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domingo, 14 de setembro de 2014

EXPOSIÇÃO DE BICICLETAS NO SHOPPING SÃO JOSÉ


16 bicicletas de vários estilos contará um pouco sobre esta invenção de 2 rodas


A artista plástica Katia Velo, colaboradora da exposição, com uma bicicleta modelo de 1942, fabricada na Suécia. 
foto Evinha Britto


Idealizada e organizada pelo ambientalista e jornalista Marcos Rosa, a exposição "A 2ª Melhor Invenção do Homem" , reúne 16 bicicletas de vários estilos, modernas e antigas, e com materiais e funções diversificadas como bambu e a bike biblioteca, estão em exibição no Piso 1 do Shopping São José, em São José dos Pinhais.
No mês em que se comemora o dia nacional do trânsito, 25 de setembro, a necessidade de pensarmos na mobilidade urbana  torna-se cada vez mais indispensável.  Katia Velo colaboradora da mostra posou com uma bicicleta feita na Suécia em 1942. “Fiquei surpresa ao ver uma bicicleta antiga tão linda e em perfeito estado. A mobilidade urbana é um tema em evidência devido a sua urgência. Afinal, o nosso direito de ir e vir está seriamente comprometido e o uso de meios alternativos e ecológicos como a bicicleta é fundamental.” Destacou Katia Velo. A exposição permanecerá aberta para visitação até 28 de setembro.

EXPOSIÇÃO DE BICICLETAS NO SHOPPING SÃO JOSÉ
Período de exposição: De 15 a 28 de setembro de 2014. Horário: funcionamento do Shopping - segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e domingo das 11h às 22h. Local: Piso L1 do Shopping São José, Rua Izabel A Redentora, 1434, Centro. Entrada franca

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Memórias poéticas nas obras em exposição no Masac



A artista plástica Akiko Miléo mergulhou em um universo povoado por memórias para criar as obras reunidas na exposição “Catedrais”, cartaz do Masac – Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba, a partir das 9h desta sexta-feira (18). Utilizando técnica mista sobre tela (acrílica, pastel, bastão oleoso, entre outros elementos), Akiko Miléo pesquisa e apropria-se de construções e fachadas antigas, ricas em ornamentos, deixando-se fascinar pelos arabescos. A mostra permanece aberta à visitação até o dia 19 de outubro de 2014, com entrada franca.  
A composição poética, cuja beleza revela mistérios, percorre uma trajetória revisitada num túnel do tempo. A integração das obras é obtida pela harmonia entre os diferentes estilos que dialogam e desvendam o mundo da artista em relação ao público. “Os resgates do passado são acoplados a uma contemporaneidade que ora são momentos dramáticos, mas se invertem a um programa iconográfico global”, destaca no texto de apresentação o artista plástico Edilson Viriato, orientador e curador da exposição.
Natural de Cafelândia (SP), mas atualmente vivendo e trabalhando em Curitiba, Akiko Miléo é graduada em Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas, pela Faculdade de Educação Musical do Paraná (FEMP), hoje Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Aperfeiçoou técnicas em diferentes áreas artísticas, frequentando cursos, oficinas e workshops.
A artista acumula diversas mostras coletivas pelo Brasil, além de ter conquistado prêmios em salões de artes. Suas obras integram acervos de instituições com sedes em Curitiba, entre eles os do Centro Cultural Brasil Espanha, Inter Americano Galeria de Arte, SESC Centro e Caixa Econômica Federal.

Serviço:
Exposição “Catedrais”, reunindo obras em técnica mista da artista plástica Akiko Miléo.
Período expositivo: de 18 de julho (abertura às 9h) a 19 de outubro de 2014.
Local: Masac – Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (Largo da Ordem – anexo à Igreja da Ordem – Setor Histórico).
Horário de visitas: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 9h às 14h.
Entrada franca.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

