quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Modos da representação política


Modos da representação política - o experimento da Primeira República brasileira
de Cristina Buarque de Hollanda


Coleção: Origem
Coedição: IUPERJ/UCAM
312 p.


Cristina Buarque de Hollanda é uma das maiores estudiosas da ciência política brasileira. Graduada em Ciências Sociais pela UFRJ, com mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Iuperj, Cristina Buarque de Hollanda realizou extensão universitária na Università Degli Studi di Padova, na Itália. Leciona no Departamento de Ciência Política da UFRJ e coordenadora o Núcleo de Estudos de Teoria Política (Nutep). Desenvolveu estudos na área de violência e segurança pública e projeto sobre justiça transicional no Brasil, na Argentina, na África do Sul e no Timor Leste.



O leitor vai encontrar, nesse precioso estudo, um resgate do pensamento sobre a representação política elaborado durante a Primeira República. Criativa na classificação e na análise de suas vertentes, rigorosa na seleção e escrutínio das fontes, Cristina Buarque de Hollanda traz à tona a ideia de um pensamento dinâmico, em permanente tensão com as práticas políticas, e amadurecendo com elas, exatamente porque produzido por autores que eram também protagonistas da vida civil.

Ao final, o exame de um dos resultados dessa longa maturação, o Código Eleitoral de 1932, mostra que essa reforma tão esperada de nossa história política no primeiro terço do século XX, ainda que trazida pela Revolução de 1930, foi na verdade devidamente antecipada pelo embate intelectual do período anterior. (Cicero Araujo)

UM LANÇAMENTO










Face a Face com o Mal de Alzheimer


FACE A FACE COM O MAL DE ALZHEIMER

de DOROTEA CUEVAS FRACALANZA

Prefácio: Ezequiel Theodoro da Silva


Páginas: 192


INDICADO PARA Terapeutas, cuidadores e familiares de portadores do Mal de Alzheimer

A Editora Gaia acaba de levar às livrarias a obra Face a face com o Mal de Alzheimer, de Dorotea Cuevas Fracalanza. Uma narrativa ao mesmo tempo emocionante e realista da autora que, de repente, se viu frente a frente com a doença que acometeu sua mãe.

Embora a própria autora afirme que o livro não é um manual didático ou guia sobre como lidar com pessoas que sofrem do Mal de Alzheimer, certamente traz um pouco daquilo que ela gostaria de ter lido para reconhecer em sua mãe os sintomas da doença e desse modo poder melhor atendê-la em suas necessidades.

O desamparo dos familiares cuidadores pode ser claramente percebido através das palavras que se seguem, expressas pela própria autora:

“Ao assumir a guarda de um familiar acometido pelo Mal de Alzheimer, ninguém sabe ao certo para onde se dirige esse barco à deriva. Os referenciais que possuímos não nos permitem explicar o porquê de tanto estranhamento e desencontros. A princípio, desavisados, custamos a perceber os equívocos que cometemos. Mas a revelação de uma doença mental progressiva e incurável traz o esclarecimento que nos falta e, no li

-mite, nos obriga a capitular diante de nossa própria fragilidade e impotência. É nesse limiar, é a partir desse ‘quase nada’, que nós, familiares cuidadores, entendemos ter de lutar também nossa própria batalha: a de recuperar parte de nossa sanidade, de nossa autoestima e até mesmo de uma esquecida e merecida alegria de viver.”

“O mérito maior do livro de Dorotea”, nas palavras do professor Ezequiel Theodoro da Silva, prefaciador da obra, “reside na sua narrativa de rememoração, trazendo aos olhos do leitor não apenas os sutis sintomas mascarados pela rotina, mas a sua contextualização na relação mãe­‑filha e, mais abrangentemente, na relação paciente­‑família.”

Infelizmente ainda não é conhecida a cura para o Mal de Alzheimer; por essa razão o tratamento destina-­se a controlar os sintomas e proteger o doente das consequências que advêm de sua condição. Por isso é que Ezequiel Theodoro da Silva avalia a obra como “oportuna e bem-vinda, porque nos ilumina e nos alerta a respeito dos meandros e dos rastros produzidos pela patologia, principalmente nos aspectos relacionados aos comportamentos e às atitudes dos cuidadores em âmbito familiar, afirmando que dúvidas, apreensões, medos, inseguranças, desesperos etc. daqueles que convivem com casos de Alzheimer podem ser minimizados – e muito – pela leitura atenta e carinhosa desta obra.”


