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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ÚLTIMOS DIAS: FERREIRA GULLAR NA DAN GALERIA

“A REVELAÇÃO DO AVESSO – COLAGENS EM RELEVO”, DE FERREIRA GULLAR
Exposição do recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras na Dan Galeria será encerrada no dia 06 de dezembro.

Fica em cartaz até o dia 06 de dezembro a exposição “A Revelação do Avesso – colagens em relevo de Ferreira Gullar”, na Dan Galeria. As obras dessa exposição, em tiragens de três exemplares são acompanhadas de um livro de artista, numerado e assinado.
Diz Gullar, recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras e autor do Manifesto Neoconcretista, na abertura do livro artesanal:
“Estas colagens em relevo, que aqui são mostradas pela primeira vez, nasceram por acaso. Na verdade, há muito tempo venho fazendo colagens. Inicialmente, desenhava garrafas, bules e cálices, recortava papéis coloridos e colava em cima. Um dia, porém, já havia posto os recortes sobre o desenho para em seguida colá-los, quando meu gato deu um tapa na folha de papel e desarrumou os recortes. Colei-os tal como estavam: disso resultou que o desenho era a ordem e os recortes coloridos, a desordem.”
A partir daí, Gullar produziu 60 obras, que foram transpostas para o aço em suas cores originais. Cada uma dessas obras foi feita em apenas três exemplares (assim, são duas edições sequenciais de 30 obras cada). O conjunto de colagem em relevo mais livro artesanal vem num imponente estojo em madeira em cuja capa está impresso:
“Como um barulho
A manhã
Se desembrulha
No ar”
Foi desta mesma forma, quase “um desembrulho no ar”, que fizeram nascer as colagens em relevo, como conta Gullar: “Estava recortando um papel de cor verde, quando de repente o avesso desse papel, que era de outra cor, se mostrou: colei o recorte assim mesmo, isto é, a forma verde que recortara e mostrando o avesso da cor cinza que se revelara inesperadamente. E assim nasceram as colagens em relevo, que passei a fazer em formato maior. Alguns amigos ao virem a minha casa e depararem com as tais colagens, tomaram-se de entusiasmo (…), alegando que não importava se eu sou ou não artista plástico; importava é que as colagens em relevo eram bonitas e originais.”
O design e produção do conjunto são de Lucia Bertazzo e Leonel Kaz de UQ/ Aprazível Edições, em parceria com a Dan Galeria, de Peter Cohn.
“As coisas na vida acontecem por acaso. Eu embarco nelas ou não”, diz Gullar.

Ferreira Gullar – “A Revelação do Avesso”, na Dan Galeria
Visitação: até 06 de dezembro 
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

REVELAÇÃO DO AVESSO COLAGENS EM RELEVO , DE FERREIRA GULLAR


Ferreira Gullar, recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras, apresenta na Dan Galeria suas inéditas e originais colagens em relevo.

A Dan Galeria lança no dia 12 de novembro “A Revelação do Avesso – colagens em relevo de Ferreira Gullar”, em tiragens de três exemplares, acompanhadas de um livro de artista, numerado e assinado. As obras ficam expostas na galeria até o dia 06 de dezembro.
Diz Gullar, recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras e autor do Manifesto Neoconcretista, na abertura do livro artesanal: “Estas colagens em relevo, que aqui são mostradas pela primeira vez, nasceram por acaso. Na verdade, há muito tempo venho fazendo colagens. Inicialmente, desenhava garrafas, bules e cálices, recortava papéis coloridos e colava em cima. Um dia, porém, já havia posto os recortes sobre o desenho para em seguida colá-los, quando meu gato deu um tapa na folha de papel e desarrumou os recortes. Colei-os tal como estavam: disso resultou que o desenho era a ordem e os recortes coloridos, a desordem.”
A partir daí, Gullar produziu 60 obras, que foram transpostas para o aço em suas cores originais. Cada uma dessas obras foi feita em apenas três exemplares (assim, são duas edições sequenciais de 30 obras cada). O conjunto de colagem em relevo mais livro artesanal vem num imponente estojo em madeira em cuja capa está impresso:
“Como um barulho
A manhã
Se desembrulha
No ar”
Foi desta mesma forma, quase “um desembrulho no ar”, que fizeram nascer as colagens em relevo, como conta Gullar: “Estava recortando um papel de cor verde, quando de repente o avesso desse papel, que era de outra cor, se mostrou: colei o recorte assim mesmo, isto é, a forma verde que recortara e mostrando o avesso da cor cinza que se revelara inesperadamente. E assim nasceram as colagens em relevo, que passei a fazer em formato maior. Alguns amigos ao virem a minha casa e depararem com as tais colagens, tomaram-se de entusiasmo (…), alegando que não importava se eu sou ou não artista plástico; importava é que as colagens em relevo eram bonitas e originais.”
O design e produção do conjunto são de Lucia Bertazzo e Leonel Kaz de UQ/ Aprazível Edições, em parceria com a Dan Galeria, de Peter Cohn. “As coisas na vida acontecem por acaso. Eu embarco nelas ou não”, diz Gullar.