GALERIA ALMEIDA E DALE APRESENTA EXPOSIÇÃO DE ALDO BONADEI

A galeria Almeida e Dale apresenta a exposição Aldo Bonadei (1906-1974), a partir de 8 de novembro. A mostra, em homenagem aos 40 anos de sua morte, reúne cerca de 30 trabalhos do artista entre óleos, colagens e tecidos, reunindo obras produzidas nas diferentes épocas de sua vida. Com curadoria de Denise Mattar, a exposição inclui uma cronologia ilustrada, poemas e textos do artista, objetos do seu atelier e suas músicas preferidas.
Aldo Bonadei foi uma personalidade rara entre os artistas paulistas. Participou do Grupo Santa Helena, formado por artistas como Francisco Rebolo Gonsales, Manoel Martinse Alfredo Volpi. Mas, apesar da afinidade com o grupo, sua produção é mais complexa, e seu estilo é inconfundível.
Suas paisagens urbanas registram, com certa nostalgia, uma São Paulo que crescia assombrosamente engolindo as paisagens bucólicas das bordas da cidade. Suas naturezas-mortas são composições construídas à maneira de Cézanne. Quase nunca registra a figura humana e seu olhar lírico cria poesia em todos os detalhes.
Ao mesmo tempo, poucos artistas brasileiros tiveram tão grande envolvimento com a pesquisa plástica, e a busca da inovação foi uma constante em sua trajetória. Seus primeiros trabalhos são quase acadêmicos, aos poucos as lições do cubismo foram por ele assimiladas numa expressão inteiramente pessoal, e de forma pioneira trilhou os caminhos da abstração. Na década de 1940, quando, no Brasil, havia uma absoluta rejeição à abstração, pintou as suas impressões musicais, transmitindo plasticamente suas sensações. Uma dessas pinturas será apresentada na exposição juntamente com a música que inspirou o artista a produzi-la.
Bonadei exercitou sua criatividade em várias áreas. Criou quadros-objetos incorporando diversos materiais, como bordados e costuras sobre tela, projetando experiências profissionais próprias, oriundas de seu grupo familiar, dedicado à costura e ao bordado. Fez gravuras utilizando processos inéditos de gravação. Mudou o suporte da pintura de forma inovadora eliminando a moldura. Pintou tecidos e criou padrões para a indústria. Fez projetos gráficos, criou cenários e figurinos para a Cia Nydia Lícia e para Walther Hugo Khoury. Escreveu poesias e considerações sobre os processos de criação plenas de lirismo.
Aldo Bonadei foi um artista atuante e participante. Junto ao Sindicato dos Artistas Plásticos, defendeu arduamente o reconhecimento da profissão. Expôs em várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna recebendo os mais importantes prêmios do certame. Participou da Bienal de São Paulo, representou o Brasil na XXVI Bienal de Veneza, expôs no Japão, Chile, Cuba e Paris e realizou exposições individuais nas mais importantes galerias da época como Domus e Bonfiglioli.
Todas essas facetas serão relembradas pela exposição, que segue em cartaz até dia 6 de dezembro. Segundo a curadora Denise Mattar “Esta exposição pretende resgatar a plenitude de Aldo Bonadei um artista que sabia harmonizar contradições produzindo uma obra densa, lírica, nostálgica, e ao mesmo tempo vibrante e sem estridência. Um trabalho que surpreende pela inovação e pela naturalidade com que ela brota do seu fazer artístico.”
Sobre Aldo Bonadei escreveram grandes críticos brasileiros como: Pietro Maria Bardi, Mario Schenberg, Walter Zanini, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Arnaldo Pedroso D’Horta, Lisbeth Rebolo, Emanoel Araújo, entre outros.

Serviço
Aldo Bonadei
Abertura: sexta-feira, 8 de novembro de 2013, das 19 h às 22 h
Período da exposição: de 8 de novembro a 6 de dezembro

Galeria Almeida e Dale
R. Caconde, 152 - Jardim Paulista, São Paulo - SP
Tel.: 11 3887-7130
De segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados das 10h às 13h
www.almeidaedale.com.br/

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

EXPOSIÇÃO NO SESC VILA MARIANA APRESENTA A IMPORTÂNCIA DO DESENHO NAS ARTES PLÁSTICAS



Mostra reúne obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira e criações de artistas contemporâneos especialmente desenvolvidas para a exposição