Um lançamento






MANUAL PRÁTICO DE HOMEOPATIA


MANUAL PRÁTICO DE
HOMEOPATIA
de Colin Griffith


Páginas: 344 págs

Os remédios homeopáticos são seguros e eficazes desde que se saiba como
usá-los. Se você estiver disposto a assumir a responsabilidade pelo seu próprio
bem-estar e participar do seu processo de cura, este livro contém orientações
acessíveis e profissionais para a prescrição caseira de remédios – tudo o que você
precisa para compreender:
 Como reconhecer sinais e sintomas e prevenir doenças
 Como tratar ferimentos ou enfermidades e acelerar a recuperação
 Como reconhecer uma emergência e lidar com ela
 Quando utilizar um remédio em casa e quando buscar ajuda profissional,
homeopática ou não
 Quando combinar homeopatia com outros medicamentos ou tratamentos
alternativos para melhores resultados
 Por que os remédios homeopáticos são eficazes e escolher determinados
remédios
 Por que você deve consultar um homeopata regularmente
 Quais remédios ter em seu Kit de Primeiros Socorros homeopático, em que
potência, e como armazená-los
 Quais remédios e combinações funcionam melhor para doenças.
Com informações sobre todos os aspectos da saúde – desde acidentes e
emergências até bem-estar emocional –, além de respostas a perguntas feitas com
frequência e orientações detalhadas sobre diagnóstico, prevenção e cura, este livro
constitui uma obra de referência que não pode faltar no seu lar.

UM LANÇAMENTO

CLARICE


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A CURA DO AMOR PELO TAO


A CURA DO AMOR PELO TAO
de Mantak Chia


Páginas: 304 págs

A Cura do Amor pelo Tao revela as tradicionais práticas taoistas para cultivar e intensificar a energia sexual da mulher, transformando-a em poder criativo, poder de cura e poder espiritual. Durante milhares de anos esses princípios e técnicas sexuais foram ensinados, pelos mestres taoistas, só a um número reduzido de pessoas, que os guardavam em segredo sob juramento, nas cortes reais e círculos esotéricos da China. A Cura do Amor pelo Tao é o primeiro livro a divulgar esse antigo conhecimento no mundo ocidental. O alicerce do amor terapêutico é o cultivo, a transformação e a circulação da energia sexual, conhecida como Ching. Ching é uma energia criativa e geradora, essencial para o desenvolvimento do Chi (a força vital), e do Shen, a energia espiritual que possibilita o desenvolvimento espiritual por meio de práticas elevadas. Ching é produzida nos órgãos sexuais e as mulheres perdem essa energia continuamente na menstruação e durante a gravidez. Mantak Chia ensina técnicas poderosas, desenvolvidas por mestres taoistas, para conservar a energia Ching e utilizá-la para o bem-estar físico, mental e espiritual das mulheres. Entre os muitos benefícios dessas práticas estão a redução do desconforto causado pela menstruação e a capacidade de atingir o orgasmo pleno, muito além do orgasmo vaginal comum, e sem a perda de energia vital.

UM LANÇAMENTO

TRADUÇÃO DE PROUDHON É ÚTIL PARA ESTUDIOSOS DE ARTES

Pierre-Joseph Proudhon (Besançon, 15 de Janeiro de 1809 — Passy, 19 de Janeiro de 1865) foi um filósofo político e econômico francês, foi membro do Parlamento Francês, e também o primeiro autoproclamado anarquista. É considerado um dos mais influentes escritores anarquistas e organizadores. Após a revolução de 1848 passou a se denominar federalista.

Proudhon foi também tipógrafo aprendendo por conta própria o idioma Latin para imprimir melhor livros nesta língua. Sua afirmação mais conhecida é que a Propriedade é Roubo!, está presente em seu primeiro e maior trabalho, O que é a Propriedade? Pesquisa sobre o Princípio do Direito e do Governo (Qu'est-ce que la propriété? Recherche sur le principe du droit et du gouvernement), publicado em 1840.

