quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estão abertas as inscrições para os cursos do 1º semestre de 2012 na Augôsto Augusta Cultural.



Literatura, cinema, música e filosofia com renomados professores:

Jorge Coli, Olgária Matos, Marco Antonio Guerra,

Irineu Franco Perpétuo, João Adolfo Hansen

Adma Muhana, Leon Kossovitch e Evando Carlos Jardim.

A partir de 1º de março de 2012

FILOSOFIA/CINEMA-ANÁLISE DOS FILMES

Profa. Olgária Matos

O MUNDO COMO ESPETÁCULO

Prof. Jorge Coli

LITERATURA BRASILEIRA

Prof. João Adolfo Hansen

DIVINA COMÉDIA

Prof. Adma Muhana

REFLEXÃO SOBRE HISTÓRIA DO DESENHO

Prof. Evandro Carlos Jardim

VICISSITUDES FIGURATIVAS DA EUROPA

Prof. Leon Kossovitch

HISTÓRIA DA ARTE

NUMA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA

Prof. Marco Antônio Guerra

O ROMANTISMO GERMÂNICO

Prof. Irineu Franco Perpetuo

FURIA FRANCESE

Prof. Jorge Coli

ALGUNS ASTROS

Prof. Jorge Coli

A Augôsto Augusta Cultural é um espaço para pensar, discutir, aprender,

entender e viver a arte e suas manifestações. A cada semestre,

oferece cursos de quatro meses, aula e módulos breves,

sempre ministrados por pensadores com profundo

conhecimento do campo da filosofia e das artes.

Informações e reservas

Augôsto Augusta

www.augosto.com.br

Rua Augusta, 2161
tel. (11) 3082-1830

Agenda dos Cursos

VICISSITUDES FIGURATIVAS DA EUROPA

PROF. LEON KOSSOVITCH

1. As vertentes figurativas do Baixo Império, a leste e a oeste: a simetria, os afetos,

a imitação e os gêneros, relativamente à figuração greco-romana precedente.

2. Composição sintética e simétrica, em oposição à justaposição oriental.

3. A figuração bárbara: a diversidade celta e a germânica até o século VIII.

4. Os compromissos figurativos em Constantinopla e Aschen.

5. Ano Mil e a diversidade européia ocidental: o Magrebe e a Península Ibérica

em contraste com a Europa restante, na qual se inclui a Espanha setentrional.

6. A supressão da heterogeneidade figurativa na Europa ocidental no século XIII.

Início 07/03/2012 a 27/06/2012

4ªs. feiras das 17h00 às 19h00

R$ 310,00 por mês.

HISTÓRIA DA ARTE

NUMA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA

Prof. Marco Antônio Guerra

O curso constará de quatro módulos. O primeiro abordará

a arte dos primórdios, a Antiguidade Oriental

e Clássica, a Idade Média e o Extremo Oriente. Serão estabelecidas

relações Histórico Sociais bem como estéticas na análise das

manifestações artísticas de cada período.

Início: 01/03/2012 até 28/06/2012.

5ªs. feiras das 10h30 às 12h00

R$ 310,00 por mês.

REFLEXÃO SOBRE HISTÓRIA DO DESENHO

PROF. EVANDRO CARLOS JARDIM

1 – Uma reflexão sobre história do desenho, técnicas e procedimentos no Ocidente.

2 – A prática do desenho como expressão gráfica: a anotação e o esboço como formas

de apreensão e representação, possíveis, de uma realidade, a organização da figura.

3 – O desenho e a cor. O avanço e o recuo da cor. A luz e a cor.

4 – Uma aproximação dos itens acima enumerados com o projeto e a produção pessoal de cada participante.

Início12/03/2012 a 25/06/2012

2ªs. feiras da 16h30 às 18h30

R$ 310,00 por mês

O ROMANTISMO GERMÂNICO

Prof. Irineu Franco Perpetuo

Do intimismodas canções de Schubert à grandiosidade das sinfonias

de Bruckner, passando pelo vigor de Mendelssohn, a imaginação visionária de Schumann,

o rigor de Brahms e a ousadia das óperas de Wagner, o curso aborda

as principais criações dos maiores compositores austro-alemães do século XIX.

