segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Graciosa Country Club abre o Circuito Feminino Future de Tênis 2017


 
Um dos principais torneios do país, o Circuito Feminino Future de Tênis volta as quadras do Graciosa Country Club em fevereiro. Dessa vez a disputa nos saibros do Graciosa vai marcar a abertura do torneio, que depois terá outra três etapas, percorrendo os mais importantes clubes do Brasil. O evento com status de torneio nível challenger tem sua fase classificatória a partir de 25/2. A chave principal, simples e duplas, será disputada a partir do dia 27 e segue até a grande final, que será no dia 5/3. A entrada será gratuita durante todos os dias da competição.
 
O evento reunirá mais de 50 atletas de vários países, entre jovens talentos e tenistas já com grande experiência, mantendo a tradição do Graciosa em sediar torneios profissionais de nível técnico elevado. A expectativa é que as partidas tenham ótimas surpresas em quadra, com grandes partidas na disputa pelo título e pela premiação, que somada chega a $25 mil.
 
Essa é a quarta vez que o clube recebe o Circuito Feminino Future de Tênis, que já teve as participações das tenistas Teliana Pereira, Beatriz Haddad Maia, Gabriela Cé, Paula Gonçalves, entre outras.
 
Seguindo padrões mundiais, as quadras do Graciosa apresentam uma moderna iluminação, obedecendo às recomendações da ITF (International Tennis Federation). A estrutura se completa com vestiários masculino, feminino e infantil, amplos e modernos, bem como secretaria e o espaço Bar do Tênis.
 
O torneio tradicionalmente se consagrou por ser uma oportunidade imperdível para os sócios, atletas e fãs da modalidade acompanharem de perto as disputas entre nomes de destaque no ranking feminino. Para as tenistas brasileiras, por sua vez,  traz a chance de enfrentar grandes jogadoras sem ter que sair do país, além de conquistar valiosos pontos para o ranking internacional da Associação Feminina de Tênis (WTA).
 
CIRCUITO DE DESTAQUE
 
O Circuito, realizado desde 2011, promove o desenvolvimento do tênis feminino e a oportunidade das atletas ganharem experiência em torneios internacionais. Segundo o organizador do Circuito, o ex-profissional Ricardo Camargo, "o torneio é um grande intercâmbio com as mais diferentes escolas, já que o Circuito tem recebido sul-americanas, norte-americanas, europeias e até mesmo tenistas da Ásia e da África".
 
O Circuito Feminino Future de Tênis é apresentado pelo Itaú através da Lei de Incentivo ao Esporte/Ministério do Esporte/Governo Federal e tem o apoio dos Correios. A realização é do Instituto Esperança do Amanhã. Esta etapa do Circuito tem as chancelas da Federação Internacional de Tênis, da Confederação Brasileira de Tênis e da Federação Paranaense de Tênis. O site oficial é www.circuitotenisfeminino.com.
 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Héloa lança o álbum “Eu” dia 12 de fevereiro no Itau Cultural em show gratuito




Héloa é cantora, compositora, atriz e bailarina. Seu álbum, “Eu”, recém lançado, é uma espécie de autorretrato de uma artista em movimento, de voz quente, sotaque e personalidade marcantes. Nas 10 faixas do disco ela revela um manifesto de afirmação estética, entretecido por composições próprias (“A Avenida”) e alheias como Daniel Groove (também produtor do disco), Saulo Duarte e duas versões, para “Caravana” (Geraldo Azevedo/Alceu Valença) e “Crua” (Otto), refletindo a dicotomia da artista e o choque entre o passado nordestino e sua nova realidade cosmopolita na capital paulista, onde a Héloa mora atualmente e gravou “Eu”.

O disco foi lançado pela YBMusic, produzido em São Paulo, no estúdio Cambuci Roots, por Daniel Groove e João Vasconcelos e conta com uma equipe de grandes profissionais envolvidos. O primeiro single, "Calei", já ganhou um videoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=RDE40jx-LhE.

