Mostrando postagens com marcador SER Sistema de Ensino Reflexivo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SER Sistema de Ensino Reflexivo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de julho de 2014

De infância e de saudades da terra


Nei Alberto Pies
“Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: “Coitado, até essa hora no serviço pesado”. Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo”.
(Poema Ensinamento, Adélia Prado)
            Muitos, como eu, nasceram e viveram a infância na roça. Eu sinto orgulho de ser um filho da roça, porque a vida no “interior” me ensinou valores muitíssimo finos e refinados. Na companhia de árvores frutíferas, animais, nascentes, riachos e lavouras, as pessoas que lá residem formam verdadeira comunidade. Comunidade quer dizer comunhão, integração, relação. Esta comunhão se perdeu na vida urbana atribulada e estressante. Todo o tempo na cidade tem que ser um tempo ocupado. Não temos mais tempo para curtir o próprio ritmo (do tempo).
Roça é um lugar de fartura, mas também de muito trabalho. Iludem-se aqueles que pensam que uma “chácara” é um lugar maravilhoso sem dar muito trabalho. Para quem não pode oferecer seu trabalho, terá de ofertar dinheiro para que alguém cuide, zele e organize o ambiente, para poder desfrutá-lo lindo, aconchegante e organizado. Neste sentido, não podemos romantizar o trabalho de quem cuida da terra; é preciso reconhecê-lo e valorizá-lo com a grandeza que ele merece.
            Quantos, como eu, matam saudades de sua terra visitando propriedades que ainda resistem em levar adiante um estilo de vida interiorano! Colhem, no inverno abundante das frutas, o sabor de suas saudades e recordações. Visitam matas, riachos, casas, salões comunitários, em busca de algo que um dia deixaram para trás: a simplicidade e a compaixão pela terra.
            Como ilustram os versos acima, os valores da roça confundem-se com as necessidades mais imediatas de quem lá reside e faz de seu trabalho e suor o próprio modo de vida. Os pequenos agricultores ou camponeses ainda preservam os valores da gratuidade e da reciprocidade que aprenderam na relação com os outros, com a natureza e com o mundo. Nem tudo na roça tem preço, mas tudo na roça tem o seu valor.
            As relações com a natureza, particularmente através das semeaduras, reservam ao homem e à mulher do campo a noção do tempo, que é a mesma noção da paciência. Quem espera colher, precisa saber esperar. Quem espera colher, precisa pacientemente acompanhar a renovação da vida em cada amanhecer e em cada anoitecer. Quem deseja recuperar a terra, precisa investir insumos, cuidados e tempo.
            Só podem sentir saudades aqueles e aquelas que já experimentaram a vida da roça. Para estes, são necessárias brechas em sua conturbada agenda urbana para cultivar flores, frutas, hortaliças, chás, verduras. Não há nada mais contagiante e gratificante do que o alvorecer de vidas que dependem de terra, de ar, de água e de cuidados pacientes e permanentes.
A natureza nos permite a compreensão da própria existência. A vida na roça nos fornece importantes aprendizagens sobre os próprios desafios do ser humano. Valorizando a terra, estaremos sempre valorizando a nossa dimensão de humanidade e dignidade.
 
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Aula não precisa ser “show”


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

Às vezes até mesmo nós, na condição de professores, somos tomados pelo embalo do momento em que a Educação se deixa virar facilmente para cultura do espetáculo. Uma cultura que imputa e dita suas regras em virtude do sistema econômico capitalista que, entre outras coisas, transforma o educador num animador de auditório e o estudante num cliente. Infelizmente, estamos sendo quase que forçados a abraçar uma causa da Educação voltada para o “vale tudo” desde que o estudante não saia da Escola ou da Universidade.
Estamos relativizando demais os critérios da aprendizagem. E isso se deve ao fato de aceitarmos exigências profissionais vindas de um sistema falido, sem compromisso com a Educação e submetido a quaisquer negócios de ordem financeira. Daí paira sobre nós esse discurso ideológico do sistema espetacular. (Clique para continuar a ler ou entre em http://boletimodiad.blogspot.com )

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Projeto Minha Cabeça Diferente de Bola


Conforme nossa Programação 2014 (clique aqui para ver todo planejamento), lançamos em fevereiro o Projeto "Educação para o Pensar: minha cabeça diferente de bola".
O projeto, cartaz, sugestões, socializações de ações e reflexões estamos enviando para as escolas que participam do nosso Programa Filosófico e Pedagógico por uma Filosofia Viva nas escolas do nosso País.

