quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nile confirma show no renomado Hellfest Open Air

O Nile, um dos grupos mais respeitados do technical death metal, foi confirmada como atração do renomado e concorrido festival francês Hellfest Open Air. Banda está prestes a desembarcar no Brasil. Os shows acontecem em Curitiba (19/12 – Music Hall), São Paulo (21/12 – Carioca Club) e Porto Alegre (22/12 – Opinião). Ainda há ingressos à venda. 
 
 

 


Grupo desembarca no Brasil na próxima semana com repertório de clássicos – foto: divulgação
 
A banda norte-americana Nile, um dos nomes mais respeitados do technical death metal, continua em ascensão no cenário internacional. Após encerrar rápida passagem pela Austrália, o grupo confirmou apresentações em dois importantes festivais: o NEW ENGLAND METAL & HARDCORE FESTIVAL, que acontece entre os dias 17, 18 e 19 de abril, em Massachusetts (EUA), ao lado de Iced Earth, All That Remains, Sabaton e Revamp, e garantiu presença no concorrido Hellfest Open Air, que será realizado, no dia 21 de junho, em Clisson (FRA), tendo Iron Maiden, Aerosmith, Black Sabbath, Megadeth, Deep Purple, Slayer, entre outros grandes nomes, no cast.
 
Na próxima semana, Karl Sanders (guitarra/vocal), Dallas Toler-Wade (guitarra/vocal), Chris Lollis (baixo/vocal) e George Kollias (bateria) trazem a “At The Gate Of Sethu 2013 Tour” à América Latina. Os shows pelo Brasil acontecem em Curitiba (19/12 – Music Hall), São Paulo (21/12 – Carioca Club) e Porto Alegre (22/12 – Opinião).
 
Os fãs interessados em assistir a performance na capital paulistana podem garantir presença no site da Ticket Brasil (https://ticketbrasil.com.br/show/nile-sp) e nos pontos autorizados pela empresa. Os ingressos custam R$ 70,00* (pista meia-entrada), R$ 90,00* (pista promocional), R$ 150,00* (camarote meia-entrada) e R$ 200,00* (camarote promocional)*.
 
No repertório executado nas mais recentes exibições que divulgam o disco “At the Gate of Sethu” (Nuclear Blast Records), os músicos tocaram diversas composições consideradas clássicas. Confira o set list regular desta excursão:
Dusk Falls Upon the Temple of the Serpent on the Mount of Sunrise
Sacrifice Unto Sebek
Defiling the Gates of Ishtar
Kafir!
Hittite Dung Incantation
The Inevitable Degradation of Flesh
Enduring the Eternal Molestation of Flame
Supreme Humanism of Megalomania
Sarcophagus
The Howling of the Jinn
Ithyphallic
The Blessed Dead
Lashed to the Slave Stick
Unas Slayer of the Gods
Black Seeds of Vengeance
 
A turnê do Nile pela América Latina consiste nas seguintes datas:
14/12 - Lima, Peru - Bar Etnico
15/12 - Santiago, Chile - Caupolican
17/12 - Buenos Aires, Argentina - Roxy Live Show
19/12 - Curitiba, Brazil - Music Hall
21/12 - São Paulo, Brazil - Carioca Club
22/12 - Porto Alegre, Brazil – Opinião
 
Com quase 20 anos de estrada, o Nile destila técnica a cada riff, sendo a mitologia egípcia, árabe e mesopotâmica suas principais fontes líricas. A primeira passagem da banda pelo país aconteceu em 2010, quando se apresentaram, no dia 18 de março, no Santana Hall, em São Paulo.
 
Confira o videoclipe para a música "Enduring The Eternal Molestation Of Flame" em http://www.youtube.com/watch?v=99KHIkENKBM.
 

Cotovia lança Malagueta, Perus e Bacanaço

Caro Leitor,



Acabamos o ano em grande com um novo título da Colecção Sabiá:





Livro de estreia em que João Antônio, aos 26 anos, se viu imediatamente apontado pela crítica como sucessor da tradição fundada por Mário de Andrade e Antônio de Alcântara Machado, na qual a literatura e a capital paulistana são indissociáveis. Os contos de abertura equilibram com maestria a emotividade de histórias simples e uma notável ausência de sentimentalismo. Os últimos instauram aquele que seria um dos temas primordiais da obra do escritor: o mundo da "sinuca" e da malandragem, com seus tipos, sua ética, sua estética, por meio de uma estilização brilhante da linguagem oral. 

João Antônio nasceu em 27 de Janeiro de 1937 e foi encontrado morto em sua casa no dia 1º de Maio de 1996. Escreveu sobre prostitutas, cafetões, porteiros e malandros, emprestando a profundidade da filosofia e da teoria literária aos tipos marginais e os abandonados pela vida que povoam suas histórias. Malagueta, Perus e Bacanaço, que conta a história de três malandros paulistas, seu primeiro livro, ganhou dois Prêmios Jabuti e foi traduzido para oito idiomas.

