A programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante de Goiânia terá a presença dos escritores e jornalistas Ignácio de Loyola Brandão e Luiz Carlos Maciel, dia 20 de outubro, no debate de idéias: Jornalismo Literário – O new journalism e as experiências inovadoras do jornalismo brasileiro. Com mediação do jornalista Rogério Pereira Borges, do O Popular, o encontro acontece na sala 6 do Centro de Convenções de Goiânia. A entrada é gratuita. (Favor retirar senha no local com 1h de antecedência).
O objetivo do debate é discutir sobre o jornalismo literário, no Brasil e no mundo, apresentando o que de melhor foi produzido no gênero. Luiz Carlos Maciel falará sobre sua trajetória como jornalista cultural, incluída aí sua passagem pelo lendário tablóide O Pasquim. Loyola vai falar sobre sua carreira e, em especial, sobre seu trabalho como cronista em jornais de circulação nacional, como O Estado de S. Paulo.
Ignácio de Loyola Brandão é escritor e jornalista. Seu livro O Menino que Vendia Palavras recebeu o prêmio Jabuti 2008, na categoria de Melhor Ficção. Romancista, contista, cronista tem 27 livros publicados entre romances, contos, crônicas, infanto-juvenis. Escreve no Caderno 2 (O Estado de S. Paulo) e faz parte do Conselho de Redação da Carta Editorial, depois de ter dirigido a revista Vogue por 15 anos.
Luiz Carlos Maciel é escritor, jornalista, roteirista. Foi um dos fundadores de O Pasquim, onde era responsável pela coluna Underground, na qual foram divulgadas para o Brasil as primeiras informações sobre o movimento da Contracultura, nos anos sessenta. Trabalhou em jornais no Rio de Janeiro, entre eles Jornal do Brasil, Última Hora e na revista Fatos e Fotos. Editou o semanário Rolling Stone. Foi crítico de teatro para a revista Veja de 1977 a 1979. Em 1996, publicou Geração em Transe (Nova Fronteira,1996), em que aborda diferentes momentos e obras da contracultura brasileira. Em 1998, seu roteiro para o filme de longa-metragem Dolores foi premiado pelo Ministério da Cultura.
CCBB Itinerante
Com o objetivo de levar arte, cultura e lazer a várias capitais do país, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto passará por 18 cidades com eventos sócio-culturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do país serão beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.
SERVIÇO
Ideias: Jornalismo Literário, com Luiz Carlos Maciel e Ignácio Loyola Brandão
Dia 20 de outubro, às 19h
Entrada gratuita (Favor retirar senha no local com 1h de antecedência).
Classificação indicativa: 12 anos
Local: Sala ¨6 do Centro de Convenções
domingo, 15 de novembro de 2009
Ignácio de Loyola Brandão e Luiz Carlos Maciel Jr. participam de debate gratuito no CCBB Itinerante
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
CCBB Itinerante traz O Caminho para Meca pela primeira vez a Curitiba
Atriz Cleyde Yáconis interpreta no palco a vida da escultora sul-africana Helen Martins
O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz a Curitiba o espetáculo teatral O Caminho para Meca. De 30 de outubro a 1º de novembro, o público da cidade poderá conferir a interpretação da atriz Cleyde Yáconis para o texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard – um dos mais importantes da língua inglesa na atualidade.
A peça conta a história de Helen Martins, uma sul-africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura. A personagem é inspirada em uma figura real, Helen Elizabeth Martins, autêntica outsider que produziu uma arte não convencional. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e cultos obrigatórios da fé protestante.
Ao mesmo tempo em que descobre nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a igreja dos domingos porque deixou de crer e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora, o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua "Meca". Helen recebe a visita da amiga Elsa – vivida pela atriz Patrícia Gaspar – admiradora de suas obras, e também do pastor local, interpretado pelo ator Cacá Amaral, que se preocupa com sua ausência na igreja e na pequena vila. Por meio desses encontros, os três discutem temas como a vida, a solidão, o talento, as dificuldades da idade, a amizade e a confiança dos personagens.
Para a diretora Yara de Novaes, “Helen é a personagem ideal para que Fugard possa mostrar a resistência da sociedade perante o diferente, a eterna busca da confiança em si mesmo e nos demais, os erros dos dogmatismos religiosos e, sobretudo, tratando-se de um autor sul-africano escrevendo em 1984, denunciar o apartheid como forma de convivência".
