Mostrando postagens com marcador Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de março de 2011

Exposições - Flora do Sertão


Programa Acervo Aberto expõe a obra "Flora do Sertão", da artista visual carioca Brígida Baltar



O programa Acervo Aberto, do Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108), vai expor a obra intitulada "Flora do Sertão", da artista visual carioca Brígida Baltar, no período de 15 de março a 17 de abril próximo, em Fortaleza. Com entrada franca, o Acervo Aberto exibe ao público obras pertencentes ao acervo artístico do Banco do Nordeste.

Brígida Baltar conheceu o sertão nordestino em janeiro de 2008, quando participou do projeto Sertão Contemporâneo, convidada pelo curador Marcelo Campos. Inicialmente os dois chegaram a Juazeiro do Norte, no Ceará, e de lá foram até a cidade de Exu, sertão de Pernambuco. Nessa travessia escreveram, fotografaram, fizeram vídeos e desenhos.

A partir dos tijolos encontrados nas olarias populares, Brígida Baltar fez sua obra "Flora do Sertão", onde desenhou as plantas da aridez com o pó de tijolo e armazenou a terra da região em caixas de madeira. Nas caixas, os nomes surgem carimbados: Lagoa Seca, Brejo Santo, Vale do Cariri, Serra Talhada e Serra do Araripe.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Artista recifense José Patrício lança livro "Cogitações sobre o Número"






O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) lançará o livro "José Patrício: Cogitações sobre o Número", na próxima quarta-feira, 29, às 19 horas, com entrada franca. Segundo José Patrício, a publicação é um livro de "meio de carreira", que se propõe a fazer um balanço sobre a sua obra pelo curador e crítico de arte Paulo Herkenhoff.

O lançamento do livro acontece um dia antes do encerramento da exposição "José Patrício: o Número", em cartaz no CCBNB-Fortaleza desde o dia 10 de agosto até o próximo dia 30 (quinta-feira). O conteúdo do livro pode ser encontrado no seguinte link na Internet: http://www.4shared.com/document/x-DHz0Ka/Jos_Patrcio_Cogitaes_Sobre_o_N.html .

O livro apresenta também um conjunto de observações do artista pernambucano José Patrício sobre o desenvolvimento do seu trabalho, extraído de conversa com Paulo Herkenhoff, realizada em junho deste ano, no curso da preparação da exposição e do livro para o Centro Cultural Banco do Nordeste. O artista e o curador participarão, no CCBNB-Fortaleza, de uma troca de ideias com o público na data do lançamento do livro (quarta, 29, às 19h).

Na obra, José Patrício oferece um exemplo interessante das respostas insólitas em que se manifesta a inclinação construtiva na arte do Brasil. Ele começou com composições geométricas de diferentes elementos seriados.

Sua pesquisa com objetos obtidos da realidade levou-o às peças de dominó. Esse jogo tornou-se um material com muitas possibilidades que ele tem explorado há tempos em suas instalações. As instalações de Patrício com os dominós têm um aspecto formal e construtivo e outro conceitual.

O artista cria bonitas e sugestivas composições, às vezes com efeitos óticos, valendo-se das configurações que são estabelecidas pelos pontos nas pedras, pelas diferentes cores e materiais das mesmas, e pela estrutura serial.

Os procedimentos para a construção da obra são regidos por uma lógica aritmética determinista, por uma ordem expressa, cujo resultado final depende da aventura representada pela intervenção do acaso, sendo definido no momento mesmo da montagem das peças com suas variáveis numéricas e cromáticas.

A edição do livro é bilíngue (português e inglês), com reprodução fotográfica de 142 obras, com texto de Paulo Herkenhoff, projeto gráfico da Zot Design, produção da Imago Escritório de Arte e edição da Editora Cobogó.

Características do livro: 260 páginas, formato aberto 540 x 250mm, formato fechado 270 x 250mm, capa dura, impressão quatro cores, papel fosco 150g/m2, impresso na gráfica Santa Marta da Paraíba.



José Patrício - trajetória artística

José Patrício nasceu no Recife em 1960. Formou-se em Ciências Sociais na Universidade Federal de Pernambuco em 1982. Estudou na Escolinha de Arte do Recife de 1976 a 1980. Vive e trabalha no Recife.