O Sesc Vila Mariana apresenta a exposição Linhas de fuga: o desenho e suas transições do plano ao espaço, que articula obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira com trabalhos desenvolvidos por artistas contemporâneos cujas obras não compõem a coleção. Estarão na mostra trabalhos de Flávio de Carvalho, Clóvis Graciano, Pietro Maria Bardi, Marcelo Grassmann, Mariana Quito, Marcelo Salum, Gisela Motta e Leandro Lima, Renata Basile, Paulo Climachauska, Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Geraldo de Barros, Martha Lacerda e Anna Maria Prince Comodo. De fora do acervo, envolve instalações de Tamara Andrade, Adriana Aranha e Fabiano Gomper, desenvolvidas especialmente para a exposição.

A mostra traz como linha principal o desenho, considerado pela equipe de programação do Sesc Vila Mariana, responsável pela curadoria da mostra, uma das linguagens que formam a base das artes plásticas. A escolha dos trabalhos busca explorar as transições e os diferentes suportes da criação gráfica, passando pelas técnicas do desenho sobre papel, pelos diferentes processos da gravura (litografia, gravura em metal e serigrafia), por intervenções gráficas sobre paredes, chegando à projeção arquitetônica e à volumetria criada a partir da combinação de linhas no espaço. Desdobrando e reinventando o princípio elementar da elaboração gráfica - ou seja, a linha traçada sobre uma superfície bidimensional - o desenho pode assumir uma ampla série de vocações no campo da criação artística, afirmando-se como representação figurativa, imagem abstrata, esboço, registro do gesto, composição geométrica, projeto arquitetônico, operação conceitual, trama e volume, intervenção em superfícies ou mesmo instalações espaciais.


Linhas de Fuga – o desenho e suas transições do plano ao espaço
Sesc Vila Mariana

Abertura
3 de outubro de 2013 (quinta-feira), às 20h

Período de Visitação
4 de outubro (sexta-feira) até 8 de dezembro (domingo) de 2013
terça a sexta, 10h às 21h30; sábados, 10h às 20h30 e domingos e feriados, 10h às 18h30

Local: Hall de Exposições, térreo, Torre A

Entrada gratuita

Classificação – Livre

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados, das 9h às 20h30; e domingos e feriados, das 9h às 18h30.

Estacionamento: R$ 3 a primeira hora + R$ 1 a hora adicional (matriculados no Sesc). R$ 6 a primeira hora + R$ 2 a hora adicional (não matriculados). 200 vagas.

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141

sábado, 14 de setembro de 2013

“Se noite fosse água” é o nome do novo livro e da próxima



              
                                                                                

No dia 21 de setembro, Sergio Fingermann irá lançar o livro “Se noite fosse água”, junto com o vernissage da sua exposição de mesmo nome, na Dan Galeria. Lançamento da Beî Editora, o livro reúne a produção desses últimos 15 anos do artista e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas da obra de Sergio.  O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.

Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), o livrotraz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.

A exposição “Se noite fosse água” irá apresentar a produção mais recente do artista plástico paulistano, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta. A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema “Meditações sobre o Tietê” (1945) de Mario de Andrade, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens, que faz surgir novos sentidos.

Arquiteto de formação (FAU-USP), Fingermann desenvolve há mais 30 anos uma extensa obra gráfica, marcada pela disciplina e por uma apurada técnica. O jogo do claro e escuro e das tramas, frequente na gravura, foram o ponto de partida do artista na produção de mosaicos, que dialogam com espaços arquitetônicos. Em sua maioria, essas pinturas atuais são construções que recuperam essa experiência gráfica, acrescentando, por vezes, a colagem de papel de arroz (Kozo), jogando, às vezes, com a sensação de tridimensionalidade, outras vezes, afirmando a bidimensionalidade da pintura.


Entrevista com o artista

Qual é a sua preocupação, como artista plástico, em escrever um livro?

Os meus livros sempre tiveram a preocupação de deixar um testemunho de onde está fundada a minha experiência artística. Meus textos mostram o pensamento ético de ser artista, e uma reflexão do que é ser artista e fazer arte. Ao escrever e explicitar o meu processo artístico, eu crio laços com o público.

