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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Curso Completo da Bhagavad-gita

Olá! Hare Krishna!

A Bhagavad-gita é o mais famoso e importante texto sobre yoga, a base de tudo que eu ensino. Foi este livro trouxe meu despertar e continua a me inspirar hoje.

Realizei um grande sonho meu ao poder oferecer um curso completo deste livro este ano, quando abrimos nossa primeira turma em maio. A turma está amando o curso e tudo está fluindo perfeitamente.

Quero ver cada vez mais pessoas obtendo uma compreensão profunda deste divino texto, mudando suas vidas, mudando o mundo.

Agora estão abertas as inscrições para a última turma de 2018 do Curso Completo da Bhagavad-gita, e aqui vou explicar como você pode garantir sua vaga e os Bônus que estamos disponibilizando.

Todo o processo de inscrição dura apenas 4 dias, iniciou hoje, 14/08 as 8h, e encerra nesta sexta, 17/08 as 23:59h.

O Curso é composto por aulas gravadas que já estão disponíveis para acesso imediato na área exclusiva e protegida do aluno, também por aulas online ao vivo.

As aulas online ao vivo acontecerão todos os meses durante o período de 1 ano, e nelas você pode fazer um chat ao vivo comigo, tirar suas dúvidas, realizar comentários, e compartilhar experiências. Estarei lá sempre disponível, e com muito entusiasmo.

Você não é obrigado a estar presente nas aulas online ao vivo, pois todas serão salvas e disponibilizadas juntamente com o conteúdo do curso.

Você terá acesso total e irrestrito a todo o material do curso para assistir a qualquer hora, quantas vezes achar necessário, pelo período de 2 anos.

Além das aulas online ao vivo, para que eu possa sanar ainda mais dúvidas, e acompanhar de perto a sua evolução, você tem direito a participar de um grupo fechado no Whatsapp da turma, ideal também para comentários e troca de experiência sobre o tema.

O processo de inscrição é feito através da maior plataforma segura de vendas de cursos online do Brasil, o Hotmart. Seu acesso ao curso é liberado através de um e-mail automático enviado logo após o recebimento da sua inscrição.
Quero conferir mais detalhes sobre o conteúdo e fazer minha inscrição

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Qualidades de um Verdadeiro Espiritualista




por Yugavatara Dasa

Arjuna leva a questão a Krishna, e assim beneficia todos nós.

A Bhagavad-gita é uma conversa entre Arjuna, um guerreiro excepcionalmente talentoso, e o Senhor Krishna, que estava agindo como o quadrigário de Arjuna. A Gita foi falada a fim de encorajar Arjuna a lutar em uma grande guerra. Enquanto dá a Arjuna todos os tipos de conselhos espirituais e materiais, Krishna discute vários tópicos, como karma, o eu, o Ser Supremo, o propósito do yoga, como o nosso ambiente afeta nossa consciência e como alcançar a perfeição final da vida.

Algumas Perguntas de Arjuna

Frequentemente, Arjuna faz perguntas para esclarecer suas dúvidas. Uma dessas questões consta no segundo capítulo da obra. Na Gita (2.54), Arjuna pergunta:

sthita-prajnasya ka bhasa
samadhi-sthasya kesava
sthita-dhih kim prabhaseta
kim asita vrajeta kim

“Ó Krishna, quais são os sintomas daquele cuja consciência está absorta nessa transcendência? Como ele fala, e qual é sua linguagem? Como ele se senta e como ele caminha?”

As perguntas parecem tratar apenas do comportamento externo de uma pessoa, mas Srila Visvanatha Chakravarti Thakura revela o significado interno de cada questão. Bhurijana Prabhu, um discípulo de Srila Prabhupada, em seu livro Surrender Unto Me [sem tradução para o português] cita com muita frequência esse comentário para mostrar que Krishna responde cada parte da pergunta de Arjuna em detalhes. A maior parte deste artigo é baseada nas explicações dadas nesse livro, e algumas declarações são citadas diretamente (com aspas).

A pergunta de Arjuna pode ser dividida em quatro partes: 1) quais são os sintomas do transcendentalista, 2) como ele fala e qual é a sua língua, 3) como ele se senta e 4) como ele caminha.

Krishna responde a primeira pergunta de Arjuna imediatamente, no verso 55: “Ó Partha, quando alguém desiste de todas as variedades de desejo pelo prazer dos sentidos, os quais surgem da trama mental, e quando a sua mente, assim purificada, encontra satisfação apenas no eu, então se diz que ele está em consciência transcendental pura.”

Bhurijana comenta: “O sthita-prajna revela sua posição por não ter apegos egoístas. Ele está desapegado da felicidade e da miséria. Além disso, ele está plenamente satisfeito, fixando sua consciência no eu”. Em outras palavras, ele está equilibrado.

