quarta-feira, 10 de novembro de 2010

NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM:


NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM:

Criação e funcionamento do Serviço de Recreação Operária (1943-1945)

Angela Brêtas

164 páginas

UM LIVRO QUE É FUNDAMENTAL E COMPLEMENTA
VIDA DIVERTIDA:
Histórias do lazer no Rio de Janeiro (1830-1930)
de Victor Andrade de Melo e Andrea Marzano (orgs.) da mesma editora(E.C.)

O livro aborda a política voltada para os operários no governo Vargas através da análise da criação em 1943 pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, do Serviço de Recreação Operária. O objetivo do serviço era proporcionar recreação e lazer aos operários, intervir no tempo livre do trabalhador e direcionar suas atividades culturais.

A AUTORA:

Angela Bretâs é doutora em educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente, além lecionar na Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também coordena o grupo ESQUINA – Cidade, Lazer e Animação Cultural (EEFD/UFRJ).



LANÇAMENTO DA




Sonia Guggisberg expõe Fundo




Obra inédita dá origem à um espaço construído por imagem, luz, som e movimento

no Espaço Cultural do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

O Centro Cultural do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos expõe ate o dia 31 de janeiro de 2011 a obra site specific da artista paulistana Sonia Guggisberg. Intitulada Fundo, a obra ocupa o hall de entrada edifício principal do Complexo Hospitalar.



Fundo é a construção de novo espaço através da adesivagem de imagens fotográficas de um fundo de piscina que recobrem a totalidade do espaço expositivo original. Imerso na obra, o público fica suspenso da ilusão contemporânea da mobilidade constante.



A sonorização da obra foi feita a partir da gravação da ambiência normal do hospital, porém transformada em ambiência submersa. O som de que se escuta é de fato o som do fundo da água. Sonia propõe um paradoxo: é um site specific onde imagens flexíveis da superfície adesivada amolecem a estrutura arquitetônica do prédio, desestabilizando o ambiente. É uma simulação que dá mobilidade ao espaço, oferecendo ao publico a sensação de esperar em um local onde não se poderia ficar se fosse real.



“Respirar no fundo tranqüilo de uma piscina é impossível, mas quem não gostaria?”, brinca a artista, que propõe uma nova forma de se pensar o espaço.



A instalação integra de uma série de trabalhos do projeto (I)mobilidade, desenvolvido pela artista desde 2007. Nesse projeto, os nadadores retratados têm seus movimentos contidos pelo confinamento numa piscina, por uma força contrária, uma situação sem saída. Nadam até a exaustão sem ir a lugar algum, nadando contra a corrente ou ficando presos e confinados. O projeto reúne trabalhos como este, que trata da ilusão contemporânea de mobilidade constante, porém realizado num ambiente novo.



Organizada pelas curadoras Paula Amaral e Rejane Cintrão, a exibição se inscreve no Programa Bem Viver do hospital, que visa promover uma convivência mais próxima e afetiva entre os mais de 8 mil usuários diários da instituição, localizada na Vila Clementino, zona sul de São Paulo.



Sonia Guggisberg (1964. Vive e trabalha em São Paulo, SP)

Mestre em Artes Visuais pela Unicamp, a artista atua na área de artes visuais desde a década de 1990, participando de mostras coletivas e individuais. De 2005 a 2007 dedicou-se ao projeto Bolhas Urbanas, realizando intervenções site specific em ruínas do Patrimônio Histórico na cidade de São Paulo, que foi objeto de pesquisa de mestrado em 2009. Iniciou seu trabalho em vídeo instalação em 2007 e a partir de então vem trabalhando em projetos multimídia com vídeo-instalações e site specifics que integram o Projeto (I)mobilidade, realizados em diferentes instituições.



Realizou mostras individuais em espaços como: Centro Cultural Banco do Brasil (São Paulo, 2008); Projeto Bolhas Urbanas, 1ª, 2ª (2006) e 3ª etapas (SP, 2007); MARP (Ribeirão Preto, SP, 2005); Galeria Virgílio (SP, 2003); Galeria Baró Senna (SP, 2002); Museu Metropolitano de Curitiba (Curitiba, PR, 2001); Galeria Millan e Capela do Morumbi (SP, 2000); Galeria SESC Paulista (SP, 1999); Centro Cultural dos Correios (Rio de Janeiro, 1999); Projeto Macunaíma FUNARTE (Rio de Janeiro, 1996); e Itaú Galeria (SP, 1993).