Ferreira Gullar – “A Revelação do Avesso”, na Dan Galeria
Coquetel para convidados: quarta-feira, 12 de novembro, às 19h30
Visitação: de 13 de novembro a 06 de dezembro 
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

COR-LUZ - HERMELINDO FIAMINGHI E O PARADIGMA CONCRETO



Exposição na Dan Galeria traz 40 obras do artista que criou um novo paradigma

na arte brasileira


Cor-Luz 9002/ 1990/ 140 x 150 cm/ Têmpera/óleo sobre tela


“Eu achava que poderia existir uma arte em que a cor era ela mesma. Digo “ela

mesma” e não cor pura, porque tecnicamente essa história de cor pura é própria

da linguagem de um crítico. Na verdade, que parâmetro é conferido a uma cor

para se dizer que ela é pura? Talvez possa-se dizer que uma cor é mais luminosa

que a outra, ou mais limpa.”

As palavras de Hermelindo Fiaminghi (1920-2004) expressam o desejo nascido na

exposição de Max Bill, realizada no MASP, em 1950, que se consumaria no início

da década seguinte na estética que veio a ser conhecida como Cor-Luz, centro da

exposição sobre o artista na Dan Galeria, que reunirá também obras do período

concretista.

Paradigma da obra de Fiaminghi, a Cor-Luz é caracterizada pela obtenção da cor

e da imagem por meio de retículas feitas em pincel compostas individualmente,

por meio do pincel e tinta, criando uma nova maneira de composição de imagem,

ao invés da tradicional mistura de tintas. Cada ponto é uma espécie de unidade

celular da pintura e desvela o que está por detrás da pintura tradicional. Por

meio das retículas e da pesquisa em torno da fusão e difusão da cor pela luz,

Fiaminghi leva às artes plásticas a influência da estética da arte gráfica –

que exerceu nos anos 1940 - ao mesmo tempo em que retoma o caráter plástico da

pintura. “Quando elimina a construção geométrica da escola concretista e passa

a trabalhar com a retícula, Fiaminghi inicia o paradigma da Cor-luz”, afirma

Peter Cohn, da Dan Galeria, curador da exposição junto de Daniela Bousso.

O artista

Hermelindo Fiaminghi nasceu em São Paulo em1920. Cursa, entre 1936 e 1941, o

Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde teve aulas com Lothar Charoux (1912

- 1987) e Waldemar da Costa (1904 - 1982). Inicia sua trajetória como artista

gráfico no início dos anos 1940, ao passar a se dedicar a litografia. Em 1946,

monta sua primeira empresa no setor, o Graphstudio.



No início dos anos 1950, o artista começa a realizar trabalhos abstratos, em

que revela a influência da arte construtiva, e colabora ainda com os poetas

concretos na programação gráfica de seus poemas. Em 1955, na terceira Bienal de

Artes de São Paulo, é “denunciado” como concretista, embora tido como “intruso”

por um dos líderes do movimento, o artista Waldemar Cordeiro (1925 - 1973),

cujo manifesto – Ruptura, que dera nome ao seu grupo – fora concebido pouco

tempo antes. Ao longo dos anos 1950, contribui na produção gráfica dos

poemas-cartazes de poetas concretistas de São Paulo, como Haroldo de Campos

(1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927-2012).