A atriz Cleyde Yáconis, 84 anos e mais de meio século de profissão, descreve a personagem Helen como uma figura tão estranha quanto diferente. "Fiquei pasma depois que vi, pela internet, suas obras, sua casa. É surpreendente trabalhar com cimento e vidro moído. Imagino como devem ter sido as mãos dessa mulher." Para Cleyde, "a personagem não faz arte para conquistar a felicidade, mas sim por necessidade. O que me atrai na personagem é a audácia de ser o que é, de não se intimidar com a rejeição”.
Arrebatada pela personagem, a atriz - que tem vivido nos palcos uma série de mulheres densas, na faixa dos 60, 70 anos - pensou na satisfação de interpretar mais uma para somar ao seu repertório. "Fiz Karen Blixen, a dinamarquesa que inspira As Filhas de Lúcifer, de William Luce; depois a viciada em morfina Mary Tyrone, de Longa Jornada de um Dia Noite Adentro (de Eugene O'Neill, direção de Naum Alves de Souza); em seguida a professora francesa de Cinema Éden, de Marguerite Duras; Simone du Beauvoir em Cerimônia do Adeus (de Mauro Rasi, direção de Ulysses Cruz)", lembrou ela.
CCBB Itinerante
Com o objetivo de levar arte, cultura e entretenimento a várias capitais brasileiras, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto passará por 18 cidades com eventos socioculturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do País serão beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.
SERVIÇO
Data: 30 e 31 de outubro; e 1º de novembro
Horário: 20h
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante).
Classificação indicativa: 12 anos
Local: Teatro Guaíra - Pequeno Auditório
Endereço: Rua XV de Novembro, nº 971 - Centro
sábado, 24 de outubro de 2009
Elba Ramalho
O show está repleto de xotes e baiões, além do choro “Ilusão nada mais”, de Dominguinhos e Fausto Nilo. O repertório inclui, ainda, gravações dos compositores nordestinos Chico Bezerra, Acioly Neto, Maciel Melo, Dominguinhos, Rogério Rangel, Petrucio Maia, Antonio Barros e Cecéu, Terezinha do Acordeon, Flavio Leandro e do sanfoneiro Cezinha.
Elba inicio sua carreira na década de 70, quando, após integrar o elenco da montagem original da peça A ópera do malandro, de Chico Buarque, surpreendeu o país com o LP Ave de Prata, inspirado na composição homônima de Zé Ramalho. O disco já incluía canções de compositores nordestinos, uma das marcas da cantora ao longo da carreira, além da faixa Não sonho mais, de Chico Buarque.
Filha do nordeste brasileiro, nascida no alto sertão da Paraíba, sob o signo de Leão, cercada de religiosidade e fé, Elba herdou a musicalidade de seu pai, que a despertou cedo para a mais sublime das formas de comunicação: a música. Foi também rodeada pelo solo seco e vegetação árida que a cantora se familiarizou cedo com os mais diversos ritmos da região: baião, maracatu, xote, frevo, pastoril, caboclinhos e forrós. Gêneros que preservam a pureza de uma cultura eminentemente popular.
Serviço Show com a cantora Elba Ramalho Data: 28 de outubro Horário: às 20h Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante). Classificação indicativa: Livre Local: Centro Cultural Teatro Guaíra Endereço: Rua XV de Novembro, nº 971 - Centro
Ariano Suassuna participa da programação do CCBB Itinerante em Curitiba
No dia 27 de outubro, com a presença do escritor Ariano Suassuna, será realizada a mesa-redonda Brasil: quem somos nós e como chegamos a ser o que somos?. Também participam do debate os mestres do Fandango Paranaense, Martinho dos Santos e Leonildo Pereira. A anfitriã do debate será a artista plástica e pesquisadora Rejane Nóbrega. Durante o evento, que será mediado pela mineira Déa Trancoso, será discutida a diversidade cultural brasileira em seus mais variados aspectos.
Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros. Autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor militante da cultura do Nordeste. O escritor é o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. O movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.
Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês. Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.