Dentre as coletivas de que participou, destacam-se Sujeito: Corpo, no SESC Pinheiros (SP, 2010); Sincretismo dos Sentidos, no SESC Ipiranga, Poéticas da Natureza, no MAC SP, Projeto Tempo Buscar, no SESC Piracicaba, Metáforas Tecnológicas – exposição e palestra na Universidade de Siegen, Alemanha; Infiltração, no Paço Municipal (Porto Alegre, RS, 2009); Natureza, Olhar de Artista, no MAC USP (2008); Mergulhos, no SESC Pinheiros (2008); Projeto Ocupação, no Paço das Artes (SP, 2005); Acervo, no Centro Cultural São Paulo, e Outro Lugar, na Galeria Virgilio (2004); Pele, Alma, no CCBB de São Paulo, e MAC USP 40 Anos (2004); Ares e Pensares, no SESC Belenzinho (SP, 2002); Heranças Contemporâneas, no MAC Ibirapuera (SP, 1999); El Partenaire Sintoma, na Galeria Maeght (Barcelona, Espanha), e Geração 90, na Pinacoteca (SP, 1998); e Projeto Antártica Artes com a Folha, no Pavilhão Manoel da Nóbrega (SP, 1996). Mais informações em: www.soniaguggisberg.com.br.



Complexo Hospitalar Edmundo de Vasconcelos



Inaugurado em 1949, com projeto arquitetônico inicial de Oscar Niemeyer, a complexo se preocupa em manter um ambiente onde os clientes possam ter acesso tanto à saúde quanto à cultura. Suas instalações contam com dois murais realizados em pastilhas de vidro, assinados por Di Cavalcanti, e jardins internos e externos que remetem ao paisagismo da escola de Burle Marx. A realização de um projeto cultural em suas instalações se inscreve numa filosofia de trabalho que gera ações de bem-estar e de relacionamento não só com seus clientes , mas com as pessoas que trabalham no complexo e também com a cidade de São Paulo, que ganha mais um espaço para a arte contemporânea.

Ufólogos acusam produtor da Record de tentar "converter" pesquisadores

O Projeto Portal, que estuda ufologia, acusa o jornalista da Record, Cristiano Teixeira, que fez a famosa matéria do ET Bilu, de atacar a crença do grupo e tentar converter os pesquisadores a seu credo. Segundo o pesquisador Alexandre de Oliveira, o produtor teria conversado com o grupo e dito que o estudo que faziam era satânico.

De acordo com os integrantes do projeto, após a conversa, o produtor enviou livros religiosos, um deles explicava que os ETs eram fenômenos satânicos.

O projeto lamentou o ocorrido e publicou um vídeo em que diz que na última visita da equipe da Record não houve matéria jornalística, mas um “ataque antiético” de religiosos. “A que ponto chega o jornalismo da Record? Onde está a ética do jornalista: na sua profissão ou na sua crença religiosa?”, diz a instituição.

De acordo com o grupo, a emissora pretende exibir outra matéria sobre o projeto no final desta semana. No último mês, a TV Record veiculou uma reportagem, de mais de 20 minutos, sobre o grupo de pesquisa. Na ocasião, o jornalista se recusou a se aproximar do suposto extraterrestre.

A Record não quis se manifestar sobre o caso.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

“O Muro da Minha Rua”


Galeria Aecio Sarti

inaugura galeria

com a exposição

“O Muro da Minha Rua”

na Rua Harmonia 293 – Vila Madalena




Galeria estará focada no trabalho do artista plástico Aecio Sarti,

que vive e trabalha em Paraty e utiliza lona reciclada como base para suas pinturas.





O artista plástico Aecio Sarti trabalha a partir da reutilização de material bem conhecido: a lona que cobre os caminhões de carga. Ao criar figuras humanas na própria tessitura da lona, que oferece rico processo de reaproveitamento, o artista se vale da memória material que o encerado carrega em sua função protetora.



Ele vive e trabalha em Paraty há 6 anos, onde pinta à beira do cais com as portas de seu ateliê abertas. Esta proximidade com o público, proporcionada por um artista que retrata em sua obra muitas das pessoas que cruzam o seu destino, foi decisiva para que Carolina Coutinho o conhecesse e decidisse trocar o mercado financeiro pelo mercado das artes.



Estreando como marchand do artista, Carolina Coutinho abre a Galeria Aecio Sarti, dia 19 de outubro, com a exposição inédita “O Muro da Minha Rua”. São 15 trabalhos inspirados na estória emocionante de Fernando dos Santos, que os convidados irão conhecer na data da abertura.






Aecio coloca-se no papel deste menino simples para levar para a tela a sua visão infantil e poética da vida e ainda presta uma homenagem especial a duas mulheres que inspiram o seu trabalho: Cesarina Riso, que abriu a sua maravilhosa Galeria Villa Riso, no Rio de Janeiro, com uma exposição do artista, e Daisy Justus, psicanalista e escritora autora do texto “Aecio Sarti, as lonas e as diferentes faces do amor”.