Em 1959, Fiaminghi rompe com Waldemar Cordeiro (1925 - 1973) e o grupo de

artistas concretistas de São Paulo. A partir dos anos 1960, o artista inicia as

experiências com a cor que criaram a estética e o paradigma da Cor-Luz. Na

década de 1980, realiza uma série de "desretratos", como o de Haroldo de

Campos, de 1985, e de "despaisagens", com pinceladas livres, que revelam o

colorido como superfície flutuante. A Cor-Luz marcará sua obra e busca

artística até o fim de sua vida.

Hermelindo Fiaminghi – Cor-luz, na Dan Galeria

Coquetel de abertura: sábado, dia 30 de agosto, das 10h às 14h

Visitação: De 30 de agosto a 30 de setembro
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h

Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600

 


domingo, 23 de março de 2014

DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

Sem título, 2013, mármore branco
Ao esculpir, Juan Asensio define formas até que elas fiquem tão belas que marcam a sua busca pela perfeição. Ao combinar o controle do material e objetivo claro do que se quer com ele, o artista espanhol tornou-se, no cenário de arte contemporânea, um dos poucos escultores que primam pela beleza clássica e pela essência primária dos seus materiais.

Pela primeira vez, as esculturas de Juan Asensio são expostas no Brasil, a partir do dia 29 de março, na Dan Galeria. Depois de dividir a sala com artistas como Picasso, Pollock, Kiefer e Anish Kapoor, no museu Reina Sofia, em Madri, e na Gallerie Beyeller, na Suíça, Asensio aporta em São Paulo alguns dias antes da SP-Arte/2014, para a mostra “Geometria infinita”. Além da abertura, a Dan Galeria também festeja a exposição e a chegada do artista com um brunch durante a feira, na sexta-feira, 4 de abril.

As cerca de 50 esculturas expostas na galeria, feitas de granito e mármore, têm tamanha força e imponência que apequenam os visitantes. São várias as fases de produção dessas obras; a começar pelo desenho, que esboça uma primeira ideia. Depois, a dificuldade de desenhar volumes aparece na segunda etapa da produção, quando Asensio esculpe em pedaços de giz. São feitas centenas de provas e variações, que são guardadas ou jogadas fora para passar para a fase seguinte, a da maquete. Feitas de pedra, elas permitem enxergar os traços da escultura em tamanho grande. “As superfícies entram em tensão, as linhas se definem e você começa a perceber no seu âmago que ali existe algo, você sente emoção e euforia, trata-se de um momento maravilhoso e difícil de explicar. A obra já está praticamente terminada. Mesmo assim, deixo essas maquetes encostadas em algum lugar para que repousem por um tempo antes de serem ampliadas”, diz o artista em entrevista para Rafael Sierra, que fará parte no catálogo da exposição.

A simplicidade formal, o atemporal e a unidade do homem com a natureza são elementos da obra de Asensio herdadas de artistas como Brancusi, Anish Kapoor e Noguchi. O barroco e o Renascentismo também são vínculos recorrentes com a estética do artista, devido ao material, a pedra, clássico elemento da arte. Para o artista, porém, o material em si é somente o corpo físico por onde se veicula uma ideia: “muitos, para se afirmar na sua modernidade, apoiam-se no uso de materiais e tecnologias de vanguarda que, frequentemente, escondem a falta de interesse de uma obra”.

Nascido em Cuenca, na Espanha, em 1959, Juan Asensio começou a descobrir as texturas do mármore branco, do mármore preto da Bélgica e do mármore preto do Zimbábue, suas principais matérias-primas até hoje, nos anos 80. Representado internacionalmente pela galeria espanhola Elvira González, Asensio passou, no final de 2012, a fazer parte do time da Dan Galeria.
 
Confira parte da entrevista de Rafael Sierra com Juan Asensio:

RS - Os materiais que você utiliza — o mármore, o granito e a pedra caliça — vinculam-se mais com a escultura clássica que com a contemporânea. Qual é a importância para você desses materiais?