A publicação do livro atraiu a atenção das autoridades francesas. Atraindo também o interesse de Karl Marx, que começou a se corresponder com seu autor. Os dois influenciaram-se mutuamente: eles se encontraram em Paris por ocasião do exílio de Marx. A amizade de ambos finalmente chegou ao fim quando Marx respondeu ao seu texto Sistema das Contradições Econômicas, ou A Filosofia da Miséria com outro provocativamente intitulado A Miséria da Filosofia.

A disputa tornou-se uma das origens da divisão entre as alas marxistas e anarquistas nos encontros da Associação Internacional dos Trabalhadores. Alguns, como Edmund Wilson, argumentam que o ataque de Marx a Proudhon tem sua origem na defesa prévia do segundo de Karl Grün, o qual Marx abertamente detestava e que havia sido o autor de traduções do trabalho de Proudhon para diversos idiomas.

Proudhon favoreceu as associações dos trabalhadores ou cooperativas, bem como o propriedade coletiva dos trabalhadores da cidade e do campo em relação aos meios de produção, em contraposição à nacionalização da terra e dos espaços de trabalho. Ele considerava que a revolução social poderia ser alcançada através de formas pacíficas.

Em Confissões de um Revolucionário Proudhon afirmou que Anarquia é Ordem, uma frase que muito mais tarde inspirou, o símbolo anarquista conhecido como A no círculo, hoje, muito comum em pichações e grafites presentes na paisagem urbana. Neste símbolo o círculo simboliza a letra "O" da palavra "Ordem", levando em seu interior a letra "A" da palavra "Anarquia".

Proudhon também tentaria criar um banco operário, semelhante em alguns aspectos, às atuais cooperativas de crédito que beneficiaria os trabalhadores com empréstimos sem juros. Mal-lograda a tentativa, a ideia seria apropriada por capitalistas e acionistas que incorporariam imposição de juros em seus empréstimos.

BIBLIOGRAFIA

* O que é a Propriedade? Pesquisa sobre o Princípio do Direito e do Governo (1840)
* Aviso aos Proprietários (1842)
* Sistema das Contradições Econômicas, ou A Filosofia da Miséria (1846)
* Idée générale de la révolution au XIXe siècle (General Idea of the Revolution in the Nineteenth Century, (1851)
* Le manuel du spéculateur à la bourse (1853)
* De la justice dans la révolution et dans l'Eglise (1858)
* La Guerre et la Paix (1861)
* Du principe Fédératif (1863)
* De la capacité politique des classes ouvrières (1865)
* Théorie de la propriété (1866)
* Théorie du mouvement constitutionnel (1870)
* Du principe de l'art (1875)
* Correspondences (1875)

O LIVRO


Do princípio da arte e de sua destinação social
Pierre-Joseph Proudhon

Páginas: 256p.

“A arte é uma coisa indefinível, algo de místico, a poesia, a fantasia, tudo o que se quiser, que escapa á analise, que só existe por si mesma e não conhece regras” é assim que Proudhon define a arte e fala sobre ela no decorrer de sua obra Du principe de l´art e de la destinacion sociale, traduzida agora no Brasil pela Editora Autores Associados na coleção Florada das Artes, coordenada pelo crítico de arte Jorge Coli.

Neste livro, o leitor encontra reflexões aprofundadas sobre o conceito de arte, a sua utilidade, se ela é um elemento de civilização ou decadência, sobre a faculdade estética do homem, sobre o sentimento de beleza que age em favor na natureza e outras questões próprias de um ensaio. Nesse sentido, todas as modalidades artísticas são englobadas por Proudhon. O leitor, com o livro, ainda terá a oportunidade de ver as constatações das diferentes formas de se pensar a obra de arte nos diferentes períodos (Idade Média, Renascimento, Reforma, Rev. Francesa, primeira metade do século XIX), além de um estudo crítico de David, Delacroix, Ingres, David de Angers e Rude, Léopold Robert, Horace Vernet, Chenavard e um exame minucioso de alguns quadros de Coubet. Como se não bastasse, o autor ainda encontra espaço para dar conselhos e falar da afirmação da escola crítica. Na mesma obra, há uma análise crítica de Émile Zola sobre a obra e o contexto de ensaios produzidos por Proudhon, além de uma discussão sobre a serventia da arte, pela qual Proudhon insistia em passar.

