quinta-feira, 30 de julho de 2015

Cultura Divina





Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

As pessoas não devem pensar que estamos pregando uma reli­gião sectária. Não. Estamos simplesmente pregando como amar a Deus.

Existe uma concepção equivocada de que o movimento da consciência de Krishna representa a religião hindu. Na verdade, a consciência de Krishna não é alguma forma de fé ou religião que procura destruir outras fés ou religiões. Ao contrário, é um movimento cul­tural essencial para toda a sociedade humana, e não se tem em conta nenhuma fé sectária particular. Este movimento cultural destina-se especialmente a educar as pessoas no atinente a como elas devem amar a Deus.

Algumas vezes, os indianos, tanto fora quanto dentro da Índia, pensam que estamos pregando a religião hindu, mas, na verdade, não é esse o caso. Ninguém encontrará a palavra “hindu” no Bhagavad-gita. Na rea­lidade, essa palavra “hindu” não existe em nenhuma parte da lite­ratura védica. Tal palavra foi introduzida pelos muçulmanos provenientes das províncias perto da Índia, como o Afeganis­tão, o Baluchistão e a Pérsia. Existe um rio chamado Sindhu, o qual faz fronteira com as províncias situadas a noroeste da Índia, e, uma vez que os muçulmanos daquela região não conseguiam pronunciar corretamente a palavra “Sindhu”, eles chamavam o rio de “Hindu”, e os habitantes dessa região, de “hindus”. Na Índia, segundo o idioma védico, os europeus são chamados mlecchas, ou yavanas. De modo similar, “hindu” é um nome dado aos indianos pelos muçulmanos.

A verdadeira cultura da Índia é descrita no Bhagavad-gita, onde se afirma que, de acordo com as diferentes qualidades, ou modos da natureza, existem diferentes classes de homens, que geralmente são classificados dentro de quatro ordens sociais e quatro ordens espiri­tuais. Esse sistema de divisão social e espiritual é conhecido como varnasrama-dharma. Os quatrovarnas, ou ordens sociais, são brahmana, kshatriya, vaishya e shudra. Os quatro asramas, ou ordens espirituais, sãobrahmacharya, grihastha, vanaprastha e sannyasa. O sistema varnasrama é descrito nas escrituras védicas conhecidas comoPuranas. O objetivo desta instituição da cultura védica é educar todos os homens no avanço do conhecimento acerca de Krishna, ou Deus. Nisso consiste todo o programa védico.

Ao conversar com o grande devoto Ramananda Raya, o Senhor Chaitanya perguntou-lhe: “Qual é o princípio básico da vida huma­na?”. Ramananda Raya respondeu que a civilização humana começa com a aceitação do varnasrama-dharma. Antes de se chegar ao padrão de varnasrama-dharma, não se pode falar de civilização humana. Portanto, o movimento da consciência de Krishna está ten­tando estabelecer este sistema correto de civilização humana, que é conhecido como “consciência de Krishna”, ou daiva-varnasrama – cultura divina.

Na Índia atual, o sistema varnasrama é enten­dido de modo pervertido, de maneira que um homem nascido na família de umbrahmana – a ordem social mais elevada – exige que deve ser aceito como um brahmana. Essa exigência, no entanto, não é aceita pelo shastra, a escritura. Nosso antepassado pode ter sido um brahmana se­gundo o gotra, ou a ordem hereditária da família, mas o verdadeiro varnasrama-dharma baseia-se na qualidade concreta que tenha­mos obtido, independentemente de nascimento ou hereditariedade. Portanto, não estamos pregando o atual sistema dos hindus, tampouco o sistema daqueles que estão sob a influência de Shankaracharya, pois Shankaracharya ensinou que a Verdade Absoluta é impessoal, em consequência do que ele nega indiretamente a existência de Deus.

A missão de Shankaracharya foi especial: ele apareceu para resta­belecer a influência védica após a influência do budismo. Porque o budismo foi patrocinado pelo imperador Ashoka 2.600 anos atrás, a religião budista tomou praticamente toda a Índia. Segundo a literatura védica, Buddha é uma encarnação especial de Krishna dotada de poder, a qual apareceu com um propósito especial. Seu sistema de pensamento, ou fé, foi largamente aceito, mas Buddha rejeitou a autoridade dos Vedas.Enquanto o budismo se espalhava, a cultura védica sofreu interrupção tanto na Índia quanto em outros lugares. Portanto, uma vez que o único objetivo de Shankaracharya era acabar com o sistema filosófico de Buddha, ele introduziu o sistema chamadomayavada.

Estritamente falando, a filosofia mayavada é ateísta, pois é um processo no qual “se imagina” que Deus existe. Semelhante sistema mayavada de filosofia existe desde tempos imemoriais. O atual sistema indiano de religião ou cultura baseia-se na filosofia mayavada de Shankaracharya, que se coaduna com a filosofia bu­dista. Segundo a filosofia mayavada, Deus, na verdade, não existe, ou, se Deus existe, ele é impessoal e onipenetrante e pode, por­tanto, ser imaginado sob qualquer forma. Essa conclusão não está de acordo com a literatura védica. Muitos semideuses, que são adorados para diferentes objetivos, são mencionados na literatura védica, mas, em todos os casos, o Senhor Supremo, a Personalidade de Deus, Vishnu, é aceito como o controlador supremo. Essa é a verdadeira cultura védica.

