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domingo, 27 de setembro de 2009

Funarte e Garamond lançam livro inédito de Augusto Boal

A Estética do Oprimido, escrito pouco antes do falecimentodo dramaturgo, já é considerado o testamento estético do autor.

A ESTÉTICA DO OPRIMIDO
Augusto Boal
256p.

O último livro escrito por Augusto Boal, A Estética do Oprimido, será lançado no dia 29 de setembro no Centro de Teatro do Oprimido (19h), no Rio de Janeiro, instituição que Boal criou em 1986 e onde trabalhou nos últimos 23 anos. Em São Paulo, o lançamento acontece no dia 1° de outubro no Teatro de Arena Eugênio Kusnet (18h). O livro, publicado em parceria pela editora Garamond e pela Funarte/MinC, é considerado por muitos como o testamento estético do autor.

O evento de lançamento será produzido pela editora Garamond e pela Funarte, em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido, que apresentará a intervenção "Viva Boal!", com cenas representativas da dramaturgia de Boal, exposição de produtos da Estética do Oprimido, fotos, livros etc.

Fruto de experimentações práticas em laboratórios teatrais no Centro de Teatro do Oprimido, e da sistematização teórica de seminários, A Estética do Oprimido ganhou forma ao longo de oito anos de trabalho de pesquisa coletiva, sendo finalizado pelo autor em janeiro de 2009.

Fundador do Teatro de Arena e precursor do Teatro do Oprimido, Augusto Boal foi um dos principais teatrólogos dos últimos tempos, considerado por muitos tão importante quanto Brecht e Stanislawisk. Pouco antes de falecer, chegou a ser condecorado Embaixador Mundial do Teatro pela Unesco e em 2008 foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. A obra reflete o engajamento político de Boal. Através da arte, ele propõe uma teoria do pensamento sensível para o uso prático, isto é: como instrumento transformador da realidade. O livro convida todos a apostarem na potência mais radical do pensamento: a potência criadora de realidades possíveis.

Trata-se da sedimentação de mais de 50 anos de prática e reflexão sobre arte, indivíduo e sociedade. Uma visão ideológica – e inevitavelmente filosófica – de um artista que soube, como ninguém, conjugar o verbo mudar em todos os tempos e em todas as pessoas. Um obra fundamental para a continuidade e o desenvolvimento das ideias defendidas por Boal no campo da arte, que tem uma marca especialíssima: a coerência política de quem dedicou sua arte à transformação da vida.


Lançamento
Terça-feira, 29 de setembro de 2009, às 19h
Centro de Teatro do Oprimido
Av. Mem de Sá, 31 Lapa
Rio de Janeiro RJ (21) 2232-5826

Quinta-feira, 1º de outubro de 2009, às 18h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
R. Teodoro Baima, 94 Centro
São Paulo SP (11) 3259-6409

sexta-feira, 24 de julho de 2009

OS PORÕES DA REPÚBLICA




OS PORÕES DA REPÚBLICA
A barbárie nas prisões da Ilha Grande: 1894-1945

de Myrian Sepúlveda dos Santos

Páginas: 336

Conhecida pela sua mata natural preservada e pelas belas praias, a Ilha Grande foi durante muito tempo sinônimo de inferno por conta das suas prisões e cárceres. De 1894 a 1994 foram jogados na Ilha pessoas suspeitas de portarem doenças infecciosas, bandidos, bêbados, vagabundos e também presos políticos. O projeto desse longo período, como revela a historiadora Myrian Sepúlveda, era colocar todos esses “indesejáveis” num lugar distante, incessível e virtualmente invísivel. Grande parte desse horror passou a ser mais conhecido em relatos de presos políticos, como Graciliano Ramos e Orígenes Lessa.


Diante dessa vasta memória que vem aos poucos sendo esquecida na Ilha Grande, o objetivo da presente pesquisa é recuperar a história desses cárceres que existiram lá, refletindo acerca das violências ali praticadas. A Ilha, apesar de suas inúmeras belezas naturais, foi conhecida durante muitos anos como “caldeirão do inferno”. Suas colônias, penitenciárias e prisões sempre foram associadas às condições desumanas que dispensavam aos seus internos.

Mais do que um relato sobre a Ilha Grande, o livro de Myrian Sepúlveda é uma grande reflexão sobre os processos de criação, funcionamento e desenvolvimento do sistema penitenciário em nossa sociedade. No momento em que o número de prisões tem aumentado em todo mundo, estudos como esse tornam-se cada vez mais necessários para o questionamento de estruturas consolidadas e que se revelam falidas para a solução dos problemas no país.

LEIA AS PÁGINAS INICIAIS AQUI

UM LANÇAMENTO