Mostrando postagens com marcador papirus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador papirus. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de abril de 2018

segunda-feira, 29 de maio de 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

CORTELLA e TAS, dia 30 de maio, em Campinas!

Para maiores informações,acesse: http://bit.ly/2pNS3j6.



quinta-feira, 30 de março de 2017

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

quarta-feira, 29 de junho de 2016

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Lançamentos na área de Educação - PAPIRUS EDITORA

A Papirus Editora acaba de lançar três títulos na área de Educação. São eles: “Como alfabetizar? Na roda com professoras dos anos iniciais”, “Interdisciplinaridade na pesquisa científica” e “Transdisciplinaridade, criatividade e educação” 




terça-feira, 5 de novembro de 2013

As quatro estações de João Proteti/Marília Cotomacci

As quatro estações

       

de  João Proteti/Marília Cotomacci


Edição:     01
Área:     Literatura infantil
Coleção:     Catálogo geral

Lançamento:     17/09/2013
Ano 1ª Edição:     2013
Acabamento:     Colado e costurado
Encadernação:     Brochura
Nº Páginas:     64
Orelha:     Sim
Público Alvo:     Pais, educadores e crianças.

           

O LIVRO

A primavera chega com seus versos cheios de cor. O verão, depois, pede poemas fresquinhos, de preferência acompanhados de um delicioso sorvete!
Já o outono vem tímido, sem saber se veste botas ou chinelos. E o inverno?

Descubra aqui o que As quatro estações levaram o João e a Marília a inventar!

LANÇAMENTO






A culpa é da pipoca de Dayse Torres

A culpa é da pipoca

       

de   Dayse Torres


Área:     Literatura infantil
Coleção:     Catálogo geral

Lançamento:     03/06/2013
Ano 1ª Edição:     2012
Acabamento:     Colado e costurado
Encadernação:     Brochura
Nº Páginas:     20
Orelha:     Sim
Público Alvo:     Pais, educadores e crianças.











O LIVRO
Um passarinho, Tico, pousou bem no alto da minha cabeça. Chamou a namorada, Lica, e construíram um ninho. Logo nasceram os filhotes e - nossa! - começou a acontecer tanta coisa por ali...
Apesar da confusão, acabei gostando tanto do Tico e da Lica que resolvi escrever essa história.


.

LANÇAMENTO






 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Lançamento no Rio de Janeiro: Tudo está na mise en scène... mas, afinal, o que é isso?


Em livro lançado pela Papirus Editora, Luiz Carlos Oliveira Jr. explica o que realmente é a expressão e analisa o conceito do clássico ao cinema de fluxo
Nos dia 21 de outubro, Luiz Carlos Oliveira Jr recebe o público para o lançamento do seu novo livro A mise en scène no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo (Papirus Editora). A sessão de autógrafos e bate-papo acontece na Livraria Prefácio do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. O evento está marcado para começar às 19 horas e a entrada é gratuita.
Sobre o livro:
Em 1959, o crítico francês Michel Mourlet afirmou: “Tudo está na mise en scène”. Em seu manifesto, Mourlet queria dizer que o principal do cinema, sua essência, está na forma como o filme transporta as pessoas através daquele universo a um só tempo próximo e desconhecido que a tela oferece. Mas, afinal de contas, o que é e a que realmente se refere através dos tempos esse termo, que chega até mesmo a ser utilizado popularmente para dizer que alguém está “fazendo tipo”? As respostas estão em A mise en scène no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo, livro de Luiz Carlos Oliveira Jr. que acaba de ser lançado pela Papirus Editora.
Ao pé da letra, o termo em francês significa “colocado em cena” e teve origem teatral para se referir inicialmente ao posicionamento de objetos e dos próprios atores em palco ou, mais ainda, à montagem da ação no palco. Oliveira Jr. mostra, porém, que no cinema e com o passar das décadas a mise en scène tornou-se muito maior do que o conceito original.
“A mise en scène é nosso passaporte para o mundo do filme, nosso meio de fascinação perante a arte da escrita luminosa do movimento. Em linhas gerais, o que me propus a fazer neste livro foi analisar o conceito e, em seguida, perceber diferentes momentos em que ele é redefinido ou colocado em xeque, como no cinema moderno, no maneirismo e no recente cinema de fluxo e de dispositivo”, pontua o autor, que é mestre em cinema contemporâneo pela USP.
Ele ressalta que não teve a intenção de fazer um inventário exaustivo dos estilos de mise en scène nas diferentes fases da história do cinema. “Não tive a menor pretensão de totalizar o que é a mise en scène clássica, moderna, maneirista etc. Apenas trouxe análises – ora breves e pontuais, ora detidas e detalhadas – de filmes e obras que ressituam o debate iniciado com a definição. A ideia é entender como passamos do ‘tudo está na mise en scène’ dos anos 1950 para a dúvida generalizada quanto ao estatuto da mise en scène no cinema contemporâneo. Espero que o exercício seja proveitoso a todos os leitores.”

Serviço:
Lançamento do livro A mise en scène no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo (Papirus Editora), com sessão de autógrafo e bate-papo com autor
Onde: Livraria Prefácio (Rua Voluntários da Pátria, 39 – Botafogo, Rio de Janeiro, RJ)
Quando: 21 de outubro de 2013
Horário: 19 horas

sábado, 19 de outubro de 2013

Papirus Editora conquista mais um Prêmio Jabuti


Metodologia do ensino de filosofia: Uma didática para o ensino médio, de Sílvio Gallo, recebeu a medalha de bronze entre os livros de educação no Jabuti

