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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mary Del Priore lança livro em Curitiba


A escritora e historiadora Mary del Priore estará em Curitiba na próxima terça-feira, dia 18, para debate e lançamento do livro “Castelo de Papel” (Rocco), que narra a biografia cruzada da Princesa Isabel e seu marido, o Conde D’ Eu. O encontro, que tem entrada franca, acontece às 19h30, no Teatro Regina Vogue, sendo realizado dentro do projeto Sempre Um Papo, que conta com o patrocínio da Volvo.

“Castelo de Papel”

Ele, um nobre europeu, neto do último Rei da França. Ela, obediente filha e herdeira do Império do Brasil. Em comum, a formação rígida e a devoção religiosa. A união por interesses familiares não impediu, no entanto, que fossem apaixonados por toda a vida, representando o retrato acabado do romance do século XIX.

Através da história dos dois, o livro revela a tensa atmosfera de um mundo em transição. Na Europa, monarquias estavam em crise e a industrialização criava um proletariado cada vez mais ativo. A nobreza defendia seus direitos em arranjos familiares e alianças dinásticas. Enquanto no Brasil, o Império parecia imune aos novos ventos.

Junto com seu tempo, o casal também muda. Das rusgas com o sogro, à atuação controversa na Guerra do Paraguai, o jovem príncipe descobre aos poucos que, embora a monarquia resista no novo mundo, ela parece mais identificada com o novo sistema burguês do que o Antigo Regime. A princesa, obediente e reclusa, acaba por assinar a Lei Áurea, que a tornaria inesquecível na História do Brasil.

Baseado em uma vasta documentação, o livro reconstrói o mundo que dava sentido ao romance dos dois personagens, conduzindo o leitor a um dos períodos mais interessantes de nossa história. Um tempo onde reis perdiam suas coroas, barões eram aposentados de sua grandeza, mas que, como mostra o romance, príncipes e princesas ainda casavam e eram felizes para sempre.

Mary Del Priore é especializada em História do Brasil, reconhecida por transformar fatos históricos em crônicas. Com mais de 20 livros publicados, Mary recebeu diversos prêmios, entre eles o Jabuti por “História da Vida Privada” e “História das Mulheres no Brasil”. Publicou também “Uma Breve História do Brasil”, em conjunto com Renato Venancio, e o mais recente, “A Carne e o Sangue – A imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos”. Lecionou em diversas universidades do país e continua dando aulas. Atualmente, mora em uma chácara, na região serrana do Rio.

Sempre Um Papo

Há 27 anos, o "Sempre Um Papo – Literatura em Todos os Sentidos” promove a difusão do livro e seu autor. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 4.500 eventos com um público presente estimado em 1,5 milhão de pessoas. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido, todo sábado e domingo, há 10 anos, na TV Câmara. Desdobra-se para a série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua quinta edição, distribuída para mais de 6.000 escolas brasileiras. E no site www.sempreumpapo.com.br, estão disponíveis mais de 400 programas com escritores brasileiros e internacionais, gratuitamente, além de diversos seminários, na íntegra.


Serviço:

Sempre um Papo com Mary Del Priore

Dia: 18 de junho de 2013, terça-feira, às 19h30

Local: Teatro Regina Vogue - Avenida 7 de setembro, 2775, Shopping Estação

Entrada Franca

Informações: (41) 2101.8292 – www.sempreumpapo.com.br

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Notícias Rocco

ROCCO NO
PORTUGAL
TELECOM
O escritor e jornalista
Bernardo Ajzenberg
é um dos dez finalistas
do Prêmio Portugal
Telecom com o seu
sétimo livro, o romance
Olhos secos, publicado
pela Rocco no ano
passado. O livro
conta a história de
um homem dividido
entre o passado e o
presente; entre o desejo
de partir e voltar para
casa; entre as tradições
da família judia e suas
próprias escolhas; entre
a admiração e o ódio
ao próprio pai; entre
a passividade de seu
temperamento e a
necessidade de reagir
às ameaças que passa
a sofrer de um cliente
do cartório em que
trabalha. Os três
livros vencedores
serão anunciados
no dia 8 de novembro.





NO PRELO


Azul-corvo, Adriana Lisboa


A libélula dos seus oito anos, Martin Page


O guia da Alagaësia de Eragon, Christopher Paolini




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

NOVIDADES

CLARICE NA
BIENAL
Clarice Lispector
é a grande homenageada
da XXI Bienal de
São Paulo,
que começou na
última quinta-feira.
Entre os eventos
dedicados à autora,
estão a mesa “Clarice
na cabeceira”, tema
que dá título a recente
lançamento da Rocco,
com Affonso Romano
de Sant’Anna, José
Castello, Bianca
Ramoneda e Teresa
Montero falando
sobre seus contos
preferidos de Clarice,
neste domingo,
dia 15, às 19 horas.
Já na quarta-feira, dia 18,
às 17 horas, a biógrafa
Teresa Montero, autora
de Eu sou uma pergunta,
divide a mesa “Itinerários
de Clarice” com Nádia
Gotlib. Ambos
os encontros
acontecerão no Salão
de Ideias.