Dia 12 de fevereiro (domingo) ela faz show de lançamento de “Eu” em São Paulo, no Itau Cultural, com entrada franca. Nessa ocasião ela irá apresentar todo o repertório do álbum. "O show é quando posso mostrar mais desse "Eu", é nele que solto, sinto e interpreto cada pedaço de cada canção que escolhi de maneira que pudessem falar por mim. Uma espécie de recorte e auto-retrato, através de autores e vozes, também nordestinos, que, em algum momento, viveram essa fase, dai surgiu a conexão. Uma verdadeira dicotomia de quem caiu na estrada vive entre lá e cá, sente os prazeres da liberdade de estar em todo e qualquer lugar mas não esquece jamais de onde veio, bem como retrata "A Avenida" música minha em parceria com o baiano Eduardo Escariz", declara Héloa, que será acompanhada pela banda formada por Guri Assis (guitarra), Xavier Francisco (percussão), Carlos Gadelha (guitarra), Felipe Faraco (teclado) Jonas Gomes (baixo) e Victor Bluhn (bateria).

"Eu" está disponível em todas as plataformas digitais e liberado para streaming no YouTube: https://www.youtube.com/playlist?list=PL8EaHn_WNh-1viT6hjwSqCLhTWXw6R7rd.

Serviço
Show: Héloa - Lançamento de “Eu”
Data: 12 de fevereiro (domingo) 
Hora: 19h
Local: Sala Itaú Cultural 
Endereço: Avenida Paulista, 149 - Estação Brigadeiro do Metrô
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo
Capacidade: 254 lugares
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho
R$ 10 pelo período de 12 horas.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado
Informações: (11) 2168-1776/1777 / atendimento@itaucultural.org.br / www.itaucultural.org.br

Paulo Carvalho inicia gravação e pré-venda de álbum com composições de Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci e Curumin


O músico Paulo Carvalho está preparando “Carvão”, seu terceiro álbum. Com um time de músicos magníficos e suas melhores composições, o trabalho que está sendo produzido por Kassin, terá arranjos de cordas de Arthur Verocai.
As gravações começaram essa semana no Rio de Janeiro com a participação dos músicos Tim Bernardes (O Terno) nas guitarras, Kassin, Stephane San Juan (bateria/percussão) e André Lima (piano).
O primeiro single, “Qual o Porquê?”, inédita parceria com Marcelo Jeneci, já está disponível em todas as plataformas digitais (https://www.youtube.com/watch?v=YGLPVXAT64I).
Para comprar o CD e ajudar a financiar a finalização da produção, basta acessar: https://www.sympla.com.br/pre-venda-do-album-carvao-de-paulo-carvalho__114125

Oficina Cosmic Dance – dança, teatro e performance com Thiago Amoral



Na véspera da semana de Carnaval o Grupo Cosmic Dance, dirigido por Thiago Amaral e o Centro Cultural b_arco, realizará um workshop de performance-dança-teatro de 13 a 17 de Fevereiro e um cortejo de carnaval no dia 19 de Fevereiro, às 17:00h.
Workshop: serão abertas 40 vagas para pessoas de todas as idades, artistas ou não, que irão fazer parte da performance que será apresentada e compartilhada com o público dia 19. Aos interessados, será realizada uma vivência com jogos de teatro, dança e performance com o intuito de desenvolver um vídeo clip que será gravado no dia do Cortejo de Carnaval. Tendo como base primeira a Bollywood Dance, dança dos espetáculos cinematográficos da Índia, o Cosmic Dance busca sua inspiração no repertório dançante de diferentes tradições do mundo. Criando um evento festivo e divertido onde todos podem participar, independente de idade, gênero e religião, e onde todas as artes podem se encontrar, unindo música, dança, teatro e cinema. Saiba mais
Datas De 13 a 17 de fevereiro de 2017 + Apresentação em 19/2
Segunda a sexta, das 10h30 às 12h30
+ apresentação dia 19/2, domingo, às 17h.
INSCREVA-SE
Ator, performer e diretor de produção, Thiago fez cursos em Mumbai, na Índia, com Diwakar Performing Arts Group. É professor de Bollywood dance e utiliza essa técnica em preparação corporal para alguns grupos de teatro e dança. Integrou o primeiro Flash Mob de Bollywood Dance que aconteceu, na Avenida Paulista, em Junho de 2012, com mais de 80 pessoas presentes dançando. É co-fundador e ator/criador da Cia Hiato, que realizou os espetáculos Cachorro MortoEscuroJardim e Ficção. Vencedor do prêmio Questão de Crítica na categoria Melhor Ator com o solo Ficção, Rio de Janeiro, 2013. Recebeu o prêmio de melhor ator no Festival do Juri Popular, em  2012,  com o curta Quem matou Jorge?, direção de Fernando Frahia.

