Olá! Hare Krishna!
A
Bhagavad-gita é o mais famoso e importante texto sobre yoga, a base de
tudo que eu ensino. Foi este livro trouxe meu despertar e continua a me
inspirar hoje.
Realizei um
grande sonho meu ao poder oferecer um curso completo deste livro este
ano, quando abrimos nossa primeira turma em maio. A turma está amando o
curso e tudo está fluindo perfeitamente.
Quero ver cada vez mais pessoas obtendo uma compreensão profunda deste divino texto, mudando suas vidas, mudando o mundo.
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estão abertas as inscrições para a última turma de 2018 do Curso
Completo da Bhagavad-gita, e aqui vou explicar como você pode garantir
sua vaga e os Bônus que estamos disponibilizando.
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Curso é composto por aulas gravadas que já estão disponíveis para
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online ao vivo acontecerão todos os meses durante o período de 1 ano, e
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não é obrigado a estar presente nas aulas online ao vivo, pois todas
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quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Curso Completo da Bhagavad-gita
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segunda-feira, 30 de julho de 2018
Qualidades de um Verdadeiro Espiritualista
por Yugavatara Dasa
Arjuna leva a questão a Krishna, e assim beneficia todos nós.
A Bhagavad-gita
é uma conversa entre Arjuna, um guerreiro excepcionalmente talentoso, e
o Senhor Krishna, que estava agindo como o quadrigário de Arjuna. A Gita
foi falada a fim de encorajar Arjuna a lutar em uma grande guerra.
Enquanto dá a Arjuna todos os tipos de conselhos espirituais e
materiais, Krishna discute vários tópicos, como karma, o eu, o Ser Supremo, o propósito do yoga, como o nosso ambiente afeta nossa consciência e como alcançar a perfeição final da vida.
Algumas Perguntas de Arjuna
Frequentemente, Arjuna faz perguntas para esclarecer suas dúvidas. Uma dessas questões consta no segundo capítulo da obra. Na Gita (2.54), Arjuna pergunta:
sthita-prajnasya ka bhasa
samadhi-sthasya kesava
sthita-dhih kim prabhaseta
kim asita vrajeta kim
“Ó
Krishna, quais são os sintomas daquele cuja consciência está absorta
nessa transcendência? Como ele fala, e qual é sua linguagem? Como ele se
senta e como ele caminha?”
As
perguntas parecem tratar apenas do comportamento externo de uma pessoa,
mas Srila Visvanatha Chakravarti Thakura revela o significado interno
de cada questão. Bhurijana Prabhu, um discípulo de Srila Prabhupada, em
seu livro Surrender Unto Me [sem tradução para o português] cita
com muita frequência esse comentário para mostrar que Krishna responde
cada parte da pergunta de Arjuna em detalhes. A maior parte deste artigo
é baseada nas explicações dadas nesse livro, e algumas declarações são
citadas diretamente (com aspas).
A
pergunta de Arjuna pode ser dividida em quatro partes: 1) quais são os
sintomas do transcendentalista, 2) como ele fala e qual é a sua língua,
3) como ele se senta e 4) como ele caminha.
Krishna responde a primeira pergunta de Arjuna imediatamente, no verso 55:
“Ó Partha, quando alguém desiste de todas as variedades de desejo pelo
prazer dos sentidos, os quais surgem da trama mental, e quando a sua
mente, assim purificada, encontra satisfação apenas no eu, então se diz
que ele está em consciência transcendental pura.”
Bhurijana comenta: “O sthita-prajna
revela sua posição por não ter apegos egoístas. Ele está desapegado da
felicidade e da miséria. Além disso, ele está plenamente satisfeito,
fixando sua consciência no eu”. Em outras palavras, ele está
equilibrado.
Respondendo a Situações Provocadoras
Krishna,
em seguida, responde à segunda pergunta de Arjuna: “Como ele fala?”
Esta pergunta quer dizer, Bhurijana explica: “Como a inteligência e as
palavras dele são afetadas pela afeição, raiva ou neutralidade de outra
pessoa?” Em outras palavras, como ele responde?
As respostas de Krishna a Arjuna servem como um guia definitivo para os sintomas de um verdadeiro espiritualista.
Krishna responde na Bhagavad-gita (56-57): “Aquele
cuja mente não é perturbada mesmo estando rodeado das três classes de
misérias, e nem se exalta quando há felicidade, e que está livre do
apego, do medo e da ira, é chamado ‘um sábio de mente estável’. No mundo
material, quem não se deixa afetar pelo bem nem pelo mal que venha a
obter, sem louvá-lo nem desprezá-lo, está firmemente fixo em
conhecimento perfeito.”
Srila Prabhupada elabora sobre essa qualidade de um transcendentalista em seu significado: “Tal
pessoa em plena consciência de Krishna não se deixa perturbar de modo
algum pelas investidas das três classes de misérias, pois aceita todas
as misérias como misericórdia do Senhor, e considera-se merecedora de
ainda mais sofrimentos devido a suas más ações passadas; e ela vê que
suas misérias são reduzidas ao mínimo, pela graça do Senhor. Do mesmo
modo, quando se sente feliz, ela reconhece que isto é obra do Senhor, e
considera-se indigna de receber tal felicidade...”