A filosofia da consciência de Krishna não nega a existência de Deus e dos semideuses, ao passo que a filosofia mayavadanega a existência de ambos. Para os mayavadis, tudo é, em última análise, nada. Eles dizem que se pode imaginar qualquer autoridade – seja Vishnu, seja Durga, seja Shiva, seja o deus do Sol – porque estes são os semideuses geralmente adorados na sociedade. Na verdade, entretanto, a filosofia mayavada não aceita a existência de nenhum deles. Os mayavadis dizem que, como não podemos concentrar a mente no Brahman impessoal, podemos imaginar qualquer uma dessas for­mas. Esse é um sistema novo, chamado panchopasana. Ele foi introduzido por Shankaracharya, mas o Bhagavad-gita não ensina doutrinas dessa espécie, as quais, portanto, não têm autoridade.

O Bhagavad-gita aceita a existência dos semideuses. Os semideuses são descritos nos Vedas, e não se pode negar sua existência. Contudo, não devemos compreendê-los nem adorá-los de acordo com o método de Shankaracharya. A adoração a semideuses é rejeitada no Bhagavad-gita. O Gita (7.20) afirma claramente:

kamais tais tair hrita jnanah
prapadyante ’nya-devatah
tam tam niyamam asthaya
prakritya niyatah svaya

“Aqueles cujas mentes são corrompidas por desejos materiais rendem-se aos semideuses e seguem as regras e regulações particu­lares de adoração conforme a própria natureza deles”. Ademais, no Bhagavad-gita (2.44), o Senhor Krishna afirma:

bhogaisvarya-prasaktanam
tayapahrita-cetasam
vyavasayatmika buddhih
samadhau na vidhiyate

“Nas mentes daqueles que estão muito apegados à gratificação dos sentidos e à opulência material, e que se deixam confundir por essas coisas, não ocorre a determinação resoluta de prestar serviço devocional ao Senhor Supremo”.

Aqueles que estão buscando os vários semideuses são descritos como hrita-jnanah, que significa “aqueles que perderam o discernimento”. Isso tam­bém é explicado mais detalhadamente no Bhagavad-gita (7.23):

antavat tu phalam tesham
tad bhavaty alpa-medhasam
devan deva-yajo yanti
mad-bhakta yanti mam api

“Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram os semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos alcançam Minha morada suprema”.

As recompensas dadas pelos semideuses são temporárias, porque qualquer vantagem material está neces­sariamente relacionada ao corpo temporário. Qualquer que seja a vantagem material obtida, seja mediante os modernos métodos científicos, seja mediante a obtenção de bênçãos por parte dos semideuses, acabará juntamente com o corpo. O avanço espiritual, no entanto, jamais terá fim.

As pessoas não devem pensar que estamos pregando uma reli­gião sectária. Não. Estamos simplesmente pregando como amar a Deus. Há muitas teorias sobre a existência de Deus. O ateísta, por exemplo, jamais acreditará em Deus. Ateístas como o profes­sor Jacques Monod, que ganhou o prêmio Nobel, declaram que tudo é acaso – teoria esta já advogada muito tempo atrás por filóso­fos ateístas da Índia, como Charvaka. Depois, outras filosofias, como a filosofia karma-mimamsa,aceitam que, se continuamos tra­balhando correta e honestamente, o resultado virá automatica­mente, sem que precisemos recorrer a Deus. Para dar provas disso, aqueles que propõem essa teoria citam o argumento de que, se alguém adoecer por causa de uma infecção e tomar remédio para neutralizá-la, a doença será neutralizada. Nosso argumento a esse respeito, todavia, é que mesmo que se dê o melhor remédio a uma pes­soa, ela ainda assim poderá morrer. Os resultados nem sempre po­dem ser prognosticados. Portanto, existe uma autoridade superior, daiva-netrena, um diretor supremo. Do contrário, como o filho de um homem rico e piedoso se torna um hippie de rua, ou um homem que trabalha arduamente e enriquece ouve seu médico dizer: “Agora o senhor não pode comer nada, somente sopa de cereais”?

A teoria karma-mimamsa advoga que o mundo continua exis­tindo sem a direção suprema de Deus. Semelhante filosofia diz que tudo acontece por luxúria (kama-haitukam). Através da luxúria, um homem sente-se atraído por uma mulher, e, por acaso, os dois fazem sexo e a mulher engravida. Na verdade, não são feitos planos para engravidar a mulher, mas, dentro de uma sequência natural, quando um homem e uma mulher unem-se, produz-se esse resultado. A teoria ateísta, que é descrita no décimo sexto capí­tulo do Bhagavad-gita como assúrica, ou demoníaca, é que, na verdade, tudo está acontecendo dessa maneira por causa do acaso, que resulta da atração natural. Essa teoria demoníaca apoia a ideia de que, se qui­sermos evitar filhos, podemos utilizar um método anticoncepcional.