A Papirus Editora acaba de ganhar mais Prêmio Jabuti, considerado o mais importante da literatura brasileira. O livro premiado foi Metodologia do ensino de filosofia: Uma didática para o ensino médio, de Silvio Gallo. A obra concorria na categoria Educação e levou o terceiro lugar. O anúncio dos vencedores foi feito no último dia 17 de outubro, na Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo.
Sobre o livro:
Em abril de 2012, o governo da França catalogou os arquivos do filósofo Michel Foucault como “tesouro nacional”. Para se ter uma ideia da importância, o quadro Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, também é um dos tesouros franceses. O fato não só comprova a relevância dos estudos de Foucault, mas também da filosofia de forma geral. Já é mais do que sabido que a filosofia dá a oportunidade àqueles que a estudam a desenvolver um pensamento independente e crítico, a experimentar um pensar individual. Por isso estudar a filosofia no ensino médio, período em que geralmente é considerada a consolidação do aluno, de seus desejos e de sua personalidade, colabora de forma fundamental e significante neste sentido. No entanto, o filósofo Sílvio Gallo notou que o ensino da disciplina estava enfrentando muito problemas tanto por sua não obrigatoriedade no ensino médio quanto por não ter um currículo escolar específico para seu ensino e, principalmente, pela deficiência de formação de professores nesta área. E foi em busca de uma metodologia de ensino da filosofia que o autor decidiu reunir textos de anos de estudos da didática da filosofia no livro Metodologia do ensino de filosofia: uma didática para o ensino médio, da Papirus Editora.
“A convite da Papirus, reuni um conjunto de textos sobre ensino de filosofia, que venho produzindo desde 2000. Como estes textos estavam dispersos em diversos livros, coletâneas produzidas a partir de eventos sobre o tema, sua reunião aqui facilita o acesso dos leitores ao conjunto. Não quis, porém, simplesmente agrupar os textos, mantendo sua singularidade. Em parte, porque muita coisa ficaria repetitiva, em parte porque penso que o conjunto ficaria muito fragmentado. Optei então por procurar compor efetivamente um livro, reorganizando os textos, recortando-os, mudando partes de lugar e escrevendo partes novas, a fim de dar coerência às partes que foram rearticuladas”, conta Gallo.
O resultado disso foi a materialização de uma década de trabalho em torno da construção de uma didática filosófica de ensino da filosofia. Mas ele deixa claro que, embora a ideia de metodologia esteja evidenciada já no título do livro, o leitor perceberá ao longo das páginas que não se compreende o método, aqui, como algo estanque, como uma indicação fechada de um caminho. “Ao contrário, como na citação de Comte-Sponville que coloquei como epígrafe, nós só conhecemos os caminhos do pensamento depois que os trilhamos. Os caminhos de uma metodologia para o ensino de filosofia também são dessa natureza. Estão abertos e não há intenção de fechá-los, mas sim de convidar os professores para, com base nas questões aqui trabalhadas, abrir ainda outros caminhos”, ressalta ele.
“Este livro é um convite à ação do professor de filosofia na sala de aula. Não um mapa de que caminhos seguir, mas uma bússola que possa auxiliá-lo a construir seus próprios caminhos, sem se perder na imensidão do horizonte”, finaliza Gallo.
Sílvio Gallo nasceu em Campinas em 1963. É graduado em Filosofia pela PUC-Campinas (1986), mestre (1990) e doutor (1993) em Educação pela Unicamp e livre-docente (2009) em Filosofia da Educação também por essa instituição. Professor associado da Faculdade de Educação da Unicamp desde 1996, lecionou na Universidade Metodista de Piracicaba entre fevereiro de 1990 e fevereiro de 2005, onde exerceu ainda os cargos de chefe do Departamento de Filosofia (1995-1997), coordenador do curso de Filosofia (1997-1999 e 1999-2002) e diretor da Faculdade de Filosofia, História e Letras (1999-2002). Pesquisador do anarquismo e da pedagogia libertária, publicou dezenas de artigos como resultado de suas investigações nesse campo, além de quatro livros. Atualmente, desenvolve pesquisas na área de filosofia francesa contemporânea e suas interfaces com a educação, estudando autores como Deleuze e Foucault, além de dedicar-se a investigações concernentes ao ensino da filosofia. Sobre tais temas, publicou dezenas de artigos em periódicos brasileiros e estrangeiros e alguns livros.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

No Dia das Crianças, a Papirus Editora promove dois lançamentos infantis


Sessão de autógrafos e bate-papo com os autores de As quatro estações e A culpa é da pipoca acontecem a partir das 16h na Livraria da Vila do Galleria Shopping
Dois lançamentos infantis da Papirus Editora acontecem nesse sábado, 12. Os livros são As quatro estações, de João Proteti, e A culpa é da pipoca, de Dayse Torres. A sessão de autógrafos e bate-papo com os autores acontece no Espaço Infantil da Livraria da Vila do Galleria Shopping, em Campinas. O evento está marcado para começar às 16 horas e a entrada é gratuita.
Sobre As quatro estações:
Fonte inesgotável de inspiração, as quatro estações do ano foram escolhidas por João Proteti como tema de seu novo livro infantil lançado pela Papirus Editora. As quatro estações reúne poesias que percorrem as mudanças no cotidiano das pessoas através das estações.
“O livro tem 39 poemas que versam sobre as quatro estações do ano. A mudança das estações, às vezes sutis, às vezes não, sempre encanta quem escreve poesia. Os poemas surgiram assim, por esse encantamento. Fui juntando-os e formei o livro”, explica Proteti.
As ilustrações ficaram por conta de Marília Cotomacci. “Gostaria de ressaltar as ilustrações da Marília. Acho que ela tem o dom de mostrar em imagens exatamente o que eu quis transmitir em palavras. Quando acontece isso, o livro fica um todo. E isso é muito raro de ser conseguido”, aponta o autor.
O livro é direcionado para crianças de 6 a 12 anos. “Pensei nessa faixa etária para compor o livro. Mas claro que ele é também para crianças de todas as idades”, finaliza.
Sobre o autor:
João Proteti nasceu em Andradina (SP), em agosto de 1952. Faz poesia com palavras e com imagens. É autor de vários livros de poesia infantil. "Tenho um abraço para te dar" é sua primeira obra de poesia infanto-juvenil. Participa regularmente de exposições de artes visuais. Atualmente, reside em Campinas (SP). O livro "Tenho um abraço para te dar" foi selecionado pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), para compor o Catálogo da Feira de Bolonha de 2010, referente à literatura infantil e juvenil brasileira.