Respondendo a Situações Provocadoras

Krishna, em seguida, responde à segunda pergunta de Arjuna: “Como ele fala?” Esta pergunta quer dizer, Bhurijana explica: “Como a inteligência e as palavras dele são afetadas pela afeição, raiva ou neutralidade de outra pessoa?” Em outras palavras, como ele responde?

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As respostas de Krishna a Arjuna servem como um guia definitivo para os sintomas de um verdadeiro espiritualista.

Krishna responde na Bhagavad-gita (56-57): “Aquele cuja mente não é perturbada mesmo estando rodeado das três classes de misérias, e nem se exalta quando há felicidade, e que está livre do apego, do medo e da ira, é chamado ‘um sábio de mente estável’. No mundo material, quem não se deixa afetar pelo bem nem pelo mal que venha a obter, sem louvá-lo nem desprezá-lo, está firmemente fixo em conhecimento perfeito.”

Srila Prabhupada elabora sobre essa qualidade de um transcendentalista em seu significado: “Tal pessoa em plena consciência de Krishna não se deixa perturbar de modo algum pelas investidas das três classes de misérias, pois aceita todas as misérias como misericórdia do Senhor, e considera-se merecedora de ainda mais sofrimentos devido a suas más ações passadas; e ela vê que suas misérias são reduzidas ao mínimo, pela graça do Senhor. Do mesmo modo, quando se sente feliz, ela reconhece que isto é obra do Senhor, e considera-se indigna de receber tal felicidade...”

É fácil trocar amor por amor. Quando alguém, mesmo que seja um estranho, nos cumprimenta com um amoroso “oi”, é muito fácil retribuir com um alegre “olá”. Mas isso não revela completamente como “falamos” ou respondemos. O teste do nosso discurso é como reagimos quando alguém nos inflige uma agressão mental usando suas cordas vocais. Permanecemos calmos ou explodimos? Reagimos violentamente em situações muito provocadoras?

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O teste de nosso autocontrole vem em situações provocadoras.

Precisamos aprender a falar agradavelmente mesmo com aqueles que são hostis a nós. Isso ajudará a diminuir a amargura nos relacionamentos. Uma resposta doce pode até evitar um possível confronto.

Certa vez, um homem se aproximou de um vendedor de papagaios para comprar um papagaio. O vendedor de papagaios disse: “Eu tenho esse papagaio especial para você. Se você puxar a perna dele, ele canta o nome de Krishna. E se você puxar a outra, ele canta o nome de Rama.” A pessoa ficou emocionada ao ver um papagaio tão santo, e ele imediatamente o comprou. Sempre que convidados visitavam sua casa, esse homem mostrava orgulhosamente seu papagaio para eles e os fazia ouvir os nomes divinos de Krishna e Rama da boca do papagaio.

Um dia, ele pensou: “Se meu papagaio canta o nome santo ao puxar uma das pernas dele, tenho certeza que, se eu puxar as duas pernas dele, ele cantará todo o maha-mantra Hare Krishna.” Quando ele se aproximou do papagaio e puxou ambas as pernas, o papagaio gritou: "Seu tolo! Você não entende que eu vou cair e quebrar a minha cabeça?”

A lição que aprendemos com esta história é que não podemos manter uma gentileza artificial por muito tempo. Nossas reações, especialmente nossa fala, devem ser controladas em situações felizes e dolorosas. O próprio Krishna aconselha mais tarde na Gita (17.15): “A austeridade da fala consiste em proferir palavras verazes, agradáveis, benéficas e que não perturbam os outros.”
  
Contenha-se. Não se Deixe Levar.

A próxima pergunta de Arjuna é: “Como ele se senta?” De acordo com Srila Visvanatha Chakravarti Thakura, isso significa “Como ele não usa seus sentidos? Qual é a sua mentalidade quando seus sentidos são impedidos de encontrar seus objetos?” O Senhor Krishna responde nos próximos dois versos da Gita (58-59): “Aquele que é capaz de retirar seus sentidos dos objetos dos sentidos, assim como a tartaruga recolhe seus membros para dentro do casco, está firmemente fixo em consciência perfeita. A alma encarnada pode restringir-se do prazer dos sentidos, embora o gosto pelos objetos dos sentidos permaneça. Porém, interrompendo tais ocupações ao experimentar um gosto superior, ela fixa-se em consciência.”

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O transcendentalista é capaz de retirar seus sentidos dos objetos, tal qual a tartaruga recolhe seus membros.

Nosso poder de controle sensorial é testado na solidão. É fácil mostrar santidade em público, mas um verdadeiro santo mantém sua pureza tanto na vida pública quanto na privada. Hoje, se uma pessoa é deixada sozinha por algum tempo, ela automaticamente se volta para a internet para ficar presa dentro na internet. Muitas vezes, essa jornada virtual começa com a exibição de notícias diárias, prossegue para vídeos de entretenimento e acaba na exibição de coisas ilícitas. O lazer deve ser usado para relaxar, mas as atividades de lazer não devem degradar nossa consciência. O tempo de lazer deve nos ajudar a marchar em direção à paz, em vez de nos agitar.