JA - Matéria, forma e ideia constituem uma unidade, uma obra. Meus primeiros trabalhos foram figurativos e utilizava materiais como barro e madeira, que era os adequados para isso. Passei um desses retratos feito em barro para mármore, mas o resultado não me convenceu. A questão de “fossilizar” alguém nesse tipo de material não me pareceu adequada. Porém, o processo foi determinante. Cada passo dado supôs uma aprendizagem que me ajudou a descobrir as possibilidades e qualidades da pedra: sua densidade, sua potência, sua fragilidade... Percebi então que a parte mais interessante desse processo foi o começo, quando trabalhei a partir de um bloco, de uma figura geométrica perfeita, de um prisma. Tudo o que veio depois foi perdendo interesse, por isso, retrocedi e voltei ao princípio. Comecei a revisar a obra de Oteiza e de outros artistas que me interessavam e souberam utilizar a pedra nas suas obras de forma adequada. Continuei a usar a pedra nas minhas primeiras esculturas, partindo de elementos geométricos. Eu me sentia cada vez mais confortável, controlava bem o processo e o resultado foi o que eu desejava. Achei que a pedra era o material adequado para o tipo de obra que estava desenvolvendo.
 
RS - Alguns de seus trabalhos possuem texturas muito diferentes, quase todas elas incitam o espectador a acariciá-las...

JA - Uma parte importante da obra é seu acabamento, sua textura. Dela depende, em grande medida, o resultado de toda a obra. É a pele. Nela deve se deixar clara a intenção que você tem. Essa pele é o que atrai primeiro sua atenção, pede seu olhar para percorrer pausadamente a obra, tentando descobrir o mistério que se esconde nela. Normalmente, evito deixar rastros de ferramentas sobre a obra, para não parecer manufaturado, para desvinculá-la de mim e para que adquira autonomia. A quantidade de recursos expressivos que possui a pedra exige muita cautela a fim de não cair no fácil, no anedótico, supérfluo e desnecessário.
 
RS - Para onde acha que vai a escultura na atualidade?

JA - As instalações estão dominando o panorama internacional nos últimos anos, pelo menos no ambiente das instituições. E, mesmo tendo baixado a intensidade de sua presença, ainda continua a ser uma forma válida de encenar a retórica de muitas propostas. Faz tempo que a tecnologia mais avançada — a informática, a robótica, os tratamentos digitais e, especialmente o vídeo — está sendo empregada com maior ou menor sucesso e será difícil que desapareça. Felizmente para todos nós, a aparição de novas fórmulas e materiais não elimina os anteriores, mas sim se somam a eles, por isso hoje há um amplo panorama de opções. No momento há espaço para todos, sem que a hegemonia de alguma delas seja total. Isto é o presente; em relação ao futuro não faço ideia de qual será a direção, mas não parece que seja fácil abrir novas vias de expressão.
 
Geometria Infinita, de Juan Asensio, na Dan Galeria

Coquetel de abertura: sábado, dia 29 de março, das 10h às 14h
Brunch durante a SP-Arte/2014: 4 de abril, às 11h.
Visitação: De 29 de março a 30 de abril

De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600

sexta-feira, 21 de março de 2014

DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL


DAN GALERIA EXPÕE OBRAS DE JUAN ASENSIO PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

Sem título, 2013, mármore branco
Ao esculpir, Juan Asensio define formas até que elas fiquem tão belas que marcam a sua busca pela perfeição. Ao combinar o controle do material e objetivo claro do que se quer com ele, o artista espanhol tornou-se, no cenário de arte contemporânea, um dos poucos escultores que primam pela beleza clássica e pela essência primária dos seus materiais.


Pela primeira vez, as esculturas de Juan Asensio são expostas no Brasil, a partir do dia 29 de março, na Dan Galeria. Depois de dividir a sala com artistas como Picasso, Pollock, Kiefer e Anish Kapoor, no museu Reina Sofia, em Madri, e na Gallerie Beyeller, na Suíça, Asensio aporta em São Paulo alguns dias antes da SP-Arte/2014, para a mostra “Geometria infinita”. Além da abertura, a Dan Galeria também festeja a exposição e a chegada do artista com um brunch durante a feira, na sexta-feira, 4 de abril.