Banda Limados lança clipe da música "O Sol Vem"



A banda de pop rock Limados acaba de lançar o clipe da música "O Sol Vem" https://www.youtube.com/watch?v=S96dmFIHQDE, primeiro single extraído do EP "Intacto", que conta com a luxuosa produção de Martin Mendonça, guitarrista da banda da Pitty.

Gravado em quatro locações diferentes, "O Sol Vem" traz a participação especial da atriz e dançarina Erika Benfica. O clipe foi dirigido e roteirizado pela produtora Monomídia. “Entre muitas ideias, concordamos em deixar a Monomídia criar um roteiro que fosse surpreendente. O resultado ficou simplesmente lindo e de altíssima qualidade”, declara o vocalista Karim Salman.

Na estrada desde 2015, Karim Salman (Vocal e Guitarra), Paulo Marx (Guitarra), Thiago Kazuo (Baixo) e William Hub (Bateria) já lançaram um álbum, além do atual EP e abriram shows de grandes nomes do rock nacional como Ira!, NX Zero,Titãs e CPM 22.

“Intacto” é uma lançamento do selo Angorá Music e está disponível nas principais plataformas digitais.


Mais informações: https://www.facebook.com/limadosoficial

Banda Leash divide palco com Vini Moreno no Citra


O pop rock da banda Leash ganha um acompanhamento diferente nesta sexta-feira (10/2) no Citra Bar. O grupo curitibano, conhecido pela participação no programa Superstar, divide a noite com Vini Moreno, que se apresenta no formato voz e violão, com muito reggae e MPB. A casa abre às 18h, contando com double de chope e caipirinha até 20h e promoção no balde de Budweiser, com cinco cervejas pelo preço de quatro.
Leash parte de influências do reggae e da surf music para produzir um som pop bem brasileiro. Além das animadas canções próprias, o grupo inclui no repertório versões de Armandinho, Titãs, Cidade Negra e Jota Quest, entre outros.

Leash e Vini Moreno no Citra Bar
Data: Sexta-feira, 10 de fevereiro
Horário: abertura da casa às 18h
Entrada: Até 20h feminina free e masculina R$ 10, até 22h feminina R$ 20 e masculina R$ 20, depois das 22h feminina R$ 15 e masculina R$ 25
Endereço: R. Itupava, 1163 - Alto da XV
Reservas e informações: (41) 3328-7668

Dois dias de agito no fim de semana do Soviet




Ficar parado não é opção no fim de semana do Soviet. O club alternativo do Grupo Taco tem uma programação com muito pop, dance, funk e R&B para colocar o público para dançar. Na sexta-feira (10/2), os DJs ADRN, Duda, Pedrô e Vitor Cruz agitam a pista com hits pop, R&B e funk, de Anitta a Rihanna. A casa abre às 23h para a festa Soviet Station e tem dose dupla de Catuaba, Ypióca e vodka até 1h. A entrada de R$ 25 fica R$ 15 com nome na lista amiga, até 1h, e estudantes pagam R$ 10 até meia-noite.

A festa Stardust toma conta da casa no sábado (11/2) valorizando pop e dance, pelas mãos dos DJs Dimis,Fefo, Luiz Motta e Pedrô. Catuaba, gim e vodka entram no double dose das 23h, abertura do Soviet, até 1h. A entrada é R$ 30, saindo por R$ 20 na lista amiga até 1h, e com estudantes pagando R$ 15 até meia-noite. A lista amiga está disponível no Soviet App, aplicativo oficial da casa.