É
fácil trocar amor por amor. Quando alguém, mesmo que seja um estranho,
nos cumprimenta com um amoroso “oi”, é muito fácil retribuir com um
alegre “olá”. Mas isso não revela completamente como “falamos” ou
respondemos. O teste do nosso discurso é como reagimos quando alguém nos
inflige uma agressão mental usando suas cordas vocais. Permanecemos
calmos ou explodimos? Reagimos violentamente em situações muito
provocadoras?
O teste de nosso autocontrole vem em situações provocadoras.
Precisamos
aprender a falar agradavelmente mesmo com aqueles que são hostis a nós.
Isso ajudará a diminuir a amargura nos relacionamentos. Uma resposta
doce pode até evitar um possível confronto.
Certa
vez, um homem se aproximou de um vendedor de papagaios para comprar um
papagaio. O vendedor de papagaios disse: “Eu tenho esse papagaio
especial para você. Se você puxar a perna dele, ele canta o nome de
Krishna. E se você puxar a outra, ele canta o nome de Rama.” A pessoa
ficou emocionada ao ver um papagaio tão santo, e ele imediatamente o
comprou. Sempre que convidados visitavam sua casa, esse homem mostrava
orgulhosamente seu papagaio para eles e os fazia ouvir os nomes divinos
de Krishna e Rama da boca do papagaio.
Um
dia, ele pensou: “Se meu papagaio canta o nome santo ao puxar uma das
pernas dele, tenho certeza que, se eu puxar as duas pernas dele, ele
cantará todo o maha-mantra Hare Krishna.” Quando ele se aproximou
do papagaio e puxou ambas as pernas, o papagaio gritou: "Seu tolo! Você
não entende que eu vou cair e quebrar a minha cabeça?”
A
lição que aprendemos com esta história é que não podemos manter uma
gentileza artificial por muito tempo. Nossas reações, especialmente
nossa fala, devem ser controladas em situações felizes e dolorosas. O
próprio Krishna aconselha mais tarde na Gita (17.15): “A austeridade da fala consiste em proferir palavras verazes, agradáveis, benéficas e que não perturbam os outros.”
Contenha-se. Não se Deixe Levar.
A
próxima pergunta de Arjuna é: “Como ele se senta?” De acordo com Srila
Visvanatha Chakravarti Thakura, isso significa “Como ele não usa seus
sentidos? Qual é a sua mentalidade quando seus sentidos são impedidos de
encontrar seus objetos?” O Senhor Krishna responde nos próximos dois
versos da Gita (58-59): “Aquele
que é capaz de retirar seus sentidos dos objetos dos sentidos, assim
como a tartaruga recolhe seus membros para dentro do casco, está
firmemente fixo em consciência perfeita. A alma encarnada pode
restringir-se do prazer dos sentidos, embora o gosto pelos objetos dos
sentidos permaneça. Porém, interrompendo tais ocupações ao experimentar
um gosto superior, ela fixa-se em consciência.”
O transcendentalista é capaz de retirar seus sentidos dos objetos, tal qual a tartaruga recolhe seus membros.
Nosso
poder de controle sensorial é testado na solidão. É fácil mostrar
santidade em público, mas um verdadeiro santo mantém sua pureza tanto na
vida pública quanto na privada. Hoje, se uma pessoa é deixada sozinha
por algum tempo, ela automaticamente se volta para a internet para ficar
presa dentro na internet. Muitas vezes, essa jornada virtual começa com
a exibição de notícias diárias, prossegue para vídeos de entretenimento
e acaba na exibição de coisas ilícitas. O lazer deve ser usado para
relaxar, mas as atividades de lazer não devem degradar nossa
consciência. O tempo de lazer deve nos ajudar a marchar em direção à
paz, em vez de nos agitar.
Se estivermos lutando para restringir nossos sentidos, devemos tentar desviá-los para atividades espirituais como yoga físico, meditação com mantras ou leitura de escrituras, como a Bhagavad-gita. Isso ajudará a purificar a mente e controlar os sentidos.
O Remédio para a Mente Louca
Começando
com o verso 64 e continuando quase até o final do capítulo dois,
Krishna responde à última pergunta de Arjuna: “Como ele caminha?” O
propósito dessa pergunta é: “Como um homem em transcendência usa seus
sentidos?”
Krishna
diz: “Aquele que, livre de todo apego e aversão, é capaz de controlar
seus sentidos através dos princípios reguladores da liberdade pode obter
a misericórdia completa do Senhor. Para alguém assim satisfeito [na
consciência de Krishna], as três classes de misérias da existência
material deixam de existir; nesta consciência jubilosa, a inteligência
logo se torna resoluta.”
“Bem
estabelecido” significa que a entidade viva deve estar conectada a
Krishna através da consciência de Krishna. Em tal estado, ela pode estar
livre de atrações e aversões materiais e tornar-se plenamente
satisfeita. Bhurijana comenta: “Sem bhakti, o serviço devocional a Krishna, independentemente do que alguém possui ou do que faz, ninguém fica satisfeito.”
