sábado, 10 de janeiro de 2009

POLITICOS E INTELECTUAIS FAZEM MANIFESTAÇÃO EM CURITIBA

Uma manifestação realizada em protesto aos ataques de Israel contra a Faixa de Gaza reuniu comunidades de árabes e palestinos, ontem, no centro de Curitiba. O objetivo do ato foi sensibilizar a população curitibana sobre o que acontece no Oriente Médio. O protesto contou com o apoio de representantes de diversas religiões. O Suplemento Cultural também estava presente prestando sua solidariedade.

Muitos participantes usavam o kaffieh, indumentária típica usada para proteger do sol que se tornou símbolo da resistência palestina. Alguns chegaram a queimar uma bandeira de Israel e reuniram sapatos, em alusão ao ataque de um jornalista iraquiano contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no ano passado.


Omar Nasser, da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, justifica a manifestação, dizendo que o ataque acontece contra uma população civil indefesa. “O que se vê hoje não é uma guerra. Esse ataque não é contra o Hamas (grupo que controla politicamente a região), mas contra a população da Faixa de Gaza. É uma limpeza étnica, para ‘liberar’ territórios para a ocupação judaica”, afirma. De acordo com ele, a população mundial não pode aceitar os ataques de Israel. “Eles (Israel) não dão a mínima para a ONU, para as convenções internacionais ou para os direitos humanos.”

O diretor de Relações Institucionais da Federação Árabe-Palestina do Brasil, Ualid Rabah, explica que os palestinos buscam um cessar-fogo permanente e o direito de ir e vir restabelecido. “Queremos a restauração dos direitos históricos dos palestinos”, indica.

Impotência


Ficar sem ação, no outro lado do mundo. É isso o que estão passando famílias palestinas que vivem no Paraná e que possuem parentes na Faixa de Gaza, sob ataque israelense desde o último dia 27 de dezembro. As imagens que chegam da região geram preocupação e tristeza para quem acompanha os acontecimentos pela televisão, jornais ou pela internet.

“É uma dor muito grande, principalmente pelas crianças e pelas mulheres”, afirma Sofia Ali Hssnie, moradora de Curitiba e que tem parentes na Faixa de Gaza. O palestino Nabil Tarazi, que reside em Curitiba desde 2001, fez o último contato com tias e primas na noite de Natal. “Não há mais contato, seja por telefone ou internet. A gente fica muito triste. Só nos resta rezar e pedir a desocupação do território palestino”, relata.

UM DOS MANIFESTOS

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Krishna, a Semente do Amor


"Krishna a semente do amor", é uma síntese da filosofia védica explanada por Srila Prabhupada. O livro dá diretrizes de como se manter em harmonia mesmo diante de tanto estresse diário. Além das mensagens de fé e otimismo "Krishna a semente do amor" traz uma série de 36 mandalas em bico de pena desenhadas pela própria autora. Uma ótima opçao de presente para quem gosta de ofertar algo elegante e singular como uma obra de arte.





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O romance de Tribunal


Diferente do romance de mistério ou dos trillers policiais, o romance de tribunal reveste-se de cargas psicológicas que em muito diferem das tramas a descobrir, tem certa densidade que nos remete à reflexão do que é justiça e de como ela é aplicada. Na verdade o apelo à Justiça e a invocação de um Direito Justo tem marcado a história do Homem desde a Criação e povoou as literaturas com histórias sórdidas ou profundamente humanas. Grandes escritores aqui e ali se envolveram em uma narrativa que apresentava um julgamento. Julgamentos famosos de delinqüentes comuns ou crimes de guerra. Julgamentos como o de Nuremberg, ou inquisitoriais como o de Giordano Bruno ou Branca Dias (lembram-se de Dias Gomes?). Mas o direito justo constitui premissa, e por isso na literatura apresenta-se como um complexo desafio à Inteligência humana. Leia o ensaio completo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

PODCAST DE JAZZ


OUÇA !

