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terça-feira, 16 de abril de 2013

Exposição no Museu da Fotografia registra olhares brasileiros sobre Portugal




O resgate das relações afetivas e as trocas culturais entre Brasil e Portugal, gravadas na arte da fotografia, povoam a exposição coletiva “Olhar Brasileiro em Terras Portuguesas”, que tem início às 19h da próxima quinta-feira (18), no Museu da Fotografia Cidade de Curitiba. Participam da mostra os fotógrafos Flávio Damm (1928 – Porto Alegre/RS), Orlando Azevedo (1949 – Açores/Território Autônomo da República Portuguesa), Nilo Neto (1975 – Curitiba/PR) e Pedro Vieira (1983 – São Paulo/SP), que prestigiam a abertura do evento. A exposição permanece aberta ao público até o dia 9 de junho de 2013, com entrada franca.

“Olhar Brasileiro em Terras Portuguesas” integra o Ciclo da Fotografia Portuguesa no Brasil, dentro das comemorações do Ano Portugal no Brasil, que começou no segundo semestre de 2012. A exposição, com curadoria da artista visual e pesquisadora Milena Costa, reúne diferentes gerações de fotógrafos brasileiros que registraram Portugal em sua pluralidade. Ignorando fronteiras, os trabalhos revelam experiências e análises dos fotógrafos em momentos distintos da história portuguesa. Damm e Azevedo visitaram Portugal em diversos momentos de suas vidas e carreiras. As imagens escolhidas para a mostra foram realizadas desde 1980 até 2013.

Nilo Neto contribui com retratos do cotidiano português, captados em sua última viagem àquele país, em 2011. Pedro Vieira apresenta imagens obtidas durante o Ano Portugal no Brasil, quando percorreu várias cidades portuguesas na expedição “Fronteiras da Latinidade”, desenvolvida entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013.

“A participação desses fotógrafos em uma única mostra nos permite não só perceber a cultura portuguesa por meio do olhar ‘estrangeiro’ e brasileiro, mas também construir pontes entre as produções de gerações de fotógrafos que atuam no Brasil”, destaca a curadora Milena Costa, doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná e especialista em História da Arte Moderna pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná.



Os fotógrafos – Colocando lado a lado visualidades e técnicas distintas de fotografia, a exposição “Olhar Brasileiro em Terras Portuguesas” reúne profissionais de reconhecido talento. Flávio Damm teve seu primeiro contato com a fotografia em 1939, aos 11 anos de idade, quando ficou impressionado com as imagens de guerra nos jornais. A curiosidade de menino o levou a questionar sobre quem realizava as fotografias e permitiu que muito cedo escolhesse a profissão de fotógrafo. Damm foi fotógrafo da revista Cruzeiro e dedica grande parte de sua obra ao fotojornalismo. Portugal foi e continua sendo tema de grande parte de suas fotografias, as quais registram o instante bressoniano.

Orlando Azevedo vive no Brasil desde 1963 e dedica-se profissionalmente à fotografia documental em projetos especiais e à criação autoral em seu estúdio, em Curitiba. O olhar de Orlando sobre Portugal reflete a percepção de alguém que não mais pertence aquele lugar, mas que possui suas memórias relacionadas àquelas terras.

O curitibano Nilo Neto rodou o mundo com a sua câmera fotográfica. Suas lentes clicaram as ruas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Buenos Aires, Santiago, Montevidéu, Paris, Londres, Nova York, Madri, Barcelona, Lisboa, Frankfurt, Milão, Roma, dentre outras. Suas imagens buscam as particularidades e os momentos que refletem as sutilezas de vidas aparentemente massificadas. 

O paulista Pedro Vieira reside em Curitiba e é aqui que vem construindo sua carreira como fotógrafo. O foco de suas lentes está nas questões que envolvem a latinidade, percebida como identidade cultural que permeia todos os continentes. Sua expedição fotográfica intitulada “Da América para as Américas” documentou as culturas da América Latina e o imaginário revolucionário local. No projeto “Fronteiras da Latinidade” captou imagens da identidade latina no sul da Europa e no norte da África, resultando em trabalhos que integram a mostra "O Olhar Brasileiro em Terras Portuguesas".



Serviço:

Exposição fotográfica "Olhar Brasileiro em Terras Portuguesas", com trabalhos de Flávio Damm (1928 – Porto Alegre/RS), Orlando Azevedo (1949 – Açores/Território Autônomo da República Portuguesa), Nilo Neto (1975 – Curitiba/PR) e Pedro Vieira (1983 – São Paulo/SP).

Local Museu da Fotografia Cidade de Curitiba (Solar do Barão – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro).

Data: de 18 de abril (abertura às 19h) a 9 de junho de 2013.

Horário de visitas: de terça a sexta-feira, das 09h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 12h às 18h.

Entrada franca.