Se estivermos lutando para restringir nossos sentidos, devemos tentar desviá-los para atividades espirituais como yoga físico, meditação com mantras ou leitura de escrituras, como a Bhagavad-gita. Isso ajudará a purificar a mente e controlar os sentidos.

O Remédio para a Mente Louca

Começando com o verso 64 e continuando quase até o final do capítulo dois, Krishna responde à última pergunta de Arjuna: “Como ele caminha?” O propósito dessa pergunta é: “Como um homem em transcendência usa seus sentidos?”

Krishna diz: “Aquele que, livre de todo apego e aversão, é capaz de controlar seus sentidos através dos princípios reguladores da liberdade pode obter a misericórdia completa do Senhor. Para alguém assim satisfeito [na consciência de Krishna], as três classes de misérias da existência material deixam de existir; nesta consciência jubilosa, a inteligência logo se torna resoluta.”

“Bem estabelecido” significa que a entidade viva deve estar conectada a Krishna através da consciência de Krishna. Em tal estado, ela pode estar livre de atrações e aversões materiais e tornar-se plenamente satisfeita. Bhurijana comenta: “Sem bhakti, o serviço devocional a Krishna, independentemente do que alguém possui ou do que faz, ninguém fica satisfeito.”

Mais tarde, na Gita (9.14), Krishna descreve as atividades dos grandes transcendentalistas: “Sempre cantando Minhas glórias, esforçando-se com muita determinação, prostrando-se diante de Mim, essas grandes almas adoram-Me perpetuamente com devoção.” A palavra “sempre” é importante aqui. Se a mente hiperativa é destituída de um compromisso constante, ela enlouquece e leva a alma à degradação. Qual poderia ser a atividade melhor e mais eficaz pela qual podemos controlar nossa mente e nossos sentidos? As escrituras védicas explicam que cantar os santos nomes de Krishna é o melhor remédio para a mente maníaca. O santo nome fixa a mente em Krishna e, assim, purifica a mente de todas as contaminações que surgem devido ao envolvimento anterior em atividades pecaminosas.

Em conclusão, a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna, responde perfeitamente à pergunta de Arjuna, citando os sintomas internos do transcendentalista, sthita-prajna.

Tradução de Ekanistha Radha Devi Dasi.


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segunda-feira, 16 de julho de 2018

As Cordas que Amarram Todos Nós




por Navina Syama Dasa

Entender os gunas, como descritos na literatura védica, provê uma perspectiva única acerca de Deus, do mundo e de nós mesmos.

A edificação mais embasbacante da Filadélfia é o Museu de Arte. Um dos maiores museus dos Estados Unidos, se assenta no topo de uma colina, de frente para o rio Schuylkill, como um monumento grego de colunas imponentes. Dentro de suas mais de duzentas galerias, encontramos cerca de 225.000 objetos exibindo os talentos criativos de artistas americanos, europeus e asiáticos surgidos ao longo de milhares de anos. Um ponto alto é a coleção renomada no mundo inteiro de pinturas do impressionismo francês. Entre as centenas de peças que constituem a exposição, com destaque para “Álamos”, de Monet, e “A Montanha de Saint Victoire”, de Cezanne, podemos apreciar variadas sombras e matizes.

Apesar de toda a variedade visual no museu, seja na galeria impressionista, seja no restante de suas instalações, tudo isso surge de apenas três cores primárias: amarelo, vermelho e azul!

Assim como é incrível pensar em tamanha complexidade e beleza vindo dessa simplicidade tripartite, o Senhor Krishna chama nossa atenção para algo ainda mais fantástico na Bhagavad-gita. Ali, Ele explica que todo o universo é, em última instância, mero produto dos três gunassattva, rajas e tamas. De fato, Srila Prabhupada frequentemente fazia uma analogia ligando as cores primárias e os enigmáticos gunas: “Originalmente, existem três cores: vermelho, azul e amarelo, e se você as combinar, tornam-se verde, laranja, rosa e tantas outras cores. Similarmente, a combinação das três qualidades da natureza material – sattva, rajas e tamas – criam muitíssimas formas de entidades vivas.” (Do artigo “Manifestação do Dharma no Ser Humano”) Apresentando o mesmo ponto em uma palestra (Bombaim, 1973), concluiu: “Deste modo, a natureza material é o maior artista.”

Assim como um artista plástico se vale das diferentes cores primárias para produzir uma obra-prima, o Senhor usa os gunas como uma paleta para a criação universal. Srila Prabhupada até mesmo correlacionou amarelo com sattva, vermelho com rajas, e azul com tamas, explicando que essas cores são “representações” dos gunas. E ele frequentemente descrevia como, quando os três modos “se misturam”, dão origem a nove diferentes combinações, e quando esses nove se misturam mais uma vez, produzem 81 combinações, e assim por diante.

