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terça-feira, 29 de julho de 2014

A escrita virtual na adolescência

Nadia e Alencar, segue divulgação
Obra aborda a escrita dos adolescentes no universo virtual

“Os blogs ocuparam o lugar do diário íntimo”, afirma a pesquisadora Nádia Laguárdia de Lima no livro A escrita virtual na adolescência: uma leitura psicanalítica. A obra será lançada no próximo sábado, dia 2 de agosto, pela Editora UFMG na Livraria Quixote, em Belo Horizonte.
Professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, Nádia Laguárdia demonstra o alcance do diário íntimo e consequentemente da escrita como recurso simbólico para abordagens de várias questões próprias da puberdade.
Lançamento:




 
A escrita virtual na adolescência: uma leitura psicanalítica
Autora: Nádia Laguárdia de Lima
02 de agosto de 2014
Sábado | Das 11 às 14 horas
Quixote Livraria & Café
Rua Fernandes Tourinho, 274 – Savassi | BH –MG
Informações: 31-3277-3077

domingo, 8 de junho de 2014

Tango A música de uma cidade de Mauro Mendes Braga



TangoA música de uma cidadede Mauro Mendes Braga


Coleção: Humanitas
2014. 500p. 
Dimensão: 22,5 x 15,5
Peso:730 gramas

Este livro traz uma visão panorâmica do nascimento e desenvolvimento do tango e de sua íntima relação com a cidade de Buenos Aires. Apresentam-se as diferentes etapas de evolução do tango, bem como breves histórias de seus personagens e canções mais destacados. O texto, direcionado ao público brasileiro, aborda também o impacto que o tango teve no Brasil e sugere temas e gravações para uma pequena discoteca do gênero.

 Música triste de uma cidade

Obra de Mauro Braga conta a história do tango, mostrando como o gênero está identificado com Buenos Aires

por Itamar Rigueira Jr.


 O bandoneon, instrumento de origem alemã e sacra, chegou à Argentina no quarto final do século 19 e foi incorporado ao tango por volta de 1910. Incapaz de acompanhar o ritmo vivaz dos primórdios da música portenha – quando lembrava o choro brasileiro –, o bandoneon associou-se à nostalgia dos imigrantes italianos, dotando o tango de sua alma melancólica. Essa e outras histórias encontram-se no livro Tango – a música de uma cidade, que a Editora UFMG lançou na semana passada em Belo Horizonte.
Fruto de trabalho – movido por paixão que vem da infância – do professor Mauro Braga, aposentado do Departamento de Química da UFMG, o livro conta a história do tango desde o início do século 20 até por volta dos anos 1970. O autor dedica boa parte do texto a mostrar por que o ritmo é considerado essencialmente portenho, nascido nos conventillos (espécie de cortiços) de Buenos Aires e marcado por um idioma próprio, o lunfardo, resultado da mescla de culturas que caracterizou a capital argentina no começo do século 20.
O livro aborda a origem negra do tango, relacionada ao grande contingente de negros que habitou Buenos Aires e Montevidéu por mais de 200 anos. Candombe e milonga, ritmos negros, foram se transformando e incorporando contribuições de italianos e criollos. A alma melancólica do gênero se consolida com o aparecimento do tango-canção, em 1917, ou seja, as canções que contavam uma história triste.
Mi noche triste, de Samuel Castriota e Pascual Contursi, – cuja letra foi escrita por Contursi sem o conhecimento do autor da música – é unanimemente considerada a primeira dessas canções e foi também o primeiro tango gravado por Carlos Gardel. O tango foi se tornando uma música triste, fortemente ancorada na vida da cidade. Muitos anos depois, o músico Osvaldo Pugliese chegou a defini-lo como “o livro de queixas do arrabal portenho”.

Sucesso em Paris

A pesquisa que construiu Tango – a música de uma cidade incluiu várias incursões a Buenos Aires – uma das temporadas durou três meses – e a leitura de mais de cem obras. O livro mostra ainda que o tango, originalmente música de prostíbulos e dos conventillos, foi levado por jovens de classe alta para os bordéis de luxo da cidade e, logo em seguida, para Paris.
“O sucesso do tango em Paris alimentou a absorção do gênero pelas classes abastadas, desejosas da sofisticação que o gosto francês conferia”, diz Mauro Braga, que descreve em seu livro as etapas, com duração de aproximadamente duas décadas, em que se divide parte da história do tango, desde 1880: as Guardias Primitiva, Vieja, Nueva e del 40.
O texto segue até o reinado de Astor ­Piazzolla, figura “exótica e enigmática”, que chegou a imaginar que preferia o jazz e o piano à combinação do tango com o bandoneon. Após uma temporada de estudos em Paris, entretanto, concluiu que sua vida estava no tango e no bandoneon. Como disseram dois de seus biógrafos, “Piazzolla percebeu que a sombra que queria deixar para trás era a sua”.
O livro aborda apenas superficialmente o desenvolvimento do tango após 1980, mas Mauro Braga garante que o estilo tem presença muito forte ainda hoje em Buenos Aires. “Mantém-se como aspecto importante a releitura de temas antigos, o que foi acentuado pelo aparecimento de notáveis cantoras, nos anos de transição do século 20 para o 21. Mas novos valores estão aportando ao gênero contribuições que o enriquecem”, afirma Mauro Braga, que produz e apresenta o programa Compasso Latino, na Rádio UFMG Educativa.