Entretanto, a verdade é que há um plano superior para tudo – o plano védico. A literatura védica apresenta instruções sobre como homens e mulheres devem unir-se, como devem gerar filhos e qual é o objetivo da vida sexual. Krishna diz noBhagavad-gita que a vida sexual sancionada pela ordem védica, ou a vida sexual sob a orien­tação das regras e regulações védicas, é autêntica e aceitável para Ele. A vida sexual indiscriminada, em contrapartida, não é aceitável. Se, por acaso, uma pessoa se sente atraída sexualmente e gera filhos, esses filhos são chamados varna-sankara, ou seja, “população não desejada”. É assim que fazem os animais inferiores, mas isso não é aceitável para os seres humanos. Para os seres humanos, há um plano. Não podemos aceitar a teoria de que não há plano algum para a vida humana, ou de que tudo surge do acaso e da necessidade material.

A teoria de Shankaracharya de que Deus não existe e de que podemos continuar com nosso trabalho imaginando Deus sob qualquer forma apenas para manter a paz e a tranquilidade na sociedade também se baseia mais ou menos nessa ideia de acaso e necessidade. Nosso método, todavia, que é completamente diferente, baseia-se na autoridade. É este varnasrama-dharma divino que Krishna recomenda, não o sistema de castas como é entendido atualmente. O moderno sistema de castas é atualmente condenado na Índia também, e deve sê-lo, pois a classificação de diferentes categorias de homens de acordo com o nascimento não é o sistema de castas védico, ou divino.

Há muitas classes de homens na sociedade – alguns são engenhei­ros, outros são médicos, químicos, comerciantes, homens de negó­cios e assim por diante. Tais variedades de classes não podem, entretanto, ser determinadas pelo nascimento, mas, sim, pela quali­dade. Esse sistema de castas por nascimento não é sancionado pela literatura védica, nem nós o aceitamos. Nada temos a ver com o sistema de castas, que atualmente também está sendo rejeitado pelo público na Índia. Ao contrário, damos a todos a oportunidade de se tornarem brahmanas e assim atingirem a posição mais elevada da vida.

Como atualmente há grande escassez de brahmanas, guias espiri­tuais, e de kshatriyas, administradores, e como o mundo inteiro está sendo governado por shudras, ou homens da classe dos trabalhado­res braçais, há muitas discrepâncias na sociedade. É para mitigar todas essas discrepâncias que adotamos este movimento da consciência de Krishna. Se a classe dos brahmanas for realmente es­tabelecida, as outras ordens de bem-estar social seguirão automaticamente, da mesma forma que, se o cérebro está perfeitamente em ordem, as outras partes do corpo, tais como os braços, o estômago e as pernas, funcionam muito bem.

O objetivo último deste movimento é educar as pessoas no amor a Deus. O Senhor Chaitanya Mahaprabhu aprova a conclusão de que a perfeição máxima da vida humana é aprender a amar a Deus. O movimento da consciência de Krishna nada tem a ver com a religião hindu ou qualquer outro sistema de religião. Nenhum ca­valheiro cristão estará interessado em mudar sua fé cristã para a fé hindu. Da mesma forma, nenhum cavalheiro hindu que seja culto estará disposto a transferir-se para a fé cristã. Mudanças desse tipo são para homens que não têm posição social firmada. Contudo, todos estarão interessados em compreender a filosofia e a ciência de Deus e levá-las a sério. Deve-se compreender claramente que o movimento da consciência de Krishna não está pregando a suposta religião hindu. Estamos apresentando uma cultura espiritual que pode resolver todos os problemas da vida, em virtude do que ela está sendo aceita em todo o mundo.



Do Blog Volta ao Supremo. Leia outros artigos em www.voltaaosupremo.com.

FIM DE SEMANA NO SOVIET COM DUAS FESTAS



 
As festas High Voltage e Cafeína animam o fim de semana do Soviet, casa alternativa do Grupo Taco. Na sexta-feira (31/7), a High Voltage conta com discotecagem de DaniDall, Duda Rezende, Fefo e Pedrô a partir das 23h, com muito pop, EDM e R&B. A noite tem double de Smirnoff e José Cuervo até as 2h e Heineken 600ml por R$ 9,90 a noite toda. A entrada é R$ 20 sem lista ou R$ 15 com lista amiga (até 1h).
 
Já no sábado (1/8) a Cafeína conta com os DJs Dimis, Fefo, Pedrô e Vitor Cruz. A noite começa às 23h e tem EDM, pop e R&B, com a promoção de double Smirnoff e José Cuervo double até 1h. A entrada é R$ 25 sem lista ou R$ 20 masculino e R$ 15 feminino com lista amiga (até 1h). Para incluir o nome na lista, basta acessar o Soviet App (disponível para Android e iOS) e seguir as indicações.
 
 
SOVIET
 
FESTA: High Voltage
DATA: Sexta-feira, 31 de julho
HORÁRIO: 23h
ENTRADAA: R$ 15 até as 1h com nome na lista amiga do Soviet App ou R$ 20 (a noite toda e sem nome na lista).
 
FESTA: Cafeína
DATA: Sábado, 1 de agosto
HORÁRIO: 23h
ENTRADAS: R$ 15 (feminino) e R$ 20 (masculino) até as 1h com nome na lista amiga do Soviet App ou R$ 25 (a noite toda e sem nome na lista)
 
ENDEREÇO: R. Bispo Dom José, 2277 - Batel, Curitiba, PR.
 