As cerca de 50 esculturas expostas na galeria, feitas de granito e mármore, têm tamanha força e imponência que apequenam os visitantes. São várias as fases de produção dessas obras; a começar pelo desenho, que esboça uma primeira ideia. Depois, a dificuldade de desenhar volumes aparece na segunda etapa da produção, quando Asensio esculpe em pedaços de giz. São feitas centenas de provas e variações, que são guardadas ou jogadas fora para passar para a fase seguinte, a da maquete. Feitas de pedra, elas permitem enxergar os traços da escultura em tamanho grande. “As superfícies entram em tensão, as linhas se definem e você começa a perceber no seu âmago que ali existe algo, você sente emoção e euforia, trata-se de um momento maravilhoso e difícil de explicar. A obra já está praticamente terminada. Mesmo assim, deixo essas maquetes encostadas em algum lugar para que repousem por um tempo antes de serem ampliadas”, diz o artista em entrevista para Rafael Sierra, que fará parte no catálogo da exposição.


A simplicidade formal, o atemporal e a unidade do homem com a natureza são elementos da obra de Asensio herdadas de artistas como Brancusi, Anish Kapoor e Noguchi. O barroco e o Renascentismo também são vínculos recorrentes com a estética do artista, devido ao material, a pedra, clássico elemento da arte. Para o artista, porém, o material em si é somente o corpo físico por onde se veicula uma ideia: “muitos, para se afirmar na sua modernidade, apoiam-se no uso de materiais e tecnologias de vanguarda que, frequentemente, escondem a falta de interesse de uma obra”.


Nascido em Cuenca, na Espanha, em 1959, Juan Asensio começou a descobrir as texturas do mármore branco, do mármore preto da Bélgica e do mármore preto do Zimbábue, suas principais matérias-primas até hoje, nos anos 80. Representado internacionalmente pela galeria espanhola Elvira González, Asensio passou, no final de 2012, a fazer parte do time da Dan Galeria.
Confira parte da entrevista de Rafael Sierra com Juan Asensio:
RS - Os materiais que você utiliza — o mármore, o granito e a pedra caliça — vinculam-se mais com a escultura clássica que com a contemporânea. Qual é a importância para você desses materiais?


JA - Matéria, forma e ideia constituem uma unidade, uma obra. Meus primeiros trabalhos foram figurativos e utilizava materiais como barro e madeira, que era os adequados para isso. Passei um desses retratos feito em barro para mármore, mas o resultado não me convenceu. A questão de “fossilizar” alguém nesse tipo de material não me pareceu adequada. Porém, o processo foi determinante. Cada passo dado supôs uma aprendizagem que me ajudou a descobrir as possibilidades e qualidades da pedra: sua densidade, sua potência, sua fragilidade... Percebi então que a parte mais interessante desse processo foi o começo, quando trabalhei a partir de um bloco, de uma figura geométrica perfeita, de um prisma. Tudo o que veio depois foi perdendo interesse, por isso, retrocedi e voltei ao princípio. Comecei a revisar a obra de Oteiza e de outros artistas que me interessavam e souberam utilizar a pedra nas suas obras de forma adequada. Continuei a usar a pedra nas minhas primeiras esculturas, partindo de elementos geométricos. Eu me sentia cada vez mais confortável, controlava bem o processo e o resultado foi o que eu desejava. Achei que a pedra era o material adequado para o tipo de obra que estava desenvolvendo.
 
RS - Alguns de seus trabalhos possuem texturas muito diferentes, quase todas elas incitam o espectador a acariciá-las...


JA - Uma parte importante da obra é seu acabamento, sua textura. Dela depende, em grande medida, o resultado de toda a obra. É a pele. Nela deve se deixar clara a intenção que você tem. Essa pele é o que atrai primeiro sua atenção, pede seu olhar para percorrer pausadamente a obra, tentando descobrir o mistério que se esconde nela. Normalmente, evito deixar rastros de ferramentas sobre a obra, para não parecer manufaturado, para desvinculá-la de mim e para que adquira autonomia. A quantidade de recursos expressivos que possui a pedra exige muita cautela a fim de não cair no fácil, no anedótico, supérfluo e desnecessário.
RS - Para onde acha que vai a escultura na atualidade?