na Rua Harmonia 293 – Vila Madalena



horario de funcionamento

de 3ª a sexta das 10:00 as 20:00

sabados das 10:00 as 20:00

domingos das 13:00 as 17:00





Sobre o artista

Aecio Sarti nasceu em Aracajú no dia 24 de fevereiro de 1959. Autodidata, pintava sobre madeira e vendia seus trabalhos em feiras de arte. Aos dezesseis anos passou a estudar pintura na cidade de São José dos Campos com o Mestre Fabiano. Aos dezoito anos, em sua primeira exposição, foi considerado pintor revelação da região. Partiu para os Estados Unidos, onde estudou no Colorado Institute of Art, em Denver. De volta ao Brasil abandonou a sua arte, o que mais tarde resultou em um vazio profundo. Certo dia pela manhã, depois de ter sonhado que estava voando, viu seu filho pequeno pintando com a alegria e liberdade de um menino. Abriu sua caixa de tintas guardadas por quase vinte anos e pintou o quadro “Sonho de Liberdade”. Em 2002 passou a viver exclusivamente de sua arte. Um ano depois foi para a Espanha, onde expôs na Embaixada do Brasil, em Madri, depois em Santiago de Compostela, Pontevedra e outras cidades da Galícia. Foi premiado no salão “Integration Art Show”, em Miami. Vive em Paraty há 6 anos. Sempre em contato com os turistas que visitam a região, tem obras espalhadas em todo o mundo, como as telas enviadas recentemente para colecionadores de Washington D.C., Israel, Lisboa e Bali.





Aecio Sarti, as lonas e as diferentes faces do amor
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Não mata. Clarice Lispector



O processo de criação se faz, em geral, a partir de um isolar-se, de um não-saber no sentido de abandono das certezas adquiridas e das verdades, de um deixar-se tomar por aquilo que surpreende, de uma falta de compromisso com qualquer coisa alheia ao desejo, ou melhor, ao inapreensível. E que, exatamente, por essa condição de inacessibilidade leva o artista a querer investigar e alcançar. Deste modo a arte é em sua quase totalidade atravessada pelo viés da transgressão, resultado da ação de Thanatos, potência criativa que subverte e transforma a ordem estabelecida. O trabalho do artista vem propor modificações as mais diversas, seja pela inovação, seja pela exploração de antigos materiais, na ousadia de sugestão a inusitados olhares, ou ainda na reedição de antigos temas.

A série de pinturas que Aecio Sarti ora nos apresenta é feita a partir da reutilização de material bem conhecido – a lona que cobre os caminhões de carga. Ao criar figuras humanas na própria tessitura da lona, que oferece rico processo de reaproveitamento, o artista se vale da memória material que o encerado carrega em sua função protetora.

Lonas que transportam paisagens internas criadas pela impiedosa ação do rigor de um uso constante e das variáveis do tempo, das marcas de nós atados, desatados e reatados, carimbos de histórias, registros táteis das diferentes pessoas que a manipularam trazendo a escritura de percursos, sucessos, acidentes e incidentes nas estradas, detalhados através de suas costuras, perfurações e remendos.

A lona traz agora o retrato de pessoas que, ao cruzarem outras estradas, são representações de novas histórias, de outros vínculos, de outros registros. A pele da lona depois de passar pelas mãos de Aécio nos oferece desenhos, imagens de amados e amantes, pinceladas que sugerem lágrimas e risos, gotas de dor e de amor, como deve ser, nos lembra Clarice Lispector, sentimentos traduzidos agora em cores de prazeres e de perdas, em superfície anteriormente molhada pela chuva e ressecada pelo calor do sol. Amarras de outros nós.

Múltiplas são as formas de afetividade e as configurações do desejo. Diversas são as modalidades da vida amorosa, desde os elos familiares, o amor à primeira vista até os vínculos sociais. O amor pode ser pautado em referências de fidelidade ou da multiplicidade sexual e afetiva, pode compor-se em cenário romântico, e ser atravessado tanto pela realização como pela ilusão amorosa. Ou ainda transcorrer em cenário pós-moderno, marcado pelo vazio das relações narcísicas. Aécio Sarti nos convida a ver em seus retratos quase inocentes as diferentes faces do amor. Retratos sem retoque, que conservam seus remendos, mas que assim mesmo têm seu requinte, porque nada disfarça o apuro do amor. Os personagens de suas telas falam de vínculos amorosos, através de suas figuras alongadas, tímidas por vezes, de gestos contidos em tons de suavidade, que remetem ao sonho em sua função de realização de desejo. Associações entre traços e imagens.

Uma pintura que, ao utilizar material tão específico, nos leva a questionar até mesmo a função da origem, ao lado da inserção da medida de transitoriedade do tempo. Com efeito, se a origem fosse o começo, não haveria possibilidade de inovações, de reutilizações. A origem é o que não se cessa de deduzir quando se atualiza um tempo de recomposição, de tal modo que ela se encontra produzida em um tempo reversivo. Sabemos que a cada vez que o “novo” se inscreve na vida, ou na obra de arte, simultaneamente, a origem se vê recomposta, nos autorizando a constituição de uma história que não é nem o passado nem o vivido.

A origem instiga nosso olhar para um conjunto de traços orientados por uma ficção e justamente pela condição de não ser concreta, como o é o começo, é que ela pode representar o ponto de retorno às fontes de toda a história. Um momento fora do tempo, inapreensível. Tempo da arte. Tempo do amor.