Prefeito Gustavo Fruet sanciona lei que regula apresentações de artistas de rua



O prefeito Gustavo Fruet sancionou, nesta quarta-feira (29), a lei que regulamenta a apresentação de artistas de rua em Curitiba. O trâmite do projeto, aprovado na Câmara Municipal no mês passado, foi acompanhado pela Fundação Cultural de Curitiba, que já coordenava, através de seus Núcleos Regionais, as atuações dos artistas.

De acordo com o presidente da FCC, Marcos Cordiolli, a nova lei é uma reivindicação antiga dos artistas, que ajudaram a construí-la junto com o Legislativo e o Executivo. “Ela traz impactos importantes ao garantir a fruição cultural nas ruas da cidade e reforçar os direitos desse grande número de artistas que atuam em Curitiba”, afirma.

A regulamentação autoriza as apresentações culturais de artistas de rua em praças, anfiteatros, largos e vias públicas, com base em alguns requisitos: o profissional ou grupo artístico não poderá usar palcos ou qualquer estrutura sem prévia comunicação ou autorização da administração municipal e obedecer à Lei do Sossego (Lei Municipal 10.625/2002). As atividades também só poderão ser realizadas entre as 8h e 22h.

A lei também autoriza a comercialização de bens culturais durante as apresentações, desde que os produtos sejam de autoria do profissional ou grupo artístico.

O autor do projeto, vereador Mestre Pop, ressaltou que sua proposta visa dar dignidade ao trabalho desses profissionais. “Quando me mudei para Curitiba na década de 1990, trabalhei como artista de rua na rua XV [de Novembro], praça Rui Barbosa e outras praças. Fui hostilizado muitas vezes e discriminado, por ser negro, por praticar capoeira”, disse.

Circulando - Além de terem garantido o direito de se atuarem nas vias públicas, os artistas de rua já têm, há um ano, abertura em espaços da FCC. O projeto Circulando no TUC, no Kraide e no Cleon Jacques abre todo mês os palcos e a estrutura técnica do Teatro Universitário de Curitiba, na Galeria Júlio Moreira, no teatro Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural e no teatro Cleon Jacques, no Centro de Criatividade de Curitiba para que artistas inscritos se apresentem.

O coordenador de regionais da FCC, Crizanto Westphalen, que idealizou o Circulando e acompanhou o trâmite do projeto de lei no Legislativo, lembra que é importante para cidade reconhecer seus artistas de rua e ajudar na divulgação de seu trabalho. “Muitos destes artistas já são reconhecidos em suas comunidades, mas nunca tiveram a possibilidade de tocar em um palco com recursos técnicos”, explica.

A inscrição para o Circulando é feita na Regional mais próxima do artista. A proposta é voltada para artistas que já tenham certo reconhecimento na comunidade. Todas as apresentações são gratuitas. Os artistas terão acesso a todo equipamento técnico dos espaços. A FCC também faz a divulgação com filipetas, inserção no Guia Curitiba Apresenta e divulgação no site. Como contrapartida, os artistas poderão se apresentar em outro evento da FCC em sua Administração Regional de origem.

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Confira o texto encaminhado para sanção:

Dispõe sobre a apresentação de artistas de rua nos logradouros públicos do Município de Curitiba.

Art. 1º Ficam permitidas manifestações culturais de artistas de rua no espaço público aberto, tais como praças, anfiteatros, largos e vias desde que observados, os seguintes requisito :

I – não utilizar palco ou qualquer outra estrutura sem a prévia comunicação ou autorização junto ao órgão competente do poder Executivo;

II – obedecer aos parâmetros de incomodidade e os níveis máximos de ruídos estabelecidos pela Lei nº 10.625, de 19 de dezembro de 2002;

III- ter início após às 08h00(oito horas) e serem concluídos até às 22h00(vinte e duas horas).

Art. 2º Durante a atividade ou evento, fica permitida a comercialização de bens culturais duráveis, desde que sejam de autoria do artista ou grupo de artistas de rua.

Art. 3º A permissão que trata o art. 1º desta Lei fica condicionada a observância das Leis em vigência, pelo Município.

Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paiol será palco de encontro musical do Trio Quintina e convidados




