segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Bob Esponja chega de boia


Quem comprar o Combo Kids na bomboniere Cinesystem pode levar brinde para casa
 
A partir do dia 05 de fevereiro, quem for assistir à nova aventura do personagem “Bob Esponja - Um Herói Fora D´Água” vai poder levar de brinde um par de boias de braço personalizado na compra de produtos da bomboniere de todos os multiplex da Rede Cinesystem Cinemas em Curitiba e Paranaguá. O brinde está disponível para cada Combo Kids adquirido, mais R$ 10, e se preferir, o cliente pode comprá-lo separadamente por R$ 15. A promoção é válida enquanto durarem os estoques. Em Curitiba, os multiplex da Rede Cinesystem estão localizados nos shoppings Total, Cidade e Curitiba, e em Paranaguá, no Hipermercado Condor.
 
O longa de animação do diretor Paul Tibbitt começa quando o pirata Alameda Jack (Antonio Banderas) enfim consegue encontrar um livro mágico onde todos os planos malignos que escreve se tornam realidade. Entretanto, ele precisa da última página do livro, que está de posse de Bob Esponja, no fundo do mar. Para recuperá-la, Alameda elabora um plano onde o habitat de Bob é destruído. Precisando salvá-lo a todo custo, ele e os amigos Patrick, Sirigueijo, Lula Molusco e Plâncton decidem buscar ajuda na superfície.
 
O primeiro filme da franquia já completou dez anos desde sua estreia. Conhecido por seu humor “no-sense”, o longa traz no elenco, além de Banderas e de participações especiais, todos os dubladores atuais do desenho: Tom Kenny como Bob Esponja, Bill Fagerbakke como Patrick e Rodger Bumpass como Lula-Molusco.
 

CLUBINHO DA CRIANÇA REALIZA FESTA DE CARNAVAL NO GRACIOSA


Os pequenos foliões do Graciosa Country Club tem encontro marcado com a alegria no próximo sábado (7/2). O Clubinho da Criança realiza seu já tradicional baile de Carnaval para as crianças, antecipando as festas do reinado de Momo. O evento acontece das 14h às 17h30, com muitas brincadeiras, diversão e música. A trilha sonora, como não poderia deixar de ser, celebra grandes sucessos dos carnavais passados e do momento. Completando o clima, uma decoração especial foi programada.
Informações no fone 3015-5005 (Ramal: 1383)

Programação semanal James de 04 a 07 de Fevereiro

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
DE 04 A 07 DE FEVEREIRO

QUARTA 04.fev: 22h
DJs residentes Ale Dantas, Claudinha Bukowski e Pablo Busetti.
DJ convidados Just Noise (Edwy e Samuel).
DOUBLE DRINK de destilados nacionais até 0h.
R$ 15.

QUINTA 05.fev: 22h
DJ residente Felipe Rocha.
DJs convidados Felipe Abe (Põe Na Roda)Carol Santos (VU Bar) e André Tomazini (Katy Party).
R$ 15.
   
SEXTA 06.fev: 22h
DJs residentes Ale Dantas e Claudinha Bukowski.
DOUBLE SCREWDRIVER até a meia-noite.
50% DE DESCONTO até a meia-noite.
SHOTS DE TEQUILA, no balcão, ao longo da noite.
R$ 20.

SÁBADO 07.fev: 22h
DJs residentes Ale DantasDenis Pedroso e Celso Ferreira.
DEGUSTAÇÃO DE DRINKS ao longo de toda a noite.
SORTEIO DE VIPS com participação na fanpage do Facebook, a partir das 13h do dia da festa.
R$ 25.

* Todas as infos e releases sobre nossa programação estão disponíveis em nosso sitewww.barjames.com.br.
*PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÃO SEM AVISO PRÉVIO.

Av. Vicente Machado, 894. Curitiba/PR. (41) 3222-1426. Formas de pagamento: Todos os cartões de débito e crédito Amex, Diners, Master, Visa e Visa Vale-Refeição.

PALESTRAS COM EDITH DERDYK NA CAIXA CULTURAL CURITIBA

Artista paulistana que expõe na galeria até o final fevereiro ministra workshop sobre os percursos de sua produção relacionada aos livros de artista


A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, no dia 10 de fevereiro, workshop gratuito ministrado pela artista plástica paulistana Edith Derdyk, em cartaz com a exposição individual Doublet_Páginas Móveis até 22 de fevereiro. Das 14 às 16 horas, Edith fala sobre o percurso histórico de sua produção ligada aos livros de artista. Já o percurso poético será tema da palestra seguinte, das 18 às 20 horas. 

Edith Derdyk foca seu trabalho no permanente diálogo entre a palavra e a imagem, a instalação e a produção de livros de artista, bem como em sua extensa pesquisa sobre o desenho – ela é autora de livros de referência como Desenho. Disegno. Desígnio,Formas de Pensar o DesenhoLinha de Costura, entre outros. A mostra Doublet_Páginas Móveis é mais um desdobramento deste processo de pesquisa e criação artística, em que o desenho será explorado em linhas e grafias sobrepostas.


Obras:
Tendo como núcleo poético e espinha dorsal a produção de “livros de artista”, Edith Derdyk apresenta seis conjuntos de trabalhos realizados com procedimentos distintos – desenho, textos, gravura, fotografia, objeto e vídeo. São eles: “Rasuras”, “Tábula”, “Onda Seca”, “Fôlego”, “Escaninho”, “Páginas_móveis” e “Mesa”, realizados com diversos materiais e técnicas como impressões fine art ou em acrílico, livros, vídeos e instalações.

“Rasuras” é composto por uma série de livros instalados em duas mesas com fac-símiles. Já “Mesa” é também o título de outra obra da artista, produzida em ferro e acrílico com diversos materiais. Os curadores Bruno Mendonça e Rafaela Jemene explicam em texto do catálogo que, para Edith Derdyk, tudo começa na mesa: “Na poesia do fazer, o trabalho artístico emerge, sai da mesa para o mundo e muitas vezes, retorna para mesa; lugar onde é exposto; onde a materialização de um pensamento aparece, onde a linguagem se entrecruza com o espaço”.

“Tábula” é uma série de 90 impressões fine art, a jato de tinta mineral, que reproduzem sobreposições de fotos de várias versões da primeira página do livro do Gênese, extraídas de diversas Bíblias populares compradas em sebos. Sua sobreposição produz um texto ilegível, blocado, uma área escura, quase um buraco na parede.

Há ainda os vídeos “Onda Seca” e “Fôlego”, produzidos pela artista em parceria com o videoartista Raimo Benedetti, e os trabalhos “Escaninho” e “Páginas_móveis”, de poética a ser descoberta e decifrada pelo espectador.

A artista:
A artista plástica, ilustradora, educadora e autora Edith Derdyk nasceu em São Paulo, em 1955. Desde 1981, realiza exposições coletivas e individuais em espaços como o MAM-SP, o MAM-RJ, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo, o Centro Cultural São Paulo, o Instituto Tomie Ohtake, entre outras. No exterior, já esteve em países como México, EUA, Alemanha, Dinamarca, Colômbia, Espanha e França.

Dentre outros prêmios, a artista recebeu o Prêmio Revelação Fotografia Porto Seguro (2004), o Prêmio Bolsa Vitae e o Prêmio APCA (ambos em 2002), e o Prêmio Funarte Artes Visuais (2012). Edith Derdyk foi artista residente no The Banff Centre, no Canadá, em 2007, e na The Rockefeller Foundation, nos Estados Unidos, em 1999. Sua obra faz parte de importantes coleções públicas como a da Pinacoteca do Estado de São Paulo e da Prefeitura de Nurnberg, na Alemanha.


Serviço:
Exposição: Doublet_Páginas Móveis - Edith Derdyk
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Data: até 22 de fevereiro de 2015
Horários: terça-feira a sábado das 10h às 20h e domingo das 10h às 19h
Ingressos: entrada franca
Classificação etária: livre para todos os públicos

Workshop com Edith Derdyk:
Local: Teatro da CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Dia: 10 de fevereiro de 2015 (terça-feira)
Hora: das 14 às 16 horas (percurso histórico da produção) e das 18 às 20 horas (percurso poético). 
Ingressos: entrada franca
Classificação etária: livre para todos os públicos

Mais de 40 mil pessoas para curtir o Carnaval Eletrônico na Marechal



A música eletrônica de Curitiba mostrou sua força e levou mais de 40 mil pessoas para a Marechal Deodoro na tarde de domingo (1º/02). O primeiro CarnaVibe transformou a "Arena Pré-Carnaval em uma grande pista de dança a céu aberto e animou quem acompanhou os DJs Dashdot, HNQO, Rolldabeetz, Aninha e Mateus B das 14h às 20h. Para garantir a segurança dos foliões foi  feita a revista coibindo a entrada de pesoas com garrafa de vidro e ambulantes nas entradas pelas ruas Barão do Rio Branco, Marechal Floriano e pela Rua Monsenhor Celso. Na área delimitada para a “Arena Pré-Carnaval”, 80 seguranças privados atuaram em conjunto com a Guarda Municipal. A Polícia Militar ficou responsável pelo poiliciamento nos arredores do evento.
O presidente da Fundação Cultural de Curiitba, Marcos Cordiolli, comemorou o sucesso do evento. "Estamos antenados com a diversidade cultural da cidade. Além de resgatar as tradições do Carnaval de Curitiba estamos trabalhando com movimentos de vanguarda, como a música eletrônica. A nossa ideia é trazer a população de todos os bairros para ocupar espaços públicos com atrações de gratuitas e de qualidade", afirmou Cordiolli.
Segundo o superintende da FCC, Igor Cordeiro, além de proporcionar maior diversidade para o Carnaval, o CarnaVibe valorizou e reconheceu a cena da música eletrônica de Curitiba, um dos setores culturais e artísticos mais organizados e crescentes da cidade. “Já apoiamos diversos eventos e produtores de música eletrônica. 

Estrutura
A Marechal Deodoro, que voltou a receber o desfile das escolas de samba e o pré-carnaval no ano passado, teve uma organizada estrutura para atender a população. A via foi cercada entre os cruzamentos com a Rua Barão do Rio Branco e Avenida Marechal Floriano e teve entradas e saídas pelas ruas Barão do Rio Branco, Marechal Floriano e pela Rua Monsenhor Celso (veja o mapa). Banheiros químicos foram instalados em toda a extensão da “arena” e também foram reservados espaços adequados para que pessoas com deficiência, idosos e gestantes aproveitassem a festa.
Apoios
O Carnaval de Curitiba 2015 é uma realização da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC). Tem patrocínio da Fusion e apoio cultural da RPCTV, Club Vibe, AIMEC, Paleteria Mexicana, Rádio Banda B e Jornal Batucada.
A programação do Carnaval 2015 está sujeita a alterações. Acompanhe o site da FCC (www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br) para saber mais detalhes e outras atualizações.


Programação (todos os eventos têm entrada franca)

07 de fevereiro – Sítio Cercado – a partir das 15h
08 de fevereiro – Com Orquestra Contemporânea de Olinda na Marechal Deodoro – a partir das 15h


E mais
Baile da Terceira Idade
10 de fevereiro – Salão Azul do Clube Curitibano – 14h
Desfile das Escolas de Samba
14 de fevereiro – Marechal Deodoro – a partir das 18h
Curitiba Rock Carnival
Sábado, 14 de Fevereiro – a partir das 13h
Movie Star Trash (Curitiba)
99Noizagain (Curitiba)
A Carne (Curitiba)
Motorama (Argentina)
Sugar Kane (Curitiba)
Goddamn Gallows (USA)
Man Or Astro Man? (USA)
Domingo, 15 de Fevereiro – a partir das 13h
Phantom Powers (RS)
Interceptor (SP)
Aloha Haole (PI)
The Brown Vampire Catz (Londrina)
The Anomalys (Holanda)
Ovos Presley (Curitiba)
Relespública (Curitiba)
Zombie Walk
15 de fevereiro – saída da Boca Maldita até a Praça 19 de Dezembro – 12h
Apuração do Desfile das Escolas de Samba
15 de fevereiro – Memorial de Curitiba – a partir das 15h
Carnaval Gospel
17 de fevereiro – TUC Galeria Júlio Moreira, Largo da Ordem
Bailes de Carnaval na Regional Bairro Novo
16 e 17 de fevereiro – das 15h às 19h (infantil) e das 20h às 24h (adulto)

FABIANA COZZA CANTA CLARA NUNES NA CAIXA CULTURAL CURITIBA

Cantora revisita repertório da intérprete mineira e ministra workshop gratuito a profissionais que trabalham com a voz



A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 06 a 08 de fevereiro, o show Canto Sagrado, em que a cantora paulistana Fabiana Cozza revisita o repertório de Clara Nunes. O show foi gravado ao vivo em 2013, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, e transformado em CD e DVD. Dentre as músicas, estão GuerreiraDeixa Clarear, Na Linha do MarO Mar SerenouMeu Sapato Já Furou e Juízo Final. A cantora divide o palco com André Santos (baixo), Douglas Alonso (bateria), Henrique Araújo (cavaco e bandolim), Léo Rodrigues (percussão) e Lula Gama (violão).

No dia 5, Fabiana Cozza ministra o workshop A voz do corpo, dedicado a músicos, atrizes, atores, locutores e outros profissionais que usam a voz. O objetivo é proporcionar uma vivência entre corpo e voz, percebidos de forma associada, como um único instrumento.

A cantora:
Com uma trajetória que passa pelo teatro, dança e música, a paulistana Fabiana Cozza é hoje uma das mais importantes intérpretes da música brasileira. Já cantou ao lado de nomes como Elza Soares, Leny Andrade, João Bosco, Zimbo Trio, Francis Hime, Ivan Lins, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e Orquestra Jazz Sinfônica.

No exterior tem sido convidada para se apresentar ao lado de grandes personalidades do jazz internacional, como o saxofonista Sadao Watanabe, do Japão, em países como Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Espanha, Portugal e Chile.

Fabiana Cozza já lançou quatro CDs e dois DVDs. Em 2004, estreou com O samba é meu dom. Em 2007, lançou Quando o céu clarear e, no ano seguinte, o DVD deste trabalho, com participações da cantora Maria Rita e do rapper Rappin Hood. O DVD, um documentário feito em parceria com a TV Cultura, conta a trajetória da artista, sua relação com a música, suas influências e parcerias.

Em 2011, gravou seu terceiro CD – Fabiana Cozza –, pelo qual recebeu o Prêmio da Música Brasileira 2012, na categoria “Melhor Cantora de Samba”. Em 2013, lançou o CD/DVD Canto Sagrado – Uma homenagem a Clara Nunes, gravado ao vivo em São Paulo, que conta com um documentário realizado em Caetanópolis, Minas Gerais, cidade natal da homenageada.

Repertório do show:

- Senhora das Candeias (Romildo Bastos / Toninho Nascimento)
- Tristeza Pé no Chão (Armando Fernandes – “Mamão)
- Guerreira (João Nogueira / Paulo César Pinheiro)
- Minha Missão (João Nogueira / Paulo César Pinheiro)
- Deixa Clarear (Wilson Moreira / Nei Lopes)
- Na Linha do Mar (Paulinho da Viola)
- O Mar Serenou (Candeia)
- Meu Sapato já Furou (Elton Medeiros / Joacyr Joaquim de Santana / Mauro Duarte)
- Bafo de Boca (João Nogueira / Paulo César Pinheiro)
- Lama (Mauro Duarte)
- Pau de Arara (Luiz Gonzaga / Guio de Moraes)
- Feira de Mangaio (Sivuca / Glorinha Gadelha)
- Congada (Romildo Bastos / Toninho Nascimento)
- Ijexá (Edil Pacheco)
- A Deusa dos Orixás (Romildo Bastos / Toninho Nascimento)
- Canto das Três Raças (Mauro Duarte / Paulo César Pinheiro)
- Candongueiro (Wilson Moreira / Nei Lopes)
- Portela na Avenida (Mauro Duarte / Paulo César Pinheiro)
- Conto de Areia (Romildo / Toninho Nascimento)
- Juízo Final (Nelson Cavaquinho / Élcio Soares)

Informações e entrevistas:
Annalice Del Vecchio - (41) 9929-1777

Serviço:
Show: Canto Sagrado - Fabiana Cozza
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Data: 06 a 08 de fevereiro de 2015 (sexta-feira a domingo)
Hora: de sexta-feira a sábado, às 20h, e domingo às 19h 
Ingressos: vendas a partir de 31 de janeiro (sábado), às 12h. R$ 20 e R$ 10 (meia - conforme legislação e correntista CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Workshop A Voz do Corpo
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Data: 05 de fevereiro de 2015 (quinta-feira)
Hora: quinta-feira, das 20 às 22h
Inscrições: gratuitas e devem ser feitas até dia 03 de fevereiro pelo e-mail caixacultural08.pr@caixa.gov.br (vagas limitadas)

sábado, 31 de janeiro de 2015

Casa de Rui Barbosa | Agenda 01-28.02 2015

03.02 a 29.03 
A Casa de Rui Barbosa recebe uma exposição com registros da festividade. Serão expostos na sala de visitas de Rui Barbosa itens como convites para bailes carnavalescos, fotos da folia, exemplares da revista O Malho (1935), manuscritos, letra de samba-enredo, croquis de carros alegóricos e fantasias. Estarão nas vitrines 26 documentos desde 1887 até 1999, ano em que Rui Barbosa foi homenageado pela Escola de Samba G. R. E. S São Clemente. No Museu.  
   
  INFANTOJUVENIL  
  01.02 
domingo, 14h30
Um domingo na Casa de Rui Barbosa
Esta edição tem como tema “Carnaval". A programação infantil inclui contação de história e oficina de confecção de colares e pulseiras. Para os jovens e adultos, visita dramatizada ao Museu Casa de Rui Barbosa. Museu e Jardim. Entrada franca.  
   
  IDEIAS  
  até 19.03
quintas e sábados, 15h Programação de verão no Museu
Atividade especial composta por visitas temáticas conduzidas pela equipe de turismólogos bolsistas do Museu. Museu e Jardim.  
   
  MÚSICA  
  26.02
quinta, 12h30
Música no museu
Em sua edição de fevereiro, a série Música no Museu promove a apresentação Boris Marques (piano) com peças de Bach, Beethoven, Brahms e Schubert no programa. Auditório. Entrada franca.  
   




 
  CHAMADA DE TRABALHOS  
  01.02 a 01.03

VI Seminário Internacional de Políticas Culturais
O setor de Pesquisa de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa comunica que estará recebendo, entre os dias 1 de fevereiro e 1 de março de 2015, propostas para apresentação de trabalhos no VI Seminário Internacional de Políticas Culturais. Serão aceitos somente trabalhos que tenham como foco a área de políticas culturais. O objetivo é a apresentação e a discussão de estudos que promovam a reflexão e o debate entre estudantes, pesquisadores, professores e demais profissionais que atuem ou tenham interesse na área de políticas culturais.  
   
  até 09.03

VII Encontro de Arquivos Científicos
A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI) promovem,
de 24 a 26 de junho, o VII Encontro de Arquivos Científicos. 
O encontro tem como tema central "Gestão de documentos 
e acesso à informação: desafios e diretrizes para as instituições de ensino e pesquisa". Legislação e acesso
aos arquivos de ciência e tecnologia e Atividade de pesquisa e a gestão de documentos. Os interessados em participar devem se inscrever de 2 de março a 15 de maio. 
Serão aceitos trabalhos submetidos até o dia 9 de março. Certificados concedidos para os participantes com 75% de presença. Auditório. Entrada franca.

EMILIANO QUEIROZ AUTOBIOGRÁFICO NA CAIXA CULTURAL CURITIBA


 

Ator interpreta a si mesmo em peça que narra da infância no Ceará até os dias atuais, passando pelos momentos marcantes dos 60 anos dedicados à atuação
 
A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 20 a 22 de fevereiro, a peça Na Sobremesa da Vida, em que o ator Emiliano Queiroz interpreta sua própria história, em um passeio por seus 76 anos – 60 deles dedicados à atuação. O elenco da peça, dirigida por Ernesto Piccolo, conta com Antonio Gomes, Ana Queiroz e Ivone Hoffmann, esposa de Emiliano. O texto de Maria Letícia é uma adaptação da biografia do ator publicada pela Imprensa Oficial de São Paulo para a coleção Aplauso.
 
A peça narra a trajetória do ator desde a infância em Aracati, no Ceará, quando aos quatro anos descobriu que queria ser ator, até os dias atuais. Faz um paralelo com a história do país ao falar de episódios importantes da biografia do ator como, por exemplo, a encenação da peça Navalha na Carne em plena ditadura no Brasil. Ao longo da encenação, o ator relembra inúmeros personagens de sucesso que interpretou no rádio, no teatro, na televisão e no cinema, e que marcaram a dramaturgia brasileira.
 
Os atores Antonio Gomes e Ana Queiroz interpretam diferentes personagens de diferentes épocas, que contracenaram e fizeram parte da vida de Emiliano Queiroz. A peça tem a participação especial de Ivone Hoffmann, e celebra o encontro com Emiliano Queiroz, seu parceiro de palco e vida. Em 1964, os dois encenavam peças de Arthur Miller, em Porto Alegre: ele atuava em Depois da Queda, pela Companhia Maria Della Costa, e ela era bailarina e atriz do espetáculo Feiticeiras de Salém.
 
O ator:
Emiliano Queiroz nasceu em Aracati, no Ceará, em 1938. Foi um dos atores pioneiros da TV Ceará, e depois passou pela TV Cultura e TV Paulista, até chegar à Rede Globo. Entre as inúmeras novelas das quais participou, destacam-se: Senhora do destino (2004); As filhas da mãe (2001); Cambalacho (1986); O Bem-Amado novela (1973) e série (1980); Pai herói(1979), entre outras.
 
No teatro criou personagens antológicos, como Veludo em A Navalha na Carne, e Geni em A Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Dentre as 50 peças em que atuou, também estão O Bem Amado, em que interpretou o Dirceu Borboleta; Engraçadinha, de Nelson Rodrigues;Onde Canta o Sabiá, com Marília Pêra; e a turnê internacional do espetáculo A Dama de Copa e o Rei de Cuba.
 
No cinema, atuou em Independência ou Morte (1972), dirigido por Carlos Coimbra; O Grande Mentecapto (1989) e Tiradenteso filme (1999), no papel do poeta Cláudio Manuel da Costa,dirigidos por Oswaldo CaldeiraO Xangô de Baker Street (2001), dirigido por Miguel Faria Júnior; Madame Satã (2002), dirigido por Karim AïnouzCasa de areia (2005), dirigido por Andrucha Waddington, entre outros.
 
 

Serviço:
Teatro: Na Sobremesa da Vida
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Data: 20 a 22 de fevereiro de 2015 (sexta-feira a domingo)
Hora: de sexta-feira a sábado, às 20h, e domingo às 19h 
Ingressos: vendas nos dias 12 e 13 de fevereiro (quinta e sexta-feira), das 12 às 20h, e a partir de 18 de fevereiro (quarta-feira), às 12h. R$ 10 e R$ 5 (meia - conforme legislação e correntista CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: Não recomendado para menores de 10 anos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Direito de voto A controversa história da democracia nos Estados Unidos de Alexander Keyssar

O Direito de voto
A controversa história da democracia nos Estados Unidos
de Alexander Keyssar





Do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais
unesp - unicamp - puc/sp

Formato: 16 x 23
Páginas: 618
Edição: 1ª
Ano: 2014
Acabamento: Brochura com orelhas
Peso: 940g





Por que os donos do poder político passam a compartilhar esse poder com os outros, milhões de outros, na história moderna, por meio da ampliação do direito de voto? Como isto aconteceu nos Estados Unidos? Por que, no país, esse direito expandiu-se em certas épocas e certos lugares, enquanto se restringiu em outros? Qual é o papel das guerras na ampliação do direito de votar? Estas são algumas das questões que Alexander Keyssar busca responder neste livro, uma crônica da história do direito ao voto nos Estados Unidos do fim do século 18 aos anos 2000.

Registro da evolução das leis que definiram e circunscreveram o eleitorado americano, a obra faz uma narrativa minuciosa acerca dos diferentes modos pelos quais as mulheres, os afro-americanos, os trabalhadores da indústria, os imigrantes e muitos outros grupos adquiriram e, às vezes, perderam o direito de voto. E mostra que as questões que permeiam esse direito caminham juntas às indagações sobre as origens da democracia e os obstáculos ou ameaças à existência desse regime: “A evolução da democracia, assim como a do direito de voto, raramente seguiu um caminho reto e sempre foi acompanhada de profundas contracorrentes antidemocráticas”, escreve Keyssar. “A história do sufrágio nos Estados Unidos é uma história de expansão e contração, de inclusão e exclusão”.

No caso da expansão do sufrágio nos Estados Unidos, o autor mostra que ela foi lenta, e gerada por diversas forças e fatores chave, alguns dos quais celebrados há muito tempo por estudiosos e jornalistas, como a dinâmica de acordos fronteiriços, a emergência de partidos políticos concorrentes, o crescimento das cidades e da indústria, o florescimento dos ideais e convicções democráticas e a campanha efetiva de mobilização por parte dos próprios grupos sem direito ao voto.

As principais expansões do sufrágio na história americana, no entanto, aconteceram durante ou como consequência de guerras. Os exércitos deviam ser recrutados quase sempre das chamadas classes inferiores da sociedade, mas não se podia obrigá-las a pegar em armas enquanto lhes era negado o direito ao voto. Ao lado disso, guerras demandavam mobilizar o apoio popular, ou seja, tornar politicamente influente qualquer grupo social excluído do sistema político.

Os Estados Unidos chegaram aos anos 1960, quando a maioria dos afro-americanos não podia votar no Sul,com grandes restrições ao direito de voto. Até 1920 as mulheres eram impedidas de votar na maior parte das jurisdições. E, por muitos anos, os imigrantes asiáticos foram privados do direito de voto porque não podiam tornar-se cidadãos, ao mesmo tempo que  mesmo entre nativos americanos era muito mais frequente a ausência do que a existência desse direito. “Apesar de seu papel pioneiro na promoção dos valores democráticos, os Estados Unidos foram um dos últimos países no mundo desenvolvido aatingir o sufrágio universal”, escreve Keyssar.






O direito de voto: a controversa história da democracia nos Estados UnidosEscrita pelo historiador Alexander Keyssar, da Harvard University, publicação premiada ganha edição em português 

Com uma palestra intitulada “O direito de voto e a recente (e próxima) eleição nos Estados Unidos”, o historiador Alexander Keyssar, professor titular de História e Política Social da Harvard University, lançou em São Paulo o seu livro O direito de voto: a controversa história da democracia nos Estados Unidos.
Em 2001, ano seguinte ao lançamento na América do Norte, a obra – cujo título em inglês é The right to vote: the contested history of democracy in the United States – recebeu prêmios da American Historical Association e da Historical Society, dos Estados Unidos, além de figurar entre as finalistas para o Pulitzer Prize e o Los Angeles Times Book Award. A edição brasileira se baseia no texto revisado de 2009.
No Brasil a convite do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu) – financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) –, Keyssar iniciou a sua palestra comentando o resultado das eleições legislativas norte-americanas ocorridas no início de novembro, que deram aos republicanos o controle do Senado e aumentaram sua maioria na Câmara.
“A participação foi extremamente baixa: 36% dos eleitores votaram e os republicanos receberam 52% dos votos. Fazendo a conta, 52% de 36% significam que a maioria republicana foi obtida com apenas 18,5% dos eleitores. Foi um voto predominantemente protestante e masculino”, disse.
Segundo o historiador, além do baixo comparecimento às urnas, um aspecto notável dessa campanha foi o montante de dinheiro investido. “Houve um aporte sem precedentes. Dinheiro não das campanhas oficiais, não dos partidos, não dos candidatos, mas de outras organizações, muitas vezes secretas. Dinheiro de corporações. Especialmente em alguns estados ocorreram verdadeiras inundações desse tipo de dinheiro. E não foi uma eleição presidencial. Enormes quantidades de dinheiro foram investidas na compra de horários na televisão”, afirmou. Aqui, é preciso lembrar que não existe horário eleitoral gratuito nos Estados Unidos.
Outro fator evidenciado, segundo ele, foi o conflito legal e político sobre quem podia e quem não podia votar. Em muitos estados, até 10 dias ou uma semana antes das eleições, não estava claro que leis regeriam o direito de voto.
“Havia a lei exigindo que os eleitores mostrassem uma identificação com fotografia. No Texas, por exemplo, onde a exigência de identificação fotográfica é muito estrita, carteiras de estudantes universitários com fotografias não foram aceitas como documentação de identificação, mas licenças para dirigir veículos sim. Então houve casos de pessoas que não puderam votar porque haviam ficado incapacitadas de guiar e, por isso, não tinham renovado suas carteiras de motorista”, exemplificou Keyssar. Diferentemente do que ocorre no Brasil, não existem, nos Estados Unidos, documentos como a carteira de identidade e o título de eleitor.
O historiador enfatizou que os empecilhos observados nas últimas eleições norte-americanas não constituem exemplos pontuais. Conforme argumentou, o país possui várias barreiras para impedir o direito de voto.
Enquanto as eleições brasileiras são realizadas em geral aos domingos, as norte-americanas ocorrem durante a semana, em dias de trabalho normal, o que prejudica o comparecimento dos eleitores aos locais de votação. Em alguns estados, o fato de a pessoa ter cometido algum crime faz com que ela perca o direito de voto para o resto da vida, mesmo depois de ter cumprido sua pena e ter sido reintegrada à sociedade. “De uma maneira ou de outra, são colocados obstáculos no caminho que leva as pessoas ao voto”, resumiu.
“A justificativa oficial para alguns desses obstáculos é que eles se destinam a impedir fraudes. Mas o que realmente fazem é impedir que certos segmentos da sociedade votem. São segmentos basicamente constituídos por pessoas pobres – em especial os idosos e os jovens pobres. Pessoas que não têm carteiras de motorista nem passaporte”, disse.
De acordo com a análise do professor, há apenas um tipo de fraude que a apresentação da identidade poderia prevenir, que é a pessoa tentar se passar por outra – aquilo que, em inglês, é chamado de impersonation fraud (‘fraude de representação’).
Mas, segundo ele, esse é um crime praticamente inexistente nos Estados Unidos. “No estado de Indiana, que aplica estritamente essa lei, não foi constatado um único caso como esse em 50 anos”, ironizou.
A crise da eleição presidencial de 2000
Keyssar apontou como uma das causas dessa obstrução do voto em épocas recentes o ensinamento proporcionado pela eleição presidencial de 2000. Naquela ocasião, embora o candidato democrata Al Gore tenha obtido a maioria dos votos populares, com uma margem de mais de 500 mil votos sobre o republicano George W. Bush, foi este que conquistou a Presidência, graças à sua controversa vitória no estado da Flórida.
Com os 25 votos da Flórida, Bush suplantou Gore no Colégio Eleitoral. E o resultado, que repercutiu fortemente no mundo durante oito anos seguidos, foi conseguido com apenas cerca de 500 votos a mais na Flórida.
“Isso trouxe para os políticos profissionais e para os líderes partidários o entendimento de que cada voto de fato conta. E não apenas cada voto que o seu candidato recebe, mas, igualmente, cada voto que o adversário deixa de receber. Daí o interesse em obstruir os potenciais eleitores do adversário. Após 2010, os republicanos assumiram o controle de vários governos estaduais e utilizaram essa posição para mudar as leis de acordo com suas conveniências”, afirmou Keyssar.
A eleição presidencial de 2000 representou a mais grave crise do sistema eleitoral norte-americano, de acordo com o historiador. Além da contradição entre o voto popular (baseado no princípio “uma pessoa, um voto”) e a composição do Colégio Eleitoral (que favorece as áreas culturalmente mais atrasadas do país), houve várias acusações de fraude na Flórida, então governada pelo irmão de George W. Bush, John Ellis Bush, mais conhecido como “Jeb”, provável candidato republicano às eleições presidenciais de 2016.
A secretária de estado da Flórida, Katherine Harris, responsável pela administração das eleições em âmbito estadual, era também copresidente da campanha de Bush.
Segundo Keyssar, as fraudes teriam ocorrido tanto no processo de votação quanto na contagem dos votos, com indícios de discriminação racial e exclusão de comunidades pobres e de minorias. O tema é analisado no nono capítulo do livro.
Após prolongado embate judicial entre os dois concorrentes, a controvérsia foi encerrada com a decisão da Suprema Corte, ordenando a suspensão da recontagem dos votos da Flórida, com base no artigo 2, inciso 1, da Constituição norte-americana, que diz: “Cada estado nomeará, do modo que seu legislativo disponha, certo número de eleitores”.
Isso significava que, mesmo que Gore tivesse recebido a maioria dos votos populares na Flórida, isso não lhe asseguraria os 25 representantes do estado, pois a decisão final caberia ao Legislativo estadual (então, majoritariamente republicano).
De acordo com cinco juízes da Suprema Corte, o texto da Constituição indicava claramente que “o cidadão individual não tem o direito constitucional federal de votar em eleitores para o presidente dos Estados Unidos, a menos que e até que o Legislativo do estado escolha uma eleição em âmbito estadual como meio de executar seu poder de nomear os membros do Colégio Eleitoral”.
“Muitos norte-americanos se surpreendem quando eu digo isto, mas o fato é que o direito de voto não está assegurado pela Constituição dos Estados Unidos”, comentou Keyssar.
Há vários motivos para tanto, explicou o historiador. Um foi que não estava claro, na época da redação da Constituição, se o voto era realmente um direito ou um privilégio. Outro, que a decisão sobre quem poderia votar ou não foi deixada para os estados. Assim, em vez da criação de um sistema nacional, adotou-se um quadro completamente descentralizado acerca dos direitos eleitorais.
Expansões e contrações da democracia
O contraditório encadeamento de causas e efeitos que conecta esse ato fundador à contemporaneidade é o fio condutor do livro de Keyssar. No decurso da história norte-americana, houve momentos de expansão real da democracia, como a inclusão da 15ª emenda à Constituição, que, em 1869, após a devastação causada pela Guerra Civil, estendeu o voto à população negra, estabelecendo que o direito dos cidadãos dos Estados Unidos ao voto não seria “negado ou reduzido pelos Estados Unidos ou por qualquer estado por motivo de raça, cor ou condição prévia de servidão”.
E momentos de contração democrática, como o ocorrido nos estados do Sul entre 1890 e 1905, quando, sem violar abertamente a 15ª emenda, uma série de modificações nas leis eleitorais foram feitas de modo a excluir os afro-americanos: instituição de taxas eleitorais a serem pagas; imposição de um teste de alfabetização exigindo dos potenciais eleitores a demonstração de que poderiam compreender e interpretar a Constituição; requisitos de residência por longo tempo na área da circunscrição eleitoral; cassação de direitos eleitorais para homens condenados por delitos menores como vadiagem e bigamia.
Uma forma ardilosa de impedir o voto dos negros foi criar as chamadas “Primárias Brancas” (“White Primaries”). Para votar nas eleições primárias para candidatos do Partido Democrata (que era, então, a força política mais conservadora e dominante no Sul), a pessoa devia ser branca e não imigrante. O argumento utilizado pelos racistas era de que, por se tratar de eleições primárias, a 15ª Emenda não se aplicava.
“O que é menos conhecido”, disse Keyssar, “foi que no Norte houve um movimento similar contra trabalhadores, imigrantes e pessoas pobres em geral”.
O historiador procurou evidenciar os mecanismos econômicos, sociais, políticos e culturais subjacentes a esse vaivém dos direitos. Como, por exemplo, o crescimento da classe trabalhadora e a chegada maciça de 25 milhões de imigrantes no período compreendido entre o fim da Guerra Civil e a Primeira Guerra Mundial.
Esses imigrantes, escreveu no livro, eram “homens e mulheres que não falavam inglês, cujas culturas eram estrangeiras, a maioria dos quais era católicos ou judeus”. E acrescentou: “Aos olhos de muitos norte-americanos da velha cepa, essa massa de trabalhadores imigrantes constituía um acréscimo indesejável ao eleitorado”.
Segundo projeção feita pelo Census Bureau, a agência responsável pelas estatísticas populacionais nos Estados Unidos, a atual minoria, constituída por cidadãos de origem negra, hispânica, asiática etc., será maioria por volta do ano de 2042. Resta saber como um sistema eleitoral historicamente moldado pelos interesses da elite branca será impactado por essa nova realidade.