sábado, 30 de novembro de 2013

The Mission: novo disco é lançado no Brasil




A lendária banda inglesa The Mission acaba de lançar no Brasil, “The Brightest Light”, 13° registro fonográfico de estúdio do grupo. Este é primeiro trabalho do trio Wayne Hussey, Simon Hinkler e Craig Adams juntos, desde “Grains Of Sand” (1990). Mais informações abaixo.


“THE BRIGHTEST LIGHT” chega ao mercado brasileiro via Blast Stage Records - foto: divulgação

O The Mission, um dos pilares do rock alternativo mundial, está de volta com um tão aguardado novo álbum de inéditas! Os britânicos apresentam “The Brightest Light”, disco que marca não só o 13° registro fonográfico em estúdio, mas o primeiro trabalho do trio Wayne Hussey, Simon Hinkler e Craig Adams juntos, desde “Grains Of Sand” (1990). As gravações de “Carved In Sand” aconteceram em 1989 e, depois disso, o trio nunca mais se reuniu. Portanto, lá se vão 24 anos.

“The Brightest Light”, que traz 12 interessantes composições, foi produzido por David M. Allen, que curiosamente no ano passado, produziu os novos trabalhos de The Cure, Sisters of Mercy e Depeche Mode. O disco acaba de ser lançado digitalmente no Brasil via BLAST STAGE RECORDS, sob a direção artística de André Kostta.

O álbum tem lançamento previsto para 19 de Dezembro na América Latina. A versão de luxo chega ao mercado brasileiro, em janeiro de 2014, contendo um CD bônus com faixas extras e um encarte especial.

A banda acredita que, após terem praticamente se reinventado, celebrado mais de 25 anos na estrada e ser uma das atrações principais da última edição do Download festival, o The Mission deva retomar o seu devido posto. “Este é o meu disco de rock! Minha esposa disse que é o meu ‘disco de testosterona’. Eu queria capturar o mais próximo possível do som que fazemos quando tocamos ao vivo e acredito que, pela primeira vez, fomos bem-sucedidos nesta ideia”, declarou o frontman Wayne Hussey.

Recentemente, o The Mission anunciou o videoclipe para “Swan Song”, segundo single que também será título de um EP que traz algumas versões alternativas para “Swan Song”, além da música inédita “More Than The Truth”.

“Escolhemos ‘Swan Song’ como single por conta de sua impressionante popularidade com nosso público, tanto ao vivo, como no álbum. Certamente é a mais ‘The Mission’ do novo trabalho, é épica. Como se o vídeo tivesse sido feito para essa música”, comentou Wayne Hussey.

Dirigido por Rhory Danniells, o vídeo foi captado com câmeras MOVI M10 com multi-rotor estabilizado. Esse é o primeiro videoclipe feito na Europa com a utilização desse moderno equipamento, que permite maior estabilidade com captação em três eixos.

A banda segue em turnê de divulgação de seu último trabalho, com datas agendadas na Europa até o final de dezembro. A atual formação conta com Wayne Hussey, Craig Adams (ex-Sisters of Mercy), Simon Hinkler e o novo baterista Mike Kelly.

Nos anos 80, o The Mission fazia parte do movimento gótico britânico e eram uma das bandas mais apreciadas, lado a lado com os Sisters of Mercy. Quem não se recorda de temas como “Wasteland”, “Severina”, “Beyond the Pale”, “Tower of Strength”, “Kingdom Come”, “Into the Blue”, “Butterfly on a Wheel”.

Videoclipe Swan Song: http://www.youtube.com/watch?v=goT8e4KOhVU
Link One RPM: https://onerpm.com/#/disco/album&album_number=668006752
iTunes: https://itunes.apple.com/br/album/swan-song-ep/id768204826

Links relacionados:
http://themissionuk.com
https://www.facebook.com/themissionuk
https://twitter.com/the_mission_uk

Lançamento do livro "A Arte Mágica" no Rio de Janeiro e em São Paulo

clique para ampliar

07/12 PALHAÇARIA PAULISTA COM ROTEIRO COMPLETO


                                  Espetáculos só com Palhaças

encerram a Palhaçaria Paulistana





Grande encontro de cultura circense irá acontecer em lona montada no Vale do Anhangabaú,

com 10 espetáculos entre  7 a 10 de dezembro, com entrada franca.

Último espetáculo, dia 10, às 18h, reunirá somente palhaças. Abaixo a programação completa.



val.jpg



A Palhaçaria Paulistana, evento realizado pela Cooperativa Brasileira de Circo, com correalização da Secretaria Municipal de Cultura, chega a sua 7ª edição e presta uma homenagem “As Mulheres Palhaças”. Cada um dos 10 espetáculos terá como mestre de cerimônia algumas das palhaças mais lindas e divertidas  do Brasil.  Entre elas:  a Lorieta, a Pororoca, a Guadalupe, a Manela, a Spirulina, a Dupla Cia e a Rubra, que se reunirão  para o espetáculo 100% feminino que fará o encerramento do evento,  no dia 10 de dezembro, terça-feira, às 18h.



Elas serão comandadas pela palhaça Xaveco Fritza, criação de Val de Carvalho, atriz, diretora artística e uma das pioneiras da palhaçaria feminina no Brasil. Pesquisadora da palhaçaria clássica, estudou e trabalhou no Circo Escola Picadeiro e na Oz Academia Aérea de Circo. Atualmente é uma das integrantes dos Doutores da Alegria e faz assessoria clownesca na escola Galpão do Circo em São Paulo.



Além das Palhaças, vários artistas tradicionais e contemporâneos incluindo  nomes da Abracirco- Associação Brasileira de Circo, se apresentarão em números de malabarismos, pernas de pau, contorção e números aéreos, estes apresentados ao ar livre, após os espetáculos em trapézio montado na parte de fora da lona.



A Palhaçaria Paulistana  tem como objetivo dar sequência ao grande encontro de cultura circense que vem sendo realizado ano após ano e que dá a possibilidade para os artistas locais se apresentarem, aumentarem seu publico e trocarem experiências, num  evento que consolida o circo como atividade cultural, geradora de trabalho e renda.



As apresentações acontecerão na lona montada no Vale da Anhangabaú, em frente ao edifício dos Correios, retornando ao espaço  tradicional  para o circo. Os espetáculos acontecem de 7 a 10 de dezembro, em diversos horários e com entrada franca. Os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes de cada espetáculo.