            O Teatro do Paiol será palco, nesta sexta-feira (31), às 20h, de um encontro musical do Trio Quintina, de Curitiba, com os músicos e compositores Richard Serraria, de Porto Alegre, e Kleber Albuquerque, de São Paulo. O show faz parte do projeto “República Musical Federativa do Brasil” – iniciativa do Selo Sete Sóis que visa a conexão musical entre artistas de diferentes partes do país.
A ideia principal do projeto é mostrar ao público o trabalho autoral produzido pelos compositores numa grande apresentação, em que cada grupo tem seu momento individual, mas faz também um intercâmbio no palco com os demais artistas, como uma “big jam session”. Outros shows acontecerão nas cidades dos convidados.
Sobre os artistas - O Trio Quintina surgiu em 1997, formado pelos músicos Gabriel Schwartz, Gustavo Schwartz e Fabiano Silveira, e estreou nos palcos de Curitiba em 1998. Com o propósito de fazer música brasileira, misturando ritmos e timbres e criando novas sonoridades, o trio já realizou turnês pelo Brasil e por países como Alemanha, Espanha, França, Holanda, Suíça, Itália, Inglaterra, Uruguai, Argentina e Chile. O nome “Trio Quintina” significa cinco elementos musicais (violão, guitarra, flauta, percussão e voz) executados por apenas três músicos.
Richard Serraria é músico, compositor, poeta, ex-professor universitário e agitador cultural com atuação na cena de Porto Alegre (RS) há mais de 15 anos. Suas composições são uma síntese dos ritmos afro com a música dos pampas.  O músico vem realizando shows pelo Brasil, Uruguai e Argentina.
Kleber Albuquerque é de Santo André (SP) e lançou seu primeiro CD em 1997. Suas canções autorais são influenciadas pelas leituras de Fernando Pessoa, Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marques, e pelas audições de bandas como Legião Urbana e Queen. Pelo selo Sete Sóis, em 2006 gravou o seu quarto CD, “Desvio”, que traz uma parceria inédita com Zeca Baleiro. Seu trabalho mais recente é “10 coisas que eu podia dizer no lugar de eu te amo”, sua nova coleção de canções brasileiras.

Serviço:
Trio Quitina convida Richard Serraria e Kleber Albuquerque
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/nº - Prado Velho
Data e horário: 31 de julho de 2015 (sexta-feira), às 20h
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

Ficha Técnica:
Gabriel Schwartz - Flauta, sax, percussão e voz
Gustavo Schwartz - Guitarra, cavaquinho, percussão e voz
Fabiano Silveira “O Tiziu” - Violão 7 cordas e voz
Richard Serraria – Violão e sopapinho (tambor de mão)
Kleber Albuquerque – Voz, violão, cavaquinho, computador
Josi Forbeci - Produtora

Cinemateca apresenta atual produção do cinema chileno





            Alguns dos melhores filmes chilenos produzidos nos últimos anos fazem parte da mostra que a Cinemateca de Curitiba apresenta a partir de quinta-feira até domingo (de 30 de julho a 2 de agosto). À exceção de “Machuca”, que estreou em 2005, os demais filmes da Mostra de Cinema Chileno são produções recentes, realizadas entre 2012 e 2015, selecionadas e premiadas nos principais festivais internacionais.
            Na programação está o filme “No” (2012), drama político que se passa no final da ditadura de Augusto Pinochet, estrelado por Gael García Bernal e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Outra atração é “Glória”, que deu a Paulina García o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim 2013.  Outra produção premiada, “Violeta foi para o céu” narra a trajetória da artista chilena Violeta Parra. O filme recebeu o prêmio do Grande Júri no Festival de Sundance (2012) e no mesmo ano foi indicado a Melhor Filme Iberoamericano no Festival de Goya (Espanha).
            “Nostalgia da Luz” é uma das mais novas produções chilenas, concluída neste ano. O filme se passa no deserto do Atacama e foi selecionado para o 8º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo. Completa a mostra o filme infantil “31 Minutos”, cujos personagens são fantoches. As filmagens ocorreram em Santiago e também em praias do Rio de Janeiro.
            A entrada é gratuita e os filmes são legendados. O filme infantil “31 Minutos” é dublado em português. Confira a programação: 

Data: 30/07 às 19h30
MACHUCA (Machuca, 2004) legendado em português
Chile, 1973. Gonzalo Infante (Matías Quer) é um garoto que estuda no Colégio Saint Patrick, o mais conceituado de Santiago. Gonzalo é de uma família de classe alta, morando em um bairro na área nobre da cidade com seus pais e sua irmã. O padre McEnroe (Ernesto Malbran), o diretor do colégio, inspirado no governo de Salvador Allende, decide implementar uma política que faça com que alunos pobres também estudem no Saint Patrick. Um deles é Pedro Machuca (Ariel Mateluna) que, assim como os demais, fica deslocado em meio aos antigos alunos da escola. Provocado, Pedro é seguro por trás e um deles manda que Gonzalo o bata, que se recusa a fazer isto e ainda o ajuda a fugir. A partir de então nasce uma amizade entre os dois garotos, apesar do abismo de classe existente entre eles.
Classificação: 12 anos

Data: 31/07 às 19h30
VIOLETA FOI PARA O CÉU (Violeta se fue a los cielos, 2012) legendado em português
O filme conta a trajetória da compositora, artista e cantora chilena Violeta Parra. Esta biografia não segue uma linha cronológica, focando-se em diversos momentos da vida de Violeta, como sua infância na província de Ñuble, sua viagem pelo interior do Chile, as visitas à França e à Polônia, além do romance que ela teve com o suíço Gilbert Favre. O filme é inteiramente intercalado com trechos de uma entrevista que Violeta Parra deu à televisão em 1962.
Classificação: 12 anos

Data: 01/08 às 17h
NO (No, 2012) legendado em português
Chile, 1988. Pressionado pela comunidade internacional, o ditador Augusto Pinochet aceita realizar um plebiscito nacional para definir sua continuidade ou não no poder. Acreditando que esta seja uma oportunidade única de pôr fim à ditadura, os líderes do governo resolvem contratar René Saavedra (Gael García Bernal) para coordenar a campanha contra a manutenção de Pinochet. Com poucos recursos e sob a constante observação dos agentes do governo, Saavedra consegue criar uma campanha consistente que ajuda o país a se ver livre da opressão governamental.
Classificação: 12 anos