No volume 15 do Curso Breve de Literatura Brasileira, de nossa edição, publicámos a antologia organizada e apresentada por Alcir Pécora, intitulada "Lembranças do Presente. O conto contemporâneo". Nesta antologia foram incluídos os contos de João Antônio "Joãozinho da Babilónia" e "Maria de Jesus de Souza (Perfume de gardênia)".


Esperamos por si na nossa livraria, na Rua Nova da Trindade 24 em Lisboa, de segunda a sexta das 10h às 18h.

Aproveitamos a ocasião para lhe desejar Boas Festas!!!

A equipa da Cotovia.
 


 
 

Crônica da Urda PAPAI NOEL EXISTE ?

PAPAI NOEL EXISTE ?

 

Em 1960, eu havia entrada para a escola, a maravilhosa escola que abrir-me-ia as portas para o grande mundo que havia nos livros e, onde, coleguinhas mais sabidos do que eu, ensinaram-me que Papai Noel não existia. Eu encarei com força aquele desvendar de uma nova verdade e, conforme o Natal se aproximava, ficava em casa repetindo impertinentemente:

- Papai Noel não existe! Papai Noel não existe!

Minha irmã Margaret, então, tinha quatro anos, e é claro que minha mãe queria que ela continuasse a acreditar em Papai Noel. Quando eu começava com aquela cantilena boba, minha mãe pedia para que eu parasse, e depois implorava, e depois me ameaçava, mas eu não dava um passo atrás na reafirmação da nova verdade que descobria: Papai Noel não existia, e eu queria que todos soubessem que eu sabia disso.

Meu pai e minha mãe, com certeza, estavam bem de saco cheio comigo e aprontaram a sua cena de Natal.

Na noite de Natal, noite em que nós costumávamos achar muitos chocolates e presentes sob a árvore, jantamos com toda aquela ansiedade que as crianças têm na Noite de Natal, ansiosas por chegar a hora das surpresas. Depois do jantar, minha mãe lavou a louça com toda a calma, como em qualquer dia comum. Depois, abriu as latas de doces-de-Natal e encheu alguns pratos com eles. Com mais calma ainda, levou os doces para baixo da árvore-de-Natal e os colocou lá, enquanto meu pai acendia as velas do pinheirinho. Ai sentaram-se a conversar, como em qualquer dia comum, e nesse ponto eu já estava explodindo. Minha ansiedade era tão grande que não resisti:

- E o Natal?

- Ora, nós estamos festejando o Natal! A árvore já está acesa, já temos os doces que fizemos...

- E os chocolates? E os presentes?

- Ah! Isto são coisa que o Papai Noel traz! Como Papai Noel não existe, como é que ele vai trazer tais coisas?

Se alguma vez senti frustração na vida, foi naquele momento. Onde estava o meu Natal? Onde estava o encanto dos pralinés recheados de rum, e as bonecas e os lápis-de-cor novos, e as garrafas de frisantes que se tomavam naquela noite? Onde estava a magia dos Natais anteriores? Onde estava aquela ânsia na alma, que nos outros anos havia me preenchido de alegria? Intensamente frustrada, eu creio que já estava a ponto de chorar, quando aconteceu o milagre: nossa casa passou a ressoar com grandes pancadas nas sua paredes de madeira, enquanto todos pulavam de susto e diziam:

- É o Papai Noel! É o Papai Noel!

Meu pai apressou-se a abrir a porta e, curvado sob um grande saco, Papai Noel de verdade entrou lá em casa. Naqueles idos, Papai Noel não se vestia de vermelho, como hoje; usava uma bizarra roupa feita de sacos de estopa e, à guisa de barba, tinha a pele de algum animal pequeno, com certeza caçado pela vizinhança, preso sob o queixo. Nenhuma criança de hoje levaria à sério aquele Papai Noel, mas eu levei, meu Deus, como levei! Voltara a acreditar nele imediatamente, nem me passava mais pela cabeça a outra certeza, e quando ele nos fez as tradicionais perguntas, tipo se obedecêramos à mãe durante o ano, fui eu quem respondeu com mais convicção. Ele era um Papai Noel exigente, mandou que nos ajoelhássemos e rezássemos uma Ave Maria e um Pai Nosso, e rezei com o maior fervor da minha vida até então. Foi embora, então, deixando-nos um saco pejado de guloseimas e presentes, e lá estavam os pralinés, as bonecas, os cadernos com cheiro de novo, as caixas de lápis-de-cor com 24 lápis, os joguinhos, as loucinhas para brincar de boneca. Tudo tinha ficado lindo, toda a magia voltara e, com certeza, eu era a criança mais feliz do mundo quando meu pai me deixou beber um pouquinho de frisante. (Hoje, não existe mais frisante. Fico pensando o que era aquela bebida de gosto tão bom. Talvez, seja o que hoje chamamos de cidra.)