Exposição de José Moura-George redescobre o Brasil e suas relações com Portugal



Artista português reúne 11 telas exclusivas em mostra no

Consulado Português em São Paulo durante o mês de abril



São Paulo, abril de 2013 - O Consulado Geral de Portugal em São Paulo recebe entre os dias 12 de abril a 04 de maio a exposição “Cores e Re-Descobertas”, do artista português José Moura-George. A mostra é gratuita e aberta ao público, de segunda à sexta-feira, das 12h às 16h. O trabalho faz parte das comemorações do Ano de Portugal no Brasil.



Pensadas especialmente para a Sala Camões, no Consulado, as pinturas de Moura-George sintetizam em 11 painéis os mais de 500 anos da relação entre Portugal e Brasil e as expectativas para futuras parcerias entre os dois países nas mais diversas áreas.



A exposição traz um panorama sobre a redescoberta permanente entre as duas nações sob uma visão bastante pessoal do artista. As cores, herança das viagens de José Moura-George ao Brasil, são o traço principal das pinturas que serão exibidas. “Por onde morei busquei luzes e cores. No tempo em que vivi na Inglaterra, minhas obras eram mais cinzentas. Aqui no Brasil encontrei o que precisava agregar nas minhas pinturas, a alegria das cores”, explica.



O cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lourenço, convida todos a visitarem a mostra, desde os interessados em arte e história até os mais leigos nesse assunto. “A pintura de José Moura-George convoca-nos a visitar o significado da descoberta do Brasil, interpretado pelas múltiplas variações de cores e forma, o nascimento de um país extraordinário e de como ele foi sendo sucessivamente reinventado no imaginário português”, finaliza.



A exposição será realizada no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, com patrocínio da EDP Brasil e da Rioforte, e conta com o apoio da Galeria Mônica Filgueiras, Camargue Capital Partners, Instituto Camões-Centro Cultural Português, Casa Mathilde, Delta Cafés, NetScreen, Charlô Buffet e Herdade do Esporão.



Serviço:



Exposição Cores e Re-Descobertas – José Moura-George

Data: 12 de abril a 04 de maio

Horário: 12h às 16h

Entrada Franca

Local: Sala Camões, Consulado Geral de Portugal em São Paulo

Endereço: Rua Canadá, 324 – Jardim América.

Acesso para deficientes

Artista: José Moura-George



Sobre José Moura-George

José Moura-George não para de se redescobrir. Aos 69 anos, o artista está fazendo aulas de arte contemporânea brasileira, no Instituto Tomie Ohtake, como forma de ampliar seu conhecimento e sua visão sobre o movimento artístico que acontece atualmente em São Paulo. Além disso, tem divido seu tempo entre os ateliers de Lisboa e São Paulo, onde expõe com alguma frequência.



Moura-George é dono de um traço que mistura a arte de cada região em que viveu, resultado de sua longa trajetória dividida entre Londres, Nova York e São Paulo. Foram mais de 20 anos, entre as décadas de 60 e 80. Nesse período, participou nos EUA do Movimento da Pintura Abstrata Expressionista da Costa Leste, assim como em vários outros países da América, onde trabalhou com importantes artistas e designers, como Harry Bertoia, Philip Johnson, Buckmister Fuller, Josef Muller Brockman, Lothar Charoux, Tomie Ohtake e Burle Max.



Nascido em Lisboa em 1944, estudou entre os anos 55 e 65 em três escolas de arte e design na Inglaterra. Lecionou no West Sussex College of Art and Design e integrou o movimento Pop Art fundado por Peter Blake, David Hockney e Kitaj.



Além disso, conviveu e desenvolveu projetos com vários artistas plásticos de renome – Ben Nicholson, John Hoyland, Paul Huxley, Richard Lin, Paula Rego, Victor Willing, entre outros.



Desde 1964, José Moura-George participa de exposições individuais e coletivas tanto na Europa quanto nas Américas, mantendo constante atividade e participações em diversos eventos e exposições. A partir dos anos 90, passou a trabalhar em Portugal, Brasil e EUA.



Além do seu extenso currículo como artista plástico presente em coleções particulares e institucionais, é também como designer que se encontram vários trabalhos e projetos de sua autoria publicados ou encontrados em Museus. É co-autor do livro “A Book of Answers”, editado em Londres e autor do “Design Industrial – Reflexões” editado em Lisboa.



Exposições individuais no Brasil:

Exposição de pintura Galeria Mónica Filgueiras        2012   São Paulo, Capital

Exposição de pintura Museu de Arte Moderna          2006   Salvador, Bahia

Exposição de pintura Galeria Paulo Figeiredo           1984   São Paulo, Capital

Exposição de pintura Espaço Cultural Abrajeans     1984   São Paulo, Capital



Próximas Exposições em 2013:

Abril - Exposição de Pintura- Consulado Geral de Portugal – em São Paulo, Capital.

Junho - Exposição de pintura no MuBE, Museu Brasileiro de Escultura – São Paulo.