JA - As instalações estão dominando o panorama internacional nos últimos anos, pelo menos no ambiente das instituições. E, mesmo tendo baixado a intensidade de sua presença, ainda continua a ser uma forma válida de encenar a retórica de muitas propostas. Faz tempo que a tecnologia mais avançada — a informática, a robótica, os tratamentos digitais e, especialmente o vídeo — está sendo empregada com maior ou menor sucesso e será difícil que desapareça. Felizmente para todos nós, a aparição de novas fórmulas e materiais não elimina os anteriores, mas sim se somam a eles, por isso hoje há um amplo panorama de opções. No momento há espaço para todos, sem que a hegemonia de alguma delas seja total. Isto é o presente; em relação ao futuro não faço ideia de qual será a direção, mas não parece que seja fácil abrir novas vias de expressão.
Geometria Infinita, de Juan Asensio, na Dan Galeria


Coquetel de abertura: sábado, dia 29 de março, das 10h às 14h
Brunch durante a SP-Arte/2014: 4 de abril, às 11h.
Visitação: De 29 de março a 30 de abril

De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Rua Estados Unidos, 1638
Telefone: (11) 3083-4600

terça-feira, 19 de novembro de 2013

DESIGNER E ARTISTA ALEXANDRE WOLLNER GANHA HOMENAGEM NA DAN GALERIA




Pioneiro do design visual no Brasil, Alexandre Wollner, que comemora 60 anos de carreira em 2013, será homenageado na Dan Galeria com a exposição Série constelações – obras recentes de Alexandre Wollner. A mostra reúne os trabalhos mais recentes do artista criador que, aos 85 anos, continua inovando a estética e a função do design.


Constelações e Formulação são as duas séries apresentadas na Dan Galeria, que exprimem os pontos de contato entre o artista e o designer. Idealizados em pinturas, os trabalhos datados a partir de 1956 foram agora recriados digitalmente como um interesse do artista nas possibilidades de sobreposição de cores que a impressão digital oferece. Essas obras são compostas por progressões e mostram uma relação orgânica e não mecânica entre diversas formas triangulares e digitais.

No dia de abertura da exposição, a Dan Galeria lança também o livro Concretos paralelos: construtivismo britânico, concretismo e neoconcretismo brasileiro, feito a partir da exposição realizada no ano passado, que estabeleceu um paralelo entre os artistas concretos e construtivistas no Brasil e na Inglaterra entre os anos 1950 e 1970. A mostra Concretos Paralelos contou com obras de Alexandre Wollner e de artistas como Geraldo de Barros, Hercules Barsotti, Lygia Clark, Sergio Camargo, entre outros grandes nomes, cujos trabalhos estarão reproduzidos no livro. Sua diagramação é de autoria de Wollner e conta com ensaios de Sam Gathercole, Maria Alice Milliet, Ferreira Gullar, Jon Wood e Gloria Carnevali.
 

Brasil-Alemanha

Wollner está sendo homenageado também na Alemanha, país onde iniciou formalmente sua carreira de designer ao estudar na Escola Superior de Design de Ulm, escola sucessora da Bauhaus, a convite do suíço Max Bill, um dos mais importantes designers do século XX. Em 2013, quando se comemora o ano Alemanha+Brasil, Wollner foi escolhido como o mais representativo designer visual brasileiro, para apresentar cerca de 120 trabalhos no Museum Angewandte Kunst, em Frankfurt. A exposição fica até 2 de fevereiro e tem como principal foco mostrar a relação do artista com a cultura europeia.


Sobre o artista 
    
Nascido em 1928, Alexandre Wollner fez parte da primeira turma do Instituto de Arte Contemporânea do MASP, onde estudou com Lina Bo Bardi, Jocob Ruchti e Sambonet, entre 1951 e 1953. Nesse ano, é selecionado por Max Bill para continuar seus estudos na Hochschule für Gestaltung (Escola Superior de Design) em Ulm, Alemanha, onde permaneceu entre 1953 e 1958. Participou da segunda Bienal de São Paulo, quando recebeu o prêmio Flávio de carvalho de jovem pintor, e desenhou os cartazes da quarta e quinta Bienais, em 1955 e 1957.

Fez parte do Grupo Ruptura, que representou o núcleo de artistas concretos em São Paulo e fundou, com Geraldo de Barros e outros, o primeiro escritório de design do país, Form-Inform. Em 1960, abriu o próprio escritório, onde desenvolve até hoje os programas de identidade visuais para grandes empresas como Eucatex, Klabin, Itaú, entre outras.

Wollner foi pioneiro em trabalhar o design para além do seu efeito estético e encará-lo como elemento altamente funcional. Suas máximas “Design é projeto, não ilustração” e “Todo logo precisa ser inteligente” exprimem parte do seu conceito sobre o design. Ele trabalhou para a profissionalização da área no Brasil e disseminou o tema ao lecionar durante anos em diversas faculdades do país.