Mais tarde, na Gita
(9.14), Krishna descreve as atividades dos grandes transcendentalistas:
“Sempre cantando Minhas glórias, esforçando-se com muita determinação,
prostrando-se diante de Mim, essas grandes almas adoram-Me perpetuamente
com devoção.” A palavra “sempre” é importante aqui. Se a mente
hiperativa é destituída de um compromisso constante, ela enlouquece e
leva a alma à degradação. Qual poderia ser a atividade melhor e mais
eficaz pela qual podemos controlar nossa mente e nossos sentidos? As
escrituras védicas explicam que cantar os santos nomes de Krishna é o
melhor remédio para a mente maníaca. O santo nome fixa a mente em
Krishna e, assim, purifica a mente de todas as contaminações que surgem
devido ao envolvimento anterior em atividades pecaminosas.
Em
conclusão, a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna, responde
perfeitamente à pergunta de Arjuna, citando os sintomas internos do
transcendentalista, sthita-prajna.
Tradução de Ekanistha Radha Devi Dasi.
Leia também: Você Tem o Manual da Vida? | As Seções Temáticas e o Fluxo da Bhagavad-gita: Um Guia para Estudo.
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segunda-feira, 16 de julho de 2018
As Cordas que Amarram Todos Nós
por Navina Syama Dasa
Entender os gunas, como descritos na literatura védica, provê uma perspectiva única acerca de Deus, do mundo e de nós mesmos.
A
edificação mais embasbacante da Filadélfia é o Museu de Arte. Um dos
maiores museus dos Estados Unidos, se assenta no topo de uma colina, de
frente para o rio Schuylkill, como um monumento grego de colunas
imponentes. Dentro de suas mais de duzentas galerias, encontramos cerca
de 225.000 objetos exibindo os talentos criativos de artistas
americanos, europeus e asiáticos surgidos ao longo de milhares de anos.
Um ponto alto é a coleção renomada no mundo inteiro de pinturas do
impressionismo francês. Entre as centenas de peças que constituem a
exposição, com destaque para “Álamos”, de Monet, e “A Montanha de Saint
Victoire”, de Cezanne, podemos apreciar variadas sombras e matizes.
Apesar
de toda a variedade visual no museu, seja na galeria impressionista,
seja no restante de suas instalações, tudo isso surge de apenas três
cores primárias: amarelo, vermelho e azul!
Assim
como é incrível pensar em tamanha complexidade e beleza vindo dessa
simplicidade tripartite, o Senhor Krishna chama nossa atenção para algo
ainda mais fantástico na Bhagavad-gita. Ali, Ele explica que todo o universo é, em última instância, mero produto dos três gunas: sattva, rajas e tamas. De fato, Srila Prabhupada frequentemente fazia uma analogia ligando as cores primárias e os enigmáticos gunas:
“Originalmente, existem três cores: vermelho, azul e amarelo, e se você
as combinar, tornam-se verde, laranja, rosa e tantas outras cores.
Similarmente, a combinação das três qualidades da natureza material – sattva, rajas e tamas
– criam muitíssimas formas de entidades vivas.” (Do artigo
“Manifestação do Dharma no Ser Humano”) Apresentando o mesmo ponto em
uma palestra (Bombaim, 1973), concluiu: “Deste modo, a natureza material
é o maior artista.”
Assim como um artista plástico se vale das diferentes cores primárias para produzir uma obra-prima, o Senhor usa os gunas como uma paleta para a criação universal. Srila Prabhupada até mesmo correlacionou amarelo com sattva, vermelho com rajas, e azul com tamas, explicando que essas cores são “representações” dos gunas.
E ele frequentemente descrevia como, quando os três modos “se
misturam”, dão origem a nove diferentes combinações, e quando esses nove
se misturam mais uma vez, produzem 81 combinações, e assim por diante.
Os gunas
são um aspecto da realidade descrito somente dentro das tradições
religiosas da Índia (os Três Destinos, da Grécia antiga, sendo uma
possível exceção). Os gunas, porém, não são um detalhe técnico ou
uma sutileza arcana, senão que exercem um papel central em moldar o
mundo como o conhecemos. Krishna fala sobre eles ao longo da Bhagavad-gita, e toda oração mais extensa do Srimad-Bhagavatam faz menção a eles.
Como
se trata de algo tão fundamental e importante, compreendamos melhor o
assunto. Por meio da analogia da pintura, talvez pensemos que os gunas são os bloquinhos de construção da matéria, mas esse não é exatamente o caso. Em vez disso, Krishna explica na Bhagavad-gita que o mundo material é feito de terra, água, fogo, ar e éter, bem como mente, inteligência e falso ego. Os gunas, na verdade, governam a matéria feita dos oito elementos; são as forças primordiais que colorem e controlam o cosmos.
Algumas das diferentes traduções para gunas
nos ajudam a esclarecer o escopo e natureza dos mesmos. A palavra mais
comum utilizada por Srila Prabhupada é “modo”. Nesse sentido, os gunas
representam a maneira como a matéria é experienciada e expressa. Outra
tradução que ele dava era “qualidade.” Nesse sentido, os gunas
são as três qualidades primárias que, em várias combinações, dão aos
seres vivos sua personalidade e que dão aos objetos inanimados suas
características distintas. Contudo, outra tradução é “corda”. Nesse
sentido, os gunas nos amarram e restringem como percebemos, pensamos e agimos.
Sintomas dos Gunas
Em última instância, entretanto, o melhor caminho para entendermos os gunas é considerarmos seus sintomas. Nos capítulos 14, 17 e 18 da Bhagavad-gita, e no capítulo 25 do canto 11 do Srimad-Bhagavatam, Krishna provê grande quantidade de ilustrações.