HISTÓRIAS DO RIO NEGRO


HISTÓRIAS DO RIO NEGRO
de VERA DO VAL


Número de páginas: 168

O estilo é uma das grandes armas de Vera do Val neste livro. Aparentemente simples, sem grandes invenções, traz um clima regional forte e uma atmosfera de erotismo mesclado ao cotidiano dos povos ribeirinhos, o que torna sua fala encantada. O uso da linguagem criativa, a descrição psicossocial dos personagens, com toques de humor sutil e irônico mesclado com um lirismo amoroso e poético, fazem de Histórias do Rio Negro um livro saborosamente brasileiro e especial.

UM LANÇAMENTO




UM SÓ BRASIL DE MUITAS CARAS E MUITOS SONS

Como já me livrei de notas introdutórias , péssima expressão para qualquer tom de ensaio me sinto livre para incorrer em injustiças e tomar catiripapos de amigos mais chegados e cometer o despretencioso texto, dando testemunha que esse Brasil tem muito de conhecer esses outros brasis. Ia me ater a um mapa, dividir regiões, colocar em ordem alfabética, mas percebi que ia incorrer em erro, escorregar no didatismo e no melhor dizer de João Antonio, ia me tornar um "um doutor sambudo e quiquiriqui, um litorâneo raquítico e pretencioso" que vive a "torcer o nariz".
Resolvi começar São Paulo, filho da terra que sou. Afinal quem é a cara de São Paulo...Meus amigos de beberundar nas padarias do Bixiga (apelido de um bairro central e boêmio) logo sacaram de um nome de rua, Adoniran Barbosa mas depois... depois tem o depois e outros poréns que logo veremos em outros intertítulos. LEIA MAIS...

Rainha da corte de 2009



A nova corte do carnaval paulista foi escolhida na noite da quarta-feira, 7. A corte vai representar o carnaval deste ano e foi eleita no Auditório Elis Regina, no Anhembi. Foram escolhidos o Rei Momo, a Rainha, a primeira e a segunda princesa.

Mais notícias em

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

EIS AQUI OS BOSSA-NOVA


EIS AQUI OS BOSSA-NOVA

de ZUZA HOMEM DE MELLO


Número de páginas: 240

O livro traz a biografia oral do movimento Bossa Nova, tecida pelo crítico e historiador Zuza Homem de Mello. Testemunha ocular e auditiva de todos os passos decisivos que nossa música popular deu nas últimas seis décadas, Zuza escreveu a primeira versão de Eis aqui os bossa-nova em 1976. A obra logo se transformaria numa raridade bibliográfica. Estava tudo lá: da gênese do movimento à entrada em cena de Caetano Veloso & cia. Passados 32 anos, Zuza Homem de Mello remontou todos os depoimentos recolhidos entre 1967 e 1971, acrescentou detalhes esclarecedores e enriqueceu a obra com novas reminiscências. O livro traz depoimentos de 27 grandes nomes da música popular brasileira. Entre eles, estão: Tom Jobim, Caetano Veloso, Carlos Lyra, Chico Buarque, Elis Regina, Gilberto Gil, Nara Leão, Johnny Alf, Roberto Menescal e Vinicius de Moraes.

O autor:
Zuza Homem de Mello é musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical. Estudou nos Estados Unidos, nos anos 1957 e 1958, na School of Jazz de Tanglewood, Massachussets, com o contrabaixista Ray Brown, na Juilliard School of Music de Nova York (musicologia) e na New York University (literatura inglesa). São mais de 40 anos dedicados ao garimpo e estímulo do que há de melhor na música brasileira. Escreveu os livros A canção no tempo (com Jairo Severiano), A era dos festivais, João Gilberto e Música nas veias.