Neste clima de composição do ficcional, o olhar, a escuta, o toque, o sentir serão envolvidos pelo véu tecido pelas imagens nascidas da fusão complexa entre a imagem de si do próprio artista e a imagem de nós mesmos. Véu tecido também pelas representações simbólicas inconscientes que delimitam estritamente o quadro que envolve o laço amoroso.

Seja de que amor se trate, seja qual for a face que ele exiba, o amante só irá captar a realidade do amado através da lente transformadora da fantasia. E será mesmo deste lugar de amante que Aécio nos faz o convite para partilhar de sua fantasia, propondo-nos uma cumplicidade. Ao aceitá-la, ao tomá-la para nós mesmos, faremos nossa a sua fantasia, dela usufruiremos, para, quem sabe, assim realizarmos nossos próprios anseios.



Aécio veste seus amados e amantes com a roupa que o amor põe sobre os corpos, uma roupa que, da mesma forma que veste, deixa desnudo o amado quando o amante se vai. “Homens de gravata”, como ele mesmo gosta de chamar, mulheres vestidas de noiva, colares, brincos, flores, decotes, artefatos da sedução.

Paul Klee nos alertou que “a arte não reproduz o visível, ela faz visível”. Na sua pintura nos pedaços de lona Aecio Sarti faz visível o amor, a poesia, a fantasia. Um amor que ao mesmo tempo em que é fugidio por ser presente, tem todo tempo do mundo já que vem simbolicamente sustentado pela durabilidade do encerado, em sua gama de possibilidades. Aécio Sarti nos coloca diante do momento onde o olhar se traduz em laço amoroso, lugar do intervalo entre o eterno movimento de presença e ausência.

Talvez seja melhor deixar falar a própria arte. Reproduzimos as palavras do anjo Daniel em Asas do Desejo, filme do cineasta Win Wenders, diante de Marion, sua amada: “Foi somente o espanto de nós dois, o espanto diante do homem e da mulher, que fez de mim um ser humano”. Aecio Sarti soube ouvir os anjos.

Lançamento da Editora 34


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Espaçonaves: a cidade não mora mais aqui


Exposição leva em conta relações de intensidade entre homem, cidade contemporânea e espaço público


O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) abrirá a exposição individual "Espaçonaves: a cidade não mora mais aqui", do artista visual baiano Gaio Matos, no próximo dia 17 (quarta-feira), às 18 horas. Com entrada franca, a mostra ficará em cartaz até o dia 31 de dezembro deste ano (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 10h às 18h).

A exposição de Gaio Matos, 39 anos, mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, problematiza a construção do espaço e seus desdobramentos, levando em questão as relações de intensidade entre o homem, a cidade contemporânea e o espaço público. "Penso que os trabalhos da mostra aludem a este espaço movente e fora da lei territorial fixa que rege a arquitetura de projeto, ao mesmo tempo em que por cadeia apontam de forma sutil para uma política habitacional desigual, deficitária e exclusória", afirma o artista.

Como situar os que habitam ou cruzam fronteiras, refugiados de guerra, população de rua, trabalhos migrantes e "nômades"? Como reterritorializar uma população em trânsito que perdeu suas amarras a lugares definidos? De que forma os sentidos espaciais se estabelecem, e quem tem o poder de tornar lugares os espaços?

"Estas questões se evidenciam quando vivemos uma condição generalizada de "sem teto", em um mundo sem fronteiras onde as identidades estão se tornando, cada vez mais, senão totalmente desterritorializadas, ao menos territorializadas de forma diferente. Neste jogo, ficam borrados limites familiares entre o "aqui" e o "lá", o centro e a periferia, a colônia e a metrópole", visualiza Gaio Matos.

É desta perspectiva que se torna possível uma interpretação alternativa do lugar e da sua arquitetura; o que dá ao lugar sua especificidade é o fato de que ele se constrói a partir de uma constelação de relações sociais que se encontram e se entrelaçam em um ponto particular que novamente se abre.

Assim, em vez de pensar em um lugar com fronteiras ao redor, "posso imaginá-los como momentos arquitetônicos estruturados e articulados em redes de relações e entendimentos sociais. Isso, por sua vez, permite um conceito de lugar extrovertido e progressista que inclui a consciência de suas ligações com um mundo mais amplo. Em primeiro lugar, eles não estão estáticos. Se os lugares podem ser conceituados em termos das interações sociais que agrupam, essas interações em si mesmas não são inertes: elas são processos", destaca Gaio Matos.

O artista visual baiano prossegue com seu raciocínio: "talvez se deva dizer isso dos lugares, que eles também são processos. Em segundo lugar, um lugar não tem de ter fronteiras no sentido de divisões demarcatórias ou possuir uma arquitetura permanente e visível. É evidente que as fronteiras são necessárias para certos tipos de estudo, mas não são necessárias para a conceitualização de um lugar em si. Finalmente, os lugares não têm de ter "identidades" únicas ou singulares: eles estão carregados de conflitos. Sobre o que foi passado, como é o seu presente e o que poderá ser seu futuro".