Os gunas são um aspecto da realidade descrito somente dentro das tradições religiosas da Índia (os Três Destinos, da Grécia antiga, sendo uma possível exceção). Os gunas, porém, não são um detalhe técnico ou uma sutileza arcana, senão que exercem um papel central em moldar o mundo como o conhecemos. Krishna fala sobre eles ao longo da Bhagavad-gita, e toda oração mais extensa do Srimad-Bhagavatam faz menção a eles.

Como se trata de algo tão fundamental e importante, compreendamos melhor o assunto. Por meio da analogia da pintura, talvez pensemos que os gunas são os bloquinhos de construção da matéria, mas esse não é exatamente o caso. Em vez disso, Krishna explica na Bhagavad-gita que o mundo material é feito de terra, água, fogo, ar e éter, bem como mente, inteligência e falso ego. Os gunas, na verdade, governam a matéria feita dos oito elementos; são as forças primordiais que colorem e controlam o cosmos.

Algumas das diferentes traduções para gunas nos ajudam a esclarecer o escopo e natureza dos mesmos. A palavra mais comum utilizada por Srila Prabhupada é “modo”. Nesse sentido, os gunas representam a maneira como a matéria é experienciada e expressa. Outra tradução que ele dava era “qualidade.” Nesse sentido, os gunas são as três qualidades primárias que, em várias combinações, dão aos seres vivos sua personalidade e que dão aos objetos inanimados suas características distintas. Contudo, outra tradução é “corda”. Nesse sentido, os gunas nos amarram e restringem como percebemos, pensamos e agimos.

Sintomas dos Gunas

Em última instância, entretanto, o melhor caminho para entendermos os gunas é considerarmos seus sintomas. Nos capítulos 14, 17 e 18 da Bhagavad-gita, e no capítulo 25 do canto 11 do Srimad-Bhagavatam, Krishna provê grande quantidade de ilustrações.

Criação e atividade caracterizam rajas. O deva Brahma superintende esse guna, e ele é, como se esperaria, o designer do mundo material, dando forma aos corpos de todas as 8.400.000 espécies de vida. Srila Prabhupada traduz rajas como “paixão”, denotando a avidez por prazer que esse guna invariavelmente incita. Um sujeito influenciado por rajas está sempre trabalhando duro para obter prestígio e dinheiro, em consequência do que ele inevitavelmente experimenta ansiedade. Em última instância, portanto, este guna não produz nada além de lamentação. A razão para tão intenso empenho é o desejo insaciável: Independente de quanto uma pessoa em rajas obtenha, permanece insatisfeita e ansiosa por mais. Rajas torna a pessoa orgulhosa, invejosa e sujeita aos caprichos emocionais da mente. Uma agitada metrópole é um exemplo de um lugar no modo da paixão, e a comida nesse modo é excessivamente picante, excessivamente salgada ou excessivamente amarga. Como o prazer derivado de rajas se baseia no prazer dos sentidos, é efêmero e rapidamente se torna dor.

Sattva se caracteriza por manutenção e satisfação. O Senhor Vishnu preside esse guna – deitado em Seu leito/cobra, Ananta Shesha, Ele mantém todo o universo sem qualquer esforço. Srila Prabhupada traduz sattva como “bondade”, o que não indica tanto o senso moral da palavra (apesar de retidão moral certamente ser um subproduto deste modo), mas um senso mais amplo de integridade. Um sujeito influenciado por sattva-guna vê todos os seres vivos como partes da mesma natureza espiritual. Aquele que age no modo da bondade o faz não com a expectativa de uma recompensa ou felicidade futura, mas simplesmente movido pelo dever. Destituído de desejos egoístas, tal pessoa jamais se frustra; independente do resultado, continua a atuar com determinação e entusiasmo. Por fim, essa estabilidade gera sabedoria, satisfação e simplicidade. Espaços naturais, como florestas, estão no modo da bondade, e o alimento nesse modo é suculento, rico em gorduras saudáveis e integral. Visto que a felicidade de sattva é obtida a partir do eu, é preciso um pouco de esforço inicial para acessá-la, mas, uma vez obtida, confere duradouro destemor.

Tamas se caracteriza por destruição e esquecimento. Shiva superintende esse guna, e quando é chegada a hora de o universo ser findado, sua dança catastrófica coloca em movimento o processo de destruição. Srila Prabhupada traduz tamas como “ignorância”, e a pessoa sob essa influência é certamente carente de conhecimento, incapaz de distinguir o certo do errado. Ele se lamenta em relação ao passado, procrastina os assuntos do presente, e inutilmente fantasia um futuro. Egoístas, irrefletidos e violentos, tais indivíduos estão fadados à depressão e, por fim, à insanidade. Lugares escuros e sujos, como botecos com caça-níqueis, são no modo da ignorância, e a comida nesse modo é velha, insossa e contaminada. O prazer ilusório que se extrai de tamas tem suas raízes no sono e na degradação.