Todas as aulas são ricamente ilustradas em DVD,

com gravações de renomados intérpretes do passado e do presente.

De 01/03/1012 a 28/06/2012

5ªs feiras das 14h30 as 16h30

R$ 310,00 por mês.

DIVINA COMÉDIA

Prof. Adma Muhana

O curso se propõe à leitura da Divina Comédia de Dante Alighieri,

com enfoque para a inserção da obra no mundo neolatino dos séculos XIII e XIV.

Procura-se, dessa maneira, analisar as concepções poéticas vigentes no período; a relação da obra

com a antiga latinidade, por um lado, e com as letras em línguas vulgares, por outro; o diálogo constante com o pensamento

filosófico, político e teológico contemporâneos; e, finalmente,

a temporalidade da obra em relação a seu passado, seu presente e o porvir.

De 07/03/2012 a 27/06/2012

4ªs.feiras das 10h30 às 12h30

R$ 310,00 por mês.

FURIA FRANCESE

Prof. Jorge Coli

A evolução da ópera no século XIX é incompreensível sem a presença

poderosa da música francesa. O Grand Opéra, gênero grandioso que se

desenvolve em Paris, torna-se determinante para os mais importantes

compositores. É sob essa influência que Verdi altera substancialmente

as concepções artísticas que até então vinham conduzindo suas obras:

de Lês vêpres siciliennes em diante, sua obra será marcada (muitas

vezes de maneira interrogativa e inquieta) pelas concepções estéticas

vindas da França. É assim com Un Ballo in Maschera e La Forza del

Destino, composições nas quais o elemento francês tem parte determinante.

Para compreendermos essa força francesa, analisaremos ainda duas obras

fundamentais: Lês Troyens, de Berlioz e o célebre Fausto, de Gounod.

De 06/03/2012 a 26/06/2012

3ªs.feiras das 14h15 às 16h15

R$ 310,00 por mês.

ALGUNS ASTROS

Prof. Jorge Coli

Visão da imagem masculina no cinema: modelos de beleza,

de comportamento, de sedução. De Rodolfo Valentino a Brad Pitt,

essa imagem variou, correspondendo a desejos e imperativos sociais.

A análise comparada dos filmes propostos permitirá compreender as

metamorfoses dessas encarnações.

De 06/03/2012 a 26/06/2012

3ªs.feiras das 14h15 as 16h15

R$ 310,00 por mês.

O MUNDO COMO ESPETÁCULO

Prof. Jorge Coli

“?Qué es la vida? Uma ilusion,

una sombra, uma ficción, escrevia Calderón de La Barca em 1636. no

seu “drama filosófico” La vida es sueño. A vida como aparência é uma

noção que penetra os comportamentos, o pensamento e as artes no

século XVII. A aparência e o espetáculo, os homens são atores. As artes

plásticas encarregar-se-ão de criar os mais esplêndidos cenários para o

prazer ilusório dos homens. É esse o tema de nosso curso, que

explorará as obras magníficas e suntuosas desse período.

De 06/03/2012 a 26/06/2012

3ªs.feiras das 16h30 às 18h30

R$ 310,00 por mês.

LITERATURA BRASILEIRA

Prof. João Adolfo Hansen

O curso propõe a leitura e o estudo de textos de quatro poetas modernos brasileiros,

Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo

Mendes, João Cabral de Melo Neto, tratando de suas relações com a

chamada “tradição da poesia moderna”.

De 07/03/2012 a 27/06/2012

4ªs.feiras das 14h30 às 16h30

R$ 310,00 por mês.

FILOSOFIA/CINEMA-ANÁLISE DOS FILMES

Profa. Olgária Matos

O objetivo do curso é tratar da questão do tempo na contemporaneidade,

a partir da análise de filmes que tem por eixo diferentes experiências do tempo

e das relações entre Mito e História, necessidade e acaso, determinismo e liberdade.

Para tanto, serão centrais as categorias da filosofia de Walter Benjamin, em cujo pensamento

não se separam a história individual e a história coletiva, pois cada indivíduo é uma “História Universal”.

