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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Gêneros textuais e comunidades discursivas: Um diálogo com John Swales



Gêneros textuais e comunidades discursivas: Um diálogo com John Swales



de Bernardete Biasi-Rodrigues, Júlio César Araújo, Socorro Cláudia Tavares de Sousa (Orgs.)




Páginas:
240

Este livro reúne artigos produzidos a partir da leitura da obra de John M. Swales, constituindo-se numa grande contribuição aos estudos do texto e do discurso. Ao contemplar os questionamentos de pesquisadores brasileiros sobre os gêneros discursivos, esta obra acaba por demonstrar as várias aplicações do trabalho de Swales e a produtividade do campo da análise de gêneros no Brasil.

Todas as pesquisas ora apresentadas contribuem para subsidiar a análise de diferentes gêneros acadêmicos e não acadêmicos em nosso País. Dialogando com o desenvolvimento das novas tecnologias e com a complexa rede de possibilidades de intercomunicação global que vem sendo tecida, os autores deste livro tratam de texto e discurso explorando conceitos como recorrência, institucionalização e participação social – uma vez que levam em conta a existência de gêneros discursivos que estruturam nossa experiência em vários recortes da vida em sociedade.


O AUTOR
Júlio César Araújo

Doutor em Lingüística pela Universidade Federal do Ceará, onde atua como professor no Departamento de Letras Vernáculas e no Programa de Pós-graduação em Lingüística. É pesquisador nos grupos Protexto (UFC) e Pradile (UERN), desenvolvendo e orientando estudos sobre hipertexto e gêneros digitais.


UM LANÇAMENTO

Crise da escola e políticas educativas


Crise da escola e políticas educativas de Eliza Bartolozzi Ferreira, Dalila Andrade Oliveira (Orgs.)

Páginas:
320

Quem se deu ao justo lazer de uma ida ao cinema para assistir a filmes recentes reparou o número dos que têm a escola como foco. Os patéticos contrastes postos em Pro dia nascer feliz, retratos sem retoques de muitas de nossas escolas, se cruzam com o trágico da escola francesa no filme Entre os muros da escola, passando pelo contexto de violência que cerca nossos estabelecimentos em Verônica. Dentro de um quadro em que dominam o precário, o distanciamento, a discriminação e a violência, parece que se salvam os professores. São eles ainda que, mesmo estafados, trazem consigo o horizonte da emancipação, da concepção fundante da escola democrática e na contracorrente de um sistema individualista, competitivo e absorvente.

Esse retrato não é infundado. Estamos diante de um realismo cruel e contraditório que nos assusta. Por outro lado, nunca a educação escolar esteve tanto na pauta dos mais diversos atores sociais. E por que se chegou a esse resultado? Mais do que isso: como se deixou chegar a tal ponto em que uma profissão e uma instituição capazes de fluir de uma concepção emancipatória se veem extenuadas, pouco atraentes e sob o jugo do descrédito? Este livro nos ajuda a penetrar nessa área e, aí, buscar compreender os condicionantes de um processo de produção de uma realidade crítica, na qual se mesclam filosofias em ação como resultantes de políticas em curso nas diferentes conjunturas. Lê-lo é um convite a entender para transformar.

UM LANÇAMENTO

domingo, 12 de julho de 2009

Vocabulário de Foucault

Vocabulário de Foucault
de Edgardo Castro


480 páginas

O LIVRO

Vocabulário de Foucault - Um percurso pelos seus temas, conceitos e autores, do argentino Edgardo Castro. Organizado em cerca de 300 verbetes minuciosamente pesquisados, o livro apresena e mapeia os principais temas do pensador francês. Há entradas para outros filósofos - Deleuze, Derrida, Descartes etc - mas também para assuntos como Democracia, Desejo, e Liberalismo, entre muitos outros.

UM TRECHO DO PREFÁCIO
“Guardadas as diferenças, poderíamos começar como Foucault no prefácio a Les mots et les choses e dizer que este livro nasceu de um texto de Borges. Foucault refere-se àquela enciclopédia chinesa onde aparece uma inquietante classificação dos animais: “(a) pertencentes ao Imperador, (b) embalsamados, (c) domesticados, (d) leitões, (e) sereias, (f) fabulosos, (g) cães em liberdade, (h) incluídos na presente lassificação, (i) que se agitam como loucos, (j) inumeráveis, (k) desenhados com um pincel muito fino de pelo de camelo, (l) et cetera, (m) que acabam de quebrar a bilha, (n) que de longe parecem moscas”.