Deus, o Mundo, os Gunas e Nós

Agora que temos uma noção do que são os gunas, podemos utilizá-los como uma lente filosófica através da qual vemos o universo. Com base na relação delas com os modos, podemos diferenciar entre as principais categorias de existência. Comecemos com este mundo.

O reino de matéria é um produto dos três gunas, no sentido de que a tríade determina a forma que ele assume e como ele opera. Como resultado de seu contato com eles, este mundo passa continuamente por vários ciclos de existência: desativação, desenvolvimento, continuidade e, novamente, desativação. E as entidades vivas que habitam este mundo são similarmente empurradas de um lado a outro pela influência dos gunas.

Contudo, existe outro reino, composto de espírito, e não sujeito aos gunas. Ou, mais precisamente, um reino que não se sujeita a nenhum vestígio de rajas e tamas. Em vez disso, existe em um estado conhecido como suddha-sattva, ou bondade pura e sem adulterações. Assim, o mundo espiritual sempre permanece à sua própria maneira, e os habitantes do mesmo desfrutam de um estado fixo de conhecimento pleno e bem-aventurança absoluta.

Por fim, há o Senhor. Ele Se situa eternamente além do alcance dos gunas; ao contrário, os gunas são uma exibição de Seu poder, e operam sob Sua supervisão final. O Senhor assume várias formas dentro do mundo espiritual e, quando é preciso, Ele também faz Seu advento no mundo material. Aqueles que estão confusos pela influência de rajas e tamas acreditam que Sua forma na Terra e aparentemente humana consiste em matéria e é controlada pelos gunas. Contudo, aqueles em conhecimento entendem que Deus permanece, sob todas as condições e a todo momento, o mestre irrivalizável de toda a existência.

Por fim, temos os seres vivos. Como o Senhor, eles originalmente residem no mundo espiritual, além dos gunas. E eles também podem escolher vir para o mundo material. Contudo, diferente do Senhor, quando nascem aqui ficam sob o controle dos gunas. A maioria das almas jamais faz essa escolha fatídica, satisfeitas em permanecer com o Senhor em Seu reino espiritual. Lá, vivem praticamente no mesmo nível que Deus, possuidoras de um corpo como o dEle, compartilhando da mesma morada, das mesmas riquezas e assim por diante. Contudo, aqueles que cedem ao interesse de estarem neste mundo, desconectados de Deus, assumem várias formas de acordo com os gunas pelos quais se atraem. Assim como um artista mistura as cores primárias para criar um tom específico, o Senhor combina os modos para criar um tipo específico de mente e corpo para cada entidade viva. Essa combinação distinta age como um filtro colorido sobre a consciência pura da alma, afetando como ela percebe e age sobre o mundo externo. Dependendo de seus desejos e de suas atividades anteriores, os seres humanos desenvolvem e expressam diferentes qualidades, com variadas proporções da paz sublime de sattva, da intensa turbulência de rajas, e da ilusão sombria de tamas. Até mesmo as várias espécies animais são divididas dessa maneira, a vaca sendo associada a sattva, o leão sendo associado a rajas, e o macaco sendo associado a tamas, por exemplo.

Conhecimento Aplicado dos Gunas

Embora esse conhecimento único da teologia indiana certamente esclareça as várias categorias de existência, nos ajudando a compreender a relação entre os seres vivos, o mundo e Deus, o conhecimento dos gunas também cumpre um fim bem prático. Primeiramente, podemos nos valer desse conhecimento para decifrar quais gunas nos influenciam como indivíduos.

Sou alguém excessivamente preocupado com conquistas? Cheio de energia e motivação quando o assunto é alcançar metas pessoais? Em geral, sou tomado de euforia no sucesso e me sinto arrasado no fracasso? Sou sempre arrastado por um rio incessante de desejos? As cordas de rajas muito provavelmente são as cordas que me amarram. Ou sou vítima da preguiça e da raiva? Um sujeito viciado na diversão proporcionada por entorpecentes? Nesse caso, certamente sou um prisioneiro de tamas

Quando identificamos a influência desses dois gunas mais baixos em nossa vida, o próximo passo é alterarmos nossos hábitos nos esforçando para pensarmos, falarmos e agirmos no modo da bondade, deixando para trás a ansiedade de rajas e o torpor de tamas. Krishna nos garante que a associação com a qualidade da bondade nos eleva, e que a prática de agirmos em bondade pode nos ajudar a recobrarmos nossa posição de estarmos juntos dEle no reino espiritual, onde tudo e todos são saturados de sattva pura.