Parte I - Apresentação e análise dos seguintes filmes:

1. Crash, no Limite – Dir. Paul Haggis

2. Antes da Chuva – Dir.Menchevski

3. O Ano Passado em Marienbad - Dir.Alain Resnnais

4. Match Point – Dir. Woody Allen

5. A Grande Viagem – Dir. Ismael Ferrokhi

6. Closer – Dir. Mike Nichols

7. O que você faria em meu lugar – de Marcelo Piñero

8. O Estrangeiro – Visconti

De 12/03/2012 a 25/06/2012

2ªs feiras das 10h30 as 12h30 – R$ 310,00 por mês.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Você Não Vai Abrir?


Você Não Vai Abrir?
de Cesar Cardoso
com
Salmo Dansa
16x23 cm.
64 páginas

4x4

Em Você não vai abrir?, o próprio livro ganha voz e personalidade, e inicia um divertido diálogo metalinguístico com o autor Cesar Cardoso, em que debatem qual seria a melhor forma e o melhor conteúdo para entreter o leitor.

Ao longo da discussão, vários gêneros e formas de expressão são apresentados e discutidos, tornando o livro um rico mosaico: há histórias em prosa (e em prosa poética), brincadeiras, poemas, anúncios, reportagens... e até piadas! Tudo isso ilustrado com criativas colagens de Salmo Dansa.

Você não vai abrir? é uma obra diferente, em que autor, livro e leitor (ou leitora!) interagem para a sua criação.



O AUTOR por ele mesmo Cesar Cardoso -
Fui eu que escrevi este livro que você tem nas mãos e alguns outros, para crianças e adultos. Também escrevo para uma revista que se chama “Caros Amigos” e para a tevê. Na TV Globo já escrevi vários programas, como o “TV Pirata”, o “Sai de Baixo”, “A Grande Família” e o “Toma Lá Dá Cá”.

Aqui na Editora Biruta, que publicou esse livro, eu tenho um outro, chamado “O que é que não é?”. E também sou fotógrafo.

Se você quiser falar mais comigo, o meu e-mail é cesarcar@uninet.com.br . Um abraço.


O Ilustrador por ele mesmo Salmo Dansa
Fui eu que ilustrei este livro, na verdade, usei uma técnica diferente, a colagem. Sou Artista Plástico e Mestre em Design pela PUC do Rio de Janeiro. Trabalhei como Diretor de Arte e Ilustrador em publicidade, vídeos, revistas e, a partir de 1997, passei a me dedicar à ilustrações de livros para crianças e jovens.

Já ilustrei mais de 60 livros, dentre os quais Dona Gorda (publicado pela Editora Biruta), que escrevi em coautoria com Júlio Emílio Braz. Recebi o Prêmio Adolfo Aizen de ilustração e os selos Altamente Recomendável da FNLIJ e White Havens, da Internationale Jugendbibliothek München - IJB.

Se você quiser conhecer meu trabalho, entre no site: www.dansa.com.br

*

um lançamento

Aranha Por Um Fio de Laurent Cardon


Aranha Por Um Fio

de Laurent Cardon


26x17cm
40 páginas
4x4


Uma pequena aranha começa a aprender com sua mãe como construir sua teia. Porém, ela se choca ao descobrir que aquela rede, na verdade, serve para capturar seu alimento! Agora a pequena aranha terá que reinventar seu comportamento natural.

As ilustrações ricas e expressivas de Laurent Cardon tornam a leitura desse livro-imagem uma grande descoberta. é viajar pelas imagens sem texto. Laurent já publicou diversos livros como ilustrador e esse é seu segundo livro em que o desenho gera a história.

veja mais




Autor -Laurent Cardon - por ele mesmo -Sou francês, radicado em São Paulo desde 1995. Foi no Brasil que ilustrei meu primeiro livro e hoje poderia constituir uma biblioteca. Os livros Alecrim, escrito por Rosa Amanda Strausz, e Procura-se Lobo, de Ana Maria Machado, que ilustrei, foram premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (fnlij). Abri em São Paulo meu estúdio citronvache (www.citronvache.com.br). Quando não faço livros, leciono cinema e divido meu tempo em vinte e quatro imagens por segundo, fazendo desenhos animados, comerciais, séries ou longas-metragens que me levaram a viajar pelo mundo: Espanha, China, Coreia e, recentemente, Vietnã.