OBJETIVO GERAL

Promover a reflexão filosófica nas escolas sobre a realização da Copa do Mundo da FIFA - Brasil 2014, em uma abordagem interdisciplinar, na intenção de ampliar a compreensão da comunidade educativa das dimensões sociais, políticas, econômicas, éticas e epistemológicas desse evento, permitindo a elaboração de um posicionamento consciente e crítico diante do mesmo e a participação entusiasmada e respeitosa na torcida brasileira.
Veja o Projeto em www.portalser.net
Querendo participar com sua escola entre em contato com assessoria@portalser.net

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O professor e sua contribuição para um mundo humanizado





O professor e sua contribuição para um mundo humanizado

Profª. Elza Maria Cruz Brito

Diante da realidade que vivemos no mundo atual, é preciso encontrar caminhos para se dar um salto na qualidade da educação em todos os níveis de ensino.

Quando se observa a divulgação feita pelos meios de comunicação e tantas informações obtidas por muitas pessoas, que, diretamente estão envolvidas no processo educacional, identificam-se inúmeros problemas que vêm se desencadeando nas instituições escolares.
Como professores, devemos ter consciência da nossa responsabilidade para ajudar a minimizar a situação e, gradativamente, sair dessa crise. Sabe-se que novas mentalidades, novas posturas, iniciativas, muito empenho e decisão é que poderão construir uma sociedade diferente, humanizada e ética. E é exatamente no desenvolver da educação sistemática que poderemos promover uma “revolução” de mentes e de atitudes, na perspectiva de um mundo melhor. Afinal, a pessoa humana é o centro da educação: a vida do ser humano em sua totalidade está envolvida, inevitavelmente, na educação.
(Clique para continuar a ler ou entre em http://boletimodiad.blogspot.com )
Projeto: “Educação para o Pensar: minha cabeça ≠ de bola”

OBJETIVO GERAL
Promover a reflexão filosófica nas escolas sobre a realização da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, em uma abordagem interdisciplinar, na intenção de ampliar a compreensão da comunidade educativa das dimensões sociais, políticas, econômicas, éticas e epistemológicas desse evento, permitindo a elaboração de um posicionamento consciente e crítico diante do mesmo e a participação entusiasmada e respeitosa na torcida brasileira.
Veja o Projeto em www.portalser.net

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Somos destinados à beleza, ao jardim...

Somos destinados à beleza, ao jardim...

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

De pronto, ponho-me a escrever. É fascinante o mistério que envolve as coisas. Assim o é com a beleza, pois há muita beleza no mundo. A beleza é fascinante, é divina, é encantadora, mas é preciso ouvir a voz das coisas, admirar-se com a vida, admitir o mistério. Há algo escondido na imensa vastidão da aparência. As pessoas querem ouvir geralmente o que lhes agrada, o que faz bem aos ouvidos, às suas necessidades e o que as colocam novamente na dinâmica da vida. Isso faz sentido porque elas estão tentando alimentar sua subjetividade. Talvez, por isso, as pessoas sejam constantemente mais seduzidas pela beleza do que pela verdade. A beleza está mais ao alcance dos olhos do que a verdade. A beleza parece ser mais acessível, talvez não, mas o que importa é que ela está em algum lugar, em algum estalo da natureza. Ela se esconde e se mostra rasgadamente aos sentidos. Alguém já disse que a beleza é filha do olhar.
(continue lendo em clicando aqui... - http://boletimodiad.blogspot.com.br )

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O ensino da Filosofia na vida da escola



Luis Cláudio Calmon e Valéria C. Gomes Calmon

                  O pensar, o criar, e o agir consciente libertam o ser humano e o transformam em sujeito de sua história.
            A Filosofia é uma importante ferramenta para que o homem atinja a condição de ser humano em sua plenitude. O que distingue a nossa espécie das demais é exatamente a condição de livres pensadores.
O ser humano é um animal consciente de si próprio e de suas relações com o meio ambiente e com os demais indivíduos. Por isso, passa a ser responsável por todos os processos em que está envolvido.
            A Filosofia é, portanto, uma luz criadora e desafiadora para que as pessoas possam enxergar a realidade de forma mais clara, tornando-se agentes de seu destino.
            A relação da Filosofia com a Educação é visceral. Nesse sentido, tomemos como exemplo as palavras do professor Anísio Teixeira:

(continue lendo...)

sábado, 30 de novembro de 2013

É preciso reencantar o mundo: três garfadas para ter certeza!