Sobre A culpa é da pipoca:
No livro infantil A culpa é da pipoca, lançamento da Papirus Editora, um encontro inusitado entre um menino e um passarinho acontece por causa de uma pipoca. De maneira lúdica, a autora Dayse Torres desenvolve a história que promete prender a atenção dos seus pequenos leitores.  
Com belas ilustrações de Luisa Amoroso Guardado, o livro conta a história de um passarinho que bica uma pipoca e decide fazer um ninho bem no alto da cabeça de um menino. A obra narra as idas e vindas do passarinho, enquanto constrói o ninho, e ilustra princípios importantes para a formação infantil, como o companheirismo e a amizade.
Com uma leitura agradável somada ao colorido dos desenhos que ilustram a história, A culpa é da pipoca é uma excelente opção para presentear a criança que dá os primeiros passos na leitura ou até para mamães e papais que contam histórias para seus filhos.
“Um dia, passeava entre árvores e pensei: o que aconteceria se um passarinho pousasse na minha cabeça? Assim nascem muitas histórias. Vão da imaginação para o papel e ganham existência por meio das palavras”, lembra Dayse.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Papirus Editora leva 21 lançamentos para a Bienal do Rio e já tem presença da autora Cássia D’Aquino garantida no evento


Títulos infantis e sobre educação, filosofia e cinema estão entre os destaques da Papirus na mostra carioca; Lições do velho professor, de Rubem Alves, é um deles 

A participação da Papirus Editora na 16ª Bienal do Livro do Rio, que acontece no Riocentro de 29 de agosto a 8 de setembro, será recheada de lançamentos e terá a presença, no estande da editora, da autora Cássia D’Aquino, que também é destaque da programação oficial do evento. Neste ano, a Bienal do Rio comemora três décadas e homenageia a Alemanha, promovendo o intercâmbio cultural entre os dois países; a expectativa de público é de 600 mil visitantes.
No dia 6 de setembro, Mario Sergio Cortella estará no estande da Papirus a partir das 16 horas para sessão de autógrafos com seu livro mais recente Vivemos mais!Vivemos bem? (Papirus 7 Mares), que tem como coautora Terezinha Azerêdo Rios.A sessão de autógrafos e bate-papo com Cássia D’Aquino, coautora do livro Educar para o consumo: Como lidar com os desejos de crianças e adolescentes (Papirus 7 Mares), será no dia 8 de setembro, às 18h30 no estande da Papirus. Antes disso, às 17h, ela estará no espaço “Mulher e Ponto” falando sobre o tema “Ensinando e aprendendo: Os desafios para quem lida com educação e com a falta dela”.
Em 31 anos de existência, a Papirus publicou mais de mil títulos e se tornou referência no mercado nacional. “Foi a Papirus que me fez um escritor. A amizade de todos e a confiança foram a base do nosso relacionamento. Sou agradecido e espero que ainda tenha tempo para escrever muitas coisas que deem alegria. É importante entender que a Papirus não é apenas uma empresa: ela é uma comunidade de pessoas amigas”, declara o escritor Rubem Alves, que acompanhou boa parte da história da editora e terá o livro Lições do velho professor lançado  na Bienal do Rio.
A Papirus possui quatro prêmios Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. Um deles foi recebido pelo pediatra José Martins Filho, que faz questão de dar crédito à editora. “Vejo a Papirus como uma editora jovem, aberta e apoiadora de novos autores e daqueles que têm também projetos ousados. Graças a ela ganhei um prêmio Jabuti e publiquei livros que já ‘tiraram’ várias edições”, conta.
Em mais esta participação na Bienal do Livro do Rio, a editora terá em seu estande 21 lançamentos, além dos títulos em catálogo, incluindo as obras do selo Papirus 7 Mares.


Confira os destaques da Papirus para a Bienal do Rio:


Alzheimer: Quando nossa mente fala
Lisa Snyder
192 pp.


Os animais em nossa vida: Família, comunidade e ambientes terapêuticos
Peggy McCardle, Sandra McCune, James A. Griffin, Layla Esposito e Lisa S. Freund (orgs.)
304 pp.


Autismo, educação e transdisciplinaridade
Carlo Schmidt (org.)
240 pp.



Currículo, didática e formação de professores
Maria Rita N.S. Oliveira e José Augusto Pacheco (orgs.)
208 pp.





A educação física na formação do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte
Luciano Galvão Damasceno
224 pp.


Educação infantil: Formação e responsabilidade
Sonia Kramer, Maria Fernanda Nunes e Maria Cristina Carvalho (orgs.)
352 pp.


A fábula cinematográfica
Jacques Rancière
192 pp.


Filosofia das ciências
Pascal Nouvel
240 pp.




História: Que ensino é esse?
Marcos Silva (org.)
368 pp.



Lições do velho professor
Rubem Alves
272 pp.


Marcas da educação matemática no ensino superior
Maria Clara Rezende Frota, Barbara Lutaif Bianchini e Ana Márcia F. Tucci de Carvalho (orgs.)
368 pp.


A mise en scène no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo
Luiz Carlos Oliveira Jr.
224 pp.




Música e educação infantil
Beatriz Ilari e Angelita Broock (orgs.)
224 pp.


Novas tramas para as técnicas de ensino e estudo
Ilma Passos Alencastro Veiga (org.)
160 pp.


Oficina de ludicidade na escola
Simão de Miranda
128 pp.


Orientação vocacional: O que as escolas têm a ver com isso?
Deborah Bulbarelli Valentini
160 pp.


A pedagogia da felicidade de Makiguti
Rita Ribeiro Voss
144 pp.