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um lançamento

O cemitério de Praga - Il cimitero di Praga de Umberto Eco





O cemitério de Praga
Il cimitero di Praga
de Umberto Eco


Tradutor: Joana Angélica d'Ávila Melo

Páginas: 480


O mais importante intelectual italiano vivo, imbatível nos estudos de semiótica, Umberto Eco é, também, um romancista de talento incomparável. Mestre em criar tramas engenhosas, capazes de mesclar vários níveis de linguagem, personagens e ações, se tornou conhecido mundo afora com o sucesso de pública e crítica O nome da rosa. Três décadas depois desse estupendo thriller, Eco retorna com um dos mais antecipados — e controversos — livros dos últimos anos: O cemitério de Praga. Quatrocentos mil exemplares vendidos na Itália em um mês.

Um tratado sobre o mecanismo do ódio, e espécie de síntese da história do preconceito, o livro causou desconforto em setores mais conservadores da sociedade italiana, principalmente entre religiosos, por misturar personagens históricos a um anti-herói fictício, cínico e maquiavélico, capaz de tudo para conseguir se vingar de padres, jesuítas, comunistas, mas, principalmente, dos judeus. Repleto de teorias da conspiração, falsificações, assuntos maçônicos e detalhes da unificação italiana, é no antisemitismo que repousa o coração da narrativa.

O cemitério de Praga também lembra um dos mais impressionantes episódios de falsificação da história: Os protocolos dos sábios de Sião, um texto forjado pela polícia secreta do Czar Nicolau II para justificar a perseguição aos judeus. Os escritos, que se acredita terem sido baseados em um texto francês — Diálogos no inferno entre Maquiável e Montesquieu — descreviam um suposto plano para a dominação mundial pelos israelitas. E serviriam de inspiração a Hitler para os campos de concentração.

O odioso Simonini, que o próprio autor define como um dos mais repulsivos personagens literários já criados, é um mestre do disfarce e da conspiração. Um falsário a serviço de vários governos. Do nordeste italiano até a Sicília de Garibaldi, das favelas de Paris às tabernas alemãs, passando por missas negras, o bombardeio a Napoleão III, a Comuna de Paris, o caso Dreyfus, o Ressurgimento, Simonini é todas as revoluções, as más escolhas, os erros do século XIX, que Eco reconstrói com grande rigor histórico, entre tomadas de poder e revoluções.

Com ares de novo clássico, O cemitério de Praga leva as mentiras históricas a novos patamares e revela, ainda, ferramentas usadas por falsários e propagandistas. Um trabalho memorável de filosofia da história e a natureza da ficção. Eco em sua melhor forma.

A Crítica -“Eco vence o desafio de inovar seu próprio gênero, sem perder o leitor acostumado às aventuras físicas e intelectuais dos romance erudito. Mostra que ainda é – para usar um termo que ele não aprovaria – o papa do suspense erudito”, Luis Antônio Giron para a revista Época.



O AUTOR

Umberto Eco (Alexandria, 5 de janeiro de 1932) é um escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. É titular da cadeira de Semiótica (aposentado) e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em Harvard, Collège de France e Universidade de Toronto. Colaborador em diversos periódicos acadêmicos, dentre eles colunista da revista semanal italiana L'Espresso, na qual escreve, entre uma infinidade de temas, sobre Berlusconi e Wikipédia. Eco é, ainda, notório escritor de romances, entre os quais O nome da rosa e O pêndulo de Foucault. Junto com o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, lançou no ano passado N’Espérez pas vous Débarrasser des Livres (“Não Espere se Livrar dos Livros”, publicado em Portugal com o título A Obsessão do Fogo ).