Soviet
Soviet Station - Sexta-feira, 10 de fevereiro - 23h - DJs ADRN, Duda, Pedrô e Vitor Cruz - Entrada: R$ 25, com lista amiga R$ 15 até 1h e estudantes pagam R$ 10 até meia-noite
Stardust - Sábado, 11 de fevereiro - 23h - DJs Dimis, Fefo, Luiz Motta e Pedrô - Entrada: R$ 30, com lista amiga R$ 20 até 1h e estudantes pagam R$ 15 até meia-noite
Endereço: R. Bispo Dom José, 2277 - Batel

Livro retrata as dores e alegrias da nostalgia



Quem nunca ficou reflexivo ao lembrar e sentir saudades do passado? É sobre isso que o autor paraibano Jairo Cézar aborda em “O Peso das Gotas”. O livro, que foi vencedor do prêmio José Américo de Literatura, é dividido em 5 partes, e traz ao leitor as dores e alegrias da nostalgia, contendo referências literárias e altas doses de ironia.

Publicada pela editora Penalux e com o prefácio escrito pelo também poeta Linaldo Guedes, a obra nos remete à infância, à criança interior, aos tempos mais simples que todos nós já tivemos. Além de relembrar a beleza daquilo que já não podemos mais tocar, daquilo que já fomos e não mais seremos.

No primeiro capítulo intitulado ‘A Infância’, Jairo faz evocação de lembranças do pai, de imagens da infância e do trem. Segundo o autor, a Estação de Sapé é o estuário natural dessa nostalgia. Em ‘Meus’, segunda parte da obra, ele dialoga com outros autores, alguns contemporâneos do poeta; outros referenciais, como Fernando Pessoa e Miguel de Cervantes.

- Na parte ‘Mínimos’ trago poemas curtos, como o título já sugere, a maioria tercetos. Em ‘Úmidos’, quarta parte da obra, predominam poemas com temática mais erótica ou lírico-amorosa. Como “Boca de Veludo” e os salmos para Isabel e Deise - relata.

E por último, em ‘Diversos’, o livro apresenta uma pequena coletânea de poemas sobre os mais variados assuntos. “Destaco ‘Reforma ortográfica’, ‘Desenredo’ e ‘Eclipse’, onde o lúdico remete ao meu livro de poemas para crianças, comenta.


Sobre o autor:
Jairo Cézar é morador de Sapé (PB), terra natal do poeta Augusto dos Anjos. Entre os livros publicados, estão: Escritos no Ônibus, vencedor no edital Novos Escritos (ano 2007/2008) realizado pela fundação cultural de João Pessoa, um dos vencedores do IV Prêmio Canon de Poesia, concurso Nacional que teve mais de 3 mil poetas inscritos de todo país, e, apenas 50 selecionados; e Rapunzel e outros poemas da infância, publicado em 2012 pela Editora Forma Editorial. Jairo é ainda membro fundador do CAIXA BAIXA, grupo de jovens escritores paraibanos.

Ficha técnica:

Título: O Peso Das Gotas
Autor: Jairo Cézar
Publicação: 2016
Tamanho: 14x21cm
Páginas: 114 p
Preço: R$32,00
Link para compra: http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=442

Sheridan's tem classic, heavy e southern rock para o fim de semana



Hits do classic, heavy e southern rock invadem o palco do Sheridan's Irish Pub para um fim de semana bem agitado. A casa abre na sexta-feira e sábado às 19h. A programação inicia na sexta-feira (10/2), com a banda Duo+2, com seu repertório de heavy rock incluindo Iron Maiden, Alice in Chains e Rage Against the Machine, entre outros. Em seguida, BraveHeart traz em seu repertório a união do heavy com o southern, indo de Metallica a Lynyrd Skynyrd. Criada em 1992, tem em sua formação Michael Bahr (vocal e baixo), Marcus Camillo (guitarra) e Silvio Filho (bateria). O grupo ganhou o primeiro lugar na categoria Rock/Metal nos festivais Geração Mundo Livre em 2013 e 2014, e chegaram a abrir shows de Deep Purple e Sepultura.
O sábado conta com Daddy'O, banda que surgiu em 2016 valorizando o estilo clássico dos anos 50. Suas divertidas apresentações incluem um visual que remete a esta época, com muito topete e suspensórios.  Além de interpretar sucessos da época como Jerry Lee Lewis e Elvis Presley, também adapta para o estilo hits atuais, como "Umbrella" da Rihanna. O sábado conta também com Cosmic Fever e sua interpretação de R&B com muito Michael Jackson e Stevie Wonder, e Audiophone valorizando destaques do pop rock, de Bruno Mars a Paralamas do Sucesso.
A entrada tem descontos na Rock List, lista amiga disponível no aplicativo Sheridan's App, até 22h.

