terça-feira, 6 de outubro de 2009

UMBRELLA ACADEMY


UMBRELLA ACADEMY

História: Gerard Way; Arte: Gabriel Bá


Escrita pelo vocalista da banda My Chemical Romance, Gerard Way e desenhada por Gabriel Bá (Bá e seu irmão gêmeo, Fabio Moon, foram os primeiros brasileiros a receber um Prêmio Eisner) Umbrella Academy conta a história de um grupo de jovens com poderes especiais. Mas o que faz de Umbrella uma história em quadrinhos única, é sua mistura incomum de elementos, a começar por seus autores, um astro pop com uma vocação para escrever quadrinhos e um desenhista brasileiro de quadrinhos alternativos que ganhou status de astro pop do mundo das HQs.

Essa série premiada já teve uma continuação lançada este ano nos EUA e tem outra programada para o ano que vem.

Assista o vídeo da conversa entre Gabriel Bá e Gerard Way, promovendo o lançamento do livro, em: http://www.devir.com.br/hqs/index.php

O lançamento oficial acontecerá em: - São Paulo, no dia 07 de outubro, na FNAC Pinheiros, Praça dos Omaguás, 34 - Pinheiros, à partir das 19h, e - Belo Horizonte, no dia 09 de outubro, no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) à partir das 19h
Ambos contarão com a presença do desenhista Gabriel Bá.

Agende para 4ª feira

Do arouche aos jardins


Annablume Editora e Livraria Martins Fontes Paulista
convidam para o lançamento do livro de
Nilton Tadeu Alonso

Do arouche aos jardins:
Uma gíria da diversidade sexual
Dia 08 de outubro de 2009, quinta-feira, das 18:30 hs às 21:30hs.
Livraria Martins Fontes Paulista
Av. Paulista, nº 509 - São Paulo - SP
(próximo à Estação Brigadeiro do Metrô)
(11) 2167.9900



Centro Cultural Portão recebe obras de infraestrutura


A primeira fase dos trabalhos encerra em dezembro. Nessa primeira etapa foram feitas adequações nas partes elétrica, hidráulica e de segurança.



A reforma do Centro Cultural Portão, iniciada em dezembro de 2008 pela Prefeitura de Curitiba, está em fase adiantada, com todas as obras de infraestrutura prestes a serem concluídas. A primeira etapa será entregue até dezembro. Nos próximos dias a Fundação Cultural de Curitiba deve lançar o edital de licitação para a contratação de empresas para a segunda fase das obras, com início em 2010.

Nos primeiros meses de trabalhos, foi concluída a troca da cobertura. Até o final do ano terão sido feitas as adequações previstas nas partes elétrica, hidráulica e de segurança. O presidente da Fundação Cultural, Paulino Viapiana, acompanhou de perto a execução da obra e destacou que uma das principais modificações dentro do espaço é de caráter funcional.

“Teremos uma entrada central para permitir a integração interna de todas as unidades – salas de exposições, cinema, teatro e biblioteca. É uma concepção diferente do que existia anteriormente, quando essas unidades se abriam diretamente para a rua. Além de proporcionar maior funcionalidade, essa proposta garante mais segurança para os visitantes”, explica Viapiana.

O projeto está de acordo com as exigências do Corpo de Bombeiros e também prevê a execução de elementos de acessibilidade para portadores de necessidades especiais – elevadores, rampas, banheiros adaptados e pista tátil. Essa primeira etapa tem um custo estimado em R$ 2,1 milhões. O próximo passo, a partir do ano que vem, é a execução dos pisos, colocação dos revestimentos e preparação do sistema logístico para equipamentos de informática.

Com a reforma do Centro Cultural, será reaberto o Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, que funcionava naquele local com três grandes áreas de exposições e duas salas de reserva técnica. As salas de exposições e a reserva técnica serão climatizadas de acordo com as normas de conservação de obras de arte. Voltarão às atividades também o Cine Guarani, que terá uma programação de qualidade a preços populares, e o Auditório Antonio Carlos Kraide, destinado à apresentação de espetáculos cênicos. Com uma área total de quatro mil metros quadrados, o Centro Cultural Portão abrigará ainda espaço de convivência, biblioteca, brinquedoteca, clube de xadrez e um café.

