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quinta-feira, 19 de março de 2015

GALERIA ALMEIDA E DALE EXIBE OBRAS RARAS DE WILLYS DE CASTRO






Sobre o artista
De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 14h
Telefone: (11) 3882-7120/ 3051-2311



A mostra Willys de Castro – Múltipla Síntese traça o percurso do artista cult e multidisciplinar.



Willys de Castro, Estudo, óleo sobre tela, 35x35cm, 1974

A Galeria Almeida e Dale apresenta, de 26 de março a 30 de abril, a exposição Willys de Castro – Múltipla Síntese. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra reúne 35 obras de diferentes fases, revelando o percurso de um dos mais instigantes artistas brasileiros.
Willys de Castro vivenciou integralmente o ideal da vanguarda do pós-guerra, realizando uma verdadeira síntese das artes. Mais conhecido por seu trabalho em artes plásticas, trabalhou também com música, poesia, design, cenografia, figurino e, em todas essas atividades, teve uma produção de excelência.
A exposição pincela a multiplicidade do artista e reúne algumas obras raras, realizadas entre 1949 e 1952, nas quais a figuração se entrelaça em superposições de cores e ritmos geométricos. Apresenta ainda um conjunto de trabalhos realizados entre 1956 e 1958, nos quais o artista, em pleno envolvimento com o Concretismo, realiza obras de estrutura rigorosa, cores puras, planos ortogonais, efeitos óticos e proximidade com o design gráfico.
A criação dos Objetos Ativos marca o momento no qual Willys de Castro se destaca como um dos mais inovadores artistas brasileiros, e que atualmente desperta a atenção da crítica internacional por sua originalidade e ineditismo. Entre os Objetos Ativos apresentados na mostra, está a obra pertencente ao acervo do MASP – Museu de Arte de São Paulo, que, datada de 1959, é um dos mais impactantes trabalhos desse período.
Willys de Castro – Múltipla Síntese exibe também outras produções, como um cartaz-poema da década de 1960; estudos preparatórios, nos quais é possível acompanhar a complexidade do pensamento do artista; e a música Policromos, composta por Willys de Castro em 1951. Completam a exposição os Pluriobjetos, que o artista realizou em metal, nas décadas de 1970 e 1980, e que ampliaram as experiências propostas pelos Objetos ativos.
A melhor definição sobre os Objetos Ativos, que encarnam o conceito paradoxal de Múltipla Síntese, proposto pela curadora, foi dada pelo próprio artista e pode ser estendida a toda a sua obra:
“Tal obra, realizada com o espaço e seu acontecimento, ao penetrar no mundo, perturba-o e, pelo seu surgimento, deflagra uma torrente de fenômenos perceptivos e significantes, cheios de novas revelações, até então inéditas nesse mesmo espaço.(...) Contendo eventos dentro do seu próprio tempo – iniciados, transcorridos, findados, reiniciados etc. – e ali demonstrados clara, fluentemente e indefinidamente, ele inaugura-se no mundo como um instrumento de contar a si próprio.”

Formado em química, Willys de Castro (Uberlândia MG 1926 - São Paulo SP 1988) trabalhou como desenhista técnico e começou a pintar em 1948, já revelando interesse pela abstração. Em 1954, fundou, com Hercules Barsotti, o Estúdio de Projetos Gráficos, em que atuou intensamente por 10 anos e estabeleceu uma nova visualidade no design gráfico brasileiro. Trabalhou como figurinista e cenógrafo para o Teatro de Arena e Teatro Cultura Artístico, recebendo, em 1957, o prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais. Participou e atuou como barítono no movimento Ars Nova, dirigido pelo maestro Diogo Pacheco, que dedicava-se à revelação de uma música pouco conhecida – tanto clássica quanto contemporânea. Em 1957, num feito inédito, Willys de Castro produziu as partituras de verbalização para poemas concretos de Augusto e Haroldo de Campos, Ferreira Gullar e Décio Pignatari, apresentados pelo Ars Nova, no Teatro Brasileiro de Comédia, no 1o Recital de Poesia Concreta do país. Em 1958, filiou-se ao movimento neoconcreto carioca e surpreendeu o circuito de arte com seus Objetos Ativos que romperam a superfície bidimensional da tela como suporte para a pintura. Participou da mostra Konkrete Kunst, organizada por Max Bill, em Zurique, em 1960. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Desenho Industrial e da Galeria de Arte Novas Tendências, que reuniu os concretos paulistas, a partir de 1963. Entre 1966 e 1967, projetou estampas para tecelagem, e a partir dos anos setenta fez experiências com o metal e madeira, criando os Pluriobjetos.