TRECHOS DO LIVRO

“Julgo as obras de arte pelo gosto natural do homem pelas coisas belas e, sobretudo, pelo que aprendi em literatura” (p. 7)

“Chamo, pois, estética à faculdade que o homem tem de perceber ou descobrir o belo e o feio, o agradável e o desgracioso, o sublime e o trivial, na sua pessoa e nas coisas, e de fazer dessa percepção um novo meio de prazer, um requinte de volúpia” (p. 12)

“Negar a beleza é reconduzir a civilização à selvageria” (p. 21)

“[A arte é] uma representação idealista da natureza e de nós mesmos com vistas ao aperfeiçoamento físico e moral da nossa espécie” (p. 27)

um lançamento






Zero Hora anuncia editora de mídias sociais



O Grupo RBS anunciou recentemente algumas mudanças no seu quadro. Seguindo uma tendência mundial, o jornal Zero Hora agora conta com uma editora de mídia sociais. Outros jornais como o The New York Times, BBC e o Estadão já haviam criado a mesmo função esse ano. A jornalista Barbara Nickel, que já trabalhava no site da zerohora.com desde seu lançamento, em 2007, assumirá o posto e irá monitorar as redes (como Face Book, Twitter, You Tube e Orkut, entre outras), acompanhando tendências, sugestões, críticas e perguntas dos leitores.

Sobre a necessidade da criação do posto, Barbara comenta: “As pessoas não estão mandando somente e-mails, mas também utilizando as mídias sociais para se comunicar conosco. Por esse motivo, o Grupo RBS julgou necessário que alguém fosse incumbido de checar o que está acontecendo nessas mídias, tanto para sugestões de pauta, quanto o que está sendo falado sobre o veículo”.

A novidade foi anunciada no Encontro RBS de Jornalismo e Entretenimento, que aconteceu no início do mês em Florianópolis (SC). Bárbara destaca que, por ser algo novo em vários meios de comunicação, ainda não existem rotinas ou modelos para serem seguidos e servirem de inspiração: tudo ainda está em fase de construção. A jornalista já trabalhava com mídias sociais, sendo uma das responsáveis pelas contas da Zero Hora no Twitter e Face Book.

“É fantástico ter esse cargo. Não importa se a empresa quer ou não estar na redes sociais, estão acontecendo coisas importantes ali. Pode ser que daqui a pouco não sejam as mesmas ferramentas, mas dificilmente iremos voltar atrás no uso de mídias sociais”, enfatiza Bárbara.

Outra mudança corporativa do Grupo RBS é o desligamento da Diretora de Marketing Corporativo, Lúcia Bastos, a partir de janeiro de 2010. A atual assessora de Comunicação do grupo, Anik Suzuki, passará a responder pela área, como gerente executiva de Comunicação Corporativa.

(Comunique-se)

Embarcações típicas da costa brasileira


Embarcações típicas da costa brasileira
de João Lara Mesquita
capa dura
formato 24 x 28 cm
264 páginas.

Se a costa brasileira tem um dos mais belos recortes do mundo, se a variedade de tons de areia e mar nos são inesquecíveis, os barcos que aqui costeiam , não costeiam como lá. Um livro de registro de puras emoções. Navegue ! (E.C.)

O livro
Embarcações típicas da costa brasileira documenta em belíssimas fotografias e texto jornalístico as embarcações construídas pelos carpinteiros navais, trabalhadores artesanais cujos saberes passam de pai para filho, de mestre para aprendiz. Saberes que, como outros patrimônios imateriais, correm o risco de desaparecer.
O livro conta, também, a aventura do encontro da cultura náutica europeia, asiática e africana com a dos povos indígenas e mostra embarcações em que o legado desse encontro ainda é visível na costa do país.
O extenso registro é fruto das viagens de João Lara Mesquita, que desde 2005 navega a costa brasileira a bordo de seu veleiro, o Mar Sem Fim, o que lhe rendeu um acervo de mais de 20 mil fotografias que captam a beleza dessas embarcações, do extremo Norte ao extremo Sul do país.
“Pintadas em cores vibrantes, com formas incomuns, ostentando enormes e nostálgicas velas, as embarcações rústicas são parte de nossa história e trazem poesia e elegância ao nosso litoral”, afirma Mesquita.