SERVIÇO Mesa-Redonda: Brasil: quem somos nós e como chegamos a ser o que somos?, com Ariano Suassuna Data: 27 de outubro de 2009 Horário: 19h Local: Teatro Guaíra – Grande Auditório Ingressos: Entrada gratuita – Inscrições no site www.vozesdemestres.com Classificação indicativa: Livre
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
CCBBrasil Itinerante apresenta Toda Nudez Será Castigada
A programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz para Curitiba o espetáculo teatral Toda Nudez Será Castigada, com Armazém Cia de Teatro. Nos dias 23 e 24 de outubro, no Teatro Guaíra, o público paranaense poderá conferir a adaptação para os palcos do texto de Nelson Rodrigues, que conquistou o Prêmio Eletrobrás de Teatro 2006, nas categorias de Melhor Iluminação, Melhor Cenografia e Melhor Figurino, e o Prêmio Shell de Teatro 2005 nas categorias de Melhor Direção (Paulo de Moraes) e Melhor Iluminação (Maneco Quinderé).
A peça começa pelo fim, com a voz de Geni (Patrícia Selonk) rodando num gravador. "Herculano, quem te fala é uma morta. Eu morri. Me matei." É Herculano quem ouve. Abrindo mão de sua maior surpresa – o suicídio da protagonista –, Toda Nudez Será Castigada é toda contada em flash-back e a ação vai se construindo fragmentariamente, como cacos da memória de Herculano (Thales Coutinho).
O viúvo Herculano é o chefe de uma família conservadora, “uma família só de tias”. Fez um pacto com Serginho, o filho de 18 anos, prometendo que jamais iria substituir a mãe do menino por outra mulher. Movido por um ódio desmedido e de olho no dinheiro de Herculano, seu irmão, o ardiloso Patrício, sustenta uma das ideias centrais da peça: "todo casto é um obsceno". Antagonista em estado bruto, Patrício promove, então, a aproximação entre Geni e Herculano. É um encontro insólito. Herculano é um homem austero, o "semi-virgem". Geni é prostituta, movida por instinto, pulsão de vida, ao mesmo tempo que acha que vai morrer de câncer.
"A Geni subverte por meio do sexo", diz Patrícia Selonk – vencedora do Prêmio Shell 2009 – que interpreta o papel. “O texto é uma montanha-russa, não tem parada. A trama parece se construir toda dentro da cabeça de Herculano. Ele é uma espécie de ‘herói expressionista’, oscilando o tempo todo entre a ciência e a fé, entre a liberdade de pensamento e os dogmas”, acentua Paulo de Moraes. Herculano brande seus princípios, mas sucumbe à carne. A hipocrisia ronda a família do viúvo.
Não é por acaso que Nelson Rodrigues adota para a peça o subtítulo "obsessão em três atos". O fantasma da morte ronda o tempo todo enquanto o desejo se impõe, mas com ele a impossibilidade amorosa. O autor conduz Herculano como protagonista, mas, lá pelas tantas, converge para Geni, "expondo a trajetória clássica de ascensão e queda de uma heroína", segundo Moraes.
A montagem do Armazém não é presa a uma época ou a um lugar. "Não montamos uma tragédia carioca, mas uma obsessão em três atos", diz o diretor. A cenografia dá o suporte necessário a essa encenação não-realista, sugerindo as gavetas da memória de Herculano, com suas portas giratórias que compõem no palco uma caixa inteiriça de acrílico e ferro. As transparências marcam os vitrais coloridos – que tanto poderiam ser de uma igreja ou de um bordel, dando possibilidade ao sagrado e ao profano.
Ficha técnica:
Texto: Nelson Rodrigues
Direção: Paulo de Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Paulo de Moraes e Carla Berri
Figurinos: Rita Murtinho
Música Original: Arrigo Barnabé
Letra da Canção-Tema: Roberto Riberti
Músicos: piano – Arrigo Barnabé
violoncelo – Raif Dantas Barreto
violino – Luis Amato
voz – Arrigo Barnabé e Simone Mazzer
Trilha Sonora Pesquisada: Paulo de Moraes
Projeto Gráfico: Alexandre de Castro
Fotografias: Mauro Kury
Elenco:
Patrícia Selonk
Thales Coutinho
Ricardo Martins
Sérgio Medeiros
Simone Mazzer
Verônica Rocha
Isabel Pacheco
Simone Vianna
Raquel Karro
Marcelo Guerra
Serviço: Teatro: Toda Nudez Será Castigada Dias: 23 e 24 de outubro de 2009 Horário: 20h Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante) Classificação indicativa: 16 anos Local: Teatro Guaíra – Grande Auditório Endereço: Rua XV de Novembro, nº 971 - Centro
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante chega a Curitiba com duas mostras de cinema gratuitas

A mostra Os Melhores Filmes do Ano exibe longas escolhidos por críticos e Sessão Criança traz filmes para a garotada
Os filmes que mais se destacaram em 2008, na visão dos membros da ACCRJ -Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, compõem a programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante, na etapa Curitiba. De 22 de outubro a 1º de novembro, o projeto Os Melhores Filmes do Ano - ACCRJ Itinerante oferece ao público paranaense a oportunidade de assistir pela primeira vez ou rever algumas produções que fizeram a diferença no universo da sétima arte, no ano passado.