WILLYS DE CASTRO  – Múltipla Síntese, na galeria Almeida e Dale
Visitação: De 27 de março a 30 de abril de 2015

Rua Caconde 152, 01425-010, São Paulo SP

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ e GALERIA ALMEIDA E DALE DOAM OBRAS

FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ e GALERIA ALMEIDA E DALE DOAM OBRAS PARA O MAR – MUSEU DE ARTE DO RIO DE JANEIRO                                     
Pelas mãos do Dr. Airton Queiroz, presidente da Fundação Edson Queiroz, instituição doou duas obras ao acervo do MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro. A entrega foi feita na sexta-feira, dia 12, durante coquetel no lounge da Minalba, na ArtRio 2014.  Os trabalhos, selecionados pelo curador e diretor do museu, Paulo Herkenhoff, são dos artistas Daniel Lannes (Galeria Luciano Caravello) e Sérvulo Esmeraldo (Galeria Max Perlingeiro).

Como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Fundação Edson Queiroz, no Ceará, construiu um amplo acervo de arte brasileira do século 20, com obras de artistas do porte de Eliseu Visconti, Lasar Segall, Alfredo Volpi, Antonio Bandeira, entre outros, que complementa, consolida e eleva o paradigma da rede de museus no Ceará, ao lado do Museu de Arte da Universidade do Ceará (1961) e do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (1999).

Ainda dentro do programa de doações da ArtRio 2014, os sócios Ana Dale, Carlos Dale e Antonio Almeida da galeria paulistana Almeida e Dale também anunciaram, durante a Art Rio, a doação de 5 obras ao MAR. As obras estavam na wish list do curador e diretor do museu, Paulo Herkenhoff.  São elas:

Artista: Wagner Malta Tavares / Galeria Marilia Razuk, São Paulo
Obra: Escultura em bronze niquelado

Artistas: Detanico Lain, Angela Detanico e Rafael Lain / Galeria Vermelho, São Paulo
Obra: Analema - Vinil adesivo,  365 cartões postais em caixa de acrílico, 2009

Artista: Paulo Pereira / Galeria Paulo Darzé, Salvador
Obra: Sem título, escultura em madeira pau d’arco e maracatiara, 2009

Artista: João Castilho / Galeria Zipper, São Paulo
Obra: Macaco Barrigudo - Fotografia série Zoo,  2014

Artista: Romy Pocztauruk / SIM Galeria, de Curitiba
Obra: Fotografia da série A última Aventura, realizada na Amazonia

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Últimos dias da exposição Volpi - A emoção da cor, na galeria Almeida e Dale


Mostra que retrata 50 anos da obra do artista fica em cartaz até o dia 29 de maio




Em Abril de 1944, Alfredo Volpi ( Lucca, Itália – 1896, São Paulo, SP – 1988) realizou sua primeira exposição individual na Galeria Itá, em São Paulo, com apresentação de Mário Schenberg. A mostra foi um sucesso e todas as obras vendidas, um feito excepcional na época, e por isso amplamente noticiado.