O autor

João Lara Mesquita é músico de formação e jornalista. Capitão amador desde os anos 1990, acumula hoje mais de 40 mil milhas navegadas. Atualmente, planeja sua primeira viagem à Antártida. Foi colaborador de revistas como Playboy, Mar Vela e Motor, Daslu e Guia Sampa, esta da Editora Abril. Foi o quarto brasileiro a participar do Rally Paris-Dakar, em 1997, como navegador do carro pilotado por Klever Kolberg, quando obtiveram a décima colocação na categoria.

Entre 1982 e 2003, foi diretor da Rádio e Estúdio Eldorado, pertencentes ao Grupo Estado, de São Paulo. Neles, criou o Prêmio Eldorado de Música. Idealizou o Prêmio Visa de MPB. Lançou e liderou a campanha pelo fim da obrigatoriedade da Voz do Brasil e, na área discográfica, foi o responsável pela criação do selo Eldorado.

Foi um dos fundadores do Núcleo União-Pró Tietê, ligado à Fundação SOS Mata Atlântica, ONG que desde 1990 comanda a campanha pela despoluição do rio Tietê. De 1992 a 1995, foi diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM. É diretor da Sociedade de Cultura Artística de São Paulo desde 1999. Foi conselheiro do Greenpeace de 2001 a 2004.

A editora

Preservar a memória do país e propor novos debates. Recuperar momentos de nosso passado e antecipar temas que serão importantes em nosso futuro. É com esses objetivos que desde 1998 a Terceiro Nome edita livros de ficção, história, fotografia, meio-ambiente, arte, antropologia, teatro e outros temas relacionados ao Brasil e suas raízes, problemas e encantos.

Entre seus destaques, estão livros com fotos e ilustrações resultantes de pesquisas em arquivos históricos ou produzidas especialmente para suas edições por artistas de renome. Fruto de enorme cuidado gráfico e editorial, em 2008 a Terceiro Nome obteve cinco indicações ao Prêmio Jabuti e, em 2009, esteve entre as finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura.

UM LANÇAMENTO




Peças do final de semana da 5ª Mostra Cena Breve



A 5ª Mostra Cena Breve, que está sendo realizada no Teatro da Caixa reunindo 14 grupos teatrais de Curitiba, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apresentará, no sábado, as cenas “Pecinhas para uma Tecnologia do Afeto – O Teste”, do Teatro de Ruído; “Meu Sonho é Participar de um Filme de Pedro Almodóvar”, da Cia Pé no Palco; e “Suba na Vida”, do grupo Casa de Passagem, de Belo Horizonte. No domingo teremos “5 Cabeças à Espera de um Trem”, da Cia 5 Cabeças, de Belo Horizonte; “Looners”, do grupo Elenco de Ouro; e "Prêtà-Porquê", da Cia Portátil.

Na segunda-feira, no encerramento da primeira semana da Mostra será apresentada a cena convidada “A Mudança”, da Cia do Chá, de Belo Horizonte.

Pecinhas para uma Tecnologia do Afeto – O Teste

A cena é uma conjunção de nove textos de autoria do autor curitibano Luiz Felipe Leprevost. Cada um deles foi escrito especificamente para os atores que o personificam. Ou seja, são endereçados e contém elementos pessoais, biográficos. Escritos com afeição genuína.

Os nove monólogos acontecem simultaneamente, em diversos locais da Caixa Cultural. Apesar de terem sido escritos separadamente para cada ator, os textos guardam semelhanças estéticas e também em seu conteúdo. Dialogam entre si, acontecem em conjunto. Cada pecinha dessas é parte de uma engrenagem. Um único monólogo pode, de fato, significar todos os outros. Apesar de ser apenas uma parte, é tão bem construído que pode significar o todo. A cena é uma tentativa de alargar os significados, distribuindo-se os vários significantes (monólogos) pelo espaço.

O Teatro de Ruído é resultante da simbiose Companhia Provisória/Os Iconoclastinhas. Da Provisória veio a experiência com encenação, da Iconoclastinhas, a dramaturgia de Luiz Felipe Leprevost. Existe, sob esta denominação, desde março de 2009.

