Mostrando postagens com marcador UFPR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UFPR. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Fundação Cultural e UFPR lançam edital de concurso de composição



            A Fundação Cultural de Curitiba e a Universidade Federal do Paraná divulgaram o edital do III Concurso Nacional de Composição Música Hoje, que tem o objetivo de fomentar a produção de música orquestral. As obras finalistas serão executadas pela Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba durante a III Bienal Música Hoje, em agosto. As inscrições podem ser feitas até 15 de junho.
            Podem participar do concurso compositores brasileiros, natos ou radicados, residentes no Brasil ou no exterior, sem limitação de idade. As obras não precisam ser inéditas, mas não podem ter sido publicadas oficialmente e devem ter sido compostas há no máximo cinco anos (a partir de 29 de abril de 2010). Como serão executadas pela Orquestra de Câmara, devem ser escritas para a formação máxima de 6 primeiros violinos, 5 segundos violinos, 4 violas, 3 violoncelos, 1 contrabaixo e 1 piano ou órgão positivo ou cravo.
            Serão escolhidas três obras finalistas para serem executadas durante a Bienal de Música Hoje. O concerto será nos dias 14 e 15 de agosto, na Capela Santa Maria, sob a regência do maestro Márcio Steuernagel e com a presença da banca julgadora. O concerto será aberto ao público, que também terá direito a voto. A obra vencedora será anunciada ao final do segundo dia de concerto. Como premiação, o vencedor terá sua composição executada em concerto oficial da temporada 2016 da Orquestra de Câmara. Terá também a gravação de registro de ambos os concertos e a edição da partitura pela Editora da UFPR. 
            As informações de como participar e encaminhar as obras para o concurso estão no edital, disponível no site da Fundação Cultural de Curitiba (http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/editais/).






sábado, 13 de outubro de 2012

Programa Curitiba Lê é apresentado em curso da UFPR



            A experiência da Prefeitura de Curitiba na área de incentivo à leitura será apresentada no curso de extensão “Alfabetização e Práticas de Letramento”, promovido pela Universidade Federal do Paraná, neste mês de outubro.  O programa Curitiba Lê, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba, será tema de uma palestra a ser proferida pelo coordenador de Literatura da FCC, Mauro Tietz, na próxima terça-feira (16), para os participantes do curso.

            Na palestra “Formação do leitor: experiências do inesperado”, Mauro Tietz mostrará os resultados da linha de trabalho aplicada nas Casas da Leitura da Fundação Cultural de Curitiba, visando à formação de leitores. Segundo Mauro, a experiência de Curitiba, considerada pela Unesco uma prática de referência, agora ganha também reconhecimento no mundo acadêmico, dentro de um projeto da UFPR que envolve as três esferas de governo. O curso tem a proposta de estudar métodos e práticas para desenvolver a habilidade de ler e interpretar.

            Convidado para a conferência de abertura, Mauro explica que a prática adotada pelo programa Curitiba Lê se distancia do caráter pedagógico normalmente aplicado pelas escolas, onde a leitura está associada a outros conteúdos. “Para nós, não interessa a análise literária, com a identificação de elementos da narrativa, a composição dos personagens, entre outros aspectos da obra. O que se propõe é a prática da liberdade de leitura, que faz com que a pessoa ‘viaje’ e sinta o prazer de ler. É nesse momento que o leitor se forma”, explica Mauro.

Segundo o coordenador de Literatura, esse modelo de trabalhar com a formação de leitores é resultado de muita reflexão entre os mediadores de leitura da Fundação Cultural, que se integram a grupos de estudos sobre o tema. Alguns teóricos servem de base para essa linha de trabalho adotada pela FCC: o escritor e sociólogo Antônio Cândido, que considera o “direito à literatura” um direito básico e fundamental do cidadão; a professora Eliane Yunes, diretora da Cátedra de Leitura da Unesco na PUC-Rio, e a antropóloga francesa Michelle Petit, que trabalha a leitura com populações de vulnerabilidade social.  

            De acordo com Mauro Tietz, o modelo implantado nas Casas da Leitura com o programa Curitiba Lê tem trazido bons resultados. A demonstração de que se trata de uma atividade permanente e intensa são as duas mil rodas de leituras programadas e realizadas somente em 2012.  “Nas rodas, o papel do mediador é escolher um texto e compartilhar com as outras pessoas o prazer da leitura. A leitura é, portanto, uma prática que pode ser solidarizada”, diz.

As rodas de leitura também são levadas para programas sociais e de educação da Prefeitura, mas sem nenhuma preocupação com o aspecto terapêutico ou pedagógico. Essa noção de que as amarras pedagógicas podem “desestimular” o hábito da leitura, ao invés de incentivar, não é nova, mas para o coordenador de Literatura a diferença agora é que se tem a prática de uma nova abordagem. “O que acabamos percebendo é que a ideia de que o brasileiro não gosta de ler é falsa. As pessoas gostam de ler. Só é preciso tirar essas amarras. O que vale é a liberdade da leitura”, afirma.