Serviço

7ª Palhaçaria Paulistana

De 7 a 10 de dezembro de 2013

Sábado e domingo, em dois horários: às 15h e às 17h

Segunda e terça-feira, em 3 horários: às 12h , 14h e 18h

Duração: 1h20

Capacidade: 300 lugares

Grátis

Os ingressos começam  a ser distribuídos uma hora antes do espetáculo

Local: Lona montada no Vale da Anhangabaú, em frente ao edifício dos Correios (Avenida São João, s/n - Centro - São Paulo)

Para maiores informações: 3868. 4172



Programação Completa



Sábado dia 7 de dezembro

15 horas – Recepção –

Banda Musical  palhaço Bacalhau, Ale thomazini e Vilson Malaquias

Mestre de cerimônia: Val de carvalho- xaveco fritza

Palhaças: Thelma Luz - palhaça Lorieta

Monique Franco - palhaça Nina Rosa



Thiago Cintra - Malabares facas e contato de bolas

Juliana Stevanovich – bambolê

Anderson Esteves – monociclo

Nadia Funes – Manipulação de chapéus



Aéreos 

Lira  Neryssa  Sayure

Trapézio  Juliana  kaseka



17 horas

Mrstra: Val de Carvalho - palhaça Xaveco Fritza

Palhaças: Glauce Carvalho - palhaça Rodapé

Karina Muller - palhaça Gardênia Flores



Caio  Stevanovich - malabares

Jeisel Bonfim /Michele Rebulho   - duo acrobático

Montanha ( Andre Carvalho) - Quebrando a   Bacia

Rafe Cardoso- beat box



Aéreos

Tecido  Daniele Ribeiro

Faixa  Tom Ramos



DOMINGO  15 horas

MESTRA Juliana Ferreira - palhaça Katrina

Palhaças: Aline Olmos - palhaça Madame Poatrine

Fernanda Jannuzzelli - palhaça Begônia



Simone  Adriano  /Grazi Silva   contorção

Báscula   Alfredo Muñoz  /Vitor Dias

Alessandra Fleury – contorção

Lucas Gurbanov - Magico



Aéreos

Jessica   Jaqueline ébanos  voadoras/            Double lira

Guilherme Ambrosio    Cubo

Simone /Grazi   Corda Indiana



Domingo  17 horas

Mestra: Juliana Ferreira - palhaça Katrina

Palhaças: Luciana Viacava - palhaça Lola Brígida

Val de Carvalho - palhaça Xaveco Fritza



Fabiana Oliveira    contorção

Natalia Furlan Paulo Maeda – mão  a mão

Daniela Siqueira  -bolas de rebote



Aéreo 

Cesar Rossi – Trapézio  Solo

Fabiana de Oliveira /Tom Santos   bambu aéreo



Segunda feira



12 hs.  Cabaret  Circense da ABRACIRCO.





Apresentador  - Claudio Siqueira

Palhaços   Corchito e Condorito

 Magia Dançante - Armando Klenque  e sua Partner

 Malabares - Caio Stevanovich

 Palhaço Mimico - Rodrigo Garcia

 Bambolê -  Talissa Fabri





15 hs.  Cabaret  Circense da ABRACIRCO



Apresentador : Camilo Torres - Palhaço Pirulitus

Malabares  -  Tiago Gelli

Ventriloquia - Gelatina e Biju.

Magia  - Mágico Jef

Bambolê - Thainá Gelli.

Palhaços - Pepin e Florzita







18hs.  Cabaret  Circense da ABRACIRCO



Apresentador - Camilo Torres (Palhaço Pirulitus)

Malabares - Fabio Stevanovich

Cubo Aéreo - Jennifer Baeta (Gat Women)

Palhaços ´Putch e Pitucha

Magia - Mágico King



Os cabarés que a ABRACIRCO estará apresentando, visa enaltecer os artistas clássicos  das  gerações familiares circenses,  com a nova geração de artistas, que mesclam esta tradição com uma nova concepção cênica  dos números artísticos



Terça Feira   12 horas

12hs ás 18hs  - PRE ENCONTRO NACIONAL DE MULHERES PALHAÇAS – NO CENTRO DE MEMÓRIA

PRODUÇÃO TEATRO DA MAFALDA

Mestra: Célia Borges

Tatilene dos santos souza- palhaça Jujuba

Juliana Ferreira - palhaça Katrina

Flora Matsumori - palhaça Cereja



Barbara Francisquine - bambolê

Viviane Rabelo  Muñoz - Tranca

Bruno Edson  Pratos bailarinos

Micheli  Rebulho/Jeisel Bonfim - acrobalance

Rokan e Rany – Mágico dos dedos de Ouro

Andre Becker – manipulação de chapéus



Aéreos 

Percha  Viviane e Alfredo  Muñoz

tecido  Maria  Seckler



14hs

Mestra: Paola Musatti - palhaça Manela

Sueli Andrade - palhaça Greta Garboreta

Thelma Luz - palhaça Lorieta



Mão a mão- Marina e Cosmai

Monociclo- Alfredo munoz

Parada de mão- Paulo Maeda



Aéreo

Micheli  Rebulho/Jeisel Bonfim - acrobalance



15:15 hs sampalhaças

Mestra: Tereza Gontijo - palhaça Guadalupe

Palhaças: Layla Ruiz - palhaça Pororoca

Vera Abud - palhaça Emily

Bete Dorgam - palhaça Madame Elizabeth The Queen

Silvia Leblon - palhaça Spirulina



17 hs  - Cortejo Cênico de Palhaças (todas)



17hs 45 trapezio cômico- palhaça Maria

18hs

Lú Lopes - palhaça Rubra

Lily Curcio - palhaça Jasmim

Paola Musatti - palhaça Manela

Vera Abud - palhaça Emily


Luciana Viacava - palhaça Lola Brígida

Juliana Ferreira - palhaça Katrina

Thelma Luz - palhaça Lorieta

Juliana Gontijo - palhaça Dona Juca Pinduca

Andrea Macera - palhaça Mafalda Mafalda

Flora Matsumori - palhaça Cereja

Val de Carvalho - palhaça Xaveco Fritza

Crônica da Urda - Roubaram-lhe o mar!

 Roubaram-lhe o mar!




                                   Daí, deve fazer uma ou duas décadas, algumas famílias que devem ser de classe média alta se encantaram com um bonito outeiro da Ilha de Santa Catarina, bem às vistas da Ponte Hercílio Luz, e lá construíram suas confortáveis casas, para poderem passar o resto das suas vidas a olhar para aquele cenário infinitamente encantador, coisa assim que a gente só vê mais bonito no Caribe. Houve um probleminha, na ocasião: aquelas famílias se esqueceram de comprar os terrenos da frente, aqueles que faziam a descida do outeiro, e adivinhem o que aconteceu: construtores de grandes prédios acabaram descobrindo aqueles terreninhos ainda não vendidos, e o que fizeram? Compraram-nos, e construíram neles toda uma altíssima barreira de edifícios onde também moram pessoas de classe média alta.

                                   Às vezes a gente demora um bocado para dar-se conta da amargura que está do outro lado da rua. Temos na nossa cabeça que, a princípio, as amarguras vivem em favelas, e não em casas bonitas como aquelas, e quando pessoas conhecidas foram morar num daqueles edifícios altos, com aquela maravilhosa vista da ponte Hercílio Luz, nem me passou pela cabeça que algum tempo depois eu ia ver bem de perto o que era a amargura de se perder ... o mar!

