Dos 18 prêmios que destacaram os profissionais das artes cênicas paranaenses, em 2009, 13 foram conquistados por montagens selecionadas pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – PAIC.
Dos 18 prêmios distribuídos pela 30ª edição do Troféu Gralha Azul, realizada na última semana, 13 foram conquistados por espetáculos selecionados pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – PAIC, da Prefeitura de Curitiba, nas modalidades Fundo Municipal da Cultura e Mecenato Subsidiado. As premiações dos profissionais e montagens que mais se destacaram em 2009, traçam um panorama do que acontece nos palcos curitibanos. Também foi distribuído um prêmio especial para a atriz e produtora Regina Vogue. A costureira teatral Isvaldete Matias de Oliveira foi reconhecida como a Técnica do Ano.
Considerado uma das premiações mais importantes das artes cênicas paranaense, o Troféu Gralha Azul é uma iniciativa do Centro Cultural Teatro Guaíra, em parceria com o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado do Paraná (Sated/PR) e Sindicato dos Empresários e Produtores de Espetáculo do Paraná (Seped/PR). O troféu é um incentivo à classe teatral e à regulamentação profissional, além de revelar novos talentos.
Nessa edição, na qual concorreram 62 espetáculos, o grande vencedor foi a peça “Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte”, do Grupo Delírio Cia. de Teatro, selecionada pelo Fundo Municipal da Cultura e encenada no Teatro Novelas Curitibanas. A montagem teve o maior número de indicações e levou o prêmio de Melhor Espetáculo, além de outros quatro: Direção, a cargo de Edson Bueno, que também foi premiado nas categorias Texto Original e Ator Coadjuvante, mais o prêmio de Adereço, com Alfredo Gomes.
A peça ganhou, ainda, o Troféu Epidauro, concedido pelo Consulado da Grécia que premia espetáculos apresentados no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por meio do Cônsul Honorário Professor Constantino Comininos.
Também apresentados no Teatro Novelas Curitibanas, com patrocínio do Fundo Municipal da Cultura, foram premiados os espetáculos “Manson superstar”, da companhia Vigor Mortis – que consagrou Andrew Knoll como Melhor Ator, e “O jornal da guerra contra os taedos”, do grupo A Armadilha – que levou os prêmios de Iluminação, a cargo de Waldo Leon, e Sonoplastia, com Márcio Mattana.
Na modalidade Mecenato Subsidiado, do PAIC, foram premiados os seguintes espetáculos: “Pixaim” (Melhor Atriz – Simone Magalhães), “Esmeralda, risos e lágrimas” (Atriz Coadjuvante – Geisa Costa), “Otelo – As faces do ciúme” (Figurino – Ricardo Garanhani e Maquiagem – Marcelino de Miranda) e “Romeu e Julieta” (Cenário – Paulinho Maia).
terça-feira, 16 de março de 2010
Espetáculos apoiados pela Prefeitura de Curitiba ganham Troféu Gralha Azul
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Diretor da Oficina vence prêmio Bravo de música erudita
O CD “Neukomm no Brasil” é uma parceria do regente Ricardo Kanji, diretor de Música Antiga da Oficina de Música 2010, com a cravista Rosana Lanzelotte, que já ministrou aulas de cravo em oficinas anteriores.
“Neukomm no Brasil”, da gravadora Biscoito Fino, que recebeu da Revista Bravo! o prêmio de melhor CD de música erudita de 2009, traz a marca de dois nomes importantes no cenário nacional e que estão ligados à Oficina de Música de Curitiba. O flautista Ricardo Kanji, diretor de Música Antiga da Oficina e a cravista Rosana Lanzelotte, que já ministrou aulas de cravo em oficinas anteriores, interpretam no CD composições de Sigismund Neukomm (1778 – 1858), o aluno predileto de Haydn, quase um desconhecido, apesar da qualidade de sua música e do sucesso de que desfrutava na época.
O primeiro CD/DVD erudito brasileiro com som surround é resultado de uma pesquisa de cinco anos, realizada em bibliotecas européias pela cravista Rosana Lanzelotte, que executa as obras ao pianoforte, em duo com a flauta clássica de madeira do concertista e regente Ricardo Kanji. A diferença mais acentuada entre os timbres agudos e graves do instrumento antigo faz a música soar mais autêntica.
“É um resgate da história, da linguagem pré-romântica, rica em certas harmonias dissonantes desse período que vai do final do século XVIII até meados do XIX”, explica Kanji, músico que se especializou na interpretação do barroca e clássico ao longo dos 25 anos de sua estada na Holanda, onde foi professor no renomado Conservatório Real de Haia, de 1973 a1995. Foi também diretor artístico da orquestra Concerto Amsterdam de 1991 a 1996 e é membro da Orquestra do Século XVIII, dirigida por Frans Brüggen, desde sua fundação em 1980.
Desde seu retorno ao Brasil, em 1995, Ricardo Kanji tem atuado no meio musical brasileiro como concertista, regente, professor e luthier. Como regente, apresentou-se com orquestras e coros de renome por todo o país. Criou, em 1997, o Coro e Orquestra Vox Brasiliensis, conjunto com o qual se dedicou, como diretor artístico, ao projeto História da Música Brasileira, que resgatou, com uma série de programas de televisão e CDs, a rica e desconhecida produção musical brasileira. Por esse trabalho foi premiado como o melhor regente de 1999 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).Tem difundido a música colonial brasileira no Brasil e na Europa, como regente convidado na Holanda, Bélgica, Portugal, França e Polônia.