Na parte final da obra, há um capítulo dedicado aos poetas do tango – entre os quais se destacam Catullo Castillo, Enrique Cadícamo, Enrique Discépolo, Alfredo Le Pera, Homero Manzi, Homero Exposito, Eladia Blazquez e Horacio Ferer – e outro que relaciona cem tangos considerados pelo autor essenciais a uma discoteca. Devoto também do bolero e da música cubana, que ouvia junto com a música portenha nas eletrolas da família, Mauro diz que escolheu o ritmo para começar porque sente falta de obras sobre o tema em português e porque lhe pareceu mais viável a pesquisa. E, embora inicie sua obra ressaltando a “ousadia” da empreitada – “não sou historiador, nunca estudei literatura e nem sei distinguir uma nota musical de outra” –, admite que poderá se “aventurar” outras vezes a escrever sobre sua paixão pela música latina. 


LANÇAMENTO DA
 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Latina essentĭa Preparação ao latim de Antônio Martinez de Rezende

Latina essentĭa

Preparação ao latim

de Antônio Martinez de Rezende

Coleção: Aprender
2013. 5ª edição revista.187 


 Dimensão: 23,5 X 18,5 X 1,1
Peso: 400 gramas





Os romanos diziam que os deuses favorecem aos que ousam. Este livro, em sua 5ª edição revista e aumentada, continua sendo uma proposta de ajuda aos que pretendem a ousada aventura de iniciar-se no latim.

Latina essentĭa- Preparação ao latim -Este livro é o início de um projeto de passagem para aqueles que pretendem caminhar ao universo da língua latina. Procurando ficar longe dos terríveis preconceitos, das enfadonhas exceções e da desnecessária “gramatiquice”, apresentam-se de forma gradativa e simplificada a teoria gramatical, os exercícios e o vocabulário. No entanto, não é uma obra do tipo “aprenda sozinho”. O professor, a sala de aula, enfim, o ambiente da escola é absolutamente imprescindível. O estudo da língua latina, além de ampliar as possibilidades de interlocução com uma cultura antiga, é, sobretudo, exercício de criatividade que se atualiza na descoberta da reinvenção, pois nos é permitido reinventar o passado, tal como reinventamos o presente. Uma obra, um texto em latim é sempre um convite, há dois mil anos, ou mais, permanentemente novo; um convite à sensibilidade, ao diálogo, ao reencontro dos homens no mundo em dimensão transtemporal.

O LIVRO
Enquanto a criatividade humana privilegiar a inteligência das línguas, haverá espaço para o latim. O estudo da língua latina, além de ampliar as possibilidades de interlocução com uma cultura antiga, é, sobretudo, exercício de criatividade que se atualiza na descoberta da reinvenção, pois nos é permitido reinventar o passado, tal como reinventamos o presente. Uma obra, um texto em latim é sempre um convite, há dois mil anos, ou mais, permanentemente novo; um convite à sensibilidade, ao diálogo, ao reencontro dos homens no mundo em dimensão transtemporal. Este livro é o início de um projeto de passagem para aqueles que pretendem caminhar ao universo da língua latina. Procurando ficar longe dos terríveis preconceitos, das enfadonhas exceções e da desnecessária “gramatiquice”, apresentam-se de forma gradativa e simplificada a teoria gramatical, os exercícios e o vocabulário. No entanto, não é uma obra do tipo “aprenda sozinho”. O professor, a sala de aula, enfim, o ambiente da escola é absolutamente imprescindível. 




LANÇAMENTO DA




 


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Estradas da Vida Estradas da Vida Terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais de Eduardo Magalhães Ribeiro


Estradas da Vida Estradas da Vida

Terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais

de Eduardo Magalhães Ribeiro


Coleção: Humanitas
2013. 348 p.
Dimensão: 22,5 X 15,5 X 1,9


Este livro analisa a história do trabalho e da terra nos vales dos rios Jequitinhonha e Mucuri, nordeste de Minas Gerais, entre os começos do século XIX e meados do XX. Nesse período, os recursos da Mata Atlântica nortearam a trajetória de índios, aventureiros, camponeses, deserdados, agregados e fazendeiros, que deixaram para trás terras perdidas ou esgotadas e seguiram a estrada da fronteira agrícola em busca de abundância, riqueza e liberdade.Os deslocamentos de lavradores para abrir matas, a guerra aos índios e as relações entre fazendeiros e agregados fizeram parte dessa aventura, que permaneceu viva nas lembranças do aldeamento, da posse e da fazenda. A Editora UFMG acaba de lançar o livro Estradas da vida - terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais, de autoria do professor da UFMG Eduardo Magalhães Ribeiro.
O livro analisa a história do trabalho e da terra nos vales dos rios Jequitinhonha e Mucuri, Nordeste de Minas Gerais, entre o começo do século XIX e meados do século XX. Nesse período, os recursos da Mata Atlântica atraíram índios, aventureiros, camponeses, deserdados, agregados e fazendeiros. Essas pessoas deixavam para trás terras perdidas ou esgotadas e seguiam a estrada da fronteira agrícola em busca de abundância, riqueza e liberdade.
Os deslocamentos de lavradores para abrir matas, a guerra aos índios e as relações entre fazendeiros e agregados fizeram parte dessa aventura, que permaneceu viva nas lembranças do aldeamento, da posse e da fazenda.
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O AUTOR
Eduardo Magalhães Ribeiro, mineiro de Teófilo Otoni, é economista pela UFMG, mestre e doutor pela Unicamp. Atualmente, é professor do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, pesquisador da Fapemig e do CNPq.


Foz dos rios Jequitinhonha - Doce - São Francisco 

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sábado, 27 de julho de 2013

Intermidialidade e Estudos Interartes Desafios da arte contemporânea Thais Flores Nogueira Diniz (Org.)

Intermidialidade e Estudos Interartes

Desafios da arte contemporânea

Thais Flores Nogueira Diniz (Org.)



