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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Almandrade exposição em Salvador e São Paulo


Um dos mais importantes autores de poemas visuais do Brasil, o baiano, Almandrade  com exposição na Roberto Alban Galeria até 0 dia 18 de julho.

Entre a geometria e o conceito, entre a forma e a palavra, entre o rigor espacial e a poesia. Assim caminha a obra do artista plástico Antonio Luiz Morais de Andrade, o Almandrade, expoente baiano da arte conceitual e, hoje, um dos grandes nomes das artes visuais brasileiras, com uma produção respeitada nacional e intencionalmente. A partir do dia 18 de junho até o 19 de julho, parte representativa dessa produção poderá ser vista na Roberto Alban Galeria, selecionada pelo curador francês Marc Pottier, integrando a mostra “Entre a Palavra e o Conceito”.


Entre a Palavra e o Conceito”

Esta exposição é um recorte do seu trabalho elaborado em mais de quatro décadas de utilização do objeto da arte para estimular o pensamento e provocar a reflexão segundo critérios fundamentados na racionalidade, na materialidade e, não por acaso, na economia de dados, sem deixar que conceitos sobreponham ao fazer artístico”, resume o curador da mostra, Marc Pottier, que atesta o trabalho de Almandrade como resultado de uma proposta “que sempre se diferenciou da arte produzida na Bahia”...”Se ele tem como origem a Bahia sua obra tem vocação internacional”..
Arquiteto de formação, mestre em Desenho Urbano, Almandrade identifica um momento internacional de reconhecimento e valorização da poesia visual, poema processo, arte conceitual e tendência construtiva realizada por artistas de diversos países ao longo da década de 1970, sendo o Brasil um destaque nesta área.
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Serviço
Mostra: Entre a Palavra e o Conceito/ Almandrade
 19/06 a 18/09 de 2015 (segunda a sexta, 10h às 19h; sáb, 10h às 13h)
Local: Roberto Alban Galeria
Endereço: Rua Senta Pua, 53 Ondina Tel. 3243-3982/ 3326-5633 
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ALMANDRADE
do poema visual à poética do plano e do espaço
22 / 08  a 03/10  de 2015
B A R Ó Galeria
Galpão                                                           
Rua Barra Funda, 216                  
01152-000 São Paulo | Brasil      
+55 11 3666.6489



Almandrade

Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior.

Realizou cerca de trinta exposições individuais em vários Estados. Tem trabalhos em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), Museu da Cidade (Salvador) e Pinacoteca Municipal de São Paulo, Museu Afro (São Paulo), Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Brazil Godlen Art, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Recife), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana (Ba.), Centro Universitário de Cultura e Arte de Feira de Santana (Ba.), Galeria ACBEU de Salvador, Museu de Arte Abraham Palatnik (Natal), Museu de Arte do Rio de Janeiro, Museu Nacional (Brasília).

terça-feira, 20 de maio de 2014

Exposição Bahia, contemporânea Bahia

Bahia, contemporânea Bahia.
Curadoria - Marcelo Campos

A exposição Bahia, contemporânea Bahia, na galeria de arte Roberto Alban, segue o desejo de um modo muito mais específico: pensar a produção contemporânea a partir de artistas que trabalhem desde a Bahia. Não tencionamos afirmar traços específicos, maneirismos ou sotaques. Mas, sim, ativar a presença de um olhar multicultural que também atravessou esta produção, fazendo com que a história de cada artista selecionado tangenciasse em maior ou menor grau os influxos históricos: Almandrade convivera com como Helio Oiticica e é considerado um pioneiro da arte contemporânea na Bahia.
Willyams Martins começara a produzir concomitantemente a eventos como a exposição que lançou pintores da Geração 80, Lara Viana estudara na Inglaterra nos centros acadêmicos que formaram Damien Hirst, Josilton Tom conviveu com os modernistas da terra e com os longos anos do importante Salão da Bahia. Mas, a história se renova e apresenta as produções de Március Kaoru, pensando a imigração japonesa em Salvador, Vinícius S.A. que expande corajosamente a apropriação dos objetos domésticos para as grandes instalações e Fábio Magalhães, cuja pintura ativa e dissimula possíveis aderências a imagens baianas. Ao mesmo tempo, temos a surpresa de poder contar com um interesse fotográfico e, ao mesmo tempo, instalativo e performático de Rosa Bunchaft que faz da fotografia uma experiência imersiva.

Destaque para Almandrade que apresenta trabalhos da década de 1970, que são as primeiras experiências em arte contemporânea na Bahia.

A tão aclamada desmaterialização da arte, a partir dos anos 1960, restabeleceu o modo como os artistas lidavam com a permanência e a procedência dos materiais. Assim, a possibilidade de utilização de formas e objetos mundanos se adequou a modos de circulação das experiências artísticas, na chamada arte postal, por exemplo. Almandrade é um artista que ativa estes interesses históricos, desenvolve imensamente a materialidade de procedência comum, banal, para pensar mensagens, palavras que se tornam poemas-visuais. Pertencente à geração que usava a arte como palavra de ordem, Almandrade manteve-se atento aos campos semânticos, para além da visualidade, produzindo situações que são, principalmente, jogos de linguagem.

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ABERTURA 28 de maio de 2014
VISITAÇÃO - 29 de maio a 12 de junho

Galeria Roberto Alban