Criada para mitigar o impacto ambiental da Oficina de Música de Curitiba, “Oficina Verde” despertou a atenção de interessados em agricultura urbana
O Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Rebouças, recebeu na tarde desta segunda-feira uma turma de vinte e cinco aficionados por música e meio ambiente – mais exatamente, pela agricultura urbana, tendência que ganha força em todo o mundo. No curso, que foi ministrado pelo pedagogo Eduardo Feniman – ele é agricultor urbano e pesquisador na Associação Casa da Videira -, foram trabalhados temas como a construção de minhocários, canteiros de capilaridade (mini-hortas com um sistema integrado de irrigação) e hortas verticais.
A iniciativa de mini-oficinas verdes dentro da programação da Oficina de Música de Curitiba tem por fim tanto mitigar o impacto ambiental do evento quanto fazer uma aproximação – na verdade, um resgate – mais do que interessante entre música e meio ambiente.
“Eu realmente esperava que só viessem músicos, mas também vieram muitos outros interessados”, festejou Eduardo. Fato é que as inscrições para o curso foram abertas no site da Oficina de Música e despertaram a atenção da comunidade. Para Eduardo, isso indica o enorme interesse que as pessoas têm em relação às possibilidades de cultivo em casa. “A agricultura urbana desperta grande interesse dos governos e das agências internacionais relacionadas às questões alimentar e ambiental. E, sem dúvida, também chama a atenção de muita gente, de jovens a pessoas mais velhas.”
E o que os participantes mais quiseram saber? Pela ordem, formas de lidar com insetos e pragas e métodos para a produção de adubo. “Essas são duas áreas muito sofisticadas, que despertam muita atenção. No curso, nosso enfoque é o do controle e do desenvolvimento a partir de técnicas naturais”, explicou Eduardo.
Música e meio ambiente – A professora Simone Savytzky, responsável pelo curso de violino – método Suzuki na Oficina, fez da Oficina Verde uma oportunidade de se aprofundar em um tema de que gosta muito. “Penso que há uma conexão entre a natureza, o meio ambiente, e a música, algo que é muito importante”, observou. Ela, que possui um grande terreno em Curitiba, pretende propor à Oficina de 2015 uma ação que aproxime ainda mais a música do meio ambiente.
A estudante americana Kristine Lee está fazendo um intercâmbio em Curitiba. Ela é voluntária da Casa da Videira e está muito animada com o trabalho desenvolvido na cidade. “Isso é muito legal! Nos Estados Unidos existem iniciativas semelhantes, mas que podem crescer muito mais”, explicou. “O trabalho, aqui, é um dos melhores que já encontrei!”
Rafael Reis Palacio é dono de um hostel em Curitiba, e participou porque acredita no valor da sustentabilidade. “Morei no Exterior e percebi a importância que as pessoas dão à agricultura urbana. Percebi, também, o quanto Curitiba é respeitada em relação ao tema”, observou. Segundo ele, a Oficina Verde foi de grande valia. “São conhecimentos muito úteis!”
Mais uma oportunidade – A Oficina Verde terá uma segunda edição no dia 24 de janeiro (sexta-feira), já dentro da fase de MPB da 32ª Oficina de Música de Curitiba. Para participar, os interessados devem se inscrever no site da Oficina, o http://www.oficinademusica.org.br/. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas a trinta participantes.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Uma horta em meio à música
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
POLÍTICA PÚBLICAS E CAPOEIRA - Relançamento de Mestres e capoeiras famosos da Bahia (2ª edição)
POLÍTICA
PÚBLICAS E CAPOEIRA
Os negros escravos, vindos principalmente de Angola, não aceitaram
pacificamente o cativeiro, e já nos rituais religiosos praticavam danças de
ritmo frenético, ao som de instrumentos de percussão. As danças eram coreografias
de gestos rápidos e precisos cheias de saltos e ginga de extraordinária
flexibilidade e agilidade. Dali surge a possibilidade de para escaparem de seus
feitores, aliar sua destreza de movimentos a golpes de lutas africanas e
desenvolvendo assim uma técnica de defesa e ataque surpreendentemente
inovadora.Nascia a Capoeira.
Era o século XVII e a luta foi desenvolvida para os escravos
enfrentarem as capturas violentas e cruéis dos chamados Capitães de Mato. Os
confrontos aconteciam em geral nas capoeiras. E assim vinha a expressão para os
escorraçados algozes - Eles nos pegaram na copeira! E capoeira ficou.