Jackislandy Meira de M. Silva
É muito sugestivo iniciar essa discussão com a tão ouvida música de Chico Buarque: “Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã. Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã.” (Chico Buarque, cotidiano, 1971). É preciso fazer as coisas como se as tivéssemos fazendo pela primeira vez. Não é necessário fazê-las do mesmo jeito ou da mesma maneira, mas fazê-las a seu modo. Aí me lembro de Heidegger quando afirmou em “Ser e Tempo” o não dizer o mesmo sobre a mesma coisa não implica em trair o ser, mas assumir o mesmo ser de outra perspectiva.
            Ao ler
“
Um pequeno manual de Filosofia para sobreviver a um papo cabeça” de Sven Ortoli e Michel Eltchaninoff, deparei-me com problemas e conceitos de Filosofia que fluíam naturalmente numa conversa informal de ambiente de jantar. O comensal estava repleto de ironias; verdades e inverdades iam e vinham em volta da mesa.

(continue lendo...)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

De Medo e De Pânico

De Medo e De Pânico
 
“O pensamento é uma força e a palavra tem poder.O que a mente produz, o universo realiza e o que verbalizamos tem capacidade de se cumprir. Por isso, é preciso exercer vigilância firme e permanente sobre o que pensamos e o que dizemos”.(Vera Pinheiro)
            Moacyr Scliar, sempre talentoso em suas crônicas, abordou de forma sábia e eloqüente a situação duvidosa que paira sobre o contágio e a proliferação do vírus H1N1, sobre a também chamada gripe A (ZH, 28/07/09). Scliar destacou a importância de falarmos sobre esta epidemia como forma de construir conhecimento e discernimento para as nossas ações de prevenção e enfrentamento a esta nova epidemia. Mas, o que mais poderá nos ajudar para superarmos nossas angústias e medos com relação a este vírus?
            Como seres em relação, torna-se imprescindível nossa linguagem. Como nunca antes visto, falamos da prevenção como a melhor forma de enfrentarmos nosso tão rigoroso inverno, e não contrairmos nenhuma gripe. Mas se é verdadeira a afirmação de que a gripe comum mata tanto quanto a nova gripe, porque as autoridades médicas e políticas não se posicionaram de forma mais contundente frente à mesma? Não seria o caso da mesma ser tratada com mais intensidade e seriedade? [ continue lendo ]
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

As palavrinhas “mágicas"


 
Corina Decco

    
Atualmente temos pensado, refletido e perguntado: - o que tem acontecido com a civilidade e as boas maneiras sociais? Por que a sociedade está tão negligente com as ações de sociabilidades?
Por quê?
Será o ritmo acelerado em que vivemos que não tem dado tempo e nem espaço à aplicabilidade de boas maneiras ou é por que a disputa, a competição, o crescimento da ilegalidade e a corrupção tem favorecido o esquecimento ou a não aquisição das regras sociais básicas?
            Será que não há mais lugar para as delicadezas e gentilezas? Será que as palavrinhas mágicas (desculpa, por favor, com licença, obrigado) já não fazem mais efeito? Ou será porque, enquanto pais, mães e professores não somos mais ídolos das nossas crianças? Quais os modelos que elas estão seguindo? Onde erramos? Por que erramos? 
Vamos investigar ou ficar de braços cruzados sem fazer nada enquanto dia a dia presenciamos a decadência dos valores humanos - a violência e a formação de cidadãos sem amor e respeito por si mesmo e pelo próximo?[ Leia mais ]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

De marcas e identidades políticas


 
Nei Alberto Pies
“A política é a arte do possível. Toda a vida é política”. (Cesare Pavese)
            Depois das eleições, é comum que diferentes pontos de vista sejam empenhados para justificar os resultados e o suposto recado da população através das urnas. Para além destes elementos, é importante destacar como os políticos, agora eleitos, foram conquistando para si a confiança dos outros e como foram capazes de mobilizar mentes e corações que os acompanharam durante o período eleitoral. Nas eleições municipais, a proximidade, o conhecimento e reconhecimento dos candidatos somam-se para a definição e tem certo peso na definição das escolhas.