Pedagogia do teatro: Práticas contemporâneas na sala de aula
Narciso Telles (org.)
288 pp.


Tecnologias e tempo docente
Vani Moreira Kenski
176 pp.


Temas da geografia na escola básica
Lana de Souza Cavalcanti (org.)
224 pp.


Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena
Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios
112 pp.

Papirus 7 Mares

E os já lançados em 2012:

Nossa sorte, nosso norte: Para onde vamos?


Flávio Gikovate e Renato Janine Ribeiro
144 pp.

Papirus 7 Mares

Educar para o consumo: Como lidar com os desejos de crianças e adolescentes

Cássia D’Aquino e Maria Tereza Maldonado
112 pp.

Papirus 7 Mares

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Música e educação infantil de Beatriz Ilari / Angelita Broock (orgs.)

Música e educação infantil

       

de   Beatriz Ilari / Angelita Broock (orgs.)




Nº Páginas:     224

Público Alvo:     Professores da Educação Infantil.

           

O LIVRO


Muito valorizada em diversos países do hemisfério norte, a área da educação musical infantil encontra-se em pleno desenvolvimento no Brasil. No entanto, ainda são poucos os textos disponíveis para profissionais que atuam ou têm interesse em atuar nesse campo.
Este livro reúne, de maneira inovadora, textos de pesquisadores e educadores brasileiros e portugueses. Temas importantes como o desenvolvimento musical infantil, a compreensão e o significado musical e o fazer artístico na infância são discutidos, sempre à luz de teorias recentes e com implicações para a

CONTEÚDO

APRESENTAÇÃO
1. "UMA BORBOLETA NAS TECLAS DO PIANO": SIGNIFICADO E DESENVOLVIMENTO MUSICAIS
Cecília Cavalieri França

2. VARIAÇÕES SOBRE TEMAS DE DESENVOlVIMENTO MUSICAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA PARA A INFÂNCIA
Helena Rodrigues, Nuno Arrais e Paulo Maria Rodrigues

3. HABILIDADES MUSICAIS E CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA: REFLETINDO SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Caroline Brendel Pacheco

4. SINAIS MUSICAIS: O CORPO COMO A PRIMEIRA REPRESENTAÇÃO DA LÓGICA MUSICAL PELA CRIANÇA
Ricardo Dourado Freire e Sandra Ferraz de Castillo Dourado Freire

5. SIGNIFICAÇÕES QUE POSSIBILITAM A COMPREENSÃO MUSICAL
Leda de Albuquerque Maffioletti

prática educativa. A obra ainda traz análises críticas de programas de musicalização infantil, do Brasil e de Portugal, com sugestões para a sala de aula.

6. CRIANÇAS NA UNIVERSIDADE?
Angelita Maria Vander Broock

7. PLANEJAMENTO NA MUSICALIZAÇÃO INFANTIL
Vivian Agnolo Madalozzo e Tiago Madalozzo

8. APRENDER NA CASA
Paulo Maria Rodrigues e Helena Rodrigues

Music & the Young Brain: Beatriz Ilari


 

LANÇAMENTO






 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tecnologias e tempo docente de Vani Moreira Kenski

Tecnologias e tempo docente

       

de Vani Moreira Kenski


Coleção:     Papirus educação

Ano 1ª Edição:     2013
Acabamento:     Colado e costurado
Encadernação:     Brochura
Nº Páginas:     176
Orelha:     Sim
Público Alvo:     Educadores e demais interessados nessa temática.








O LIVRO
Tempos múltiplos, apressados, urgentes, difíceis... Parece que estamos sempre numa corrida incessante em busca do tempo perdido, sobretudo para acompanhar inovações e aprender mais. Nesse livro, a autora reflete sobre o embate entre o tempo de trabalho e o tempo particular do docente, com suas diversas responsabilidades e obrigações, que vão além do simples ato de "dar aulas".
Obra dividida em duas partes, na primeira busca-se compreender a multiplicidade de tempos existentes em diferentes culturas e também como nos apropriamos dos novos "tempos tecnológicos", das numerosas temporalidades que perpassam nossas ações cotidianas e nos angustiam.
Já a segunda parte trata da contradição entre a necessidade de garantir tempo para a atualização e a formação continuada, sem deixar de oferecer as melhores condições de ensino para aqueles que estão ávidos por novos cursos. Nesse sentido, analisa o papel das tecnologias digitais e da educação aberta e a distância como meios importantes para otimização do tempo e do movimento dos educadores em direção à contínua atualização e ao melhor desempenho.





Confira aqui prte do conteúdo da obraPARTE I
O TEMPO BUSCADO, RELATIVIZADO E REDEFINIDO

1. OS TEMPOS E OS MOVIMENTOS
Novos quadros temporais
Tempo homogêneo e tempo flexível: Urgências
Tempos tecnológicos e tempos do trabalho
Medidas de tempo, trabalho e tecnologias

2. TECNOLOGIAS, VIDA CONTEMPORÂNEA E ORGANIZAÇÃO TEMPORAL
O tempo relativizado, a partir de Castells
Novas identidades temporais
O ser e as novas lógicas temporais mediadas

3. ORGANIZAÇÃO TEMPORAL NA EDUCAÇÃO ESCOLAR
Tempos de formação e de ação
Tempo remunerado e não remunerado de dedicação docente
Novas temporalidades na educação on-line

4. TEMPOS TECNOLÓGICOS E UMA NOVA CULTURA DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Nova cultura com as tecnologias digitais
Avanços e dificuldades para o acesso à cultura mediada
Vivências nas redes

5. USOS DAS TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR
Desafios das tecnologias para o ensino superior
Convergências no ensino superior: Presencial e a distância

PARTE II
TEMPORALIDADES NA FORMAÇÃO DO DOCENTE





ASSISTA AQUI
Entrevista concedida ao Programa Salto para o Futuro da TV Escola - SEED - MEC, na série sobre Tecnologias Digitais na Educação, temática sobre a Formação de Educadores.