FALA SÉRIO,
THALITA!
Uma das mais
bem-sucedidas autoras
infantojuvenis do país,
Thalita Rebouças
também será destaque
na programação da Bienal
de São Paulo.
A autora contará
como realizou o
sonho de se tornar
uma “fazedora de
livros” na mesa
“Fala sério, Thalita!”,
neste domingo, às 15
horas, no Salão de Ideias.
Além disso, Thalita
autografará seus
sucessos (com distribuição
de senhas) no sábado,
dia 14, das 15 às
18 horas, e no
domingo, dia 15,
das 16:30 às 18:30,
no estande da Rocco.


MAIS UM LIVRO
NO CINEMA
O livro Guerra
mundial Z será
adaptado para
o cinema, segundo
confirmou o autor
Max Brooks durante
o Comic-Con, evento
de cultura pop
realizado em San
Diego. O ator Brad
Pitt foi confirmado
para estrelar o
longa-metragem,
que deve chegar
aos cinemas em
julho de 2012.
Recém-lançado pela
Rocco, o livro
mostra um integrante
da ONU viajando
pelo mundo recolhendo
relatos de sobreviventes
após conflito envolvendo
humanos e zumbis.





NO PRELO


Azul-corvo,
Adriana Lisboa


A libélula dos seus oito anos,
Martin Page


Latitudes piratas,
Michael Crichton

LANÇAMENTO DA

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A SERPENTE NO JARDIM de Janet Gleeson


A SERPENTE NO JARDIM
de Janet Gleeson


Páginas:392


Concentrado em uma tela, o retratista Joshua Pope é surpreendido no meio da noite por uma mulher misteriosa que entra furtivamente em seu estúdio. Encapuzada e pouco disposta a se identificar, ela mostra ao pintor um colar de esmeraldas em forma de serpente que o faz tremer. A joia traz lembranças de um episódio, ocorrido há mais de 20 anos, que ele preferia ter esquecido por completo. É justamente sobre esses acontecimentos que a visitante quer conversar. Ela pretende pagar com o exótico colar qualquer informação que ele possa lhe dar. Sem aceitar o objeto, ele propõe à mulher outra forma de pagamento: se ele escrever tudo o que lembra, ela concordará em dizer quem é e o motivo do pedido. São as memórias de Joshua Pope que a escritora do Sri Lanka, radicada na Inglaterra, apresenta no thriller histórico A serpente no jardim.

Vinte anos antes, meses após perder a mulher e o filho em um acidente no Tâmisa, Joshua Pope foi contratado para pintar o retrato do casal de noivos Herbert Bentnick e Sabine Mercier. No verão de 1766, Pope partiu para a ampla propriedade de Bentnick, nos arredores de Londres. Nem bem a pintura foi iniciada, a morte de um homem desconhecido abalou a tranquilidade do lugar. Para aumentar a tensão, o colar mais estimado de Sabine desaparece logo depois dela tê-lo confiado ao retratista. Pope é acusado de ladrão por Bentnick. Só lhe resta uma alternativa: investigar o que realmente aconteceu para provar sua inocência.

Quanto mais informações reúne, mais a história complica-se. Pope descobre que um processo judicial está ligado ao colar. Sabine era casada com Charles Mercier e morava em Barbados, no Caribe, quando ganhou a joia. Após a morte do marido, ela toma conhecimento de que ele deixara a joia para uma filha que teve muitos anos antes. Revoltada, Sabine decide ignorar o testamento. A moça injustiçada contrata então advogados para ter não só o colar, mas a herança deixada pelo pai. Nesse meio-tempo, Jane e Herbert Bentnick viajam a Barbados e conhecem Sabine, renomada produtora de abacaxis. Durante a viagem, Jane adoece e morre. Sabine consola Bentnick. Quando decide retornar à Inglaterra, ele pede Sabine em casamento.

Na Inglaterra, Sabine deixa de lado o processo movido pela filha bastarda do antigo marido e concentra-se nos preparativos do casamento. O assunto, porém, volta à tona da pior maneira quando um homem é encontrado morto na estufa de seus amados abacaxis. Por meio de sua investigação, Joshua Pope descobre que se trata de um dos advogados contratados pela moça para reaver o colar que agora se encontra desaparecido. O retratista descobre também que a joia guarda uma maldição. Está montado o cenário ideal para uma história de suspense de tirar o fôlego, um quadro mais rico em nuances do que qualquer outro jamais imaginado por Joshua Pope, mas cujo mistério ele terá que desvendar.


A AUTORA Janet Gleeson nasceu no Sri Lanka, onde seu pai era plantador de chá. Formou-se em história da arte e, em 1991, ingressou na Reed Books, onde foi responsável pela idealização e redação de Miller’s Antiques & Collectibles. Já trabalhou em casas de leilão famosas, como a Sotheby’s, onde era responsável pelo departamento de pintura impressionista, e a Bonham’s. Trabalhou também, ainda no setor de antigüidades, em diversas revistas britânicas, como a House & Garden e a The Antiques Collector. Atualmente, ela vive em Londres.

Dela, a Rocco já publicou O arcano, O inventor de papel e A caixa de granadilho, seu primeiro romance.

LANÇAMENTO DA

terça-feira, 20 de julho de 2010

NOVIDADES

LIVRO DE 50 CENT
SAI PELA ROCCO
O rapper nova-iorquino
50 Cent, que está em
turnê pelo Brasil, também
poderá ser encontrado
nas livrarias de todo
o país a partir de agosto.
A 50ª lei, escrito pelo
rapper em parceria
com Robert Greene,
autor do bestseller
As 48 leis do poder,
chega às prateleiras
pela Rocco. O livro
é um guia para
o sucesso na vida
e nos negócios baseado
na trajetória de superação
de 50 Cent, que teve
uma infância pobre e
se envolveu com o
tráfico de drogas e a
criminalidade. O livro tem lançamento previsto
para agosto, pela
Editora Rocco.