Até hoje eu não sei quem foi o vizinho que se vestiu de estopa naquela Natal de 1960, e trouxe para mim a alegria de volta. Só sei que, a partir daí, por muitos anos ainda eu acreditei em Papai Noel.





Blumenau, 01 de Dezembro de 1996.



Urda Alice Klueger
 


 
 
 

PROGRAMAÇÃO SEMANAL JAMES DE 18 A 21 DE DEZEMBRO

 
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
DE 18 A 21 DE DEZEMBRO

QUARTA 18.dez: 22h
DJs residentes Ale Dantas, Claudinha Bukowski e Pablo Busetti.
DJs convidados Lucas Chavo  e Bozo Krusty (Garage Shok).
SORTEIO de baldes de cerveja, a partir das 14h, na fanpage da festa no Facebook.
DOUBLE DRINK de destilados nacionais até 1h.
R$ 12.
QUINTA 19.dez: 22h
DJs residentes Denis Pedroso e Duda Rezende (Funkzomba).
Apresentação: Sandra Carraro.
Juiz: Felipe Rocha
R$ 20.

SEXTA 20.dez: 22h
DJs residentes Denis Pedroso, Ale Dantas, Claudinha Bukowski e Alemão UC (Drunk Disco/CWB) e Bernardo Correia (Rock2Rock/CWB).
LISTA FIDELIDADE, a partir das 13h, na fanpage da festa no Facebook.
R$ 20.

SÁBADO 21.dez: 22h
DJs residentes Ale Dantas, Lu Padilha e Denis Pedroso.
DECORAÇÃO ESPECIAL por Flávia Tward e Thaty Rodacki.
DEGUSTAÇÃO DE DRINKS ao longo da noite.
SORTEIO DE VIPs com participação a partir das 13h, na fanpage da festa no Facebook.
R$ 30.

* Todas as infos e releases sobre nossa programação estão disponíveis em nosso site www.barjames.com.br.
*PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÃO SEM AVISO PRÉVIO.

Av. Vicente Machado, 894. Curitiba/PR. (41) 3222-1426. Formas de pagamento: Todos os cartões de débito e crédito Amex, Diners, Master, Visa e Visa Vale-Refeição.

Museu da Gravura inaugura novas exposições



            Quatro novas exposições foram
inauguradas nesta terça-feira (17), no Museu da Gravura Cidade de Curitiba (Solar do Barão). As salas do museu serão ocupadas pelas mostras “Acervo, Acervo Meu”, “Reorganização de Fragmentos Sentidos”, “Visita ao Planeta dos Macacos” e “Os Inominados”. As exposições permanecerão abertas até 17 de fevereiro de 2014, com entrada franca.
            “Acervo, Acervo Meu” apresenta exemplares pertencentes ao próprio museu, reconhecido pela sua excelência na representação da gravura brasileira. Gravuras em pequenos formatos compõem a exposição “Reorganização de Fragmentos Sentidos”, com temática intimista do artista Toni Graton. Onze gravuras, realizadas em água-forte e ponta-seca, compõem a primeira exposição individual deste artista.
Em contraposição, a artista Gleyce Cruz apresenta suas obras em grande formato. São cinco desenhos em grafite e carvão, com o tema “Os Inominados”. Na linha dos quadrinhos, a exposição “Visita ao Planeta dos Macacos” apresenta desenhos da série americana “Planeta dos Macacos”, criada por Carlos Magno e Daryl Gregory. A revista teve 16 edições com sucesso de público e crítica.
           
            Serviço:
         Exposição do Museu da Gravura Cidade de Curitiba - “Acervo, Acervo Meu”, “Reorganização de Fragmentos Sentidos”, “Visita ao Planeta dos Macacos” e “Os Inominados”.
Local: Museu da Gravura Cidade de Curitiba – Solar do Barão (R. Carlos Cavalcanti, 533)
Data: de 17 de dezembro a 17 de fevereiro de 2014
Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 12h às 18h.
Entrada franca. 

31 de janeiro e 1º de fevereiro TERÇA INSANA 2014


 Sucesso faz espetáculo voltar a se apresentar

no Teatro Bradesco nos dias

31 de janeiro e 1º de fevereiro

TERÇA INSANA 2014









O Especial de Fim de Ano da TERÇA INSANA

foi um sucesso,  com duas apresentações com ingressos

esgotados no Teatro Bradesco.



O elenco agora volta a se apresentar em mais

duas sessões, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2014,

trazendo os mesmos 8 convidados insanos,

mais a idealizadora do projeto e atriz, Grace Gianoukas.



No elenco estão os atores Arthur Kohl, Carlos Fariello,

Darwin Demarch, Guilherme Uzeda, Nilton Rodrigues,

Sidney Rodrigues, e as drags Silvetty Montila e Thália Bombinha,

trazendo novos personagens e temas para este espetáculo.