Se, contudo, as tendências inatas de nossa natureza condicionada parecerem insuperáveis, não precisamos ficar ansiosos. O renomado orador do Srimad-Bhagavatam, Shukadeva Goswami, nos informa que servir Krishna com um coração cheio de amor é o caminho mais rápido e mais fácil para cultivarmos a bondade. Na verdade, oferecermo-nos completamente a Deus é o único meio pelo qual podemos superar os gunas por completo e nos reinserirmos em nossa condição natural de suddha-sattva, a bondade sem qualquer mácula de paixão e ignorância.

Então, independente de se a pintura de nossa vida tem as cores de “Flores em um Vaso”, de Monet, ou as cores de “Paisagem de Pontoise”, de Pissarro, a meta comum de todo ser vivo neste mundo é tentar trazer um pouco mais de “amarelo” para o quadro. Se nos esforçarmos, pela causa de agradar Krishna, em plena consciência de Krishna, Ele mesmo concluirá a obra, rapidamente inundando a tela de nossa vida com Sua misericórdia dourada.

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terça-feira, 22 de maio de 2018

Palavras para Deus


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Radhanatha Swami
Orações podem ser muito autocentradas, sendo simplesmente uma série de pedidos a Deus para que realize nossos desejos. Contudo, a oração pode ser diferente disso: um caminho para nos libertarmos do egoísmo.

Uma vez, um estudante me perguntou se escrever cartas a Deus nos ajuda. Eu lhe respondi “naturalmente que sim”. Então, ele me perguntou: “Você também escreve cartas a Deus e ao seu guru?” E, honestamente, lhe confessei: “Não sou um grande escritor, mas gosto muito de orar, sim.” Quando se trata de escrever uma carta a Deus ou de rezar, uma oração sincera e de coração sempre nos ajuda a nos conectar com Deus de forma íntima.
Quando eu era menino, rezava frequentemente em minha cama até que adormecesse. Na oração, encontrava uma espécie de refúgio, pois sentia que alguém estava me escutando. Até hoje sigo rezando. Aprendi desde criança que a oração é a ferramenta mais poderosa para poder tocar a Deus com nossos pensamentos e para sentir Sua presença em nossa vida.

A oração faz milagres em nossa existência. Quando a vida nos dá frequentemente surpresas desagradáveis, a oração nos permite ter acesso à misericórdia infinita do Senhor.  Algumas situações são tremendamente dolorosas, e nossa inteligência não é capaz de perceber por que essa nova realidade é uma benção do Senhor.

Nesses momentos, podemos rezar a Deus dizendo humildemente: “Ó Senhor, me dê, por favor, a força para ver essa situação com a Sua misericórdia, mesmo que com minha inteligência limitada eu não saiba apreciar.” Desta maneira, podemos aproveitar a graça inconcebível de Deus, desenvolvendo uma atitude de gratidão em relação a todas as situações que o Senhor coloque em nossas vidas.

Os momentos de oração são nossos encontros e compromissos exclusivos com Deus. Em outra ocasião, alguém me perguntou: “Se Deus sabe tudo que existe em nosso coração, por que precisamos rezar?” Eu estou certo de que Deus nos conhece a fundo. No entanto, Ele aprecia profundamente nossas orações. Deus Se sente feliz e contente quando nos entregamos a Ele, e nos lembramos dEle.

Mesmo que nossas preces não tenham a pureza das orações das grandes almas, Deus sente prazer em ouvi-las, assim como um pai se alegra ouvindo os balbucios de seu filho quando começa a falar. Sem dúvidas, o Senhor Se satisfaz ao ver como vamos dando passos de criança em nossas preces, mesmo que sejam incoerentes e, por vezes, estejamos até mesmo distraídos.

Muitas vezes, não conseguimos tirar todo o potencial de nossas orações porque, em nossos corações, temos ainda desejos materiais e esperamos que Deus esteja de acordo com essas aspirações mundanas. Em todo caso, já estamos dando um grande passo ao nos voltar-se para Deus, ainda que nossa relação com Ele não esteja baseada em um amor desinteressado. Devemos atentar que uma oração sincera não garante uma solução para nossos problemas; garante, porém, que nos lembraremos mais do Senhor e, por isso, nos aproximaremos mais dEle. E isso enche nosso coração de valiosas emoções espirituais e nos ajuda a transcender nossos insignificantes desejos egoístas.

Uma boa forma de superar o egoísmo é oferecer orações para os outros. As preces sinceras para o bem-estar dos outros preenche nosso coração e, ao mesmo tempo, o satisfaz com a presença amorosa do Senhor, e nos trazem satisfação profunda e duradoura; além disso, nos concedem força espiritual para servirmos aos demais com grande alegria.

Tradução de Taciana Lima Magalhães.
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quinta-feira, 10 de maio de 2018

HOJE “HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo” Premiado documentário estreia dia 10 DE MAIO em circuito nacional!