Data: 01/08 às 19h30
GLORIA (Gloria, 2013) legendado em português
Santiago, Chile. Gloria (Paulina García) é uma mulher solitária de 58 anos, cujos filhos já saíram de casa há algum tempo. Como se recusa a ficar sozinha em casa às noites, ela tem o hábito de ir a bailes dedicados à terceira idade. Lá ela conhece vários homens, com os quais costuma se empolgar e, tempos depois, se decepcionar. A situação muda quando conhece Rodolfo (Sergio Hernández), um ex-oficial da Marinha que é sete anos mais velho do que ela. Gloria se apaixona por ele e passa até mesmo a aspirar um relacionamento permanente, mas logo é obrigada a confrontar alguns dos seus segredos mais obscuros.
Classificação: 16 anos

Data: 02/08 às 16h
31 MINUTOS (31 minutos, 2012) dublado em português
Juanín atua como produtor no famoso noticiário de TV 31 Minutos. Ele é o último de sua espécie, uma raridade que desperta o interesse de uma malvada colecionadora de animais em extinção conhecida como Cachirula. Ela só precisa dele para completar sua exótica coleção. Contando com a ajuda de Tio Careca, ela dá início a uma caçada pelo último membro dos juanines. Juanín acaba raptado e levado até o fantástico castelo de vilão, onde são mantidos todos os animais de sua coleção. A atrapalhada equipe do programa 31 Minutos irá procurar pelo amigo e companheiro de trabalho, sem saber que acabarão enfrentando um verdadeiro exército.
Classificação: Livre

Data: 02/08 às 18h
NOSTALGIA DA LUZ (Nostalgia de la luz, 2015) legendado em português
No deserto de Atacama, astrônomos de todo o mundo se reúnem para observar as estrelas. Nessa região do Chile, a três mil metros de altitude, o calor do sol mantém intactos restos humanos. Ao mesmo tempo em que os astrônomos pesquisam as galáxias em busca de vida extraterrestre, mulheres procuram seus parentes na terra do deserto.
Classificação: 12 anos

Banda Monreal faz show de lançamento do seu primeiro CD



            A banda Monreal faz nesta quinta-feira (30), às 20h, no Teatro do Paiol, o show de lançamento do seu primeiro CD, “Um Por Todos”. Com dez músicas inéditas, o disco representa a consagração da banda curitibana no cenário do rock nacional. No ano passado, a Monreal foi a vencedora do festival de música autoral “Kaiser Geração Mundo Livre”, conquistando como prêmio a gravação do CD. 
            O ano de 2014 foi determinante para o crescimento da Monreal. Além da produção do primeiro disco, a banda gravou o primeiro clipe e integrou a lista dos 35 pré-selecionados para o Grammy Latino à categoria “Melhor Disco de Rock Brasileiro”. Como prêmio por vencer o “Kaiser Geração Mundo Livre”, a Monreal ganhou o direito de trabalhar com dois nomes conceituados no cenário musical nacional: o produtor musical Tom Saboia, que há mais de 20 anos vem produzindo e trabalhando com artistas como “O Rappa”, “NxZero”, entre outros, e Xandão, músico e guitarrista de “O Rappa”.
O álbum “Um Por Todos” conta com dez músicas inéditas. Foi gravado no estúdio Boom Sound Design, mixado por Tom Saboia e masterizado por Alex Wharton, no Abbey Road Studios. Integram a banda os músicosGabriel Sill (voz e guitarra), Gilberto “Lobão” (guitarra), Marcelo “Cobaia” (baixo) e Vina (bateria). A banda vem expandindo seus horizontes musicais na expectativa de mostrar seu potencial como uma grande banda de rock nacional.

Serviço:
Lançamento do CD “Um Por Todos”, da Banda Monreal
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/nº - Prado Velho
Data e horário: 30 de julho de 2015 (quinta-feira), às 20h
Ingresso: colaborativo (acima de R$ 10 ganha o CD)

Banda Monreal

De lona nova, Circo da Cidade retoma atividades no Alto Boqueirão



O
Circo da Cidade Zé Priguiça, instalado no bairro Alto Boqueirão, reinicia suas atividades na próxima semana com estrutura renovada. Ganhou uma nova lona com 21 metros de diâmetro nas cores azul e laranja, e também uma nova tenda de apoio e um novo portal de entrada. A inauguração do circo com a cobertura recém-instalada está marcada para a próxima quinta-feira (30), às 15h. 

A Fundação Cultural de Curitiba aproveitou o período de férias escolares para fazer a troca das lonas e do portal, a um custo total de R$ 96 mil. Com isso, garantiu a continuidade das atividades do circo, que oferece oficinas circenses para crianças carentes e promove espetáculos para a comunidade de várias regiões da cidade.
A cobertura foi confeccionada sob medida e substitui a lona adquirida em 2007, que já estava com a sua vida útil vencida. Os demais equipamentos – ferragens, arquibancadas, palco, aparelhos de iluminação e sonorização – foram mantidos, pois são itens permanentes (também foram adquiridos em 2007) e estão em boas condições.
Para a substituição da lona, todo o circo teve que ser desmontado e remontado, o que levou 20 dias, inclusive finais de semana, envolvendo o trabalho de funcionários da Fundação Cultural de Curitiba e da empresa vencedora da licitação. O equipamento cobre uma área de aproximadamente 500 metros quadrados e as arquibancadas comportam cerca de 300 pessoas ou 350 crianças.