                                   Foi no último final de semana. Fui visitar amigos, e estacionei o carro entre os portões de duas garagens daquelas casas bonitas. Lembro de ter olhado bem para ver que as duas garagens ficavam livres. Só que quando desço para pegar o carro, lá está uma multa por eu estar estacionada diante de uma garagem. E a multa não era nada, meus senhores: o pior era uma senhora que estava totalmente transtornada, a me agredir verbalmente, a me dizer coisas desconexas (como eu ter trancado a garagem dela, quando era visível o carro que ela botara na garagem!),  por se incomodar 24 horas do dia com aquele problema (eu estava ali bem menos tempo, o que queria dizer que não era comigo), e eu fiquei a olhá-la e a desculpar-me, mas seu estado de angústia e revolta era tão grande, que passei a temer por ela: e se tivesse uma síncope, o que eu faria? Ligaria para  o 193? Ela teria um plano de saúde com ambulância particular? Fiquei a tentar acalmá-la, a dizer “Desculpe, minha senhora, veja, já fui punida, olhe aqui a minha multa”, e ela a dizer que fora ela quem chamara a polícia para me multar, e eu dizendo “Desculpe” e com medo da síncope, e nada da senhora se acalmar, e a dizer que iria embora dali para o mato, que nunca mais queria ver gente por perto, estas coisas que a gente diz quando não está em si. Só me restou sair dali. Minha sorte era que eu estava num dia de imensa calma. Mas recordava-me de algumas ocasiões da minha vida em que estivera assim nervosa também, e sabia que quando a gente fica assim é bem brabo.

                                   Mais tarde passei por ali de novo e revi a senhora. Pedi-lhe desculpas mais uma vez (o que é uma multa quando alguém está a ponto de ter uma síncope?), e como ela se acalmara um pouco, falei-lhe de coisas de saúde, de como ela estava se auto-prejudicando. Conversamos – penso que mais uma meia hora e a gente acabaria tomando um chazinho juntas  e contado uma para a outra nossas recíprocas aventuras e desventuras. Eu sabia que a raiva dela, o descontrole dela eram grandes demais para terem a ver comigo – o que a fazia tão agressiva? Havia algo mais, algo que eu ainda não estava entendendo. E então veio a luzinha, e eu disse: “Pôxa, quando vocês fizeram esta casa, não pensaram que poderiam subir estes prédios aqui na frente, não? Perderam a vista!” Eu tocara na ferida. Era aquilo, sim. Aqueles prédios tinham vindo para lhe tirar a Ponte Hercílio Luz, o canal, o mar lá adiante. Como é que alguém poderia abdicar de tal vista sem ficar altamente traumatizada? E então eu entendi a senhora. Roubaram-lhe o mar. Ficar sem o mar é uma dor muito profunda para um ilhéu. Era uma dor que distribuía multas para quem avançasse um palmo na sua entrada de garagem, como eu recebi, e que botava em jogo a saúde daquela senhora sujeita à síncope. Também, roubaram-lhe o mar! Como se pode viver sem o mar?



                                    Blumenau, 02 de Julho de 2003.





                                   Urda Alice Klueger

                                    Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR.



"Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço de seu coração. Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles."  (Autor desconhecido)

Videobrasil tem sessões ao ar livre



Open Air - Vídeos no Deck

Programas de vídeo da mostra do 18º Festival são exibidos à noite, em sessões ao ar livre, no Deck do Sesc Pompeia



Três vídeos premiados na mostra competitiva Panoramas do Sul voltam a ser exibidos ao público, junto a outros 15 trabalhos de 12 países, selecionados pela curadoria da 18ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil. Desta vez, ao invés da sala escura de cinema do CineSesc, onde foram exibidas de 07 a 14 de novembro, as obras são apresentadas ao ar livre, no Deck do Sesc Pompeia, de 27 de novembro a 21 de dezembro de 2013, sempre às 20h.



Os vídeos da mostra competitiva Panoramas do Sul foram agrupados em oito programas por aproximações, estratégias ou temáticas.  Ao todo, são 8 obras produzidas por artistas de países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Hungria, Israel, Líbano, Lituânia, Mali, México, Nova Zelândia e Peru. As obras selecionadas constroem narrativas que relacionam assuntos referentes à contemporaneidade, sugerindo o rompimento entre fronteiras, a partir do momento em que as obras, de uma grande diversidade de nacionalidades, alcançam e constroem relações com discursos presentes em outros territórios.



Três destas obras foram premiadas nesta 18ª edição. São elas: Doméstica, 2012, assinada pelo brasileiro Gabriel Mascaro (Prêmio de residência Wexner, no Wexner Center for the Arts , em Columbus, EUA); Journey to a Land Otherwise Known, 2011 (Prêmio de residência Resartis, na Arquetopia, em Oaxaca, México), da artista colombiana Laura Huertas Millan; e The Sun Glows Over the Mountains, 2012 (Prêmio de residência China Art Foundation, na Red Gate Gallery, em Beijing, China), da artista israelense Nurit Sharett. Também receberam menções honrosas duas obras dos programas de vídeo: Rabeca, 2013, do artista brasileiro Caetano Dias, e Brisas, 2008, do chileno Enrique Ramirez.





AGENDA

OPEN AIR | PROGRAMAS DE VIDEO | PANORAMAS DO SUL



NOVEMBRO

29 NOV, sexta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 5 e 6 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



30 NOV, sábado

20h, Sesc Pompéia: : Programas 7 e 8 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



DEZEMBRO

4 DEZ, quarta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 1 e 2 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



5 DEZ, quinta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 3 e 4 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



6 DEZ, sexta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 5 e 6 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



7 DEZ, sábado

20h, Sesc Pompéia: : Programas 7 e 8 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



11 DEZ, quarta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 1 e 2 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



12 DEZ, quinta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 3 e 4 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



13 DEZ, sexta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 5 e 6 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



14 DEZ, sábado

20h, Sesc Pompéia: : Programas 7 e 8 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



18 DEZ, quarta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 1 e 2 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



19 DEZ, quinta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 3 e 4 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



20 DEZ, sexta

20h, Sesc Pompéia: : Programas 5 e 6 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo



21 DEZ, sábado

20h, Sesc Pompéia: : Programas 7 e 8 OPEN AIR / Panoramas do Sul / Programas de vídeo




Confira abaixo os vídeos que integram os programas e consulte a agenda do Festival para organizar suas sessões.



PROGRAMA 1 | História, regresso e pertencimento
Father’s Footsteps, Vygandas Simbelis, 4’54’’
The Sun Glows over the Mountains, Nurit Sharett, 53’08’’ [obra premiada]
São constantes e dinâmicas as formas como a arte aborda a história, tecendo novas costuras e promovendo leituras sincrônicas dos fatos sociais. Por meio de um exercício de caráter político, os artistas constroem percepções intimistas e afetivas das narrativas instituídas a partir das mais diversas micro-histórias. Os filmes deste conjunto subvertem cânones religiosos e étnicos alinhados ao controle político e ideológico das maneiras de contar a história. É por meio do regresso físico ou simbólico e da noção de pertença que essas narrativas cinematográficas se formam.



