Com 10% menos de funcionários em sua equipe, a Folha de São Paulo e a Folha.com têm veiculado desde segunda-feira (14) grande volume de matérias assinadas por freelancers.
No momento em que este texto era fechado, a Folha.com, por exemplo, contava com aproximadamente 23 matérias assinadas por escritores autônomos, sendo uma do dia 14 e outra do dia 15; 11 textos no dia 16 e dez nesta quinta-feira (17). Entre o dia 1° e o dia 13 de novembro, não havia nenhuma matéria assinada por colaboradores publicada no site.
A maioria dos conteúdos se concentrava nas editorias de 'Cotidiano' e 'Ilustrada', as mais atingidas pelas dispensas da última sexta-feira (11).
Prêmio Esso
Em meio às demissões, três jornalistas da sucursal da Folha de São Paulo em Brasília - Andreza Matais, José Ernesto Credendio e Catia Seabra – permaneceram na empresa e foram premiados com o “Prêmio Esso de Jornalismo 2011” pela produção da reportagem “O patrimônio e as consultorias que derrubaram Pallocci”, publicada pelo jornal.
do Cimunique-se - Silvana Chaves
terça-feira, 22 de novembro de 2011
MIDIANEWS - Após demitir 40 jornalistas, Folha publica matérias de freelancers
terça-feira, 31 de maio de 2011
MIDIANEWS - Paulo Coelho pede: “Pirateiem meus livros”
Em artigo na Folha, Paulo Coelho pede: “Pirateiem meus livros”
Coelho acredita que as pessoas podem se interessar pelos livros se tiver acesso a alguma parte do conteúdo online.” Se gostou do começo, irá comprá-lo no dia seguinte - já que não há nada mais cansativo que ler longos textos em tela de computador”, escreveu.
O escritor também apresentou números de suas obras, para mostrar que mesmo com o acesso livre na web, os livros continuam a ser vendidos. “Hoje, mantenho o 'Pirate Coelho', colocando endereços (URLs) de livros meus que estão em sites de compartilhamento de arquivos. E minhas vendagens só fazem crescer - cerca de 140 milhões de exemplares no mundo”, afirmou.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Folha admite erro em declaração de Dilma Rousseff
A Folha de S. Paulo admitiu erro em transcrição de declaração dada pela pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A matéria foi publicada no último domingo (11/04).
“Em parte dos exemplares, foi publicado erroneamente que a pré-candidata do PT à Presidência disse, em evento em São Bernardo no último sábado: "Eu não fugi da luta e não deixei o Brasil". A declaração correta, publicada na maior parte dos exemplares, é: "Eu nunca fugi da luta ou me submeti. E, sobretudo, nunca abandonei o barco", diz o jornal, na seção Erramos desta quinta-feira (15/04).
A Folha também publicou uma carta no Painel do Leitor. Nela, a assessoria de Dilma pede a correção, pois a “informação errada deu margem a uma interpretação maliciosa do discurso”.
O erro provocou uma série de críticas à pré-candidata, pois a declaração foi interpretada como um ataque aos exilados durante o regime militar.
A ex-ministra já havia reclamado do erro em seu perfil no Twitter. “São equívocos como esse que provocam falsas polêmicas”, escreveu a ex-ministra.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O QUE É UMA VERGONHA MESMO, CARO BORIS !?
O Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes (Fenascom) entraram com três ações contra o jornalista Boris Casoy, sendo uma delas criminal. Em duas ações, a Band também é citada.
Contra jornalista e emissora, as entidades ingressaram com ações de reparação civil em nome dos dois garis, Francisco Gabriel e José Domingos de Melo, que após desejarem feliz ano novo ao final de uma reportagem, motivaram a declaração de Boris. A outra ação contra a empresa e o jornalista é de indenização por danos morais em favor de toda a categoria. A terceira ação, essa somente contra o apresentador, é por crime de preconceito. O valor do ressarcimento não foi estipulado pelo advogado, que deixou a decisão ao juiz que analisará o caso.
“A Fenascom já entrou com uma ação de indenização em prol dos mais de 350 mil trabalhadores que foram ofendidos. Agora vamos propor a ação criminal e de reparação civil aos dois garis”, explicou Francisco Larocca, advogado que cuida do caso.
No dia 31/12, em um vazamento de áudio durante o jornal, Boris disse que os garis apresentados em uma reportagem estavam “no mais baixo na escala de trabalho”. No dia seguinte o apresentador pediu desculpas ao vivo, mas o caso ganhou repercussão nacional.