Criação e atividade caracterizam rajas. O deva Brahma superintende esse guna, e ele é, como se esperaria, o designer do mundo material, dando forma aos corpos de todas as 8.400.000 espécies de vida. Srila Prabhupada traduz rajas como “paixão”, denotando a avidez por prazer que esse guna invariavelmente incita. Um sujeito influenciado por rajas
está sempre trabalhando duro para obter prestígio e dinheiro, em
consequência do que ele inevitavelmente experimenta ansiedade. Em última
instância, portanto, este guna não produz nada além de
lamentação. A razão para tão intenso empenho é o desejo insaciável:
Independente de quanto uma pessoa em rajas obtenha, permanece insatisfeita e ansiosa por mais. Rajas
torna a pessoa orgulhosa, invejosa e sujeita aos caprichos emocionais
da mente. Uma agitada metrópole é um exemplo de um lugar no modo da
paixão, e a comida nesse modo é excessivamente picante, excessivamente
salgada ou excessivamente amarga. Como o prazer derivado de rajas se baseia no prazer dos sentidos, é efêmero e rapidamente se torna dor.
Sattva se caracteriza por manutenção e satisfação. O Senhor Vishnu preside esse guna – deitado em Seu leito/cobra, Ananta Shesha, Ele mantém todo o universo sem qualquer esforço. Srila Prabhupada traduz sattva
como “bondade”, o que não indica tanto o senso moral da palavra (apesar
de retidão moral certamente ser um subproduto deste modo), mas um senso
mais amplo de integridade. Um sujeito influenciado por sattva-guna
vê todos os seres vivos como partes da mesma natureza espiritual.
Aquele que age no modo da bondade o faz não com a expectativa de uma
recompensa ou felicidade futura, mas simplesmente movido pelo dever.
Destituído de desejos egoístas, tal pessoa jamais se frustra;
independente do resultado, continua a atuar com determinação e
entusiasmo. Por fim, essa estabilidade gera sabedoria, satisfação e
simplicidade. Espaços naturais, como florestas, estão no modo da
bondade, e o alimento nesse modo é suculento, rico em gorduras saudáveis
e integral. Visto que a felicidade de sattva é obtida a partir do eu, é preciso um pouco de esforço inicial para acessá-la, mas, uma vez obtida, confere duradouro destemor.
Tamas se caracteriza por destruição e esquecimento. Shiva superintende esse guna,
e quando é chegada a hora de o universo ser findado, sua dança
catastrófica coloca em movimento o processo de destruição. Srila
Prabhupada traduz tamas como “ignorância”, e a pessoa sob essa
influência é certamente carente de conhecimento, incapaz de distinguir o
certo do errado. Ele se lamenta em relação ao passado, procrastina os
assuntos do presente, e inutilmente fantasia um futuro. Egoístas,
irrefletidos e violentos, tais indivíduos estão fadados à depressão e,
por fim, à insanidade. Lugares escuros e sujos, como botecos com
caça-níqueis, são no modo da ignorância, e a comida nesse modo é velha,
insossa e contaminada. O prazer ilusório que se extrai de tamas tem suas raízes no sono e na degradação.
Deus, o Mundo, os Gunas e Nós
Agora que temos uma noção do que são os gunas,
podemos utilizá-los como uma lente filosófica através da qual vemos o
universo. Com base na relação delas com os modos, podemos diferenciar
entre as principais categorias de existência. Comecemos com este mundo.
O reino de matéria é um produto dos três gunas,
no sentido de que a tríade determina a forma que ele assume e como ele
opera. Como resultado de seu contato com eles, este mundo passa
continuamente por vários ciclos de existência: desativação,
desenvolvimento, continuidade e, novamente, desativação. E as entidades
vivas que habitam este mundo são similarmente empurradas de um lado a
outro pela influência dos gunas.
Contudo, existe outro reino, composto de espírito, e não sujeito aos gunas. Ou, mais precisamente, um reino que não se sujeita a nenhum vestígio de rajas e tamas. Em vez disso, existe em um estado conhecido como suddha-sattva,
ou bondade pura e sem adulterações. Assim, o mundo espiritual sempre
permanece à sua própria maneira, e os habitantes do mesmo desfrutam de
um estado fixo de conhecimento pleno e bem-aventurança absoluta.
Por fim, há o Senhor. Ele Se situa eternamente além do alcance dos gunas; ao contrário, os gunas
são uma exibição de Seu poder, e operam sob Sua supervisão final. O
Senhor assume várias formas dentro do mundo espiritual e, quando é
preciso, Ele também faz Seu advento no mundo material. Aqueles que estão
confusos pela influência de rajas e tamas acreditam que Sua forma na Terra e aparentemente humana consiste em matéria e é controlada pelos gunas.
Contudo, aqueles em conhecimento entendem que Deus permanece, sob todas
as condições e a todo momento, o mestre irrivalizável de toda a
existência.
Por fim, temos os seres vivos. Como o Senhor, eles originalmente residem no mundo espiritual, além dos gunas.
E eles também podem escolher vir para o mundo material. Contudo,
diferente do Senhor, quando nascem aqui ficam sob o controle dos gunas.