O FILME

“HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”, premiado documentário do diretor norte-americano John Griesser, sobre a trajetória de Srila Prabhupada, revolucionário cultural, estreia dia 10 de Maio, em Curitiba, no cinema (Cinépolis) do SHOPPING PÁTIO BATEL.
O documentário ganhou o prêmio de Melhor Filme no Illuminate Film Festival – no Arizona 2017. A Cinépolis é a distribuidora que lançará o filme no Rio, São Paulo, Curitiba, Natal e Fortaleza e outros locais no Brasil.
O filme retrata a vida de Srila Prabhupada - o Swami, indiano de 70 anos de idade, que chegou num navio cargueiro, sem recursos financeiros ou contatos, em Nova Iorque, em meio à turbulenta década de 1960, e que se tornaria um dos principais agentes de um
imenso fenômeno cultural do século XX. 

"Hare Krishna!" traz arquivos inéditos, gravações de áudio do próprio Prabhupada e entrevistas com seus primeiros seguidores, além de muitos registros dos anos 60 e 70, auge da contracultura. 
O documentário fez parte do grupo de 170 produções que estavam aptas a concorrer a uma das cinco vagas no Oscar 2018.
O documentário apresenta os bastidores do movimento cultural nascido na cena artística e intelectual, no Bowery de Nova York e na meca hippie de Haight-Ashbury de São Francisco, passando pela beatlemania de Londres. 

Mostra como George Harrison ajudou a lançar um single com o mantra do movimento Hare pelo selo dos Beatles. O canto de um mantra rítmico e meditativo de 16 palavras - “ Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare”. George gravou com os primeiros devotos em Londres o mantra em um compacto pela Apple Records, tornando esta milenar meditação em um hit na Inglaterra. Posteriormente, seu sucesso solo “My Sweet Lord” apresentou o canto de"Hare Krishna" para todo o planeta, sendo considerado, inclusive, uma das músicas mais icônicas da época. A partir daí o movimento de Prabhupada explodiu definitivamente, e seus seguidores -“ agora conhecidos como os Hare Krishnas" ficam famosos por cantarem e dançarem nas ruas, estando presentes em todos os principais grandes fatos culturais da década, festivais de música, filmes e manifestações.
O diretor John Griesser se aproximou pela primeira vez de Srila Prabhupada, em 1970, na Índia. “Eu quero fazer um documentário sobre sua vida”, disse John a Prabhupada. O líder do movimento respondeu: “Isto não é importante”. John insistiu até ter sua aprovação, a partir daí acompanhou o Swami por todo mundo: EUA, Europa e Índia, foram alguns dos locais onde John registrou imagens das viagens do líder. Não foi tarefa fácil acompanhá-lo, segundo John, “Prabhupada não gostava de falar sobre si mesmo. ”

O documentário levou quatro anos de pesquisa para ser finalizado. John, assistido por sua esposa Jean, garimpou mais de 31 horas de filme que fez durante toda sua convivência com Srila Prabhupada – o Swami, até mesmo nos momentos finais do líder do movimento Hare Krishna. John esteve nos anos 80 no Rio e na comunidade Hare Nova Gokula, em Pindamonhangaba, em SP, e estes registros no Brasil fazem parte do vasto acervo de imagens do filme. Até mesmo imagens e relatos sobre a ação contra o movimento na Suprema Corte de Nova York, da qual o movimento foi vencedor, estão incluídos no documentário. Também cenas de show feito na Califórnia para levantar fundo para o movimento com a participação de Janis Joplin e Grateful Dead.
“HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”, foi oficicialmente selecionado para: Rishikesh International Film Festival 2018, Maui Film Festival 2017, Awareness Festival 2017, Spirit Film Festival 2017, MOSTRA Film, Festival 2018.
A produção já é um sucesso independente: lançado em 100 cinemas nos EUA, em 2017, e em 350 cinemas na Índia, Rússia, Ucrânia, Canadá, Lithuania, Austrália, Africa do Sul, Cingapura e Mauritius.
Na América Latina, começou com 53 cinemas no México em 23 de março, seguido pela Argentina, Costa Rica, Guatemala, Chile, Panamá, Peru, El Salvador, Honduras e Colômbia no dia 5 de abril.
O documentário apresenta depoimentos de vários seguidores inseridos na vida cotidiana que fogem do perfil estereotipado dos Hares. Homens e mulheres que são inseridos na sociedade moderna.
MOMENTO HISTÓRICO
O ano de 1965 foi um dos mais revolucionários da história do mundo moderno. Com intensas transformações políticas, sociais, comportamentais e culturais, o planeta viu uma verdadeira explosão technicolor tomar conta da música, das vitrines, filmes e passeatas, arrebatando a juventude de forma pouco antes vista. Em um cenário que ganharia ainda mais força e explodiria com flores e incensos em todo o imaginário de uma geração, desembarca nos EUA um idoso Swami indiano, sem recursos financeiros, saúde limitada e idade avançada, que se tornaria um dos principais
agentes de um imenso fenômeno cultural do século XX. Não há como se referir aquela geração sem mencionar as palavras "Hare Krishna". E o mundo nunca mais foi o mesmo.

