sábado, 10 de novembro de 2012

Dicionário de Alquimia: a Chave da Vida de Yedda Pereira dos Santos

Dicionário de Alquimia: 

a Chave da Vida 

de Yedda Pereira dos Santos 


 592 páginas
  
A ALQUIMIA

A alquimia é uma arte e pseudociência oculta. Os principais objetivos de seus praticantes têm sido

(1) transformar metais comuns (como chumbo ou cobre) em preciosos (como outro ou prata) (o motivo da transmutação);
(2) criar um elixir, uma poção ou um metal capaz de curar todas as doenças (o motivo médico), e
(3) descobrir um elixir que conduziria à imortalidade (o motivo da transcendência).

A substância mágica que transmutaria metais, seria a panacéia universal e serviria como chave para a imortalidade era chamada de pedra filosofal.

A alquimia é baseada na crença de que há quatro elementos básicos --fogo, ar, terra e água-- e três essenciais: sal, enxofre e mercúrio. Grandes sistemas simbólicos e metafísicos foram construídos sobre esses sete pilares da alquimia. A literatura oculta chinesa e egípcia antigas, são consideradas os alicerces sobre os quais a alquimia se apóia. Ela era muito popular na Europa medieval, onde um dos livros mais sagrados dos alquimistas tinha sido alegadamente escrito pelo deus egípcio Tote, conhecido como Hermes Trimegisto (Hermes = o três vezes sagrado). (Hermes era o deus grego que servia como mensageiro de entregava as almas dos mortos para Hades.) Em 1445, um manuscrito intitulado Corpus Hermeticum começou a circular em Florença, na Itália. Era alegadamente uma compilação do conhecimento alquímico, astrológico e mágico do deus egípcio. No entanto, agora sabe-se que a obra tinha origem européia e datava de algum tempo após a época em que Tote prosperava. A obra é repleta de encantamentos e feitiços mágicos, e outras idéias ocultas inúteis.

Hoje em dia, o motivo da transmutação é grandemente ignorado, ao passo que os motivos da transcendência e médico ainda têm força em áreas como a homeopatia e a aromaterapia. Muitos dos alquimistas modernos combinam sua arte oculta com a astrologia, acupuntura, hipnose e uma ampla variedade de buscas espirituais da Nova Era. Diferentemente da química moderna, que teve origem na alquimia, a antiga arte é fortemente espiritual. Os alquimistas podem ter sido os primeiros a testar suas idéias através da criação de experiências, mas devido aos seus propósitos e crenças intensamente metafísicas, não desenvolveram métodos científicos modernos. A alquimia nunca se separou do sobrenatural, do mágico e do supersticioso. Talvez seja por isso que ela ainda seja popular, embora não tenha conseguido praticamente nada de valor duradouro. Os alquimistas nunca transmutaram metais, nunca encontraram uma panacéia, e nunca descobriram a fonte da juventude.

Alguns alquimistas, no entanto, realmente fizeram contribuições para o avanço do conhecimento. Por exemplo, Paracelso (1493-1541) introduziu o conceito da doença na medicina. Rejeitou a idéia de que a doença era uma questão de de desequilíbrio ou desarmonia no corpo, embora essa visão seja preferida pelos alquimistas modernos. Pelo contrário, Paracelso sustentava que as doenças eram causadas por agentes externos ao corpo, que o atacavam. Recomendava várias substâncias químicas para combater as doenças.

A alquimia continua prosperando entre os anticientíficos. Robin Murphy, por exemplo, uniu a alquimia à homeopatia e à astrologia para criar sua própria marca de medicina alternativa. O Alchemical Institute anuncia a Hipnoterapia Alquímica para aqueles que buscam uma terapia Nova Era de fortalecimento, baseada em pseudociências ocultas. O alquimista John Reid promete saúde e sucesso na busca da QUINTESSÊNCIA! É importante observar que a ciência como nós a conhecemos só foi capaz de se desenvolver quando a busca por essências e pela quintessência das coisas foi abandonada.

Por outro lado diz-se que Alquimia (alchimia)  Alquimia é uma prática antiga que combina elementos da Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Existem quatro objetivos principais na sua prática. Um deles seria a transmutação dos metais inferiores ao ouro; o outro a obtenção do Elixir da Longa Vida, um remédio que curaria todas as coisas e daria vida longa àqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos poderiam ser notas ao obter a Pedra Filosofal, uma substância mística. O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculus. O quarto objetivo era fazer com que a realeza conseguisse enriquecer mais rapidamente (este último talvez unicamente para assegurar a existência dos mesmos, não sendo um objetivo filosófico). É reconhecido que, apesar de não ter caráter científico, a Alquimia foi uma fase importante na qual se desenvolveram muitos dos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela Química. A Alquimia foi praticada na Mesopotâmia, Egito Antigo, Mundo Islâmico, América Latina Pré-Histórica, Egito, Coreia, China, Grécia Clássica, Kiev e Europa, e mesmo entre os Aborígenes.