Texto do artista Gaio Matos

A turbulência dos espaços liberados pela multiplicidade de diferenças presentes na vida pública da cidade levou-me a presentificar algumas questões. De que forma os sentidos espaciais se estabelecem, e quem tem o poder de tornar lugares os espaços? Quem dramatiza e faz do espaço público um espaço-fluxo em permanente estado de conflito onde o contato, controle e a disputa social tem lugar?

Estas questões se evidenciam quando a produção da escala pública numa metrópole como Salvador escapa a qualquer tentativa de planejamento e apreensão tanto qualitativa como quantitativa. Assim, a praça e sua vizinhança podem ser vistos também como o espaço do consumo coletivo, das antagonias espaciais, da exclusão e da instabilidade por excelência. Neste pulsar onde a velocidade, o volume, o choque e a justaposição de perspectivas, ficam borrados limites convencionais entre o que é vivo e o que é estático.

Isso nos faz pensar em um sentido de lugar progressista, não fechado e defensivo, mas voltado para fora e que combine com a recusa do produto e dos processos do "ficar parado", que contraria e ofusca um conceito espacial estável e historicista modelado e demarcado por geógrafos e arquitetos em torno de divisões estáticas como sendo o território institucionalizado por um poder hegemônico.

É desta perspectiva que se torna possível uma interpretação alternativa do lugar e da sua arquitetura; o que dá ao lugar a sua especificidade é o fato de que ele se constrói a partir de uma constelação de intensidades que se encontram e se justapõem em redes de relações e (des)entendimentos sociais. Isso, por sua vez, permite um conceito de lugar extrovertido e progressista que inclui a consciência de suas ligações com um mundo mais amplo. Se os lugares podem ser traduzidos a partir do encontro de intensificações que se agrupam no seu entorno, essas intensidades em si não são inertes: elas são processos. Talvez se deva dizer também isso dos lugares, que eles também são processos.

Retiro Bhakti-shastri


Retiro Bhakti-shastri

no Paraíso dos Pândavas

7 noites

Datas: 9 a 16 de janeiro de 2011

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Um retiro aberto a todos interessados.

O Retiro Bhakti-shastri é uma oportunidade para passar uma semana numa local sagrado, na companhia de devotos, estudando uma visão geral dos quatro livros do diploma de Bhakti-shastri: o Bhagavad-gita, o Néctar da Instrução, o Néctar da Devoção e o Sri Isopanisad. Nosso objetivo não é passar o conteúdo completo necessário para a prova, mas apenas oferecer uma revisão geral desses importantes textos sagrados. Sendo assim, é bom para qualquer pessoa interessada em se aprofundar na filosofia da consciência de Krishna. Além disso os participantes passam uma semana experimentando o prazer de acordar cedo, cantar 16 voltas por dia, participar de aratiks (cerimônias) antes do raiar do sol e a noite, tulasi puja, guru puja e viver na prazerosa associação com os devotos, comendo prasadam saudável e saborosa. Tudo isso em nossa reserva ambiental no cerrado, com as belíssimas paisagens da Chapada dos Veadeiros - GO, cachoeiras encantadas e ar puro, a 1300 metros de altitude.



Professores:

Giridhari Das – bhakti-shastri, brahmana, diretor da BBT, presidente da Org. Paraíso dos Pândavas, discípulo de Srila Hridayananda Das Goswami. Clique aqui para ver seu site.

Dhavali Das - doutorado em Ciências da Saúde, bhakti-sastri, brahmana, professor da Universidade Federal do Ceará e do Seminário Hare Krishna, discípulo de Srila Dhanvantari Swami.

Carana Renu Dasi – doutorada em astrofísica, consultora do Templo do Planetário Védico, brahmani, discípula de Srila Devamrta Swami.

Veja aqui a programação completa, valores e opções de hospedagem

O monólogo “Mediano”


O monólogo “Mediano” conta com o texto de Otávio Martins e direção de Naum Alves de Souza





A CAIXA Cultural apresenta “Mediano”, de 12 a 14 de novembro, em Curitiba. Com direção de Naum Alves de Souza e texto inédito de Otávio Martins, Marco Antônio Pâmio sobe ao palco em monólogo que reflete sobre a história contemporânea brasileira.



Pâmio interpreta o protagonista Zé Carlos e outros 15 personagens, com poucos elementos cênicos e um único figurino. Zé Carlos vivencia os anos de transformações políticas radicais no Brasil, de 1977 a 2007, se adaptando às situações com extrema desenvoltura e pouquíssima ética, graças ao famoso jeitinho brasileiro. Para conceber a montagem, o diretor Naum Alves de Souza privilegiou a clareza narrativa do monólogo e a evolução do personagem ao longo do período. “Meu foco está no trabalho do intérprete, nos tantos outros personagens que aparecem em cena, além do protagonista”, explica o diretor.