LANÇAMENTO







terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Educação Somática e artes cenicas

 

Educação Somática

e artes cênicas

Pincipios e aplicações

 

de Márcia  Strazzacappa

Coleção: AGERE - PAPIRUS
Ano: 2012
Páginas: 176
Dimensões (A x L x P): 21,00cm x 14,00cm x 1,00cm               




EDUCAÇÃO SOMÁTICA
A expressão Educação Somática já faz parte do
vocabulário nacional. Em diferentes espaços, tanto
educacionais quanto terapêuticos, como escolas de
dança, academias, estúdios privados, centros de
fisioterapia, cursos universitários, ouve-se essa
expressão. Porém, na mesma medida em que o termo
é difundido e utilizado, acaba sendo vítima de muitos
equívocos e confusões. A Educação Somática poderia
englobar todas as técnicas corporais desde que
praticadas de forma consciente? Seria a Educação
Somática um método de reabilitação corporal? Ou
trata-se de uma terapia corporal? A Educação
Somática tem apenas fins terapêuticos e corretivos
ou também pode ser usada com fins profiláticos e
preventivos? A Educação Somática pode ser
empregada para a criação coreográfica? Essas
questões, dentre outras que nortearam minha
pesquisa, conduziram a uma investigação anterior
sobre a gênese dessas técnicas e suas possíveis
aplicações. Como a Educação Somática chegou à
cena? Que tipo de emprego se faz da Educação
Somática nos países da Europa e da América do
Norte, onde ela é mais difundida? E aqui no
Brasil?


Responda estas e muitas outras questões através da obra de Marcia Strazzacappa

Diz o ditado que a necessidade é a mãe da invenção. Quando começou a escrever uma tese de doutorado sobre as técnicas de educação somática aplicadas às artes cênicas, que acaba de ser transformada em livro pela Papirus Editora, a pesquisadora Márcia Strazzacappa não poderia imaginar que ela iria confirmar esse ditado de maneira inusitada. Afinal, ela descobriu que, não fossem problemas de saúde enfrentados pelos criadores dessas técnicas, muitas delas nem teriam sido desenvolvidas.

“Minha busca era para entender as técnicas, como elas chegaram ao Brasil e por que algumas deram certo por aqui e outras não. O que pude observar é que elas surgiram quando os próprios criadores buscavam soluções para os seus problemas de saúde. Por exemplo, Feldenkrais era físico e judoca, mas machucou o joelho jogando futebol, e com os seus conhecimentos de física aliados ao judô, criou uma técnica para reabilitação e consciência corporal para solucionar seu problema”, conta a autora de Educação somática e artes cênicas: Princípios e aplicações.

Frederick Matthias Alexander é outro caso citado por Márcia: “Ele era um ator que estava perdendo a voz e desenvolveu um trabalho técnico que o curou por meio da correção de sua postura”.
O livro é uma adaptação da tese e ressalta a importância da educação somática na formação de artistas cênicos. Simplificadamente, a educação somática aplicada nas artes cênicas é um conjunto de técnicas de consciência corporal que nos anos de 1970 e 1980 passaram a influenciar o pensamento sobre a dança e o corpo, assim como a produção artística.

Para a autora, a introdução da educação somática e das técnicas de consciência corporal no currículo das artes cênicas (teatro, dança e música), aliada às disciplinas tradicionais, contribuiu positivamente para a formação dos artistas cênicos. “Essas técnicas são um antes e não um depois. Quer dizer, primeiro conhecemos nosso corpo, conhecemos nossos limites e as formas de nos movimentar no espaço, de entonação de voz, de posturas para poder praticar sem nos machucarmos”, esclarece.
O principal público da obra são pessoas que têm o corpo como objeto de estudo, pesquisa e atuação. “Ao escrever o livro, pensei em trazer uma temática pouco trabalhada no Brasil, assim como autores pouco traduzidos. Acredito que meus leitores serão artistas cênicos, tais como atores, bailarinos e músicos, mas também atletas, terapeutas corporais, fisioterapeutas e educadores físicos”, aponta a autora.


Diferentes formações, diferentes relações com o corpo

Márcia Strazzacappa dividiu o livro em duas partes, assim como fez em sua tese. Na primeira parte, ela contextualiza e explica o processo de formação dos artistas cênicos no Brasil. “Como minha tese foi desenvolvida e defendida na França, resolvi mostrar para os franceses como se dava a formação artística aqui no Brasil. E para o espanto deles, as diferenças eram tremendas”, afirma.
“No Brasil, a formação artística é muito mais informal do que na França. Aqui a formação é feita em escolas livres, academias, estúdios e mais recentemente em ONGs, para depois, no ensino superior, ser concluída – na teoria e na prática. Os franceses começam desde cedo em conservatórios públicos sua formação, e quase todos os bairros têm um. Para exemplificar, é praticamente um equivalente à formação no ensino fundamental e no médio, só que na linguagem artística escolhida pelo aluno. Ao final dessa formação, ele recebe um diploma que é exigido em cursos superiores, ou seja, ao ingressar no ensino superior, o aluno francês já tem uma formação teórica e prática prévia e pode escolher dois tipos de formação superior: a faculdade superior, onde ele poderá teorizar o aprendizado e que geralmente forma os críticos de arte, os dramaturgos, os pesquisadores; e o conservatório superior, que é basicamente a prática e que forma os grandes bailarinos, os músicos de orquestras, artistas plásticos, os atores etc.”, ressalta Strazzacappa.
 

Durante a pesquisa, Márcia pôde observar a diferença da relação com o corpo entre profissionais brasileiros e estrangeiros. Com base nessa observação ela constatou que as diferenças culturais são determinantes na maneira como lidamos com o nosso corpo e com o corpo do outro. “O brasileiro é um povo que se toca, que se abraça, que gosta de cumprimentar com beijo, que pensa com o corpo, assim como o italiano e o espanhol. Já os franceses, os japoneses, os americanos, os ingleses e muitos outros pensam antes de agir. Tive alguns exemplos concretos que me mostraram essa diferença. Certa vez, quando propus um exercício em que os alunos tinham que se tocar, os brasileiros e italianos saíram fazendo o que eu havia proposto, já os franceses e os outros grupos de outras nacionalidades não se sentiram à vontade. Eles tocavam na outra pessoa, mas sempre pedindo permissão e com certo incômodo.”

No que diz respeito à formação superior atual nas artes cênicas, a autora enfatiza que a tecnologia ajudou muito, assim como os crescentes incentivos. “A internet permitiu o acesso a vídeos que antes eram raridades, a informações que antes levavam muito tempo para chegar aqui. Além disso, os incentivos no campo das artes só vêm aumentando com a abertura de diversos e variados editais municipais, estaduais e federais, todos eles com contrapartidas sociais, em que os vencedores têm que se apresentar em lugares públicos e oferecer oficinas e workshops, possibilitando ao público leigo contato com os profissionais das artes cênicas e com as técnicas”, comenta.

A autora fala também da importância da pluralidade na educação artística. “Temos que diversificar, mesclar disciplinas tradicionais com as somáticas, mas sem esbarrar na superficialidade”, finaliza.

A autora
Márcia Strazzacappa
é graduada e+m Pedagogia e em Dança, mestre em Educação (Unicamp) e doutora em Artes: Estudos Teatrais e Coreográficos (Universidade Paris 8). Foi pesquisadora do Lume e atualmente é professora da Faculdade de Educação da Unicamp, onde coordena o Laboratório de Estudos sobre Arte, Corpo e Educação (Laborarte). Escreveu, em parceria com Carla Morandi, Entre a arte e a docência: A formação do artista da dança (Papirus, 2006), além de ser autora de vários capítulos de livros.

LANÇAMENTO









 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mulheres em cursos tradicionalmente masculinos, migração de professores, cotas... Novos olhares sobre diferenças e desigualdades



Marília Pinto de Carvalho reúne estudos sobre esse tema em Diferenças e desigualdades na escola, lançamento da Papirus Editora que acontece nesta sexta-feira, 7, na Livraria da Vila, em São Paulo



Tema recorrente do currículo escolar em diversas disciplinas, as discrepâncias e contrastes em todos os âmbitos da nossa sociedade também são assuntos que intrigam a pesquisa científica. Diferenças e desigualdades na escola (Papirus Editora), será lançado no dia 7 de dezembro, a partir das 19h30, na Livraria da Vila, na Vila Madalena, em São Paulo, que contará com bate-papo e sessão de autógrafos com a organizadora da obra, Marília Pinto de Carvalho e algumas das coautoras – Andréia Botelho de Rezende, Luciana Alves e Maria Clara Lopes Saboya.

A Obra reúne resultados de estudos, sobre essa temática, promovidos pelo intercâmbio estabelecido entre os programas de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade de São Paulo (USP), por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), da Capes. “Embora não seja exatamente inovadora a temática geral tratada no livro – frequentemente nomeada como ‘diversidade’ nos meios educacionais –, ousamos qualificar nossa abordagem como ‘novos olhares’, presentes nos resultados de pesquisas apresentados em cada capítulo”, conta Marília Pinto de Carvalho, organizadora da obra.

“Não se trata apenas de diversidade ou multiplicidade cultural, mas de acesso diferenciado aos bens materiais e simbólicos. Reconhecemos também a indiscutível relevância das desigualdades socioeconômicas: elas estão presentes como pano de fundo em praticamente todos os capítulos”, completa.

A coletânea é dividida em uma apresentação e mais sete capítulos independentes, porém complementares. Ao todo, nove coautoras dividem os créditos do livro e abordam assuntos como a literatura como meio de inclusão de conteúdo de história e cultura afro-brasileira e africana, articulação entre gênero, raça e educação escolar, os cotistas das universidades, alunas em cursos que são tradicionalmente masculinos, migração de professores, entre outros.

“Dessa forma esperamos apresentar ao leitor um conjunto de resultados de pesquisa instigante, que leve a novas indagações e produza inquietações em cada educador ou cidadão interessado numa escola e numa sociedade mais justas e igualitárias”, finaliza Marília.

Sobre a organizadora:

Marília Pinto de Carvalho (org.) é professora livre-docente na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Publicou, entre outros, os livros No coração da sala de aula: Gênero e trabalhos docentes nas séries iniciais (Xamã, 1999) e Avaliação escolar, gênero e raça (Papirus, 2009).

Serviço:

Lançamento do livro Diferenças e desigualdades na escola
 Quando: 7 de dezembro de 2012, sexta-feira
 Horário: 19h30
 Onde: Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo, SP
 Tel.: (11) 3814-5811

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sem tabus: Sexualidade se aprende em casa e na escola

No dia 5 de dezembro, Cláudia Bonfim, autora do livro Desnudando a educação sexual, ministrará palestra e lançará livro na Unicamp, em Campinas

Cláudia Bonfim, autora de Desnudando a educação sexual, ministrará palestra e lançará livro na Unicamp, no próximo dia 5 de dezembro, no “I Simpósio de Epistemologia e Teoria da Educação” (Episted). A sessão de autógrafo começa às 19h e será no Salão Nobre da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

Como abordar o tema sexualidade com seu filho? E em que idade? Qual é o papel da escola nessa situação? Essas e outras perguntas rondam a cabeça de pais e de educadores que, de maneira equivocada, seja por timidez, por achar o assunto delicado ou até mesmo por desconhecimento, muitas vezes consideram a educação sexual apenas uma forma de evitar a gravidez não planejada ou na adolescência, a Aids e outras DSTs. A autora Cláudia Bonfim, em Desnudando a educação sexual, lançamento da Papirus Editora, defende que a sexualidade deve ser tratada de forma mais ampla no ambiente familiar e escolar, abordando questões culturais, sociais e psicológicas.

A obra busca orientar pais, educadores, agentes sociais, pesquisadores da sexualidade e todos aqueles que buscam compreender e vivenciar de maneira bonita, prazerosa, afetiva e qualitativa essa dimensão essencial de nossa vida. “A sexualidade ainda é um tema restrito porque as pessoas não foram educadas a conhecê-la. Aprendem que é feia, errada, suja, perigosa, se sentem envergonhadas ou tímidas, desconhecem seu próprio corpo, tratam a sexualidade de forma superficial e não sabem como abordá-la. Para que ela deixe de ser vista dessa maneira acredito que necessitamos superar essa fragmentação e essa visão reduzida do que é sexualidade, por isso a necessidade de esclarecer aos pais, educadores e gestores o que ela é”, diz Cláudia. Ela acrescenta que esse esclarecimento deve ser feito da maneira mais ampla possível. “Deve-se levar em conta a dimensão da sexualidade, a amplitude, a importância na formação do ser humano, tanto para sua humanização e autoestima quanto para as relações afetivas e sexuais. A partir dessa compreensão é possível começar a pensar na superação dos preconceitos e tabus relacionados à sexualidade”, explica a autora.

Cláudia Bonfim dividiu o livro em duas vertentes: a família e a escola. “Penso que as duas são instituições primordiais para tratar a educação sexual de maneira significativa, entendendo a sexualidade como uma construção sócio-histórica-cultural, que perpassa especialmente pelas nossas experiências e vivências afetivas e sexuais. A sexualidade só pode ser compreendida a partir de nossa totalidade, e essa totalidade se desenvolve principalmente no ambiente familiar e escolar”, diz. A autora destaca que, segundo Freud, experiências vividas na infância marcam a personalidade e a forma como as pessoas irão se relacionar com elas mesmas, com as demais e com o mundo para toda a vida. “Por isso é essencial que os pais e docentes compreendam como a sexualidade se desenvolve para poder contribuir de maneira significativa e positiva no desenvolvimento da sexualidade das crianças e dos adolescentes”, ressalta Cláudia.

Ainda de acordo com ela, o livro é uma tentativa de esclarecer a educação sexual, abordando didaticamente conceitos que são fundamentais ao entendimento da sexualidade humana. “Baseei o livro em estudiosos conceituados do campo da sexualidade e educação sexual, nos quais busquei subsídios teóricos e orientações pedagógicas práticas que pudessem ser desenvolvidas na práxis, para proporcionar reflexões sobre a vivência da sexualidade na escola”, conta.

No livro, Cláudia mostra a importância da educação sexual na família e no ambiente escolar, apontando questões que precisam ser superadas e potencializadas para que as pessoas possam pensar a sexualidade numa perspectiva emancipatória. “Mostro também a importância e as fases do desenvolvimento psicossexual da criança a partir de Freud. Faço ainda uma crítica aos fatores que influenciam negativamente a vivência da sexualidade”, enfatiza.

Ela acrescenta que a capa do livro Desnudando a educação sexual (um fio de linha se desenrolando) retrata a intenção do seu conteúdo. “É uma síntese do livro, que é desnudar, desenrolar, esclarecer a sexualidade, usando a linha como metáfora, o fio de uma roupa sendo desfeita, e dentro, as palavras tentando desfazer os (pré)conceitos que carregamos em cada um de nós, passando a enxergar a sexualidade em sua essência humanizadora, prazerosa e afetiva”, finaliza Cláudia Bonfim.

Sobre a autora:

Cláudia Bonfim é licenciada em Biologia, especialista em Metodologia e Didática do Ensino, ambos pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Faficop/Uenp). Mestre em Educação pela Uenp, doutorou-se em Educação na área de história, filosofia e educação na Unicamp, onde é membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Paideia. Professora universitária na Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco (FDB), em Cornélio Procópio, é ainda coordenadora/tutora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Sexualidade (Gepes), financiado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do Ministério da Educação (MEC) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ocupa a vice-presidência nacional da Associação Brasileira para a Educação Sexual (Abrades) e atua principalmente com os temas: educação sexual, educação e diversidade, ética e educação, história da educação e filosofia da educação. Conta com diversos artigos publicados e apresentações de trabalhos em congressos, além de ser autora do livro Educação sexual e formação de professores: Da educação sexual que temos à educação que queremos.

Serviço:
Lançamento do livro Desnudando a educação sexual (Papirus Editora)
Autora: Cláudia Bonfim
Data: 5 de dezembro, quarta-feira, 19 horas
Onde: Salão Nobre da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - Cidade Universitária "Zeferino Vaz", Distrito de Barão Geraldo – CEP 13083-970 - Campinas - SP
Pabx da Unicamp: (19) 3521-2121

Márcia Strazzacappa lança livro com bate-papo

Márcia Strazzacappa, autora de Educação somática e artes cênicas: Princípios e aplicações, Papirus Editora, lança livro com bate-papo e performance na Livraria Cultura do Iguatemi Campinas dia 5 de dezembro

Livro da Papirus Editora traz pensadores pouco estudados no Brasil e revela que autores criaram técnicas para resolver os próprios problemas de saúde

No próximo dia 5 de dezembro, Márcia Strazzacappa lançará seu novo livro Educação somática e artes cênicas: Princípios e aplicações, no Auditório da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Campinas, a partir das 19h30. O evento contará com uma performance da autora, bate-papo com o público e sessão de autógrafos.

Diz o ditado que a necessidade é a mãe da invenção. Quando começou a escrever uma tese de doutorado sobre as técnicas de educação somática aplicadas às artes cênicas, que acaba de ser transformada em livro pela Papirus Editora, a pesquisadora Márcia Strazzacappa não poderia imaginar que ela iria confirmar esse ditado de maneira inusitada. Afinal, ela descobriu que, não fossem problemas de saúde enfrentados pelos criadores dessas técnicas, muitas delas nem teriam sido desenvolvidas.

“Minha busca era para entender as técnicas, como elas chegaram ao Brasil e por que algumas deram certo por aqui e outras não. O que pude observar é que elas surgiram quando os próprios criadores buscavam soluções para os seus problemas de saúde. Por exemplo, Feldenkrais era físico e judoca, mas machucou o joelho jogando futebol, e com os seus conhecimentos de física aliados ao judô, criou uma técnica para reabilitação e consciência corporal para solucionar seu problema”, conta a autora de Educação somática e artes cênicas: Princípios e aplicações.

Frederick Matthias Alexander é outro caso citado por Márcia: “Ele era um ator que estava perdendo a voz e desenvolveu um trabalho técnico que o curou por meio da correção de sua postura”.

O livro é uma adaptação da tese e ressalta a importância da educação somática na formação de artistas cênicos. Simplificadamente, a educação somática aplicada nas artes cênicas é um conjunto de técnicas de consciência corporal que nos anos de 1970 e 1980 passaram a influenciar o pensamento sobre a dança e o corpo, assim como a produção artística.

Para a autora, a introdução da educação somática e das técnicas de consciência corporal no currículo das artes cênicas (teatro, dança e música), aliada às disciplinas tradicionais, contribuiu positivamente para a formação dos artistas cênicos. “Essas técnicas são um antes e não um depois. Quer dizer, primeiro conhecemos nosso corpo, conhecemos nossos limites e as formas de nos movimentar no espaço, de entonação de voz, de posturas para poder praticar sem nos machucarmos”, esclarece.

O principal público da obra são pessoas que têm o corpo como objeto de estudo, pesquisa e atuação. “Ao escrever o livro, pensei em trazer uma temática pouco trabalhada no Brasil, assim como autores pouco traduzidos. Acredito que meus leitores serão artistas cênicos, tais como atores, bailarinos e músicos, mas também atletas, terapeutas corporais, fisioterapeutas e educadores físicos”, aponta a autora.

Diferentes formações, diferentes relações com o corpo

Márcia Strazzacappa dividiu o livro em duas partes, assim como fez em sua tese. Na primeira parte, ela contextualiza e explica o processo de formação dos artistas cênicos no Brasil. “Como minha tese foi desenvolvida e defendida na França, resolvi mostrar para os franceses como se dava a formação artística aqui no Brasil. E para o espanto deles, as diferenças eram tremendas”, afirma.

“No Brasil, a formação artística é muito mais informal do que na França. Aqui a formação é feita em escolas livres, academias, estúdios e mais recentemente em ONGs, para depois, no ensino superior, ser concluída – na teoria e na prática. Os franceses começam desde cedo em conservatórios públicos sua formação, e quase todos os bairros têm um. Para exemplificar, é praticamente um equivalente à formação no ensino fundamental e no médio, só que na linguagem artística escolhida pelo aluno. Ao final dessa formação, ele recebe um diploma que é exigido em cursos superiores, ou seja, ao ingressar no ensino superior, o aluno francês já tem uma formação teórica e prática prévia e pode escolher dois tipos de formação superior: a faculdade superior, onde ele poderá teorizar o aprendizado e que geralmente forma os críticos de arte, os dramaturgos, os pesquisadores; e o conservatório superior, que é basicamente a prática e que forma os grandes bailarinos, os músicos de orquestras, artistas plásticos, os atores etc.”, ressalta Strazzacappa.

Durante a pesquisa, Márcia pôde observar a diferença da relação com o corpo entre profissionais brasileiros e estrangeiros. Com base nessa observação ela constatou que as diferenças culturais são determinantes na maneira como lidamos com o nosso corpo e com o corpo do outro. “O brasileiro é um povo que se toca, que se abraça, que gosta de cumprimentar com beijo, que pensa com o corpo, assim como o italiano e o espanhol. Já os franceses, os japoneses, os americanos, os ingleses e muitos outros pensam antes de agir. Tive alguns exemplos concretos que me mostraram essa diferença. Certa vez, quando propus um exercício em que os alunos tinham que se tocar, os brasileiros e italianos saíram fazendo o que eu havia proposto, já os franceses e os outros grupos de outras nacionalidades não se sentiram à vontade. Eles tocavam na outra pessoa, mas sempre pedindo permissão e com certo incômodo.”

No que diz respeito à formação superior atual nas artes cênicas, a autora enfatiza que a tecnologia ajudou muito, assim como os crescentes incentivos. “A internet permitiu o acesso a vídeos que antes eram raridades, a informações que antes levavam muito tempo para chegar aqui. Além disso, os incentivos no campo das artes só vêm aumentando com a abertura de diversos e variados editais municipais, estaduais e federais, todos eles com contrapartidas sociais, em que os vencedores têm que se apresentar em lugares públicos e oferecer oficinas e workshops, possibilitando ao público leigo contato com os profissionais das artes cênicas e com as técnicas”, comenta.

A autora fala também da importância da pluralidade na educação artística. “Temos que diversificar, mesclar disciplinas tradicionais com as somáticas, mas sem esbarrar na superficialidade”, finaliza.

Sobre a autora:

Márcia Strazzacappa é graduada em Pedagogia e em Dança, mestre em Educação (Unicamp) e doutora em Artes: Estudos Teatrais e Coreográficos (Universidade Paris 8). Foi pesquisadora do Lume e atualmente é professora da Faculdade de Educação da Unicamp, onde coordena o Laboratório de Estudos sobre Arte, Corpo e Educação (Laborarte). Escreveu, em parceria com Carla Morandi, Entre a arte e a docência: A formação do artista da dança (Papirus, 2006), além de ser autora de vários capítulos de livros.

Serviço:
Lançamento do livro Educação somática e artes cênicas: Princípios e aplicações
Quando: 5 de dezembro, quarta-feira
Horário: 19h30
Onde: Auditório da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Campinas
Av. Iguatemi, 777 – Campinas, SP -  (19) 3751-4033