Umberto Eco começou a sua carreira como filósofo sob a orientação de Luigi Pareyson, na Itália. Seus primeiros trabalhos dedicaram-se ao estudo da estética medieval, sobretudo aos textos de S. Tomás de Aquino. A tese principal defendida por Eco, nesses trabalhos, diz respeito à ideia de que esse grande filósofo e teólogo medieval, que, como os demais de seu tempo, é acusado de não empreender uma reflexão estética, trata, de um modo particular, da problemática do belo.A partir da década de 1960, Eco se lança ao estudo das relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios intitulada Obra aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável porém não infinita de interpretações. Ainda na década de 1960, Eco notabilizou-se pelos seus estudos acerca da cultura de massa, em especial os ensaios contidos no livro Apocalíticos e integrados (1964), em que ele defende uma nova orientação nos estudos dos fenômenos da cultura de massa, criticando a postura apocalíptica daqueles que acreditam que a cultura de massa é a ruína dos "altos valores" artísticos — identificada com a Escola de Frankfurt, mas não necessariamente e totalmente devedora da Teoria Crítica —, e, também, a postura dos integrados — identificada, na maioria das vezes, com a postura de Marshall McLuhan —, para quem a cultura de massa é resultado da integração democrática das massas na sociedade.A partir da década de 1970, Eco passa a tratar quase que exclusivamente da semiótica. Eco descobriu o termo "Semiótica" nos parágrafos finais do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1690), de John Locke, ficando ligado à tradição anglo-saxónica da semiótica, e não à tradição da semiologia relacionada com o modelo linguístico de Ferdinand de Saussure. Pode-se dizer, inclusive, que a teoria de Eco acerca da obra aberta é dependente da noção peirceana de semiose ilimitada. Nesta concepção do "sentido", um texto será inteligível se o conjunto dos seus enunciados respeitar o saber associativo. Ao longo da década, e atravessando a década de 1980, Eco escreve importantes textos nos quais procura definir os limites da pesquisa semiótica, bem como fornecer uma nova compreensão da disciplina, segundo pressupostos buscados em filósofos como Immanuel Kant e Charles Sanders Peirce. São notáveis a coletânea de ensaios As formas do conteúdo (1971) e o livro de grande fôlego Tratado geral de semiótica (1975). Nesses textos, Eco sustenta que o código que nos serve de base para criar e interpretar as mais diversas mensagens de qualquer subcódigo (a literatura, o subcódigo do trânsito, as artes plásticas etc.) deve ser comparado a uma estrutura rizomática pluridimensional que dispõe os diversos sememas (ou unidades culturais) numa cadeia de liames que os mantêm unidos. Dessa forma, o Modelo Q (de Quillian) dispõe os sememas — as unidades mínimas de sentido — segundo uma lógica organizativa que, de certo modo, depende de uma pragmática. A sua noção de signo como enciclopédia é oriunda dessa concepção. Como consequência de seu interesse pela semiótica e em decorrência do seu anterior interesse pela estética, Eco, a partir de então, orienta seus trabalhos para o tema da cooperação interpretativa dos textos por parte dos leitores. Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990) são marcos dessa produção, que tem como principal característica sustentar a ideia de que os textos são máquinas preguiçosas que necessitam a todo o momento da cooperação dos leitores. Dessa forma, Eco procura compreender quais são os aspectos mais relevantes que atuam durante a atividade interpretativa dos leitores, observando os mecanismos que engendram a cooperação interpretativa, ou seja, o "preenchimento" de sentido que o leitor faz do texto, procurando, ao mesmo tempo, definir os limites interpretativos a serem respeitados e os horizontes de expectativas gerados pelo próprio texto, em confronto com o contexto em que se insere o leitor.Além dessa carreira universitária, Eco ainda escreveu cinco romances, aclamados pela crítica e que o colocaram numa posição de destaque no cenário acadêmico e literário, uma vez que é um dos poucos autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas, exercendo influência considerável nos dois âmbitos.



Bibliografia


Romances


O Pêndulo de Foucault.
O nome da rosa (Il nome della rosa, 1980) (Prêmio Médicis, livro estrangeiro na França);
adaptação cinematográfica de Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery e Christian Slater nos papéis principais;
O Pêndulo de Foucault (livro) (Il pendolo di Foucault,1988);
A ilha do dia anterior (L'isola del giorno prima, 1994);
Baudolino (Baudolino, 2000);
A misteriosa chama da rainha Loana (La misteriosa fiamma della regina Loana 2004).
O Cemitério de Praga (Il cimitero di Praga), 2011


Ensaios

Obras nas áreas de filosofia, semiótica, lingüística, estética traduzidas para a língua portuguesa:

As datas que aparecem seguidas de asterisco se referem à data da publicação da tradução. As demais seguem de acordo com a publicação original.