Encontrando-se subitamente no auge da contracultura, Prabhupada fala sobre a verdadeira necessidade do mundo, que não é plenamente satisfeita por revoluções políticas ou sociais, mas por uma revolução da consciência. Esta divergência do status quo captura com êxito a atenção de uma geração de jovens em busca de respostas às questões existenciais da vida. Em uma lojinha na Segunda Avenida, nº 26, na cidade de Nova York, Prabhupada compartilha com eles a ideia de que, para encontrar a verdadeira felicidade, o amor e a liberdade, é preciso procurar internamente e conectar-se com seu "eu" verdadeiro. O interesse crescente pelas "coisas do oriente" encontra em Prabhupada um mestre autêntico, profundo conhecedor da cultura espiritual ancestral da Índia e sua prática conhecida como bhakti-yoga, o "yoga da devoção''.
LEGADO
A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada faleceu em 14 de novembro de 1977. Em apenas 12 anos, deu a volta ao mundo 14 vezes, fundou 108 templos e comunidades agrícolas em seis continentes, viu 60 milhões dos seus livros serem distribuídos em 25 idiomas, e implantou a bhakti-yoga em todo o mundo de forma pioneira e sólida.
Atualmente, já são 820 templos, comunidades agrícolas, restaurantes, escolas e faculdades, 520 milhões de livros distribuídos em 87 idiomas e 3 bilhões de refeições vegetarianas distribuídas pelo programa Alimentos Para a Vida, também fundado por ele. Com o documentário, Prabhupada prepara-se para dar sua 15ª volta ao redor do planeta, mostrando que segue muito vivo o sonho de uma humanidade consciente de
seu verdadeiro propósito.
John declarou: “Três coisas que eu senti nas pessoas depois de assistir a este filme: Inspiração, um sentimento de alegria e felicidade e esperança para o futuro.”
FICHA TÉCNICA
Diretor: John Griesser
Codiretores: Jean Griesser & Lauren Ross
Roteirista: Jean Griesser
Produtores: Lauren Ross, Coralie Tapper e Jessica Heinrich
Editores: Krishna Sanchez, Lauren Ross e Hilarie Zakheim
Câmeras: Adric Watson (Índia) e Krishna Sanchez (EUA)
Produtora Inner Voice Productions
Duração: 90 minutos
DIRETOR
John Griesser é sócio fundador e diretor executivo da Inner Voice Productions. Como diretor executivo, ele supervisiona toda a lista de produção da empresa, juntamente com o financiamento e a divulgação de projetos.
John dirigiu, executou, produziu e editou o mais recente documentário do IVP, ''Hare Krishna! O mantra, o movimento e o Swami que começou tudo.''
Ele é diretor de cinema americano, diretor de fotografia e fotógrafo cujo trabalho se estende por quase 50 anos. Ele é mais conhecido por seu trabalho documental em capturar as culturas espirituais e tradicionais únicas da Índia, começando com seu documentário premiado em 1978, ''Vrindavan: Land of Krishna.''
Filmografia:
1974 -HARE KRISHNA PEOPLE
1975 - THE SPIRITUAL FRONTIER
1976 - BRILLIANT AS THE SUN
1977 - SPARK OF LIFE
1978 - VRINDAVAN - LAND OF KRISHNA
1981 - WORLD OF HARE KRISHNA
1983 - YOUR EVER WELL-WISHER
1986 - THE GOLDEN AVATAR
2002 /2009 - FOLLOWING SRILA PRABHUPADA, a 31 hour, 11 DVD series.
2013 /2018- HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”
Co-diretora 
Jean Griesser é uma das fundadoras da Inner Voice Productions. Ela escreveu e aconselhou sobre a produção do mais recente documentário do IVP, ''Hare Krishna! O mantra, o movimento e o Swami que começou tudo.''
Jean trabalha como consultora de produção e roteirista de IVP.
Como fotógrafa, escritora e cineasta premiada, Jean produziu mais de 150 ensaios escritos e fotográficos, além de inúmeros livros, um dos quais ganhou o Independent Publisher Book Award em 2011.
A produtora Inner Voice Productions (IVP) é uma produtora de filmes, televisão e multimídia sem fins lucrativos. O IVP é dirigido
pelos cineastas veteranos John Griesser e Jean Griesser, que nos últimos 40 anos dirigiram, produziram e publicaram uma infinidade de filmes e literatura premiados.
A IVP é uma empresa com sede nos EUA e atualmente opera na Flórida.


- Para visualizar o TRAILER visite:

https://www.youtube.com/watch?v=jf2Jzx54W4s
- Para mais INFORMAÇÕES sobre a estréia do filme, entre em contato ou acesse:


http://www.cinepolis.com.br/programacao/