PRÓXIMO LIVRO DE SILVIANO SANTIAGO
Já estão na Rocco os
originais do próximo
livro do escritor, professor, crítico literário e ensaísta
Silviano Santiago.
Três vezes vencedor do
Jabuti – com Em liberdade
(romance, 1982), Uma
história de família
(romance, 1993)
e Keith Jarret no
Blue Note (contos, 1997),
Silviano acaba de
receber o Prêmio
Governo de Minas
Gerais de Literatura
pelo conjunto de
sua obra. Seu romance
mais recente,
Heranças, recebeu
o Prêmio ABL de
Ficção 2009 e ficou
entre os finalistas do
Jabuti e do Portugal
Telecom. O novo livro,
uma coletânea de
contos intitulada
Anônimos, chega às
lojas em agosto,
elevando para
14 o número de
títulos do autor
publicados pela Rocco.



NO PRELO


A Lei,
John Grisham


Latitudes piratas,
Michael Crichton


Sudd,
Gabi Martínez

quarta-feira, 14 de julho de 2010

JOGOS VORAZES de Suzanne Collins


JOGOS VORAZES
de Suzanne Collins


Páginas:400


Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura, Jogos vorazes é o novo fenômeno da literatura jovem. Com um mote surpreendente, o livro, que está há mais de 85 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times e de outras publicações de prestígio dos EUA, ganhou elogios de Rick Riordan, Stephenie Meyer e outros formadores de opinião e rendeu à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time.

Ambientado num futuro sombrio, Jogos vorazes é pioneiro de uma tendência que vem ganhando força no mercado de best sellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos. Primeiro volume de uma trilogia, o livro narra uma luta mortal encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída sobre as ruínas de um lugar anteriormente conhecido como América do Norte. Com sua narrativa ágil e ousada, Jogos vorazes foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem atraindo leitores de diversas faixas etárias.

Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.

Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.

Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

A AUTORA
Suzanne Collins
nasceu nos Estados e vive com a família em Connecticut. Ela começou sua carreira escrevendo roteiros infantis para o canal Nickelodeon e atualmente trabalha no terceiro volume da série Jogos Vorazes.




LANÇAMENTO DA

ENTRE VIVOS E MORTOS de Amy Mackinnon


ENTRE VIVOS E MORTOS
de Amy Mackinnon


Páginas:256


Clara Marsh tem uma profissão no mínimo excêntrica. Ela é responsável por remover, transportar e melhorar a aparência de corpos mortos, preparando-os para o velório. Protegida por Linus, dono da Funerária Bartholomew, e pela sua esposa Alma Victorian, ela luta para dar sentido à vida e entender a complexa rede de sentimentos que une as pessoas. Este é o mote do romance Entre vivos e mortos, livro de estreia da norte-americana Amy Mackinnon. Com domínio narrativo surpreendente, a autora aborda com segurança e sensibilidade questões controversas e delicadas, como a convivência com a rotina da morte, a pedofilia e o maus-tratos a crianças e adolescentes.

Cética e presa a duras lembranças, a contida vida de Clara começa a mudar quando ela conhece Trecie, de apenas oito anos. Brincando no salão de um velório, a garota, abandonada, implora por carinho. A vida da garota, no entanto, parece estar cruelmente ligada à de outra garota, cujo corpo, abandonado na floresta e nunca identificado, ganhou o apelido de Flor sem nome. A retomada da investigação em torno deste caso traz à tona mais do que Clara gostaria de encarar – seus próprios fantasmas.

Escrito em primeira pessoa, Entre vivos e mortos traça o perfil da agente funerária Clara de modo contundente. Oscilando entre o passado e o presente, a autora revela aos poucos os paradoxos de sua existência, marcada por traumas de infância, que a levam a se identificar com as crianças que são vítimas de adultos perversos e inescrupulosos. Tudo o que ela deseja no fundo é protegê-las. Mas não se sente capacitada para tal tarefa.

No corpo e na alma de Clara convivem a frieza e o cálculo, indispensáveis na sua profissão, mas também a carência e a necessidade de entregar-se à vida, encarando-a de frente. E é este paradoxo, que mostra as fragilidades de uma mulher tentando o tempo todo negar seus sentimentos, que torna o romance de estréia de Amy Mackinnon extremamente envolvente, capaz de levar o leitor a lê-lo num só fôlego.

A AUTORA
AMY MACKINNON
mora em Boston, com marido e três filhos. Para saber mais sobre a autora, acesse www.amymackinnon.com .


LANÇAMENTO DA

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O TORCEDOR ACIDENTAL de Artur Xexéo


O TORCEDOR ACIDENTAL
de Artur Xexéo

Páginas:176


Espalhadas pela redação do diário carioca O Globo, diversas TVs ficam ligadas o dia inteiro e às vezes concentrando uma pequena plateia diante delas. Sem surpresa para ninguém, por ali as transmissões de jogos de futebol têm um dos ibopes mais altos. No entanto, o cronista Artur Xexéo, quatro Copas do Mundo no currículo, dificilmente vai ser encontrado nessas rodinhas de espectadores. Vai estar dois ou três televisores mais ao fundo da redação, totalmente vidrado numa trama de Gilberto Braga, nas táticas de guerra dos participantes do Big Brother Brasil ou, como não?, nos conflitos de Sally Field e sua grande família na série Brothers & Sisters.

