Sinfônica da Unicamp como primeira trompa. É chefe de naipe da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Teve experiência camerística com diversas formações, como quinteto de metais, quinteto de madeiras e solos com quintetos e quartetos de cordas.

Luis Antonio Ramoska - Natural de São Paulo, estudou fagote no Conservatório Musical do Brooklin com Alain Lacour. Fez parte da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo entre 1985 e 1996, e da Sinfonia Cultura – Orquestra da Rádio e Televisão Cultura. Participou do Festival Internacional de Música Renascentista y Barroca Americana (Missiones de Chiquitos, Bolívia, 2000) e da orquestra liderada pelo violinista Sigiswald Kuijken, no 12º Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora (MG). Atua no grupo Américantiga, tanto com o fagote barroco quanto o clássico. Especializou-se no instrumento com Ricardo Rapoport e Donna Agrell. Estudou a interpretação da música antiga com Ilton Wjuninsky, Ricardo Kanji e Nicolau Figueiredo. É fagotista da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

Mariana Bergsten - Natural de São Paulo, iniciou o estudo de fagote na Escola Municipal de Música com Gustave Busch. Estudou na Universidade Livre de Música com Ronaldo Pacheco. Integrou a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra de Câmara da USP. Ingressou no curso de bacharelado da USP sob a orientação de Fábio Cury. Estudou também com Francisco Formiga. Atuou como solista na Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, Orquestra de Câmara da USP, Orquestra de Cordas da ULM e Orquestra Filarmonia. Integra a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos.

Serviço

Música no Museu – “Ensemble Harmoniemusik”

Domingo, 23 de agosto, às 11h Entrada franca

Duração: 60 min

Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705

Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.org.br

Estacionamento: R$ 10,00

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados

Acesso para pessoas com deficiência.

Visitas monitoradas: 3032-2564

Ópera brasileira é atração na Capela Santa Maria


A ópera “Domitila”, de João Guilherme Ripper, com a soprano Marília Vargas, será apresentada neste fim de semana, com sessões às 20h30 de sexta-feira e sábado (21 e 22).

A ópera brasileira “Domitila”, do compositor João Guilherme Ripper, será apresentada na Capela Santa Maria, neste fim de semana, numa produção que reúne renomados artistas da música erudita e do canto lírico. A soprano Marília Vargas representa a personagem Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, figura marcante e controversa na história do Primeiro Império. O espetáculo, com direção cênica de Carlos Harmuch e direção musical de Vânia Pajares, tem sessões na sexta-feira (21) e no sábado (22), às 20h30. O público também poderá acompanhar o ensaio aberto, que acontece na quinta-feira (20), no mesmo horário.
A produção foi uma das contempladas no edital do programa Ópera Ilustrada, do Fundo Municipal da Cultura. A proposta do programa é tornar acessível ao público o repertório operístico. Nesta peça, Marília Vargas atua num monólogo, com acompanhamento do trio formado por Vânia Pajares (piano), Maria Alice Brandão (violoncelo) e André Ehrlich (clarinete). O cenário é de Alfredo Gomes e a produção de Cristiane Alexandre.
Em “Domitila”, o compositor João Guilherme Ripper pôs em cena o último dia da Marquesa de Santos na côrte – o dia em que ela escreve sua última carta ao imperador e amante Pedro I. Injunções na Casa dos Bragança impuseram ao jovem imperador e viúvo uma nova esposa, mas não a que ele desejava e sim outra escolhida, D. Amélia, de estirpe real. Num trabalho de intensa dramaturgia, Ripper traz à tona a emoção de Domitila, que relembra os momentos em que viveu ao lado de D. Pedro, lendo as cartas que recebeu de seu amado.
O diretor Carlos Harmuch, que vive na Suiça desde 1989, onde é professor da Schola Cantorum Basiliensis, disse que se apaixonou de imediato pela ópera. Após várias pesquisas, concebeu as cenas que agora se materializam na voz de Marília Vargas. Segundo Harmuch, o compositor foi muito feliz na escolha das cartas, pinçadas com minúcia e muito acerto para a composição da dramaturgia do espetáculo.
Vânia Pajares, diretora musical, professora de técnica vocal, canto e ópera studio da Universidade de Campinas, analisa que o compositor usou uma linguagem moderna, porém atraente e melodiosa, unindo a música da época (modinhas, lundus, batuques) a sonoridades modernas, mas sempre com equilíbrio. Com isso, compôs uma obra que agrada a todos. As árias, por exemplo, que têm sido de modo geral banidas das óperas modernas, têm um lugar de destaque na obra de Ripper.
Essa ópera, que em 2000 recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, é obra capital na produção operística contemporânea. Nascido no Rio de Janeiro, João Guilherme Ripper graduou-se e cursou mestrado em composição e regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado nos Estados Unidos. Também foi professor em universidades americanas. De volta ao Brasil em 1998, passou a atuar com importantes orquestras brasileiras. Membro da Academia Brasileira de Música, Ripper é atualmente diretor da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.
Experiência nova – Marília Vargas diz estar encantada com o desafio de representar uma personagem tão complexa e cheia de facetas como é a Marquesa de Santos. Também o fato de estar o tempo todo sozinha em cena é uma experiência nova. A cantora, que iniciou seus estudos com Neyde Thomas e estreou sua carreira no Teatro Guaíra, formou-se na Suíça, e deu impulso à sua carreira com premiações em importantes concursos, participações em festivais e apresentações com grandes orquestras européias.
No Brasil, Marília Vargas tem sido professora convidada de festivais de música. Em 2008, cantou e gravou a obra “Messias”, de Haendel, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o Coro Madrigale, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Foi convidada para repetir o ”Messias” na Sala São Paulo, desta vez com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Na temporada de 2009, lançou um CD com “Canções Paranaenses” e outro com “Modinhas Brasileiras”, em projetos aprovados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba. Ainda este ano, Marília fará parte do elenco da ópera “O Cavaleiro da Rosa”, com a OSESP, e da obra “A Criação”, de Haydn, com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