 
Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Coquetel de abertura: sábado, dia 23 de novembro, das 10h às 14h

Visitação: De 23 de novembro de 2013 a 18 de janeiro de 2014
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h

sábado, 14 de setembro de 2013

“Se noite fosse água” é o nome do novo livro e da próxima



              
                                                                                

No dia 21 de setembro, Sergio Fingermann irá lançar o livro “Se noite fosse água”, junto com o vernissage da sua exposição de mesmo nome, na Dan Galeria. Lançamento da Beî Editora, o livro reúne a produção desses últimos 15 anos do artista e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas da obra de Sergio.  O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.

Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), o livrotraz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.

A exposição “Se noite fosse água” irá apresentar a produção mais recente do artista plástico paulistano, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta. A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema “Meditações sobre o Tietê” (1945) de Mario de Andrade, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens, que faz surgir novos sentidos.

Arquiteto de formação (FAU-USP), Fingermann desenvolve há mais 30 anos uma extensa obra gráfica, marcada pela disciplina e por uma apurada técnica. O jogo do claro e escuro e das tramas, frequente na gravura, foram o ponto de partida do artista na produção de mosaicos, que dialogam com espaços arquitetônicos. Em sua maioria, essas pinturas atuais são construções que recuperam essa experiência gráfica, acrescentando, por vezes, a colagem de papel de arroz (Kozo), jogando, às vezes, com a sensação de tridimensionalidade, outras vezes, afirmando a bidimensionalidade da pintura.


Entrevista com o artista

Qual é a sua preocupação, como artista plástico, em escrever um livro?

Os meus livros sempre tiveram a preocupação de deixar um testemunho de onde está fundada a minha experiência artística. Meus textos mostram o pensamento ético de ser artista, e uma reflexão do que é ser artista e fazer arte. Ao escrever e explicitar o meu processo artístico, eu crio laços com o público.

Em Se noite fosse água, há textos meus, mas também de Ana Magalhães, uma das curadoras do MAC, e de Laura Abreu, curadora do Museu Nacional de Belas Artes. Convidei-as para participar do livro com o intuito de obter críticas externas ao meu trabalho. Elas traçaram minhas referências e situaram minha produção no contexto histórico e na cena artística brasileira.


Qual é a originalidade de Se noite fosse água, sua série mais recente, em relação às outras já realizadas?

Utilizei sistematicamente um papel japonês, chamado Kozo. É um papel feito de arroz, que encontrei para ser a fisicalidade da imagem que eu queria criar. A trama do papel deixa o fundo da tela sempre aparente, que simboliza o “entre”: não é nem a tela em si, e nem a imagem como um todo. Ela deixa espaço para o observador imaginar. É como se o assunto fosse o próprio fundo do trabalho; o fundo é o substantivo, e a superfície é o adjetivo.



 Ficha técnica

Se noite fosse água
Beĩ Editora
Português • 1ª edição • 2013
244 p •  29 x 23 cm
ISBN: 978-85-7850-101-3
O artista já publicou pela Beĩ Editora: Fragmentos de um dia extenso (2001), Elogio ao silêncio (2007), Gravura: Trama de sombras (2009) e Uma aprendizagem (2010).

Exposição

Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Coquetel de abertura: sábado, dia 21 de setembro, das 10h às 14h
Visitação: De 21 de setembro a 21 de outubro de 2013
                  De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h

domingo, 8 de setembro de 2013

Sergio Fingermann apresenta Se noite fosse água, na Dan Galeria


 
 
 
 
Exposição reúne, a partir de 21 de setembro,
a produção mais recente do artista
 
Com vernissage no dia 21 de setembro, na Dan Galeria, a exposição “Se noite fosse água” apresenta a produção mais recente do artista plástico paulistano Sergio Fingermann, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta. A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema “Meditações sobre o Tietê” (1945) de Mario de Andrade, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens, que faz surgir novos sentidos.
 