Cada um de nós compõe a sua história social. Somos o que somos e o que representamos. Em torno da gente, construímos um ideário que se compõe a partir das nossas ideias e atitudes, das nossas relações pessoais e interpessoais e dos nossos posicionamentos em relação à vida, à sociedade e o mundo.[ leia mais ]

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Consciência ecológica vital

Consciência ecológica vital

 
Armando Correa de Siqueira Neto*

Você conhece o seu papel na preservação da vida? Não podemos mais ignorar os problemas ecológicos atuais e futuros. Não. E para aqueles que já possuem algum conhecimento a respeito, não basta apenas saber, é preciso arregaçar as mangas e desenvolver a consciência ecológica, agindo em prol da preservação do que ainda resta na natureza. Saber, querer e fazer são os elementos desta importante receita da salvação. Se o ser humano soube tirar proveito do mundo natural que lhe ofereceu a possibilidade de existir e manter-se vivo até os dias atuais, é hora de retribuir, não apenas como uma forma de agradecer, mas pela imperativa necessidade de sobreviver, pois caso nada seja feito em maior escala para impedir o avanço da destruição dos recursos naturais, pouco nos restará em um porvir próximo. Não se trata de uma previsão, mas de um inevitável apocalipse ecológico que se avizinha. Você já pensou séria e profundamente sobre a questão?
Muito se tem debatido ao redor do mundo acerca da agressão contra a natureza e suas sinistras decorrências, mas poucos têm colaborado de verdade. É preciso discutir mais e empreender com afinco tanto no combate aos comportamentos inadequados quanto no estímulo à atitude que auxilia e preserva. (Reciclagem do lixo e economia da água são um ótimo começo.) A ecologia é um assunto que pertence a todos e não apenas a alguns especialistas. Quanto mais a estudamos (através da teoria e da prática), tanto mais significativos resultados emergem, gerando graus de consciência necessários ao aprimoramento da gestão ecológica. Pois sem a mínima consciência, muito pouco será possível de se obter. [ CONTINUE LENDO ]

domingo, 8 de setembro de 2013

Autopunição e autorrecompensação


 
Tomar água para acabar com a sede é um comportamento desencadeado por uma motivação clara. Outros comportamentos, contudo, não possuem tal transparência para explicar o que os motivou. Agressão descontrolada advinda do conflito originado entre o ser primitivo que ainda somos e o controle social, por exemplo, demonstra a existência da inconsciência na psicologia humana.
Logo, em razão do controle civilizatório que a sociedade impõe aos seus, carrega-se no ensino das regras que regulam o convívio. (É oportuno lembrar que muitos buscam o apreço social e, portanto, se submetem melhor aos limites sociais por causa dessa dependência.) Na infância, a fiscalização é feita de fora para dentro através do ensino, reprimendas e castigos e, com o tempo, tal fiscalização tende a se introjetar e alcançar, de dentro para fora, o autocontrole. Mais: o biólogo evolucionista Marc Hauser, da Universidade de Harvard, publicou recentemente a pesquisa na qual afirma que o cérebro possui um mecanismo geneticamente determinado para adquirir regras morais. [ continue lendo... ]
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um grito de identidade

Um grito de identidade
 
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Repare bem cautelosamente se você já se viu em alguém. Pode ser alguém da família, seus pares ou membros de um grupo; alguém com quem você desenvolveu seus afetos, sua intimidade, cuja reciprocidade fora aumentando pouco a pouco até não parar mais. Geralmente, além de pessoas, nos identificamos também com lugares, profissões, estudos. Mas, os que marcam mesmo nossas vidas, a bem da verdade, são nossos pais, irmãos, tios, tias e avós, sem desmerecer, claro, a descoberta de um amigo ou de uma pessoa amada.
Ver-se em alguém é identificar-se com este alguém, ultrapassando os limites da aparência. Via de regra, a aparência da identidade está fixa e inerte em registros de identidade, onde cada qual apenas estampa no papel sua face para fins burocráticos e sociais. [ contineu lendo ]
 