Zé Carlos acompanha a manifestação das Diretas Já, a morte de Tancredo Neves, a criação do Plano Cruzado, a eleição e o impeachment de Fernando Collor, a criação do Plano Real e a eleição e reeleição de Fernando Henrique Cardoso e Lula. “Tudo isso sem o menor traço de didatismo ou julgamento moral, pois esses fatos são pano de fundo, cenário histórico que afeta o protagonista, principalmente no que diz respeito a suas escolhas éticas e morais”, explica o autor Otávio Martins



A ideia do texto nasceu durante a CPI do mensalão, em 2007. “Quis mostrar um pouco dessas figuras míticas do funcionalismo público, que maquiam as coisas e são ligadas a partidos políticos”, conta Martins. “Escrevi e entreguei ao Pâmio para ele fazer uma cena, mas ele achou tão bom o argumento que resolveu guardar e pediu para transformar numa peça completa”, completa. Pâmio possui indicações ao prêmio Shell e premiações da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA pelo espetáculo.



Pâmio ministra ainda o workshop “O Ator e seu Texto”, com o objetivo de discutir e aperfeiçoar o trabalho técnico do ator, com base no método de Cicely Berry, diretora vocal da Royal Shakespeare Company. O método propõe exercícios dramáticos, físicos e vocais que levem o ator a encontrar a energia correta na produção vocal. O workshop acontece no sábado (13), das 15h às 18h.



Marco Antônio Pâmio - Ator, diretor, tradutor e professor de teatro, iniciou sua carreira no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), dirigido por Antunes Filho, tendo participado dos espetáculos “Romeu e Julieta” (que lhe valeu o prêmio APCA 1984 de ator-revelação, no papel de Romeu), “Macunaíma” e “Nelson 2 Rodrigues”. Estudou no Drama Studio London, Inglaterra. Como ator participou, entre outros, dos espetáculos “Como se tornar uma supermãe em dez lições” (Wolf Maya), “Laranja Mecânica” (Olayr Coan), “O senhor Paul (indicado ao Prêmio Mambembe 1998 de melhor ator coadjuvante), “Longa jornada adentro” (Naum Alves de Souza), “Um número” (Bete Coelho, com indicação ao Prêmio Shell 2004 de melhor ator), “Edmond” (pelo qual recebeu o Prêmio APCA 2006 de melhor ator em teatro). Na TV, fez “JK”, “A Grande Família” e “Tempos Modernos” na Rede Globo, “Sangue do meu Sangue” e “Corações Feridos” no SBT, além de “Água na Boca”, na Band. Com “Mediano”, comemorou 26 anos de carreira.



Naum Alves de Souza - Diretor, dramaturgo, cenógrafo, figurinista, artista plástico e professor. Dirigiu, roteirizou e criou cenários e figurinos para peças teatrais, shows musicais, concertos de música erudita, ópera e balés. Escreveu textos que se tornaram clássicos da cena teatral brasileira, como “Aurora da minha vida” e “Um beijo, um abraço, um aperto de mão”. Seus trabalhos mais lembrados no campo da cenografia foram para os espetáculos “Macunaíma” (Antunes Filho), “Falso Brilhante” (Elis Regina) e “A Divina Sarah” (Tônia Carrero). Dirigiu “Dona Doida”, com Fernanda Montenegro, e “Soppa de Letra”, com Pedro Paulo Rangel, além de “Amadeus”, com Francisco Cuoco, e “Sopro de Vida”, com Nathália Timberg.



Otávio Martins - Ator, diretor e dramaturgo, escreveu e dirigiu “Últimas Notícias de uma História Só”. Foi indicado como melhor ator aos prêmios Shell, Qualidade Brasil e APCA, em 2006, pelo espetáculo “A Noite Antes da Floresta”, sob a direção de Francisco Medeiros. No teatro fez também “Uma Pilha de Pratos na Cozinha” (Mário Bortolotto), “Os Jogadores” (Nikolai Gogol), “Futebol” (Bia Lessa) e “O Mala” (Larry Shue). No cinema fez os longa metragens “Blindness” (Fernando Meirelles), “Viva Voz” (Paulo Morelli), entre outros. Na TV participou de “O Quinto dos Infernos”, “Retrato Falado” e “Beleza Pura”, na Rede Globo, e “Mothern”, no canal GNT. Esteve em cartaz no teatro em “Dores de Amores” (Leo Lama) e “O Livro dos Monstros Guardados” (Rafael Primot).



Ficha Técnica



Texto: Otávio Martins

Direção: Naum Alves de Souza

Interpretação: Marco Antônio Pâmio

Iluminação: Wagner Freire

Fotos: Jefferson Pancieri

Duração do espetáculo: 60 minutos



Serviço



Teatro: “Mediano”

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: de 12 a 14 de novembro

Horários: sexta e sábado 21h e domingo 19h

Ingressos: R$10 e R$5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA) – Clube do Assinante da Gazeta do Povo tem 20% de desconto

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural



Workshop: “O Ator e seu Texto”

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: 13 de novembro – Sábado das 15h às 18h

Inscrições: Gratuitas, pelo email caixacultural03.pr@caixa.gov.br, com nome completo, RG e um breve currículo.