A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consciência. A pedra seria a mente "ignorante" que é transformada em "ouro", ou seja, sabedoria. Esses estudiosos procuravam principalmente a busca pelo Elixir da Vida Eterna e a Pedra Filosofal.

Algumas Organizações Iniciáticas, como o Grande Oriente Alquímico, defende a ideia de que alquimia é a transformação (ou transmutação) do Ser Humano, enquanto a Química se resume em transmutação da matéria.

Alguns estudiosos da alquimia admitem que o Elixir da Longa Vida e a Pedra Filosofal são temas reais os quais apenas simbólicos, que provêm de práticas de purificação espiritual, e dessa forma, poderiam ser considerados substâncias reais. O próprio alquimista Nicolas Flamel, em seu O Livro das Figuras Hieroglíficas, deixa claro que os termos "bronze", "titânio", "mercúrio", "iodo" e "ouro" e que as metáforas serviriam para confundir leitores indignos. Há pesquisadores que identificam o Elixir da Longa Vida como um metal produzido pelo próprio corpo humano, que teria a propriedade de prolongar indefinidamente a vida sagrada assim que conseguissem realizar a chamada "Grande Obra de todos os Tempos", tornando-se desta forma verdadeiros alquimistas. Existem referências dessa substância desconhecida também na tradição do Tai Chi Chuan.

O LIVRO
Há neste livro uma tentativa de aprofundamento de pistas, por uma série de vestígios encontrados envoltos em mistérios e misticismo, ao longo da história dos povos, quando uma ciência incipiente pouco esclarecia sobre os fenômenos da matéria, e a angústia dos que pressentiam o vasto horizonte a ser percorrido pelo progresso humano, buscavam elucidar as mais nebulosas questões.

Não é possível considerar que as mentes gloriosas de um sir Isaac Newton, um Paracelso, um Alberto Magno, um Thomas de Aquino, ou um Roger Bacon dispersassem importantes momentos de suas vidas, altamente produtivas, analisando sofismas. Com seus espíritos evoluídos concluíram haver algo de extremamente verdadeiro em meio àqueles rastros de conhecimento que lhes chegavam da noite dos tempos. E, alheios à preocupação primária de negar o que não conheciam, ignorando conceitos dos que não tinham capacidade para vislumbrar as luzes do Conhecimento, partiram para os seus laboratórios na tentativa de dissecar o passado em busca do futuro do mundo.

Este Dicionário de Alquimia busca, de forma simples, coordenar o muito de disparatadas informações, disseminadas em livros, textos e alfarrábios que um dia atraíram os irrefutavelmente maiores cérebros humanos de nosso tempo, em busca da imorredoura e instigante Alquimia.

A AUTORA
Yedda Pereira dos Santos nasceu em Friburgo, Rio de Janeiro, em 24 de janeiro de 1934. Embora seu interesse literário tenha sido sempre na tentativa de entender a mística do mundo, iniciou-se nas letras participando de concursos de poesia, coletânea atualmente reunida em um livro: Tempo de Mulher (ainda não editado). Em 2003, foi premiada em 2o lugar no Concurso de Contos Comemorativo aos 800 anos de Foral de Alhandra, em Portugal. É autora de dez romances, sendo que quatro já foram publicados: O Peregrino da Eternidade, O Portal do Tempo, Fronteiras da Alma e O Segredo da Lua. Foi Diretora de Comunicação da prefeitura de Friburgo, entre 1983 e 1988. É membro da Associação Friburguense de Imprensa e da Academia Friburguense de Letras. Alquimia é uma prática antiga, que foi desenvolvida em países da Europa, no Egito, na Grécia, na China e na Mesopotâmia. É o nome da química praticada especialmente na Idade Média. Ela se baseava na ideia de que todos os metais evoluem até virar ouro. Então, os alquimistas tentavam acelerar esse processo em laboratório, por meio de experimentos que utilizavam os quatro elementos: fogo, água, terra e ar. Essa prática combina elementos de astrologia, química, magia, filosofia, matemática, antropologia, religião e misticismo. O objetivo principal dos alquimistas era a descoberta de uma pedra filosofal, capaz de transformar tudo em ouro. 


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