Setenta anos depois a Galeria Almeida e Dale inaugura, no dia 27 de Março, a exposição VOLPI - A Emoção da Cor, com curadoria de Denise Mattar. A mostra apresentará 80 obras, de diferentes fases, revelando o percurso de Alfredo Volpi, um mestre singular e um dos maiores artistas que o Brasil já produziu.

Na seleção, a curadora priorizou obras inéditas, sem deixar de mostrar alguns trabalhos emblemáticos do artista, e manteve o caráter didático que caracteriza suas montagens. Assim será possível ouvir depoimentos do próprio Volpi e ver imagens de sua longa vida. A mostra apresenta pinturas da década de 1920, quando o artista era considerado um impressionista, revê trabalhos dos anos 1930, período do Grupo Santa Helena, e enfatiza a produção dos anos 1940, fase de transição, na qual se delineia um novo caminho. O Volpi já pleno da década de 1950, época das “bandeirinhas”, evolui para o domínio total da cor e da forma na década de 1960, atingindo em 1970 o ápice nos processos de ritmo e permutação das cores.

Volpi começou como pintor de paredes e viveu praticamente toda a vida numa modesta casa do Cambuci, casado com Judite, a sua “deusa de ébano”, ao lado de muitos filhos adotivos.  Vem daí o mito de sua suposta ingenuidade. Ele de fato era tímido e não gostava de eventos sociais, mas acompanhava tudo à sua volta com olhos muito abertos e gulosos. Saboreava Giotto, Margueritone, Picasso, Cézanne e Dufy - mas seu preferido sempre foi Matisse. Conhecia tudo sobre técnica e usava a têmpera por opção. Fazer chassis, esticar telas e preparar as tintas era para ele parte do processo da pintura. Considerava pintar um trabalho árduo e trabalhava todos os dias. Sua sensibilidade artística era muito apurada e sua obra tem, em todas as fases, características originais e incomuns.

“Existe um equívoco em achar que a obra de Volpi só começa a ter importância nos anos 1950, quando é descoberto pelos concretistas”, diz a curadora Denise Mattar. “Muito antes disso seu trabalho já chamava a atenção. Em matéria de 1935, intitulada Volpi - O Wagner da pintura, escrevia o crítico Virgílio Maurício: ‘Sua pintura é ricamente construída, estranhamente disciplinada, sem nenhuma concessão ao brilho, ao malabarismo, ao virtuosismo e nem mesmo à fantasia. Arte pura, sem artifício(...) Planimetria perfeita, colorido justo, vibratibilidade, são os atributos que vivem na sua tela e que se prolongam em todos os outros trabalhos..’ Essa crítica, escrita sobre a obra figurativa de Volpi, bem poderia se referir aos trabalhos de anos muito posteriores demonstrando a coerência do artista. “

A obra de Volpi vem despertando paixões ao longo de décadas e sobre ele escreveram os mais importantes críticos e artistas brasileiros como: Paulo Mendes de Almeida, Mario Schenberg, Sérgio Milliet, Theon Spanudis, Mário Pedrosa, Willys de Castro, Murilo Mendes, Maria Eugenia Franco, Clarival do Prado Valladares, Flávio Motta, Décio Pignatari, Waldemar Cordeiro, Haroldo de Campos, Olívio Tavares de Araújo, Lorenzo Mammi, Rodrigo Naves, Paulo Pasta, Vanda Klabin, Sonia Salztein, Alberto Tassinari e Paulo Sérgio Duarte, entre outros.

A exposição tem o apoio do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, criado com o objetivo de mapear a obra do artista, hoje reunida num catalogue raisonné virtual.

