Barbara Eugênia lança “É O Que Temos” dia 23 de maio no Espaço Cultural Municipal Sergio Porto
Novo álbum da cantora é um lançamento do selo Oi Música
A cantora e compositora Barbara Eugênia traz ao Rio de Janeiro o show de lançamento do seu novo disco “É O Que Temos, no dia 23 de maio (quinta), às 21h, no Espaço Cultural Municipal Sergio Porto. O espetáculo faz parte da nova turnê da cantora carioca.
“É O Que Temos”, segundo disco de Bárbara Eugênia, marca a nova fase da cantora. No álbum, Bárbara expande o universo de suas canções para diferentes eras sonoras, tornando a Jovem Guarda, passando pelo country e inovando com o rock psicodélico sessentista. Edgard Scandurra e Clayton Martin assinam a produção do novo trabalho, que conta com onze faixas.
No show, Barbara sobe ao palco acompanhada dos músicos Davi Bernardo (guitarra), Astronauta Pinguim (piano), Jesus Sanchez (baixo) e Clayton Martin (bateria).
Serviço:
Barbara Eugênia lança “É O Que Temos”
Data: 23/ maio/ 2013 (quinta)
Local: Espaço Cultural Municipal Sergio Porto
Endereço: Rua Humaitá, 163 – Humaitá – Rio de Janeiro
Horário: 21h
Faixa Etária: livre
Preço: R$ 20 (inteira)/ R$ 10 (meia)
Informações: 21 2266 0896
Link para apreciar o disco: http://www.rdio.com/artist/B%C3%A1rbara_Eug%C3%AAnia/album/%C3%89_o_Que_Temos/
Sobre o disco:
Bárbara Eugênia em uma nova e bela canção antiga
A gente pode não saber onde colocar o desejo, meu caro Sigmund, mas Bárbara Eugênia, neste seu segundo disco, sabe muito bem onde pôr o amor, meu senhor. Na canção romântica que não tem medo do rosto colado, de um passeio de domingo ou de uma eventual roubada no picnic – corra, Lola, corra.
Se no primeiro disco a fossa era nova, como saiu no jornal, neste é possível até – pasmem, senhores & senhoras - brincar de amar. Tem leveza, mas não se engane, o suspense continua. O amor tem sempre requintes de um certo Hitchcock.
Daí que Bárbara diz: “Bailemos”, na maresia da faixa “Coração”. Não há guarda-chuva nem vacina contra o pesadelo da dor amorosa. Daí que Bárbara, agora, parece dizer, à vera: não é por sabermos do inevitável fim que vamos soltar precocemente os cupins da discórdia e estragar logo tudo. Né? Roberto corta essa.
Bárbara vem como num mangá japonês. De trás para frente. Este disco-narrativa está para o “durante” dos acasalamentos assim como o inicial esteve para o “depois”. E não cabe a este pobre cronista resenhador dar pistas autobiográficas da moça, aliás, que moça, aquela voz meio rouca, a forma como chega no palco, suspiro, os vestidos que parecem trocar ideias com as costelas. Será que conversam sobre a atual fraqueza dos hombres?
Yes, sem pistas, arte é enigma e suspense. O que interessa é que o trabalho novo é melhor ainda. Poderíamos chutar aqui um zilhão de possíveis rótulos e pegadas: um Andrew Bird nas entrelinhas, uma trilha meio cinema safado italiano de Tinto Brass, o cheiro da chanson estilo “Les Provocateurs” (projeto do Edgar Scandurra que a Bárbara participa), o filtro azul lisérgico etc etc etc.
Ora, é tido, havido e sabido que a moça aprecia o que fica entre os anos 1950-70 da música, sem obrigação maluca de pregar um rótulo na testa. Isso já era. Além do mais, temos “as mesmas velhas dúvidas”, sempre, a história se repete na nossa adorável lavanderia de “roupa suja” - título de uma chapante canção em parceria com o Pélico, outro cão-vadio que entende do assunto.
A tal faixa conversa, de alguma maneira, por isso a lindeza narrativa do disco, com o clássico da Jovem Guarda “Porque brigamos”, versão de Rossini Pinto, safra 1972, para a canção de Neil Diamond. Noites brancas com sujeiras a passar a limpo. Ô Diana!
Uma rápida parada técnica, maestro: os arranjos do disco lembram sopros do coração, em acentos das cordas ou dos metais propriamente ditos. Aquela coisa: Bárbara vai contando uma história e a música só na sístole e na diástole. Principalmente em “Peso dos erros”, vontade de bolero, vidas noves fora zero.
Que coisa linda, confesso a que mais gosto de todas, “Ugabuga Feelings”, ela suando dendê, assim meio me deixas louca, e o moço da cara boa à espreita, que safadeza mais gostosa, ave palavra.
Babélica Bárbara em português dos Tristes Trópicos, em inglês (“I Wonder”) que lembra a Marilyn Monroe de “Os Desajustados”, Bárbara em drama nouvelle vague (“Jusqu'a la mort”), Barbarella sem medo da chuva com Tatá Aeroplano, Bárbara simplesmente sozinha como em uma nova e bela canção antiga.
Xico Sá, SP, últimos dias do Verão, 2013
Mostrando postagens com marcador Espaço Cultural Municipal Sergio Porto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espaço Cultural Municipal Sergio Porto. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Barbara Eugênia lança "É O Que Temos" no Rio de Janeiro (23/05)
Marcadores:
as-Patrícia,
Espaço Cultural Municipal Sergio Porto,
musica
Assinar:
Postagens (Atom)
