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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
ÚLTIMOS DIAS: FERREIRA GULLAR NA DAN GALERIA
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
REVELAÇÃO DO AVESSO COLAGENS EM RELEVO , DE FERREIRA GULLAR
A Dan Galeria lança no dia 12 de novembro “A Revelação do Avesso – colagens em relevo de Ferreira Gullar”, em tiragens de três exemplares, acompanhadas de um livro de artista, numerado e assinado. As obras ficam expostas na galeria até o dia 06 de dezembro.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
COR-LUZ - HERMELINDO FIAMINGHI E O PARADIGMA CONCRETO
Exposição na Dan Galeria traz 40 obras do artista que criou um novo paradigma
na arte brasileira
Cor-Luz 9002/ 1990/ 140 x 150 cm/ Têmpera/óleo sobre tela
“Eu achava que poderia existir uma arte em que a cor era ela mesma. Digo “ela
mesma” e não cor pura, porque tecnicamente essa história de cor pura é própria
da linguagem de um crítico. Na verdade, que parâmetro é conferido a uma cor
para se dizer que ela é pura? Talvez possa-se dizer que uma cor é mais luminosa
que a outra, ou mais limpa.”
As palavras de Hermelindo Fiaminghi (1920-2004) expressam o desejo nascido na
exposição de Max Bill, realizada no MASP, em 1950, que se consumaria no início
da década seguinte na estética que veio a ser conhecida como Cor-Luz, centro da
exposição sobre o artista na Dan Galeria, que reunirá também obras do período
concretista.
Paradigma da obra de Fiaminghi, a Cor-Luz é caracterizada pela obtenção da cor
e da imagem por meio de retículas feitas em pincel compostas individualmente,
por meio do pincel e tinta, criando uma nova maneira de composição de imagem,
ao invés da tradicional mistura de tintas. Cada ponto é uma espécie de unidade
celular da pintura e desvela o que está por detrás da pintura tradicional. Por
meio das retículas e da pesquisa em torno da fusão e difusão da cor pela luz,
Fiaminghi leva às artes plásticas a influência da estética da arte gráfica –
que exerceu nos anos 1940 - ao mesmo tempo em que retoma o caráter plástico da
pintura. “Quando elimina a construção geométrica da escola concretista e passa
a trabalhar com a retícula, Fiaminghi inicia o paradigma da Cor-luz”, afirma
Peter Cohn, da Dan Galeria, curador da exposição junto de Daniela Bousso.
O artista
Hermelindo Fiaminghi nasceu em São Paulo em1920. Cursa, entre 1936 e 1941, o
Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde teve aulas com Lothar Charoux (1912
- 1987) e Waldemar da Costa (1904 - 1982). Inicia sua trajetória como artista
gráfico no início dos anos 1940, ao passar a se dedicar a litografia. Em 1946,
monta sua primeira empresa no setor, o Graphstudio.
No início dos anos 1950, o artista começa a realizar trabalhos abstratos, em
que revela a influência da arte construtiva, e colabora ainda com os poetas
concretos na programação gráfica de seus poemas. Em 1955, na terceira Bienal de
Artes de São Paulo, é “denunciado” como concretista, embora tido como “intruso”
por um dos líderes do movimento, o artista Waldemar Cordeiro (1925 - 1973),
cujo manifesto – Ruptura, que dera nome ao seu grupo – fora concebido pouco
tempo antes. Ao longo dos anos 1950, contribui na produção gráfica dos
poemas-cartazes de poetas concretistas de São Paulo, como Haroldo de Campos
(1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927-2012).
Em 1959, Fiaminghi rompe com Waldemar Cordeiro (1925 - 1973) e o grupo de
artistas concretistas de São Paulo. A partir dos anos 1960, o artista inicia as
experiências com a cor que criaram a estética e o paradigma da Cor-Luz. Na
década de 1980, realiza uma série de "desretratos", como o de Haroldo de
Campos, de 1985, e de "despaisagens", com pinceladas livres, que revelam o
colorido como superfície flutuante. A Cor-Luz marcará sua obra e busca
artística até o fim de sua vida.
Hermelindo Fiaminghi – Cor-luz, na Dan Galeria
Coquetel de abertura: sábado, dia 30 de agosto, das 10h às 14h
Visitação: De 30 de agosto a 30 de setembro
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600
domingo, 23 de março de 2014
DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL
DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Telefone: (11) 3083-4600
sexta-feira, 21 de março de 2014
DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Telefone: (11) 3083-4600
terça-feira, 19 de novembro de 2013
DESIGNER E ARTISTA ALEXANDRE WOLLNER GANHA HOMENAGEM NA DAN GALERIA
Pioneiro do design visual no Brasil, Alexandre Wollner, que comemora 60 anos de carreira em 2013, será homenageado na Dan Galeria com a exposição Série constelações – obras recentes de Alexandre Wollner. A mostra reúne os trabalhos mais recentes do artista criador que, aos 85 anos, continua inovando a estética e a função do design.