Sempre, segundo Foucault, essa classificação provoca riso. Não pelo que nos pode sugerir o conteúdo de cada um de seus itens, mas pelo fato de que eles tenham sido ordenados alfabeticamente. O que nos faz rir é que no não lugar da linguagem se tenha podido justapor, como em um espaço comum, o que efetivamente carece de lugar comum. Provoca riso e inquietude a heterotopia que domina essa classificação. Supondo que os “inumeráveis”, os “fabulosos” ou os “et cetera” existam, na classificação de Borges, trata-se de ordenar “seres”; no Vocabulário de Foucault – Um percurso por seus temas, conceitos e autores, de ordenar “conceitos”. Mas, ainda que pareça que os “conceitos” estejam mais próximos das palavras e facilitem a operação, apesar disso, o perigo não é menor. De fato, este Vocabulário pode produzir o mesmo efeito que a classificação dos animais da enciclopédia chinesa; porque, claramente, tal como ela, poderia ser apenas o esforço para encontrar um lugar comum para o que parece não tê-lo. O próprio Foucault, com certa frequência, assinalou o caráter fragmentário e hipotético de seu trabalho, sua recusa em elaborar teorias acabadas, seu horror à totalidade. Seria, então, somente a pretensão de querer pôr ordem e limites a seu pensamento, recorrendo à simplicidade e finitude alfabéticas. Mais ainda, tentando ser simultaneamente breve e extenso, analítico, mas exaustivo, encerrando o universo do pensamento foucaultiano na enclausurada gramática de um dicionário, este Vocabulário não só provocaria o mesmo efeito que essa estranha classificação de animais, mas correria o risco de converter-se ele mesmo em uma enciclopédia chinesa. Porque, “notoriamente não há classificação do universo que não seja arbitrária e conjetural”. E nada nos assegura que, com o afã de ordenar, não venhamos a cair nessas autoimplicações (classificar os conteúdos mesmos da classificação; como Borges, “(h) incluídos na presente classificação”) que só os labirintos da linguagem permitem construir. E, finalmente, no pior dos casos, provocar somente riso, e, no melhor, também inquietude.

- Mas e se esse espaço comum existisse?

- Ah, bom, então, apresentar este Vocabulário se reduziria a dizer, de novo como Foucault: “Eu não escrevo para um público, escrevo para usuários, não para leitores”

QUEM É MICHEL FOUCAULT
Michel Foucault (Poitiers, 15 de outubro de 1926 — Paris, 25 de junho de 1984) foi importante filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Suas idéias notáveis envolvem o biopoder e a sociedade disciplinar, sendo seu pensamento influenciado por Nietzsche, Heidegger, Althusser e Canguilhem.

As obras, desde a História da Loucura até a História da sexualidade (a qual não pôde completar devido a sua morte) situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento.

As teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Os primeiros trabalhos (História da Loucura, O Nascimento da Clínica, As Palavras e as Coisas, A Arqueologia do Saber) seguem uma linha pós-estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e A História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.

Foucault trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas deste termo. Para ele, o poder não pode ser localizado em uma instituição ou no Estado, o que tornaria impossível a "tomada de poder" proposta pelos marxistas. O poder não é considerado como algo que o indivíduo cede a um soberano (concepção contratual jurídico-política), mas sim como uma relação de forças. Ao ser relação, o poder está em todas as partes, uma pessoa está atravessada por relações de poder, não pode ser considerada independente delas. Para Foucault, o poder não somente reprime, mas também produz efeitos de verdade e saber, constituindo verdades, práticas e subjetividades.

Para analisar o poder, Foucault estuda o poder disciplinar e o biopoder, e os dispositivos da loucura e da sexualidade. Para isto, em lugar de uma análise histórica, realiza uma genealogia, um estudo histórico que não busca uma origem única e causal, mas que se baseia no estudo das multiplicidades e das lutas. Também abriu novos campos no estudo da história e da epistemologia.