PROGRAMA 2 | A experiência do espaço humano
Des deux côtes, Andrew de Freitas, 3’58”
Cuculí, Daniel Jacoby, 11’32”
Hidden Cities, Gusztáv Hámos, 27’
Reorientar a percepção do espaço sem recorrer à exatidão das convenções de medição e registro coloca-se como argumento na produção audiovisual contemporânea. Valendo-se de recursos literários, visuais e cognitivos, esses artistas se apropriam de figuras de linguagem nas representações de suas vivências espaciais, remetendo-se aos mais diversos contextos urbanos. Essas novas narrativas nos entregam cidades particulares, que só ganham existência na experiência do outro, daquele que relata.



PROGRAMA 3 | Consciência política e experiência sensível
Brisas, Enrique Ramírez, 13’ [menção honrosa]
The Night of the Moon Has Many Hours, Mauricio Arango 12’
Cordis, Roberto Bellini, 15’
A apreensão de paisagens específicas e a compreensão simbólica de determinados contextos sociais perpassam a tessitura de leituras – tanto afetivas quanto políticas – de realidades históricas e geográficas constituídas. De observações no campo da experiência sensível surgem ficções que deixam transparecer olhares agudos sobre temas característicos da cultura latino-americana, seja urbana ou interiorana. O que diferencia esses trabalhos é a forma como abordam o tempo, tanto pela reflexão histórica quanto pela ação da câmera, levando em conta as especificidades de cada lugar ou situação para os quais voltam o olhar.



PROGRAMA 4 | Imersões no espaço sociocultural brasileiro
Rabeca, Caetano Dias, 71’ [menção honrosa]
Por meio de processos distintos, é perceptível o interesse dos artistas contemporâneos em desenvolver estratégias documentais que nos revelem aspectos dos mais sensíveis de nossa realidade sociocultural. Ao dissolver e retrabalhar questões como autoria, realidade e ficção, elas subvertem a natureza do documentário. São também investigações agudas de nossos processos históricos de formação socioeconômica, na dualidade entre o interior e as cidades. Nessa imersão, realidade e ficção se condensam numa leitura quase fantástica de tradições interioranas brasileiras. Resgata-se a memória de uma cultura imaterial em que a música, seus instrumentos (como a rabeca) e as formas de interpretação são mecanismos que a mantêm viva.



PROGRAMA 5 | Dispositivos e as construções identitárias
Mirror, Tiécoura N’Daou, 5’01’’
WYSIWYG – What You See Is What You Guess, Lucas Bambozzi, 20’
The Day You Arrived in Buenos Aires, Iván Marino / Aya Eliav, 18’
É da ordem do dia uma permanente e inquietante reinvenção dos dispositivos de produção e exibição de imagens, potencializados nos espaços urbanos. As experiências de uso desses recursos colocam o indivíduo em contato consigo mesmo, permitindo que ele responda a seu ambiente, manifestando-se a ideia de alteridade. Reconhecer-se no outro e nos seus espaços de vivência materiais e virtuais faz com que novas experiências midiáticas sejam concebidas pelos artistas. A observação imediata do que se encontra ao redor do indivíduo e das coisas cotidianas mais triviais parece ser um ponto de partida para a amplitude narrativa e midiática desses trabalhos.



PROGRAMA 6 | Ambivalências dos espaços arquitetônicos
Into Thin Air into the Ground, Haig Aivazian, 30’45’’
Lago Onega N.8, Jacinto Astiazarán, 22’30”
O espaço arquitetônico contemporâneo é de natureza ambivalente. Tal condição é aguçada pelo contexto em que se insere e, especialmente, em situações nas quais a tradição moderna ocidental reverbera de forma ambígua, por vezes tardia, por vezes precária. Observando as arquiteturas enquanto personagens, a produção em vídeo tem abordado essas figuras urbanas com intuito de nos revelar a força da mídia de massa, o domínio dos subterfúgios tecnológicos sob a racionalidade projetual e os problemas mais urgentes das cidades de hoje – espaços em que a arquitetura se apresenta como elemento de distinção e poder.



PROGRAMA 7 | Imersões no espaço sociocultural brasileiro
Doméstica, Gabriel Mascaro, 75’ [obra premiada]
Também representativa das novas estratégias documentais usadas pelos artistas para compor investigações agudas sobre nossa realidade socioeconômica, a obra tece um olhar ambíguo sobre as relações de trabalho doméstico que se consolidaram no espaço da casa brasileira, remetendo a uma cultura secular e patriarcal.



PROGRAMA 8 | Desconstrução das narrativas
Journey to a Land Otherwise Known, Laura Huertas Millán, 22’17” [obra premiada]
Vive le capital, Orit Ben-Shitrit, 15’05’’
Malleable Tracks, Gregg Smith, 22’52’’
A tradição narrativa do cinema tornou-se elemento de experimentação para as mais diversas práticas audiovisuais. Nesse programa, três maneiras distintas de construir uma narrativa põem o dado temporal em tensão e apropriam-se das referências do documentário, da dança e do cinema norte-americano e francês, respectivamente. Nos dois primeiros casos, desconstroem-se narrativas da história social, adaptando-as ao cinema. O último filme nos leva a uma história em suspenso, uma interrupção de tempo, o que metaforicamente remete ao primeiro grande tema dos programas de vídeo, estabelecendo uma leitura aberta da cultura contemporânea.



LOCAIS & COMO CHEGAR

Sesc Pompeia: Rua Clélia, 93 – Pompeia, São Paulo SP
Tel: +11 3871-7700 | facebook.com/sescpompeia
Visitação: de terça a sábado, das 9 às 22h | Domingos e feriado, das 9 às 20 h
Metrô: Linha 3 (Vermelha) - Barra Funda
CPTM: Linha 7 - Água Branca
Ônibus: Terminal Lapa (8000-10) | Terminal Lapa (875H-10) | Jd. Pery Alto (177X-10)
Veja a localização no Google Maps



Cinesesc | Rua Augusta, 2075 - Cerqueira César, São Paulo SP
Tel.: +11 3087-0500 | facebook.com/cinesescsaopaulo
Metrô: Linha 2 (Verde) - Consolação
Veja a localização no Google Maps











Vencedores do Prêmio Portugal Telecom de Literatura serão anunciados em 4 de dezembro



·         Durante a cerimônia serão conhecidos os ganhadores nas categorias poesia, romance e conto/crônica



·         Cenografia da cerimônia e booktrailers das obras concorrentes ficaram  a cargo dos alunos da Oi Kabum!


São Paulo, 29 de novembro de 2013 – 
O Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa anuncia no dia 4 de dezembro (quarta-feira) os vencedores da 11ª edição, no Auditório Ibirapuera. Na cerimônia serão conhecidos os escolhidos nas categorias poesia, romance e conto/crônica. Os vencedores do Prêmio Portugal Telecom foram definidos entre 12 finalistas – com quatro obras em cada categoria – a partir de 63 semifinalistas que representam um painel da melhor literatura em língua portuguesa produzida atualmente em todo o mundo.

