terça-feira, 5 de agosto de 2014

Wem toca na Casa de Francisca dia 13 de agosto


Músico segue em turnê de lançamento do disco  “Começo”

Há alguns anos participando de projetos como os grupos  Tiquequê e o Palavra Cantada, de uns tempos para cá, inspirado pelas experiências, Wem montou um show com suas canções, realizou duas turnês autorais e pesquisou músicas, festas e culturas locais, pelo interior do país.

No próximo dia 13 de agosto, às 21h30, na Casa de Francisca, o artista apresenta o seu primeiro trabalho solo, o disco “Começo”. O álbum traz a experimentação de sons e novas texturas rítmicas, além de uma produção coletiva assinada por Beto Villares, Chico Salem, Denis Duarte e Guilherme Kastrup.

Acompanhado dos músicos João Taubkin (baixo), Denis Duarte (percussão e MPC) e Rodrigo Fuji (bateria), Wem toca as faixas do seu novo álbum.

Para conhecer o trabalho do músico: www.wem-music.com

Informações:
13/08 às 21h30
couvert artístico R$35
reservas e informações
www.casadefrancisca.art.br
Rua José Maria Lisboa 190
T 11 3052 0547 

Sobre o músico: 

Representante de uma safra de músicos que são seduzidos pela experimentação de sons e novas texturas rítmicas, Wem segue em carreira solo com lançamento do seu primeiro álbum “Começo”, previsto para maio.
Engana-se quem pensa que o artista inicia carreira musical.  Wem é integrante do grupo Tiquequê, músico do Palavra Cantada e já realizou duas turnês autorais: “Brasileiro Sou Eu”, realizada após viagem pelo interior do país, onde o artista pesquisou músicas, festas e culturas locais, e “Tudo é tão Igual”, feito com uma loopstation e objetos do cotidiano.
Seus shows foram vistos por diferentes pessoas e nos mais diversos locais, como o SESC Pinheiros, a Bienal Internacional de São Paulo, o CCBB, a Virada Cultural e a participação na APEX, em Madri.
“Em seu primeiro trabalho, Wem conseguiu criar uma atmosfera moderna, atual, e ao mesmo tempo mostrar um pé firme no Brasil mais profundo” diz Beto Vilares, um dos produtores do CD. Além de Beto, o álbum conta com Chico Salem, Denis Duarte e Guilherme Kastrup na produção.
“Cada um dos produtores, com suas particularidades estéticas, contribuiu para a diversidade do disco”, afirma Wem.

ERA UMA VEZ OS PALESTINOS Gilberto Nogueira de Oliveira

ERA UMA VEZ OS PALESTINOS
Gilberto Nogueira de Oliveira

Da faixa negra de tanta fumaça
Da faixa vermelha de tanto sangue
Um choro surdo que nem Deus dá ouvidos
Grita aos inúmeros cantos do mundo
Salvem os palestinos.
Choro ao ver tantos pedaços de carne
De crianças que ainda não viveram.
É um covil de degradações humanas.

Eu vi, eu senti.

Um vasto campo de crianças famintas
Um campo de desgraças tantas
De sionistas sanguinários
Especialistas em infanticídio. 
O câncer do mundo moderno
Cometendo velhos crimes;
Mulheres e crianças palestinas 
Reduzidas a pedaços, apenas.

Eu vi, eu senti.

Eu vi um monstro sionista
Armado pelos Estados Unidos
A sorri com frieza 
Ao olhar crianças e mulheres
Com cabeças arrebentadas 
Seus cérebros expostos.
Espalhados pelos escombros.
Foi apenas o que restou.

Eu vi, eu senti.

A ordem é exterminar os palestinos
Para ocupar seu território
E aumentar o braço armado
Num país já desgraçado
Com crianças explodidas,
Crianças com cabeças ocas,
Seus cérebros espalhados pelo chão
E disputados pelos abutres.

Eu vi, eu senti

Que pensam de mim?
Que estou destilando meu ódio
À podridão dos sionistas
Com sua bandeira de Davi
Enrolada em seu corpo protegido
E ensanguentado pelos restos de seus crimes.
Tétrica visão, apenas,
Do seu capitalismo selvagem.