FICHA TÉCNICA

Texto: Luiz Felipe Leprevost

Coordenação: Nina Rosa Sá
Atuantes: Ana Ferreira, Ciliane Vendruscolo, Emanuelle Sotoski, Kelly Eshima, Leo Fressato, Nina Rosa Sá e Uyara Torrente.

Colaboradores: Daniel Starck, Fabiana Pescara e Renata Skrobot

Meu Sonho é Participar de um Filme de Pedro Almodóvar

A cena é inspirada nas personagens femininas do cineasta espanhol Pedro Almodóvar. A dramaturgia é de Luiz Felipe Leprevost. Três breves atos/filmes denunciam particularidades almodovarianas: Má Educação, Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos e Volver. Em cena os atores revelam um desejo em comum, participar de um filme de Almodóvar e vivenciam intensamente personagens tingidas pelas cores do cineasta espanhol. Todo esse mundo de cores berrantes acontece mesclado com a nossa conhecida Curitiba cinzenta.

FICHA TÉCNICA
Texto Luiz Felipe Leprevost

Direção Vanessa Corina
Elenco Amaranta, Diogo Zavadzki, Fátima Ortiz, Julyana Spriscigo
Cenário Vanessa Corina
Figurino Renata Luciana

Iluminação Alexandre Bonin

Sonoplastia Vanessa Corina

Produção O Grupo

Suba na Vida

“Suba na Vida” é uma cena que apresenta fragmentos de rotinas e o encontro inusitado de três mulheres: uma que se situa no universo da propaganda metaforizado por uma vendedora de Barbie; outra no ambiente do trabalho burocrático condicionado pelas tarefas automatizadas, representado por uma atendente de tele-marketing, e a terceira, uma mulher desgastada pelo tempo e pelo tédio, que se entope com uma dieta a base de pílulas milagrosas e jogos de sorte e azar.

Baseada na ocupação e intervenção cênica em espaços públicos e privados e na pesquisa de uma atuação que busca momentos de não-representação e diálogos com público, a cena, que faz parte do espetáculo ainda em processo de construção, apresenta o jogo polifônico de narrativas entre as atrizes, conduzido por uma trilha sonora urbana, irônica e retrô, realizada ao vivo.

O grupo “Casa de passagem”, de Belo Horizonte, é um projeto independente de ações cênicas e festivas, que busca ocupar diversos lugares, com intervenções, música, espetáculos e encontros entre artistas. Idealizado pelos artistas Admar Fernandes, Joyce Malta, Letícia Andrade e Patrícia Lanari, o coletivo deseja propor um olhar des-viciado, crítico, poético e boêmio sobre os espaços, assumindo um caráter itinerante.

O projeto já realizou diversas ações culturais, como “As águas vão rolar, na Gruta”, e o “Bar e Festa de 10 Anos do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto”, nos quais reuniu parceiros inestimáveis e o “Bar do I Festival de Performance de Belo Horizonte”, que propôs instalações críticas e irônicas e uma programação musical contemporânea, popular, interativa e dançante.

FICHA TÉCNICA

Concepção e atuação: Joyce Malta, Kenia Dias e Letícia Andrade

Direção: Lenine Martins

Intervenção Sonora: Admar Fernandes

Ocupação Cênica: Patricia Lanari

5 Cabeças à Espera de um Trem

“5 Cabeças à Espera de um Trem” é uma “comédia musical absurda”, criada originalmente para participar do X Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte, no ano de 2009. Uma proposta simples que ganhou a simpatia do público fazendo com que a cena fosse a mais votada de todo o Festival com a maioria absoluta dos votos (53%).

Para criar a cena o grupo partiu de referências dramatúrgicas como as obras de Eugène Ionesco, Fernando Arrabal e Samuel Beckett, e visuais como o filme The Cost of Living, dirigido por Lloyd Newson e encenada pelo grupo inglês DV8 Physical Theatre.

Referências pessoais também estão impressos no material e talvez a mais forte delas seja a criação da personagem grávida que a princípio era feita por Luisa Rosa e que durante o processo foi assumida por Mariana Câmara. Luisa realmente estava grávida e teve a “bolsa” rompida durante um ensaio, faltando cerca de um mês para a estréia.