Os quatro livros finalistas da categoria poesia são “Formas do nada”, de Paulo Henriques Britto (Companhia das Letras), “Porventura”, de Antonio Cicero (Record), “Sentimental”, de Eucanaã Ferraz (Companhia das Letras) e “Um útero é do tamanho de um pulso”, de Angélica Freitas (Cosac Naify).

Na categoria romance, os finalistas são “Barba ensopada de sangue”, de Daniel Galera (Companhia das Letras), “O filho de mil homens”, de Valter Hugo Mãe (Cosac Naify), “A máquina de madeira”, de Miguel Sanches Neto (Companhia das Letras) e “O sonâmbulo amador”, de José Luiz Passos (Alfaguara).

O livro de contos vencedor será escolhido entre “Páginas sem glória”, de Sérgio Sant´Anna (Companhia das Letras), “A verdadeira história do alfabeto”, de Noemi Jaffe  (Companhia das Letras), “Essa coisa brilhante que é a chuva”, de Cíntia Moscovich (Record) e “O tempo em estado sólido”, de Tércia Montenegro (Grua Editora).

Durante a cerimônia de anúncio dos vencedores também acontecerá o lançamento de “Memória das Palavras”, livro que conta a história dos dez anos do prêmio Portugal Telecom de Literatura, da editora Leya.


Booktrailers envolveram alunos da Oi Kabum! do Rio, Salvador e BH


Pelo segundo ano, alunos da Oi Kabum!, Escola de Arte e Tecnologia do Oi Futuro, o instituto de Responsabilidade Social da Oi, foram responsáveis pela criação de booktrailers dos finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Os jovens, que têm entre 16 e 21 anos e são moradores de comunidades do Rio, Belo Horizonte, Salvador e Recife, também foram responsáveis pela comunicação visual, vinhetas e cenografia da cerimônia. Eles foram desafiados a criar vídeos de até um minuto que transpusessem o universo de cada obra finalista para a linguagem audiovisual. O resultado, que será exibido pela primeira vez na entrega do Prêmio, é uma coleção original de vídeos que exploram diversas técnicas de produção e de animação, combinando elementos de videoarte, do videoclipe e da literatura.


A Oi Kabum! atua em quatro cidades brasileiras – Recife, Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro – e é voltada para jovens de comunidades populares urbanas, estudantes ou egressos da rede pública, já tendo formado mais de 800 jovens. O programa faz com que os jovens se apropriem das tecnologias da comunicação e da informação em processos criativos, para atuar no trabalho artístico e cultural.



Luiz Ruffato, Marcelino Freire e Antonio Carlos Secchin na curadoria

A Curadoria 2013 do Prêmio Portugal Telecom foi composta pela curadora-coordenadora e consultora literária da Portugal Telecom, Selma Caetano, pelo poeta Antonio Carlos Secchin (curador da categoria Poesia), pelo escritor Luiz Ruffato (curador da categoria Romance) e pelo escritor Marcelino Freire (curador da categoria Conto/crônica). Além de receber os exemplares e validar as inscrições, a Curadoria 2013 indicou o júri Inicial, participou da composição dos júris e responde pelo resultado de todas as etapas do Prêmio.

A escolha dos 12 finalistas foi realizada pelos curadores e pelos críticos André Seffrin, José Castello, João Cezar de Castro Rocha e Leyla Perrone-Moisés, pelo romancista Cristovão Tezza e pelo crítico e poeta Italo Moriconi, eleitos pelo corpo inicial de jurados.


Seleção do prêmio é realizada em três etapas

Em 2013, a inscrição ao prêmio novamente foi dividida nas categorias poesia, romance e conto/crônica. As três categorias foram avaliadas separadamente, valorizando assim cada gênero em suas singularidades.

A escolha dos vencedores é realizada em três etapas, marcadas pela transparência de critérios. A sua estrutura democrática e a excelência e diversidade do corpo de jurados elege sempre um conjunto de finalistas efetivamente representativo do melhor da atual literatura em língua portuguesa.

Na primeira etapa de votação, um amplo e qualificado júri de 280 profissionais da literatura em língua portuguesa indicados pela curadoria selecionou por meio de votação online 63 semifinalistas ao Prêmio, dentre um total de 450 livros inscritos, todos publicados no Brasil, no ano de 2012.

Nesta segunda etapa o Júri Intermediário avaliou as 63 obras classificadas na etapa anterior e elegeu os doze finalistas (quatro de cada categoria). Na terceira etapa o Júri Final escolheu o vencedor de cada categoria entre os doze finalistas da etapa anterior, e, depois de votar nos três vencedores, realizou nova discussão para eleger o Grande Prêmio Portugal Telecom 2013, entre os três vencedores.



Em 2012 os vencedores foram Valter Hugo Mãe, Dalton Trevisan e Nuno Ramos

No ano passado a Prêmio Portugal Telecom distribui o total de R$ 200 mil, divididos da seguinte forma:

Prêmio Portugal Telecom Romance: R$ 50 mil reais

Prêmio Portugal Telecom Poesia: R$ 50 mil reais

Prêmio Portugal Telecom Conto ou Crônica: R$ 50 mil reais

Grande Prêmio Portugal Telecom 2013: + R$ 50 mil reais


O grande vencedor do Prêmio Portugal Telecom 2012 foi o português Valter Hugo Mãe, escolhido entre os ganhadores das três categorias, pelo romance “A máquina de fazer espanhóis” (Companhia das Letras). Na categoria poesia, o escolhido foi “Junco”, de Nuno Ramos (Iluminuras). O vencedor da categoria Conto/Crônica foi “O anão e a ninfeta”, de Dalton Trevisan (Record)



Segue a lista dos finalistas de cada categoria:



POESIA

Formas do nada – Paulo Henriques Britto – Companhia das Letras

Porventura – Antonio Cícero – Record

Sentimental – Eucanaã Ferraz – Companhia das Letras

Um útero é do tamanho de um pulso – Angélica Freitas – Cosac Naify


ROMANCE

A máquina de madeira – Miguel Sanches Neto – Companhia das Letras

Barba ensopada de sangue – Daniel Galera – Companhia das Letras

O filho de mil homens – Valter Hugo Mãe – Cosac Naify

O sonâmbulo amador – José Luiz Passos – Alfaguara


CONTO/CRÔNICA

A verdadeira história do alfabeto – Noemi Jaffe – Companhia das Letras

Essa coisa brilhante que é a chuva – Cíntia Moscovich – Record

O tempo em estado sólido – Tércia Montenegro – Grua Editora

Páginas sem glória - Sérgio Sant’Anna – Companhia das Letras
 

CONVITE CCBB - REFLEXÃO SOBRE A DITADURA







O CCBB convida você para uma

 reflexão sobre os anos da ditadura,

no dia 6 de dezembro,

sexta-feira, partir das 18h,

na rua Álvares Penteado, 112 – Centro










Cenário de uma reflexão sobre a violência dos

regimes  autoritários,  com a montagem da peça

“Pedro e o Capitão” e a exposição “Resistir é Preciso”

o CCBB convida para  um  debate, com José Carlos Dias, 

Coordenador da Comissão da Verdade- Nacional

Adriano Diogo,   Presidente da Comissão da Verdade do

Estado de São Paulo, batizada de  Rubens Paiva,

e Maria Amélia Teles, ex-presa política e integrante da

Comissão Estadual da Verdade de SP *,

no dia  6 de dezembro, sexta-feira, das 18h às 19h.