O Projeto TERÇA INSANA, idealizado pela atriz e diretora Grace Gianoukas está em cartaz em São Paulo, todas as terças-feiras, desde a estreia, em 2001. A TERÇA INSANA se tornou um divisor de águas no cenário da comédia no Brasil. Levou aos palcos cerca de 370 espetáculos diferentes, repletos de personagens, cenas e textos originais,

que hoje compõem um enorme repertório de criações.





TERÇA INSANA no TEATRO BRADESCO

Data: 31 de janeiro e 1º de fevereiro 2014

Horário: 21h

Classificação etária: 14 anos

Duração aprox.: 180 min. c/ intervalo

Teatro Bradesco - www.teatrobradesco.com.br

Piso Perdizes do Bourbon Shopping São Paulo –

Rua Turiassú, 2100, 3º piso, Pompéia





INGRESSOS

Setor
   



Valor

Camarote
   

R$ 80,00

Plateia (filas A a N)
   

R$ 80,00

Plateia (filas O a W)
   

R$ 70,00

Frisa 1º andar
   

R$ 60,00

Balcão Nobre
   

R$ 50,00

Frisa 2º andar
   

R$ 40,00



Cliente Bradesco tem 25% de desconto na compra de até 4 ingressos, além de um guichê exclusivo na bilheteria do teatro. Desconto válido apenas para pagamentos com os cartões Bradesco.

Usuário dos cartões Zaffari Card e Bourbon Card, possui 25% de desconto na compra de até 2 ingressos por titular do cartão na bilheteria do teatro.

* Descontos não cumulativos com meia entrada e outras promoções, limitado até 200 ingressos de cada sessão/espetáculo.

ATENÇÃO: Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.

Capacidade: 1439 pessoas

Acesso para deficientes

Estacionamento: Self – Primeirasduas horasR$ 9,00

Hora adicionalR$ 2,00

Valet – Primeira hora R$ 14,00

Hora adicional:  R$ 10,00

Motos–Primeiras duas horas R$ 9,00

Hora adicional:  R$ 2,00

Vendas: Ingresso Rápido: 4003-1212 www.ingressorapido.com.br

Bilheteria Teatro Bradesco: Piso Perdizes do Bourbon Shopping São Paulo - Rua Turiassú, 2100, 3º piso, Pompéia/ Horário de funcionamento: Domingo a Quinta das 12h às 20h, Sexta e Sábado das 12h às 22h.

Entre mundos de Brenna Yovanoff

   

Entre mundos

de  Brenna Yovanoff

Título Original:     The Space Between
Tradutor:     Sibele Menegazzi

Páginas:     392
Formato:     16 x 23 cm

    

Depois do enorme sucesso de O substituto, Brenna Yovanoff, no esperado Entre mundos, envereda novamente pelo gênero fantástico, tendo sempre como pano de fundo um mundo nebuloso e personagens sombrios. Os romances da autora já ultrapassaram a marca de um milhão de cópias vendidas no mundo, figurando sempre nas listas de mais vendidos dos EUA e da Grã-Bretanha.  A protagonista Daphne vive em Pandemonium desde que nasceu e sempre se sentiu excluída, um peixe fora d’água. Mesmo sendo filha de Lúcifer e Lilith, a mulher mais poderosa do inferno, a menina sempre teve o desejo de uma vida diferente da de suas irmãs, que se alimentam do sofrimento humano. Já seu irmão, Obie, que se dedica a salvar espíritos desvirtuados na Terra, é um ídolo e a esperança de Daphne para mudar de vida.  Quando Obie é raptado, Daphne foge para a Terra para resgatá-lo e tentar encontrar seu verdadeiro caminho. Ela só não imaginava conhecer o misterioso e desprotegido Truman.  O novo livro de Brenna Yovanoff é mais do que um romance para jovens, como a maioria no mercado editorial. Ele apresenta, além de uma história intrigante, um debate inteligente e bem-construído a respeito do bem e do mal na sociedade. Com isso, a autora desconstroi o maniqueísmo inerente aos seres humanos, que estão sempre buscando o mocinho e o vilão.  Entre mundos é um romance transcendental sobre uma jovem – que também é um demônio – e sua procura pelo amor na Terra. Uma história que põe em questão a ética, os valores e os sentimentos humanos neste e em outros mundos.   


A CRITICA
“Uma história nada sentimentaloide e um sopro de ar fresco nesse gênero.” (Booklist) “Essa fantasia sombria e poderosa contém momentos de beleza, terror e muita sabedoria.” (Publishers Weekly)


Lançamento




Doro: ingressos para show no Brasil à venda nesta terça-feira


Rainha do Heavy Metal faz única apresentação no Brasil – foto: divulgação
 
A produtora 8X8 Live, responsável pelo retorno da cantora alemã Doro Pesch ao Brasil, informa que os ingressos para a única apresentação da artista no país, começam a ser vendidos a partir da 0h, desta terça-feira (17/12), pelos sites da Ticket Brasil ou Clube do Ingresso.
 