Em Se noite fosse água, há textos meus, mas também de Ana Magalhães, uma das curadoras do MAC, e de Laura Abreu, curadora do Museu Nacional de Belas Artes. Convidei-as para participar do livro com o intuito de obter críticas externas ao meu trabalho. Elas traçaram minhas referências e situaram minha produção no contexto histórico e na cena artística brasileira.


Qual é a originalidade de Se noite fosse água, sua série mais recente, em relação às outras já realizadas?

Utilizei sistematicamente um papel japonês, chamado Kozo. É um papel feito de arroz, que encontrei para ser a fisicalidade da imagem que eu queria criar. A trama do papel deixa o fundo da tela sempre aparente, que simboliza o “entre”: não é nem a tela em si, e nem a imagem como um todo. Ela deixa espaço para o observador imaginar. É como se o assunto fosse o próprio fundo do trabalho; o fundo é o substantivo, e a superfície é o adjetivo.



 Ficha técnica

Se noite fosse água
Beĩ Editora
Português • 1ª edição • 2013
244 p •  29 x 23 cm
ISBN: 978-85-7850-101-3
O artista já publicou pela Beĩ Editora: Fragmentos de um dia extenso (2001), Elogio ao silêncio (2007), Gravura: Trama de sombras (2009) e Uma aprendizagem (2010).

Exposição

Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Coquetel de abertura: sábado, dia 21 de setembro, das 10h às 14h
Visitação: De 21 de setembro a 21 de outubro de 2013
                  De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h

domingo, 8 de setembro de 2013

Sergio Fingermann apresenta Se noite fosse água, na Dan Galeria


 
 
 
 
Exposição reúne, a partir de 21 de setembro,
a produção mais recente do artista
 
Com vernissage no dia 21 de setembro, na Dan Galeria, a exposição “Se noite fosse água” apresenta a produção mais recente do artista plástico paulistano Sergio Fingermann, incluindo 15 pinturas de grande formato e 10 obras sobre papel, que sugerem cenários de sonho por meio de construções espaciais. Essa “suíte construtiva”, como a chama o artista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas obras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta. A geometria da obra instiga o espectador e o convida a percorrer o território da ilusão. O nome da mostra, “Se noite fosse água”, foi inspirado no poema “Meditações sobre o Tietê” (1945) de Mario de Andrade, e é uma provocação, uma estratégia para promover uma leitura cruzada de imagens, que faz surgir novos sentidos.
 
Arquiteto de formação (FAU-USP), Fingermann desenvolve há mais 30 anos uma extensa obra gráfica, marcada pela disciplina e por uma apurada técnica. O jogo do claro e escuro e das tramas, frequente na gravura, foram o ponto de partida do artista na produção de mosaicos, que dialogam com espaços arquitetônicos. Em sua maioria, essas pinturas atuais são construções que recuperam essa experiência gráfica, acrescentando, por vezes, a colagem de papel de arroz (Kozo), jogando, às vezes, com a sensação de tridimensionalidade, outras vezes, afirmando a bidimensionalidade da pintura.
 
No evento, Fingermann lança um livro com o mesmo nome da exposição, que reúne a produção desses últimos 15 anos e apresenta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre si, traduzindo as questões plásticas de sua obra.  O artista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases de sua criação. “Num período de experimentações, de expansão do próprio conceito de arte, de modismos, procurei desenvolver minhas experiências criativas, fundadas numa relação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, com a crença na construção de uma linguagem marcada pela singularidade e pela originalidade”, diz o artista.
 
 Com ensaios de Ana Magalhães (historiadora, curadora e docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora e curadora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro – MNBA-RJ), Se noite fosse água traz 180 trabalhos reproduzidos, e conta ainda com fotos de Cristiano Mascaro e um texto do próprio artista.
 
 
 
Entrevista com o artista
 
Qual é a originalidade de Se noite fosse água, sua série mais recente, em relação às outras já realizadas?
 