Serviço: Ópera Ilustrada – “Domitila”, de João Guilherme Ripper, com Marília Vargas. Direção cênica de Carlos Harmuch e direção musical de Vânia Pajares. Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) Datas e horários: Ensaio aberto – 20 de agosto de 2009 (quinta-feira), às 20h30, com entrada franca. Apresentações – 21 e 22 de agosto de 2009 (sexta-feira e sábado), às 20h30. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível) Informações: (41) 3321-2840

Cia de Teatro Falaz


GENINHA DA ROSA BORGES É MADRINHA DE NOVA GERAÇÃO DE ATORES

PLÍNIO PACHECO NETO, GENINHA DA ROSA BORGES E EDUARDO GOMES (foto: Divulgação)

Hoje com 22 atores e 9 jovens no corpo técnico, a Cia de Teatro Falaz foi criada em 2004 por estudantes de teatro. De lá pra cá, além de montar diversos espetáculos a Cia já ministrou oficinas de teatro para 237 jovens e ensinou a parte técnica dos palcos a 43 alunos.
“Temos como padrinhos artísticos a grande atriz de teatro Conceição Camoretti; o ator, diretor e cineasta pernambucano André Pinho; a produtora de teatro Fátima de Carvalho; e, claro, a grande dama do teatro nacional, Geninha da Rosa Borges, uma pessoa muito especial para nós”, revela Eduardo Gomes, um dos diretores da Cia.

COMO SURGIU A NOVA PEÇA
A idéia de montar a peça de teatro “DEU COM A PLEURA!” surgiu durante a leitura dramatizada que Eduardo Gomes fez de doze crônicas do livro de mesmo nome, do escritor pernambucano Gustavo Arruda (Zit Editora), por ocasião do lançamento da obra em janeiro de 2009.
“Com a ótima aceitação da dramatização pela platéia de jovens, adultos, idosos e crianças, nascia um maravilhoso espetáculo de humor popular direcionado a toda a família; sem restrições de classe social e totalmente desprovido de clichês pornográficos ou apelativos para fazer as pessoas rirem”, explica Eduardo Gomes.
Assim, as crônicas do livro foram adaptadas para “textos dramáticos” (escritos com a finalidade de serem dramatizados) por Benedito Serafim e Eduardo Gomes (diretores da Cia. de Teatro Falaz), que convidaram Breno Marlboro e Saulo Costa (também da nova geração de atores pernambucanos) para atuarem com eles na nova peça “DEU COM A PLEURA!”.

SINOPSE DA PEÇA:
Toda a trama da peça “DEU COM A PLEURA!” se passa na periferia de uma cidadezinha afastada da Capital, onde “Tico Cachacinha” (medroso, mas metido a “arrochado”), “Deco Chupa Prego” (brabo e grosso feito “papel de embrulhar prego”) e “Deocrécio Gogó de Ganso” (desenrolado e cheio de “fulerajem”) se encontram no “boteco” de “seu Nado” e vão externando suas impressões sobre os exageros dos costumes modernos da cidade grande, em uma linguagem que prima por valorizar o falar do povo nordestino.

“O espetáculo é uma irreverente sátira social nordestina, na qual a linguagem regionalista (tão bem registrada por Gustavo Arruda em seu livro) representa a maior bandeira de resistência da identidade de um povo que tenta preservar a sua própria riqueza cultural. A pré-estréia (no auditório da Livraria Cultura, dia 17-jul) foi um grande sucesso, com lotação esgotada; assim como a grande estréia (no palco do Teatro Apolo, dia 13-ago), abrindo o "7º Festival Estudantil de Teatro e dança do Recife". Nosso objetivo agora é contactar interessados em patrocinar o espetáculo (cenário, figurino, merchandising, etc), para viabilizar a pauta pelas cidades do Brasil”, conclui Eduardo Gomes.