Os ingressos da promoção “Metal do bem” serão vendidos antecipadamente em todos os pontos de vendas físicos e pela internet. Os fãs que comprarem os ingressos da Promoção “Metal do Bem” antecipados ou no dia do evento devem levar 1 (um) kilo de alimento não-perecível (exceto sal e açúcar) para doação na entrada do evento. Os alimentos serão doados à instituição Caminhando, que realiza um trabalho de inclusão social de jovens e adolescentes com deficiência física e intelectual.
 
Reconhecida como a rainha do heavy metal e um verdadeiro símbolo sexual, a diva tem show confirmado para o próximo dia 8 de março, no Carioca Club, em São Paulo. A volta à América do Sul faz parte da turnê comemorativa "Doro: 30 Years Strong & Proud", que celebra os 30 anos de carreira da Metal Queen e divulga seu 12° álbum solo, ''Raise Your Fist'. Este disco inclusive traz homenagem ao finado frontoman Ronnie James Dio na canção "Hero".
 
Doro fez parte da banda Warlock e, nos anos 80, era uma das poucas mulheres inserida no cenário da musica pesada mundial. Doro é um verdadeiro exemplo para diversas artistas como Tarja Turunnen (ex-Nightwish), Angela Gossow (Arch Enemy), Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Dani Nolden (Shadowside), Anneke van Giersbergen (Agua de Annique), Amy Lee (Evasnescence), entre outras.
 
No dia 16 de agosto de 1986, ela se tornou a primeira mulher a liderar uma banda de metal, no festival Monsters of Rock, em Donington UK), evento de rock mais importante daquela época. Em 2009, ela compôs a música "Wacken Anthem" para o 20º aniversário do festival Wacken Open Air (ALE), maior festival de heavy metal do mundo.
 
Doro Pesch já esteve no Brasil duas vezes: em outubro de 2006 no festival Live n´Louder e em abril de 2011, ambas as performances ocorreram em São paulo.
 
Links relacionados:
 
Serviço São Paulo
DORO – 30 Years Strong and Proud
Data: 08/03/2014
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde 2899, Pinheiros
Abertura da casa: 19h
Inicio show: 20h
Classificação etária: a partir de 18 anos
 
Promoção especial “Metal do bem” todos aqueles que levarem um kilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar) no dia do evento terão direito a adquirir seus ingressos na promoção “Metal do bem” com 50% de desconto sobre o valor do ingresso inteiro. Assim você se diverte e ainda ajuda quem precisa.
 
Os ingressos da promoção “Metal do bem” serão vendidos antecipadamente em todos os pontos de vendas físicos e pela internet. Aqueles que comprarem os ingressos da Promoção Metal do bem antecipados ou no dia do evento devem levar 1 (um) kilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar) para doação na entrada do evento. Os alimentos serão doados para a instituição Caminhando que realiza um trabalho de inclusão social de jovens e adolescentes com deficiência física e intelectual.
 
Ingressos online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12 vezes no cartão)
 
Ingressos
1º Lote
Pista Meia entrada = R$ 80,00
Pista Metal do bem = R$ 80,00
Pista Inteira = R$ 160,00
Camarote Meia entrada = R$ 130,00
Camarote Metal do bem = R$ 130,00
Camarote Inteira = R$ 260,00
 
2º Lote
Pista Meia entrada = R$ 90,00
Pista Metal do bem = R$ 90,00
Pista Inteira = R$ 180,00
Camarote Meia entrada = R$ 140,00
Camarote Metal do bem = R$ 140,00
Camarote Inteira = R$ 280,00
 
3º Lote
Pista Meia entrada = R$ 100,00
Pista Metal do bem = R$ 100,00
Pista Inteira = R$ 200,00
Camarote Meia entrada = R$ 150,00
Camarote Metal do bem = R$ 150,00
Camarote Inteira = R$ 300,00
 
Na porta
Pista Meia entrada = R$ 110,00
Pista Metal do bem = R$ 110,00
Pista Inteira = R$ 220,00
Camarote Meia entrada = R$ 160,00
Camarote Metal do bem = R$ 160,00
Camarote Inteira = R$ 320,00
 
Pontos de venda em São Paulo:
Bilheterias do Carioca Club (SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA)
Rua Cardeal Arcoverde, 2899
Horário: Segunda à sábado das 9hrs às 20hrs.
Pinheiros, São Paulo – SP Tel: 3813-8598
Formas de pagamento: Somente dinheiro.
 
Hole - Galeria do Rock*
Av. São João, 439 - 1º andar loja 275 - São Paulo - SP
Horário: Segunda à sábado das 10h às 19h.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American,Express, Diners Club International, Elo.
 
CadaQual*
Rua Augusta, 2171 - Jardim Paulista - São Paulo - SP
Horário: Segunda à sábado das 11h às 20h.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American
Express, Diners Club International, Elo.
 