Sobre a declaração do jornalista, Larocca diz que nunca viu um fato parecido. “De uma pessoa renomada e conhecida no meio jornalístico, é a primeira vez que vejo. Essa classe é bem reconhecida pela sociedade pelo serviço que presta, por isso nunca vimos uma ofensa assim”, declarou.
Leia também no COMUNIQUE-SE:
Sindicato vai entrar com ação civil pública contra Boris Casoy
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Memorial da Resistência promove debate sobre a 'ditabranda'
Na esteira da discussão sobre a relativização da ditadura militar aberta por editorial da Folha que classificou o período como uma “ditabranda”, o Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência promovem, no próximo sábado (18/04), o debate “O papel da mídia na democracia e durante a ditadura militar”.
A mesa será coordenada pelo jornalista e ex-preso político Alípio Freire. Os debatedores serão o jornalista e editor do site O Escrevinhador, Rodrigo Vianna, que saiu da Rede Globo por discordar do que chamou de cobertura tendenciosa da emissora na última eleição presidencial e hoje trabalha na Record; e a historiadora Beatriz Kishnir, autora do livro "Cães de Guarda", que tem como foco a atuação do Grupo Folha durante a ditadura militar.
O debate será das 14h às 17h30min, no Memorial da Resistência, que fica no Largo General Osório, 66, Luz, em São Paulo.
domingo, 12 de abril de 2009
Globo reclama de notícia publicada pela Folha
Depois de a Record reclamar de notícias veiculadas pela Folha de S. Paulo, o que iniciou uma batalha entre os dois veículos de comunicação, a Rede Globo, por meio de carta publicada ao Painel do Leitor nesta quinta-feira (09/04), afirma que o colunista Nelson de Sá noticiou “o que não aconteceu”.
“O colunista tem todo o direito de criticar o ‘JN’, mas não de noticiar o que não aconteceu”, diz a carta, assinada pelo diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel.
A notícia em questão afirma que o Jornal Nacional “volta a atacar Franklin (Martins, ministro da Comunicação Social e ex-funcionário da Globo)” por causa do episódio envolvendo o irmão do ministro Victor Martins e a distribuição de royalties de petróleo.
Segundo Kamel, “o ‘JN’ noticiou investigações da PF que envolvem o nome de Victor Martins, da ANP. Mas em nenhum momento mencionou o fato de que ele é irmão do ministro Franklin, por considerar que, até aqui, não há razão para isso”.
“O curioso é que a nota de Sá saiu na mesma página em que a Folha noticiou o mesmo caso, que mereceu o seguinte título na Primeira Página: ‘Irmão de Franklin lidera esquema de royalties, diz PF’. Não julgo nem critico a Folha, que segue seus próprios critérios editoriais. Mas estranho que Sá veja 'um ataque' que não houve no ‘JN’ e se omita em relação ao jornal em que escreve”, afirma Kamel.
Em resposta, publicada também no Painel do Leitor desta quinta-feira, o jornalista Nelson de Sá desmente o diretor da Globo, afirmando que o texto na reportagem do Jornal Nacional mostrava, "em letras grandes: 'Victor Martins está sendo investigado pela PF. Ele é diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP). É também irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins'".
terça-feira, 10 de março de 2009
Diretor da Folha assume que termo "ditabranda" foi um erro
O diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, assumiu que o jornal errou ao utilizar, em editorial publicado no dia 17/02, o termo “ditabranda” em referência ao regime militar brasileiro. A declaração foi publicada na edição de domingo (08/02), um dia após manifestação em frente à sede do diário.
"O uso da expressão 'ditabranda' em editorial de 17/02 passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis”, afirmou.
Entretanto, Frias Filho manteve a posição de considerar a ditadura militar brasileira “menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena - ou que a ditadura cubana, de esquerda”.
Cínicos e mentirosos
Sobre o tratamento dado aos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato, que foram tratados como cínicos e mentirosos em comentário da Redação publicado no Painel do Leitor, o diretor manteve o tom.
“Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam", criticou.
Manifestação
No sábado, cerca de 300 pessoas se reuniram em frente à sede da Folha para protestar contra o editorial e prestar solidariedade aos professores Benevides e Comparato. O público era formado, em sua maioria, por familiares de vítimas da ditadura, estudantes e sindicalistas ligados à CUT. A manifestação foi organizada pelo Movimento dos Sem-Mídia, do blogueiro Eduardo Guimarães.