Eu vi, eu senti
Crianças mortas em série 
Como se fossem códigos de barras
Seus pais com os corações dilacerados
E feridos por balas assassinas.
Num mundo infernal e bíblico
Eu assisti ao verdadeiro holocausto
Diante da estrela de Davi.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

EXPOSIÇÃO HOMENAGEIA ARIANO SUASSUNA NA CAIXA CULTURAL CURITIBA









TRIBUTO A ARIANO SUASSUNA NA CAIXA CULTURAL CURITIBA
Projeto multimídia com exposição de fotos e exibição de filmes homenageia o escritor paraibano

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta o projeto multimídia Ariano Suassuna – Arte como Missão, em homenagem ao poeta, ensaísta, romancista e dramaturgo paraibano que morreu no dia 23 de julho. O evento já vinha sendo planejado há algum tempo por Elias Sabbag e Marcos Azevedo, incluindo uma aula-espetáculo de Ariano Suassuna. Com a sua morte, o projeto ganhou contornos de homenagem póstuma com uma mostra fotográfica e um ciclo de filmes. O projeto já passou pelos espaços culturais da CAIXA em Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Recife.
 
O projeto terá início em 06 de agosto, às 19 horas, com a abertura da exposição O Decifrador, do fotógrafo Alexandre Nóbrega, que reúne imagens do escritor clicadas em situações descontraídas como, por exemplo, lendo deitado no chão de um aeroporto, em visita ao interior da Paraíba e de Pernambuco e descansando na casa do Recife.
O ciclo de filmes, que será realizado de 11 a 13 de agosto, é integrado por sete produções, entre elas, a adaptação para o cinema de O Auto da Compadecida, dirigida por Guel Arraes, o documentário O sertão mundo de Suassuna, de Douglas Machado, e produções adaptadas originalmente para a televisão como A Pedra do Reino, A Farsa da Boa Preguiça e O Santo e a Porca.
Ariano Suassuna:
Romancista, dramaturgo, ensaísta, poeta e principal teórico do Movimento Armorial, Ariano Suassuna é autor de 15 peças teatrais, seis romances e quatro livros de poesia. Sua obra teatral mais conhecida é O Auto da Compadecida (1955), que recebeu diversas adaptações para o cinema e a televisão. A peça A Farsa da Boa Preguiça (1960) e o livro Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) também foram transformados em programas televisivos por Luis Fernando Carvalho. Suassuna ocupava a cadeira n º 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e também pertencia à Academia Paraibana de Letras. O autor teve obras traduzidas para sete idiomas.


Serviço:
Projeto Ariano Suassuna – Arte como Missão
Exposição
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro- Curitiba (PR)
Abertura: 06 de agosto, às 19 horas
Visitação: de 07 a 17 de agosto
Horário: de terça a sábado das 09h às 20h e domingo das 10h às 19h
Ingressos: Entrada franca
Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos

Ciclo de filmes
Data: 11 a 13 de agosto (segunda a quarta-feira)
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro – Curitiba (PR)
Ingressos: Entrada franca. Retirar os ingressos meia hora antes de cada sessão.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Lotação: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Programação:
Dia 11
14h – O Sertãomundo de Suassuna. Direção: Douglas Machado. Duração: 1h19min. Classificação: Livre 
16h –A Farsa da Boa Preguiça. Direção: Luiz Fernando Carvalho. Duração: 57min. Classificação: 12 anos
17h30 – O Auto da Compadecida. Direção: Guel Arraes. Duração: 1h 44min. Classificação: Livre
Dia 12
14h – Princesa do Sertão. Direção: Deraldo Goulart. Duração: 2h13min. Classificação: Livre
Dia 13
14h – Quaderna. Direção: Alexandre Montoro. Duração: 47min. Classificação: Livre 
15h30 – O Santo e a Porca. Direção: Mauricio Faria. Duração: 39min. Classificação: Livre
16h30 – A Pedra do Reino. Direção: Luiz Fernando Carvalho. Duração: 4h36min. Classificação: 12 anos

CLARINETISTA FAZ RECITAL INÉDITO NA CAIXA CULTURAL CURITIBA


Paulo Sérgio Santos realiza, pela primeira vez, apresentação exclusiva de clarinete como convidado da Série Solo Música
 
A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, no dia 12 de agosto, recital do clarinetista Paulo Sérgio Santos, que realiza sua primeira apresentação exclusivamente de clarinete, como parte da Série Solo Música. Recitais solo de clarinete são raros, por se tratar de um instrumento melódico, e não harmônico como o violão e o piano. Diante disso, o artista propôs-se a criar um repertório especial para sua apresentação.