sábado, 24 de agosto de 2013

O processo de socialização da Educação a distância no Brasil



Pelo texto “Ensaio sobre a Educação a Distância no Brasil” da autora Maria Luiza Belloni no tocante aos Processos de Socialização podemos perceber que é uma tentativa clara e aberta de preparar os jovens indivíduos das novas gerações para o uso dos meios técnicos disponíveis na sociedade. Ora, é cada vez mais comum em nossa sociedade a utilização, mesmo banalizada é claro, dos instrumentos tecnológicos para fins de comunicação e interação social. Já é quase impensável viver em sociedade sem um celular ou um computador plugados à internet. A mediação de máquinas em nossas relações é quase uma necessidade de sobrevivência. É muito notório em nosso meio o uso das máquinas para se relacionar. Sendo assim, é oportuna a observação feita no Ensaio, do ponto de vista da sociologia, “que não há mais como constestar que as diferentes mídias eletrônicas assumem um papel cada vez mais importante no processo de socialização”(BELLONI, Maria Luiza. Ensaio Sobre a Educação a Distância no Brasil in Educação & Sociedade, ano XXIII, nº 78, Abril/2002, p. 118).

A partir disso, como negligenciar a evidência desses recursos técnicos tão presentes na sociedade vigente?
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
 (Continue lendo...)



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma prova para os professores

Uma prova para os professores
 
Profª. Irene Reis dos Santos
“Se você tem uma mente calma, será uma pessoa bela.
Se você é uma pessoa bela, criará um lar harmonioso.
Se o seu lar está em harmonia, sua nação se encontrará em ordem.
Se em sua nação há ordem, haverá paz no mundo.”  Lao Tsé

Se bem compreendida a profundidade das palavras de Lao Tsé¹ é possível começar a empreender verdadeiras mudanças na Educação. Pensemos: quanto do tempo escolar é destinado atualmente ao desenvolvimento humano?
            Somos testemunhas impotentes de atentados protagonizados, em muitas ocasiões, por pessoas com formação acadêmica, o que incita em nós espanto e perplexidade. Os veículos de comunicação expõem cotidianamente feitos de criminosos que parecem não valorizar suas vidas, menos ainda a alheia. Matam de maneira atroz e ainda nos perguntamos retoricamente: por quê?
E para esta resposta que não se delineia concretamente somam-se muitas outras, para muitas indagações que povoam nossa mente: que padrão de beleza estamos criando?; até quando exaltaremos a beleza construída nas academias, nas clínicas de estética, expostas em desfiles de moda, a beleza exterior, enfim, sem observar de fato como está o interior de cada indivíduo que nos cerca?
No mundo corporativo sempre se culpa a Instituição pela permanência de ultrapassados modelos,... (continue lendo)

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Meio e fim - SER Sistema de Ensino Reflexivo

Meio e fim
 
Armando Correa de Siqueira Neto*
A razão confere ao ser humano a capacidade de escolha frente às possibilidades que a vida oferece. Porquanto o homem pode optar ao invés de se submeter, se assim lhe interessar. Por tal condição, ele avançou aos estágios tecnológicos tão apreciáveis atualmente, além de estimular a sua continuidade indo em direção ao que a imaginação e a realização permitirem no futuro. Então, do ponto de vista da preservação da espécie e do aperfeiçoamento, fins estabelecidos o inspiraram na jornada evolutiva. E, para atingir cada fim pretendido, demandou-se a criação dos respectivos meios. Mas ocorreu uma séria incompreensão, levando-o a trocar o fim pelo meio. Mais: a troca revestiu-se de verdade inquestionável e absoluta. Diz-se, sem pestanejar: “É assim mesmo!” Medo de eventual revisão?
Com o desenvolvimento da sociedade, novos interesses ganharam espaço na vida comum, incluindo-se, notadamente, a posição social que tantos aspiram atingir. [ continue lendo... ]

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Pobres e o que mais...