Público- alvo: Atores, estudantes de artes cênicas e interessados com alguma experiência teatral anterior.

Número de participantes: 20 pessoas

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CAIXA APRESENTA A MAIOR MOSTRA SIMULTÂNEA dO PAÍS






“Galeria CAIXA Brasil” comemora os 150 anos da CAIXA com exposições em todas as capitais do país e promove uma seleção popular







A Caixa Econômica Federal apresenta, de 06 a 28 de novembro, “Galeria CAIXA Brasil”, a maior mostra simultânea já realizada no país. A abertura acontece às 19h do dia 05 de novembro, sexta-feira. O acervo artístico do banco – que inclui trabalhos de Djanira, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e outros – será exposto nas 27 capitais brasileiras, como parte das comemorações dos 150 anos da CAIXA. As exposições, com entrada franca, serão montadas nas cinco unidades da CAIXA Cultural (Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e em museus e galerias de arte de instituições parceiras nas demais cidades.



A abertura das 27 exposições ocorrerá no dia 05, em homenagem ao Dia Nacional da Cultura Brasileira. Nas unidades da CAIXA Cultural haverá oficinas para alunos de escolas públicas e particulares, instituições que cuidam de idosos e pessoas com necessidades especiais, além de visitas monitoradas.



Cada capital receberá obras de artistas renomados que compõem o acervo da CAIXA, como Di Cavalcanti, Aldemir Martins, Djanira, Portinari, Glauco Rodrigues, Antonio Poteiro, Abelardo Zaluar, Tomie Ohtake, Francisco Rebolo, Cícero Dias, Antonio Bandeira, Newton Cavalcanti, Yara Tupinambá, Renina Katz, Rui Faquini e tantos outros, totalizando 600 obras de arte, entre pinturas, gravuras, fotografias, serigrafias, desenhos e outras técnicas.



A mostra na Galeria da CAIXA em Curitiba apresenta obras das mais diversas técnicas, como óleo sobre tela, fotografia, nanquim e aquarela, xilogravura, litografia, entre outros. Entre os grandes artistas paranaenses, estão Arthur Nísio, com “Serraria”, e uma obra não titulada de Lange de Morretes, pintores da primeira metade do século XX. O trabalho de Orlando Silva, que já expôs na CAIXA Cultural, retorna à Galeria de Curitiba com “A Pomba e a Cidade”.



“Macunaíma”, de Helena Wong - chinesa fez carreira em Curitiba - está presente na exposição. Athos Bulcão, artista modernista, e Artur Barrio, artista contemporâneo da década de 70, são representados por obra não titulada e “Figura”, respectivamente.



Seleção Popular



O visitante poderá votar nas três obras preferidas. Ao final das exposições, as três peças eleitas em cada capital, totalizando 81, comporão cinco novas exposições fruto da preferência popular. Estas poderão ser visitadas em janeiro de 2011, quando o banco comemora seus 150 anos, nos cinco espaços da CAIXA Cultural pelo país.



O Projeto



Por acreditar no acesso à cultura como instrumento de fortalecimento da cidadania, o projeto representa o compromisso da CAIXA em maximizar o acesso da população brasileira ao valioso acervo artístico da empresa. Numa jornada das artes visuais, 600 obras – das mais de mil que compõem o acervo da instituição – estarão expostas. Esse esforço possibilita uma visão panorâmica das artes plásticas brasileiras, dada a diversidade de técnicas e temas.



Para a realização da exposição “Galeria CAIXA Brasil” a empresa reuniu seu know-how adquirido ao longo de anos de adoção de uma política de guarda e conservação de obras de arte. Aspectos relacionados à segurança das obras, à adequação técnica dos espaços expositivos e à acessibilidade foram considerados na definição das parcerias que viabilizaram a abertura da mostra em cidades onde ainda não existem unidades da CAIXA Cultural.



Acervo Artístico CAIXA



A CAIXA possui um acervo artístico composto por quase 2 mil obras entre pinturas, esculturas, tapeçarias, fotografias e gravuras. A formação desse acervo deu-se por aquisições de coleções temáticas – que tem como marco o ano de 1968, quando a CAIXA começou a encomendar obras de renomados artistas brasileiros; pela incorporação de 246 obras do acervo do extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), em 1986; passando pela aquisição da Coleção Brasília, em 1987, a coleção do V Centenário em 1998/9 e, também, por algumas doações de artistas expositores.

O Acervo da CAIXA abrange um longo período das artes plásticas no Brasil, estando representadas pelo acervo quatro gerações de artistas brasileiros, formando um amplo quadro da diversidade de escolas e tendências que marcam a produção dos últimos cem anos.