A captação de recursos para as obras foi feita por transferência de potencial construtivo, nos termos da Lei nº 6.337/82 e decreto nº 380/93. O projeto de revitalização do Centro Cultural foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), em conjunto com a Fundação Cultural de Curitiba.

domingo, 4 de outubro de 2009

RUMO À FANTASIA


Uma antologia para alargar o conceito da fantasia como gênero literário.

A DEVIR através de seu novo selo Quymera dá oportunidade a admiradores e escritores do gênero a ter acesso a textos que vão do clássico ao arrojado. Grande iniciativa ! (E.C.)

O LIVRO
RUMO À FANTASIA
Varios autores

202 páginas

Trazendo surpreendentes narrativas de alto nível por autores de grande impacto como Ursula K. Le Guin, Eça de Queiroz, Ambrose Bierce, Orson Scott Card, Bruce Sterling, Braulio Tavares e outros, Rumo à Fantasia é a primeira antologia internacional de fantasia – o gênero de J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis e J. K. Rowling – montada no Brasil, com edição de Roberto de Sousa Causo, que organizou para a Devir em 2008 a antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica, um dos livros de ficção científica mais comentados pela imprensa naquele ano.

Nos últimos dez anos, o gênero literário conhecido como “fantasia” se enraizou no Brasil, seguindo marcantes sucessos da literatura e do cinema.

Esta antologia internacional fornece um panorama inovador das possibilidades do gênero e seus diversos enfoques. Ainda que com abordagens variadas, predomina a morte como tema central – a vida além da morte, a morte em vida, as repercussões da morte.

Narrativas que exploram diferentes facetas do gênero fantasia, de Ambrose Bierce a Bruce Sterling, de Eça de Queiroz a Braulio Tavares. Autores do passado e do presente, em histórias que exploram a fantasia heróica e medieval, a fábula, a ambientação contemporânea, os territórios da Península Ibérica, as praias do Nordeste e o cenário urbano, do Oriente e de outros mundos.Inclui dois contos do “Hall da Fama da Fantasia”: “Um Habitante de Carcosa”, de Ambrose Birce, autor clássico americano, e o premiado “Os que se Afastam de Omelas”, de Ursula K. Le Guin.

Rumo à Fantasia inaugura o novo selo da Devir dedicado ao gênero fantasia: Quymera.

Roberto de Sousa Causo organizou as antologias de ficção científica Dinossauria Tropicália, Estranhos Contatos, Histórias de Ficção Científica e Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica. Formado na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo, é autor de Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950. Seus contos de FC e fantasia apareceram em dez países, e ele mantém uma coluna quinzenal no Terra Magazine, a revista eletrônica do Portal Terra.

Histórias de: Ambrose Bierce (EUA), Anna Creusa Zacharias (Brasil), Braulio Tavares (Brasil), Bruce Sterling (EUA), Cesar Silva (Brasil), Daniel Fresnot (Brasil), Eça de Queiroz (Portugal), Gian Danton (Brasil), Jean-Louis Trudel (Canadá), Orson Scott Card (EUA), Roberto de Sousa Causo (Brasil), Rosana Rios (Brasil) e Ursula K. Le Guin (EUA).

UM LANÇAMENTO


A MULHER FOGE



A MULHER FOGE

de David Grossman




Tradução

George Schlesinger



Páginas - 656





Orah e Avram (Abrão), os protagonistas deste romance, são nomes primordiais. Abrão, o nome do patriarca do judaísmo antes da aliança com Deus, e Orah, derivação feminina de "luz", a primeira entidade criada no Gênesis sobre o céu e a terra. E é no território do primordial que esse romance acontece, em meio a uma caminhada sem rumo pela Galileia.