O convite do idealizador da Série e produtor Alvaro Collaço caiu como uma luva para Paulo Sérgio, que já vinha pensando em realizar um recital nestes moldes. “Teoricamente, não vejo problema em fazer isso, pois estou preparado. A dificuldade está no ineditismo da proposta”, diz o músico, que também se apresenta pela Série na CAIXA Cultural Fortaleza e CAIXA Cultural Brasília. “Paulo Sérgio é um dos mais importantes clarinetistas de todos os tempos, uma referência tanto no âmbito da música clássica quanto popular”, destaca Collaço.

No recital que fará no Solo Música, Paulo Sérgio Santos optou em fazer um apanhado de sua vida musical, tocando uma versão para clarinete da “Partita em Sol Maior”, de Johann Sebastian Bach, “Três Peças para Clarineta”, de Igor Stravinsky, e choros de Abel Ferreira, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha e Guinga. Há ainda a música de composição própria, “Choro Sambado”.

O músico:
Paulo Sérgio Cunha dos Santos, que iniciou sua formação no clarinete aos 11 anos, tem uma trajetória musical é marcada pelo ecletismo. Desde 1975, integra o Quinteto Villa-Lobos, com o qual realizou inúmeras apresentações no Brasil e no exterior e gravou nove CDs e um DVD. A partir de 1977, passou a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu como primeiro clarinetista por 18 anos.

Em 1986, participou da Orquestra Filarmônica Mundial, regida por Lorin Maazel. No ano seguinte, em Paris, obteve menção honrosa no “Concurso Acanthes” de interpretação de música contemporânea. Atuou como solista na Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Orquestra Nacional da Rádio MEC, Jazz Sinfônica de São Paulo, Orquestra de San Antonio (EUA), Atlanta Symphonic Orchestra e Filarmônica de Los Angeles.

Na música popular, fundou no final dos anos 80 o conjunto musical O Trio, com Maurício Carrilho e Pedro Amorim, com quem gravou dois CDs e fez turnês pelos Estados Unidos, Europa e Japão. A discografia de Paulo Sérgio completa-se com os CDs Self Portrait (1991), com João Carlos Assis Brasil, Segura ele (1995), Gargalhada (2001), com o violonista Caio Márcio e o percussionista Oscar Bolão, Saudade do Cordão (2009) e Rasgando Seda (2001), estes com Guinga. Rasgando Seda foi indicado ao Grammy de 2012, como melhor álbum instrumental. Paulo Sérgio recebeu inúmeros prêmios, destacando três Carlos Gomes de Música.

Serviço:
Show: Série Solo Música – Paulo Sérgio Santos (clarinete)
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro - Curitiba
Data: 12 de agosto de 2014 (terça-feira)
Horário: terça-feira às 20h
Ingressos: vendas a partir de 9 de agosto (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA)
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: Não recomendado para menores de 10 anos
Lotação: 125 lugares (2 para cadeirantes)

CAIXA LANÇA SELEÇÃO PARA OBRAS DE NOVOS ARTISTAS VISUAIS


 
Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas promove seleção de obras que serão apresentadas nas unidades da CAIXA Cultural do país
 
 
A Caixa Econômica Federal abre inscrições, nesta sexta-feira (1º), para a seleção de obras de novos artistas brasileiros, ou naturalizados, no segmento de artes visuais. Os interessados poderão se inscrever na “Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas”, que tem como objetivo projetar artistas em início de carreira, cujos trabalhos apresentem elementos de inovação ou alinhamento com as novas tendências das artes visuais.
 
Todas as informações necessárias à participação na mostra estarão disponíveis no regulamento, publicado no sítio http://www.mostrabienalcaixa.com.br. As inscrições serão feitas exclusivamente por meio de formulário eletrônico, até o dia 17 de setembro de 2014, às 18h (horário de Brasília), e somente as inscrições preenchidas corretamente serão acatadas. Não serão aceitas inscrições enviadas por quaisquer outros meios.
 