Em novembro de 2006 dirigiu a ópera Don Pasquale, de Donizetti, na Holanda, Bélgica e Polônia, numa produção do Teatro de Ópera de Cracóvia. Esta produção foi repetida na Europa em novembro de 2008.
O prêmio de melhor CD erudito de 2009, concedido pela Revista Bravo!, que todo ano escolhe os melhores da cultura, acrescenta ao currículo de Ricardo Kanji mais um trabalho de puro refinamento, ao revelar o talento do compositor austríaco, responsável por inaugurar a prática que se tornou uma marca registrada da produção musical brasileira: a mistura de gêneros clássicos e populares. Neukomm inspirou-se na modinha “A Melancolia” , de Joaquim Manoel da Câmara para escrever “L’Amoureux”, e em um lundu para compor “O Amor Brasileiro”.
terça-feira, 16 de junho de 2009
De 20 de julho a 17 de agosto estão abertas as inscrições para a 23ª edição do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira
As inscrições para a 23ª edição do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira estão abertas de 20 de julho a 17 de agosto no site www.mcb.org.br. A premiação de design de produto de maior credibilidade e tradição do país é patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e conta com o apoio do Centro Cultural da Espanha.
Os produtos vencedores e selecionados do 23º Prêmio Design MCB estarão em exposição a ser aberta no dia 24 de novembro, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, data em que os designers recebem a premiação. O cartaz do carioca Ronaldo Alves com um enorme pé descalço, e outros sete escolhidos no concurso do cartaz, realizado no primeiro semestre, farão parte da mostra, que fica aberta até o dia 17 de janeiro de 2010.
“A vocação do Prêmio para o reconhecimento da excelência em design, nestes seus 23 anos de existência, é um estímulo para os profissionais e empresários”, diz Miriam Lerner, diretora Geral do MCB. “É uma premiação que se consolidou como uma referência para o design de produto brasileiro”, acrescenta Giancarlo Latorraca, diretor Técnico do MCB. “Estar entre os escolhidos pelo júri é um reconhecimento de prestigio e qualidade”.
O Prêmio Design MCB abrange todos os equipamentos para o habitat, reunidos em oito categorias para produtos e/ou objetos em produção: Mobiliário, Utensílios, Iluminação, Têxteis, Equipamentos Eletroeletrônicos, Equipamentos de Construção, Equipamentos de Transporte, Trabalhos Escritos. Este última categoria passa, neste ano, a ter duas modalidades: publicados e não publicados. Cada uma das categorias terá a modalidade Protótipo, reservada a projetos em estágio de mock-up ou de desenvolvimento. O valor total da premiação para todas categorias é de R$ 64 mil.
O participante pode inscrever quantos projetos quiser, em uma ou mais categorias. Cada peça ou trabalho terá um número, ou seja, não é permitido registrar dois ou mais projetos em um mesmo formulário. Será cobrada uma taxa no valor de R$ 60,00 por inscrição.
Calendário do 23º Prêmio Design MCB
20 de julho a 17 de agosto – Inscrições
25 de setembro - Divulgação resultado 1ª fase www.mcb.org.br
28 de setembro a 9 outubro - MCB recebe peças selecionadas para a segunda fase
16 de novembro – Resultado final da premiação
24 de novembro - Premiação e abertura da exposição com vencedores, selecionados e cartazes
17 de janeiro 2010 – Encerramento da mostra 23º Prêmio Design MCB
O concurso do cartaz
O concurso do cartaz do 23º Prêmio Design MCB, realizado no primeiro semestre, teve como vencedor Ronaldo Alves dos Santos Filho num total de 722 inscritos. Segundo a comissão julgadora, o choque provocado pelo cartaz - e seu potencial polêmico - levou o júri a premiá-lo. "A força e brutalidade desse pé nos remetem aos famosos e importantes cartazes poloneses, dos quais Andrzej Pagowski é um dos principais representantes, e que se valiam de metáforas para criticar política e socialmente o regime totalitarista e autoritário em que viviam, subvertendo-o. Esse pé, direito e em grande parte vermelho, poderia representar metaforicamente uma nova base na abordagem do prêmio e do próprio museu, até mesmo 'tomar pé em', 'pegar pelo pé', 'com o pé direito'", justificou a comissão julgadora coordenada por Vicente Gil e integrada por Alécio Rossi, Carlos Dranger, Fábio Prata, Ronald Kapaz, Rogério Batagliesi e Paulo Moretto.
Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 – Tel. 11 3032-3727 – Jardim Paulistano
www.mcb.org.br
domingo, 7 de dezembro de 2008
Tatiana Salem Levy ganha o Prémio São Paulo de Literatura
Tatiana Salem Levy, jovem escritora brasileira e portuguesa (nasceu em 1979 em Lisboa e conserva a cidadania portuguesa e brasileira), filha de pais brasileiros e neta de avós turcos judeus sefarditas de origem portuguesa, estreou-se no romance com A Chave de Casa, na Cotovia e depois na Record, no Brasil.
Finalista do Prémio PT de Literatura 2008, acaba de ser nomeada vencedora do Prémio São Paulo de Literatura, na categoria “estreante”.
O Prémio São Paulo de Literatura, no valor de 200 mil reais, é atribuído pela primeira vez, tendo sido criado pelo Governo do Estado de São Paulo.