Do vazio dos adolescentes de Paranoid Park ao olhar poético de Julian Schnabel em O Escafandro e a Borboleta, passando pelo deboche do eternamente jovem Sidney Lumet em Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, a mostra tem ecletismo o suficiente para mobilizar e incentivar quem quiser refletir sobre o que se divulgou nos cinemas.
Mário Abbade, curador de Os Melhores Filmes do Ano - ACCRJ Itinerante, ressalta que há oito anos a Associação realiza essa eleição com o intuito de aprofundar o diálogo do público com o que de melhor se exibe nos cinemas brasileiros. São produções nacionais e internacionais, com entrada gratuita. Um debate com crítico do Rio de Janeiro e de Curitiba.
Para a garotada
Outra mostra que promete movimentar a cidade de Curitiba pelo CCBB Itinerante é a Sessão Criança Itinerante. De 22 de outubro a 1º de novembro e com entrada gratuita, o projeto apresenta uma programação de filmes de alta qualidade para o público infanto-juvenil. São obras de valor artístico e adequados para a formação intelectual de crianças e adolescentes, mas pouco exibidas no circuito comercial. Além de oferecer aos jovens um lazer de qualidade, pais e educadores podem extrair temas importantes para refletir com seus filhos ou alunos. As sessões são apresentadas pela equipe do Cineduc, instituição especializada em educação para a imagem.
O projeto oferece também uma palestra para educadores formais e informais, no dia 22 de outubro, às 9h, com o tema “As múltiplas funções do audiovisual na escola”, cuja proposta é a troca de informações e idéias sobre o tema tão atual e ainda pouco discutido entre os educadores.
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Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz para Curitiba a mostra Saint-Étienne, Cité Du Design
O Centro Cultural do Banco do Brasil Itinerante traz para a Curitiba, uma mostra inédita sobre design, tecnologia e sustentabilidade da célebre “Cité du Design Saint-Étienne”. De 22 de outubro a 21 de novembro, a capital paranaense ficará sabendo um pouco mais da cidade francesa que foi edificada como um fórum internacional onde são promovidos os eventos mais originais no universo do design.
A exposição SAINT- ÉTIENNE, CITÉ DU DESIGN – que já passou pelas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo –, mostrará os projetos que se destacaram na Bienal Internacional de Design Saint-Étienne 2008, uma Mini City Eco Lab, e a Cité Du Design no seu complexo, além de um ciclo de conferências com grandes nomes do design francês e brasileiro. A França possui reconhecimento internacional na área de design, espaço conquistado em razão dos anos de experimentação nessa disciplina. Pensar em uma exposição que explique este universo significa apresentar os vértices marcantes da realidade do design contemporâneo francês.
Saint Étienne é uma antiga vila mineira no interior da França que se converteu em cidade industrial. Lá, em 1859, foi criada a Escola Superior de Belas Artes que, em seguida, tornou-se a Escola Superior de Arte e Design de Saint-Étienne (ESADSE). Em 1998, a escola promoveu a primeira Bienal Internacional de Design, acontecimento único que impulsionou a criação da Cité du Design, em 2005, com uma visão do futuro. A cidade foi concebida para agrupar todos os atores do design, tanto do mundo econômico, cultural, artístico, científico e tecnológico.
Em 2008, a Bienal Internacional de Saint-Étienne completou 10 anos, evento original e único, construído como um fórum internacional que acolheu numerosos criadores brasileiros. E, pela primeira vez, para comemorar o Ano da França no Brasil, obras da bienal serão expostas fora da França.