A maioria das almas jamais faz essa escolha fatídica, satisfeitas em
permanecer com o Senhor em Seu reino espiritual. Lá, vivem praticamente
no mesmo nível que Deus, possuidoras de um corpo como o dEle,
compartilhando da mesma morada, das mesmas riquezas e assim por diante.
Contudo, aqueles que cedem ao interesse de estarem neste mundo,
desconectados de Deus, assumem várias formas de acordo com os gunas pelos
quais se atraem. Assim como um artista mistura as cores primárias para
criar um tom específico, o Senhor combina os modos para criar um tipo
específico de mente e corpo para cada entidade viva. Essa combinação
distinta age como um filtro colorido sobre a consciência pura da alma,
afetando como ela percebe e age sobre o mundo externo. Dependendo de
seus desejos e de suas atividades anteriores, os seres humanos
desenvolvem e expressam diferentes qualidades, com variadas proporções
da paz sublime de sattva, da intensa turbulência de rajas, e da ilusão sombria de tamas. Até mesmo as várias espécies animais são divididas dessa maneira, a vaca sendo associada a sattva, o leão sendo associado a rajas, e o macaco sendo associado a tamas, por exemplo.
Conhecimento Aplicado dos Gunas
Embora
esse conhecimento único da teologia indiana certamente esclareça as
várias categorias de existência, nos ajudando a compreender a relação
entre os seres vivos, o mundo e Deus, o conhecimento dos gunas também cumpre um fim bem prático. Primeiramente, podemos nos valer desse conhecimento para decifrar quais gunas nos influenciam como indivíduos.
Sou
alguém excessivamente preocupado com conquistas? Cheio de energia e
motivação quando o assunto é alcançar metas pessoais? Em geral, sou
tomado de euforia no sucesso e me sinto arrasado no fracasso? Sou sempre
arrastado por um rio incessante de desejos? As cordas de rajas
muito provavelmente são as cordas que me amarram. Ou sou vítima da
preguiça e da raiva? Um sujeito viciado na diversão proporcionada por
entorpecentes? Nesse caso, certamente sou um prisioneiro de tamas.
Quando identificamos a influência desses dois gunas
mais baixos em nossa vida, o próximo passo é alterarmos nossos hábitos
nos esforçando para pensarmos, falarmos e agirmos no modo da bondade,
deixando para trás a ansiedade de rajas e o torpor de tamas.
Krishna nos garante que a associação com a qualidade da bondade nos
eleva, e que a prática de agirmos em bondade pode nos ajudar a
recobrarmos nossa posição de estarmos juntos dEle no reino espiritual,
onde tudo e todos são saturados de sattva pura.
Se,
contudo, as tendências inatas de nossa natureza condicionada parecerem
insuperáveis, não precisamos ficar ansiosos. O renomado orador do Srimad-Bhagavatam,
Shukadeva Goswami, nos informa que servir Krishna com um coração cheio
de amor é o caminho mais rápido e mais fácil para cultivarmos a bondade.
Na verdade, oferecermo-nos completamente a Deus é o único meio pelo
qual podemos superar os gunas por completo e nos reinserirmos em nossa condição natural de suddha-sattva, a bondade sem qualquer mácula de paixão e ignorância.
Então,
independente de se a pintura de nossa vida tem as cores de “Flores em
um Vaso”, de Monet, ou as cores de “Paisagem de Pontoise”, de Pissarro, a
meta comum de todo ser vivo neste mundo é tentar trazer um pouco mais
de “amarelo” para o quadro. Se nos esforçarmos, pela causa de agradar
Krishna, em plena consciência de Krishna, Ele mesmo concluirá a obra,
rapidamente inundando a tela de nossa vida com Sua misericórdia dourada.
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terça-feira, 22 de maio de 2018
Palavras para Deus
Radhanatha Swami
Orações
podem ser muito autocentradas, sendo simplesmente uma série de pedidos a
Deus para que realize nossos desejos. Contudo, a oração pode ser
diferente disso: um caminho para nos libertarmos do egoísmo.
Uma
vez, um estudante me perguntou se escrever cartas a Deus nos ajuda. Eu
lhe respondi “naturalmente que sim”. Então, ele me perguntou: “Você
também escreve cartas a Deus e ao seu guru?” E, honestamente, lhe
confessei: “Não sou um grande escritor, mas gosto muito de orar, sim.”
Quando se trata de escrever uma carta a Deus ou de rezar, uma oração
sincera e de coração sempre nos ajuda a nos conectar com Deus de forma
íntima.
Quando
eu era menino, rezava frequentemente em minha cama até que adormecesse.
Na oração, encontrava uma espécie de refúgio, pois sentia que alguém
estava me escutando. Até hoje sigo rezando. Aprendi desde criança que a
oração é a ferramenta mais poderosa para poder tocar a Deus com nossos
pensamentos e para sentir Sua presença em nossa vida.
A
oração faz milagres em nossa existência. Quando a vida nos dá
frequentemente surpresas desagradáveis, a oração nos permite ter acesso à
misericórdia infinita do Senhor. Algumas situações são tremendamente
dolorosas, e nossa inteligência não é capaz de perceber por que essa
nova realidade é uma benção do Senhor.
