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terça-feira, 24 de março de 2015

Sesc São Paulo promove a 5ª edição do Nublu Jazz Festival





Evento acontece a partir de 26 de março (quinta-feira) nas unidades do Sesc Pompeia e São José dos Campos
Consolidado entre os amantes do jazzNUBLU JAZZ FESTIVAL chega a sua quinta edição. Neste ano, o Festival acontece nas unidades do Sesc Pompeia e São José do Camposa partir do dia 26 de março, e traz grandes nomes da música urbana (jazzsoulrap, hip hop
​ ​
R&B) internacional e nacional, como Tricky, Ilhan Ersahin’s Istanbul Sessions, Erik Truffaz, Zulumbi, entre outros.


Representando as origens do rap, Brian Jackson (parceiro de Gil Scott-Heron e diretor musical da Midnight Band) se apresenta pela primeira vez no Brasil ao lado do grupo brasileiro,Zulumbi, encabeçado por Lúcio Maia (Nação Zumbi), PG (Elo Da Corrente) e Rodrigo Brandão (conhecido como Gorila Urbano). No mesmo dia, o australiano Hiatus Kaiyote revela sua poesia envolta em soul e mostra porque foi indicado ao Grammy de melhor performance de R&B.

Ilhan Ersahin’s Istanbul Sessions e Erik Truffaz tocam juntos, trazendo a combinação doavant-jazz com elementos do rockhip hopindie e popJoshua RedmanAaron ParksMatt Penman e Greg Hutchinson formam o grupo James Farm, que mistura o jazz tradicional com as diversas influências de seus integrantes.

O excêntrico Chris Dave revela sua habilidade de adaptar-se a qualquer estilo musical, o que o tornou conhecido por redefinir o papel do baterista moderno. Já, o inovador Tricky transita dohip hop ao house, do jazz ao blues e do rock ao reggae. Tricky faz duas apresentações no Sesc Pompeia, em uma delas divide a noite com Chris Dave.

Mais uma vez o Nublu, fundado por Ilhan Ersahin (músico, empresário, compositor e ativista cultural) traz ao Brasil grandes nomes do cenário musical. Em 2014 o Nublu abriu o Studio 151, um lounge com residência de variados DJs, e esse ano abre nova sede, com mais espaço e um estúdio para gravação. A cada edição, o Festival vem se consolidando na cena paulistana por promover encontros inusitados entre artistas de vários países.

Os Dj's da festa soul funk “Talco Bells”, que acontece mensalmente no Cine Joia, Bruno TorturraElohim BarrosFilipe Luna e Guilherme Luna se revezarão nas pick ups na abertura e nos intervalos de cada noite do festival.

Sobre as apresentações

Hiatus Kaiyote (AUS)
Envolto em soul, misturando poesia e vários ritmos, a música de Hiatus Kaiyote tem uma personalidade própria. O quarteto, que já foi nomeado para um Grammy, esta prestes a lançar seu novo álbum: “Choose Your Weapon”, no dia 5 de maio, pelo selo Flying Buddah, da Sony Music Masterworks. O álbum leva os ouvintes a uma viagem por meio do ecossistema criado pelo grupo, dentro de sua própria paisagem sonora mini-cinemática. Este álbum é a sequência de seu primeiro e tão celebrado “Tawk Tomahawk” (2012).

Brian Jackson (EUA) + Zulumbi (BRA)
Brian Jackson (tecladista, flautista, cantor, compositor e produtor norte-americano) ficou conhecido por suas colaborações com Gil Scott-Heron nos anos 1970. Muito comum artistas do gênero buscarem engrossar o caldo do seu som ao “samplear” a música de Gil. Brian fez participações especiais em gravações e shows com muitos outros ícones do jazz (Ron Carter, George Benson) ao hip hop (Chuck D, Dead Prez), passando também pelo soul (Roy Ayers, Kool & The Gang).
O cantor se apresenta ao lado do grupo brasileiro Zulumbi, encabeçado por Lúcio Maia (Nação Zumbi), PG (Elo Da Corrente) e Rodrigo Brandão (vulgo Gorila Urbano). Zulumbi faz música afro-futurista e lançou seu elogiado álbum de estreia em 2014. Ao vivo, são acompanhados da tarimbada banda paulistana: Hurtmold (Marcos Gerez no baixo, Rogerio Martins na percussão + sax, Guilherme Granado nos sintetizadores, e M. Takara na bateria), em formação que se completa com o MC Munhoz. Sonoridade.​