É o olhar desse tricolor que, ainda de calças curtas, nos anos 1950, elegeu seu último grande ídolo no futebol há 50 anos, o goleiro Castilho, que o leitor vai encontrar em O torcedor acidental, livro que reúne, em 21 crônicas inéditas, memórias das andanças do cronista carioca durante suas quatro coberturas de Copa do Mundo (Estados Unidos, 1994; França, 1998; Coreia/Japão, 2002; e Alemanha, 2006). Como o próprio Xexéo ressalta (e o colunista esportivo Fernando Calazans testemunha no prefácio do livro), futebol é apenas o pano de fundo para suas coberturas do Campeonato Mundial de Futebol. Para usar uma palavra da moda, o cronista vai buscar a matéria-prima para seus textos na periferia dos palcos principais, longe dos fortes holofotes dos estádios.

Nas quatro Copas, Artur Xexéo bateu muita perna, caçando assuntos “estranhos” para abastecer suas crônicas para o Jornal do Brasil (1994 e 1998) e O Globo (2002 e 2006). Nunca voltou sem uma história, mesmo quando confinado, na Alemanha, num lugar onde nos 180 graus à sua frente só se viam morangos e, nos outros 180, aspargos. Tudo com aquela mistura de humor ferino e nostalgia que marca os textos do escritor. Também em O torcedor acidental, o leitor vai encontrar causos hilariantes como o da camareira marroquina cuja libido foi posta em ebulição por Luis Fernando Verissimo, uma visita a um castelo alugado por Gilberto Gil, o labirinto em que pode se transformar as ruas de uma cidade no Japão ou a vez em que Frank Sinatra pediu aflito a Xexéo que lhe apontasse o banheiro do estádio.

Outro trunfo deste segundo projeto editorial solo de Artur Xexéo – o primeiro foi uma biografia de Janete Clair – é revelar ao leitor um pouco do seu dia a dia e de seus colegas de equipe (na Alemanha, por exemplo, a delegação de O Globo contava 23 pessoas, entre repórteres, editores, colunistas e cronistas): “Seguir o circo da seleção brasileira na Copa do Mundo é levar vida de tartaruga. Você bota a casa nas costas e vai em frente.”

Lançamento mais do que oportuno, O torcedor acidental – título que alude ao bestseller de Anne Tyler O turista acidental, sobre um escritor de guias de viagens – reafirma todas as qualidades que fizeram de Artur Xexéo um dos cronistas mais admirados da imprensa brasileira.


O AUTOR
Artur Xexéo




Carioca nascido em 1951 no bairro da Urca e criado em Copacabana, o jornalista Artur Xexéo torce pelo Fluminense e pela escola de samba Vila Isabel. Trabalhou no Jornal do Brasil, nas revistas Veja e IstoÉ. Escreve no jornal O Globo há quase uma década, onde assina uma coluna de artes e cultura, além de colaborar com outros veículos de comunicação.


LANÇAMENTO DA






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quinta-feira, 24 de junho de 2010

FELICIDADE À PARTE de Lolly Winston


FELICIDADE À PARTE
de Lolly Winston


Páginas:320


Um caso extraconjugal é o fio condutor do livro Felicidade à parte, de Lolly Winston. Em seu segundo romance, a autora de Doce lamento mostra personagens que poderiam ser encontrados facilmente na vida real, imersos em uma narrativa envolvente que levanta uma série de questões relacionadas ao casamento e à vida a dois. Ao longo das páginas, os leitores testemunham o doloroso processo de três pessoas reconhecendo os próprios erros e buscando um modo de consertá-los.

Logo no primeiro capítulo, Elinor Mackey, uma advogada bem-sucedida, descobre que Ted, seu marido, tem um romance com Gina, professora de ginástica da academia onde ele se exercita. Chocada, ela fica sem saber o que fazer, até que decide surpreender Ted e a amante colocando-os frente a frente. Ele termina o caso, mas Elinor precisa de um tempo sozinha para refletir sobre sua vida e o que fazer dali em diante.

Emocionalmente exausta depois de três anos de tentativas de fertilização artificial, que resultaram em um aborto espontâneo, Elinor percebe que tanto sua vida pessoal quanto a profissional foram abaladas pelo esforço para engravidar. Aos poucos, ela foi se afastando do marido, que encontrou em Gina alguém que precisava dele e lhe dava o carinho e a atenção ausentes em seu casamento.

Paralelamente, vemos que a trajetória de Gina também não é das mais fáceis. Mãe solteira de Toby, um garoto de 10 anos, ela acumula relacionamentos malsucedidos, que incluem um ex-namorado alcoólatra e extremamente ciumento. Quando o filho começa a ter problemas na escola, ela pede a Ted que ajude o menino a entender algumas matérias. Incapaz de recusar o pedido da ex-amante, ele concorda, sem desconfiar que isso acabaria por reaproximá-los.

Os perfis psicológicos dos personagens de Felicidade à parte estão entre os trunfos da obra. Lolly Winston consegue fazer com que o trio de protagonistas conquiste a simpatia dos leitores, que ficam tão divididos quanto Ted diante das duas mulheres que ama.