Em 1821, a capoeiragem já era severamente reprimida. Sua prática
ficou sujeita a castigos corporais e a medidas não menos punitivas. O governo republicana,
instaurado em 1889, deu continuidade à política de repressão e associou
diretamente a Capoeira à criminalidade, como consta no Decreto 847 de 11 de
outubro de 1890 com o título "Dos Vadios e Capoeiras":
Artigo 402: Fazer nas ruas ou praças públicas exercícios de
destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem: pena de seis
meses a dois anos de reclusão.
§ Único: É considerada circunstância agravante pertencer o
capoeira a alguma banda ou malta. Aos chefes, ou cabeças, impor-se-á a pena em
dobro.
A Secretaria Nacional de Esporte Educacional, órgão do Ministério
do Esporte, trabalha para o reconhecimento da capoeira como esporte
genuinamente nacional e já está em curso a elaboração do plano nacional de
política pública para a capoeira, no mesmo espírito do projeto-de-lei
apresentado na Assembléia Legislativa da Bahia.
Nas ações propostas com a parceria entre os ministérios da
Cultura, Esporte e Educação trabalha-se para que a capoeira não seja vista
apenas como prática desportiva, mas como atividade cultural e artística.
Queremos ainda a Capoeira em todas as escolas uma vez que a maioria das escolas
que tem a capoeira como prática desportiva é da rede particular. A queremos nas
escolas públicas.
Dentro dessa visão é de Fundamental importância -
Criar fundos de incentivos públicos de apoio à capoeira;
Mapear, registrar e documentar as manifestações de capoeira;
Estabelecer instâncias de diálogo entre o Estado e a sociedade
civil para a formulação e deliberação de políticas culturais e incentivo à
prática da capoeira;
Criar mecanismos que favoreçam a inclusão das culturas populares
nos processos educativos formais e informais, como a utilização da capoeira nos
programas educacionais, de esporte e lazer;
Criar marcos legais de proteção aos conhecimentos tradicionais e
aos direitos coletivos;
Democratizar a distribuição de recursos nas várias regiões do Brasil;
Facilitar o acesso e desburocratizar os instrumentos de
financiamento de modo a democratizá-los aos segmentos populares.
Antes de mestre Pastinha (que nasceu em 1889) abrir sua escola
Mestre Bimba foi o responsável pela criação do método de ensino da Capoeira
Regional. A Capoeira ganhava uniformização e método de ensino.
Manoel dos Reis Machado (mestre Bimba) utilizou seus amplos
conhecimentos da Capoeira de Angola e do Batuque para criar em 1928 a Capoeira
Regional. Nascido em 1900 (23 de
novembro, Salvador/Bahia) adquiriu a condição de Mestre graças ao reconhecimento
de seu trabalho e pelo respeito da sociedade baiana.
Coincidentemente foi em 1889 que mestre Pastinha nasceu (em 5 de
Abril, Salvador/ Bahia). Ele foi o maior nome da Capoeira de Angola. Ele
manteve os fundamentos desse tipo de Capoeira e implantou alguns de sua
criação. Mesmo com toda a sua importância, morreu na miséria em 13 de novembro
de 1981.
No final do século XIX surgem as de capoeiras, grupos que se
multiplicaram depois no século passado e no qual se incluíam figurões
importantes da política da época. As maltas no Rio ficaram famosas, entre elas
as denominadas Cadeira de Senhora (freguesia de Sant'Anna), Guaiamuns
(freguesia da Cidade Nova), Luzianos (Praia de Santa Luzia) e Espada (Largo da
Lapa). Há registros em jornais e livros da época, relatando a atuação de grupos
semelhantes em São Paulo, Recife e Salvador.
Insatisfeito com o preconceito e a marginalização que envolviam a
arte-luta brasileira, Mestre Bimba
resolve criar a Capoeira Regional.
A chegada de Getúlio Vargas ao poder, leva a medidas para angariar
a simpatia popular e entre elas a liberação de uma série de manifestações
populares. O presidente Getúlio convidou Manoel dos Reis Machado, o mestre
Bimba, para uma apresentação no Palácio do Governo. Temendo a popularização da
arte - luta, Getúlio Vargas permitiu a abertura da primeira academia de
capoeira, que teria um cunho folclórico. Após isso a capoeira perderia em parte
suas características de luta marginal e vadiagem, visto que para freqüentar a
academia de mestre Bimba os indivíduos eram obrigados a ter carteira de
trabalho assinada.
A partir de 1972, surgiram as primeiras Federações Estaduais, sob
a direção do Departamento Nacional de Luta Brasileira, sendo organizadas várias
competições nacionais dentro de uma visão pugilista. Em 23 de outubro de 1992,
após reformulação, este Departamento foi transformado na Confederação
Brasileira de Capoeira, e foi vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro em 1995.
Hoje a Capoeira se encontra em 164 países em todos os continentes. No Brasil, 6
milhões de pessoas praticam a arte, segundo dados da CBC (Confederação
Brasileira de Capoeira) e da FIC (Federação Internacional de Capoeira), com
sede em Lisboa.
A Capoeira integrou ainda a Confederação Brasileira de Pugilismo,
entidade eclética, durante vários anos administrou os esportes de lutas, assim
como, Karatê, Judô, Artes Marciais, Luta Livre e Greco-Romana, etc. até que as
modalidades foram se organizando e formando suas próprias entidades
específicas. Na Assembléia Geral Extraordinária em 8 de maio de 1998, com a
reforma dos estatutos e adequação à Lei Pelé, a denominação foi alterada para
Confederação Brasileira de Boxe.
PRINCÍPIOS
O conceito de Diversidade Cultural é fator fundamental para a
construção contemporânea das Políticas Públicas, especialmente nas áreas da
Cultura e das Políticas Sociais. A Declaração Universal sobre a Diversidade
Cultural e os atuais esforços desenvolvidos no âmbito da UNESCO, em torno de
uma futura Convenção Internacional sobre a proteção e promoção da Diversidade
Cultural evidenciam a centralidade dessas discussões.
Ao longo da história, a exclusão dos segmentos populares das
políticas públicas de nosso país, bem como a segregação social e racial, têm
sido fatores determinantes na desvalorização de sua produção cultural. Daí a
urgência na discussão e construção de uma política nacional envolvendo os
interessados - sociedade civil e gestores - a partir de um amplo debate por
todo o país, que deve levar em conta os contextos locais de decisão. Garantir
as condições de criar, difundir e fruir as expressões das Culturas Populares,
bem como o acesso à educação e formação de qualidade que respeite a nossa
diversidade cultural são direitos e elementos fundamentais para um projeto de
desenvolvimento nacional.
É preciso que se lembre que o artigo 215 da Constituição Federal
de 1988, determina que:
"O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos
culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a
valorização e a difusão das manifestações culturais".
E no parágrafo primeiro especifica que:
"O Estado protegerá as manifestações populares, indígenas e
afro-brasileiras, e as de outros grupos participantes do processo civilizatório
nacional."
Dentre as políticas públicas que devem contemplar a capoeira
destacamos -
· criação de um
Centro de Referência no Pelourinho, em Salvador, que servirá não só de acervo
de pesquisas, livros, adornos e imagens sobre a Capoeira, mas também de espaço
para atividades. A Bahia, assim, deve se afirmar como uma espécie de 'Meca da
Capoeira';
· criação de um
programa para escolas de todo o Brasil junto aos ministérios da Educação e do
Esporte, que também considere a capoeira como prática cultural e artística, e
não apenas como prática desportiva;
· criação de uma
previdência específica para artistas, com atenção especial aos capoeiristas;
· apoio diplomático
aos capoeiristas que hoje vivem no exterior - que podem ser considerados
verdadeiros embaixadores da Cultura Brasileira;
· reconhecimento do
notório saber dos mestres;
· lançamento de
editais de fomento para projetos que usem a capoeira como instrumento de
cidadania e inclusão social.
RELANÇAMENTO DE UMA OBRA FUNDAMENTAL -

Mestres e capoeiras famosos da Bahia (2ª edição)
Autor(a): Pedro AbibAno: 2013
Área: Artes cênicas e recreativas
Editora: EDUFBA
Edição: 2ª
Nº de Páginas: 195
Dimensões: 17 x 24 cm
Acabamento: Brochura
Peso: 340 g
Idioma: Português
“Sem a lembrança dos antepassados (serão ancestrais?), a capoeira não tem (en)canto”, afirma Frederico José de Abreu no prefácio da obra, e tal lembrança é a principal característica do livro, que traz, ao longo de seus capítulos, vários nomes de mestres capoeiristas que tiveram importância na história da capoeira baiana, como Besouro, Bimba, Pastinha, Bobó, Ferrerinha de Santo Amaro, entre outros. O livro é resultado das pesquisas realizadas pelo Grupo MEL – Mídia, Memória, Educação e Lazer da Faculdade de Educação da UFBA, do qual o autor é coordenador.
LANÇAMENTO
Marcadores:
Artes cênicas e recreativas,
Edufba,
esportes
Para quando formos melhores
Para quando formos melhores
de Celeste Antunes
Coleção Nova Prosa104 p. - 12 x 21 cm
2013 - 1ª edição
Vertiginoso, engraçado e irreverente. Essas três palavras chegam perto, mas não dizem tudo o que o leitor irá encontrar em Para quando formos melhores, o romance de estreia de Celeste Antunes, nascida em São Paulo em 1991. Com linguagem veloz e criativa, agudo senso de observação e um timing perfeito para diálogos (que revelam sua experiência como roteirista de cinema), Celeste flagra com extrema propriedade o universo de cinco adolescentes - Sara, Fran, Lucas, Teo e Miguel - nos dias de hoje, em uma grande cidade, às voltas com suas primeiras experiências afetivas, sexuais e também com drogas, num cotidiano aberto que mistura continuamente humor e angústia existencial. Como observa Fabrício Corsaletti, neste livro "os personagens são todos convincentes; misturam Marx com cerveja, Kafka com palhaço Pepino, beijo a três com medo de barata". Uma estreia incomum que, em sua aparente despretensão, tem algo de Salinger: reúne amor, amizade, inquietações filosóficas e zombaria, num tom absolutamente contemporâneo. Celeste acertou na mosca.
LANÇAMENTO
Marcadores:
Coleção Nova Prosa,
Editora 34
Alfabeto dos ossos de Louise Welsh
Alfabeto dos ossos
de Louise Welsh
Título Original: Naming the bonesTradutor: Bruna Hartstein
Páginas: 462
Formato: 16 x 23 cm
Com uma escrita afiada e após centenas de pedidos de leitores brasileiros, chega ao Brasil Alfabeto dos ossos, de Louise Welsh. O livro combina uma dose forte de suspense com linguagem e estrutura literárias. Quando publicado, surgiram comparações com Ruth Rendell e P.D. James, e, até os mais fervorosos fãs da autora surpreenderam-se positivamente com este novo romance. Alfabeto dos ossos apresenta a busca incessante de um professor universitário, Murray Watson, por informações sobre um poeta controverso, Archi Lunan, que há décadas publicou apenas uma obra. Murray, fã desde que era jovem, até hoje não entende por que só um livro, mesmo que este tenha recebido elogios e por que Lunan sumiu logo após a publicação. Em sua busca, o docente se surpreende quando, ao pesquisar a vida de Archie, não encontra praticamente nada. Além de não ter tido amigos, todos dizem não se lembrar do poeta e não saber nada sobre sua única obra. Contudo, ele percebe que os entrevistados escondem algo e que existe um grande ressentimento quanto a Lunan. Para piorar, a única pessoa que poderia ajudá-lo, a ex-mulher do escritor, mora numa ilha e se nega a conversar com o professor. O livro expõe também como é restrito e corporativista o círculo literário britânico. Talvez similar à maior parte do mundo. Ao investigar a vida de Lunan, Murray depara-se com descaso de professores, de escritores, de bibliotecários, entre outros. Louise Welsh retrata o mundo literário de um ângulo diferente, utilizando várias passagens poéticas que, ao se misturarem ao texto dinâmico em prosa, criam uma combinação diferente e de sucesso.
A CRITICA
“Não é a mágica que nos conduz para um outro mundo — é a narrativa da história. E Louise Welsh é amante dessa noite escura.” (Val McDermid)
“Magistral. Um enredo cada vez mais profundo de segredos, mentiras e morte.” (The Times)
“Welsh acumula tensão capítulo após capítulo. Arrebatador.” (Vogue)
A AUTORA
Louise Welsh nasceu em 1965 e estudou História na University of Glasgow, na Escócia, onde ainda vive. Em 2002, lançou The Cutting Room, livro que ganhou o prêmio do Crime Writers’ Association de melhor romance policial de estreia. Já escreveu cinco livros. Alfabeto dos ossos é o primeiro pela Bertrand Brasil.
Lançamento
Marcadores:
Bertrand Brasil,
Romance estrangeiro
'Cão' de Rui Xavier
'Cão'
de Rui Xavier
Gênero: Romance
Editora: nVersos
Edição: 1º edição
Formato: 14 x 21 cm
'Cão', primeiro romance do escritor e dramaturgo Rui Xavier, é um crime-fábula-tragédia sobre amor, poder e dinheiro narrado de forma tensa e misteriosa. A trama envolve uma publicitária bem sucedida que nos conduz pelos difíceis caminhos de uma sociedade machista. Obcecada pelo sucesso financeiro e a realização profissional, vendo o mundo como uma arena em que, para vencer é preciso ser sempre linda, fashion, competitiva e genial, ela vai perdendo o rumo das suas relações afetivas, passando a ver todos como aliados ou obstáculos, atribuindo mais humanidade ao seu cão de estimação idealizado que às pessoas ao seu redor. Em meio a essa luta pelo status e glória, vê o relacionamento amoroso com seu marido se destruir da forma mais bizarra e surpreendente. Em linguagem direta e galopante, que prende o leitor desde a primeira página, a protagonista de 'Cão' nos envolve com inteligência e sensibilidade, além do humor cáustico e ferino, até a revelação do seu terrível segredo. O livro discute temas importantes para a sociedade, como os desafios da feminilidade (e os do casamento) no mundo competitivo do trabalho e a força muitas vezes destrutiva do dinheiro sobre as relações humanas, mas é também o retrato comovente de uma tentativa de felicidade.
UM LANÇAMENTO
Marcadores:
lançamento,
nVersos,
Romance
Do amor: uma filosofia para o século XXI de Luc Ferry
Do amor: uma filosofia para o século XXI
de Luc Ferry
Título Original: De l’amour: une philosophie pour le XXIe siècle
Tradutor: Rejane Janowitzer
Páginas: 252
Formato: 16 x 23 cm
Escrito sob a forma de diálogo filosófico entre Luc Ferry e seu colega Claude Capelier, Do amor - Uma filosofia para o século XXI trata dos fundamentos históricos e éticos da sociedade do Ocidente contemporâneo. São abordados aspectos econômicos, educacionais, culturais, comportamentais, geracionais, entre outros. O título é retomado do escritor Stendhal, mas o amor a que faz referência é o “ágape”, a caridade pelo outro, inclusive pelo inimigo. Ferry associa a isso a atenção que as pessoas dedicam à família, baseada não mais no casamento arranjado, mas no casamento por amor, aos filhos e à sua descendência. O arco e a flecha do deus Eros não visam mais somente ao coração dos amantes, recíprocos ou não, mas também à família, acrescida da humanidade. Ainda de acordo com o autor, deste pensamento provêm a inquietude e o cuidado ecológicos, a caridade humanitária e a diplomacia da paz em uma sociedade bem menos egoísta. Como em muitos de seus livros anteriores, Luc Ferry escreve de maneira cuidadosa, tentando conduzir até seu mais modesto leitor por uma caminhada voluntária de esclarecimento pedagógico. A riqueza conceitual é indubitável e inúmeras ideias são impactantes, como a sátira do pessimismo, ou "o intolerável, o ponto onde a extrema esquerda, à força de sacralizar o direito à diferença, junta-se à mais detestável extrema direita que recusa toda liberdade". Em Do amor, Luc Ferry fala da ascensão silenciosa do amor como valor central nas sociedades modernas, ascensão que cria um princípio de significado e uma completa redefinição da expressão “levar uma boa vida”.
O AUTOR
Luc Ferry foi ministro da Educação entre 2002 e 2004, é doutor em filosofia e concursado tanto em filosofia quanto em ciência política. Foi professor universitário e atualmente se dedica a escrever livros, alguns traduzidos no mundo todo. Publicou, pela Difel, A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem, Kant: uma leitura das três “Críticas”, O que é uma vida bem-sucedida?, O homem-deus e Diante da crise: materiais para uma política de civilização.
um lançamento da

Grandes Lançamentos da É !
Biblioteca Textos Fundamentais
Começamos bem o ano com cinco livros imperdíveis -
A Biblioteca Textos Fundamentais pretende publicar livros
introdutórios dedicados ao estudo de uma única obra.
Os livros serão especialmente escritos por consagrados
especialistas brasileiros e estrangeiros.
As seguintes áreas serão abordadas:
- textos literários adotados nos programas de acesso às universidades;
- textos de valor intrínseco para uma formação humanista, incluídos os clássicos do teatro universal;
- textos-chave da história da filosofia e das ciências humanas;
- filmes e óperas, ampliando assim o próprio conceito de “texto”.
Casa-Grande & Senzala
O Livro Que Dá Razão ao Brasil Mestiço e Pleno de Contradições
de Mario Helio
Formato: 11,7 X 21 cm
Número de Páginas: 200
Acabamento: Brochura
Casa-Grande & Senzala, o Livro Que Dá Razão
ao Brasil Mestiço e Pleno de Contradições, do reconhecido
antropólogo e crítico cultural Mario
Helio, apresenta uma das mais originais abordagens
da obra clássica de Gilberto Freyre.
Aliás, originalidade que começa pelo longo
subtítulo, que não deixa de evocar o artifício dos
romances do século XVIII, derramando-se como
a “prosa gorda” do autor de Nordeste, na caracterização exata, embora um tanto ambígua, de João
Cabral de Melo Neto.
Assim, o autor deste livro realizou uma autêntica
façanha intelectual, encontrando ângulos
inéditos para iluminar uma das obras mais bem
estudadas da cultura brasileira.
O leitor encontrará aqui um novo Gilberto
Freyre, surgindo através da força de sua obra-prima,
relida numa ótica surpreendente.
A sutileza da análise de Mario Helio é anunciada
desde o parágrafo de abertura deste livro:
“Gilberto de Mello Freyre nasceu no Recife,
Pernambuco, no dia 15 de março de 1900.
Talvez seja menos pueril do que parece atribuir
um tanto de importância biográfica e psicológica
aos termos grifados: sobrenomes, lugar
e ano de nascimento do autor de Casa-Grande
& Senzala.”
De fato, com rara sutileza, o autor demonstrou
a centralidade dessas circunstâncias e desses detalhes
na obra de Freyre, pois o gosto pelo arcaico,
enraizado no amor pela cidade do Recife, dialoga,
ainda que pelo avesso, com o espírito finissecular,
geralmente definido pela adesão à urgência do
aqui e agora.
Moderno, mas nunca modernista; universal,
porém sem o desejo provinciano de ser cosmopolita,
Freyre tornou verdadeira experiência
existencial o conceito-chave de seu entendimento
da forma de convívio tipicamente brasileira.
Desse modo, em sua escrita e em sua vida,
Freyre também soube encontrar o equilíbrio de
antagonismos. A importância de sua obra depende
dessa habilidade.
Mario Helio ofereceu ainda uma seleção de
passagens incontornáveis de Casa-Grande & Senzala,
permitindo ao leitor uma visão panorâmica
dos pressupostos e da riqueza da linguagem de
Gilberto Freyre.
Por fim, o autor selecionou, com critério e
oportunidade, os principais títulos para o estudo
da obra-prima de Freyre. Este livro, portanto, nasce
como uma referência indispensável ao conhecimento
pleno de Casa-Grande & Senzala.
Esaú e Jacó Olhares sobre a leitura
de Henriqueta Do Coutto Prado Valladares
Formato: 11,7 X 21 cm
Número de Páginas: 200
Acabamento: Brochura
Esaú e Jacó, Olhares sobre a Leitura, da destacada
professora de teoria da literatura Henriqueta Do
Coutto Prado Valladares, apresenta uma introdução
tão detalhada quanto ampla de um dos títulos
mais importantes da literatura brasileira, constituindo
um guia ideal ao pleno entendimento do
penúltimo romance de Machado de Assis.
Detalhada, de fato, é a interpretação de Prado
Valladares dedicada à caracterização dos recursos
estilísticos que estruturam o romance.
Ampla, porém, é a perspectiva que informa a
leitura do desenvolvimento da trama dos dois gêmeos
e, sobretudo, rivais irreconciliáveis.
Vejamos.
De um lado, após explorar de modo inovador
as relações entre a vida e a obra do Bruxo do
Cosme Velho, a autora ofereceu um panorama
completo das mais importantes interpretações
do romance. Afinal, "um livro clássico suscita
uma verdadeira avalanche de textos críticos e
que não cessa de sensibilizar leitores ao longo de
diversos tempos".
E, por isso mesmo, trata-se de um clássico!
Assim, o leitor pode conhecer as múltiplas facetas
do romance através das análises desenvolvidas
por sucessivas gerações de exegetas; gerações
fascinadas com a presença de eventos decisivos da
história brasileira na narrativa machadiana: a crise
da Monarquia; a abolição da escravatura; a Proclamação
da República.
De outro lado, Prado Valladares compreendeu
Esaú e Jacó a partir de um olhar que singulariza sua
escrita. Ora, o texto de Machado de Assis coloca
em cena um inesperado cruzamento de teorias
sobre a leitura, assim como propõe leituras céticas
e desestabilizadoras de teorias hegemônicas.
Assinale-se, aqui, a sutil análise que a autora
forneceu da célebre passagem do romance: "o leitor
atento, verdadeiramente ruminante, tem quatro
estômagos no cérebro, e por eles faz passar e
repassar os atos e os fatos, até que deduz a verdade,
que estava ou parecia estar escondida".
Prado Valladares ensinou a decifrar passagens
similares com uma saudável desconfiança, pois, na
letra do texto machadiano, a ideia de "verdade" é
sempre colocada sob suspeição.
O que não se deve duvidar, contudo, é da
importância deste livro para um exame inovador
de Esaú e Jacó.
Grande Sertão: Veredas Travessias
Autor: Eduardo de Faria Coutinho
Formato: 11,7 X 21 cm
Número de Páginas: 136
Acabamento: Brochura
Grande Sertão: Veredas, Travessias, do renomado
crítico e teórico Eduardo F. Coutinho, oferece
um completo e complexo panorama da vida e
da obra de Guimarães Rosa. O destaque é naturalmente
concedido à obra-prima do autor, mas,
ao mesmo tempo, o crítico esmiuçou o conjunto
da produção rosiana, traçando suas origens e seus
diálogos com distintas tradições literárias.
Entre tantos diálogos possíveis, dada a vastidão
dos interesses culturais e dos conhecimentos linguísticos
de Rosa, este livro resgata um percurso
fundamental, geralmente negligenciado. Trata-se
da inserção rosiana na literatura latino-americana
como um todo – e esse é um dos aspectos mais
relevantes da bela interpretação aqui desenvolvida.
Na aguda percepção de Coutinho, o autor de
Sagarana inventou uma forma própria; forma capaz
de tornar produtiva a oscilação constitutiva
das culturas latino-americanas. De fato, Rosa demonstrou
a vitalidade da "presença de uma tensão
entre tendências opostas que se expressavam através
de pares antinômicos do tipo: regionalismo x
universalismo, objetivismo x subjetivismo, consciência
estética x engajamento social".
A riqueza da linguagem rosiana tanto resultou
dessa tensão quanto ajudou a superá-la, através da
invenção de um universo ficcional único.
Desse modo, Grande Sertão: Veredas é um livro
que abriu novos caminhos, enraizando-se num
espaço e tempo determinado, e, por isso mesmo,
alcançando uma universalidade poucas vezes atingida
por uma obra literária – independentemente
de latitudes ou idiomas.
O relevante e detalhado estudo analítico do
romance é enriquecido pela análise inspirada de
uma passagem-chave, precisamente o momento
em que, próximo ao final da narrativa, Riobaldo
descobre o segredo que poderia ter transformado
sua história; porém, como costuma acontecer,
o mistério se esclarece tarde demais. A análise
dessa passagem ajuda a caracterizar o estilo de
todo o texto.
Por fim, Eduardo F. Coutinho concluiu seu
estudo com sugestões de leitura para quem
deseje aprofundar o conhecimento de Grande
Sertão: Veredas, tornando este livro um título indispensável
para a compreensão da grandeza de
Guimarães
Rosa.
Iracema
Contemporâneo da Posteridade?
Autor: Ivo Barbieri
Formato: 11,7 X 21 cm
Número de Páginas: 136
Acabamento: Brochura
Iracema, Contemporâneo da Posteridade? apresenta
um estudo indispensável para o entendimento
inovador da obra de José de Alencar; estudo assinado
por um dos mais finos e agudos críticos
literários brasileiros: Ivo Barbieri.
Aliás, o subtítulo deste livro dá bem a medida
da inteligência do crítico.
Em resenha publicada no calor da hora, em
janeiro de 1866, Machado de Assis entusiasmou-se com a tradução da sensibilidade indígena propiciada
pelo romance alencariano. Nas páginas de
Iracema, "tudo ali nos parece primitivo"; por isso,
o resultado do esforço não poderia ter sido mais
bem-sucedido: "o futuro chamar-lhe-á obra-prima".
O cuidadoso leitor ofereceu um apanhado
do enredo: "A fundação do Ceará, os amores de
Iracema e Martim, o ódio de duas nações adversárias,
eis o assunto do livro".
Ivo Barbieri, de igual modo, um dos nossos
mais respeitados machadianos, desenvolveu e
aprofundou a intuição do mestre, propondo uma
hipótese fascinante.
Nas suas palavras: "A tupinização da língua
portuguesa atestada pela incidência no texto de
inúmeros vocábulos de origem indígena é sinal
que indicia o processo geral de miscigenação.
Esse, o grande tema que atravessa praticamente
todos os planos da obra: argumento histórico,
fábula, projeções míticas, implicações ideológicas,
discurso e narrativa. De fato, o encontro
e cruzamento de duas culturas é o eixo que
tudo articula e o centro de gravitação para o
qual convergem componentes e procedimentos
ficcionais".
Na interpretação aqui proposta, Alencar tornou
Iracema autêntico ensaio ficcional, isto é, a
trama esboça uma teoria geral da miscigenação,
vista como traço próprio da cultura brasileira.
Além disso, o autor produziu uma notável síntese
biográfica do escritor de O Guarani, iluminando
sua obra – aqui, examinada em seu conjunto.
Há mais: Barbieri enfatizou tanto "a contribuição
antecipadora de José de Alencar relativamente
ao debate da questão ecológica" quanto
sua capacidade de "criar uma linguagem inaugural
e descortinar novos horizontes para a cultura
brasileira".
Este notável livro, portanto, desenha uma nova
interpretação da obra de José de Alencar, oferecendo
uma análise inspirada, e desde já incontornável,
de sua obra-prima, Iracema.
O Filho Eterno
O Duplo do Pai: O Filho e a Ficção de Cristovão Tezza
de Victoria Saramago
Formato: 11,7 X 21 cm
Número de Páginas: 160
Acabamento: Brochura
O Filho Eterno, O Duplo do Pai: O Filho e a
Ficção de Cristovão Tezza é um notável estudo de
Victoria Saramago, uma das vozes mais promissoras
da crítica e da literatura atuais. A jovem autora
apresentou um estudo completo do conjunto da
obra de um dos nomes definitivos da literatura
brasileira contemporânea, cuja consagração crescente
representa o justo reconhecimento de uma
literatura que se distingue pela força da linguagem
e pela originalidade da visão de mundo de
seu autor.
De fato, Cristovão Tezza escreveu o romance
mais premiado dos últimos anos, O Filho Eterno.
Nele, o autor enfrentou um delicado tema autobiográfico:
o nascimento de um filho portador da
síndrome de Down. Trata-se da história de Felipe,
o próprio filho de Tezza. Contudo, o autor
desenvolveu uma elaborada estrutura textual que
permitiu criar alguma distância entre vida e obra,
circunstância existencial e exercício literário, isto
é, invenção propriamente linguística.
No caso, o
inegável impulso autobiográfico foi matizado por
um agudo traço estilístico: o texto é dominado
por um narrador em terceira pessoa, embora às
vezes apareça, aqui e ali, uma "constrangida" voz
que evoca um narrador em primeira pessoa. Porém,
o predomínio quase absoluto do ponto de
vista externo metamorfoseou experiência individual
em obra de arte.
Na inspirada análise da autora, se o livro
possui elos com a tradição clássica do romance
de formação, isto é, do Bildungsroman, ao mesmo
tempo, o texto de Tezza engendra uma diferença
decisiva:
"É quando o pai se desliga dos clichês relacionados
a Bildung e à juventude na modernidade, é
quando abre mão do modelo clássico da formação
do artista, é quando enfim se reconhece sem
o comando da encenação que fora sua existência
até o momento, é aí que a verdadeira Bildung
pode afinal ter lugar."
Registre-se a ousadia do gesto: Victoria Saramago
analisou com rara argúcia a obra de um
clássico contemporâneo, fornecendo um modelo indispensável
não só para o entendimento pleno de
O Filho Eterno, mas para uma abordagem inovadora
da própria literatura brasileira contemporânea.
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terça-feira, 24 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL E SUCESSO EM 2014
FELIZ NATAL E SUCESSO EM 2014
A equipe do Suplemento Cultural deseja a todos os leitores, parceiros e colaboradores Um ótimo final de ano . Um Natal de Paz e um 2014 cheio de esperanças, sonhos e realizações. Sucesso e saude a todos !
Estaremos em recesso do dia de hoje até o dia 06 de Janeiro de 2014. Até lá com o seu Suplemento Cultural renovado.
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