Nesses
momentos, podemos rezar a Deus dizendo humildemente: “Ó Senhor, me dê,
por favor, a força para ver essa situação com a Sua misericórdia, mesmo
que com minha inteligência limitada eu não saiba apreciar.” Desta
maneira, podemos aproveitar a graça inconcebível de Deus, desenvolvendo
uma atitude de gratidão em relação a todas as situações que o Senhor
coloque em nossas vidas.
Os
momentos de oração são nossos encontros e compromissos exclusivos com
Deus. Em outra ocasião, alguém me perguntou: “Se Deus sabe tudo que
existe em nosso coração, por que precisamos rezar?” Eu estou certo de
que Deus nos conhece a fundo. No entanto, Ele aprecia profundamente
nossas orações. Deus Se sente feliz e contente quando nos entregamos a
Ele, e nos lembramos dEle.
Mesmo
que nossas preces não tenham a pureza das orações das grandes almas,
Deus sente prazer em ouvi-las, assim como um pai se alegra ouvindo os
balbucios de seu filho quando começa a falar. Sem dúvidas, o Senhor Se
satisfaz ao ver como vamos dando passos de criança em nossas preces,
mesmo que sejam incoerentes e, por vezes, estejamos até mesmo
distraídos.
Muitas
vezes, não conseguimos tirar todo o potencial de nossas orações porque,
em nossos corações, temos ainda desejos materiais e esperamos que Deus
esteja de acordo com essas aspirações mundanas. Em todo caso, já estamos
dando um grande passo ao nos voltar-se para Deus, ainda que nossa
relação com Ele não esteja baseada em um amor desinteressado. Devemos
atentar que uma oração sincera não garante uma solução para nossos
problemas; garante, porém, que nos lembraremos mais do Senhor e, por
isso, nos aproximaremos mais dEle. E isso enche nosso coração de
valiosas emoções espirituais e nos ajuda a transcender nossos
insignificantes desejos egoístas.
Uma
boa forma de superar o egoísmo é oferecer orações para os outros. As
preces sinceras para o bem-estar dos outros preenche nosso coração e, ao
mesmo tempo, o satisfaz com a presença amorosa do Senhor, e nos trazem
satisfação profunda e duradoura; além disso, nos concedem força
espiritual para servirmos aos demais com grande alegria.
Tradução de Taciana Lima Magalhães.
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quinta-feira, 10 de maio de 2018
HOJE “HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo” Premiado documentário estreia dia 10 DE MAIO em circuito nacional!
O FILME
“HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”, premiado documentário do diretor norte-americano John Griesser, sobre a trajetória de Srila Prabhupada, revolucionário cultural, estreia dia 10 de Maio, em Curitiba, no cinema (Cinépolis) do SHOPPING PÁTIO BATEL.
O documentário ganhou o prêmio de Melhor Filme no Illuminate Film Festival – no Arizona 2017. A Cinépolis é a distribuidora que lançará o filme no Rio, São Paulo, Curitiba, Natal e Fortaleza e outros locais no Brasil.
O filme retrata a vida de Srila Prabhupada - o Swami, indiano de 70 anos de idade, que chegou num navio cargueiro, sem recursos financeiros ou contatos, em Nova Iorque, em meio à turbulenta década de 1960, e que se tornaria um dos principais agentes de um
imenso fenômeno cultural do século XX.
"Hare Krishna!" traz arquivos inéditos, gravações de áudio do próprio Prabhupada e entrevistas com seus primeiros seguidores, além de muitos registros dos anos 60 e 70, auge da contracultura.
O documentário fez parte do grupo de 170 produções que estavam aptas a concorrer a uma das cinco vagas no Oscar 2018.
O documentário apresenta os bastidores do movimento cultural nascido na cena artística e intelectual, no Bowery de Nova York e na meca hippie de Haight-Ashbury de São Francisco, passando pela beatlemania de Londres.
Mostra como George Harrison ajudou a lançar um single com o mantra do movimento Hare pelo selo dos Beatles. O canto de um mantra rítmico e meditativo de 16 palavras - “ Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare”. George gravou com os primeiros devotos em Londres o mantra em um compacto pela Apple Records, tornando esta milenar meditação em um hit na Inglaterra. Posteriormente, seu sucesso solo “My Sweet Lord” apresentou o canto de"Hare Krishna" para todo o planeta, sendo considerado, inclusive, uma das músicas mais icônicas da época. A partir daí o movimento de Prabhupada explodiu definitivamente, e seus seguidores -“ agora conhecidos como os Hare Krishnas" ficam famosos por cantarem e dançarem nas ruas, estando presentes em todos os principais grandes fatos culturais da década, festivais de música, filmes e manifestações.
O diretor John Griesser se aproximou pela primeira vez de Srila Prabhupada, em 1970, na Índia. “Eu quero fazer um documentário sobre sua vida”, disse John a Prabhupada. O líder do movimento respondeu: “Isto não é importante”. John insistiu até ter sua aprovação, a partir daí acompanhou o Swami por todo mundo: EUA, Europa e Índia, foram alguns dos locais onde John registrou imagens das viagens do líder. Não foi tarefa fácil acompanhá-lo, segundo John, “Prabhupada não gostava de falar sobre si mesmo. ”
O documentário levou quatro anos de pesquisa para ser finalizado. John, assistido por sua esposa Jean, garimpou mais de 31 horas de filme que fez durante toda sua convivência com Srila Prabhupada – o Swami, até mesmo nos momentos finais do líder do movimento Hare Krishna. John esteve nos anos 80 no Rio e na comunidade Hare Nova Gokula, em Pindamonhangaba, em SP, e estes registros no Brasil fazem parte do vasto acervo de imagens do filme. Até mesmo imagens e relatos sobre a ação contra o movimento na Suprema Corte de Nova York, da qual o movimento foi vencedor, estão incluídos no documentário. Também cenas de show feito na Califórnia para levantar fundo para o movimento com a participação de Janis Joplin e Grateful Dead.
“HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”, foi oficicialmente selecionado para: Rishikesh International Film Festival 2018, Maui Film Festival 2017, Awareness Festival 2017, Spirit Film Festival 2017, MOSTRA Film, Festival 2018.
A produção já é um sucesso independente: lançado em 100 cinemas nos EUA, em 2017, e em 350 cinemas na Índia, Rússia, Ucrânia, Canadá, Lithuania, Austrália, Africa do Sul, Cingapura e Mauritius.
Na América Latina, começou com 53 cinemas no México em 23 de março, seguido pela Argentina, Costa Rica, Guatemala, Chile, Panamá, Peru, El Salvador, Honduras e Colômbia no dia 5 de abril.
O documentário apresenta depoimentos de vários seguidores inseridos na vida cotidiana que fogem do perfil estereotipado dos Hares. Homens e mulheres que são inseridos na sociedade moderna.
MOMENTO HISTÓRICO
O ano de 1965 foi um dos mais revolucionários da história do mundo moderno. Com intensas transformações políticas, sociais, comportamentais e culturais, o planeta viu uma verdadeira explosão technicolor tomar conta da música, das vitrines, filmes e passeatas, arrebatando a juventude de forma pouco antes vista. Em um cenário que ganharia ainda mais força e explodiria com flores e incensos em todo o imaginário de uma geração, desembarca nos EUA um idoso Swami indiano, sem recursos financeiros, saúde limitada e idade avançada, que se tornaria um dos principais
agentes de um imenso fenômeno cultural do século XX. Não há como se referir aquela geração sem mencionar as palavras "Hare Krishna". E o mundo nunca mais foi o mesmo.
Encontrando-se
subitamente no auge da contracultura, Prabhupada fala sobre a
verdadeira necessidade do mundo, que não é plenamente satisfeita por
revoluções políticas ou sociais, mas por uma revolução da consciência.
Esta divergência do status quo captura com êxito a atenção de uma
geração de jovens em busca de respostas às questões existenciais da
vida. Em uma lojinha na Segunda Avenida, nº 26,
na cidade de Nova York, Prabhupada compartilha com eles a ideia de que,
para encontrar a verdadeira felicidade, o amor e a liberdade, é preciso
procurar internamente e conectar-se com seu "eu" verdadeiro. O
interesse crescente pelas "coisas do oriente" encontra em Prabhupada um
mestre autêntico, profundo conhecedor da cultura espiritual ancestral da
Índia e sua prática conhecida como bhakti-yoga, o "yoga da devoção''.
LEGADO
A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada faleceu em 14 de novembro de 1977. Em apenas 12 anos, deu a volta ao mundo 14 vezes, fundou 108 templos e comunidades agrícolas em seis continentes, viu 60 milhões dos seus livros serem distribuídos em 25 idiomas, e implantou a bhakti-yoga em todo o mundo de forma pioneira e sólida.
Atualmente, já são 820 templos, comunidades agrícolas, restaurantes, escolas e faculdades, 520 milhões de livros distribuídos em 87 idiomas e 3 bilhões de refeições vegetarianas distribuídas pelo programa Alimentos Para a Vida, também fundado por ele. Com o documentário, Prabhupada prepara-se para dar sua 15ª volta ao redor do planeta, mostrando que segue muito vivo o sonho de uma humanidade consciente de
seu verdadeiro propósito.
John declarou: “Três coisas que eu senti nas pessoas depois de assistir a este filme: Inspiração, um sentimento de alegria e felicidade e esperança para o futuro.”
FICHA TÉCNICA
Diretor: John Griesser
Codiretores: Jean Griesser & Lauren Ross
Roteirista: Jean Griesser
Produtores: Lauren Ross, Coralie Tapper e Jessica Heinrich
Editores: Krishna Sanchez, Lauren Ross e Hilarie Zakheim
Câmeras: Adric Watson (Índia) e Krishna Sanchez (EUA)
Produtora Inner Voice Productions
Duração: 90 minutos
DIRETOR
John Griesser é sócio fundador e diretor executivo da Inner Voice Productions. Como diretor executivo, ele supervisiona toda a lista de produção da empresa, juntamente com o financiamento e a divulgação de projetos.
John dirigiu, executou, produziu e editou o mais recente documentário do IVP, ''Hare Krishna! O mantra, o movimento e o Swami que começou tudo.''
Ele é diretor de cinema americano, diretor de fotografia e fotógrafo cujo trabalho se estende por quase 50 anos. Ele é mais conhecido por seu trabalho documental em capturar as culturas espirituais e tradicionais únicas da Índia, começando com seu documentário premiado em 1978, ''Vrindavan: Land of Krishna.''