Utilizei sistematicamente um papel japonês, chamado Kozo. É um papel feito de arroz, que encontrei para ser a fisicalidade da imagem que eu queria criar. A trama do papel deixa o fundo da tela sempre aparente, que simboliza o “entre”: não é nem a tela em si, e nem a imagem como um todo. Ela deixa espaço para o observador imaginar. É como se o assunto fosse o próprio fundo do trabalho; o fundo é o substantivo, e a superfície é o adjetivo.
 
Qual é a sua preocupação, como artista plástico, em escrever um livro?
 
Os meus livros sempre tiveram a preocupação de deixar um testemunho de onde está fundada a minha experiência artística. Meus textos mostram o pensamento ético de ser artista, e uma reflexão do que é ser artista e fazer arte. Ao escrever e explicitar o meu processo artístico, eu crio laços com o público.
 
Em Se noite fosse água, há textos meus, mas também de Ana Magalhães, uma das curadoras do MAC, e de Laura Abreu, curadora do Museu Nacional de Belas Artes. Convidei-as para participar do livro com o intuito de obter críticas externas ao meu trabalho. Elas traçaram minhas referências e situaram minha produção no contexto histórico e na cena artística brasileira.
 
Qual é, em sua opinião, o papel do artista no cenário da arte contemporânea?
 
Acho que temos a obrigação de falar ao público em que bases estamos trabalhando. Quanto mais artista é generoso em oferecer ao público as suas referências e seu processo de trabalho, ele fornece mais acessibilidade à sua própria obra. Meu trabalho, por exemplo, sempre dialoga com a história da arte. Nessa série mais recente, o diálogo é diretamente com o cubismo, e os textos do meu livro verbalizam e explicam o porquê de eu ter escolhido essa vanguarda para ser a minha referência.
 
Além disso, o artista não deve ter como seu principal objetivo o mercado, mas a excelência do fazer artístico. O artista deve ter um compromisso direto com o extraordinário, o incomum. Ele deve produzir para o outro uma nova maneira de ver as coisas, de pensar.
 
 
Exposição
 
Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638
Coquetel de abertura: sábado, dia 21 de setembro, das 10h às 14h
Visitação: De 21 de setembro a 21 de outubro de 2013
                  De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
 
Ficha técnica
 
Se noite fosse água
Português • 1ª edição • 2013
244 p •  29 x 23 cm
ISBN: 978-85-7850-101-3
O artista já publicou pela BEI: Fragmentos de um dia extenso (2001), Elogio ao silêncio (2007), Gravura: Trama de sombras (2009) e Uma aprendizagem (2010).
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Portão Cultural recebe exposição de instrumentos medievais de tortura





O Museu Municipal de Arte (MuMA) – Portão Cultural abriga a partir da próxima terça-feira (2) a exposição internacional Instrumentos Medievais de Tortura, Período da Inquisição, que reúne mais de 50 peças originais, restaurações e réplicas de instrumentos de tortura que foram utilizados do século XIII ao XVII, durante a época da Inquisição. A mostra passou por mais de 10 países e foi vista por mais de um milhão de pessoas.

Trazida da Itália por um grupo de colecionadores europeus, a exposição é reconhecida pelo Ministério Cultural de Patrimônio Italiano e tem como objetivos passar ao público, como memória histórica, a extensão da crueldade institucionalizada e gerar conscientização contra a tortura e a favor da liberdade de pensamento.

A Inquisição foi uma instituição eclesiástica criada na Idade Média (século XIII) pela Igreja Católica. Era um sistema de controle social por meio de um policiamento organizado, especialmente criado para pesquisar e punir os indivíduos considerados ameaças às doutrinas e dogmas da instituição católica mediante um tribunal específico (Santo Ofício). Também impedia a difusão de novas ideias no âmbito científico e cultural, e era usado como instrumento de aniquilação dos adversários políticos.

Em países como Portugal, França, Itália e Espanha, fiéis ao Papa de Roma, chefe supremo da Igreja Católica, a repressão inquisitória foi muito mais dura em comparação a outros países europeus. Os suspeitos eram perseguidos, torturados cruelmente e condenados a diversas penas, desde prisão temporária, perpétua e, em casos extremos, com a decapitação e morte em fogueiras construídas em praças públicas.