Brasil-Alemanha
Sobre o artista
Rua Estados Unidos, 1638
Visitação: De 23 de novembro de 2013 a 18 de janeiro de 2014
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
sábado, 14 de setembro de 2013
“Se noite fosse água” é o nome do novo livro e da próxima
No dia 21 de setembro, Sergio Fingermann irá lançar o livro “Se noite fosse água”, junto com o vernissage da sua exposição de mesmo nome, na Dan Galeria. Lançamento da Beî Editora, o livro reúne a produção desses últimos 15 anos do artista e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas da obra de Sergio. O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.
Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), o livrotraz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.
A exposição “Se noite fosse água” irá apresentar a produção mais recente do artista plástico paulistano, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta. A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema “Meditações sobre o Tietê” (1945) de Mario de Andrade, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens, que faz surgir novos sentidos.
Arquiteto de formação (FAU-USP), Fingermann desenvolve há mais 30 anos uma extensa obra gráfica, marcada pela disciplina e por uma apurada técnica. O jogo do claro e escuro e das tramas, frequente na gravura, foram o ponto de partida do artista na produção de mosaicos, que dialogam com espaços arquitetônicos. Em sua maioria, essas pinturas atuais são construções que recuperam essa experiência gráfica, acrescentando, por vezes, a colagem de papel de arroz (Kozo), jogando, às vezes, com a sensação de tridimensionalidade, outras vezes, afirmando a bidimensionalidade da pintura.
Entrevista com o artista
Qual é a sua preocupação, como artista plástico, em escrever um livro?
Os meus livros sempre tiveram a preocupação de deixar um testemunho de onde está fundada a minha experiência artística. Meus textos mostram o pensamento ético de ser artista, e uma reflexão do que é ser artista e fazer arte. Ao escrever e explicitar o meu processo artístico, eu crio laços com o público.
Em Se noite fosse água, há textos meus, mas também de Ana Magalhães, uma das curadoras do MAC, e de Laura Abreu, curadora do Museu Nacional de Belas Artes. Convidei-as para participar do livro com o intuito de obter críticas externas ao meu trabalho. Elas traçaram minhas referências e situaram minha produção no contexto histórico e na cena artística brasileira.
Qual é a originalidade de Se noite fosse água, sua série mais recente, em relação às outras já realizadas?
Utilizei sistematicamente um papel japonês, chamado Kozo. É um papel feito de arroz, que encontrei para ser a fisicalidade da imagem que eu queria criar. A trama do papel deixa o fundo da tela sempre aparente, que simboliza o “entre”: não é nem a tela em si, e nem a imagem como um todo. Ela deixa espaço para o observador imaginar. É como se o assunto fosse o próprio fundo do trabalho; o fundo é o substantivo, e a superfície é o adjetivo.
Ficha técnica
Se noite fosse água
Beĩ Editora
Português • 1ª edição • 2013
244 p • 29 x 23 cm
ISBN: 978-85-7850-101-3
O artista já publicou pela Beĩ Editora: Fragmentos de um dia extenso (2001), Elogio ao silêncio (2007), Gravura: Trama de sombras (2009) e Uma aprendizagem (2010).
Exposição
Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Coquetel de abertura: sábado, dia 21 de setembro, das 10h às 14h
Visitação: De 21 de setembro a 21 de outubro de 2013
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
domingo, 8 de setembro de 2013
Sergio Fingermann apresenta Se noite fosse água, na Dan Galeria
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Se noite fosse água - Sergio Fingermann apresenta produção mais recente, na Dan Galeria, até 21 de outubro
Com vernissage no dia 21 de setembro, na Dan Galeria, a exposição “Se noite fosse água” apresenta a produção mais recente do artista plástico paulistano Sergio Fingermann, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta (intervenções artísticas no espaço arquitetônico). A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema de Mario de Andrade “Meditações sobre o Tietê”, de 1945, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens que faz surgir novos sentidos
No mesmo evento, Fingermann lança um livro com o mesmo nome da exposição, que reúne a produção desses últimos 15 anos e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas de sua obra. O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.
Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), Se noite fosse água traz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.
Exposição
Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Abertura: sábado, dia 21 de setembro a 21 de outubro de 2013, das 10h às 14h
Ficha técnica
Se noite fosse água
Português • 1ª edição • 2013
244 p • 29 x 23 cm

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