Oficinas e espetáculos
 – As atividades do Circo da Cidade são realizadas por companhias teatrais e circenses selecionadas por editais de Produção, Difusão e Formação em Circo do Fundo Municipal da Cultura. Os editais possibilitam a promoção de 150 espetáculos gratuitos para a comunidade durante um ano, além de 550 horas anuais de oficinas de circo para crianças – atividades que reúnem um público estimado em 60 a 65 mil pessoas. As oficinas que ensinam todas as modalidades de arte circense (acrobacias, equilibrismo, malabarismo, entre outras) atendem de 60 a 100 crianças em dois períodos, pela manhã e à tarde. 
Durante o primeiro semestre deste ano, enquanto a lona não era substituída e o material antigo não suportava as intempéries, os espetáculos agendados foram transferidos para escolas municipais de diversos bairros de Curitiba. As oficinas infantis não foram prejudicadas e aconteceram normalmente no circo, até o recesso escolar.
Até o final do ano, as oficinas continuam sendo orientadas pelos artistas da Cia Coutinho e Gabardo, que venceu o edital com o projeto “Do picadeiro à vida: o ensino aprendizagem através do circo”. O grupo também será responsável pelo espetáculo de estreia do circo com a lona nova. O espetáculo “Kitinete” ficará em cartaz nos finais de semana até 5 de setembro. Na programação deste ano estão ainda os espetáculos “A fabulosa companhia do Palhaço Só” (24 de setembro a 31 de outubro), da Asparte – Associação dos Profissionais da Área Artística do Paraná, e “Círculo: uma história sobre rodas” (de 11 de novembro a 19 de dezembro), da Cia. Marina Prado. 

O Circo da Cidade está instalado no Alto Boqueirão desde 2011, mas suas atividades atendem as demais regionais. Dos 150 espetáculos realizados no ano, 100 são dirigidos a crianças de outros bairros. “As oficinas não se limitam a ensinar as técnicas circenses. As crianças interagem com outras artes, aprendem noções de educação, saúde, meio ambiente e cidadania, desenvolvem a disciplina e a auto-estima”, destaca Albanir Moura, coordenador do programa.
História – O Circo da Cidade é um dos programas culturais mais antigos de Curitiba. Sua história começa em 1976, quando a Prefeitura de Curitiba adquiriu a primeira lona, com apoio da Funarte/MEC, atendendo ao apelo da Família Queirollo, que com o advento da televisão passava por muitas dificuldades, assim como a maioria das companhias circenses, principalmente as de pequeno porte. O circo foi inaugurado em outubro daquele ano, no Parque Barigui, com o nome do famoso palhaço Chic-Chic, e funcionou até 1979 sob a administração da família Queirollo.

Em 1980 o circo começou a ser administrado pela Fundação Cultural, com o nome de Circo da Cidade de Curitiba. Nesse período o projeto se caracterizou pela curta permanência em cada bairro, levando shows e espetáculos, oferecendo espaço para cursos e ofícios, e servindo como instrumento de valorização da cultural local. O circo passou a funcionar como um centro cultural itinerante e como espaço de atuação da sociedade civil organizada. 

De 1984 a 1990, a Fundação adquiriu novas estruturas e passou a ter quatro circos para realizar o seu programa de cultura local. Em 1988, uma das lonas permaneceu durante seis meses na praça Santos Andrade, servindo de palco de debates durante a Assembleia Nacional Constituinte. Novas mudanças ocorreram a partir de 1990, atendendo a política cultural do município. Dos quatro circos existentes, mantiveram-se dois e a partir de 1994 o projeto passou a funcionar com apenas uma unidade. A prioridade passou a ser as oficinas, com a preocupação maior de resgatar e valorizar a arte circense. Com esse objetivo, em 2002, foi firmada uma parceria entre a Fundação Cultural e a Fundação de Ação Social. A parceria se manteve até 2007.

A partir de 2008, o Circo da Cidade sofreu uma reestruturação completa. A aquisição de um novo circo completamente equipado permitiu a retomada do projeto original. O circo passou a se chamar Circo da Cidade – Lona Zé Priguiça, em homenagem ao funcionário da Fundação Cultural de Curitiba, Pedro Irineu dos Santos, o Palhaço Zé Priguiça, falecido em 2001. Atualmente, o circo é mantido com verba do Fundo Municipal da Cultura, permitindo que a comunidade curitibana compartilhe os diversos gêneros, tendências e linguagens que o circo pode proporcionar de forma descentralizada.
Serviço: 
Inauguração da nova lona do Circo da Cidade Zé Priguiça – Apresentação do espetáculo “Kitinete”, da Cia Coutinho e Gabardo
Local: Rua Benedicto Siqueira Branco, s/n – Alto Boqueirão (próximo ao Armazém da Família Jardim Paranaense) – telefone: (41) 3287-5307
Data e horário: 30 de julho de 2015 (quinta-feira), às 15h
Entrada franca.

terça-feira, 28 de julho de 2015

ESPETÁCULO DE DANÇA REÚNE HUMOR E FICÇÃO NA CAIXA CULTURAL CURITIBA



Tombé utiliza metalinguagem e faz comédia coreográfica entre os dias 07 e 09 de agosto

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 07 a 09 de agosto, o espetáculo Tombé. O projeto, que pode ser definido como dança ficcional ou ainda uma espécie de stand up dance comedy, faz jogos de espelhos entre o falso e o real. A apresentação mescla ainda teatro, performance e artes plásticas para estabelecer uma análise sobre a experiência artística.