Por temer receber a notícia da morte do filho, que serve no exército, Orah foge para o norte de Israel, levando consigo Avram, um amigo e antigo amante que conheceu quando jovem no setor de isolamento de um hospital e que, mais tarde, foi severamente torturado pelos egípcios na guerra de Yom Kipur, em 1973. A consequência dessa experiência, para ele, foi uma vida inteira de negação, frustração e niilismo. Para Orah, divorciada e sozinha, restou ser mãe de dois rapazes em Israel, onde os jovens servem no exército durante três anos e para quem morrer com uma bomba é um dever banal, diante da opção bem pior de que essa bomba exploda dentro de um ônibus. Orah, que deveria ser a mulher iluminada, não consegue encontrar mais em si mesma a luz necessária para compreender essa realidade e foge. Mas é na fuga que ela revela sua força.

Enfrentar a guerra e o medo; as divisões internas de Israel; o casamento e a separação; o passado e a recuperação de algum sentido na vida pelo encontro com a natureza e com o diálogo - os temas das conversas entre Orah e Avram são tão fundamentais quanto os nomes que protagonizam. Dentro de uma situação de conflito coletivo e duradouro, como conciliar as preocupações individuais de uma mãe que, afinal, prefere a companhia do filho à missão patriótica? Como manter a causa pacifista, se aqueles que podem atirar contra um filho são justamente aqueles com quem se quer fazer a paz?

É no limite de Israel e no limite de si mesmos que Orah e Avram descobrem um ao outro, a si próprios e a sua condição de israelenses irreversivelmente exilados. Viver em Israel, afinal, é viver em exílio permanente - estar sempre de fora da normalidade e ver o mundo a distância. Mas é também no fim da terra conhecida, na fronteira com o inimigo, que se pode restaurar alguns caminhos há tanto tempo bloqueados.


O AUTOR
David Grossman

David Grossman (Jerusalém, 1954) é um escritor israelense.É autor de destaque em Israel por seus livros jornalísticos a respeito de questões políticas, especialmente sobre a relação do país com a Palestina. Seus livros têm um tom pacifista e politicamente de esquerda. Grossman perdeu seu filho na Guerra Israelo-Libanesa 2006.




Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras

ALGUÉM PARA CORRER COMIGO

DESVARIO

MEL DE LEÃO

A MULHER FOGE

VER: AMOR

UM LANÇAMENTO






SAXOFONISTA CURITIBANO EM APRESENTAÇÃO SOLO

SAXOFONISTA CURITIBANO EM APRESENTAÇÃO SOLO
NA SÉRIE SOLO MÚSICA NA CAIXA CULTURAL CURITIBA

Rodrigo Capistrano apresenta obras escritas por compositores eruditos

Na terça (06) os curitibanos poderão conferir o saxofonista conterrâneo Rodrigo Capistrano no Teatro da CAIXA em Curitiba. A atração, penúltima do projeto, faz parte da série Solo Música, que apresenta recitais mensais com a característica comum dos músicos sozinhos no palco. No repertório deste recital constam obras escritas para saxofone por compositores eruditos: Sigfrid Karg-Elert, Gustavo Beytelmann, Giacinto Scelci, Erland von Koch e Liduino Pitombeira.

Rodrigo Capistrano é diplomado em saxofone e pós-graduado em música de câmara pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Conquistou o Primeiro Prêmio de Saxofone e a Medalha de Ouro em Música de Câmara no Conservatoire National de Musique de Mulhouse, na França. Recebeu o Diplome de Concert Prix Superieur Interregional do concurso dos conservatórios da França e de Luxemburgo. Participou de vários festivais de música no país, fez apresentações e ministrou workshops na Escola de Artes da Universidade de Gana. Como camerista participou do “A Plenos Pulmões”, grupo de saxofones de Curitiba e do Quatuor Paris-Rio, quarteto de saxofones franco-brasileiro com o qual realizou turnê pela França, Suíça, Alemanha e Brasil.

Atualmente é saxofonista convidado junto à Orquestra Sinfônica do Paraná e outras orquestras brasileiras. Em Curitiba atua em grupos de choro como o “Três no Choro” com Cláudio Menandro e Leandro Teixeira, grupo com o qual realizou cinco shows em Paris no Ano do Brasil na França, em 2005.