As criticas e análises feitas por Foucault (1979) são pertinentes principalmente em relação ao significado de categorias de análise como soberania; mecanismos de poder; efeitos de verdade, regras de poder; etc., categorias essas de fundamental importância para a análise e compreensão do funcionamento do Estado e dos problemas cotidianos do homem comum.

Foucault (1979) renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto, é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc, sãos os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e as quais devemos realmente nos preocupar, compreender e buscar renovar constantemente.

Segundo este pensamento, devemos compreender que a lei é uma verdade “construída” de acordo com as necessidades do poder, em suma, do sistema econômico vigente, sistema, atualmente, preocupado principalmente com a produção de mais-valia econômica e mais-valia cultural, tal como explicado por Guattari (1993). O poder em qualquer sociedade precisa de um delimitação formal, precisa ser justificado de forma abstrata o suficiente para que seja introjetada psicologicamente, a nível macro social, como uma verdade a priori, universal. Desta necessidade, desenvolvem-se a regras do direito, surgindo, portanto, os elementos necessários para a produção, transmissão e oficialização de “verdades”. “O poder precisa da produção de discursos de verdade (p.180), como diria Foucault (1979). O poder não é fechado, ele estabelece relações múltiplas de poder, caracterizando e constituindo o corpo social e, para que não desmorone, necessita de uma produção, acumulação, uma circulação e um funcionamento de um discurso sólido e convincente. “Somos obrigados pelo poder a produzir verdade”, nos confessa o pensador, “somos obrigados ou condenados a confessar a verdade ou encontrá-la (...) Estamos submetidos à verdade também no sentido em que ela é a lei, e produz o discurso da verdade que decide, transmite e reproduz, pelo menos em parte, efeitos de poder (p.180).”

Michel Foucault viveu sua homossexualidade ao lado do companheiro Daniel Defert. Seu amante de longos vinte anos, dez anos mais novo que o filósofo, mas de fôlego intelectual intenso. Defert ainda vive e milita contra a AIDS ou SIDA. Em junho de 1984, em função de complicações provocadas pela AIDS, Foucault teve uma septicemia, o que o leva à morte por supuração cerebral.

BIBLIOGRAFIA

* Doença Mental e Psicologia, 1954;
* História da loucura na idade clássica, 1961;
* Nascimento da clínica, 1963;
* As palavras e as coisas, 1966;
* Arqueologia do saber, 1969;
* Vigiar e punir, 1975;
* História da sexualidade:
o A vontade de saber, 1976;
o O uso dos prazeres, 1984;
o O Cuidado de Si, 1984;
o Ditos e escritos; (2006);
* A vontade de saber; (1970-1971)
* Teorias e instituições penais; (1971-1972)
* A sociedade punitiva; (1972-1973)
* O poder psiquiátrico; (1973-1974)
* Os anormais; (1974-1975)
* Em defesa da sociedade; (1975-1976)
* Segurança, território e população; (1977-1978)
* Nascimento da biopolítica; (1978-1979)
* Microfísica do Poder; (1979)
* Do governo dos vivos; (1979-1980)
* Subjetividade e verdade; (1980-1981)
* A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)
* Le gouvernement de soi et des autres; (1983)
* Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité; (1984)
* A Verdade e as Formas Jurídicas; (1996)
* A ordem do discurso; (1970)
* O que é um autor?; (1983)



LANÇAMENTO DA








sexta-feira, 10 de julho de 2009

O OLHAR E O SÉCULO DE BORGES

UM POUCO MAIS DE JORGE LUIS BORGES PARA OS NOSSOS SONHOS E PESADELOS!

O olhar de Borges – Uma biografia sentimental
de Solange
Fernándes Ordóñez
Tradução de Cristina Antunes


Páginas: 248

“Agrada-me imaginar Borges, já adulto, na noite, insone, em sua estreita cama de ferro, memorizando alguns versos que ditará no dia seguinte. Imagino-o com o travesseiro dobrado e a cabeça meio erguida, apoiada sobre suas mãos cruzadas na nuca. A casa silenciosa, a luz iminente da aurora beirando as frestas da persiana. Quanto é, digo a mim mesma, que um homem pode idealizar na solidão, no recanto de sua cama solitária, em meio às intangíveis tonalidades desse espaço! Enquanto isso, na cidade, dormimos. Como não sentir gratidão por esse ser, pelo artista que nos diverte em seu desvelo, que nos pensa, que nos exprime? O mundo avança, apesar de nossos equívocos maiúsculos, graças ao artista insone de todos os tempos e de qualquer lugar.”

“Ocasionalmente me comove imaginar este imenso mundo de amigos literários reunidos ao redor de Borges na solidão de sua morada monástica, no pequeno apartamento da rua Maipú, tão sóbrio, se preferir humilde, desprovido de falsos ornamentos, despossuído de brilhos aparentes ou lampejos vãos. Vem-me à memória, então, a autocrítica que escreveu no pé da página, aos sete anos: “Demasiado melodramático”. E sorrio. A vida de Borges parece responder à severidade com que o menino a desenhou, no começo do século.”

A AUTORA
Solange Fernández Ordóñez, nascida em Córdoba, formou-se na Faculdade de Filosofia e Humanidades, Universidade Nacional de Córdoba. Reside em Buenos Aires desde 1966, onde se especializou como psicóloga clínica de crianças e família.Dedicou esses anos à sua profissão e à família que formou com o médico Florentino Sanguinetti, também pintor renomado.

Herdou de seu pai, amigo de Borges, seu advogado e ele próprio poeta, a ligação com o escritor. Foi membro fundador da Fundación Internacional Jorge Luis Borges e participou como convidada na exposição do Centro Pompidou – 1992 – denominada L’Univers Borges.

Depois dessa viagem, Solange Fernández Ordóñez optou por sua vocação literária e começou a publicar notas de caráter cultural em diferentes mídias. Ao mesmo tempo completou , em 1993, um Mestrado em Gestão Cultural no Instituto de la Administración Pública (INAP).Ingressou, em 1994, na Fundación el Libro; desde então integra a mesa de Cultura desta instituição. Em 2001 viajou à Espanha e cursou o Mestrado de Gestão Cultural Hispano-Americana ministrado pela Universidade de Barcelona.

Há vários anos tem a seu cargo grupos de leitura de Borges, de caráter privado. Há quinze anos organiza e coordena o ciclo “Rincón de la Lectura” na Feira do Livro de Buenos Aires.
Solange Fernández Ordóñez tem um romance publicado, Viaje de Tristán. Prepara um terceiro livro cujo tema gira em torno da leitura.

E MAIS
“Borges será nosso clássico de Literatura, assim como é Shakespeare para os ingleses, Cervantes para os espanhóis e Goethe para os alemães”. A afirmação é da escritora Solange Fernández Ordóñez, autora de O Olhar de Borges – Uma biografia sentimental. No livro, que chega ao mercado pela Autêntica Editora, com tradução de Cristina Antunes, Solange permite ao leitor uma contemplação íntima – e surpreendente – de Jorge Luis Borges. Para isso, contou com valiosas ferramentas: um conjunto de cadernos manuscritos utilizados pelo escritor ao longo de 20 anos, depoimentos de sua mãe, Leonor Acevedo Borges, uma seleção que o próprio Borges fez, em diferentes momentos de sua vida, dos acontecimentos relevantes de sua infância e registro de seus comentários entre amigos, em palestras e entrevistas para a imprensa.

Além disso, Solange Ordóñez lançou seu olhar à obra completa e às publicações provenientes de revistas e suplementos. “Os cadernos, que constituem pilar fundamental na elaboração deste livro, ajudaram-me a entender as múltiplas direções e a intensidade do olhar deste escritor que, de forma paradoxal, estava ficando cego”, afirma. Os cadernos a que se refere, foram entregues pelo próprio Borges ao pai de Solange, Carlos Fernandez Ordóñez, em atenção à assistência que este lhe proporcionou como amigo e como advogado, durante mais de uma década. De lá para cá já se passaram 35 anos.

Menos voltado aos fatos e mais para como se construiu o Borges literário, este livro mostra como “a vida de Borges vai se construindo de forma justaposta com o cansativo trabalho poético, sem deixar em sua escritura, embora pareça estranho, maiores resquícios por onde espiar sua intimidade”. De acordo com a autora, “a vida, ao que parece, não impregnou seu afazer literário, tanto como este a sua pessoa”, conta. E é sobre esse universo fascinante e misterioso que o leitor poderá se debruçar neste, que promete ser o principal lançamento da Autêntica em 2009.