Metal Music - Santo André*
Rua Dona Elisa Fláquer, 184 - Centro - Santo André - SP
Horário: Segunda à sexta das 10h às 18h30, sábado das 10h às 17h30.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American
 
Age Of Dreams - São Bernardo*
Av. Marechal Deodoro, 1754 - 2º Andar loja 33/36 - Centro - São Bernardo do Campo - SP
Horário: Segunda à sábado das 9h às 19h.
Formas de pagamento: Somente dinheiro
 
Shopping Oriente 500*
Rua Oriente, 500 2º andar - Brás - São Paulo - SP
Horário: Segunda à sexta das 9h às 17h, sábados das 9h às 13h30.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American, Express, Diners Club International, Elo.
 
*Ponto de venda sujeito a taxa de conveniência
 
Capacidade: 1.500 pessoas
Acesso para portadores de necessidades especiais
Ar condicionado
Estacionamentos na região: de R$ 20,00 a R$ 30,00 o período
Chapelaria no local: R$ 5,00
 
Informações:
8X8 Live - Email: contato@8x8live.com
Ticket Brasil – 4901-1165 - Email: contato@ticketbrasil.com.br
Carioca Club – 3813-4524 - Email: reservas@cariocaclub.com.br
 

Jovem autor, Rui Xavier lança o romance “Cão”, um sopro de originalidade na literatura nacional


Em sua nova obra, narrativa madura retrata a vida de uma mulher moderna e suas relações com a sociedade



“... somos capazes de enxergar o rosto humano em tudo, então, assim como enxergamos retratos nas nuvens e nas manchas da parede, projetamos características humanas nos comportamentos animais. O cachorro é praticamente uma invenção humana, é o resultado de milhares de anos de convívio e seleção artificial. E o cachorro tem toda essa submissão e dependência características, que fazem a ironia quando se aplica a uma relação homem-mulher.”


Rui Xavier




Imagine o que é ser uma mulher de sucesso em um mundo contemporâneo machista. Indo além, tem-se a noção de que se espera muito de uma mulher tanto profissionalmente quanto no zelo pela casa, pela família e pelas relações sociais, isso sem falar nos esforços para manter sua imagem física e fashion. Apesar destas cobranças soarem como naturais no mundo moderno, elas continuam subjugadas, tendo que provar seu valor a todo momento. É nesse contexto que ‘Cão’, do dramaturgo Rui Xavier, inicia a narrativa de forma convincente e precisa. A personagem principal, em tom de confissão, se aprofunda em questões sociais e cotidianas com um pessimismo que fisga o leitor num suspense crescente.

Não é por acaso que a personagem descreve como sua vida mudou ao adquirir um cão, ao qual ela considerava maravilhoso na tarefa de completá-la e vice-versa. “O cão é uma extensão do dono, assim como o dono é uma extensão do cão”, afirma, de forma categórica, a narradora. É o breve período de sete anos de vida do cachorro que a narradora conjuga como seu melhor, período em que ela se desenvolve profissionalmente, atingindo metas e objetivos traçados: une-se a um amor antigo, torna-se dona de contas publicitárias até virar chefe, adquire casa própria e viaja. Entretanto, o ponto de virada do romance é a morte desse cão.

O sofrimento da perda é sobrepujado pelo trabalho incessante, e o equilíbrio entre profissional e o pessoal vai por água abaixo.  O lado profissional é colocado acima do relacionamento com o marido, que se torna infeliz e deprimido. É então que o romance ganha ares psicológicos e kafkanianos, sobretudo com a chegada de um novo cachorro que envolve a personagem em uma vida caótica, que exige um desvio de atenção do trabalho, levando-a ao limite. Para essa mulher dedicada e forte, o marido e o cão se tornam símbolos que a separam do mundo real, no qual ela é quem decide o destino, e um mundo paralelo, onde ela se torna refém de si própria.

O livro é impecável ao retratar o cotidiano da mulher de sucesso em uma cidade grande. Conforme as páginas são viradas, conhece-se mais profundamente a personagem. Essa narrativa rica, com personagens densos, faz da obra uma leitura surpreendentemente agradável. Uma vez captada a atenção do leitor, a comoção é reforçada até o ponto final.


FICHA TÉCNICA:

Editora: nVersos
ISBN: 978-85-64013-85-8
Páginas: 288
Formato: 14x21cm
Preço: R$34,90
Lançamento: Dia 11 de dezembro, às 19 horas
Livraria Martins Fontes - Espaço de Artes / Av. Paulista, 509


SOBRE O AUTOR





Rui Xavier nasceu em São Paulo, em 1985. É ator, diretor de teatro e autor de vários textos teatrais. Sua estreia como dramaturgo aconteceu em 2004, com o espetáculo “Ensaio Sobre a Liberdade”. A partir da montagem de seu texto “Os Assassinos de Inês de Castro”, no ano seguinte, começou a parceria com a atriz Hévelin Gonçalves, com quem fundou, em seguida, o Núcleo 1408 – Companhia de Teatro e Invenção. Seu primeiro livro, Metamorfoses Privadas, também foi editado pela nVersos Editora.


