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terça-feira, 19 de novembro de 2013

1º Aniversário do Muquifu 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra Lançamento do Livro de Receitas do Projeto Gastronomia no Morro

1º Aniversário do Muquifu

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra

Lançamento do Livro de Receitas do Projeto Gastronomia no Morro



O Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos  (Muquifu), idealizado pelo padre Mauro Luiz Silva, da Paróquia Nossa Senhora do Morro, comemora o seu primeiro aniversário no dia 20 de novembro, quarta-feira.



O Muquifu - Museus dos Quilombos e Favelas Urbanos, tem como vocação garantir o reconhecimento e a salvaguarda das favelas, os verdadeiros quilombos urbanos do Brasil: lugares não apenas de sofrimento e de privações, mas, também, de memória coletiva digna de ser cuidada. A instituição reúne como acervo fotografias, objetos, imagens de festas, danças, celebrações, tradições e histórias que representam a tradição e a vida cultural dos moradores das diversas favelas e quilombos urbanos do Estado de Minas Gerais. O Muquifu nasce com a proposta de ser um museu de território e comunitário, como  instrumento de resistência diante do risco iminente de expulsão dos favelados dos centros urbanos; reconhecimento e preservação do patrimônio, das histórias, das memórias e dos bens culturais dos moradores dos Quilombos Urbanos e Favelas de Belo Horizonte.



·         Janelas, Histórias e Memórias em Extinção (Marco Mendes

·         Esperança, a vila que nunca existiu? e  Muro, o lado de cá (Jorge Quintão)

·         Meu Reino sem Folia (Bianca de Sá)

·         Meu olhar sobre a Favela (Fabiano Valentino - Pelé)



Esta nossa primeira mostra itinerante acontece no Palazzo Liviano, sede do Departamento dos Bens Culturais da Universidade de Padova, justamente por ter sido aqui o local de “gestação” do Muquifu. Percorrendo estes corredores, frequentando as aulas, questionando e sendo questionado a respeito da possibilidade de haver ou não algum tipo de patrimônio cultural que merecesse minha atenção nas favelas, busquei aprofundar questões relacionadas a uma museologia mais social - forjada na América Latina - que viesse a contribuir na tutela do patrimônio material e imaterial presente nas periferias, com as quais convivo quotidianamente e que é alvo de nossas ações enquanto espaço de preservação.  Tentando responder à pergunta que me persegue há tantos anos, parafraseando Adélia Prado posso afirmar: “O que a memória ama, fica eterno." E, a partir de todas estas  vivências, à favela digo: "Te amo com a memória, imperecível”.


Durante a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, será lançado o livro de receitas do Projeto Gastronomia no Morro, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais e o Muquifu. O projeto busca diminuir as distâncias entre a favela e a cidade por meio da gastronomia. Além do lançamento do livro, também serão realizadas visitas às mostras e exposições do Muquifu, oficinas de literatura e contação de história, entre outras. No dia 20 de novembro também é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Aniversário do Muquifu
20 de novembro - 14h às 17h

·         Tarde de Autógrafos com a participação dos 11 cozinheiros que apresentam suas receitas

·         Chá da Dona Jovem no Muquifu

·         Visita guiada às quatro exposições do Museu


Local: Beco Santa Inês, 30 - Barragem Santa Lúcia - BH/MG

Contato: (31) 3296 6690 / 9257 0856

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

CULINÁRIA CRIATIVA DA COMUNIDADE SERÁ APRESENTADA DURANTE A PRIMAVERA DOS MUSEUS

Qual é o gosto do Aglomerado?

Culinária criativa da comunidade será apresentada durante a Primavera dos Museus


Você já comeu um galopé? E um peixe que é um vegetal? Frango com quiabo em pó? Doce de jiló? Pois estes são pratos comuns na comunidade do Aglomerado Santa Lúcia. Sem muita pretensão e transbordando sabor, a criatividade é o mote das receitas. O quiabo em pó surgiu para evitar o desperdício. Dona Amélia, ex-proprietária de um pequeno sacolão, às voltas com o problema de sobras de quiabo, tratou de desidratar o vegetal e triturá-lo até virar pó, experiência que deu certo, pois preserva o gosto e os nutrientes.

O assa-peixe, uma erva bastante usada para o tratamento da gripe, bronquite, asma e tosse, vira filé, no Aglomerado. A folha empanada faz as vezes do peixe e tanto o aspecto, quanto o sabor não deixam a desejar. O doce de jiló substitui o de figo. E assim, a cozinha criativa da comunidade nos mostra que há uma imensa variedade de ingredientes e temperos ainda pouco conhecidos pela maioria das pessoas e que são facilmente encontrados nos quintais e pelas ruas do Aglomerado.

Valorizar e preservar estes conhecimentos, identificar as formas de expressão da gastronomia do Aglomerado, bem como os principais ingredientes utilizados, modos de fazer, saberes e oportunidades de negócios que a envolvem, são objetivos de um projeto idealizado pela Secretaria de Estado de Turismo e pelo Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos – Muquifu, desenvolvido em conjunto com a comunidade do Aglomerado Santa Lúcia e outros parceiros.