A peça “Pedro e o Capitão” mostra  sessões

de interrogatório de um preso político (Pedro)

por um oficial da inteligência militar (O Capitão).

Em que pese a situação extremada na qual

os personagens se encontram,  a peça não é

construída como confronto entre um monstro e um santo,

mas entre dois homens de carne e osso,

que compartilham zonas de vulnerabilidade e de resistência.

Com Kiko Vianello e Fernando Belo. 

A direção é de Marcos Loureiro.



Após o debate, que tem entrada gratuita, com retirada de senha

uma hora antes do evento, o público

 poderá fazer uma visita à exposição “Resistir é Preciso”,

uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog,

que vem resgatando fragmentos da história do Brasil,

a partir das publicações e das pessoas que resistiram

à ditadura militar brasileira através da palavra impressa,

e assistir ao espetáculo “Pedro e o Capitão”, que começa às 20h.









*A Comissão Nacional da Verdade,  criada pela Presidente do Brasil Dilma Rousseff em 2011  visa investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 e hoje é coordenada pelo advogado  José Carlos Dias, que durante a Ditadura advogou em defesa de presos políticos, atuando diretamente na Justiça Militar. Dias foi Secretário da Justiça de São Paulo, entre 83 e 86, durante o governo Franco Montoro, e Ministro da Justiça, no governo Fernando Henrique Cardoso, entre 99 e 2000.



Criada e presidida pelo Deputado Adriano Diogo, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo  leva o nome do ex-deputado santista Rubens Paiva, desaparecido desde 1971.  A Comissão da Verdade de SP tem como finalidade colaborar com a Comissão Nacional da Verdade o direito à memória e à verdade histórica e promover a consolidação do Estado de Direito Democrático, em relação às graves violações de direitos humanos ocorridas no território do estado de São Paulo ou praticadas por agentes públicos estaduais durante o período de 1964 a 1982.



Adriano Diogo desempenhou papel importante no movimento estudantil paulista durante a ditadura militar na década de 70. Atualmente  exerce seu 3º mandato de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa.



Maria Amélia Teles é uma referência nacional na luta pela Memória, A Verdade e, principalmente, A Justiça. Amelinha foi militante durante os duros anos da ditadura militar no Brasil e foi presa junto com seu marido, irmã grávida e os filhos pequenos – Janaína e Edson Teles, com 5 e 4 anos na época –, pela Operação Bandeirantes em São Paulo.

Fundadora da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e, recentemente, integrante da Comissão Estadual da Verdade de SP, Amelinha se dedica há mais de 30 anos à luta pela apuração das atrocidades da ditadura e pela responsabilização dos agentes do Estado pelos crimes cometidos.

Em agosto, a Justiça condenou em segunda instância como torturador o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra em uma ação movida pela família Teles, uma condenação inédita e histórica.

luz.jpg



A peça Pedro e o Capitão, escrita em 1979, oferece ao público brasileiro a oportunidade de apreciar uma obra inédita de Mario Benedetti,  consagrado escritor latino–americano.   A direção é de Marcos Loureiro, com Kiko Vianello e Fernando Belo no elenco.



Pedro e o Capitão reproduz, em cada um de seus 4 atos, as  sessões de interrogatório de um preso político (Pedro) por um oficial da inteligência militar (O Capitão).  A violência é retratada de forma indireta – em nenhum momento a tortura física é mostrada, mas Pedro, de uma sessão para outra, aparece cada vez mais machucado.



Em que pese a situação extremada na qual os personagens se encontram, a peça não é construída como confronto entre um monstro e um santo, mas entre dois homens de carne e osso, que compartilham zonas de vulnerabilidade e de resistência.



Nas palavras do próprio Benedetti, Pedro e o Capitão é “uma indagação dramática sobre a psique de um torturador”, onde se cruzam a coragem e a covardia, a capacidade de sacrifício, a moral, o ânimo e a sensibilidade face ao sofrimento,  na complexa teia de razões que embasam o comportamento humano.



O diálogo entre Pedro e o Capitão postula, por meio de um vasto arco de emoções, o que resulta, em nossa condição de mortais, das escolhas de cada um –pessoais e intransferíveis.



“Resistir é Preciso”



A temporada de Pedro e o Capitão coincide com a exibição da exposição “Resistir é Preciso”, idealizada pelo Instituto Vladimir Herzog, que será aberta no dia 12 de outubro, e que traz à tona a resistência dos meios de comunicação durante a ditadura.



Com este paralelo entre Artes Visuais e Teatro, o CCBB contribui para fomentar o debate sobre a memória da ditadura.

http://meupedelaranjamecanica.files.wordpress.com/2012/12/181-li-mario-benedetti.jpg?w=450&h=321



Sobre o autor: Mario Benedetti (1920-2009) é considerado um dos principais autores uruguaios. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.O romance “A Trégua” lhe deu projeção internacional e foi traduzida em mais de 19 países.



O escritor soube mostrar, em sua única peça que tem autorização para ser montada, que para chegarmos num futuro mais feliz  é preciso não termos medo de encarar o passado. Ao contrário, podemos extrair da dor do passado a força necessária para a construção do futuro.



“Não pratico uma literatura – e menos ainda um teatro- derrotista e choramingas, destinado a inspirar pena e comiseração. Precisamos recuperar a objetividade, como um dos meios de recuperar a verdade, e temos que recuperar a verdade como uma das formas de merecer a vitória”.





PEDRO E O CAPITÃO

FICHA TÉCNICA

Texto                                                           Mario Benedetti

Direção                                            Marcos Loureiro

Tradução                                         Marcos Rivera

Elenco                                              Fernando Belo

Kiko Vianello

Figurino                                           Cassio Brasil

Cenário                                            Omar Salomão

Iluminação                                      Fran Barros

Trilha Sonora                                 Dr. Morris

Programação Visual                    Marcelo Cordeiro

Fotos                                                Alexandre Catan

Assessoria de Imprensa             Flavia Fusco

Assistente de Direção                 Regis Trovão

Produção Executiva                    Daniel Palmeira

Coordenação Financeira             Cleo Chaves

Direção de Produção                   Carlos Mamberti

Idealização                                      Fernanda Couto

Produtora Associada                   VGI

Realização                                       CD4 Produções e Ananda Produções



Serviço


Estreou dia 31 de outubro. Temporada 2013 até 13 de dezembro, de quarta a sexta-feira, às 20 h.