UM LANÇAMENTO

Terra Brasil – curso de língua e cultura


Terra Brasil – curso de língua e cultura
de Regina Lúcia Péret Dell’Isola
Maria José Apparecida de Almeida



Apoio: Diretoria de Relações Internacionais/UFMG e SESu/MEC
320 páginas

Terra Brasil: curso de língua e cultura é um livro para estudantes que desejam aprender a variante brasileira da Língua Portuguesa. Traz exercícios em contextos comunicativos plausíveis, orais e escritos, com foco na compreensão dos aspectos culturais do Brasil; segue os princípios do Certificado de Proficiência de Português do Brasil (CELPE-Bras), exame oficial do Governo brasileiro, e emprega a grafia do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Cuidadosamente preparado por autoras com grande experiência no ensino de Português para falantes de outras línguas, este livro é um roteiro para conduzir as aulas de Língua Portuguesa na perspectiva de língua estrangeira ou segunda língua.

UM LANÇAMENTO

AINDA A GUERA II

“Israel tenta censurar imprensa em Gaza”, diz editora da Folha



A editora de Mundo da Folha, Claudia Antunes, classificou nesta quarta-feira (07/01) de censura a restrição de jornalistas à Faixa de Gaza, onde ocorre o ataque israelense contra milicianos do Hamas. “Israel está tentando uma censura”, disse.

Claudia conta que, com a restrição de jornalistas internacionais em Gaza – com exceção do americano New York Times e do britânico Independent, que tem correspondentes árabes na região e alguns poucos –, o enviado da Folha, Marcelo Ninio, está tendo que se virar para encontrar informação, com fontes em Gaza, em Israel e com outros veículos de imprensa.

Nesta quarta (07/01), o governo israelense permitiu, depois de recuar da decisão da Suprema Corte, a entrada de alguns jornalistas para acompanhar a ofensiva em Gaza. Não se sabe se algum deles é brasileiro.

“Não há nenhuma pressão de Israel, mas a proibição à entrada em Gaza é claro que prejudica a cobertura e a torna incompleta”, disse o enviado especial Marcelo Ninio, nesta quarta, antes de Israel liberar a presença de alguns jornalistas no embate. Incompleta no sentido de não se ter a versão da mídia internacional, que poderia fazer uma espécie de mediação do conflito, sobre o lado de militantes do Hamas. “Ninguém sabe quantos milicianos do Hamas morreram, por exemplo”, cita Claudia. As informações vem de civis palestinos, pelo celular e pela Internet, que, é claro, mantém uma postura parcial do ataque.

A cobertura da Folha, além do enviado especial, supre-se de informações de agências internacionais e da TV Al Jazeera, que está em Gaza.

Enviado do Estadão diz que Israel não poderia ter influência em Gaza


O enviado especial do Estadão a Israel, Gustavo Chacra, disse que, em Israel, Gaza não pertence a ninguém. “Israel e o Egito têm o direito de proibir qualquer um de entrar em seus territórios. Mas não na Faixa de Gaza, que não pertence a nenhum dos dois países. E cada jornalista pode decidir por conta própria se quer se arriscar”. O Egito tomou a decisão de impedir a entrada de jornalistas estrangeiros.

Ao relato de Ninio, Chacra acrescenta que os israelenses são muito atenciosos com a mídia, oferecendo o máximo de informações possíveis, assim como a Autoridade Palestina, em Ramallah.

Sobre a tendência da mídia de enviar correspondentes apenas em casos extremos, como guerras, aos países, Ninio diz que se deve ir atrás de qualquer assunto relevante, Chacra responde com Talese: “Para esta pergunta, respondo com o primeiro parágrafo do livro O Reino e o Poder, do Gay Talese, que conta a história do New York Times. (Lembro de cabeça, mas tenho quase certeza que é assim). 'Em sua maioria, os jornalistas são incansáveis voyeurs que vêem os defeitos do mundo, as imperfeições das pessoas e dos lugares. Uma cena sadia, que compõe boa parte da vida, ou a parte do planeta sem marcas de loucura não os atraem da mesma forma que tumultos e invasões, países em ruínas e navios a pique, banqueiros banidos para o Rio de Janeiro e monjas budistas em chamas - a tristeza é seu jogo, o espetáculo, sua paixão, a normalidade, sua nêmese.'” É assim mesmo, Chacra.


notícia do Comunique-se

por

Carla Soares Martin, de São Paulo