As dúvidas e esclarecimentos, relacionados à mostra, deverão ser encaminhadas por meio da ferramenta Fale Conosco, disponível no sítio de inscrição: http://www.mostrabienalcaixa.com.br.
 
Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas:
A CAIXA está lançando a “Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas”, visando selecionar obras de artistas em início de carreira no segmento de artes visuais. Os trabalhos selecionados irão compor a programação na CAIXA Cultural de Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, no período compreendido entre os meses de março de 2015 e fevereiro de 2017. Serão aceitos projetos de fotografia, escultura, pintura, gravura, grafite, desenho, objeto, instalação, videoinstalação, intervenção e novas tecnologias.
 

Sax e contrabaixo em sutilezas musicais no Conservatório de MPB de Curitiba



Sutileza musical, energia e improvisação integram o workshow do duo catarinense formado por Arnou de Melo (contrabaixo) e Gledison Zabote (saxofone), que acontece às 18h30 desta terça-feira (5), no Conservatório de MPB de Curitiba. O evento marca o lançamento do CD “Soprando Baixo”, no qual o duo registra repertório autoral, além de composições do pianista Rafael dos Santos e do baixista argentino Marcos Archetti. A entrada é franca.
No workshow – que é o espetáculo entremeado com palestras e demonstrações técnicas –, o duo utiliza o jazz como linguagem e revela as influências musicais de sua sonoridade.  Ao explorar a espontaneidade, os instrumentistas instigam o ouvinte a imaginar o contexto harmônico e rítmico das obras. A singularidade da formação – baixo e sax – também é marca registrada da dupla criada em 2010, e que vem conquistando destaque no cenário artístico de Santa Catarina.   
Arnou de Melo, veterano contrabaixista, compositor e produtor musical formado pelo Musicians Institute de Los Angeles (EUA), tem mais de 40 anos de carreira e atua no Brasil e no exterior. Já tocou com os músicos Luiz Meira, Cláudio Infante, Vinícius Dorin, Arismar do Espírito Santo, Cuca Teixeira, Jorginho do Trompete, Toninho Horta, Lupa Santiago, Victor Alcântara, Carlos Ezequiel, Guinha Ramirez, Alessandro Kramer, Robertinho Silva, Téo Lima, entre outros grandes nomes da música brasileira. Juntamente com os músicos catarinenses Ana Paula da Silva e Willian Goe, mais o brilhante pianista austríaco Martin Reiter, realizou concertos na Áustria e exibe no currículo o CD solo “Fantasia”, com peças e arranjos próprios.
Formado em Harmonia e Improvisação pelo Conservatório de Belas Artes de Joinville (SC), Gledison Zabote iniciou a carreira musical muito cedo, na bateria e no violão. Tempos depois descobriu o saxofone, estreitando a identificação com a música brasileira e o jazz. Atualmente integra os quartetos Dedo de Prosa e Enraizados e forma duo com o acordeonista Alex Reimann, além de dirigir a “Joinville Jazz Big Band”. Entre seus trabalhos de destaque constam apresentações ao lado de músicos como Vinicius Dorin, Heraldo do Monte, Bob Wyatt, Arismar do Espírito Santo, Jorginho do Trompete, Genil Castro, Gilberto de Syllos, Jefferson Lescowith, Sergio Coelho, Ana Paula da Silva e Martin Reuter.
A união musical de Arnou de Melo e Gledison Zabote possibilitou a criação do espetáculo “Soprando Baixo”, que batiza o CD e foi apresentado em turnês por Santa Catarina e Argentina. A intenção da dupla é dar ao jazz uma visão camerística, na execução de composições próprias e obras populares brasileiras. Com a eliminação de outros instrumentos ligados ao jazz, o público é levado a interagir com os músicos, completando a melodia e a harmonia das obras. Gledison Zabote e Arnou de Melo têm um trabalho incansável de produção, difusão e educação musical, contribuindo para a propagação da música brasileira, com a formação de plateias e de novos músicos.