Obra aberta (1962)
Diário mínimo (1963)
Apocalípticos e integrados (1964)
A definição da arte (1968)
A estrutura ausente (1968)
As formas do conteúdo (1971)
Mentiras que parecem verdades (1972) (co-autoria de Marisa Bonazzi)
O super-homem de massa (1978)
Lector in fábula (1979)
Viagem na irrealidade cotidiana (1983)
O conceito de texto (1984)
Semiótica e filosofia da linguagem (1984)
Sobre o espelho e outros ensaios (1985)
Arte e beleza na estética medieval (1987)
Os limites da interpretação (1990)
O signo de três (1991*) (co-autoria de Thomas A. Sebeok)
Segundo diário mínimo (1992)
Interpretação e superinterpretação (1992)
Seis passeios pelos bosques da ficção (1994)
Como se faz uma tese (1995*)
Kant e o ornitorrinco (1997)
Cinco escritos morais (1997)
Entre a mentira e a ironia (1998)
Em que creem os que não creem? (1999*) (co-autoria de Carlo Maria Martini)
A busca da língua perfeita (2001*)
Sobre a literatura (2002)
Quase a mesma coisa (2003)
História da beleza (2004) (direcção)
La production des signes (2005 em francês)
Le signe (2005; em francês)
Storia della Brutezza (2007). Em Portugal, traduzido como História do feio e , no Brasil, como História da Feiúra.
Dall'albero al labirinto (2007)
Não contem com o fim do livro (2010*) (co-autoria de Jean-Claude Carrière)

um lançamento






Vingança em Paris - The Paris vendetta de Steve Berry



Vingança em Paris
Título Original: The Paris vendetta
de Steve Berry
Tradutor: Daniela Pires

Páginas: 532




O LIVRO -Uma das figuras históricas mais fascinantes de todos os tempos, Napoleão Bonaparte seduz historiadores e pesquisadores há séculos. Livros sobre o gênio militar somente perdem, em números, aos dedicados a Jesus Cristo. O fato chamou atenção de Steve Berry, que na última década vem consistentemente construindo uma reputação como um dos mais bem sucedidos escritores de thrillers da atualidade. Depois do sucesso de A profecia Romanov e A sala de âmbar, entre outros, ele retorna com mais uma trama de tirar o fôlego.

Baseado em pesquisas históricas, mas com boa dose de imaginação, Vingança em Paris é um mergulho nos mistérios napoleônicos: um homem que tentou conquistar o mundo, espalhou terror por Europa e Rússia, quando finalmente capturado, foi simplesmente exilado em Elba. Ao escapar, novamente foi preso, desta vez na ilha de Santa Helena. Por que simplesmente não o mataram? Mesmo derrotado, Napoleão comandava grande respeito. O que estaria por trás disso? Existia mesmo algum tesouro escondido por Bonaparte? Estaria codificado em seu testamento?

Cotton Malone, ex-agente do Departamento de Justiça Americano e negociante de livros raros, está prestes a descobrir. Mas seu trabalho de pesquisa é interrompido quando é surpreendido, em sua livraria em Copenhague, por um homem do serviço secreto americano... seguido por dois assassinos. Apesar de desconfiado, Malone acaba ajudando o jovem. E o leva ao encontro de seu amigo Henrik Thorvaldsen. O astuto magnata tem conhecimento de uma conspiração de multimilionários decididos a manipular a economia global.

Apenas descobrindo os planos de um terrorista, frustrando um atentado catastrófico e empreendendo uma busca desesperada pelo tesouro perdido de Napoleão, Malone poderá evitar a anarquia econômica internacional. Da Dinamarca até as ruas de Paris, passando pela Inglaterra, nosso herói participa de um intenso jogo de intriga e duplicidade. Quinta aventura de Malone, apresentado pela primeira vez em O legado dos templários, Vingança em Paris confirma berry com um dos melhores escritores de ação contemporâneos.