Músicas e coreografias são executadas pelos atores numa espécie de “balé cabeça”. São exploradas as mais variadas possibilidades de movimento que podem nos proporcionar essas cinco “cabeças-bailarinas-cantoras”. Além disso, há um assunto muito sério abordado durante toda a cena: Nick Van Drick voltará ou não com os cigarros que saiu para comprar?

A Cia 5 Cabeças, de Belo Horizonte, (incluindo diretor, assistente de direção, músico, maquiador, etc.) é um coletivo de grandes amigos que se uniu em prol deste projeto. Embora o coletivo não tenha a pretensão de transformar a cena em um espetáculo – já que foi criada para ser uma cena curta que se justifica e finda em si mesma, dentro dos 15 minutos – está com uma nova proposta de trabalho que será inscrito no Prêmio Myriam Muniz e nas Leis de Incentivo à Cultura Federal, Estadual e Municipal.

FICHA TÉCNICA
Direção : Byron O’Neill

Assistente de Direção: Alexandre Cioletti

Dramartugia: Byron O’Neill

Atores: Carol Oliveira, Luisa Rosa, Mariana Câmara, Ronaldo Jannotti e Saulo Salomão

Músico/Trilha Sonora Original: Rafael Nelvam

Criação de Luz: Ronaldo Jannotti e Byron O`Neill

Maquiagem e adereços: Daniel Mendes

Concepção do cenário: Byron O`Neill, Ronaldo Jannotti e Gilberto Alves

Execução do cenário: Terno Teatro (Gilberto Alves)

Produção: Byron O`Neill, Ronaldo Jannotti e Mariana Câmara

Apoio de Cena / Olhar de Fora: Marcelo Aléssio

Costureira: Maria Guiomar da Silva

Fotos de divulgação: Ronaldo Jannotti

Looners

Depois de anos pesquisando a possibilidade de um teatro de base não textual, o grupo Elenco de Ouro inicia uma nova fase, em que busca justamente no texto a abertura para uma encenação que comporte múltiplas interpretações. Uma encenação que não apenas ilustre a palavra escrita, mas dialogue com ela, criando espaços dentro da estrutura dramatúrgica que permitam ao espectador completar a obra a partir de sua capacidade cognitiva. Este é o caso de Looners , texto escrito em 2009 e que tem como ponto de partida o fetiche por balões de látex.

Traçando paralelos entre o vazio do balão inflado, o conceito de vazio na tradição taoista (que diverge radicalmente do sentido pejorativo que a palavra adquire em nossa sociedade) e o vazio do narrador(a) que divaga verborragicamente por toda a cena, mas que almeja o silêncio; “Looners” (com)funde as vozes da atriz (Karina Pereira) e do diretor e autor (Cleber Braga), construindo um ambiente onírico onde a individualidade se dilui e a cena se debruça sobre si mesma.

FICHA TÉCNICA

Direção e dramaturgia: Cleber Braga

Atriz: Karina Pereira

Iluminação: Fábia Regina

Sonoplastia: Cleber Braga

Figurino: Bruna Leal

Operadora de sonoplastia :Jéssica Beatriz

Diretora de Produção: Jéssica Beatriz

Realização: Cia.Elenco de Ouro.

Prêtà-Porquê

Em "Prêtà-Porquê", os personagens que ali se apresentam, tentam por vezes, iludir a platéia com seus "truques" e "artimanhas" já desgastados pelo tempo: um grupo itinerante que, mantém os mesmos números artísticos realizados desde sua união, a cinco anos atrás, e que permanecerá por mais cinquenta anos em turnê pelos mais diversos públicos de uma única cidade.

A Cia Portátil surgiu em 2001 com direção de Rafael Camargo, e que mais tarde, tornou-se mediador das pesquisas direcionadas às variantes do gênero cômico. Produziu os seguintes espetáculos e eventos: “As Fabulosas”, “Linguiça no Campo”, “Projeto Multiprocessador”, “Festival de Monólogos”, “Prêtà-Porquê” e “Elizaveta Bam”. Em 2010 retornará com novas pesquisas em encenação e dramaturgia, orientada pelo diretor Márcio Mattana.