Serviço:
Workshow com os músicos catarinenses Arnou de Melo (baixo) e Gledison Zabote (saxofone), que lançam o CD “Soprando Baixo”.
Data e horário: dia 5 de agosto de 2014 (terça-feira), às 18h30.
Local: Conservatório de MPB de Curitiba (Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico).
Entrada franca.
Informações: (41) 3321-3318

MATORRALES FAZ SHOW E LANÇA CD EM CURITIBA


MATORRALES
                               Lançamento do disco "Matiz"


Banda é influenciada por ritmos como reggae, ska e música latino americana


Para a banda Matorrales, um show é mais do que fazer música. É um momento para expressar sentimentos do cotidiano e compartilhá-los com o público. Com base nesse conceito, acontece o lançamento do primeiro trabalho do grupo, o disco "Matiz", que será apresentado no dia 10 de agosto (domingo), no Teatro do Campus da Indústria. O CD será distribuído gratuitamente ao público.

O show terá a participação especial dos convidados Thiago Alvarenga (Damatz), Rodrigo Ribeiro (Real Coletivo Dub), Rodolpho Grani (Djambi), Thiago Trosso (Lou Dog) , Raule Alves, Jack Bueno, Cleber Bittencourt e Marcio Rangel (Big Time Orquestra) e Manu Munhoz.

"O cerne do álbum é a alma musical latino-americana, com timbres quentes e vivos que caracterizam a sonoridade da banda", descreve o músico Gabriel Fares . O disco ainda traz composições influenciadas por gêneros como o reggae e o ska.

Com onze músicas de autoria própria, o disco foi gravado nos estúdios Rec’n Roll, com Otavio Madureira e Vitor França, e Institudium, com produção assinada pelos integrantes da banda com o apoio de Thiago Alvarenga e Milton Rosa.

A Matorrales, que comemora seis anos de carreira, é formada pelos músicos Gabriel Fares (contra baixo), Vitor Hugo Ppg. Silva (voz e guitarra), Fernando Cejas (voz e violão), Paulo Borges (voz, percussão e teclado) e Jucelino Novais (bateria).


Serviço:

Show Matorrales
Lançamento do CD Matiz
Dia 10 de agosto, às 19 horas

No TEATRO DO CAMPUS DA INDÚSTRIA
(Av. Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico)
Ingressos: R$ 30 inteira e R$15 meia entrada
Classificação Livre
Duração do Show: aproximadamente 2 horas

Blumenau, cidade com imprensa unilateral


(Anunciando, para dentro de alguns dias, um novo jornal em Blumenau/SC)
                                   Apesar de ter toda uma tradição na área de imprensa, já tendo mais de um jornal na época colonial, e abrigando a mais antiga rádio do estado (PRC-4 – Rádio Clube de Blumenau) e o mais antigo canal de televisão de Santa Catarina (TV Coligadas Canal 3), neste tempo do século XXI, que ora vivemos, Blumenau se pauta por uma imprensa unilateral e subserviente. Além das notícias fúteis, que nada acrescentam ao conhecimento das pessoas da cidade, como acidentes, crimes, novelas e correlatos, outras notícias, que poderiam ser muito mais aprofundadas, são passadas para a população sob a ótica dos interesses do Capital, no caso, representado por empresários, profissionais liberais e outros afins, sem o menor interesse de que a verdadeira informação chegue ao pequeno, ao humilde, ao que não tem outra chance de adquirir algum conhecimento a não ser através dos meios oficialmente vigentes na cidade.
                                   Conforme Bernard de Mandeville deixou escrito,
“Para que a sociedade seja feliz e o povo tranquilo nas circunstâncias mais adversas, é necessário que grande parte dele seja ignorante e pobre. O conhecimento não só amplia como multiplica nossos desejos (...) Portanto, o bem-estar e a felicidade de todo Estado ou Reino requerem que o conhecimento dos trabalhadores pobres fique confinado dentro dos limites de suas ocupações e jamais se estenda (em relação às coisas visíveis) além daquilo que se relaciona com sua missão. Quanto mais um pastor, um arador ou qualquer outro camponês souber sobre o mundo e sobre o que lhe é alheio ao seu trabalho e emprego, menos capaz será de suportar as fadigas e as dificuldades de sua vida com alegria e contentamento.”[1]  

                                   Assim, é de grande interesse das classes mais favorecidas fazer valer o pensamento de Mandeville, e é aí que entra O Tamarindo, proposta nova de imprensa para esta cidade na qual puseram vendas e antolhos, para que a população e seus visitantes soubessem que há coisas maravilhosas, como um Natal alles blau, por exemplo, mas que nunca se desse conta dos pezinhos gelados das crianças sem calçados de lugares como a Vila Jensen, quando o inverno chega. A favelização de Blumenau, na imprensa vigente, é algo tão remoto quanto o conhecimento sobre as origens da questão palestina, e não há ninguém interessado em explicar nem uma coisa e nem a outra e outras.
                        É desta carência visceral que nasce O Tamarindo, com a proposta de abrir seus olhos e fazê-lo ver o mundo sem os desfoques com que você o enxerga até agora – a ideia é que, daqui a pouco, você possa ouvir ou ler uma notícia e poder entender, realmente, o que ela significa.
                                   Adiante, Blumenau! É tempo de termos a bilateralidade na imprensa!

                                   Blumenau, 26 de julho de 2014.

                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

Espaço Cultural Porto Seguro abre a exposição de fotos EXERIANAS de DIMITRI LEE

Espaço Cultural Porto Seguro abre a exposição de fotos

EXERIANAS de DIMITRI LEE

“Como seria se o que vemos se contorcesse sobre si mesmo
subvertendo todas as noções de proporção,
profundidade e perspectiva a que estamos habituados?”
Arnaldo Antunes



Abertura para convidados: dia 19 de agosto, às 19h

O Espaço Cultural Porto Seguro apresenta a exposição de fotos EXERIANAS, de Dimitri Lee,  de 20 de agosto a 28 de setembro.

Reconhecido pelas tradicionais imagens panorâmicas P&B captadas por câmera analógica, em filmes de grande formato,   em  EXERIANAS Dimitri  surpreende ao trazer fantasia à realidade retratada. “É como se saísse do acústico, para o elétrico”, define.

Esta mudança foi  impulsionada há dois anos, quando, ao tentar ampliar a já máxima captura  possível retratada numa panorâmica de 360º, o fotógrafo resolveu  utilizar sua câmera giratória não apenas por uma volta, mas sim girando-a mais vezes, na sequência,  de um ponto fixo. 

Sem intenção, a  transformação da paisagem, mesmo segundos depois,  foi captada. O TEMPO apareceu e inquietou.  Mas como captá-lo?  Como ganhar TEMPO e aumentar o interesse por um mesma imagem  por dias, meses, anos?



Na busca por respostas, Dimitri trocou a câmera analógica pela digital, as cores,  ainda que discretas, apareceram e as várias  imagens captadas, ainda em grandes formatos, foram  cortadas e manipuladas digitalmente. Vem daí a escolha do nome da exposição, uma alusão ao artista gráfico holandês Escher, conhecido  por suas obras com ilusão de ótica.

“As fotos, deformadas em curvas, parecem ganhar volume. E o volume sugere movimento. As diferenças de cor e textura são amenizadas, para criar a ilusão de continuidade. À distância, parece um todo amorfo em que as partes se fundem e confundem, duplicando-se em encruzilhadas de sua própria matéria. Mas quando nos aproximamos, os detalhes revelam múltiplas variações, como um infinito que não se repete,  mas retorna transformado, sempre novo. Essa é a principal diferença desse trabalho, em relação às simetrias espelhadas de Escher. Por isso, além da explícita referência, em seu título, à fonte de inspiração em Escher, há também a não menos explícita subversão dessa relação, ao nomeá-las de Exerianas, com x no lugar de sch. Aí Está o x da questão- nas fotomontagens de Dimitri não há simetria, geometria, espelhamento”, fala o poeta e músico Arnaldo Antunes em seu texto sobre a obra de Dimitri Lee.



Estarão expostas 12 imagens de 180X77cm, ampliadas em papel algodão em metacrilato, além 2 imagens que revelam o processo de trabalho de Dimitri Lee.