A primeira coleção é composta por obras de artistas consagrados, adquiridas para ilustração de bilhetes da Loteria Federal em datas comemorativas como Natal, São João, Independência, Carnaval e Inconfidência Mineira. Nessas ocasiões a CAIXA promovia as chamadas extrações especiais que, além de oferecer ao mercado o atrativo dos prêmios, passaram a ter, já em 1968, a ilustração dos bilhetes correspondentes por renomados artistas brasileiros. Djanira foi a primeira artista contratada, seguida por Di Cavalcanti, Glauco Rodrigues, Newton Cavalcanti, Carlos Scliar, Wellington Virgolino e Aldemir Martins, totalizando 37 artistas.

A segunda coleção veio com a incorporação do BNH à CAIXA, em 1986. Tal processo envolveu a transferência do patrimônio do extinto órgão para a CAIXA. Parte desse patrimônio era o acervo artístico composto de 246 peças. Trata-se de um conjunto de obras que inclui artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Manabu Mabe, Vicente do Rego Monteiro, Milton Dacosta, Alfredo Volpi, dentre outros. Parte dessa coleção encontra-se no acervo do Rio de Janeiro.

A terceira coleção foi adquirida em 1987, ano em que Brasília foi elevada à condição de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. É formada por 60 obras de artistas como Carlos Bracher, Glênio Bianchetti, Eduardo Zimmermann, Cláudio Tozzi e Athos Bulcão, entre outros.

Dando continuidade à sua política de incentivo às artes nacionais, a CAIXA, em 1998, iniciou a composição de mais uma coleção, cujo tema é o "V Centenário do Descobrimento do Brasil". Dentro dessa proposta, em 1998, foram adquiridas cinco obras de autoria dos artistas Carmela Gross, João Câmara, Siron Franco, Roberto Aguilar e Daniel Senise. Em 1999, continuando a executar o projeto de formação da Coleção V Centenário do Descobrimento, foram analisados vários projetos de artes plásticas e escolhido o artista Antônio Poteiro, pintor e escultor residente em Goiânia, com aquisição de três obras.

As obras do Acervo Caixa são exibidas em mostras nas Galerias da CAIXA Cultural e em museus de diversas cidades brasileiras que ofereçam condições exigidas de iluminação, segurança e climatização. Em Brasília, a Galeria “Acervo Caixa” está destinada prioritariamente à exibição do Acervo, abrigando exposições que aqui se iniciam e depois partem para itinerâncias nacionais; na seqüência, novas mostras são elaboradas a partir do olhar de curadores convidados. Essa dinâmica possibilita ao numeroso público o acesso gratuito à fruição de obras de arte de qualidade, com exibição ininterrupta do Acervo Caixa.



Serviço



Exposição: “Galeria CAIXA Brasil”

Local: Galeria da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Abertura: 05 de novembro – Sexta 19h

Exposição: de 06 a 28 de novembro

Horários: de terça a sábado das 10 às 21h e domingos das 10 às 19h

Ingressos: Entrada Franca

Informações: (41) 2118-5114

Classificação etária: Livre para todos os públicos

www.caixa.gov.br/caixacultural

Teste de Audiência exibe mais uma sessão na CAIXA Cultural






Penúltima sessão da temporada 2010 acontece no dia 09 de novembro







A CAIXA Cultural Curitiba apresenta a penúltima sessão da temporada 2010 do Teste de Audiência - TA, no dia 09 de novembro. O projeto, idealizado pelos cineastas Márcio Curi e Renato Barbieri, consiste na exibição de um filme não finalizado para verificar a recepção do público, prática comum dos cineastas no exterior.



Diversos filmes já participaram do projeto, que está na 4ª temporada nacional e 2ª curitibana. "É Proibido Fumar", de Anna Mulayert, passou pelo TA no ano de 2009 e foi o vencedor do Festival de Brasília. "Bróder", de Jeferson De, também foi testado na CAIXA Cultural em 2009 e foi o vencedor do Festival de Gramado em 2010. “Elvis e Madona”, de Marcelo Laffitte, recebeu Prêmio Redentor de melhor roteiro, no Festival do Rio de Janeiro, e os prêmios de melhor filme, roteiro, diretor, ator principal e ator coadjuvante no Festival de Natal de 2009. Foi também o único representante do Brasil no Festival de Cinema de Tribeca/NY.



“O Teste de Audiência terá um impacto nos filmes que por aí passarem, provocando uma maior aproximação com o público. É importantíssimo!”, afirma o cineasta Yanko Del Pino. Márcio Curi ressalta que "o sucesso do Teste acontece porque tanto o público quanto os cineastas o aprovam, dada a originalidade da idéia no Brasil e a seriedade da metodologia com que é realizado”.



Serviço



Cinema: Teste de Audiência

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: 09 de novembro

Horários: terça 19h30

Ingressos: Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro, no dia do evento, a partir das 18h30

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 16 anos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural