sexta-feira, 15 de agosto de 2008

MOÇADA BOA CHEGANDO NA CHUVA DAS GLOBALETES DO KIKITO


BOA SORTE NA CAÇADA EM GRAMADO !
Falando sério. Pessoal da melhor honestidade musical. Confira !

Sobre Gente Boa da Melhor Qualidade

Gente Boa da Melhor Qualidade começou suas atividades no início de 1997, em Curitiba, quando alguns integrantes da banda Woyzeck e amigos se reuniram com o admirável intuito de reviver a chamada Época de Ouro da música brasileira – período de 1930 a 1945, quando nossa música se tornou mais popular, menos lírica e européia.

O grupo selecionou artistas como Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Aracy de Almeida, Geraldo Pereira, Adoniran Barbosa, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues – gigantes da história da música no Brasil, mas que hoje são desconhecidos.

Contando com esse time de compositores, Gente Boa tem seguido de salão em salão, de bar em bar, passando por praças públicas, teatros (Fernanda Montenegro, Paiol, Sesc da Esquina, Reitoria-UFPR), pelo Memorial de Curitiba, alguns casamentos, inúmeras festas e churrascos, bailes, saraus, rodas de samba, festivais (TV Paranaense, Festival de Inverno UFPR em Antonina), cantando o que há de melhor na história da produção musical do Brasil. A banda é formada pelos músicos Guto Gevaerd (violão e voz), André Scheinkmann (pandeiro e voz), Paulo Marques (violão sete cordas e voz), Douglas Diapp (cavaquinho e voz), Luciano Moser (voz, percussão), Caio Marques (voz, cuíca) e Marcelo Costa (percussão e voz).

Algumas das nossas interpretações: Perdoa (Paulinho da Viola); Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues); Fita Amarela, Você vai se quiser (Noel Rosa); Folhas Secas (Nelson Cavaquinho); A voz do morro (Zé Kéti); Escurinho (Geraldo Pereira); O Sol Nascerá (Cartola), Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa)..

Apesar de as músicas serem antigas, nosso público é formado basicamente por jovens que, ao entrarem em contato com estas composições, são levados a conhecer melhor e a apreciar a boa música brasileira.

Gente Boa da Melhor Qualidade preza em seguir os arranjos originais, levando ao público um pouco de saudosismo e muita alegria.


Membros da Banda Marcelo Costa - Tantan, voz
André Scheinkmann - Pandeiro, voz
Guto Gevaerd - Violão, voz
Paulo Marques - Violão 7 cordas, voz
Douglas Diapp - Cavaquinho, voz
Luciano Moser - Voz, percussão
Marcelo Oliveira - Clarinete, Flauta
Osmário Estevam - Trombone


http://www.myspace.com/genteboasamba CONTATO email: genteboasamba@gmail.com







Paulinho Tapajós canta sábado no Paiol

Autor de sucessos como Andança e Sapato Velho,

Paulinho Tapajós faz única apresentação no Paiol



Cantor, compositor, instrumentista e escritor, Paulinho Tapajós está completando 40 anos de carreira. Para comemorar a data, lança neste sábado (16), às 21h, no Teatro Paiol, o CD Preparando a Canção. Ele aproveita para relembrar seus grandes sucessos como Andança, Sapato Velho, Cantiga por Luciana. Participação especial do violonista Marcelo Lessa, cuja parceria já resultou em dois CDs: Viola Violão, de 2005, e Par ou Ímpar, de 2006.

Paulinho Tapajós tem mais de 250 músicas gravadas, com mais de 1200 regravações, registradas nas vozes de Elis Regina, Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Maria Bethânia, Zizi Possi, Clara Nunes, Beth Carvalho, Nara Leão, Leila Pinheiro, entre outras. Assinou diversas parcerias, dentre elas com Cartola, Ivan Lins, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Sivuca, Cláudio Nucci, Danilo Caymmi, Tavito e Nonato Busar.

De suas composições mais famosas destaca-se Andança (parceria com Danilo Caymmi e Edmundo Souto), sucesso imediato assim que foi defendida no III Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, em 1968. No ano seguinte, Cantiga por Luciana (Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), defendida por Evinha no IV Festival Internacional da Canção, conquistou o primeiro lugar na fase nacional e na fase internacional do certame. Sapato Velho (Cláudio Nucci, Mu Carvalho, Paulinho Tapajós), com o grupo Roupa Nova, faz parte do elenco de sucessos. Recentemente Maria Rita gravou Menininha do Portão.

Carreira – Paulinho Tapajós lançou seu primeiro disco solo em 1972. Em 1981 chegou às lojas com Amigos e Parceiros, tendo participações de Beth Carvalho, Toquinho, Sivuca, Fagner, Ivan Lins e Carlinhos Vergueiro. Em “Coração de Poeta”, de 1996, regravou sucessos com convidados outros ilustres: Fagner, Chico Buarque, Claudio Nucci, João Nogueira e Ivan Lins entre outros. Reencontro, de 1998, traz as participações de Ivan Lins, Beth Carvalho, Velha Guarda da Mangueira e Golden Boys. Seu último trabalho, Preparando a Canção, a exemplo dos anteriores, reúne artistas consagrados como: Beth Carvalho, Claudia Telles, Danilo Caymmi, Márcio Lott e Marcello Lessa.



Marcello Lessa – A parceria entre Paulinho e o violonista Marcello Lessa rendeu até agora dois CDs elogiados pela crítica: Viola Violão (2005) e Par ou Impar (2006). De formação erudita, Lessa estudou no Conservatório Brasileiro de Música. Integrou o grupo Conversa de Cordas, com o qual gravou três CDs e ganhou diversos prêmios. Em 1986, em parceria com Paulo Emílio, compôs o samba-enredo da Salgueiro: Tem que tirar da cabeça aquilo que não se pode tirar do bolso , que recebeu nota 10 e levou a escola ao 5º lugar no carnaval daquele ano.

Lessa trabalhou Roberto Menescal, Cláudia Telles, José Messias e Andréa Montezuma. Em 2000 lançou seu primeiro CD solo, Vento Bandoleiro, com ótima aceitação da crítica especializada. Apresentou-se com Billy Blanco, Dóris Monteiro, Sonia Delfino, Claudia Telles, Cláudio Nucci e Moacyr Luz entre outros.

O show de Paulinho Tapajós e Marcelo Lessa é uma produção conjunta de Alvaro Collaço Produções e Vander Produções, com apoio do Hotel Paraná Suíte e do Restaurante Beto Batata. O show acontece dia 16 de agosto, sábado, no Teatro do Paiol. Ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), à venda na bilheteria do Teatro, a partir das 13h. Informações pelo fone 3213-1340.





Serviço:

Paulinho Tapajós e Marcello Lessa

Data e horário: 16 de agosto, às 21 horas.

Local: Teatro Paiol – Praça Guido Viaro, s/n.º

Entrada: R$ 20,00 e R$ 10,00

Informações: 3213-1340

Canja de Viola retorna aos palcos do TUC

O tradicional encontro de violeiros, cantores, duplas, conjuntos musicais caipiras volta ao TUC partir deste domingo, às 15h.



A série Canja de Viola, cartaz permanente do TUC (Teatro Universitário de Curitiba) por 22 anos, voltará a ser apresentado no próximo domingo (17), a partir das 15 horas. Em 2007, devido à reforma do teatro, o projeto passou a ser realizado em outros espaços, como o Memorial de Curitiba e o Conservatório de MPB. Os organizadores calculam que cerca de 35 artistas participem da estréia.

O mais tradicional ponto de encontro de cantores, violeiros, duplas e conjuntos de música caipira de Curitiba tem história. Por ali passaram centenas de nomes, muitos deles começando uma carreira de sucesso.

Meia-hora antes do início do espetáculo serão abertas as inscrições para os candidatos que desejarem se apresentar. Todos são aceitos. Até 2004, o programa foi dirigido pelo ator e diretor teatral Paquito Modesto, mentor da Canja de Viola e um dos maiores entusiastas da preservação das raízes musicais sertanejas.

Nessas duas décadas, o Canja de Viola se mantém como uma manifestação espontânea da comunidade e dos artistas, que todos os domingos lotam o TUC e transformam a Galeria Júlio Moreira, no Largo da Ordem, num espaço de ensaios e improvisações.

Os próprios artistas se encarregam de organizar e conduzir os espetáculos. Vários já ficaram no comando das apresentações contando piadas, cantando suas modas e descobrindo novos talentos: Jangadeiro, Elza de Oliveira (a Estrela D’Alva), Campanal e agora a dupla Gaúcho e Caximbo.



Serviço:

Canja de Viola

Data: 17 de agosto, das 15h às 18h

Local: TUC (Galeria Júlio Moreira)

Entrada franca

O Vampiro de Curitiba

Para Dalton Trevisan


O sábio vampiro de Curitiba faz aniversário

Ou é o Dalton; ainda em vice versos & prosas?

Os tantos contos epigramáticos da boca maldita

Enletram o cinismo social com lacônica ironia

Porque a festa junina de Dalton é ele mesmo

Quando nasceu e além da fogueira das vaidades

Solta rojões com tópicos frasais e buscapés literais

Registrando algumas barbaridades de seu tempo

Ai de ti Curitiba, Paraná, pelo próprio Dalton

Pelo Leminski, pelo Wilson Bueno, pelos polacos

E nicolaus; mais a saudade do férreo Jamil Snege

E contações rueiras de um proseador com esmeril

Prosa cortada com lâmina enferrujada de sangue

No maçarico das palavras, hortências, que Trevisan

Vampiriza nas soldas e arames sem nódoas letrais

Retratos polaróides em preto e pranto de Curitiba

De tudo o que o aniversariante portentoso apura

Do qual todo pé-vermelho se orgulha, é super fã

É saber que na verdade o escritor Dalton Trevisan

Como um bom vampiro literário não faz anos, dura.




por

Silas Correa Leite

16 de Agosto - Aparecimento de Sri Balarama!


Foto de uma escultura do Século X de Sri Balarama, que se encontra nos Templos Sasbahu, em Udaipur.


“Krishna então falou para Seu irmão mais velho, Balarama: ‘Meu querido irmão, Você é superior a todos nós, e Seus pés de lótus são adorados pelos semideuses. Veja só como estas árvores cheias de frutas se curvaram para adorar Seus pés de lótus. Parece que assim elas tentam sair das trevas de terem sido obrigadas a aceitar a forma de árvores. De fato, as árvores nascidas em Vrindavana não são entidades vivas comuns. Elas estão nesta condição de vida estacionária por terem defendido o ponto de vista impessoal em suas vidas passadas, mas agora elas têm a oportunidade de vê-lO em Vrindavana e oram por mais avanço na vida espiritual, aproveitando-se da associação pessoal com Você. De modo as árvores são entidades vivas no modo da escuridão e os filósofos impersonalistas estão nesta escuridão, mas eles a erradicam tirando pleno proveito de Sua presença. Acho que os zangões que estão zumbindo ao Seu redor foram Seus devotos em vidas passadas. Eles não conseguem deixar Sua companhia, porque ninguém pode ser um senhor melhor e mais carinhoso do que Você, que é o Deus supremo e original. Esses zangões tentam difundir Suas glórias através do canto constante e acho que alguns deles devem ser grandes sábios, devotos de Sua Onipotência, que estão disfarçados de zangões porque são incapazes de abandonar Sua companhia sequer por um momento. Meu querido irmão, Você é a suprema Divindade adorável. Veja só como os pavões estão dançando em Sua frente com grande êxtase. Os veados, cujo comportamento é igual ao das gopis, estão Lhe dando boas-vindas com o mesmo afeto. E os cucos que moram nesta floresta recebem-nO com grande júbilo porque consideram muito auspicioso Você ter vindo até a casa deles. Embora sejam árvores e animais, estes moradores de Vrindavana estão glorificando-O e estão dispostos a acolhê-lO da melhor maneira que podem, como é a prática das grandes almas ao receberem em casa outra grande alma. Quanto à terra, ela é tão piedosa e afortunada que as pegadas de Seus pés de lótus estão marcando seu corpo.’

‘É muito natural para estes habitantes de Vrindavana receber assim uma grande personalidade como Você. As ervas, trepadeiras e plantas também são afortunadas de poderem tocar em Seus pés de lótus. E por Você tocar em seus ramos, estas plantinhas também se tornam gloriosas. E a respeito das colinas e rios, eles também são gloriosos porque Você está olhando para eles. Acima de tudo, as meninas de Vraja, as gopis, atraídas por Sua beleza, são as mais gloriosas, porque Você as abraça com Seus braços fortes.’"

- Trecho do Cáp. 15 do livro "Krishna, A Suprema Personalidade de Deus", escrito por Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, disponível em áudio MP3 gratuitamente aqui: http://pt.krishna.com/main.php?id=399.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

MEIO SOL AMARELO



de Chimamanda Ngozi Adichie

Páginas - 504

Filha de uma família rica e importante da Nigéria, Olanna rejeita participar do jogo do poder que seu pai lhe reservara em Lagos. Parte, então, para Nsukka, a fim de lecionar na universidade local e viver perto do amante, o revolucionário nacionalista Odenigbo. Sua irmã Kainene de certo modo encampa seu destino. Com seu jeito altivo e pragmático, ela circula pela alta roda flertando com militares e fechando contratos milionários. Gêmeas não idênticas, elas representam os dois lados de uma nação dividida, mas presa a indissolúveis laços germanos - condição que explode na sangrenta guerra que se segue à tentativa de secessão e criação do estado independente de Biafra.

Contado por meio de três pontos de vista - além do de Olanna, a narrativa concentra-se nas perspectivas do namorado de Kainene, o jornalista britânico Richard Churchill, e de Ugwu, um garoto que trabalha como criado de Odenigbo -, Meio sol amarelo enfeixa várias pontas do conflito que matou milhares de pessoas, em virtude da guerra, da fome e da doença. O romance é mais do que um relato de fatos impressionantes: é o retrato vivo do caos vislumbrado através do drama de pessoas forçadas a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição.

"Um marco na ficção, no qual a prosa clara e despretensiosa delineia nuances de modo absolutamente preciso." - The Guardian

Um lançamento da

CIÊNCIAS MORAIS


de
Martín Kohan

Páginas - 192


Meros vinte anos, pouco estudo e ainda menos experiência, María Teresa parece talhada para o emprego: como inspetora do tradicionalíssimo Colégio Nacional de Buenos Aires, fundado e freqüentado pelos próceres da nação argentina, basta-lhe rezar pela cartilha do regulamento interno, feito de proibições e repetições, distâncias e medidas, que parecem se tornar ainda mais rígidas pela atmosfera pesada que reina nos anos finais da ditadura militar argentina.

Nesse ambiente claustrofóbico, destaca-se a figura do senhor Biasutto, chefe dos inspetores, vulto obscuro e autoritário, redator de "listas" afamadas, cujo significado a protagonista não discerne de todo. Para agradar a essa figura que lhe parece protetora e viril ao mesmo tempo, a inspetora dá o melhor de si na tarefa de controlar os desvios - reais ou imaginários - dos alunos.

Num universo em que tudo é proibido e, por conseguinte, tudo é transgressão, María Teresa cai aos poucos numa espiral vertiginosa, feita de suspeita, vigilância, controle, mas também de curiosidade, perversão e prazer. Nesse trajeto e nesse colégio que é um microcosmo do país, María Teresa viverá - e viverá na própria carne - as vicissitudes e as tribulações da Argentina no ano de 1982, em que a ditadura militar aposta suas últimas fichas na invasão das ilhas Malvinas.

um lançamento da

LANÇAMENTOS JUVENÍS DA CIA DAS LETRAS

Confira em

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

LANÇAMENTO IMPERDÍVEL DA UNESP

Rogéria Holtz – A Nova Jóia Preciosa da MPB de Vanguarda

Rogéria Holtz é o nome da vez, o som da hora. Sorte nossa. Em tempos de Zeca Baleiro, de Carlinhos Brow, de Arnaldo Antunes e outros tantos novidadeiros, ela pinta o seu nome nas concorridas paradas ainda marginais de abençoados becos líricos, desses vários brasis gerais tão rítmicos, de onde saíram os ex-malditos Gonzaguinha, Milton, Jards Macalé e outros tantos do mesmo naipe e diapasão, alguns até que acabaram não descolando como a Regina Tatit do antigo Lira Paulistana que não quis encarar carreira solo, e agora Rogéria Holtz pinta nesse palco iluminado pra ficar, sabendo o que quer, o que é, o que somatiza por excelência no seu espírito inovador.

Tem hora que o timbre de Rogéria Holtz lembra a saudosa Maysa Gata Mansa, tem hora que – ai de nós! – lembra a Pimentinha Elis com sua braveza vocal, mas, tem hora mesmo que você não acredita em tudo o que está ouvindo, se deliciando e curte a gratíssima surpresa: bela voz, repertório inteligente, arranjos espetaculares, inovadores. Ai de ti Curitiba - Ora direis, Ai de ti Itararé!

Blues ela canta como ninguém. Esse é o filão que ela ainda tem que encarar pois é sua praia, um ramo que tem tudo ver com o seu timbre, seu jeito todo próprio de ser, de entoar-se. Lembra muito Etta James pela energia, Ângela Ro Ro pela emoção, Leila Pinheiro pelo pique, mas é muito melhor ainda num soma melhor do que essas. Quando canta balada triste, coloca a alma nas canções que enleva. Quando embola um ritmo pulsante, é show vocal, tem técnica e pulsa as cantatas. Sabe das coisas. Talento e qualidade que assusta até. Repertório corajoso com compositores de alta estirpe, de Rita Lee (por acaso no Lumiar) a Zeca Baleiro, claro, e Alice Ruiz, Itamar Assunção, Beto Guedes, Egberto Gismonti e novíssimos letristas craques de eras novas. Intérprete de qualidade é outra coisa: saca sempre safra novíssima e rebelde porque é isso mesmo que vale a derrama de mantras-banzos-blues.


Agora que o bundalelê generalizado esfriou o desarranjo do Axé bocó: agora que a Bahia revisita conceitos rítmicos por vieses novos que já não parem tantas Ivetes Sangalos por atacado, o Paraná – sempre na vanguarda lítero-cultural-musical - perolizou a brava música de vanguarda e trouxe a tona, oriunda de Itararé-SP (terra-mãe do premiadíssimo Maestro Gaya), essa jóia preciosa que é Rogéria Holtz, e que, além de muito bonita, literalmente/musicalmente interpreta mesmo com afinco, sem chiliques ou modismos, mas com total conhecimento de ofício por talento fora de série, algo bossa and blues, códigos que parecem tocar um céu todo e inteiramente seu quando canta. Poetas reconhecem as musas da arte sonora, quando ouvem o espírito ancestral da música...

Rogéria Holtz é tudo isso e muito mais. Está no excelente cede (o atual) Acorda (totalmente independente!) e no site www.rogeriaholtz.com.br onde aparecem os prêmios (vários) e elogios importantes pruma carreira já consumada, mas ainda em franca ascensão, pois ela vai dar muito o que falar, e o que cantar assim, claro, pois o Brasil nesses tempos em que a fé e a esperança venceram, precisa renovar seu repertório de musas musicais também. Trabalhou em comerciais, fez faculdade, viajou pro exterior, apresentou jornais em Curitiba onde mora desde 1983, já ganhou por lá três prêmios de melhor intérprete, foi aclamada em festivais de MPB, sua voz de contralto mistura facilidades de entoações, “usa a técnica para mostrar a música ..." (Arnaldo Antunes), além de ter angariado merecidos elogios de Carlos Careqa a Alzira Espíndola e nada mais do que gracezas prazerosas do mito-mestre do ramo, o multimídia Roberto Menescal. Preciso dizer mais?. Quem é bom já nasce luz. Esse é o caso de Rogéria Holtz. Pesquisem o nome dela num site buscador na web, vejam os vários cedês já gravados e de sucesso, façam o download de suas músicas (via Mídia Player), e, quando ela pintar em seu pedaço (palco iluminado), corram atrás e peguem carona nesse furacão de mais de 2004 woltz, que é a Rogéria Holtz, e que ilumina sim e onde pisa e onde brilhantemente planta a sua voz espetacular e as suas plangentes canções-árvores. Só esperamos que, um empresário de visão a adote para uma carreira de sucesso, e uma gravadora de renome banque Rogéria Holtz para alegria geral e sorte da Nova MPB de vanguarda.

Contatos com a Artista Rogéria Holtz pelo e-mail: rogeriaholtz@rogeriaholtz.com.br

Curitiba, sai de baixo!



Silas Correa Leite – Educador, Jornalista, Escritor