PRÓXIMA APRESENTAÇÃO: Qua 26-AGO | 20H PEDRA DE TOQUE Shopping Paramirim - Recife (81) 3267-7188

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Faróis Estrábicos na Noite


Faróis Estrábicos na Noite

de Cecília Prada


Número de Páginas: 192

Será lançado dia 17, segunda-feira, pela Editora Bertrand, a obra de Cecília Prada “Faróis Estrábicos na Noite”, o quinto livro de ficção da autora apresenta em seus contos uma proposta tirada de “a gente navega na vida servido por faróis estrábicos” frase de Guimarães Rosa. A autora é conhecida por mostrar os erros fundamentais das idéias que permeiam a sociedade, a família e desviam as pessoas do curso da autenticidade existencial.

A AUTORA
Cecilia Prada, natural de Bragança Paulista, é ficcionista, dramaturga e jornalista profissional (Prêmio ESSO de Reportagem/1980 pela /Folha de S. Paulo/).

Recebeu também vários prêmios de ficção com seus contos em várias antologias, nacionais e estrangeiras. No campo teatral, estreou em Nova York, em 1964, com a peça /Central Park Bench number 33, flight 207/. Escreveu sete peças ao todo, em português e em inglês, algumas encenadas no Brasil.

Foi diplomata de carreira. Hoje vive em Campinas e dedica-se à literatura, ao jornalismo e a traduções.

UM LANÇAMENTO





RESTA POUCO A DIZER – PEÇAS CURTAS DE SAMUEL BECKETT


CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA O PROJETO “RESTA POUCO A DIZER – PEÇAS CURTAS DE SAMUEL BECKETT”



Os Irmãos Guimarães compõem quatro peças curtas e duas performances que dialogam com a obra do dramaturgo irlandês

A CAIXA Cultural apresenta o projeto “Resta Pouco A Dizer - peças curtas de Samuel Beckett”, que estreia na sexta-feira (21) e vai até o domingo (23), no Teatro da CAIXA em Curitiba.

Durante três dias, serão apresentadas quatro peças curtas de Beckett, cujos textos foram especialmente traduzidos por Barbara Heliodora: “Improviso de Ohio”, “Ato sem Palavras II”, “Catástrofe” e “Balanço”. Além disso, a concepção traz duas performances: “Escuridão I” e “Escuridão II”. O projeto conta ainda com a participação especialíssima da atriz Vera Holtz.

Com “Resta Pouco A Dizer”, os irmãos Adriano e Fernando Guimarães dão continuidade à intensa pesquisa sobre Samuel Beckett. Em dez anos de trabalho com a obra becketiana, a dupla montou três segmentos: “Felizes Para Sempre”, “Não Ficamos Muito Tempo... Juntos” e “Todos Os Que Caem”. Apesar do nome, “Resta Pouco A Dizer” mostra que os irmãos ainda têm muito a falar sobre o dramaturgo.


Peças

- “Improviso de Ohio” (1980): No centro do palco, um foco de luz ilumina uma mesa retangular. Sentados à mesa estão dois personagens de aparência idêntica e na mesma posição; são “L”, o leitor e “O”, o ouvinte.
- “Ato Sem Palavras II” (1956): Dois sacos com dois personagens em uma plataforma retangular violentamente iluminada. Eles saem do saco, cada um em sua hora e a sua maneira. Os personagens cumprem uma rotina e têm de realizar suas tarefas durante o mesmo espaço de tempo.
- “Catástrofe” (1982): Toques finais da última cena. Um diretor, sua assistente, o protagonista e um iluminador ensaiam uma peça de teatro. O diretor rejeita constantemente as sugestões feitas por sua assistente e manipula o ator inerte. Escrita para Vaclav Havel.
- “Balanço” (1979-80): Iluminação suave. Em uma cadeira de balanço está uma mulher, prematuramente envelhecida, com um vestido de noite. Enquanto a cadeira balança, ouve-se sua voz gravada.


Sobre os Irmãos Guimarães
Adriano e Fernando Guimarães moram em Brasília, onde fincaram as bases de uma obra que concilia teatro e artes visuais. Eles criaram a Companhia Teatral Gabinete 3 e nestes 20 anos de atividades tornaram-se referência dentro e fora do Brasil. Atuantes, trabalham principalmente com textos de Samuel Beckett, Nelson Rodrigues e William Shakespeare. O projeto “Resta Pouco a Dizer” foi indicado ao Prêmio Shell em 2008, no Rio de Janeiro.