A AUTORA
Lolly Winston
nasceu e foi criada na cidade de Hartford, no Connecticut. É mestra em Escrita Criativa pelo Sarah Lawrence College. Viveu no Havaí durante oito anos, onde trabalhou como copywriter. É jornalista freelancer e atualmente reside com o marido na Califórnia.

LANÇAMENTO DA

Novidades na ROCCO

BOOK TRAILER
DE PATRÍCIA
MELO

O book trailer do
mais novo lançamento
de Patrícia Melo,
Ladrão de cadáveres,
já está no ar no
You Tube. O vídeo
tem narração do
maestro John
Neschling. Confira aqui!



PRÊMIO PELO
CONJUNTO DA
OBRA
O escritor, professor
e crítico literário
Silviano Santiago é
o grande vencedor
do Prêmio Governo
de Minas Gerais de
Literatura, pelo
conjunto de sua
obra. Em sua
terceira edição, o
prêmio é uma
iniciativa do governo
do estado que inclui
também as categorias
ficção, poesia e jovem
escritor mineiro.

Três vezes vencedor do
Prêmio Jabuti – com
os livros Em liberdade
(romance, 1982), Uma
história de família
(romance, 1993) e
Keith Jarrett no Blue Note
(contos, 1997), todos
publicados pela Rocco,
Santiago é hoje um
dos nomes mais
respeitados da cena
literária brasileira e
um incansável e sempre
original analista das
identidades brasileira e
latino-americana. Seu
romance mais recente,
Heranças (2008), também
publicado pela Rocco,
recebeu o Prêmio ABL
de Ficção 2009 e ficou
entre os finalistas dos
prêmios Jabuti e
Portugal Telecom.




NO PRELO


Fordlândia,
Greg Grandin


Sudd,
Gabi Martínez


Fascinação,
William Boyd

quarta-feira, 23 de junho de 2010

FILHO DA GUERRA de Emmanuel Jal


FILHO DA GUERRA
de Emmanuel Jal


Páginas:296

No meio dos anos 1980, Emmanuel Jal era um garoto sudanês de 7 anos que vivia em uma pequena vila com sua mãe, pai e irmãos. Tinha uma vida simples, mas feliz, até que uma guerra civil explode em seu país e a vida que conhecia nunca mais foi a mesma. Filho da guerra apresenta a história real de um garoto que é forçado a abandonar a infância para lutar em uma guerra que não compreendia contada por ele próprio, Emmanuel Jal.

Jal Jok, como era chamado, após a morte da mãe e do distanciamento do pai, que se torna um influente comandante do Exército de Libertação do Povo do Sudão (ELPS), logo se vê junto com outros 10 mil meninos, conhecidos como os Meninos Perdidos do Sudão, abandonado no meio de um conflito insano, lutando em duas guerras civis por quase uma década sem nem mesmo entender as razões destes conflitos.

O pequeno órfão vive atrás de uma cortina de terror: para se salvar, entra em uma marcha pelo deserto rumo à Etiópia, passando pelos ossos de adultos e crianças que não sobreviveram à árdua viagem. Jal testemunha a morte de amigos e familiares e começa um duro treinamento para ser um soldado de verdade, em campos do próprio ELPS, onde esperava reencontrar seu pai.

O garoto de menos de 10 anos aprende a usar uma arma maior que si próprio, e logo entra em combate contra soldados e civis. Aprende a ser duro e inclemente, deixa a raiva e o ódio dominarem seus dias. E fica à mercê dos rumos da guerra, enfrentando, além dos inimigos, a fome e a incerteza.

Mas, obstinadamente, o menino perdido sobrevive e sua vida começa a mudar quando é adotado por uma voluntária britânica. Lentamente, começa uma nova jornada que o levaria à música e ao sucesso que o tornaria um cantor conhecido no mundo todo.

O livro mostra como Emmanuel conseguiu aplacar sua raiva e começar uma nova realidade para si mesmo. Chocante, inspirador e, antes de tudo, cheio de esperança, Filho da guerra é antes de mais nada um depoimento de um jovem único, determinado a contar sua história e assim trazer paz a sua terra natal.




O Autor

Emmanuel Jal nasceu no Sudão e conquistou o público internacional com a mensagem de paz e resistência de sua música. Em 2005, lançou o primeiro álbum, Gua, seguido por War child, em 2008. No mesmo ano, o documentário biográfico War child foi aclamado no Festival de Cinema de Berlim e recebeu o prêmio escolha da audiência no Festival de Cinema de Tribeca (Nova York). Jal é porta-voz da Anistia Internacional e da Oxfam e colabora com entidades de ajuda humanitária como a Unicef, o Programa Alimentar Mundial e a Christian Aid.



LANÇAMENTO DA

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O LIVRO DAS PERFÍDIAS PROFANAS de Elle Newmark


O LIVRO DAS PERFÍDIAS PROFANAS
de Elle Newmark

Páginas:368


Em um mundo de violência e intriga, quem é o guardião da verdade? O ano é 1498, o despertar da Renascença. Em Veneza, proliferam rumores sobre a existência de um livro antigo que guarda o segredo de um poder inimaginável, como receitas para criar ouro, tornar-se imortal e conquistar o amor eterno. Todos, ricos e pobres, especulam sobre os segredos que estão guardados nas páginas da relíquia e onde a obra poderia estar escondida na cidade. Alguns não economizam esforços para encontrar o livro; outros, no entanto, guardam o tesouro e estão dispostos a morrer para mantê-lo em segurança.

Enquanto uma tempestade de intriga e desejo assola a cidade, Luciano, orfão pobre, com talento nato para cometer pequenos furtos, é eleito protegido de um ilustre chef. Ele não entende o motivo, mas logo é contratado como aprendiz de cozinha no Palácio. Na luxuosa casa do homem mais poderoso de Veneza, ele ingressa no mundo rico e aromático do chef, com todos seus sedutores ingredientes e segredos.

A lealdade de Luciano a seus amigos da rua e sua paixão por Francesca permanecem, mas não demora muito para ele também ser envolvido pela histeria geral que toma conta da cidade. Depois que presencia um chocante assassinato na sala de jantar do Palácio, Luciano percebe que nada é o que parece e ninguém é confiável.

Munido de uma mente brilhante e uma curiosidade insaciável, Luciano embarca em uma perigosa jornada para descobrir a verdade. O que ele irá desvendar abrirá sua mente, inflamará seus desejos mais íntimos e deixará uma marca eterna em sua alma.

O livro das perfídias profanas deleita os sentidos ao falar de uma época definida pela efervescência intelectual e vibração artística. Luminoso e sedutor, o romance é um tributo ao fruto do conhecimento e àqueles que guardam sua chave.

A AUTORA
Elle Newmark

Ganhadora de diversos prêmios, Elle Newmark tem as viagens como inspiração para seus livros. Ela se embrenhou pelas florestas da Costa Rica para escrever The Cloud Forest e explorou a Índia em uma viagem de carro e elefante para produzir The Devil’s Wind. California, Estados Unidos, é sua casa. O livro das perfídias profanas é seu primeiro romance publicado pela Rocco.

LANÇAMENTO DA

terça-feira, 25 de maio de 2010

A ÚLTIMA IMPERATRIZ de Anchee Min


A ÚLTIMA IMPERATRIZ
de Anchee Min


Páginas:392


A trajetória de uma das mulheres mais odiadas da China continua a ser contada em A última imperatriz, de Anchee Min. Dessa vez, a autora de Imperatriz Orquídea mostra Tzu Hsi tendo que lidar com as intrigas do palácio enquanto governa um país em crise. Baseada em fatos e personagens reais, a obra é narrada em primeira pessoa e apresenta a protagonista como uma mulher sensível, que assume o poder relutantemente e faz inúmeros sacrifícios para proteger a quem ama e tentar salvar um império condenado à morte.

Para os chineses, o fim do século XIX foi uma época marcada por guerras e rebeliões, que culminaram no término da Dinastia Ch’ing. A única constante nesse período tumultuado foi o poder exercido por Tzu Hsi, a última imperatriz da Cidade Proibida. Com a morte do imperador Hsien Feng, ela assume o poder em nome de Tung Chi, filho dos dois e único herdeiro da Dinastia Ch’ing. Dessa forma, os leitores acompanham a transformação de uma jovem determinada, que conseguiu se tornar a concubina favorita do governante chinês, em uma sensata líder política, que comandou a China por mais de quatro décadas.

Além de conviver com uma série de intrigas políticas, Tzu Hsi se viu forçada a enfrentar, com um sorriso no rosto, homens e mulheres que lhe desejavam mal e, se pudessem, a matariam. Como se não bastassem os problemas trazidos pela ocupação do trono, a imperatriz teve uma grande perda na vida pessoal: a morte do filho, aos 19 anos, causada por uma doença venérea contraída com prostitutas. Como precisava de um outro herdeiro, ela adotou Tsai-t´ien, filho de uma de suas irmãs com o irmão mais novo de Hsien Feng. O jovem recebeu o nome imperial de Guang-hsu.

Quando Guang-hsu chegou à idade de assumir o poder, Tzu Hsi já sabia que ele era um fraco e seria necessário continuar no comando do governo, ainda que nos bastidores. Enquanto os leitores acompanham o modo de a imperatriz lidar com fatos históricos como a relação de amor e ódio com os japoneses, a Revolução Boxer e a perda de territórios como Taiwan, Coréia e Vietnam, Anchee Min desfaz a imagem de que Tzu Hsi seria uma assassina corrupta, cruel e com fome de poder.

A AUTORA
Anchee Min


Nascida em Xangai no ano de 1957, Anchee Min cresceu em meio à Revolução Cultural da China. Aos 17 anos, foi mandada para um trabalho coletivo no campo. Lá, foi recrutada por um caçador de talentos para o Estúdio de Cinema de Xangai, patrocinado pela primeira-dama Chiang Ching, sobre quem escreveria mais tarde em A construção de madame Mao. Ajudada pela atriz Joan Chen, Min imigrou para os Estados Unidos em 1984 e estudou no Instituto de Arte de Chicago. Red Azalear, seu livro de memórias, foi eleito o livro do ano pelo New York Times e teve os direitos de publicação vendidos para vinte países. Além de escritora, Min é fotógrafa, pintora e musicista. Atualmente, mora na Califórnia com o marido, Lloyd Lofthouse, e a filha, Lauryann.



LANÇAMENTO DA

domingo, 18 de abril de 2010

ROSEBUD de Pierre Assouline

ROSEBUD
de Pierre Assouline


Páginas:208


“O biógrafo é um comerciante de detalhes", afirma Pierre Assouline na introdução de Rosebud. O título é uma referência ao filme Cidadão Kane, de Orson Welles, uma espécie de cinebiografia do magnata da imprensa William Randolph Hearst, que expira nas telas apegando-se a uma lembrança escondida em sua infância. São esses pequenos detalhes que definem uma vida que Assouline vasculha nestes fragmentos de biografias, descrevendo personalidades tão diversas quanto o escritor e poeta inglês Rudyard Kipling e o prefeito da cidade de Eure-et-Loir, Jean Moulin, símbolo da resistência à ocupação nazista na França. Para Assouline, é nos pequenos detalhes "que se desenrola o essencial do teatro de sombras" de seus biografados. "Há mais de trinta anos que eu busco esse rosebud (botão de rosa) em todas as pessoas", revela.

O autor descreve a paixão de Kipling por automóveis e a dor do poeta ao ver seu filho desaparecer na Primeira Guerra Mundial, onde foi levado a combater por sua insistência e pelo peso do sobrenome; relata a ligação do fotógrafo Henri Cartier-Bresson com a pintura e o fascínio que um quadro de Goya exercia sobre ele; investiga a influência dos campos de trabalhos forçados, do tempo e da falta de raízes sobre a obra do poeta Paul Celán e o conteúdo dos bolsos do artista quando cometeu suicídio; revela os dois endereços em Paris onde as vidas e as obras do escritor Honoré de Balzac e do pintor Pablo Picasso se cruzam; e a obsessão do pintor Pierre Bonnard em espreitar seus próprios quadros, já expostos em museus, para retocá-los às escondidas – o artista considerava todos os seus trabalhos inacabados.

Ao longo do livro, Assouline também espalha detalhes de biografias de outros personagens, entre os quais o testamento de Orson Welles; o fascínio que Cidadão Kane exerce também sobre o escritor Carlos Fuentes e sobre o cineasta Steven Spielberg, que comprou o que acredita ser o “Rosebud” do filme; o abandono do escritor inglês John Le Carré pela mãe; a necessidade da escritora Marguerite Duras de arrumar a cama todas as manhãs, ou não conseguia trabalhar; e os últimos dias do dramaturgo Samuel Beckett, em Paris, quando só deixava seu quarto em um asilo para limpar a cozinha de um velho casal de músicos, amigos seus.

O casamento entre o príncipe Charles e a princesa Diana é descrito em um capítulo especialmente irônico, com o foco do autor voltado para os sapatos dos convidados reais – o ex-ministro David Owen, por exemplo, fere as regras da elegância britânica e os próprios pés ao estrear calçados novos, quando a etiqueta manda que os cavalheiros atribuam a um criado a tarefa de amaciá-los. Ainda durante a cerimônia, Assouline aponta pequenos sinais de decadência da aristocracia e os maus presságios, mais tarde confirmados, que marcaram a união.


O AUTOR
Pierre Assouline
O romancista, biógrafo e jornalista Pierre Assouline nasceu em 1953 em Casablanca, no Marrocos. Entre suas obras estão biografias como as do fotógrafo Henri Cartier-Bresson; do desenhista belga Hergé, criado do personagem Tintin; e do escritor Georges Simenon. Como jornalista, o autor foi o responsável pela revista Lire, colaborou com a revistga L'Histoire e com o jornal Le Nouvel Observateur e atualmente mantém um blog sobre literatura, La Republique des Livres, hospedado no portal do jornal Le Monde.

LANÇAMENTO DA

segunda-feira, 22 de março de 2010

O PEREGRINO NOS CINEMAS

Publicada no Brasil
pela Rocco, a série
de ficção científica
O Quarto Reinado,
assinada por John
Twelve Hawks, vai
ganhar as telas. A
adaptação do roteiro
está a cargo de Alex
Tse, corroteirista de
Watchmen. A trilogia,
que reúne os títulos
O peregrino, Rio escuro
e The golden city (este
último ainda não
lançado no Brasil),
mostra a sociedade
controlada por uma
irmandade chamada
A Grande Máquina,
à moda do clássico
1984, de George
Orwell, e a luta dos
peregrinos, o único
grupo capaz de
escapar do controle.

LANÇAMENTO

Domingo, 28 de
março, a partir das
16h, a psicanalista
e educadora Maria
Inez do Espírito
Santo lança Vasos
sagrados – Mitos
indígenas brasileiros
e o encontro com o
feminino, na Livraria
da Travessa, (Rua
Visconde de Pirajá,
572, Ipanema).

NO PRELO da ROCCO

NO PRELO
da ROCCO

Juliet, nua e crua,
de Nick Hornby


De A a X,
de John Berger


Fordlândia,
Greg Grandin

domingo, 14 de março de 2010

DUPLA CILADA PARA CROSS

DUPLA CILADA PARA CROSS
de James Patterson



Páginas:328


Um matador psicótico em busca de fama. Um genial assassino que trabalha sozinho. Todos os dois atrás de um único alvo: Alex Cross. Em Dupla cilada para Cross, novo livro do americano James Patterson, o leitor se reencontra com o psiquiatra e ex-agente do FBI, mais conhecido como Matador de Dragões, que protagoniza algumas das mais eletrizantes histórias criadas por Patterson.

Dessa vez, Cross está afastado das forças da lei, trabalhando em seu consultório e começando um novo namoro com a detetive Bree Stone. Mas esta vida pacata é completamente bagunçada com o surgimento de um novo assassino. Conhecido como DCAK, este criminoso se revela um antagonista de primeira. Anunciando suas mortes na internet, DCAK busca a fama e reconhecimento como um dos maiores serial killers que já existiu, ao mesmo tempo em que mostra um interesse pessoal por Alex Cross.

Meticuloso, inteligente e cruel, DCAK usa todos os recursos possíveis para chamar a atenção da mídia para seus terríveis crimes. E sua fixação doentia pelo psiquiatra e sua namorada força o fim da aposentadoria de Cross e o torna alvo de um outro assassino, Kyle Craig, o Estrategista.

Antigo colega de FBI de Cross, o Estrategista cumpria pena em uma prisão de segurança máxima no Colorado. Capturado por Cross, o ex-agente jurou vingança contra o psiquiatra e todos os outros que participaram de sua prisão. Após sete anos de preparação, o Estrategista consegue o impossível, escapar da cadeia. E parte em busca de retaliação contra aqueles que considera responsáveis por sua queda. Assim, sem aviso, Alex Cross encontra-se encurralado por dois mortais inimigos, tão inteligentes quanto ele, mas muito mais impiedosos.

James Patterson é indiscutivelmente um dos grandes nomes do gênero, com mais de 150 milhões de exemplares vendidos e traduzidos em 49 línguas. Alex Cross é sua genial criação e já apareceu em inúmeros romances. Em Dupla cilada para Cross, Patterson mostra mais uma vez por que os leitores o adoram e amam tanto o Matador de Dragões.

Com seu habitual talento, Patterson cria uma trama única, onde elementos do passado de Cross voltam para assombrá-lo. Sem deixar o ritmo cair, o autor coloca seu detetive em uma perseguição implacável, e deixa o leitor com a respiração presa enquanto tenta descobrir quem é o gato e quem é o rato neste jogo mortal.




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quarta-feira, 3 de março de 2010

JOGUE SUJO


JOGUE SUJO
de Sandra Brown

Páginas:432


Ao ouvir a proposta de Foster Speakman, Griff Burkett imagina que o empresário só pode estar fazendo uma piada de mau gosto. Speakman, porém, não parece estar brincando. Instalado no confortável escritório da mansão do dono da empresa aérea SunSouth, Burkett ouve com atenção todos os detalhes do plano do empresário, que vai direto ao ponto. Paraplégico desde um acidente de carro, Speakman pretende contratar Burkett para engravidar sua esposa, Laura. Tudo parece perfeito demais para ser verdade nessa história de obsessão e consequências mortais.

Burkett não consegue acreditar na possibilidade de resolver seus problemas financeiros pouco mais de 24 horas depois de ter deixado a prisão. Quando foi condenado a cinco anos de cadeia por envolver-se em apostas esportivas milionárias e trapacear o próprio time, dinheiro não era um problema. Considerado um dos melhores jogadores de futebol americano, Burkett tinha apartamentos, barcos e vários outros brinquedos de luxo. O dinheiro foi minguando à medida que multas e taxas de advogados precisaram ser pagas.

Ao deixar a prisão, a situação financeira de Burkett não era das melhores. A proposta de Speakman era tentadora: 100 mil dólares para aceitar a oferta e ficar em silêncio, mais 500 mil quando Laura ficasse grávida e um milhão a cada aniversário da criança. Quem poderia recusar? Engravidar a senhora Speakman estava longe de ser a única preocupação na cabeça do ex-jogador. No dia em que saiu da prisão, ele deparou-se com seu pior inimigo, Stanley Rodarte. Movido pelo desejo de vingança, Rodarte pretende de todas as formas incriminar Burkett pela morte do contador envolvido com as apostas que levaram o ex-jogador à cadeia.

A vida tranquila que poderia levar desfrutando o dinheiro oferecido pelos Speakman torna-se ainda mais inacessível quando Rodarte começa a perseguir todas as pessoas relacionadas a Burkett, desde uma velha amiga dos tempos de dinheiro farto até o filho de um jornalista esportivo que sonha em ser jogador profissional. A situação fica insustentável quando Rodarte descobre que Burkett está saindo com a esposa do bilionário paralítico. À medida que o relacionamento de Burkett e Laura deixa de ser meramente profissional, Rodarte aperta o cerco ao ex-jogador e a trama de Sandra Brown fica ainda mais instigante.

Jogue sujo é um dos 58 livros de Sandra Brown incluídos na lista de mais vendidos do jornal norte-americano The New York Times.

SANDRA BROWN FALA SOBRE O LIVRO




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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

NOVAMENTE FINALISTA NA “TERRINHA”

Considerada, hoje,
uma das vozes mais
importantes de nossa
literatura, com livros
mundo afora, Adriana
Lisboa consolida cada
vez mais seu nome no
cenário internacional.
A escritora carioca,
que já ganhou em
Portugal o Prêmio
José Saramago pelo
romance Sinfonia
em branco, é a
única brasileira
entre os finalistas
do Prêmio Literário
Casino de Povoa.
A autora está
concorrendo ao
prêmio de 20 mil
euros com seu último
romance, Rakushisha,
publicado no Brasil
pela Editora Rocco.