Temporada 2014: de 8 a 19 de janeiro, com sessões as segundas, terças,quartas,quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h

CCBB

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP

Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô

Informações (11) 3113-3651 / 3113-3652

bb.com.br/cultura  /  twitter.com/ccbb_sp  /  facebook.com/ccbbsp

SAC 0800 729 0722 / ouvidoria BB 0800 7295678

Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088

Classificação etária: 16 anos. Duração: 75 min. Gênero: Drama

Capacidade: 130 lugares. Bilheteria: quarta a segunda – 9h às 21h.

Valor Ingresso – R$ 10,00 – inteira – R$ 5,00 – meia.

Estacionamento conveniado

Rua da Consolação, 228 – Ed. Zarvos (R$ 15,00), com transporte gratuito até as proximidades do CCBB



MARCOS LOUREIRO – Diretor

Formado em artes cênicas pela Escola de Teatro Macunaíma, fez vários cursos de aprimoramento tanto na área teatral quanto na área cinematográfica. Desde 2000 vem atuando como diretor e em 2002 criou o GRUPO KURINGA que se dedica a pesquisa cênica sobre dramaturgia brasileira contemporânea. Dentre seus trabalhos como diretor, destacam-se: Hotel Lancaster (2002) de Mário Bortolotto; O Colecionador (2004) de John Fowles; A Louca de Chaillot (2006) de Jean Giraduax com Cleide Yáconis; Assassinos e Suínos da Praça Roosevelt (2007) de Jarbas Capusso Filho; Delicadeza (2007) de João Fábio Cabral; Chorinho (2007 à 2012) de Fauzi Arap, com Caio Blat e Claudia Mello e posteriormente com Denise Fraga. No Festival de Teatro de 1 Minuto dos Parlapatões (2008) assinou a direção de nove textos de diversos autores, dentre os quais: Fernando Bonassi, Otávio Frias Filho, Rodolfo Garcia Vasquez e Leilah Assumpção.

Na TV destaca-se o trabalho desenvolvido no seriado Aline-TV Globo.



FERNANDO BELO

Ator, diretor e coreógrafo paulistano. Diretor artístico da companhia norte-americana The Moving Art Collective, teve seus trabalhos apresentados nos EUA e em diversos países da Europa. Como ator, atuou internacionalmente com diretores como Travis Preston, Oleg Glushkov, Stefan Novinsky, John Gould Roubin e Zé Renato. Seu último trabalho na TV foi como o prefeito Lua Vianna no remake de Saramandaia da Rede Globo. É mestre em interpretação pela Califórnia Institute of the Arts (EUA).



KIKO VIANELLO

Ator formado em 1994 pela EAD (Escola de Arte Dramática da USP), trabalhou com Gianni Ratto, Antunes Filho, Miroel Silveira, Naum Alves de Souza, Luiz Damasceno , dentre outros diretores. Na televisão atuou em Malhação, além de ter feito participações no seriado Força Tarefa e na novela Insensato Coração. Recentemente integrou o elenco do seriado PSI há ser exibido em 2014 pela HBO. No cinema trabalhou no filme Os Boleiros, A Performance e Deus Jr. Dentre seus últimos trabalhos no teatro destacam-se: A Festa de Abgaiu e Os Penetras, de Mike Leigh com direção de Mauro Baptista Vedia; Pessoas Absurdas, de Alan Ayckbourn com direção de Otávio Martins; Brincando Com A Morte, texto de Joe Orton e direção de Alex Tenório.










Sonata Arctica: mais infos sobre show em SP





A banda finlandesa Sonata Arctica recentemente confirmou retorno ao Brasil. A apresentação, em São Paulo, acontece no dia 19 de março, no Carioca Club. O grupo segue a turnê promocional do álbum “Stones Grow Her Name”, que já ganhou disco de ouro em sua terra natal e se mantêm em diversos charts da Europa.

Sonata Arctica: mais infos sobre show em SP
promo photo sonata arctica low
“Stones Grow Her Name” ganhou disco de ouro na semana de lançamento - foto: divulgação

A banda finlandesa Sonata Arctica, um dos nomes mais comentados no atual cenário do heavy metal mundial, recentemente confirmou que retornará ao Brasil para novas apresentações. O show, em São Paulo, acontece, no próximo dia 19 de março de 2014, no Carioca Club, em mais uma produção da Rádio & TV Corsário.

Com praticamente 15 anos de carreira, Tony Kakko (vocal), Elias Viljanen (guitarrista), Pasi Kauppinen (baixo), Henrik Klingenberg (teclado) e Tommy Portimo (bateria) tornaram-se um dos mais influentes nomes da proeminente cena finlandesa. Após lançar 11 álbuns, colecionar diversos discos de ouro, o grupo segue excursionando pelo Mundo e conquistando novos fãs. O exemplo do sucesso está bem exemplificado no novo “Stones Grow Her Name”, que recebeu disco de ouro logo na semana de lançamento. Esta é a nona vez que eles conquistam um disco de ouro. Nos EUA, o CD entrou direto na 9ª posição na Billboard Heatseekers Chart.

Com um set list bem elaborado e a execução de diversos clássicos, a “Stones Grow Her Name Tour” tem atraído grande público. Os ingressos para a exibição na capital paulista já está à venda. Mais informações no serviço abaixo.

Em recente entrevista, o frontman Tony Kakko declarou que já compôs aproximadamente 50 músicas para um álbum de inéditas. O que se sabe, até o momento, é que o grupo entrou em estúdio para gravar este novo trabalho em Outubro.

Videoclipe "Alone in Heaven": http://www.youtube.com/watch?v=U1RxUyzSLvs#t=15
Videoclipe "I Have A Right": http://youtu.be/sue_ufnvqcs
Videoclipe “Shitload Of Money”: http://youtu.be/pQY3jalQSk4

Links relacionados:
http://www.sonataarctica.info
http://www.facebook.com/sonataarctica
http://www.twitter.com/SonataArctica
http://www.youtube.com/user/SonataArctica
http://www.radiocorsario.com.br
http://theultimatepress.blogspot.com.br

Serviço São Paulo
Rádio & TV Corsário orgulhosamente apresenta Sonata Arctica
Data: 19/03/2014
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – ao lado do Metrô Faria Lima
Hora: 19h30 – open doors

Ingressos - 1° lote:
Pista Meia: 90,00
Pista Inteira: 180,00
Pista Promo Antecipada: 95,00
Camarote Meia: 190,00
Camarote Inteira: 380,00
Camarote Promo Antecipado: 195,00

Pontos de venda:
Hole - Galeria do Rock
Av. São João, 439 - 1º andar loja 275 - São Paulo - SP
Horário: Segunda à sábado das 10h às 19h.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American Express, Diners Club International, Elo.