Em artes plásticas realizaram várias exposições, entre elas “Hatboards” e “Blazing Light", no Museum of Installation Art (MOI), em Londres; a instalação "O Metrônomo de Beckett”, na mostra Rede de Tensão, em comemoração aos 50 anos da Bienal, no Paço das Artes; e “Juegos”, no Museo de Arte Contemporânea de Vigo (MARCO), na Espanha.

Em teatro encenaram mais de 40 peças e entre seus prêmios estão: Prêmio Shell de direção, por “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues; Prêmio Sesi para “a melhor encenação de Nelson Rodrigues”, e Prêmio Funarte de Teatro Miriam Muniz.

Sobre Samuel Beckett
Prêmio Nobel de Literatura em 1969, o irlandês Samuel Beckett (1927-1989) foi um dos fundadores do teatro do absurdo e é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de 30 idiomas e reúne poemas, textos em prosa, romances, novelas, contos, ensaios, textos para teatro, cinema, rádio e televisão.

Ficha Técnica

Concepção, Direção e Cenografia: Adriano e Fernando Guimarães

Textos: Samuel Beckett

Tradução: Bárbara Heliodora

Elenco: Alessandro Brandão, Mateus Ferrari, Nathália Mello, Valéria Cristina, William Ferreira

Participação Especial: Vera Holtz

Iluminação: Dalton Camargos

Figurino: Ana Miguel

Projeto Gráfico: Fernanda Ferreira

Cenotécnico: Josenildo Silva

Operador de Luz: Emmanoel Queiroz

Produção Executiva Brasília: Robert Litig

Coordenação de Produção e Administração Cultural: Maitri Produções

Realização: Caixa Cultural

Serviço Resta Pouco A Dizer – peças curtas de Samuel Beckett Local Teatro da CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro) Data: de 21 a 23 de agosto Horário: Sexta-feira e Sábado às 21h e Domingo às 19h Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00 Classificação etária: 14 anos Bilheteria: Fone (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h) Capacidade do teatro: 123 lugares (02 para cadeirantes)

Bate-papo filosófico


Convite para lançamento e bate-papo filosófico com Nicolas Tertulian e Ibaney Chasin







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FLÁVIO GIKOVATE

Confira a agenda de palestras e sessões de autógrafos com FLÁVIO GIKOVATE:

* 02/09/2009 - 18h30 - Livraria Cultura - Conjunto Nacional - São Paulo - SP
* 10/09/2009 - 19h00 - Café Filosófico CPFL - Ribeirão Preto - SP
* 11/09/2009 - 19h00 - Café Filosófico CPFL - Bauru - SP
* 15/09/2008 - 19h00 - Sempre um Papo - Teatro Cemig - Belo Horizonte - MG
* 24/09/2009 - 19h30 - Livrarias Curitiba - Shopping Estação - Curitiba - PR
* 05/10/2009 - 18h00 - Café Filosófico CPFL - IX Congresso da ABQV - São Paulo - SP
* 29/10/2009 - 19h00 - Café Filosófico CPFL - Santos - SP
* 30/10/2009 - 19h00 - Café Filosófico CPFL - Sorocaba - SP
* 18/11/2009 - 19h00 - Café Filosófico CPFL - Caxias do Sul - SP

Arte, ciência e tecnologia em debate na UFRN

Na próxima sexta-feira, dia 21 de agosto, a Universidade
Federal do Rio Grande do Norte promove a palestra
Condição cibrida: design de interfaces
transparentes. A apresentação, que acontece às 15h30,
será comandada por Diana Domingues, doutora em
Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, pós-doutora pelo
ATI, Université Paris VIII e organizadora dos livros Arte
no Século XXI e Arte e Vida no Século XXI.

Após a palestra, Diana Domingues autografa seu novo
trabalho, o livro Arte, Ciência e Tecnologia,
recém lançado pela Editora Unesp em parceria com o Itaú
Cultural. A obra é o resultado do esforço coletivo de
especialistas internacionais em muitas disciplinas,
atuantes em variados campos do conhecimento. Atendendo ao
convite recebido para realizar uma publicação no Brasil,
somada a outras publicações internacionais, em diversos
formatos de textos e material multimídia e em línguas
diversas, eles trabalham com foco histórico na relação
entre arte, ciência e tecnologia.

Organizado pelos professores Fábio Oliveira Nunes e
Miguel Gally, ambos da UFRN, o evento tem o apoio do
Departamento de Artes da UFRN, do Programa de Cooperação
Acadêmica Novas Fronteiras da PUC-RIO/UFRN e do Programa
de Pós-Graduação em Filosofia da UFRN.

O evento é aberto ao público e será realizado no
Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte (Auditório Teatrinho), que fica na
Avenida Senador Salgado Filho, 3000 Campus Lagoa Nova.