Ilhan Ersahin's Istanbul Sessions (TUR) + Erik Truffaz (FRA)
Ilhan Ersahin’s Istanbul Sessions se prepara para revelar seu terceiro disco. Ersahin, fundador da Nublu Records e do renomado clube do East Village, novamente une o som do leste e do oeste para produzir algo novo e vital. O grupo combina riffs avant-jazz livres de Ersahin com as harmonias criadas pelos músicos turcos: Alp Ersonmez (baixista), Turgut Alp Bekoglu (baterista) e Izzet Kizil (percurssionista). “Nosso objetivo é tocar sobre o que vivemos e este álbum é uma espécie de explicação do que é a vida noturna em Istambul,” afirma Ersahin.

A parceria com Erik Truffaz é de longa data, os músicos trabalharam juntos no álbum “Ilhan Ersahin’s Istanbul Sessions com Erik Truffaz” (2010), que inclui os sucessos “Freedom”, “Bosphorus” e “Les Ottomans”. Entraram em turnê nos mais importantes festivais da Europa e recentemente colaboraram no projeto liderado pelo maestro de jazz nórdico, Bugge Wesseltoft.

Joshua Redman, Aaron Parks, Matt Penman e Greg Hutchinson: James Farm (EUA)
O grupo traz ao Brasil o show do álbum mais recente: “City Folk” (2014), com 10 composições autorais dos integrantes. “City Folk” utiliza a instrumentação acústica tradicional do quarteto e incorpora componentes como o clássico, o rock, a música ambiente e a eletrônica. O disco está disponível na nonesuch.com e iTunes.

Tricky (ING)
Um dos mais inventivos da música contemporânea, o inglês Tricky, faz o show de seu álbum mais recente: “Adrian Thaws” (2014). O álbum é um conjunto de músicas vibrantes e hipnotizantes que vão do hip hop ao house, do jazz ao blues e do rock ao reggae. Gravado no estúdio caseiro de Tricky em Londres, onde ele voltou a morar após quase duas décadas em Nova York, Los Angeles e Paris, conta com a participação dos colaboradores internacionais: Francesca Belmonte, Nneka, Mykki Blanco, Bella Gotti, Tirzah, Blue Daisy e Oh Land. Seu 11º álbum de carreira traz suas diversas influências e algumas faixas remetem ao aprendizado musical nos grupos “Wild Bunch” e “Massive Attack”, dos quais participou sob o pseudônimo “Tricky Kid”, antes de lançar sua carreira solo em 1995, com o álbum “Maxinquaye”.

Chris Dave (EUA)
Um dos bateristas mais inventivos do planeta, Chris Dave, deu a volta ao mundo algumas vezes tocando para e gravando com alguns dos icônes da indústria musical, como: Adele, Maxwell, D’Angelo, Beyoncé, Kenny Garrett, Terrence Blanchard, Wynton Marsalis, Pat Metheny, Donald Brown, MF Doom, Bilal, Me’shell N’Degeocello, Lalah Hathaway, Ledisi, Sonny Rollins, entre outros. Nascido em Houston, Texas, o baterista Chris Dave, também conhecido como Chris “Daddy” Dave, começou sua carreira musical no fim dos anos 80. Chris é um dos músicos mais reverenciados e requisitados de sua geração. Seu estilo excêntrico de tocar e sua habilidade de adaptar-se a qualquer gênero musical são a sua marca. Projetos incluem sua participação no novo disco de Adele 21 (2011), que concorreu ao Grammy e no disco “BLACKsummers’night” (2009) de Maxwell, que venceu o Grammy.