Serviço

Volpi – A Emoção da Cor

Até 29 de maio

Galeria Almeida e Dale

R. Caconde, 152 - Jardim Paulista, São Paulo - SP

Tel.: 11 3887-7130

De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados das 10h às 14h. Entrada gratuita. Classificação livre.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Galeria Almeida e Dale apresenta exposição de Aldo Bonadei



                           


A galeria Almeida e Dale apresenta a exposição Aldo Bonadei (1906-1974), a partir de 8 de novembro. A mostra, em homenagem aos 40 anos de sua morte, reúne cerca de 30 trabalhos do artista entre óleos, colagens e tecidos, reunindo obras produzidas nas diferentes épocas de sua vida. Com curadoria de Denise Mattar, a exposição inclui uma cronologia ilustrada, poemas e textos do artista, objetos do seu atelier e suas músicas preferidas.
Aldo Bonadei foi uma personalidade rara entre os artistas paulistas. Participou do Grupo Santa Helena, formado por artistas como Francisco Rebolo Gonsales, Manoel Martinse Alfredo Volpi. Mas, apesar da afinidade com o grupo, sua produção é mais complexa, e seu estilo é inconfundível.
Suas paisagens urbanas registram, com certa nostalgia, uma São Paulo que crescia assombrosamente engolindo as paisagens bucólicas das bordas da cidade. Suas naturezas-mortas são composições construídas à maneira de Cézanne. Quase nunca registra a figura humana e seu olhar lírico cria poesia em todos os detalhes.
Ao mesmo tempo, poucos artistas brasileiros tiveram tão grande envolvimento com a pesquisa plástica, e a busca da inovação foi uma constante em sua trajetória. Seus primeiros trabalhos são quase acadêmicos, aos poucos as lições do cubismo foram por ele assimiladas numa expressão inteiramente pessoal, e de forma pioneira trilhou os caminhos da abstração. Na década de 1940, quando, no Brasil, havia uma absoluta rejeição à abstração, pintou as suas impressões musicais, transmitindo plasticamente suas sensações. Uma dessas pinturas será apresentada na exposição juntamente com a música que inspirou o artista a produzi-la.
Bonadei exercitou sua criatividade em várias áreas. Criou quadros-objetos incorporando diversos materiais, como bordados e costuras sobre tela, projetando experiências profissionais próprias, oriundas de seu grupo familiar, dedicado à costura e ao bordado. Fez gravuras utilizando processos inéditos de gravação. Mudou o suporte da pintura de forma inovadora eliminando a moldura. Pintou tecidos e criou padrões para a indústria. Fez projetos gráficos, criou cenários e figurinos para a Cia Nydia Lícia e para Walther Hugo Khoury. Escreveu poesias e considerações sobre os processos de criação plenas de lirismo.
Aldo Bonadei foi um artista atuante e participante. Junto ao Sindicato dos Artistas Plásticos, defendeu arduamente o reconhecimento da profissão. Expôs em várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna recebendo os mais importantes prêmios do certame. Participou da Bienal de São Paulo, representou o Brasil na XXVI Bienal de Veneza, expôs no Japão, Chile, Cuba e Paris e realizou exposições individuais nas mais importantes galerias da época como Domus e Bonfiglioli.
Todas essas facetas serão relembradas pela exposição, que segue em cartaz até dia 6 de dezembro. Segundo a curadora Denise Mattar “Esta exposição pretende resgatar a plenitude de Aldo Bonadei um artista que sabia harmonizar contradições produzindo uma obra densa, lírica, nostálgica, e ao mesmo tempo vibrante e sem estridência. Um trabalho que surpreende pela inovação e pela naturalidade com que ela brota do seu fazer artístico”.
Sobre Aldo Bonadei escreveram grandes críticos brasileiros como: Pietro Maria Bardi, Mario Schenberg, Walter Zanini, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Arnaldo Pedroso D’Horta, Lisbeth Rebolo, Emanoel Araújo, entre outros.

Serviço
Aldo Bonadei

Coquetel de abertura: quinta-feira, 7 
de novembro de 2013, das 19 h às 23 h
Período da exposição: de 8 de novembro a 6 de dezembro

Galeria Almeida e Dale
R. Caconde, 152 - Jardim Paulista, São Paulo - SP
Tel.: 11 3887-7130
De segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados das 10h às 13h
www.almeidaedale.com.br/