Série Solo Música

O projeto apresenta mensalmente um concerto solo tendo como característica principal a diversidade oferecida à plateia. Segundo o produtor Álvaro Collaço, que delineou o projeto especialmente para a CAIXA Cultural Curitiba, na cidade “faltava uma série solo que não se ativesse ao piano e ao violão, que são comuns. A criação da Série sem restrição a gênero musical surgiu, então, como opção natural” e diz ainda não conhecer projeto semelhante no Brasil.



Serviço:

Série Solo Música – Rodrigo Capistrano - Saxofone

Local: Teatro da Caixa

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba/PR

Data: 06 de Outubro

Horário: terça 20h30.

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixacultural.gov.br/caixacultural

5ª MOSTRA CENA BREVE CURITIBA DIVULGA GRUPOS SELECIONADOS

A CiaSenhas de Teatro divulga a relação de grupos participantes para a “5ª Mostra Cena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de Teatro” que será realizada de 18 a 23 de novembro no Teatro da CAIXA. Este ano haverá ainda um desdobramento da Mostra com apresentações na região metropolitana de Curitiba com uma breve temporada das quatro cenas mais votadas no Teatro da Praça, em Araucária, de 25 a 27 de novembro. Ao todo, a Mostra deste ano recebeu 56 inscrições, stendo a curadoria ficado à cargo de Francisco Medeiros, Francisco Gaspar, Neto Machado e Sueli Araujo.

A abertura da 5ª edição da Mostra Cena Breve será feita pela Cia. dos Atores (RJ) com o espetáculo “Apropriação”. A Mostra, além da apresentação diária das cenas, oficinas e debates dá seguimento a conexão com o Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, trazendo neste ano a Cia. do Chá de Belo Horizonte.



GRUPOS SELECIONADOS



Casa de Passagem – “Promoção do dia: entre sem bater e suba na vida!” - Belo Horizonte - MG

Cia 5 cabeças - “5 cabeças à espera de um trem” - Belo Horizonte - MG

Cia de Alguém – “E ela abriu os olhos em baixo d’água” - Curitiba - PR

Companhia dos Palhaços – “Altos & baixos com Tinoca e Sarrafo” - Curitiba - PR

Cia Portátil – “Pretà-Porque” - Curitiba - PR

Cia Silenciosa – “Burlescas Boogie-Woogie” - Curitiba - PR

Cia Teatro di Stravaganza – “Desejos” - Porto Alegre - RS

Cia Subjétil – “Coração acéfalo/ Boca desgarrada” - Curitiba - PR

Círculo de Encenação e Pesquisa Pé no Palco – “Meu sonho é participar de um filme do Pedro Almodóvar” - Curitiba - PR

Elenco de Ouro – ‘Looners” - Curitiba - PR

Súbita Companhia de Teatro – “Coração de Congelador” - Curitiba - PR

Teatro de Ruído – “Pecinhas para uma tecnologia do afeto - o Teste” - Curitiba – PR

HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES


HOMENAGEM
A AMÁLIA RODRIGUES
06.OUT. 21H30


Noite de Fado no Clube Literário do Porto
Grupo Desportivo e Recreativo de Paranhos
Fadista – Alexandra Cardoso
1º. Fado – Confesso – Mi
2º. Fado – Barco Negro – Dó
Ginásio Club Mafamude
Guitarristas - Armando Duarte e Almiro Neves
Viola - José Morais
Fadista - Armando Lopes
1º. Fado – Estranha Forma de Vida
2º. Fado – Queria Cantar-te um Fado
Fadista - Inês Homem de Melo
1º. Fado – Gaivota
2º. Fado – Namorico da Rita
Grupo Folclórico da Escola Secundária Infante
D. Henrique
Fadista – João Padrão
1º. Fado – Nem às Paredes Confessor – Lá
2º. Fado – Povo que Lavas no Rio
Rancho Típico do Ilhéu
Fadista – Elsa Maria
1º. Fado – Ó Pinheiro meu Irmão - Ré
2º. Fado – Maria Lá Portuguesa - Si
Fadista - Elisabete Pinto
1º. Fado – O Abandono na Música do Fado Peniche – Dó
2º. Fado – Lavava no Rio Lavava -Ré
Club Fenianos do Porto
Fadista – Sílvia Raquel
1º. Fado – Meu Amor Meu Amor - Si
2º. Fado – Aquela Rua - Lá
Associação Desportiva Recreativa e Cultural do Bairro do Outeiro
Fadista – Maria Arminda
1º. Fado – O Ciúme – Mi
2º. Fado – Ai Mouraria – Lá
Apresentador
Dr. Júlio Couto


Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430 Porto
T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt
URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt

Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto na CAIXA Cultural Curitiba




Obras de grandes nomes compõem a edição de outubro do Projeto Brasis Leituras Plurais



A edição de outubro do Projeto Brasis Leituras Plurais apresenta na quarta (07) obras de dois grandes escritores: Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto. Os atores desta edição são Mauro Zanatta, um dos coordenadores do projeto, e Leandro Daniel, com a participação de Mário da Silva no violão, mediação de Marilene Weinhardt e direção de Flávio Stein.



João Guimarães Rosa - Nascido em Cordisburgo, é conhecido como Guimarães Rosa. Considerado um dos mais importantes escritores brasileiros atuou também como médico e diplomata. Sua estréia nas letras ocorreu em 1929 com os contos “Caçador de camurças”, “Chronos Kai Anagke” (do grego “Tempo e Destino”), “O mistério de Highmore Hal” e “Makiné” para um concurso promovido pela revista “O Cruzeiro”. O livro de estréia foi “Sagarana(1946) Posteriormente surgem as obras “Com o Vaqueiro Mariano”(1947), Corpo de Baile”(1956) e o marco da literatura “Grande Sertão: Veredas”(1956). Lançou ainda “Primeiras estórias”(1962) e “Tutaméia:Terceiras estórias”(1967).



Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se normalmente no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas. Prodígio da literatura brasileira foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, no entanto Guimarães Rosa faleceu antes, aos 59 anos.



João Cabral de Melo Neto - Natural de Recife, João Cabral de Melo Neto foi poeta e diplomata. Possui diversas obras publicadas em prosa, poesias, poemas e antologias, e muitas traduzidas para o alemão e espanhol. Dentre as que se destacam estão o mais conhecido trabalho do poeta “Morte e Vida Severina”(1956), “Auto do Frade” (1984), “Agrestes” (1985), “Primeiros Poemas” e “Sevilha” de 1990.



Sua obra poética, caracterizada pelo rigor estético de poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Irmão do historiador Evaldo Cabral de Melo e primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre, João Cabral foi amigo do pintor Juan Miró e do poeta Joan Brossa.



Foi agraciado com vários prêmios literários e especula-se que era um forte candidato ao Prêmio Nobel de Literatura na época em que faleceu, em 1999.



Projeto Brasis: Leituras Plurais



O projeto propõe leituras mensais de textos de dois autores brasileiros por evento, contando para cada noite com a participação de um grupo de interpretes, um músico e um mediador, sob a coordenação de um diretor teatral. Brasis Leituras Plurais atinge o público a partir de um conjunto de combinações de textos e autores, na sua maioria, “não dramáticos” ou “não teatrais”, promovendo o convívio do antigo com o novo, da prosa com a poesia, sempre costurados pela presença de um músico.



“A cada noite teremos o encontro de um autor renomado, de alcance nacional ou até mesmo internacional, com novos nomes da literatura, que se fazem presentes no cenário local, ou que ainda não atingiram o mesmo grau de popularidade”, afirmam os coordenadores Mauro Zanatta e Flávio Stein.



A idéia é focar mais a palavra e menos a encenação, valorizando a vocalização do texto, à época em que foi escrito, os sotaques regionais, as suas melodias e ritmos próprios. Assim sendo, devolve-se a estes textos a sua função primordial: a de serem lidos. Em resumo: uma noite dedicada aos ouvidos. E para valorizar ainda mais a função auditiva, as leituras são sempre acompanhadas por um músico, tendo o diretor teatral como maestro.



Serviço: Projeto Brasis Leituras Plurais – Textos de Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto Local: Teatro da CAIXA Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba Data: 07 de outubro de 2009 Horários: quarta 20h Ingressos: 01 (um) livro não didático Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h) Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)