Shopping Oriente 500
Rua Oriente, 500 2º andar - Brás - São Paulo - SP
Horário: Segunda à sexta das 9h às 17h, sábados das 9h às 13h30.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American Express, Diners Club International, Elo.

CadaQual
Rua Augusta, 2171 - Jardim Paulista - São Paulo - SP
Horário: Segunda à sábado das 11h às 20h.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American Express, Diners Club International, Elo.

Metal Music - Santo André
Rua Dona Elisa Fláquer, 184 - Centro - Santo André - SP
Horário: Segunda à sexta das 10h às 18h30, sábado das 10h às 17h30.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American Express, Diners Club International, Elo.

Age Of Dreams - São Bernardo
Av. Marechal Deodoro, 1754 - 2º Andar loja 33/36 - Centro - São Bernardo do Campo - SP
Horário: Segunda à sábado das 9h às 19h.
Formas de pagamento: somente dinheiro

Carioca Club
Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros - São Paulo - SP

Horário: Terça à Sexta das 10h às 20h e aos sábados das 11h às 20h.
Fechado para almoço das 14h às 15h (Não funciona na segunda-feira e feriados)
Formas de pagamento: somente Dinheiro.
Venda online: www.ticketbrasil.com.br

sábado, 23 de novembro de 2013

Ernest Miller Hemingway

JÁ ESTA NO AR O SITE DEDICADO A

 Ernest Miller Hemingway

 http://suplementoculturalespecial.weebly.com/

CONFIRAM



 Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961) foi um escritor norte-americano.

Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e a experiência inspirou uma de suas maiores obras, Por Quem os Sinos Dobram. Ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba.



Hemingway era parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado porGertrude Stein. Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Em 1952 publicou "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953).Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954.
A vida e a obra de Hemingway tem intensa relação com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para um escritor americano que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, a ponto de tornar-se um toureiro amador, transporta essa experiência para o livro O Sol Também Se Levanta (1926). Ao cobrir a Guerra Civil Espanhola (1936), como jornalista do North American Newspaper Alliance, não hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo, tema do livro Por Quem os Sinos Dobram (1940), considerada sua obra-prima.[carece de fontes]
Ainda muito jovem, decidiu ir à Europa pela primeira vez, quando a Grande Guerra assombrava o mundo (1918). Hemingway havia terminado osegundo grau em Oak Park e trabalhado como jornalista no Kansas City Star. Tentou alistar-se, mas foi preterido por ter um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de motorista de ambulância na Cruz Vermelha. Na Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, sua inspiração na criação da heroína de Adeus às Armas (1929) – a inglesa Catherine Barkley. Atingido por uma bomba, retornou para Oak Park que, depois do que viu na Itália, tornou-se monótona demais.

Volta à Europa (Paris), em 1921, recém-casado com Elizabeth Hadley Richardson, seu primeiro casamento, com quem teve um filho. Na ocasião, trabalhava para o Toronto Star Weeky e, em início de carreira, se aproximou de outros principiantes: Ezra Pound (1885 – 1972), Scott Fitzgerald (1896 – 1940) e Gertrude Stein(1874 – 1940).
O seu segundo casamento (1927) foi com a jornalista de moda Pauline Pfeiffer. Com ela teve dois filhos. Em 1928, o casal decidiu morar em Key West, naFlórida. O escritor sentiu falta da vida de jornalista e correspondente internacional. O casamento com Pauline era instável. Nessa época conhece Joe Russell, dono do Sloppy Joe’s Bar e companheiro de farra. Já na década de 1930, resolveu partir com o amigo para uma pescaria. Dois dias em alto-mar que terminaram em Havana, capital cubana, para onde voltava anualmente na época da corrida do agulhão (entre os meses de maio e julho). Hospedava-se no hotel Ambos Mundos, em plena Habana Vieja, bairro mais antigo da cidade que se tornava o lar do escritor, e os cenários que comporiam sua história e a da própria ilha pelos próximos 23 anos. Duas décadas de turbulências que teriam como desfecho a revolução socialista e o suicídio do escritor.
Em Cuba, o escritor se apaixonou por Jane Mason, casada com o diretor de operações da Pan American Airways e se tornaram amantes. Em 1936, novamente se apaixona, desta feita pela destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio, confirmando o que predisse seu amigo, Scott Fitzgerald, quando eles se conheceram em Paris: “Você vai precisar de uma mulher a cada livro”. Assim, Hemingway partiu para a Espanha, onde Martha já estava e, em meio à guerra, os dois viveram um romance que resultou no seu terceiro casamento . Quando a república caiu e a Europa vivia o prenúncio de um conflito generalizado, Hemingway retornou para Cuba com Martha.

Em 1946, o escritor casa-se pela quarta e última vez com Mary Welsh, também jornalista, mas tímida e disposta a viver ao lado de um Hemingway cada vez mais instável emocionalmente.

Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas de saúde e financeiros. Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, o atormentava com a sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado . O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma como lembrança.
Aos 61 anos e enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, Hemingway decidiu-se pela primeira alternativa.
Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da "evidência trágica" do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, tomou um fuzil de caça e disparou contra si mesmo.
Encontra-se sepultado em Ketchum Cemetery, Ketchum, Condado de Blaine, Idaho nos Estados Unidos.
BIBLIOGRAFIA

Romances
1925 - The Torrents of Spring (br:; pt: As Torrentes da Primavera)
1926 - The Sun Also Rises (br: O Sol Também Se Levanta; pt: O Sol Nasce Sempre (Fiesta))
1929 - A Farewell to Arms (br: Adeus às Armas; pt: O Adeus às Armas)
1937 - To Have and Have Not (br/pt: Ter e Não Ter)
1940 - For Whom the Bell Tolls (br/pt: Por Quem os Sinos Dobram)
1950 - Across the River and Into the Trees (br: Do Outro Lado do Rio e Entre as Árvores; pt: Na Outra Margem, Entre as Árvores)
1952 - The Old Man and the Sea (br/pt: O Velho e o Mar)
1962 - Adventures of a Young Man (br: Aventuras de um Homem Jovem; pt)
1970 - Islands in the Stream (br: As Ilhas da Corrente; pt: Ilhas na Corrente)
1986 - The Garden of Eden (br/pt: O Jardim do Éden)
Não-ficção
1932 Death in the Afternoon
1935 Green Hills of Africa
1960 The Dangerous Summer (O Verão Perigoso)
1964 A Moveable Feast (Paris é uma Festa)
1999 True at First Light (Verdade ao Amanhecer)
2003 Ernest Hemingway Selected Letters 1917-1961
2005 Under Kilimanjaro (As Neves do Kilimanjaro)
Contos e pequenas histórias
1923 Three Stories and Ten Poems
1925 In Our Time
1927 Men Without Women
1932 The Snows of Kilimanjaro
1933 Winner Take Nothing
1938 The Fifth Column and the First Forty-Nine Stories
1947 The Essential Hemingway
1953 The Hemingway Reader
1972 The Nick Adams Stories
1976 The Complete Short Stories of Ernest Hemingway
1995 Collected Stories