FICHA TÉCNICA
Texto: Cia Portátil

Direção: Rafael Camargo
Elenco: Alan Raffo , Jussara Batista, Marcel Szymanski , Paulo Marques

Ator convidado: Rodrigo Ferrarini ­

Cenário: Cia Portátil
Figurino: Adriana Alegria e Cia Portátil

Maquiagem: Cia Portátil
Iluminação: Wagner Corrêa

Sonoplastia: Rafael Camargo e Cia Portátil

Produção: Cia Portátil

A Mudança

Inspirada na novela “A metamorfose” do autor tcheco Franz Kafka e em outros escritos do mesmo autor, “A mudança” leva à cena o estranho acordar do jovem Gregor Samsa que se vê, de alguma forma, mudado. O fato desencadeia entre os membros de sua família – pai, mãe e irmã – estranheza, medo e a alteração de suas rotinas. Quando algo muda, outras mudanças são quase obrigatórias. Mas, afinal, o quê, naquela casa, mudava o quê?

“A mudança” busca um retrato das estranhezas do comportamento humano; das práticas de violências – reais ou simbólicas – que permeiam as relações do homem moderno e da sua recorrente “coisificação”; dos “estados de guerra” presentes nos cotidianos domésticos e no íntimo de todos nós.

A montagem de “A mudança” se inspira em todo o universo imagético advindo dos movimentos artísticos e históricos pertencentes ao contexto em que Kafka viveu: nas luzes recortadas e no jogo com sombras, as referências expressionistas; nas composições espaciais as referências a lugares associados à guerra como campos de batalha e trincheiras. Dialogando com a estranha atmosfera dos ambientes presentes na obra de Kafka, a cena expõe também corpos estranhos. Corpos esquisitos, inspirados no mundo exótico da filmografia de Tim Burton. Corpos que se “coisificam”.

"A mudança" participou do X Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto em junho de 2009, onde foi contemplada com o prêmio Cena-Espetáculo. Premiação que dá apoio à companhia para transformar a cena em um espetáculo, com orientação dramatúrgica de Luis Alberto de Abreu.

Sediada em Belo Horizonte, a Cia. do Chá se formou em 2007 por um grupo de alunos do curso profissionalizante de teatro do CEFAR-Palácio das Artes. Nasceu do desejo de encontrar uma linguagem cênica que acomodasse as vontades artísticas de seus integrantes. O grupo aposta na criação que parte da heterogeneidade de seus envolvidos – a potencialidade e sobretudo, as identidades e interesses de cada um, característica que permite experimentações e trânsitos por linguagens teatrais. A Cia do Chá se preocupa, ainda, com o diálogo dessas linguagens com os diversos públicos. O grupo tem em seu repertório duas montagens: o espetáculo "Da ordem das coisas" e a cena curta "A mudança".

FICHA TÉCNICA

Direção: Francis Severino

Dramaturgia: Sara Pinheiro (em colaboração com direção e elenco)

Atuação: Cristiane Andrade, João Valadares, Marcus Vinícius Souza e Sara Pinheiro

Cenário e Figurino: Luiz Dias

Iluminação: Gil Ésper

Trilha sonora: Francis Severino e Jésus Lataliza

Produção e Realização: Cia do Chá

Programação

Dia 21/11 às 21 horas

Pecinhas para uma tecnologia do afeto – Teatro de Ruído – Curitiba

Meu sonho é participar de um filme do Pedro Almodóvar – Pé no Palco – Curitiba

Promoção do dia: entre sem bater e suba na vida – Casa de Passagem – Belo Horizonte

Dia 22/11 às 19 horas

5 cabeças à espera de um trem – Cia 5 cabeças – Belo Horizonte

Looners – Elenco de Ouro – Curitiba

Pretà-Porque – Cia. Portátil – Curitiba

Dia 23/11 às 19 horas

Conexão Galpão Cine-Horto (cena A Mudança – Cia do Chá)

Serviço:

Espetáculo: Mostra Cena Breve Curitiba

Local: Teatro da Caixa

Data: 21 a 23/11/2009

Horário: Sábado às 21 horas, domingo e segunda às 19 horas

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II

Recepção: 2118-5111

Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (clientes, idosos, estudantes ou quem levar um kg de alimento não perecível)

Classificação etária: 14 anos

Lotação máxima do teatro: 123 lugares

Teatro Completo de Gogol


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