segunda-feira, 26 de maio de 2008

Fundação Cultural promove II Seminário de Cinema Digital

A Fundação Cultural de Curitiba promove, de 27 a 29 de maio, um seminário para debater questões relacionadas às novas mídias audiovisuais.

Acontece de 27 a 29 de maio, na Cinemateca de Curitiba, o II Seminário de Cinema Digital, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. O seminário debaterá questões relacionadas às novas mídias audiovisuais. Serão abordados aspectos da preservação digital, das novas tecnologias da imagem e das novas mídias usadas na produção cinematográfica. As palestras, com início às 19h30, serão apresentadas por Rodrigo Mercês, Carlos Ebert e Andréa Tonacci.

Preservação Digital é o tema do primeiro dia do encontro (27). Será abordado pelo restaurador Rodrigo Mercês, do Laboratório de Restauração da Cinemateca Brasileira (SP). Na quarta-feira (28), Carlos Ebert falará sobre Novas Tecnologias da Imagem. Carlos Ebert foi diretor de fotografia do filme O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, e hoje desenvolve experiências de vanguarda, como no filme Satori Uso, curta-metragem de Rodrigo Grota, premiado nos principais festivais de cinema do país e já exibido em vários países.

Quinta-feira (29), o seminário contará com a presença do cineasta Andrea Tonacci, que discorrerá sobre o tema Novas Mídias. Um dos participantes do Cinema Marginal, nos anos 70, Tonacci dirigiu Bang Bang, considerado uma das obras-primas daquele movimento. Um dos pioneiros na utilização de equipamento de vídeo portátil no Brasil, realizou entre 1977 e 1984 ampla documentação das culturas indígenas em vários estados brasileiros e também em países da América do Sul e nos Estados Unidos. Produtor, diretor e fotógrafo de documentários, filmes e institucionais, Andrea Tonacci é também pesquisador de linguagem audiovisual. Em 2006, foi vencedor do Festival de Gramado (melhor filme e melhor diretor), com o longa-metragem Serras da Desordem, que também retrata a questão indígena no Brasil.

Glauco Sölter toca no Terça Brasileira


O instrumentista curitibano executa um repertório que mistura

composições próprias e obras de autores consagrados


Glauco Sölter, baixista, arranjador, compositor, produtor e diretor musical, é a atração da próxima edição do programa Terça Brasileira, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba. O encontro acontece às 20h desta terça-feira (27), no Teatro Paiol, com um repertório que reúne composições próprias e obras de Jacob do Bandolim, Hermeto Pascoal, Mario Conde e Alessandro Krammer.

Com uma movimentada carreira artística, Glauco Sölter também atua como professor do Conservatório de MPB de Curitiba e diretor artístico da Oficina de Música de Curitiba. Como baixista, já se apresentou em países da Europa, África e nos Estados Unidos, além de diversas cidades brasileiras. Em 1994, lançou seu primeiro CD solo e formou o grupo NaTocaia, com Endrigo Bettega, Mario Conde e Jeff Sabbag. Na seqüência, gravou mais dois CDs solo: Fala Baixo e Baxô.

O instrumentista tocou com nomes conhecidos, entre eles Kenwood Dennard, Nelson Ayres, Julio Barreto, Airto Moreira, Paulo Moura, Badi Assad, Arrigo Barnabé, Hamilton de Holanda, Arismar do Espírito Santo, Toninho Horta, Léo Gandelman, Carlos Malta, Robertinho Silva, Nenê, Proveta, Ademir Cândido, Cuca Teixeira, Celso Pixinga e Mauro Senise.

Atualmente, Glauco integra o grupo NaTocaia, ao lado de Raul de Souza, acompanha Carlos Careqa e dirige o grupo-idéia Sinfonética Comunitária Flutuante, em Curitiba e São Paulo. Criador e coordenador do evento mensal Conversa que toca, também participa dos grupos Mano-a-Mano, com Sérgio Albach, Zirigdansk e Fox&Lady.

Serviço:

Programa Terça Brasileira com Glauco Sölter

Data: 27 de maio de 2008 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Ingresso: R$ 10 ou R$ 5 mais um quilo de alimento não perecível

O PSICODRAMA


de DALMIRO M. BUSTOS

400 páginas

Reedição revista e ampliada com novos artigos da obra coordenada por um dos grandes mestres do psicodrama. Desde os conceitos gerais até sua aplicação específica com crianças, adolescentes e casais, esta é uma obra abrangente e que mostra um panorama de 30 anos de atividades de Bustos.


um lançamento da
AGORA EDITORA

NILTON BONDER FAZ PALESTRA NA CULTURA


"Não há tradição sem traição. Não há traição sem tradição."

Autor do bestseller A alma imoral, o rabino Nilton Bonder encontra o público paulistano na próxima quinta-feira, 29 de maio, a partir das 19h, na Livraria Cultura Conjunto Nacional, para um bate-papo sobre o livro que deu origem à peça homônima atualmente em cartaz no teatro Eva Herz. O monólogo, que leva ao público as instigantes reflexões sobre tradição e transgressão desenvolvidas no livro, foi visto por mais de 65 mil espectadores durante dois anos em cartaz no Rio de Janeiro, e rendeu à atriz Clarice Niskier o Prêmio Shell 2007.

Nilton Bonder, doutor em literatura hebraica pelo Jewish Theological Seminary, é rabino da Congregação Judaica do Brasil. Reconhecido internacionalmente, seus livros já foram lançados nos EUA e em países da Europa e da Ásia. A alma imoral, lançado em 1998, é um de seus livros mais vendidos. Dele, a Rocco publicou ainda Portais secretos: Acessos arcaicos, Exercícios d’alma, Curativos para a alma e, no ano passado, O sagrado.

Serviço: Bate-papo com Nilton Bonder, autor de A alma imoral Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av Paulista, 2073. Tel: 3170-4033) Quinta-feira, 29 de maio de 2008, às 19h Entrada gratuita

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Programação de cinema - Fundação Cultural de Curitiba

Domingo, dia 25 de maio – ingresso a R$1,00

CINEMATECA - Sala Groff - Rua Carlos Cavalcanti nº 1174 fone 41 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 09h às 12h e das 14h às 18h30) e 3321-3252 (diariamente das 14h30 às 21h) – www.fccdigital.com.br

A VIDA DOS OUTROS (Das Leben der Anderen – Alemanha/2006). Duração 137’. Direção de Florian Henckel von Donnersmarck, com Martina Gedeck, Ulrich Mühe, Sebastian Koch. Georg Dreyman é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf acha por bem acompanhar seus passos, para descobrir se Dreyman tem algo a esconder. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz, que a princípio não vê nada de errado com Dreyman, mas é alertado por Gerd Wiesler, seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland, são vigiados 24 horas. Simultaneamente o ministro Hempf se interessa por Christa-Maria, passando a chantageá-la em troca de favores sexuais. Classificação 12 anos

Sessão às 15h30

PARTÍCULAS ELEMENTARES (Elemetarteilchen – ALE/2006). Duração 105’. Direção de Oskar Roehler, com Moritz Bleibtreu, Franka Potente, Marina Gedeck. Dois irmãos com mais de 30 anos possuem personalidades opostas, sendo um deles tímido e introspectivo, enquanto o outro é adepto de fantasias sexuais realizadas com prostitutas. Quando ambos conhecem duas mulheres pelas quais se apaixonam, algo muito sério acontece, fazendo com que os dois homens decidam entre lutar pelas suas conquistas ou voltar a viver como antes. Classificação 16 anos

De 23 a 25, sessões às 18h30 e 20h30

Lançamento curtas-metragens:

Dia 26, às 20 horas

Promoção: Grupo Cinema Acima de Tudo

Entrada Franca

COLORADO ESPORTE cluBE (BR/PR, 2007), direção de Fabio Allon, com Yuri Crespim. – Um garoto revisita seus traumas de infância tentando vencer seu medo de piscina. Duração: 4’33’’

LAVANDERIA SHERMER (BR/PR, 2008), direção de Wellington Sari, com Arno Pnuner, Juliana Biancato, Leandro Daniel Colombo, Rafael Magaldi. – Quatro jovens ficam presos numa lavanderia. Enquanto esperam sair, descobrem que têm mais coisas em comum do que apenas roupas para lavar. Duração: 20’.


II SEMINÁRIO DE CINEMA DIGITAL

De 27 a 29, às 19h30




PROGRAMAÇÃO

De 23 a 29 de maio de 2008

Domingo, dia 25 de maio – ingresso a R$1,00

CINE LUZ Rua XV de Novembro nº 822 fone 41 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 09h às 12h e das 14h às 18h30) e 3321-3261 (diariamente das 14h30 às 21h) www.fccdigital.com.br

O EDIFÍCIO YACOUBIAN (Egito/2006). Duração 165’. Direção de Marwan Hamed, com Adel Imam, Nour El-Sherif, Youssra. O Yacoubian é um dos prédios mais antigos e charmosos do centro do Cairo. Nele vive Zaki El Dessouki, um playboy decadente que tenta manter a pose. Bothayna, sua vizinha, é uma jovem pobre que tenta resistir às investidas de seu patrão para que possa sustentar a família. Já o jornalista Hatem usa o dinheiro que possui para tentar seduzir um segurança. Classificação 18 anos

Sessão às 15h30

Domingo, dia 25 – sessão às 17h30

FIM DA LINHA (BR/2005). Duração 76’. Direção de Gustavo Steinberg, com Rubens de Falco, Leonardo Medeiros, Maria Padilha. Corre a lenda que, em visita ao Brasil, um alto funcionário do Banco Mundial teria dito que, neste país, jogar dinheiro de um helicóptero é a única forma eficaz de redistribuição de renda. "Fim da Linha" transforma esta lenda em filme e faz chover dinheiro sobre uma manifestação pela paz em uma grande avenida da cidade de São Paulo. "Fim da Linha" é metáfora tensa e bem-humorada das dificuldades, dilemas e seduções criadas por uma sociedade estruturada pela fé no poder do dinheiro. Classificação 10 anos

Sessões às 19h e 20h40

Domingo, dia 25 – sessão somente às 20h30

ALVIN E OS ESQUILOS (Alvin and the Chipmunks – EUA/2007 – Duração: 91’). Direção de Tim Hill, com Jason Lee, Ross Bagdasarin Jr, Don Tiffany, David Cross. Animação dublada. Baseado na série animada Os Pestinhas, da década de 80, Alvin e os Esquilos conta a história de um grupo musical de esquilos, formado pelo líder brincalhão Alvin, pelo alto e envergonhado Simon e pelo bochechudo Theodore, todos adotados pelo músico Dave Seville. Ele transforma o incontrolável trio em celebridades da música pop, enquanto eles colocam sua vida do avesso. Classificação livre.

Domingo, dia 25 – sessões às 10h30 e 15h30

ALÉM DA GRANDE MURALHA (MARCO POLO VOL. 2)


de Muriel Romana

Páginas : 322

Além da grande muralha, o segundo volume da trilogia Marco Polo, escrita por Muriel Romana, mostra o famoso viajante, ainda durante a juventude, em suas fabulosas aventuras pelas terras asiáticas – percorridas até o Japão, também conhecido como a inconquistável ilha do shogun. Através das aventuras e descobertas excepcionais de um personagem histórico, a autora prossegue em sua apaixonante evocação da Ásia durante o século XIII.
Depois de três anos vivendo em Pequim, o jovem se torna um fiel amigo de Kublai, o Grande Khan. Fascinado pelo imperador mongol, cujos domínios se estendem pela metade do mundo, Marco compreende ter encontrado nesse grande líder um verdadeiro mestre.
O tempo passa e o aventureiro se torna governador de uma província chinesa; em seguida, o destino o leva a assumir o cargo de embaixador de guerra. Enquanto isso, ao mesmo tempo em que Xiu Lan – uma cortesã de minúsculos pés enfaixados à moda chinesa – lhe ensina a delicada arte do erotismo, Marco Polo experimenta a eficácia do sistema de posta implantado pelo imperador mongol ao longo de suas estradas e passa a admirar profundamente a medicina chinesa.
Do espanto ao fascínio, Marco Polo aprende que a Terra é redonda, descobre a utilização do papel-moeda e acompanha a invenção da imprensa, entre outras mil maravilhas. No entanto, para que seu destino se cumpra, resta-lhe honrar uma promessa imaculada: encontrar, além da Grande Muralha, um filho perdido, um filho sobre o qual nada sabe...

um lançamento da

A VILLA


de Nora Roberts


Páginas : 546



A Villa é um romance que mantém os principais ingredientes das melhores obras de Nora Roberts, cuja narrativa foi aclamada pela revista Publishers Weekly como “pura magia, genial”.
Quando Tereza, a matriarca da família, anuncia a fusão com a Vinícola MacMillan, Sophia passa a ter uma nova função. Como empresária experiente, sabe que deve estar preparada para tudo... menos para Tyler MacMillan. Eles recebem ordens para trabalhar diretamente juntos, a fim de facilitar a fusão. Sophia precisa ensinar a Ty as particularidades do marketing, e ele, por sua vez, deve mostrar a ela como se agachar e sujar as mãos na terra, e fazer um bom uso do sol, da chuva e do solo para obter as mais doces frutas do vinhedo.
Ao trabalharem juntos, nos campos e nos escritórios da empresa, Sophia se vê dividida entre uma poderosa atração e a rivalidade profissional. No fim da estação, o rumo da família – e o legado da Villa – talvez tome uma direção inteiramente nova. E quando atos de sabotagem ameaçam não só a empresa, mas principalmente a própria estrutura familiar, a luta de Sophia não será apenas pelo comando dos negócios, mas também pela própria sobrevivência.

um lançamento da

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Menos Emergências no Teatro Cleon Jacques



Crítica política permeia a peça encenada pela Pausa Companhia de Teatro, com temporada de apresentações de 23 de maio a 15 de junho.

O cartaz do Teatro Cleon Jacques, espaço da Fundação Cultural de Curitiba, é a peça Menos Emergências, encenada pela Pausa Companhia de Teatro, sob a direção geral de Márcio Mattana. A temporada de apresentações tem início nesta sexta-feira (23) e prossegue até 15 de junho, com sessões de sexta-feira a domingo, sempre às 21h. O espetáculo foi selecionado pelo edital Teatro e Circo II – 2007/2008 e recebeu recursos do Fundo Municipal da Cultura da Prefeitura de Curitiba.

Inspirada nas obras do dramaturgo inglês Martin Crimp, a peça apresenta um grupo de pessoas contando histórias sobre temas diversos. Na adaptação da Pausa Companhia de Teatro, transparece o minimalismo teatral e a crítica política. Em um cenário simples, os atores tecem meticulosos diálogos sobre situações cotidianas, com um texto que promove reflexões importantes sobre a violência, a angústia e o desrespeito vividos nos dias de hoje.

A primeira história é sobre uma mulher que percebe que seu casamento foi um erro, mas continua lá, cúmplice do marido em viver uma mentira pública, enquanto alimenta dor e violência a portas fechadas. Na segunda, ocorreu um massacre escolar do tipo Coloumbine; na terceira, o filho do casal da primeira peça está trancado numa torre, enquanto a violência parece tomar conta do lado de fora.

Com base nesses temas, surgem perguntas, a começar com a identificação dos contadores de histórias. Quem são eles? Atores em uma peça? Produtores discutindo um roteiro? De onde vêm essas histórias? Na era de Hollywood e do noticiário 24 horas, é possível reagir de modo espontâneo aos eventos no mundo à nossa volta, ou pelo menos às crises emocionais das nossas próprias vidas? Esses são assuntos que alimentam os questionamentos do mundo atual e que serão apresentados no decorrer da peça.

Sobre o autor e a obra Ao longo dos últimos vinte anos, Martin Crimp tornou-se conhecido como um dos mais enigmáticos e interessantes dramaturgos ingleses. Sem medo de subverter, provocar e desconcertar, ele combina o vazio e a desolação do surrealismo de Becket, a humanidade mundana, porém incompreensível de Pinter e o experimentalismo na forma de Caryl Churchill.

O dramaturgo aproveita a estreita relação com o Royal Court para demonstrar seu comprometimento com a nova escrita. Sua mais recente criação, Menos Emergências, mistura três peças curtas: De Cara pra Parede, de 2002, Menos Emergências, escrita anteriormente e ainda não encenada, e a nova Todo o Céu Azul. Com a duração de apenas 65 minutos, Menos Emergências é uma obra-prima de minimalismo teatral.

Serviço:

Peça Menos Emergências, encenada pela Pausa Companhia de Teatro, sob a direção geral de Márcio Mattana

Data: de 23 de maio a 15 de julho de 2008, com sessões de sexta-feira a domingo, sempre às 21h

Local: Teatro Cleon Jacques (Centro de Criatividade de Curitiba – Rua Mateus Leme, 4.700)

Ingresso: uma lata de leite em pó

Textos clássicos em discussão na Fundação Cultural



O programa literário Odisséia da Palavra terá continuidade neste domingo (25) com a leitura da Odisséia, de Homero

O programa literário Odisséia da Palavra, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba, terá continuidade neste domingo (25), às 9h30, no Palacete Wolf, com a leitura de mais um texto clássico da Antigüidade. Desta vez, será lida a primeira parte da obra Odisséia, do canto 1 ao 12, de Homero. O leitor guia será o professor Roosevelt Araújo da Rocha Júnior.

Os encontros têm o objetivo de apresentar ao público os textos clássicos da Antigüidade, considerando a contribuição das culturas grega e latina para a formação da civilização ocidental. Neste primeiro módulo estão sendo lidos textos da Antiga Grécia. Num segundo momento serão lidas obras da Civilização Romana. A segunda parte da Odisséia entra em discussão no próximo encontro, previsto para o dia 15 de junho. O programa também inclui, nas próximas edições, textos de Hesíodo, Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes, entre outros autores clássicos.

Serviço:

Odisséia da Palavra – Leitura do texto Odisséia, de Homero, com orientação do professor Roosevelt Araújo da Rocha Júnior.

Data: domingo, 25 de maio de 2008, às 9h30

Local: Palacete Wolf – Praça Garibaldi, 7

Entrada franca.

terça-feira, 20 de maio de 2008

SEM PERDÃO


Mais um eletrizante livro de Ruth Rendell

A Inglaterra de Ruth Rendell está muito distante do que se convencionou imaginar como o ambiente perfeito para as tramas policiais. Os personagens aristocráticos e bem-nascidos de seu universo convivem com a pobreza e a realidade dos menos afortunados, embora ainda tentem preservar seu mundo por dentro de condomínios fechados. Na fictícia cidade de Kingsmarkham, são os que dependem do salário-desemprego para custear suas despesas que dão o tom em Sem perdão, um romance que apresenta problemas sociais contemporâneos que podem – ou não – levar ao crime.

Em um mês conturbado, o inspetor Reginald Wexford e os policiais sob seu comando precisam descobrir o que está por trás do desaparecimento e do retorno de duas adolescentes, além de proteger a vida de um pedófilo que é libertado pela Justiça depois de ter cumprido pena. Um abrigo para mulheres espancadas e uma família aparentemente perfeita são outros elementos de um cenário onde, aparentemente, um assassinato está para acontecer. Ao contrário dos problemas com que o grupo de policiais tem que lidar, este é um crime misterioso, com pistas falsas e suspeitos inocentados.

A observação da sociedade conturbada contemporânea é uma constante nas histórias criadas por Ruth Rendell, uma das grandes autoras da literatura policial inglesa, que geralmente imputa aos problemas sociais as razões para os delitos cometidos. Seus personagens sofrem dilemas morais e a resolução dos crimes não leva, necessariamente, ao fim das dificuldades pessoais que eles enfrentam.

As diferenças de classe, o racismo, os preconceitos sexuais, os abusos, a violência doméstica e até temas como a proteção ambiental e o feminismo são elementos integrantes de seus enredos. A própria família de Wexford está longe de obedecer ao padrão de perfeição que geralmente é reservado aos detetives que conduzem investigações em novelas policiais: enquanto o inspetor admite ter maior afinidade pela filha mais jovem, a mais velha delas vive uma crise no casamento.

Um lançamento da