Sheridan's Irish Pub
Sexta-feira, 10 de fevereiro - 19h - Duo+2 + BraveHeart - Entrada: feminina R$ 5 até 21h, após R$ 10, masculina R$ 25 a noite toda - com Rock List, a lista do Sheridan's App: feminina free até 22h e masculina R$ 15 até 22h
Sábado, 11 de fevereiro - 19h - Daddy'O + Cosmic Fever + Audiophone - Entrada: feminina R$ 5 até 21h, após R$ 10, masculina R$ 25 a noite toda - com RockList, a lista do Sheridan's App: feminina free até 22h e masculina R$ 15 até 22h
Endereço: R. Bispo Dom José, 2315 – Batel – Curitiba
Telefone: (41) 3343-7779

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Guisa de Provocação - Publicando A VELHICE DO PAI TERNO

"Aqui está um ateu como Guerra Junqueiro... sem igreja.

Quanto à estesia do titulo A Velhice do Padre Eterno, oferecem-se alguns reparos de índole caturra e bastantemente académica. Se o Padre é eterno, a eternidade do organismo consiste nos seus predicados refractários à acção desorganizadora do tempo que degenera o vitalismo da fibra. Eternidade e velhice são incompatíveis, inconciliáveis. Esta é a doutrina que me parece mais correntia em todas as Havanesas e em todos os gabinetes de leitura nacionais. Ora agora, se os preconceitos que Guerra Junqueiro satiriza pertencessem ao passado, e estivessem actualmente abolidos, poderia admitir-se alegoricamente que o Padre Eterno, a cuja sombra medraram esses preconceitos, envelhecesse; mas o eminente poeta satiriza-os porque vigoram e subsistem: logo, o Padre Eterno está robusto e muito vivedoiro.
A velhice é doença ou não é? Se não é, por que nos ensinaram transcendentalmente o senectus est morbus? Se é, podemos conjecturar da juvenil saúde de Jeová no Céu, pelas medranças salubérrimas da Estupidez na Terra. Cá em baixo, com o óleo dos maus fígados da hipocrisia dá-se ao espírito a robustez que o óleo dos fígados boas de bacalhau instila nos tecidos adiposos."