· Programação Sesc Pompeia

26 Março (quinta), às 21h30
Apresentação dos DJ’s às 20h30
Abertura com: Brian Jackson + Zulumbi
Hiatus Kaiyote

27 Março (sexta), às 21h30
Apresentação dos DJ’s às 20h30
Abertura com: Ilhan Ersahin's Istanbul Sessions + Erik Truffaz
Joshua Redman, Aaron Parks, Matt Penman e Greg Hutchinson: James Farm

28 Março (sábado), às 21h30
Apresentação dos DJ’s às 20h30
Abertura com: Chris Dave
Tricky

29 Março (domingo), às 19h
Tricky

*A ordem das apresentações pode sofrer alterações
*Apresentações dos DJ's ocorrem no início e no intervalo dos shows. Excepcionalmente, no dia 29 de março (domingo) não haverá apresentação dos DJ’s

SERVIÇO
Sesc Pompeia apresenta Nublu Jazz Festival
Dias 26, 27 e 28 de março, às 21h30; dia 29 de março, às 19h
Choperia
Ingressos: R$ 15,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 25,00 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 50,00 (inteira).
Venda online a partir de 18 de março, quarta-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 18 de março, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

Assessoria de Imprensa  Sesc Pompeia
Roberta Della Noce: (11) 3871-7740
Igor Cruz: (11) 3871-7776
Fernanda Porta Nova: (11) 3871-7720


· Programação Sesc São José dos Campos

26 Março (quinta), às 20h 
Apresentação dos DJ’s às 20h e às 22h
Abertura com: Chris Dave
Tricky

27 Março (sexta), às 20h 
Apresentação dos DJ’s às 20h e às 22h
Abertura com: Brian Jackson+ Zulumbi
Hiatus Kaiyote

28 Março (sábado), às 20h 
Apresentação dos DJ’s às 20h e às 22h
Abertura com: Ilhan Ersahin's Istanbul Sessions + Erik Truffaz
James Farm

SERVIÇO
Sesc São José dos Campos apresenta Nublu Jazz Festival
Dias 26, 27 e 28 de março, às 20h. Ginásio. 600 pessoas.
Ingressos: R$ 15,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 25,00 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 50,00 (inteira).
Venda online a partir de 18 de março, quarta-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 18 de março, quarta-feira, 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc São José dos Campos – Av. Adhemar de Barros, 999 – Jd. São Dimas

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/sjcampos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ARTISTA CURITIBANO REALIZA PERFORMANCE EM EXPOSIÇÃO DE MARINA ABRAMOVIĆ


Fernando Ribeiro é um dos oito artistas selecionados que, a partir de março, apresentam seus trabalhos ao lado da artista sérvia, no Sesc Pompeia, em São Paulo 
 
Durante os dois meses em que a exposição retrospectiva Terra Comunal – Marina Abramović + MAI, da artista sérvia Marina Abramović permanece em cartaz, no Sesc Pompéia, em São Paulo, o artista da performance Fernando Ribeiro, de Curitiba, assume a persona de um datilógrafo full time. De 11 de março a 10 de maio, ele poderá ser rastreado pelos visitantes da exposição pelo “tec-tec-tec” de sua máquina de escrever portátil, parceira inseparável com a qual vai, praticamente, “morar” nos diversos espaços ocupados pela mostra.
 
Fernando Ribeiro é um dos oito artistas brasileiros convidados por Marina Abramović para exibir seus trabalhos ao vivo, em espaços contíguos aos de sua própria mostra retrospectiva – a maior já realizada pela artista na América do Sul, e que inclui vídeos, registros de suas pesquisas com cristais brasileiros e instalações que retomam performances recentes como 512 Horas, apresentada na Galeria Serpentine, de Londres.
 
Os artistas nacionais foram escolhidos pela própria Marina, após uma seleção de portfólio, em janeiro de 2014. “Depois das conversas iniciais, ela pediu a cada artista três projetos no portfólio final. E, no meu caso, queria que O Datilógrafo fosse um deles”, conta o artista. O grupo também participa de workshops ministrados por Marina Abramović em uma imersão de cinco dias em um sítio, no início de março.
 