Filmografia:
1974 -HARE KRISHNA PEOPLE
1975 - THE SPIRITUAL FRONTIER
1976 - BRILLIANT AS THE SUN
1977 - SPARK OF LIFE
1978 - VRINDAVAN - LAND OF KRISHNA
1981 - WORLD OF HARE KRISHNA
1983 - YOUR EVER WELL-WISHER
1986 - THE GOLDEN AVATAR
2002 /2009 - FOLLOWING SRILA PRABHUPADA, a 31 hour, 11 DVD series.
2013 /2018- HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”
Co-diretora
Jean Griesser é uma das fundadoras da Inner Voice Productions. Ela escreveu e aconselhou sobre a produção do mais recente documentário do IVP, ''Hare Krishna! O mantra, o movimento e o Swami que começou tudo.''
Jean trabalha como consultora de produção e roteirista de IVP.
Como fotógrafa, escritora e cineasta premiada, Jean produziu mais de 150 ensaios escritos e fotográficos, além de inúmeros livros, um dos quais ganhou o Independent Publisher Book Award em 2011.
A produtora Inner Voice Productions (IVP) é uma produtora de filmes, televisão e multimídia sem fins lucrativos. O IVP é dirigido
pelos cineastas veteranos John Griesser e Jean Griesser, que nos últimos 40 anos dirigiram, produziram e publicaram uma infinidade de filmes e literatura premiados.
A IVP é uma empresa com sede nos EUA e atualmente opera na Flórida.
LEGADO
A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada faleceu em 14 de novembro de 1977. Em apenas 12 anos, deu a volta ao mundo 14 vezes, fundou 108 templos e comunidades agrícolas em seis continentes, viu 60 milhões dos seus livros serem distribuídos em 25 idiomas, e implantou a bhakti-yoga em todo o mundo de forma pioneira e sólida.
Atualmente, já são 820 templos, comunidades agrícolas, restaurantes, escolas e faculdades, 520 milhões de livros distribuídos em 87 idiomas e 3 bilhões de refeições vegetarianas distribuídas pelo programa Alimentos Para a Vida, também fundado por ele. Com o documentário, Prabhupada prepara-se para dar sua 15ª volta ao redor do planeta, mostrando que segue muito vivo o sonho de uma humanidade consciente de
seu verdadeiro propósito.
John declarou: “Três coisas que eu senti nas pessoas depois de assistir a este filme: Inspiração, um sentimento de alegria e felicidade e esperança para o futuro.”
FICHA TÉCNICA
Diretor: John Griesser
Codiretores: Jean Griesser & Lauren Ross
Roteirista: Jean Griesser
Produtores: Lauren Ross, Coralie Tapper e Jessica Heinrich
Editores: Krishna Sanchez, Lauren Ross e Hilarie Zakheim
Câmeras: Adric Watson (Índia) e Krishna Sanchez (EUA)
Produtora Inner Voice Productions
Duração: 90 minutos
DIRETOR
John Griesser é sócio fundador e diretor executivo da Inner Voice Productions. Como diretor executivo, ele supervisiona toda a lista de produção da empresa, juntamente com o financiamento e a divulgação de projetos.
John dirigiu, executou, produziu e editou o mais recente documentário do IVP, ''Hare Krishna! O mantra, o movimento e o Swami que começou tudo.''
Ele é diretor de cinema americano, diretor de fotografia e fotógrafo cujo trabalho se estende por quase 50 anos. Ele é mais conhecido por seu trabalho documental em capturar as culturas espirituais e tradicionais únicas da Índia, começando com seu documentário premiado em 1978, ''Vrindavan: Land of Krishna.''
Filmografia:
1974 -HARE KRISHNA PEOPLE
1975 - THE SPIRITUAL FRONTIER
1976 - BRILLIANT AS THE SUN
1977 - SPARK OF LIFE
1978 - VRINDAVAN - LAND OF KRISHNA
1981 - WORLD OF HARE KRISHNA
1983 - YOUR EVER WELL-WISHER
1986 - THE GOLDEN AVATAR
2002 /2009 - FOLLOWING SRILA PRABHUPADA, a 31 hour, 11 DVD series.
2013 /2018- HARE KRISHNA! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo”
Co-diretora
Jean Griesser é uma das fundadoras da Inner Voice Productions. Ela escreveu e aconselhou sobre a produção do mais recente documentário do IVP, ''Hare Krishna! O mantra, o movimento e o Swami que começou tudo.''
Jean trabalha como consultora de produção e roteirista de IVP.
Como fotógrafa, escritora e cineasta premiada, Jean produziu mais de 150 ensaios escritos e fotográficos, além de inúmeros livros, um dos quais ganhou o Independent Publisher Book Award em 2011.
A produtora Inner Voice Productions (IVP) é uma produtora de filmes, televisão e multimídia sem fins lucrativos. O IVP é dirigido
pelos cineastas veteranos John Griesser e Jean Griesser, que nos últimos 40 anos dirigiram, produziram e publicaram uma infinidade de filmes e literatura premiados.
A IVP é uma empresa com sede nos EUA e atualmente opera na Flórida.
- Para visualizar o TRAILER visite:
https://www.youtube.com/watch?
- Para mais INFORMAÇÕES sobre a estréia do filme, entre em contato ou acesse:
http://www.cinepolis.com.br/
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