Em 2005, a convite do governo francês, o Brasil teve a oportunidade de apresentar aos franceses a diversidade e a riqueza cultural brasileira. Naquele ano de comemorações, em retribuição ao gesto do governo francês, o Brasil fez um convite à França para que fosse realizada em território nacional, uma série de eventos semelhantes, concedendo aos cidadãos brasileiros as mesmas oportunidades para conhecer um pouco da cultura francesa.
A curadoria é da francesa Josyane Franc, responsável pelas relações internacionais da Cité du Design e da Escola Superior de Arte e Design de SaintÉtienne e do italiano Nicola Goretti, arquiteto e curador brasileiro da exposição. Os dois são os responsáveis pelas escolhas das obras inéditas no Brasil produzidas em sua maioria por jovens designers franceses.
A mostra será dividida em três módulos independentes, que formam um conjunto sinérgico, conforme a seguir:
1. DESIGN FLIGHT NUMBER 10
Neste módulo serão apresentados, por meio de objetos e projeções, os projetos desenvolvidos por jovens franceses selecionados pela Bienal Internacional Design Saint-Étienne 2008. O objetivo é divulgar as idéias que norteiam novos pensamentos na área do design com a finalidade de fomentar o
potencial criativo das novas gerações de profissionais, favorecendo o resgate e a valorização das qualidades regionais e o progressivo desenvolvimento sustentável.
Renomados artistas como Céline Merhand, Anaïs Morel e os irmãos Ronan e Erwan Bouroullec estarão presentes na mostra. Os designers da exposição são conhecidos internacionalmente pelos estilos de suas obras.
2. MINI CITY ECO LAB
O segundo módulo será o laboratório da mini-cidade ecológica desenvolvida pelo filósofo e jornalista John Thackara, onde serão apresentadas ideias inovadoras de adaptação da vida moderna dentro do conceito de sustentabilidade.
O módulo da mini cidade terá projeções de vídeos com a entrevista de Thackara, apresentando a City Eco Lab na Bienal Internacional de Design 2008, além de vídeos como “Saint-Étienne: 90 imagens com legenda / Brasil, Índia e China: 343 imagens”, entre outros.
Reconfigurada para o Brasil, esta apresentação agrupa uma série de projetos em pequena escala, constituindo exemplos determinantes para operacionalizar a transição para um mundo sustentável buscando melhorar os elementos tangíveis da vida cotidiana e tratando temas como alimentação, energia, água, mobilidade e educação.
O espaço também terá painéis como “Activité de la Cité du Design”, um regador ecológico do estúdio Fréderic Ryuant, “Eau de Paris - Beber água da torneira é um ato ecológico”, garrafa informativa do estúdio Pierre Charpin, “Greenhouse”, jardim artístico com desenvolvimento sustentável do estúdio Emmanuel Louisgrand, entre outros.
3. CITÉ DU DESIGN - IMPRESSÕES: FOTOGRAFIA E VÍDEO
O último módulo contemplará cinco áreas de atuação, tentando explicar, ao público brasileiro, algumas questões primordiais do design e do pensamento contemporâneo da França em relação ao design e à produção industrial. Este módulo também será composto por painéis com a planta legendada e apresentação da origem do projeto da Cité du Design (Cidade do design). Completará a mostra, com o objetivo de promover um intercâmbio técnico e de conhecimento entre França e Brasil, um ciclo de conferências com grandes nomes do cenário do design francês. De uma forma geral, a exposição pretende colocar o público em contato com o design, promovendo debate sobre as possibilidades que ele oferece para a vida cotidiana.
CCBB Itinerante
Com o objetivo de levar arte, cultura e entretenimento a várias capitais brasileiras, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto passará por 18 cidades com eventos socioculturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do País serão beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.
Serviço Exposição SAINT- ÉTIENNE, CITÉ DU DESIGN Dias: 22 de outubro a 21 de novembro de 2009 Horário: de 9h às 18h Entrada gratuita Local: Teatro Guaíra – Salão de Exposições Classificação etária: Livre Conferências Internacionais – Saint-Etienne Data: 28 de outubro de 2009 Horário: a partir das 9h Local: Teatro da Reitoria – UFPR Rua 15 de novembro, 1229 Inscrições: info@grupoag.net Vagas limitadas