SOBRE A EDITORA

Criada em 2011, em São Paulo, a nVersos Editora surgiu para explorar novos processos e segmentos de produção de conhecimento não alinhados ao mercado convencional, além de divulgar a pluralidade. Nessa proposta de atuar à luz de uma literatura do desvio, a editora dirige seu foco tanto para os textos tradicionais como para os resultantes de distintas convergências. Ao contemplar este universo, a nVersos não apenas valoriza, mas também leva ao mercado uma linha editorial sem fronteiras e sem abordagens preestabelecidas. Graças a esse largo espectro de busca e identificação de autores com as mais diversas propostas, a editora reafirma, constantemente, sua disposição de participar da formação de um imaginário capaz de contribuir para a compreensão da complexidade do mundo contemporâneo, a partir de diferentes análises e leituras.

um lançamento
 

A PAIXÃO PELOS LIVROS SEGUNDO LEITORES MUITO ESPECIAIS

A PAIXÃO PELOS LIVROS
SEGUNDO LEITORES MUITO ESPECIAIS

Edições Sesc São Paulo lançam
uma coletânea de ensaios sobre o prazer da leitura






“Somos fascinados por aqueles que sabem contar histórias. Por certo, reconhecemos sua capacidade inventiva, espécie de dom sobrenatural, capaz de dar forma, densidade e conteúdo aos sinais invisíveis daquilo que não ousamos imaginar. Capaz de dar sentido às escolhas e ordenar as incertezas vinculadas ao destino. Capaz de extrair poesia do improvável, como Mario Quintana, ao sugerir que “a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”

Danilo Santos de Miranda
Diretor regional do Sesc São Paulo


Entre 2008 e 2010, o Sesc São Paulo organizou o ciclo de debates Tertúlia, no qual mais de 40 escritores e tradutores foram convidados a falar de uma obra literária especial com cujo autor eles mantivessem uma relação particular de fascínio e admiração. Com curadoria do escritor Tiago Novaes, o projeto constituiu uma bem-sucedida iniciativa de aproximar o grande público não somente de autores consagrados, vindos de um passado distante, ou mesmo ainda em atuação, como também de excelentes escritores e tradutores contemporâneos em franca atividade de criação.

Cinco anos depois da estreia do ciclo, as Edições Sesc São Paulo lançam Tertúlia: o autor como leitor, que reúne 21 daqueles encontros, concebidos agora sob a forma de ensaios literários nos quais incide uma ótica bastante singular. Trata-se de um livro que, sem abrir mão do rigor e da sofisticação intelectual, dirige-se a um só tempo a dois tipos de público: o leitor iniciado – que certamente colherá nos ensaios informações e reflexões bastante apuradas sobre determinadas obras e autores – e o leitor novato, para o qual os textos dessa Tertúlia poderão funcionar como uma espécie de guia de leitura, orientando gostos, estimulando a capacidade crítica, propondo repertórios mínimos de leitura...

A palavra tertúlia implica a noção de três significados complementares: o primeiro deles diz respeito à ideia de uma reunião de parentes ou amigos; o segundo, de uma palestra sobre literatura; e o terceiro, de uma pequena agremiação literária. Sem deixar de lado, naturalmente, tais sentidos, cada um dos ensaístas convidados procurou ampliar a significação da palavra para um aspecto implícito em sua própria etimologia: tertúlia também diz respeito a uma reunião de pessoas que, divertidamente, discutem, jogam ou conversam.

O debate, jogo ou bate-papo que cada epígono, aqui, estabelece com seu mestre não poderia ser mais estimulante para o leitor. Sérgio Molina trata de Miguel de Cervantes; Maria Esther Maciel, de Jorge Luis Borges; Marcelino Freire, de Manuel Bandeira; Lygia Fagundes Telles, de Machado de Assis; Leonardo Fróes, de Virgínia Woolf; Juliano Garcia Pessanha, de Franz Kafka; Eric Nepomuceno, de Gabriel García Márquez; Julián Fucks, de James Joyce; Márcio Souza, de Inglês de Souza; Boris Schnaiderman, de Lev Tolstói; Manuel da Costa Pinto, de Albert Camus; Ana Miranda, de Augusto dos Anjos; Cláudio Willer, de Hilda Hilst; Bernardo Ajzenberg, de Philip Roth; ContardoCalligaris, de Luiz Alfredo Garcia-Roza; Paulo Bezerra, de FiódorDostoiévski; Rodrigo Lacerda, de João Antonio; Nélida Piñon, de Juan Rulfo; Luiz Rufatto, de Guimarães Rosa; Mamede Jarouche, da literatura árabe (em especial, do Livro das mil e uma noites); e, por fim, o próprio organizador da coletânea, Tiago Novaes, trata de Moacyr Scliar que, por sua vez, havia falado de Kafka em uma tertúlia, antes de falecer.