CAMILO CASTELO BRANCO 


Republicando agora A Velhice do Padre Eterno




A Velhice do Padre Eterno

de Guerra Junqueiro





A
EÇA DE QUEIRÓS

À MEMÓRIA
DE
GUILHERME DE AZEVEDO



AOS SIMPLES


Ó almas que viveis puras, imaculadas,
Na torre de luar da graça e da ilusão,
Vós que inda conservais, intactas, perfumadas,
As rosas para nós há tanto desfolhadas
Na aridez sepulcral do nosso coração;
Almas, filhas da luz das manhãs harmoniosas,
Da luz que acorda o berço e que entreabre as rosas,
Da luz, olhar de Deus, da luz, bênção d'amor,
Que faz rir um nectário ao pé de cada abelha,
E faz cantar um ninho ao pé de cada flor;
Almas, onde resplende, almas onde se espelha
A candura inocente e a bondade cristã,
Como num céu d'Abril o arco da aliança,
Como num lago azul a estrela da manhã;
Almas, urnas de fé, de caridade e esp'rança,
Vasos d'oiro contendo aberto um lírio santo,
Um lírio imorredoiro, um lírio alabastrino,
Que os anjos do Senhor vêm orvalhar com pranto,
E a piedade florir com seu clarão divino;
Almas que atravessais o iodo da existência,
Este lodo perverso, iníquo, envenenado,
Levando sobre a fronte o esplendor da inocência,
Calcando sob os pés o dragão do pecado;
Benditas sejais vós, almas que est'alma adora,
Almas cheias de paz, humildade e alegria,
Para quem a consciência é o Sol de toda a hora,
Para quem a virtude é o pão de cada dia!
Sois como a luz que doira as trevas dum monturo,
Ficando sempre branca a sorrir e a cantar;
E tudo quanto em mim há de belo ou de puro,
- Desde a esmola que eu dou à prece que eu murmuro -
É vosso: fostes vós o meu primeiro altar.
Lá da minha distante e encantadora infância,
Desse ninho d'amor e saudade sem fim,
Chega-me ainda a vossa angélica fragrância
Como uma harpa eólia a cantar a distância,
Como um véu branco ao longe inda a acenar por mim!
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Minha mãe, minha mãe! ai que saudade imensa,
Do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti.
Caía mansa a noite; e andorinhas aos pares
Cruzavam-se voando em torno dos seus lares,
Suspensos do beiral da casa onde eu nasci.
Era a hora em que já sobre o feno das eiras
Dormia quieto e manso o impávido lebréu.
Vinham-nos da montanha as canções das ceifeiras,
E a Lua branca além, por entre as oliveiras,
Como a alma dum justo, ia em triunfo ao Céu!...
E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,
Vendo a Lua subir, muda, alumiando o espaço,
Eu balbuciava a minha infantil oração,
Pedindo ao Deus que está no azul do firmamento
Que mandasse um alivio a cada sofrimento,
Que mandasse uma estrela a cada escuridão.
Por todos eu orava e por todos pedia.
Pelos mortos no horror da terra negra e fria,
Por todas as paixões e por todas as mágoas...
Pelos míseros que entre os uivos das procelas
Vão em noite sem Lua e num barco sem velas
Errantes através do turbilhão das águas.
O meu coração puro, imaculado e santo
Ia ao trono de Deus pedir, como inda vai,
Para toda a nudez uni pano do seu manto,
Para toda a miséria o orvalho do seu pranto
E para todo o crime o seu perdão de Pai!...
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A minha mãe faltou-me era eu pequenino,
Mas da sua piedade o fulgor diamantino
Ficou sempre abençoando a minha vida inteira,
Como junto dum leão um sorriso divino,
Como sobre uma forca um ramo d'oliveira!

*
* *

Ó crentes, como vós, no Intimo do peito
Abrigo a mesma crença e guardo o mesmo ideal.
O horizonte é infinito e o olhar humano é estreito:
Creio que Deus é eterno e que a alma é imortal.

Toda a alma é clarão e todo o corpo é lama.
Quando a lama apodrece inda o clarão cintila:
Tirai o corpo - e fica uma língua de chama...
Tirai a alma - e resta um fragmento d'argila.

E para onde vai esse clarão? Mistério...
Não sei... Mas sei que sempre há-de arder e brilhar,
Quer tivesse incendiado o crânio de Tibério,
Quer tivesse aureolado a fronte a Joana d'Arc.

Sim, creio que depois do derradeiro sono
Há-de haver uma treva e há-de haver uma luz
Para o vício que morre ovante sobre um trono,
Para o santo que expira inerme numa cruz.

Tenho uma crença firme, uma crença robusta
Num Deus que há-de guardar por sua própria mão
Numa jaula de ferro a alma de Locusta,
Num relicário d'oiro a alma de Platão.

Mas também acredito, embora Isso vos pese,
E me julgueis talvez o maior dos ateus,
Que no universo inteiro há uma só diocese
E unia só catedral com um só bispo - Deus.

E muito embora a vossa igreja se contriste
E a excomunhão papal nos abrase e destrua,
A análise é feroz como uma lança em riste
E a verdade cruel como uma espada nua.

Cultos, religiões, bíblias, dogmas, assombros,
São como a cinza vã que sepultou Pompeia.
Exumemos a fé desse montão de escombros,
Desentulhemos Deus dessa aluvião de areia.

E um dia a humanidade inteira, oceano em calma,
Há-de fazer, na mesma aspiração reunida,
Da razão e da fé os dois olhos da alma,
Da verdade e da crença os dois pólos da vida.

A crença é como o luar que nas trevas flutua;
A razão é do Céu o esplêndido farol:
Para a noite da morte é que Deus nos deu Lua...
Para o dia da vida é que Deus fez o Sol.

*
* *

Mas, ai! eu compreendo os martírios secretos
Do pobre camponês, já quase secular,
Que vê tombar por terra o seu ninho de afectos,
A casa onde nasceu seu pai, e onde seus netos
Lhe fechariam, morto, o escurecido olhar.
Compreendo o pavor e a lividez tremente
De quem em noite má, caliginosa e fria
Atravessa a montanha à luz dum facho ardente
E uma rajada vem alucinadamente
Apagar-lho co'a asa atlética e sombria,
Deixando-o fulminado e quase sem sentidos
A ouvir o ulular das feras e os bramidos
Do ciclone, que explui rouco do sorvedoiro,
E se enrosca furioso aos plátanos partidos
A estrangulá-los, como uma jibóia um toiro.
Compreendo a agonia, o desespero insano
Do náufrago na rocha, entre o abismo do oceano,
Vendo rolar, rugir os glaucos vagalhões
Como uma cordilheira hercúlea de montanhas,
Com jaulas colossais de bronze nas entranhas,
E um domador lá dentro a chicotear trovões.
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O vosso facho, o vosso abrigo, o vosso porto,
um Deus que para nós há muito que esta morto,
E que inda imaginais no entretanto imortal.
Vivei e adormecei nessa crença ilusória,
Já não podeis transpor os mil anos da história
Que vão do vosso credo absurdo ao nosso ideal.
Vivei e adormecei nessa ilusão sagrada,
Fitando até morrer os olhos de Jesus,
Como o efémero vão que dura um quase nada,
Que nasce de manhã num raio d'alvorada,
E expira ao pôr do Sol noutro raio de luz.
Eu bem sei que essa crença ignorante e sincera,
Não é a que ilumina as bandas do Porvir.
Mas vós sois o Passado, e a crença é como a hera
Que sustenta e dá inda um tom de Primavera
Aos velhos torreões góticos a cair.
Sim, essa crença é um erro, uma ilusão, é certo;
Mas triste de quem vai pelo areal deserto
Vagabundo, esfaimado e nu como Caim,
Sem nunca ver ao longe os palácios radiantes
Duma cidade d'oiro e mármore e diamantes
No quimérico azul dessa amplidão sem fim!
Quem há-de arrancar pois do seu piedoso engaste
O vosso ingénuo ideal, ó trémulos velhinhos,
Se a quimera é uma rosa e a existência uma haste?
Rosa cheia d'aroma e haste cheia de espinhos!
Quem vos há-de cortar a flor da vossa esp'rança,
Quem vos há-de apagar a angélica visão,
Se essa luz para vós é como uma criança
Que guia numa estrada um cego pela mão!
Quem vos há-de acordar desse sonho encantado?!
Quem vos há-de mostrar a evidência cruel?!
Ah! deixemos a ave ao ramo já quebrado,
E deixemos fazer ao enxame doirado
No tronco que está morto o seu favo de mel!
Ó velhos aldeões, exaustos de fadiga,
Que andais de sol a sol na terra a mourejar.
Roubar-vos de voss'alma a vossa crença antiga
Seria como quem roubasse a uma mendiga
As três achas que leva à noite para o lar!
Oh, não! guardai-a bem essa crença d'outrora;
É ela quem vos dá a paz benigna e santa,
Como a paz dum vergel inundado d'aurora,
Onde o trabalho ri e onde a miséria canta.
Guardai-a sim, guardai! E quando a morte em breve
Vos entre na choupana esquálida e feroz,
A agonia será bem rápida e bem leve,
Porque um anjo de Deus, mais alvo do que a neve,
Há-de estender sorrindo as asas sobre vós.
E vós conhecereis em seu olhar materno
Que é o anjo que embalou vosso sono infantil,
E que hoje vem do Céu mandado pelo Eterno
Para sorrir na morte ao vosso branco Inverno,
Como sorriu no berço ao vosso claro Abril.
E ao pender-vos gelada a fronte alabastrina
Irá levar a Deus o vosso coração,
Tão manso e virginal, tão novo e tão perfeito,
Que Deus há-de beijá-lo e aquecê-lo no peito
Como se acaso fosse uma pomba divina,
Que viesse cair-lhe, exânime, na mão!