O AUTOR Steve Berry mora no litoral do estado da Geórgia, EUA, com a mulher e a filha. Ao longo de duas décadas dedicou-se à advocacia. No entanto, a publicação e o sucesso obtido com seus livros fizeram com que o autor abandonasse os tribunais. O terceiro segredo, A profecia Romanov, A sala de âmbar e O legado dos templários — todos publicados pela Editora Record — se tornaram best sellers nos Estados Unidos.
www.steveberry.org

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ALMANAQUE DO PENSAMENTO 2012 - O Mais Completo Guia Astrológico


ALMANAQUE DO PENSAMENTO 2012 - O Mais Completo Guia Astrológico
Autor(es): Pensamento, Editora

Páginas: 232


Um bestseller renovado a cada ano, e que talvez nem precise mais de maiores apresentações.

Lançado em agosto de 1912, o Almanaque do Pensamento comemora nesta edição de 2012 o seu centenário. A sua história se confunde com a própria história da astrologia no Brasil. Sem ele e outras obras sobre o tema publicadas no Brasil pela Editora Pensamento , a história da astrologia em nosso país seria outra, bem diferente da que temos na atualidade. Para comemorar estes 100 anos de mudanças e transformações, após uma vida de pioneirismo e de superações, esta edição é especial, com muito mais páginas e um brinde colorido composto de cartas de sabedoria para ajudá-lo a percorrer em paz o ano de 2012. Além de trazer o mais completo horóscopo para o seu dia a dia publicado no Brasil, o Almanaque do Pensamento 2012 tem muito mais matérias de interesse relacionadas a assuntos que despertam muito interesse , tais como: os santos do dia, previsões segundo a numerologia, previsão do tempo, melhores dias para as atividades de agricultura e pecuária, mitos sobre os lobisomens, os signos lunares, o que é na realidade o previsto Apocalipse 2012 e outros temas e curiosidades que farão do Almanaque do Pensamento 2012 o seu companheiro de todos os dias.


UM LANÇAMENTO


A estrela mais brilhante do céu The brightest star in the sky de Marian Keyes




A estrela mais brilhante do céu

The brightest star in the sky
de Marian Keyes
Tradutor: Renato Motta

Páginas: 602





Neste verão, esqueçam as melancias porque desta vez porque desta vez Marian Keyes (a rainha do Chick Lit ) ataca de A estrela mais brilhante do céu.

O livro, ora o livro, é um maçudo e deletério (indicado só para amantes da literatura mulherzinha) que nos traz - que existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. E esse espírito está em uma missão para mudar a vida de alguém. Em A estrela mais brilhante do céu, Marian Keyes demonstra mais uma vez sua técnica como uma dos grandes contadores de histórias da atualidade e sua vontade de ultrapassar limites na literatura.

Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt, que por mais que tentem esquecer o passado, não conseguirão.

A história dessa vez é contada pelo ponto de vista de um espírito que está numa missão muito especial e apresenta ao leitor os mistérios que cercam cada um dos moradores.


A Autora - Marian Keyes é irlandesa e morou em Londres durante doze anos. Estudou na Universidade de Dublin, onde se formou em 1984. Hoje é uma das autoras de maior sucesso no Reino Unido, tendo vendido a peso de ouro os direitos de publicação de seus livros para o mundo inteiro. Los Angeles é o seu sexto romance lançado no Brasil. Melancia, Férias! ,Sushi, Casório?! e É Agora... Ou Nunca, publicados pela Bertrand, atingiram um público de mais de 500 mil leitores. Suas obras já foram traduzidas para mais de vinte idiomas, sempre se destacando nas listas dos mais vendidos. Atualmente, Marian Keyes vive em Dublin com o marido.

Saiba mais assistindo aqui -


um lançamento


Exposição Natureza-morta na Europa - Fundação Gulbenkian

Exposição Natureza-morta na Europa

-

Fundação Gulbenkian


Sábado, 7 de Janeiro de 2012



O Clube Literário do Porto está a promover uma visita guiada à Exposição Natureza-morta na Europa na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.