A primeira exposição coletiva foi em 1976, no IV Salão dos Novos no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. Em 1982, recebeu o Prêmio Aquisitivo e Prêmio Artista Pernambucano Mais Promissor no 38o Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco. Em 1983, fez sua primeira exposição individual na Oficina Guaianases de Gravura, em Olinda.

Nesses mais de trinta anos de trabalho vem participando de exposições individuais e coletivas em instituições no Brasil e no exterior. Entre as mostras individuais estão a do Museu de Arte Moderna da Bahia em Salvador, do Paço das Artes em São Paulo, do Paço Imperial no Rio de Janeiro, do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães no Recife, do Pharos Centre for Contemporary Art, em Nicósia, no Chipre, do Projeto Octógono Arte Contemporânea na Pinacoteca do Estado de São Paulo, da Abbaye de Sylvacane, em Aix-en-Provence, na França.

Entre as mostras coletivas estão a 22ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1994, o Panorama da Arte Brasileira - Museo de Arte del Banco de la República de Bogotá, na Colômbia; Arte pela Amazônia, na Fundação Bienal de São Paulo, Brasil Arte Contemporânea, na ARCO 2008 em Madrid, LO[S] CINÉTICO[S], no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, Novas aquisições 2006/2007 na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM Rio de Janeiro, Abrigo Poético - Diálogos com Lygia Clark, no MAC Niterói, e Contemporary Brazilian Art, no Espasso Design Gallery, em Nova York.

As obras de José Patrício integram as seguintes coleções de arte: Fondation Cartier pour L'Art Contemporain, em Paris, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, no Recife, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, em Olinda, Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, Fundação Nacional de Arte - Funarte, no Rio de Janeiro, Museu do Estado de Pernambuco, no Recife, Museu de Arte Assis Chateaubriand, em Campina Grande, Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, Banco Itaú S.A., Coleção Marcantonio Villaça, Coleção Gilberto Chateaubriand / Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, Coleção João Sattamini / Museu de Arte Contemporânea de Niterói no RJ.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Etnomusicologia, o estudo da música como cultura, é tema de curso gratuito de apreciação de arte

o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) realizará um curso de apreciação de arte sobre Etnomusicologia, a ser ministrado pelo professor Schicco Sales, no período de 08 (próxima quarta-feira) a 10 (sexta-feira), no período de 14h às 18h. As inscrições gratuitas estão abertas até o dia 8, na recepção do CCBNB-Fortaleza.

A etnomusicologia [proveniente do grego ethnos (nação) e mousike (música)] é o estudo da música em seu contexto cultural, mais precisamente o estudo da música como cultura. O interesse por este tema surgiu no final do século XIX e início do século XX, sob o nome de 'musicologia comparativa'. Muitos estudiosos consideram que o seu surgimento deu-se graças à invenção do fonógrafo, em 1877, por Thomas Edison.

O objetivo do curso é trazer ao público participante um outro conceito de como ouvir, examinar e entender a música sob um ponto de vista étnico, antropológico, histórico e cultural, através da abordagem dos vários aspectos que envolvem o fazer musical nas mais diversas culturas. No curso, serão apresentados painéis divididos em vários módulos com a apresentação de textos, temas sonoros, vídeos e uma visão panorâmica da história da música.

O programa do curso contempla, no primeiro dia (quarta-feira, dia 8), os seguintes tópicos: a etnomusicologia como disciplina, a música na antiguidade, as civilizações antigas, a música medieval e demais períodos da história da música. No segundo dia (quinta-feira, dia 9): a natureza do som, cultura e música, música e meio ambiente, e tradição e cultura popular; e no terceiro dia (sexta-feira, dia 10): estruturas musicais, etnomusicologia aplicada, a etnomusicologia no Brasil e World Music - a globalização das sonoridades.

O professor do curso, Schicco Sales, é arquiteto graduado pela Universidade Bennett, no Rio de Janeiro. É também um músico e musicólogo que tem dedicado toda a sua vida à pesquisa musical, focando desde a música dos diversos povos do mundo, a partir da sua essência original, sua história, até as últimas tendências da música universal.

Schicco Sales tem atuado nas áreas de gravação e produção musical, programas de rádio, trilhas sonoras para balés e organização/curadoria de festivais de música regional e internacional. Nos últimos anos tem se dedicado ao estudo da História Geral da Música e da Etnomusicologia.