Em um espetáculo como esse, a cena se constrói entre movimentos e textos de diversas naturezas, reunindo uma série de vocabulários corporais e citações de obras de vários autores. Todos os participantes, desde o diretor, passando pelos atores e bailarinos, são figuras que compõem as relações na obra, produzindo “coreografias sociais” com seus embates e contradições.

Em atividade há mais de 13 anos, o espetáculo se renova constantemente para dar conta dos processos atuais de criação e produção de linguagem no campo das artes, nas mídias sociais, na universidade, na TV, entre outros ambientes. A obra reflete sobre a própria experiência artística, contemplando dimensões mais amplas das relações humanas como as hierarquias, produções de discurso, disputas de poder e tensões sociais.

A estreia de Tombé, em 2002, marcou o início de uma pesquisa do diretor Jorge Alencar sobre a relação entre dança e comicidade em nível artístico e acadêmico – algo atípico, já que a imensa maioria dos estudos sobre humor está ligada ao teatro e à filosofia, quase nunca à dança.

Ao longo dos anos, Tombé vem circulando em cidades de todo o Brasil, com passagem também no importante teatro Hebbel am Ufer, em Berlim (Alemanha), como parte do Festival Brasil Move Berlim.

O grupo aproveita a passagem por Curitiba para ministrar a Oficina de Honestidade, que propõe um mergulho artístico nas referências e universos poéticos de cada participante. Por meio de práticas de composição e de conversas, o encontro é voltado para estudantes e profissionais da dança, teatro, artes visuais, cinema e outras linguagens para produzir uma experiência de autonomia e prazer.


Serviço:
Dança: Tombé
Local: CAIXA Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Data: 07 a 09 de agosto de 2015
Horário: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h
Ingressos: vendas a partir de 01 de agosto (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA. A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura)
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: livre para todos os públicos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Oficina: Oficina de Honestidade
Local: CAIXA Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Data: 08 de agosto de 2015
Hora: sábado, das 14h às 17h
Inscrições: gratuitas até o dia 04 de agosto pelo e-mail caixacultural08.pr@caixa.gov.br

Antonio Saraiva e Lucas Vasconcellos fazem show duplo no Teatro do Paiol





Músicos se apresentam no dia 01 de agosto com repertórios de seus últimos trabalhos

Os músicos cariocas Antonio Saraiva e Lucas Vasconcellos vêm a Curitiba para apresentarem um show especial: cada um deles sobe ao palco do Teatro do Paiol na mesma noite, mas em formato solo. No momento da transição de um show para outro, os dois aproveitam para tocar algumas músicas juntos. O encontro será no dia 01 de agosto, sábado, às 20h.

Antonio Saraiva apresenta o show "Só", com piano e voz, no qual rearranja o repertório do seu disco para este formato, bem como inclui outras peças para equilibrar a dinâmica intimista da performance. A apresentação em Curitiba marca o lançamento de seu trabalho nas plataformas de streaming como iTunes, Spotify, Deezer, entre outros.

Com passagens pelo exterior, Saraiva tem composições gravadas e interpretadas por Ney Matogrosso, Alexandre Nero, Katia B, Pedro Luís, Ná Ozzetti, Lobão, Grupo Fato, entre outros. Colabora ativamente na criação e produção de trilhas para o teatro, cinema e TV.

Lucas Vasconcellos é produtor musical, compositor e executor de trilhas sonoras para teatro, dança e cinema. Ao vivo, o instrumentista usa cordas teclas, sintetizadores e percussões eletrônicas amalgamados em loops orgânicos que constroem a paisagem sonora sobre a qual as canções são interpretadas, alternando momentos de improvisação, lisergia e canções líricas e contundentes. Em Curitiba, 

Além de desenvolver seu trabalho autoral, fundou com Leticia Novaes a banda Letuce e colabora com inúmeros músicos e projetos, como Dado Villa lobos, Katia B, Lucas Santtana, Rodrigo Amarante, Binário, Plínio Profeta, Orquestra Imperial, Alice Caymmi, Mohandas, entre outros.

Serviço:
Antonio Saraiva e Lucas Vasconcellos
Dia 01 de agosto, sábado, 20h
Teatro do Paiol - Praça Guido Viaro, s/n - Prado Velho
R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada) Somente dinheiro
Informações: (41) 3213-1340
Pontos de venda: bilheteria do Paiol (terça a sexta, das 13h30 às 19h; sábado e domingo, das 15h até o horário do evento) e Restaurante Mezanino das Artes (Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 805, segunda a sábado, das 11h30 às 23h)