A escolha de Fernando Ribeiro para participar deste seleto grupo de artistas brasileiros não se deu ao acaso. Na última década, o curitibano ganhou reconhecimento como um dos promotores da divulgação, reflexão e discussão da performance art no Paraná. Além de seu próprio trabalho artístico, iniciado em 1999, o artista de 36 anos atua como curador da p.ARTE – Mostra de Performance Art, em parceria com Tissa Valverde. Criado em 2012, o evento realiza uma exibição mensal de performance art na Bicicletaria Cultural, no centro de Curitiba.
 
Este ano, Fernando se prepara para realizar mais uma curadoria para a Bienal Internacional de Curitiba, função que já havia assumido na edição anterior, em 2013. “A Bienal é a primeira a ter uma curadoria específica em performance art”, conta.
 
A performance
 “O Datilógrafo” teve sua primeira versão apresentada em 2009, no Sesc da Esquina. “Naquele momento, eu tinha uma interação direta com o público”, conta o artista. Desta vez, ele irá bater à máquina de terça-feira a domingo, oito horas por dia, sem se comunicar com ninguém. O que parece ser uma atividade introspectiva é, na verdade, a performance em que Fernando Ribeiro mais se se expõe – e olha que ele já se enrolou em plástico de PVC provocando estranhamento entre os transeuntes de ruas movimentadas (“Eu e o Público, 2011) e correu despido em direção a uma parede recém-pintada, para em seguida jogar-se em outra parede em branco (“Monotipando, 2002). “Vou me expor pela escrita, que será minha única forma de comunicação”, diz. As páginas com as reflexões do artista sobre a própria experiência serão colocadas em um recipiente transparente, à medida que forem sendo preenchidas, para serem lidas pelo público e, futuramente, publicadas.
 
Único artista sem espaço expositivo próprio, Fernando terá total liberdade para usar sua Remington 25 nos diversos espaços da exposição – das salas de Marina Abramovic ao banheiro. Com um trabalho calcado na exploração da ação, em um sentido amplo, desta vez o curitibano utiliza a escrita pela primeira vez como rastro de uma ação. “Paul Ricoeur dizia que compreendemos o tempo narrativamente”, conta o artista, que frequentemente flerta com a filosofia em suas performances.
 
Mas por que digitar à máquina, e não em um laptop, por exemplo? “A datilografia surge, em primeiro lugar, como um traço biográfico. Sou hábil datilógrafo, com três cursos e um estágio em uma escola de datilografia”, gaba-se. Mas, também pelo som das batidas ao teclado, que ativa a memória dos visitantes mais velhos e atiça a curiosidade dos mais jovens, acostumados a ouvir o mesmo barulhinho ao teclar mensagens no celular. A questão do erro, impossível de ser removido na datilografia, também interessa ao artista justamente porque deixa um rastro temporal. “O erro, aqueles ‘xxx’ sobrepostos às palavras, marcam a temporalidade do texto de forma explícita”, diz.
 
Trajetória
Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná (2002) e especialista em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal do Paraná (2010), Fernando Ribeiro iniciou seus estudos sobre a performance em 1999. Desde então, já apresentou seus trabalhos em diversos festivais e exposições do país e do exterior, entre eles: O Corpo na Cidade: performance em Curitiba, 2009; Performa Paço – São Paulo, 2011; Direct Action 2011 – Berlim, Hannover e Londres, 2011; Urbe-Brote Urbano – Buenos Aires, 2011; Defibrillator Performance Art Gallery – Chicago, 2012; Mobius Inc – Boston, 2012; Grace Exhibition Space – Nova York, 2012; Miami Performance International Festival – Miami, 2013; e II Mostra de Arte Performática do Sesc Paço da Liberdade, 2014.
 
Mais informações sobre o artista:
 
 
Serviço:  
Terra Comunal - Marina Abramović + MAI
Local: Sesc São Paulo – unidade Pompeia (Rua Clélia, 93)
Data: 11 de março a 10 de maio de 2015
Horários: terça a sábado, das 10h às 21h, e domingo, das 10h às 18h
Classificação indicativa: não recomendado para menos de 12 anos
Entrada gratuita
  

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014