A mostra, que passou por países como Rússia, Alemanha, Espanha, Polônia e Portugal, e recentemente esteve em Buenos Aires, na Argentina, também aborda grandes personagens da história, como Joana d’Arc, perseguida e morta em 1431, Nicolau Copérnico, censurado ao apresentar a teoria heliocêntrica, e Galileu Galilei, condenado à prisão e obrigado a reportar-se por sustentar a mesma teoria de Copérnico.

A “virgem de Nuremberg” ou “donzela de ferro”, o banco de estiramento, o triturador de cabeças e a cadeira inquisitória são alguns dos aparelhos criados com o objetivo de torturar, humilhar e conseguir confissões dos considerados hereges pela Santa Inquisição e que estarão expostos no MuMA.



Serviço:

Instrumentos Medievais de Tortura, Período da Inquisição

Local: Museu Municipal de Arte de Curitiba – MuMA – Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.430).

Data: 2 de julho a 6 de outubro de 2013

Horário: de terça a domingo, das 10h às 19h.

Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada)

Informações: (41) 3329-2801

domingo, 10 de março de 2013

Magie Hering abre exposição na Galeria Sergio Caribé

Magie Hering

abre exposição na Galeria Sergio Caribé









A Galeria Sergio Caribé convida para a abertura da exposição da artista plástica Magie Hering, no dia 9 de abril, com vernissage a partir das 19h30.



Estarão expostas cerca de 40 obras em acrílico sobre tela feitas a partir de técnica autoral utilizando imagens captadas pela artista através da fotografia.







"Quando coloco meu olhar no visor da máquina fotográfica me isolo do mundo, me abstraio completamente, não ouço nada", fala a artista sobre a sua relação com a fotografia.  “Registro tudo aquilo que me causa certa estranheza, tudo aquilo que a incomoda de alguma forma”.



Nesta sua primeira exposição individual, Magie Hering exibirá telas inspiradas por fragmentos destas imagens, feitas ao redor do mundo.



Seja nas obras mais abstratas, seja nas mais realistas, o que une o trabalho da artista é a sua sensibilidade, filtrada por sua vivência.





Sobre a artista

Magie Hering nasceu em São Paulo. Embora tenha começado a pintar na adolescência, Magie considera o encontro com a professora da Faculdade de Arte de Moscou, Elena Nikitina, em 1979, o divisor de águas na sua carreira. De sólida formação artística, Nikitina transmitiu-lhe sua apurada técnica de pintura.



A partir daí, Hering passou a desenvolver trabalhos tendo como tema figuras humanas- retratos, nus e naturezas mortas, utilizando carvão, aquarela e tinta óleo sobre tela. Participou de uma coletiva no início dos anos 80 na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e na Lacio Galeria de Arte, ao lado de Cirton, Jota Zanelatto, Sergio Niculitcheff e Walter Munhoz. Esta coletiva desdobrou-se em outra, na Atelier I Galerie, em São Paulo.  Em 2007  participou do VIII Leilão de Pratos do Museu Lasar Segall



Magie Hering abre exposição

na Galeria Sergio Caribé

Vernissage: dia 9 de abril, a partir das 19h30

Exposição: até 30 de abril

40 telas em diversos tamanhos

Local: Galeria Sergio Caribé

Rua João Lourenço, 79 – Vila Nova Conceição
Tel: 11. 3842-5135

Horário: de segunda a sexta das 10h ás 18h  e sábados das 10h ás 13h





www.magiehering.com.br



Formação:
UNIP - Universidade Paulista- psicologia, com especializaçao em terapia cognitiva construtivista.

Escola Panamericana de Arte ( desenho, pintura e publicidade)

Escola Brasil de Arte ( desenho e pintura)

Curso de 3 anos com Elena Nikitina ( professora da

Faculdade de Arte de Moscou- Russia)

FAAP- Faculdade Armando Alvares Penteado ( cerâmica)

MUBE - Museu Brasileiro de Escultura ( pintura)

Museu Tomie Ohtake ( fotografia com Inae Coutinho)