Coleção: Humanitas
2013. 152 p.
Dimensão: 22,3 X 15,5 X 0,9
Peso: 240 gramas

São raras no Brasil publicações envolvendo questões teóricas, essenciais ao embasamento dos estudos interartes, e, mais ainda, textos voltados para os estudos de intermidialidade que, sem descartar análises de obras canônicas, contemplam produções contemporâneas, de caráter estético às vezes questionado. Este livro visa preencher essa lacuna, oferecendo uma seleção de textos de difícil acesso, traduzidos por integrantes do grupo de pesquisa Intermídia: Estudos sobre a Intermidialidade, que abordam, além do próprio conceito de intermidialidade e sua relação com os estudos literários, outras noções cruciais, tais como: remediação, picturalidade, transescritura e relações músico-literárias. Escreve Solange Ribeiro de Oliveira.


Colocando um pouco mais de lenhas na fogueira e ressaltando a importância do lançamento deste livro pela UFMG, transcrevemos aqui um trecho do texto de Claus Clüver da Indiana University - (...)
O adjetivo intermedial ainda soa estranho em inglês e se associa ao termo intermedia, utilizado em círculos especializados com significado bem específico. Até o presente momento, encontrei o termo inglês intermediality quase que exclusivamente em trabalhos de autoresque são originários lingüística e cientificamente de países de língua alemã; uma exceção é o holandês Eric Vos (...). Em artigo na mesma coletânea, Jürgen E. Müller resume as principais teses de seu livro Intermedialität: Formen moderner kultureller Kommunikation [Intermidialidade: formas de comunicação cultural moderna] e estabelece uma distinção clara entre os adjetivos intermedia e intermedial ,em língua inglesa.
Assim como Müller, Werner Wolf, em The Musicalization of Fiction: AStudy in the Theory and History of Intermediality [1999; A Musicalização da narrativaliterária: um estudo sobre a teoria e a história da intermidialidade], parece contar coma possibilidade dessa formação lexical. Já Peter Wagner, organizador de Icons – Texts – Iconotexts: Essays on Ekphrasis and Intermediality
[1996; Ícones – textos – iconotextos:ensaios sobre écfrase e intermidialidade], e, como Wolf, professor de Literatura Inglesa,expressa sua preferência por the study of intermediality
(estudo da intermidialidade) ao invés da expressão interarts studies (estudos interartes), empregada por outros estudiosos do assunto.Pode-se perguntar, entretanto, se existe uma correspondência entre o que se entende na Alemanha por pesquisa sobre a intermidialidade e o campo de pesquisa que, nos EUA e em outros países, por enquanto ainda leva o rótulo de Estudos Interartes. Digo “por enquanto” porque tal rótulo, (...) torna se cada vez mais equivocado e questionável. Frente a isso talvez fosse melhor seguir os exemplos mencionados e introduzir uma designação derivada do termo usado em alemão. Entretanto, isto seria aconselhável apenas caso se considerasse os termos “Estudo da Intermidialidade” e “Estudos Interartes” como plenamente equivalentes, como pressupõem Wolf e Wagner; ou se, após uma discussão mais aprofundada dos dois conceitos e de seus campos correspondentes, fosse possível aproximá-los tanto na formulação de tarefas quanto no método e, sobretudo, na escolha dos objetos de pesquisa. Além disso, é necessário não só esclarecer o modo como o conceito de “intermidialidade”deve ser entendido, mas também discutir se ele não é mais problemático do que suautilização atual deixa transparecer.



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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Aqui América Latina Uma Especulação de Josefina Ludmer Tradução: Rômulo Monte Alto

Aqui América Latina Uma Especulação

de Josefina Ludmer

Tradução: Rômulo Monte Alto

Coleção: Humanitas
2013. 183 p. Dimensão: 22,3 X 15,5 X 1,0
Peso: 290 gramas

Este livro apresenta reflexões instigantes sobre o universo “real virtual” a que a autora chama de imaginação pública ou fábrica de realidade. Sua lógica é a da conexão e superposição de todo o visto e o ouvido; seu fio condutor, a produção literária contemporânea na América latina. 


Fernando Vallejo, Horacio Castellanos Moya, Martín Kohan, Perla Suez e Diamela Eltit definem uma forma específica de “realidadeficção”, que transita por novos territórios e temporalidades. Ao delinear com argúcia e sensibilidade crítica sua especulação, Josefina Ludmer nos oferece uma obra decisiva para se pensar a configuração cultural e política da atualidade.



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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Coleção: Saberes Plurais - UFMG


Eis aqui uma série para comprar , guardar, ver e rever os DVDs . Um museu digital resgatando a cultura popular em suas formas mais puras. 


Mestre Antônio

Minas Novas – Minas Gerais

Área: Cultura popular | Música

2013. 53p. Dimensão: 13 x 14 cm
Peso:0,07 gramas
Contém DVD

“O som dos tambores conversa com Deus. O som dos tambores conversa com o anjo da guarda. O som dos tambores bate forte no coração do ser humano. Os tambores são fonte de vida, de tudo”. Mestre Antônio Bastião fabrica tambores, ofício que aprendeu com seus antepassados e continua dando seguimento, como ele mesmo diz. Nesse ofício, espalha lições de fé, de respeito à natureza, ao ser humano e ao divino. O compromisso com os ancestrais em preservar e repassar a tradição de fala dos tambores.


Mestra Lira

Araçuaí – Minas Gerais

Área: Cultura popular | Ceramista

2013. 41p. Dimensão: 13 x 14 cm
Peso:0,07 gramas
Contém DVD

Lira Marques nasceu em Araçuaí, Vale do Jequitinhonha. Tem na família antepassados brancos, negro e índios e aprendeu a extrair figuras do barro ainda menina. Possui grande influência na região. É educadora e líder comprometida com a política social. Sonha com a redistribuição de terras e comove-se com os menores sofredores de rua. Suas fortes emoções estão à vista em suas obras de barro ou pintadas (desde 1980) com as cores da terra do Vale. As figuras que produz retratam uma realidade nua e crua, misturando alegria e sofrimento; flores, bichos e pobreza, a revolta do fraco e a poesia.