Serviço:
Exposição
EXERIANAS do fotógrafo DIMITRI LEE
Abertura para Convidados: dia 19 de agosto, às 19h.
Visitação: de 20 de agosto a 28 de setembro.
Local: Espaço Cultural Porto Seguro
Avenida Rio Branco, 1489 – Campos Elíseos
Horário de Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 10h às 19h; Sábado e Domingo, das 10h às 17h
Entrada Gratuita..
Acessibilidade a portadores de necessidades especiais

Texto de Arnaldo Antunes sobra a Exposição
CONTORCIONISMO DA IMAGEM
O Produtor Chico Neves, com quem trabalhei em alguns discos, me expôs uma vez uma curiosidade que ele tinha (e que gostaria de simular de alguma forma): como soaria um som escorrendo como água, em redemoinho, por um ralo? O Desejo de alterar a percepção do que chamamos de real (ou normal), sempre foi um impulso para as manifestações artísticas, das inscrições rupestres às animações em 3D.
A Modernidade deu a esse desejo feições mais definidas, para além da ilusão de recriar o mundo exterior com fidelidade fisionômica. Um tanto dessa inquietação expressiva aparece agora, armada de novos meios, nas Exerianas de Dimitri Lee: Como Seria se o que vemos se contorcesse sobre si mesmo subvertendo todas as noções de proporção, profundidade e perspectiva a que estamos habituados? Uma das belezas desse trabalho é não entender bem como ele foi feito.
O Resultado vertiginoso se soma ao mistério de sua realização, muito bem acabada. Dimitri não tem medo da tecnologia. E usa o arsenal digital a serviço do sonho, da mágica, da alteração dos sentidos.
Num Tempo em que sobram recursos sedutores e faltam respostas de linguagem adequadas a eles, Dimitri consegue usar os efeitos procedentemente, para potencializar sua criação, com a descoberta de um novo repertório visual.
Ousado no uso assumido dos filtros, efeitos, fusões, distorções, emendas; faz com que as imagens se dobrem e desdobrem sobre si mesmas, como matéria moldável.
As fotos, deformadas em curvas, parecem ganhar volume. E o volume sugere movimento. As diferenças de cor e textura são amenizadas, para criar a ilusão de continuidade. À distância, parece um todo amorfo em que as partes se fundem e confundem, duplicando-se em encruzilhadas de sua própria matéria. Mas quando nos aproximamos, os detalhes revelam múltiplas variações, como um infinito que não se repete mas retorna transformado, sempre novo. Essa é a principal diferença desse trabalho, em relação às simetrias espelhadas de Escher. Por isso, além da explícita referência, em seu título, à fonte de inspiração em Escher, há também a não menos explícita subversão dessa relação, ao nomeá-las de Exerianas, com x no lugar de sch. Aí Está o x da questão- nas fotomontagens de Dimitri não há simetria, geometria, espelhamento.
A Sugestão da onda que se contorce sobre si e a uniformização da cor sugerem a repetição cíclica, mas um olhar atento percebe que, na maioria dessas peças, a imagem  toda difere, de cima a baixo, de um lado a outro, em contínua transformação.


Sobre Dimitri Lee
São Paulo, SP, 1961
Biografia
Autodidata, começou a carreira trabalhando como assistente nos estúdios da Editora Abril em 1978, onde atuou até 1980. Em 1981 montou estúdio próprio e começou a trabalhar com publicidade, atendendo as principais agências do Brasil. Em 2000 começou a utilizar o formato panorâmico em projetos de expressão pessoal. Em 1995, criou o primeiro provedor de Internet exclusivamente baseado em Macintosh no Brasil em parceria com a Apple. Embora tenha muita experiência em informática, tem resistência no seu uso em fotografia, preferindo usar filme de grande formato.
Mostras individuais
1981 – Galeria Jasmim, São Paulo
2006 – Templos Politeístas, Cinemateca Brasileira, São Paulo
2007 – Templos Politeístas, Galeria Paparazzi, São Paulo
Exposições coletivas
1981 – Museu da Cidade / Edifício Martinelli, São Paulo
1986 – Recy Clic, Focus, São Paulo
2005 – Coletivo Fotográfico, Museu de Imagem e do Som, São Paulo
2006 – Coletivo Fotográfico, Caixa Cultural Brasília, Brasília e Rio de Janeiro