Leia aqui capítulo do livro


O Século de Borges
de Eneida Maria de Souza

Páginas: 112

A comemoração do centenário de Borges no final do milênio une as pontas de dois séculos, como se a literatura do século XX coincidisse com o nascimento do escritor. Curiosamente, Oscar Wilde – um dos autores mais próximos de Borges – morre desconhecido em 1900, num hotel de Paris, abrindo o novo século para as gerações vindouras e marcando o fim do culto da personalidade literária. A partir daí, a consagração autoral passará por momentos de crise, graças ao reconhecimento de ser a criação um gesto múltiplo e à descoberta do inconsciente, por Freud, que abalaria o enigma da racionalidade positivista do século XIX.


Leia aqui capítulo do livro




CONHECENDO BORGES
Jorge Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas.

Segundo um estudo de Antonio Andrade, Jorge Luis Borges tem ascendência portuguesa: o bisavô de Borges, Francisco, teria nascido em Portugal em 1770 e vivido na localidade de Torre de Moncorvo, situada no Norte de Portugal, antes de emigrar para a Argentina, onde teria casado com Cármen Lafinur.

Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, filho do advogado Jorge Guillermo Borges e de Leonor Acevedo Haedo. Aos sete anos de idade já teria revelado ao pai que seria escritor. Aos nove, escreve seu primeiro conto, "La visera fatal", inspirado em um episódio de Dom Quixote. Em 1914, muda-se, com os pais, para a Europa, morando inicialmente em Genebra, na Suíça, onde conclui seus estudos, e depois na Espanha. Em 1921, retorna a Buenos Aires, onde participa ativamente da efervescente vida cultural da cidade. Em 1923, publica seu primeiro livro de poemas, "Fervor de Buenos Aires". Iniciava-se, assim, uma das mais brilhantes carreiras literárias do século XX. Borges morreu em Genebra, onde está sepultado, por opção pessoal.

Borges foi um ávido leitor de enciclopédias. Em uma memorável palestra sobre O Livro em 1978, Borges comenta a felicidade em ganhar a enciclopédia alemã Enzyklopadie Brockhaus, edição de 1966. Lamenta não poder ver as letras góticas nem os mapas e ilustrações, entrentanto sente uma relação amistosa com os livros. Sua preferida era a IX edição da Britânica, como disse em uma das inúmeras entrevistas que deu. (Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas.

BIBLIOGRAFIA PARCIAL
Anthologies

* Antología personal (1961)
* Labyrinths (1962, anthology, in English)
* Libro de sueños (1976)
* Nueva antología personal (1980)

Essays and criticism

* Inquisiciones (1925)
* El tamaño de mi esperanza (1926)
* El idioma de los argentinos (1928)
* Evaristo Carriego (1930)
* Discusión (1932)
* Historia de la eternidad (1936)
* Otras inquisiciones (1952)
* Libro del cielo y del infierno (1960), with Bioy Casares
* Prólogos (1975)
* Siete Noches (1980)
* Nueve ensayos dantescos (1982)
* Atlas (1985)

Poetry

* Fervor de Buenos Aires (1923)
* Luna de enfrente (1925)
* Cuaderno San Martin (1929)
* El otro, el mismo (1969)
* La rosa profunda (1975)
* La moneda de hierro (1976)
* Historia de la noche (1977)
* La Cifra (1981)
* Adrogue, con ilustraciones de Norah Borges (1977)

Poetry and prose

* El hacedor (1960)
* Elogio de la sombra (1969)
* El oro de los tigres (1972)
* La moneda de hierro (1976)
* Los Conjurados (1985)
* El Instante

Short stories

* El jardín de senderos que se bifurcan (The Garden of Forking Paths) (1941; published in Ficciones, 1944)
* Historia universal de la infamia (1935, short stories)
* Seis problemas para don Isidro Parodi (1942)
* Ficciones (1944)
* Dos fantasías memorables (1946, as H. Bustos Domecq)
* Un modelo para la muerte (1946)
* El Aleph (1949)
* La muerte y la brújula (1951)
* Crónicas de Bustos Domecq (1967, as H. Bustos Domecq)
* El informe de Brodie (1970)
* El libro de arena (1975)
* Nuevos cuentos de Bustos Domecq (1977), con Bioy Casares
* La memoria de Shakespeare (1983)
* El Encuentro (1997)





LANÇAMENTOS DA







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