Minas Gerais que é reconhecida pelos turistas por suas qualidades gastronômicas, vem trabalhando nas mais variadas vertentes. Além da alta gastronomia, o governo incentiva e valoriza o conhecimento de outros nichos populacionais, a exemplo do Aglomerado Santa Lúcia. Trabalhando a gastronomia social dentro do projeto Minas Criativa e diante das possibilidades que a comunidade apresenta, o objetivo é ajudar a pensar novos negócios e estimular as pessoas envolvidas a se tornarem membros produtivos do mercado de trabalho gastronômico.

Dentre as ações realizadas, destacam-se a elaboração de um plano de atividades para a promoção da gastronomia do Aglomerado, a identificação e o fomento de parcerias entre o Governo de Minas Gerais e entidades que atuam no setor gastronômico e o incentivo ao empreendedorismo no setor gastronômico na comunidade.

O projeto será apresentado no dia 25 de setembro, durante a Primavera dos Museus, a convite do Muquifu.


MUQUIFU – Inspirado nos museus comunitários da Maré e do Cantagalo/Pavão Pavãozinho, do Rio, o Muquifu pretende ser um museu a céu aberto, etnográfico, histórico e artístico.
A gestão do Muquifu está sob a responsabilidade da comissão do Quilombo, que organiza as três semanas de “Paz e Cidadania”, evento que acontece anualmente no Morro do Papagaio, como é conhecido o aglomerado Santa Lúcia.
Em dezembro de 2012 foi inaugurado o Memorial do Quilombo, primeiro núcleo do Muquifu. Ali é catalogado e arquivado o material recebido para o museu. Contar a origem do congado, da arte negra, da dança e as comidas típicas da comunidade são alguns dos objetivos do Museu.
Projeto
Uma casa de dois andares, situada no Beco Santa Inês, foi escolhida para ser o “aparelho cultural” do Papagaio.
O projeto, de Sylvio Podestá, propõe um prédio de três andares com biblioteca, sala de exposições, cineclube, cafeteria e uma cozinha (para cursos de culinária).
 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Minas Gerais promove festival de gastronomia no Uruguai



Evento será realizado na próxima quarta-feira, 17 de abril, na capital Montevidéu






Minas Gerais caminha a passos largos para se firmar como o Estado da Gastronomia e tornar sua culinária ainda mais conhecida no cenário internacional. Depois dos espanhóis, agora é a vez dos uruguaios apreciarem os diversos sabores da comida mineira. Na próxima quarta-feira, 17 de abril, o Governo do Estado irá promover, por meio da Secretaria de Turismo, o Gastrofestival, que será realizado no restaurante “Las Carretas”, no Hotel Sheraton Montevideo, na capital uruguaia.

Quatro chefs mineiros assinarão o menu: Eduardo Avelar (Conspiração Gastronômica), Caetano Sobrinho (A favorita), Hendres Almeida (Restaurante Gomide) e Frederico Trindade (Restaurante Trindade). Doce de leite, queijos diversos, castanhas e molho de jabuticaba são alguns dos ingredientes que serão utilizados na preparação dos pratos que prometem impressionar o paladar dos uruguaios.

É o caso do carpaccio feito a partir de ingredientes tradicionais da cozinha de Minas, como rabada, agrião e batata baroa, que será preparado pelo chef Caetano Sobrinho. E para adocicar o paladar, ele fará uma torta feita com castanhas brasileiras servida com doce de leite quente.

Já o chef Eduardo Avelar, que é um exímio pesquisador da culinária mineira, possuindo vasto conhecimento sobre carnes maturadas, queijos, ervas, cafés e técnicas antigas de preparo dos alimentos, vai apresentar um “ceviche del cerrado”.

Os uruguaios também terão a chance de provar o lombo de porco, com palmito pupunha, repolho frito e doce de leite, especialidade do chef Frederico Trindade, além de peixe com purê de iúca e molho de jabuticaba, que será servido por Hendres Almeida.

O evento será aberto ao público, mediante reserva. O restaurante tem capacidade para receber 80 pessoas.



Gastronomia Mineira

Minas já tem na gastronomia um de seus valores mais importantes. Pesquisa realizada em 2011 pela Secretaria de Turismo apontou que 22% dos gastos dos turistas que visitam o Estado são com alimentação. Dos 13 aspectos analisados no nível de satisfação, gastronomia/restaurantes alcançou a segunda melhor nota de preferência no levantamento. Em primeiro lugar ficou a hospitalidade.

No último mês de janeiro, a culinária mineira foi a grande homenageada do XI Congresso Internacional Gastronômico Madrid Fusión, realizado na Espanha. O evento é considerado o “Oscar” da Gastronomia mundial. Foi a primeira vez que um Estado foi selecionado para receber a homenagem. Desde 2002, quando o congresso foi criado, apenas países – México, Peru, Coréia do Sul, Austrália e Singapura – tinham recebido a homenagem.

Devido ao sucesso do evento espanhol, o Governo de Minas promoveu em Belo Horizonte, nos últimos dias 15 e 16 de março, o 1º Salão da Gastronomia Mineira.  Ao replicar a participação de Minas no Madrid Fusión na capital do Estado, o objetivo foi dar oportunidade para quem não pôde ir ao evento internacional de assistir, ao vivo e gratuitamente, as mesmas apresentações feitas na Espanha pelos chefs de Minas.