Arquiteto de formação (FAU-USP), Fingermann desenvolve há mais 30 anos uma extensa obra gráfica, marcada pela disciplina e por uma apurada técnica. O jogo do claro e escuro e das tramas, frequente na gravura, foram o ponto de partida do artista na produção de mosaicos, que dialogam com espaços arquitetônicos. Em sua maioria, essas pinturas atuais são construções que recuperam essa experiência gráfica, acrescentando, por vezes, a colagem de papel de arroz (Kozo), jogando, às vezes, com a sensação de tridimensionalidade, outras vezes, afirmando a bidimensionalidade da pintura.
 
No evento, Fingermann lança um livro com o mesmo nome da exposição, que reúne a produção desses últimos 15 anos e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas de sua obra.  O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.
 
 Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), Se noite fosse água traz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.
 
 
 
Entrevista com o artista
 
Qual é a originalidade de Se noite fosse água, sua série mais recente, em relação às outras já realizadas?
 
Utilizei sistematicamente um papel japonês, chamado Kozo. É um papel feito de arroz, que encontrei para ser a fisicalidade da imagem que eu queria criar. A trama do papel deixa o fundo da tela sempre aparente, que simboliza o “entre”: não é nem a tela em si, e nem a imagem como um todo. Ela deixa espaço para o observador imaginar. É como se o assunto fosse o próprio fundo do trabalho; o fundo é o substantivo, e a superfície é o adjetivo.
 
Qual é a sua preocupação, como artista plástico, em escrever um livro?
 
Os meus livros sempre tiveram a preocupação de deixar um testemunho de onde está fundada a minha experiência artística. Meus textos mostram o pensamento ético de ser artista, e uma reflexão do que é ser artista e fazer arte. Ao escrever e explicitar o meu processo artístico, eu crio laços com o público.
 
Em Se noite fosse água, há textos meus, mas também de Ana Magalhães, uma das curadoras do MAC, e de Laura Abreu, curadora do Museu Nacional de Belas Artes. Convidei-as para participar do livro com o intuito de obter críticas externas ao meu trabalho. Elas traçaram minhas referências e situaram minha produção no contexto histórico e na cena artística brasileira.
 
Qual é, em sua opinião, o papel do artista no cenário da arte contemporânea?
 
Acho que temos a obrigação de falar ao público em que bases estamos trabalhando. Quanto mais artista é generoso em oferecer ao público as suas referências e seu processo de trabalho, ele fornece mais acessibilidade à sua própria obra. Meu trabalho, por exemplo, sempre dialoga com a história da arte. Nessa série mais recente, o diálogo é diretamente com o cubismo, e os textos do meu livro verbalizam e explicam o porquê de eu ter escolhido essa vanguarda para ser a minha referência.
 
Além disso, o artista não deve ter como seu principal objetivo o mercado, mas a excelência do fazer artístico. O artista deve ter um compromisso direto com o extraordinário, o incomum. Ele deve produzir para o outro uma nova maneira de ver as coisas, de pensar.
 
 
Exposição
 
Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Coquetel de abertura: sábado, dia 21 de setembro, das 10h às 14h
Visitação: De 21 de setembro a 21 de outubro de 2013
                  De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
 
Ficha técnica
 
Se noite fosse água
Português • 1ª edição • 2013
244 p •  29 x 23 cm
ISBN: 978-85-7850-101-3
O artista já publicou pela BEI: Fragmentos de um dia extenso (2001), Elogio ao silêncio (2007), Gravura: Trama de sombras (2009) e Uma aprendizagem (2010).
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Se noite fosse água - Sergio Fingermann apresenta produção mais recente, na Dan Galeria, até 21 de outubro







Com vernissage no dia 21 de setembro, na Dan Galeria, a exposição “Se noite fosse água” apresenta a produção mais recente do artista plástico paulistano Sergio Fingermann, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta (intervenções artísticas no espaço arquitetônico). A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema de Mario de Andrade “Meditações sobre o Tietê”, de 1945, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens que faz surgir novos sentidos



No mesmo evento, Fingermann lança um livro com o mesmo nome da exposição, que reúne a produção desses últimos 15 anos e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas de sua obra.  O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.



Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), Se noite fosse água traz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.





Exposição



Dan Galeria

Rua Estados Unidos, 1638

Abertura: sábado, dia 21 de setembro a 21 de outubro de 2013, das 10h às 14h



Ficha técnica



Se noite fosse água

Português • 1ª edição • 2013

244 p •  29 x 23 cm