8h - Partida do Clube Literário do Porto


11h30 - Chegada a Lisboa

14h - Início da visita à Exposição


Visita guiada pela Curadora e Crítica de Arte Fátima Lambert


18h - Regresso ao Porto


Preço: 25 euros (viagem de autocarro)


Inscrições até ao dia 2 Janeiro no Clube Literário do Porto.
A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa
1840 - 1955
Dando continuidade à exposição apresentada em 2010 sobre o tema da natureza-morta na
Europa, a segunda parte será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais
ocorridas na primeira metade do século XX.
A renovação do interesse pela natureza-morta por parte dos artistas da vanguarda francesa será
documentada através das obras dos Realistas e também da nova linguagem do Impressionismo.
Em exposição estará uma peça-chave deste contexto, a Natureza-Morta de Claude Monet, que faz
parte das colecções do Museu Calouste Gulbenkian. A natureza-morta foi, no final do século XIX,
tema que interessou de sobremaneira os pintores Pós-Impressionistas como Cézanne, Van Gogh e
Gauguin, que estarão representados através de obras de referência.
A exposição demonstrará como a natureza-morta, enquanto género pictórico, se transformou em
veículo de uma experimentação ainda mais radical com Picasso, Braque e Matisse. Poder-se-á
entender como permitiu a alguns artistas um olhar reflexivo sobre a sociedade contemporânea,
enquanto outros se envolveram nas novas realidades da experiência subjectiva, como é o
caso de Magritte e Dalí. A fragmentação e reinvenção da própria categoria de natureza-morta
serão exploradas através da amostragem de peças escultóricas ou de objectos de uso corrente
transformados em obras de arte.
Eis a viagem que é proposta através dos vários tempos e geografias da natureza-morta na pintura
ocidental, ilustrada com obras maiores dos autores que mais reflectiram sobre este género.
A natureza-morta foi sem dúvida pretexto para as indagações dos pintores e é hoje motivo
de fascínio para o público em geral. A exposição será comissariada por Neil Cox, Professor da
Universidade de Essex, especialista em arte francesa do século XX, com tese de doutoramento
sobre Picasso e uma vasta obra publicada bibliografia.
Comissário: Neil Cox
FÁTIMA LAMBERT
Licenciatura em Filosofia (1982); mestrado em Filosofia – A Estética Pessoana no Modernismo Português
(1986); doutoramento em Estética – Fundamentos filosóficos da Estética em Almada Negreiros (1998)
Fac. Filosofia Braga, U. C. P. Investigadora do Projecto “Writing and Seeing”, Fundação Ciência e
Tecnologia (F.C.T). Professora Coordenadora em Estética e Educação desde 2000 - Escola Superior de
Educação/Instituto Politécnico do Porto Coordenadora da “Comissão para o Ensino Artístico” - Ministério
da Educação (1996/1997). Curadorias (selecção): “Porto 60/70: os Artistas e a Cidade”, Museu de
Serralves - Porto 2001 Capital da Cultura “+ de 20 grupos e episódios no Porto do séc. XX”, Galeria
Municipal/Palácio de Cristal - Porto 2001 Capital da Cultura Olhares e Escritas na Arte portuguesa desde
1960, Porto, Galeria Municipal, 2003 Entre a Palavra e a Imagem (Fundación Luís Seoane – A Corunha/
SP/2006; Museu da Cidade de Lisboa/Portugal e Centro Cultural Vila Flor - 2007) Curadora de Portugal
-Salon Européen de Jeunes Créateurs (Org. Montrouge) – 2002/ 2007 Do séc. XVII ao séc. XXI: além
tempo, dentro do Museu – Porto, Museu N. Soares dos Reis, Out. 2009/Jan. 2010. Autora de: Escultura
Portuguesa no séc. XX (1996); Pintura Portuguesa Contemporânea (2005); Cruz-Filipe; Pedro Casqueiro;
Manuel Casimiro (Ed. Caminho, Lisboa, 2006); Writing and Seeing – Essays on Word and Image (Org.),
Editora Rodopi, Amsterdam – Holanda, 2006; Olhares e Escritas, Porto, Flup, 2007; Entre a Palavra e a
Imagem (Org.), Editora Dardo, Santiago de Compostela, 2007

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Hemingway - livro e vídeo


Tem post novo no Blog do Le-Heitor.

Heitor encontrou um vídeo de O Velho e o Mar na internet, adorou, descobriu que tinha o livro em casa, leu Hemingway e publicou o vídeo no seu blog: http://blogdoleheitor.sintaxe.com.br