Mestra Izabel Mestra Izabel

Santana do Araçuaí – Minas Gerais

Área: Cultura popular | Ceramista

2013.40p. Dimensão: 13 x 14 cm
Peso:0,07 gramas
Contém DVD

Mestra Dona Izabel começou a brincar com o barro muito cedo ao lado de sua mãe e de sua avó, que fazia vasilhas. A falta de brinquedos e, principalmente, de bonecas, que eram seu sonho de menina, foi grande motivadora para que ela começasse sua vida de artesã e artista do barro. Aos 12 anos, já fazia os jarros com bacias, galos e personagens para os presépios. Depois começou a fazer bonecas e, com uma delas, em 2004, ganhou o prêmio UNESCO de Artesanato para América Latina. Atualmente, aos 88 anos, ainda vive em Santana do Araçuaí, Vale do Jequitinhonha, onde ensina sua arte.


Mestra Zefa

Araçuaí – Minas Gerais

Área: Cultura popular | Escultores

2013. 39p.
Dimensão: 13 x 14 cm
Peso:0,07 gramas
Contém DVD

Natural de Poço Verde, pequeno comércio de Sergipe, Joseja Alves dos Reis é uma notória nortista, nascida em 1925. Aportou em Minas Gerais pelos descaminhos da Seca, passando por Teófilo Otoni e chegando em Araçuaí, em 1962. Exímia contadora de histórias, Zefa hipnotiza os ouvintes com sua técnica apurada de arte dramática. Conheceu o Lampião, considera Antônio Conselheiro um santo, assim como Padre Cícero e o Doutor Guerra, médico que depois de morto auxilia mulheres no parto. Reconhecida benzedeira, atende aos lhe batem à porta, confiante nas rezas trazidas do norte. Mestra Zefa é umas das mais importantes artesãs do Vale do Jequitinhonha e suas peças de madeiras, especialmente os tamboretes, são muito famosos e procurados. Completando 87 anos em 2012, a artesã deixou de esculpir em decorrência da fragilidade de sua saúde.






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Angel Rama - um Transculturador do Futuro

Angel Rama - um Transculturador do Futuro


Número de Páginas: 164
Edição: 1 ª
Ano de Publicação: 2013



Considerado um dos intelectuais mais representativos da América Hispânica, Ángel Rama (Montevidéu 1926 – Madrid 1983) teve uma atuação multifacetada no cenário cultural latino-americano. Circulando entre o mundo acadêmico de universidades das Américas Latina e Central, dos EUA e da Europa como docente, ensaísta e jornalista, atuou como colaborador nas páginas de vários periódicos latino-americanos, em particular como crítico literário no semanário uruguaio Marcha – publicação voltada à literatura, de fundamental importância para a produção cultural de língua espanhola, que circulou de 1939 a 1974, em Montevidéu e Buenos Aires, e que contou em sua equipe de colaboradores com escritores como Juan Carlos Onetti, Mario Benedetti, Eduardo Galeano, Jorge Rufinelli, Carlos Maggi, Emir Rodriguez Monegal, entre outros intelectuais.

        E foi justamente como crítico literário que Rama teve um papel de importância ímpar para a literatura brasileira. Ele foi um dos pioneiros que, ao conhecê-la, tratou de divulgá-la e analisá-la dentro de uma visão latino-americana. Isso ocorreu com maior intensidade a partir do seu encontro com o professor Antonio Candido, nos idos de 1960, quando Candido levou à Universidad de La República um curso de verão focado em alguns autores brasileiros.

      Autor de uma obra fundamental para a compreensão da América Latina, como um espaço de produção cultural com suas marcas próprias e transculturadas, Rama deixou sobretudo um legado que teve na literatura seu foco principal. Pois entendeu que a literatura é um conjunto de processos ligados a aspectos sociais, políticos, ideológicos e estéticos. Dono de uma visão crítica, o uruguaio foi o idealizador da coleção Biblioteca Ayacucho. Entre seus livros destacam-se: Rubén Darío e o modernismo (1970), Las máscaras democráticas del modernismo (1973), Transculturación narrativa en América Latina (1982), La generación crítica (1972) e A Cidade Letrada (1984).


Em novembro de 2009, o Memorial da América Latina abrigou concorrida homenagem ao ensaísta, professor e escritor uruguaio Ángel Rama. O título e mote inspirador desse evento – “Ángel Rama, um transculturador do futuro” – partiu de uma livre leitura de um dos conceitos e temas básicos da obra desse importante pensador latino-americano. Ao debruçar-se sobre as literaturas e as culturas do nosso continente, Ángel Rama deu asas inusitadas a um conceito elaborado pelo ensaísta cubano Fernando Ortiz, o de transculturação. Para Ortiz, o processo fundamental de formação da cultura de seu país seria o de um processo dialético entre os procedimentos de significação trazidos pelos europeus em seus diferentes níveis e nas novas realidades encontradas e semeadas nas terras conquistadas. A cultura cubana seria resultante de uma síntese que, sem elidir as desigualdades históricas, formaria uma nova realidade cultural, antes inexistente, no solo da ilha e, por extensão, latino- -americano. Rama ampliou de modo vertiginoso o conceito de Ortiz, estendendo-o para toda a América Latina, vendo nele um traço constante da formação e da atuação consciente e consistente dos intelectuais, artistas, escritores, ensaístas deste continente. Indo adiante, foi um dos intelectuais que decididamente atravessaram (como Antonio Candido, entre outros) a herança da linha demarcatória de Tordesilhas, abrangendo o Brasil em sua formulação original do conceito de “América Latina”. Num passo igualmente ousado, formulou seu conceito de América Latina como um projeto a construir, libertário, voltado para o futuro. Os textos e os depoimentos que fazem parte deste livro foram, de modo consistente e livre, inspirados nesse abraço histórico do grande pensador, abrangendo todo o continente e resgatando o passado em direção a um futuro de liberdade e criação.






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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Territórios da universidade Permanências e transformações Carlos Alberto Maciel; Maria Lúcia Malard (organizadores)

Territórios da universidade

Permanências e transformações

de Carlos Alberto Maciel; Maria Lúcia Malard (organizadores)



Peso: 1.345 gramas
Formato: 21 x 28 cm
2013. 316p.



Esta publicação tem um duplo sentido: o de consolidar um registro histórico do planejamento físico da UFMG desde a sua fundação, destacando algumas experiências reconhecidas nacionalmente, e o de apresentar visões críticas e prospectivas que orientem ações futuras de planejamento, incluindo questões contemporâneas de sustentabilidade, desempenho energético das edificações, industrialização da construção e integração da Universidade com a cidade. A diversidade de tempos e de propostas se concretiza no espaço físico como colagens de malhas, grids, pavilhões e pátios que se sobrepõem e terminam por formar uma unidade. Esse princípio, que orienta o próprio desenho gráfico do livro, se revela também na alternância entre textos históricos e artigos especialmente elaborados para esta obra, desvelando a variedade de territórios, tempos e culturas que constituem a Universidade.



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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha Minas Carolina Antunes

Dicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha Minas

Carolina Antunes


2013. 271 p.Peso: 1.035 gramas

Este livro apresenta resultados de uma pesquisa instigante, desenvolvida a partir de informações linguísticas, históricas, sociais e, principalmente, de um profundo conhecimento do Vale do Jequitinhonha. Por reunir o linguístico e o extralinguístico, atitudes pragmáticas, contextos e exempli¬ficações, revela caminhos que conduzem professores, estudantes, pro¬fissionais diversos e o cidadão comum à variante rural, à Língua Portuguesa e à cultura de Minas Gerais e do Brasil. Assim sendo, o Dicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha – Minas Gerais se con¬figura como uma amostragem intensa e exuberante da região, o que indica o traço mais marcante de sua composição: dar existência escritural à fala.




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Na Gênese das racionalidades modernas Em torno de Leon Battista Alberti Carlos Antônio Leite Brandão, Pierre Caye, Francesco Furlan, Maurício Alves Loureiro (organizadores)

Na Gênese das racionalidades modernas

Em torno de Leon Battista Alberti

Carlos Antônio Leite Brandão, Pierre Caye, Francesco Furlan, Maurício Alves Loureiro (organizadores)

Coleção: IEAT
Peso: 800 gramas
Formato: 22,5 X 15,5
2013. 549 p.





A inventividade de Leon Battista Alberti (1404-1472) é infinita. Não há nada ou quase nada - literatura, artes, ciências, economia, moral e política – que Alberti não tenha tratado e que não tenha sido profundamente modificado por sua leitura, sempre singular, de modo que não apenas a cultura, mas também os modos da racionalidade puderam tomar aspectos inéditos que mesmo o termo “humanismo” é incapaz de circunscrever. Os textos aqui reunidos propõem uma reflexão inédita sobre quatro questões Albertianas fundamentais: a fundação de uma antropologia moderna e laica, a invenção do projeto e a gênese da técnica moderna, a emergência da teoria das artes e do disegno, a relação entre o texto e imagem e suas implicações epistemológicas e ecdóticas. Além disso, o livro traz a primeira tradução em português da descriptio urbis romae, realizada a partir da edição crítica publicada pela Société Internationale Leon Battista Alberti.




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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Editora UFMG lança livro que aproxima leitor leigo dos mistérios da física quântica

Quem tem medo da física quântica
A visão quântica do mundo físico
de Ramayana Gazzinelli

Peso: 440 gramas
Formato: 22,5 x 15,5
2013.
291 p.

    Quem tem medo da física quântica? A pergunta que dá nome a livro recém-lançado pela Editora UFMG diz tudo: o objetivo é aproximar o leitor que não domina o aparelhamento matemático utilizado pelo cientista, mas nem por isso deixa de se interessar pelos mistérios da física quântica. A obra é assinada pelo professor emérito da UFMG Ramayana Gazzinelli.

    O objetivo, segundo texto de apresentação do livro, não é ensinar a matéria, mas apenas “expor de forma (aproximadamente) correta, isenta de interpretações pseudocientíficas, seus conceitos e leis fundamentais e a notável história de sua criação por uma geração de jovens cientistas”.

O AUTOR
Ramayana Gazzinelli graduou-se em Engenharia Nuclear na Escola de Engenharia da UFMG. Obteve Ph.D em Física na Universidade Columbia de Nova York. Dedicou-se ao ensino de várias disciplinas da física e à pesquisa em física da matéria condensada até sua aposentadoria. É membro da Academia Brasileira de Ciências.







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sábado, 4 de maio de 2013

Imaginação da terra Memória e utopia na moderna canção popular brasileira





Imaginação da terra

Memória e utopia na moderna canção popular brasileira

Heloisa Maria Murgel Starling, Bruno Viveiros Martins (Org.)



Coleção: Origem
Peso: 290 gramas
Formato: 20 x 14
2012.

242 p.


Esta publicação pretende desenvolver e ampliar as memórias das lutas pela terra no país, tal como narradas pelo campo da imaginação cultural brasileira. Os textos aqui reunidos operam com a capacidade que possui o cancioneiro popular de fundir diferentes horizontes de interpretação e de criar narrativas e alegorias destinadas a opinar sobre a questão agrária no interior da formação social brasileira. Pretende-se assim contribuir para a construção de pontos de interlocução entre as linguagens estéticas da moderna canção popular e a questão agrária, por meio da articulação entre temas como memória, utopia e imaginação.
 





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Imaginação da terra Memória e utopia No cinema brasileiro

Imaginação da terra

Memória e utopia No cinema brasileiro

de Heloisa Maria Murgel Starling, Augusto Carvalho Borges (Org.)


Coleção: Origem
Peso: 290 gramas
Formato: 20 x 14  
2013. 
248 p.



O tema da terra é recorrente e significativo na história do cinema no Brasil e aqui o objetivo é tentar explorar as diversas possibilidades e usos de linguagens estéticas com que esse tema foi desenvolvido na imaginação cinematográfica e construir pontos de ligação entre essas linguagens, por meio da articulação entre os aspectos terra, memória e utopia. Este livro opera com a capacidade do cinema brasileiro de fundir diferentes horizontes de interpretação, criar narrativas, presenças, analogias, alegorias, vazios e lacunas destinadas a interferirem na discussão sobre a terra no Brasil, a partir do interior da formação social brasileira. Para isso, conta com um amplo escopo de análise de uma filmografia brasileira a partir de 1950, extrapolando, inclusive, para uma análise de uma experiência mais expandida da terra e do cinema latino-americano. Percorre, enfim, diversas matrizes da utopia no cinema brasileiro.





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Étienne Decroux e a artesania de ator Caminhadas para a soberania

Étienne Decroux e a artesania de ator Caminhadas para a soberania de Bya Braga 
Coleção: Artes Cênicas 2013. 516 p. Dimensão: 22,5 X 15,5 cm Peso: 760 g






Pela primeira vez um livro apresenta, em língua portuguesa, um conjunto de re­flexões em torno da obra singular do artista francês Etienne Decroux (1898-1991), aliado, de modo instigante, ao pensamento filolosófico de Georges Bataille, em sua noção de arte soberana, e à pesquisa prática cênica da autora. Decroux, ator-artesão, conviveu e atuou ao lado de importantes nomes do teatro e cinema, como Copeau, Dullin, Jouvet, Baty, Artaud, Barrault, Herrand e Carné. Seu grande valor artístico está na criação da Mímica Corporal Dramática - mais do que uma técnica, uma arte inovadora que re­flete a visão de Decroux sobre o teatro como arte de ator. Trata-se de um livro bem documentado, rigoroso e original em sua essência, escrito com competência e humor, sempre pautado pelo teatro contemporâneo, em contínua construção.

 
A AUTORA
Bya Braga é atriz e diretora cênica, doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO, professora e pesquisadora no campo da Atuação e Improvisação no Curso de Teatro e no Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, com ênfase no teatro de movimento, em processos criativos e pesquisa-prática de ator.


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Lavradores, águas e lavouras Estudos sobre gestão camponesa de recursos hídricos no Alto Jequitinhonha

Lavradores, águas e lavouras

Estudos sobre gestão camponesa de recursos hídricos no Alto Jequitinhonha
de Flávia Maria Galizoni (organizadora)

Coleção: Humanitas
2013. 254 p
Dimensão: 22,5 X 15,5 cm
Peso: 380 g


Um riachinho xexe, puro, ensombrado, determinado no
fino, com regojeio e suazinha algazarra – ah, esse não se
economizava: de primeira, a água, pra se beber.
João Guimarães Rosa, “A festa de Manuelzão”
Um riachinho xexe, puro, ensombrado, determinado no
fino, com regojeio e suazinha algazarra – ah, esse não se
economizava: de primeira, a água, pra se beber.
João Guimarães Rosa, “A festa de Manuelzão”
Um riachinho xexe, puro, ensombrado, determinado no
fino, com regojeio e suazinha algazarra – ah, esse não se
economizava: de primeira, a água, pra se beber.
João Guimarães Rosa, “A festa de Manuelzão”

Um riachinho xexe, puro, ensombrado, determinado no
fino, com regojeio e suazinha algazarra – ah, esse não se
economizava: de primeira, a água, pra se beber.
João Guimarães Rosa, “A festa de Manuelzão”


A maior parte das nascentes e das áreas de recargas de mananciais de água doce situa-se em terras altas, secas e pouco férteis, exatamente as mesmas em que se assentam, no Brasil, as comunidades camponesas. Este livro analisa os dilemas surgidos da tensão entre consumo, conservação e regulação da água em comunidades camponesas do Alto Jequitinhonha mineiro. Revela como esses lavradores souberam fazer da fraqueza força, criando alternativas para o uso da água que combinam os preceitos do costume com a pressão da inovação para construir práticas sustentáveis ajustadas às bases culturais, ambientais e produtivas daquela sociedade.



NO PREFÁCIO,

Andréa Zhouri escreve -


Senhores que não conhecem a terra norte mineira, presta
atenção nessa história que ela é toda verdadeira. Estudo
feito com o povo de muitas comunidades, pesquisa de
vários dias pra descobrir a verdade (...) É tudo lugar sadio,
onde nós fomos criados, nascemos e crescemos e estamos
desde os avô mais recuado (...)
Se engana direitinho quem pensa que é tudo igual,em cada
banda do rio cada um é cada qual. Cada qual tem seu
sistema de carpir,plantar e colher,os jeitos são diferentes,
não é fácil de entender.

Cordel dos atingidos pela barragem de Irapé, 1997.



Esses trechos extraídos do cordel sobre comunidades rurais
atingidas pela barragem de Irapé, no Vale do Jequitinhonha,
nos idos anos de 1990, prenunciam, em fina sintonia, o que
nos apresentam os autores de Lavradores, águas e lavouras:
estudos sobre gestão camponesa de recursos hídricos no Alto
Jequitinhonha. Por certo, a coletânea reúne reflexões amadureci-
das ao longo das experiências de pesquisa e extensão do Núcleo
de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar (PPJ) com técnicos
e lavradores do Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica
(CAV) e o parceiro Centro de Voluntariado Internacional (CeVI).
O foco é o conhecimento e a gestão da água por camponeses do
Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, região conhecida
e estigmatizada como o “Vale da Miséria”. Esse estigma, cons-
truído por olhares distantes à luz da ideologia urbano-industrial
do desenvolvimento que nos dita como deve ser a vida boa de
ser vivida, não se sustenta aos olhares de quem, do terreno, se
presta à laboriosa tarefa de compreender e traduzir os jeitos
diferentes e complexos de ser, fazer e viver na região.
As experiências de lavradores, pesquisadores e técnicos
nos ensinam que os ambientes variam e, com eles, as águas e
as formas com que as famílias de agricultores e comunidades
rurais as utilizam, regulam, distribuem e conservam. Ademais,
as etnografias mostram como as experiências sensíveis e
metódicas elaboraram inovações a partir das tradições, numa
tessitura complexa e desafiadora que, calcada na prática, lança
olhos para o futuro, rumo à sustentabilidade.
A observação sistemática e a experimentação dos ambien-
tes possibilitaram entre as comunidades de agricultores um
aprendizado na prática, no sentido de Tim Ingold, que revela a
construção de um sofisticado conhecimento em relação aos seus
ambientes de viver. A aparente aridez e destituição do meio, a
partir de uma aproximação metódica, faz emergir um complexo
universo que resulta do entrelaçamento das gentes com os lugares,
configurando a sociobiodiversidade da região.
Em um meio classificado como característico de clima semi-
árido, a água assume lugar central e está em disputa. Como de
resto, em muitos lugares do mundo, a água está no cerne dos
conflitos ambientais da atualidade. Mas o debate contempo-
râneo sobre a “escassez” de recursos, sobretudo a escassez da
água, permite a contestação da ideia naturalizada de que isso
seja um fenômeno de origem apenas física e geológica. Análises
antropológicas, como as de Marshall Sahlins, desde os anos de
1970,ensinam que,para além de um componente físico-natural,
a escassez de recursos é fenômeno social e politicamente cons-
truído, resultado de escolhas culturais e de disputas políticas
entre grupos humanos.

No Brasil, a recente história acerca da “escassez” de água
remete, entre outros, ao fenômeno da modernização conserva-
dora da agricultura. No caso do Jequitinhonha, esse fenômeno
remonta à década de 1970, quando programas de desenvol-
vimento fomentados pelo governo, por meio de incentivos e
benefícios fiscais,levaram para a região as empresas de eucalipto.
Com base numa perspectiva político-econômica, voltada para a
exportação de commodities, e tributária de uma visão do cerrado
como meio destituído, física e socialmente, as monoculturas
de eucalipto foram instaladas nas chapadas, ocasionando a
destruição da vegetação nativa com consequente expropriação
e grilagem das terras comunais. Essa tomada da chapada pela
exploração industrial do eucalipto,de resto,uma planta exógena,
teve ainda como efeito a intensificação do uso da terra nas grotas
e o desmatamento da vegetação nativa nos mananciais e em suas
áreas de recarga, como analisam os autores.
A partir da década seguinte, nos anos de 1980, a situação é
ainda mais agravada pelos projetos de barragens hidrelétricas
que passam a demandar as áreas das grotas e fundos de vales,
ocasionando, assim, um verdadeiro encurralamento da popu-
lação, agora pressionada nas chapadas pelas monoculturas de
eucalipto e nas grotas pelas hidrelétricas.


LANÇAMENTO DA


                                                                                                          

terça-feira, 19 de março de 2013

Os contos de Faulkner, Guimarães Rosa e Rulfo De Paulo Moreira



Modernismo localista das Américas –

Os contos de Faulkner, Guimarães Rosa e Rulfo
De Paulo Moreira


344 páginas

Edição: 1ª Edição - 2013
Número de Páginas: 344
Acabamento: BROCHURA
Formato: 15.80 x 1.00 cm





 
Numa perspectiva comparativa, este livro articula as noções de conto, localismo e estética narrativa moderna a fim de examinar as obras de Faulkner, Guimarães Rosa e Rulfo. A partir de uma abordagem minuciosa de 15 histórias que compõem uma magnífica antologia imaginária, reflete sobre como autores decisivos da literatura das Américas contribuíram para o desenvolvimento da narrativa no século XX.


A Editora UFMG acaba de lançar o livro Modernismo localista das Américas: os contos de Faulkner, Guimarães Rosa e Rulfo, de Paulo Moreira. A obra articula, numa perspectiva comparativa, as noções de conto, localismo e estética narrativa moderna, ao examinar as obras do americano William Faulkner, do brasileiro Guimarães Rosa e do mexicano Juan Rulfo.

Paulo Moreira aborda de forma minuciosa 15 histórias que compõem uma antologia imaginária, e reflete sobre como os autores, considerados decisivos da literatura das Américas, contribuíram para o desenvolvimento da narrativa no século 20.

O livro aponta três eixos centrais que aproximam os autores: a narrativa curta, o localismo e a estética narrativa moderna. Segundo Paulo Moreira, praticamente todas as obras de Faulkner, Guimarães e Rulfo se ocupam de áreas rurais à margem dos centros locais e nacionais. O autor ressalta também que a estética narrativa moderna, desenvolvida a partir do fim do século 19, é explorada pelos três com grande senso de independência criativa.

O AUTOR
Paulo Moreira
Doutor em Literatura Comparada pela Universidade da Califórnia e professor do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Yale, Paulo Moreira publicou diversos artigos e resenhas sobre literatura e cinema contemporâneos, relações culturais entre Brasil e México, poesia, literatura afro-brasileira e traduziu contos de Faulkner para o português.