Pobres e o que mais...
“Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, cegos, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheio de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais”.(Artur da Távola)

Escrever e pensar a partir dos pobres não gera status social, nem dividendos econômicos. Lutar com eles e por eles gera reações raivosas e incomoda aqueles que desejam manter privilégios. Aqueles que lutam com e pelos pobres sabem que estes precisam ser defendidos não porque sejam bons ou maus, mas porque são vítimas de um sistema econômico e político de exclusão, que não gera oportunidades em igualdade de condições para todos. Para quem ainda duvida disto, eis o que foi anunciado pela ONU: “90 milhões de pessoas devem cair em condição de pobreza extrema até o fim deste ano no mundo por causa da crise econômica mundial”.
Difícil crer que as pessoas pobres e excluídas não sejam vítimas; autores é que não os são; não escolheram viver na indignidade. Vítimas necessitam de defesa, ajuda e amparo, para que se lhes resgate a condição de dignidade. Dignidade confunde-se com liberdade, na busca que cada ser humano faz para constituir-se gente. Como disse Cecília Meirelles, “liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta e não há ninguém que não a busque e ninguém que não a entenda”. [ continue lendo ]

sábado, 20 de julho de 2013

Qual Educação queremos: O que uma Escola Reflexiva precisa?



 

É inegável que vivemos um tempo que apresenta necessidades essenciais para a convivência entre 
as pessoas. Tempo em que a comunicação é instantânea, e as pessoas não conseguem dialogar, 
discutir ideias, ter paciência e colocar-se no lugar
do outro.
Somando-se a isso e a outros fatores, educadores e escolas entram na “onda da moda”, colocada por
 grandes corporações e grupos empresarias, de que educar hoje é só oportunizar para os aparatos e, 
em alguns casos, espera-se que 
quinquilharias tecnológicas (entendam aqui os tablets, lousas digitais, smartfones, livros digitais...) 
façam a diferença na aprendizagem.
Porém, os grandes educadores de todos os tempos já deixaram legados do que é e como educar. 
Estão presentes na memória e, mais do que nunca, sendo necessários. Precisamos abrir espaços cada vez maiores para o diálogo que..


domingo, 14 de julho de 2013

Sensibilidade, Educação e Filosofia


 

“O medo tem alguma utilidade, a covardia, não”
(Mahatma Gandhi)

As crianças produzem as mais puras obras da sensibilidade humana e nos orgulham com seus ingênuos e inocentes encantos. Crianças, adolescentes e jovens facilmente percebem quando um professor ou professora lhes oferece sabedoria, recheada de amor e dignidade. Sabem também reconhecer, como reconhecem seus pais, que professores trabalham duro e não são reconhecidos e nem estimulados a realizarem-se, com dignidade, no seu ofício de ensinar. Deles, somente deles, os professores recebem flores e presentes, em forma de agradecimento e reconhecimento por tudo que fazem por eles.
A sensibilidade é própria daqueles que estão de bem com a vida e se envolvem numa catarse de movimentos que geram boas percepções de vida, de ser humano e de beleza, daqueles que tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e boca para falar, serenamente. Por sua vez, quando reina a insensibilidade, esta gera auto-suficiência, arrogância e rancor, qualidades que não cativam e não agregam ninguém.
Oferecemos, todos os dias, o melhor do que somos, por amor às nossas crianças. [ continue lendo... ]

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Por que uma Educação Reflexiva?

*Prof. Geverson Luz Godoy


“Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância.”

(Derek Bok)





Nestas últimas semanas assistimos em redes nacionais e internacionais uma grande prova que o nosso empenho, enquanto profissionais da Educação Reflexiva, tem surtido efeito.

Presenciamos não somente nas capitais de nosso País, mas em muitos municípios de todos os estados do Brasil. Cidadãos de todas as idades insatisfeitos com a forma injusta em que o nosso país vem sendo administrado, com uma grande maioria de jovens estudantes que estão participando da vida escolar.

Podemos considerar estas manifestações frutos da democracia, mas algo me faz acreditar que é mais do que isto, é uma quebra de paradigmas, uma mudança da cultura do pensar, uma transformação. Isso me leva a acreditar que mais que um movimento da democracia, a maior demanda é fruto do que semeamos em nossas escolas, quando trabalhamos desde a Educação Infantil até a Universidade os conceitos de justiça, família, unidade, ética, moral, partilha, solidariedade, perdas, ganhos, cooperação, empreendedorismo, etc...

Faz diferença em uma sociedade, quando os educandos desenvolvem habilidades de raciocínio como.... [ continue lendo ]