Contos em coletânea imaginária
“Modernismo localista” de William Faulkner, Guimarães Rosa e Juan Rulfo é analisado em livro de pesquisador da Universidade de Yale publicado pela Editora UFMG


Faulkner, Rosa e Rulfo: muito além da nostalgia do meio rural



“Três autores que estão entre os maiores, que vieram de meios rurais pobres, acanhados, e que escreveram obsessivamente sobre essas regiões da infância. Investigaram amorosamente essas regiões por toda a vida, e as interpretaram inventivamente”. Assim, o pesquisador Paulo Moreira define os escritores que analisa no livro Modernismo localista das Américas – Os contos de Faulkner, Guimarães Rosa e Rulfo, recém-publicado pela Editora UFMG.

Para seu empreendimento, Paulo Moreira, que lecionou e continua pesquisando em ano sabático na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, organizou uma coletânea imaginária de 15 contos, dividida entre o americano William Faulkner, o brasileiro Guimarães Rosa e o mexicano Juan Rulfo.

“Contra a tendência da leitura de um conto como unidade isolada, proponho que uma análise crítica de um livro de contos leve em consideração os contrastes e sintonias que cada texto estabelece com seus companheiros de livro, o que oferece ao leitor a renovação de suas expectativas”, explica o autor.

Paulo Moreira então resolveu perguntar-se por que se limitar aos livros que existem e não inventar outros, considerados inviáveis pelo mercado editorial. “Foi o que fiz nesse meu livro: imaginei uma coletânea com cinco contos de cada autor, intercalados em cinco trios, cada conto lido na sua língua original”, diz Moreira. “Um livro trilíngue de três autores, impossível na biblioteca ou na livraria, mas não na minha cabeça ou na de qualquer leitor.”
Nem arcaico nem bucólico

Quando fala em “interpretação inventiva”, Paulo Moreira quer dizer que Faulkner, Rosa e Rulfo souberam absorver as lições do que ele chama de modernismo no seu sentido mais amplo, que acontece entre 1890 e 1960, “em várias partes do mundo, em ondas sucessivas”. “Os três aproveitaram o que esse modernismo tinha para ensinar sobre a representação artística, não como espelho neutro da realidade, mas como interpretação renovada, criativa, livre do conceito de fidelidade como cópia”, afirma o pesquisador.

Para ele, os escritores voltaram os olhos para seus ambientes de origem e viram neles muito além do que muita gente tem sido capaz, impedida pela “nostalgia para com o meio rural” que caracteriza a cultura ocidental. “Em periferias de regiões pobres inseridas em macrorregiões duplamente periféricas (Minas Gerais, o estado do Mississipi, no Sul dos Estados Unidos, e o estado mexicano de Jalisco), eles não viram nem o arcaico atrasado dos progressistas nem o bucólico idealizado pelos conservadores”, diz Paulo Moreira.

Depois de conhecer Guimarães Rosa na escola, em Belo Horizonte, Paulo Moreira travou contato com a obra de Faulkner na graduação em Letras na UFMG e na Universidade da Califórnia, onde fez doutorado em literatura comparada. Lá mesmo foi apresentado a Juan Rulfo e mergulhou na cultura e na literatura mexicanas.

Modernismo localista das Américas é também uma defesa veemente da ideia de que o conto tem limites e possibilidades equivalentes aos do romance, da poesia ou do ensaio. “Alguns escritores são interessantes porque não se importam em absoluto com essas demarcações de fronteiras”, justifica.

“O escritor mexicano Daniel Sada, morto recentemente, um dos maiores talentos da narrativa latino-americana, me disse que Esses Lopes, do Guimarães Rosa, contém um romance inteiro em duas páginas e meia! E é verdade”, afirma Paulo Moreira. Ele revela ainda que centrou sua análise nos contos também porque esses textos são muito menos estudados que os romances de Faulkner, Rosa e Rulfo, embora sejam parte central das obras dos três autores.

“Além disso, me parece que os contos têm papel definidor no tipo de romance que eles acabaram escrevendo”, completa o pesquisador.

texto de Itamar Rigueira Jr.







quarta-feira, 13 de março de 2013

Biotechnologies and the human condition

 Biotechnologies and the human condition


de Ivan Domingues (Editor)


Coleção: IEAT

Since ancient Greece the anthropological question has interested thinkers from a wide array of schools and traditions poets, theologians, philosophers, and scientists who have explored the most varied aspects of the human condition and placed moral, social, and political issues at the center of attention, beyond the limits, laws, and acts that connect the human being to the natural order of things and to the deities. In this book, the reader will be confronted with a new kind of thinking. This is a book about bioengineering, but envisaged through the perspective of the humanities. The focus is on the great impact that the new biotechnologies have on the human condition, leading to the revolutionizing of human abilities and the demand for reconsidering the anthropological question and its moral, juridical, and other implications associated with it.




O livro é a publicação mais recente (pela Editora UFMG / IEAT, em 2012) e está em língua inglesa. Além da organização são de autoria de I. Domingues a "Introduction" e o capítulo "Biotechnologies and the Great Oppositions - Ontological Aspects: Stablishing and Canceling"

Trata-se de uma coletânea de capítulos proveniente do Colóquio Internacional Biotecnologias e a Condição Humana, promovido pelo NEPC, com parceria do IEAT/UFMG e Uehiro Centre for Practical Ethics, da Universidade de Oxford, Inglaterra. O Colóquio ocorreu na FAFICH/UFMG, em agosto de 2009. Entre os seus objetivos principais estava o fomento à reflexão interdisciplinar - este espírito encontra-se no livro que agora vem a lume.