Cada um dos homens de letras convidados a falar sobre seus livros de cabeceira e sobre seus autores prediletos teve ampla liberdade na abordagem de seu objeto de culto, resultando o livro em uma coletânea que prima por uma bem-vinda originalidade temática, metodológica e formal. A escritora Lygia Fagundes Telles (que forma com o tradutor Boris Schnaiderman o casal de decanos no espesso elenco de ensaístas), por exemplo, conta em um texto tão breve quanto saboroso, tecido pela mais épica das faculdades, a memória, sua relação íntima e pessoal com Dom Casmurro, que acabou lhe rendendo um belo fruto profissional: “Algum tempo depois, quando Paulo Emílio Salles Gomes e eu morávamos na Rua Sabará, eis que o cineasta Paulo César Saraceni nos visitou, pretendia dirigir um filme baseado no romance Dom Casmurro e queria que o roteiro fosse nosso. (...) Começamos a trabalhar com paixão, às vezes varávamos a madrugada, o bule de café, o cinzeiro atochado de tocos, o livro aberto na mesa... Ainda impregnada da última leitura, instintivamente eu tomava o partido de Bentinho, embora soubéssemos que não devíamos revelar a nossa opinião. Na dúvida, suspender o juízo! ‘Nisso está a força do nosso trabalho’, dizia o Paulo Emílio. Até que certa manhã, repentinamente, ele me encarou, apreensivo, ‘Meu Deus, você está ficando com a cara do Bentinho!’. Respondi rápida, ‘Então é porque você está me traindo!’”.

Eric Nepomuceno, autodeclarado um “escritor que traduz” (graças a sua paixão pela literatura latino-americana, o leitor brasileiro há um bom tempo tem à disposição algumas das obras essenciais de Julio Cortázar, Eduardo Galeano e Juan Carlos Onetti), defende empenhadamente uma poética da tradução, tomando Viver para contar, de Gabriel García Márquez, como parâmetro: “Há expressões belíssimas, ao longo de todo o livro, de uma estrutura difícil, como se fosse uma sinfonia de câmara. Manter essa construção exigiu muito esforço e muita atenção. O texto é de uma delicadeza, de uma sutileza, que representaram um perigo permanente. As imagens, sempre tão pessoais em García Márquez, se renovaram nessa escrita”.

Julián Fuks, o mais jovem dos autores da coletânea, vai ao encontro de um dos testemunhos literários mais convulsivos do século – Ulisses, de James Joyce –, munido de uma sinceridade radical temperada por discreta dose de sabedoria: “Alguém há de perguntar o que um jovem brasileiro, distanciado por quase um século e um oceano inteiro desse sujeito tão peculiar e tão complexo que foi James Joyce, teria a dizer sobre sua obra. A pergunta é pertinente e encontra resposta fácil se um de seus pressupostos subjacentes for a exigência de informações novas, de afirmações novas. O que tenho a dizer de novo sobre James Joyce? Absolutamente nada. Mas antes que os leitores fechem este livro com a dose de indignação que lhes pareça adequada, cabe ressaltar que essa impossibilidade incontornável já havia sido devidamente avisada. Se o dia remoto em que se passa Ulisses, o dia 16 de junho de 1904 ao qual farei alusão nestas próximas páginas, guardava em si toda a eternidade, nada de novo pode restar para além de suas limitadas horas. Passado e futuro se condensaram naquele retrato tão minucioso da humanidade, e num panorama tão extenso como esse não poderiam faltar jovenzinhos pretensiosos com vãs esperanças de saber um átimo – ou de falar algo interessante – sobre a vida, sobre a literatura, sobre a arte”.

Inúmeras são as possibilidades de fruição de Tertúlia: o autor como leitor, com o qual as Edições Sesc São Paulo anunciam sua bem-vinda entrada na esfera da crítica literária, fazendo uso da mesma inventividade que marca a atuação da instituição na área da ação cultural, vocacionada sempre para os projetos transdisciplinares de educação não formal. O leitor não encontrará nas páginas da obra aquela erudição tortuosa ou o hermetismo vaidoso que costumam rondar boa parte da crítica literária produzida nos círculos universitários e acadêmicos. De modo bem menos convencional, o livro pretende difundir informação de qualidade e estimular o debate mais consequente, objetivando também, é claro, aumentar o público leitor de língua portuguesa em torno desses autores e dessas obras.
Por isso o nome da coletânea não poderia soar mais apropriado, já que ela, despretensiosamente, pretende chamar o leitor para o centro de uma conversa animada a respeito da cultura letrada. Os ensaios de Tertúlia convidam todo amante da leitura a adentrar o vasto universo da literatura e a sair dele mais bem preparado para refletir sobre a realidade que o cerca. Afinal, como Alberto Manguel, ele também um especialista nas possibilidades da leitura, afirma: “Somos animais narrativos, viemos ao mundo acreditando que ele é um livro que nos conta histórias”.   

FICHA TÉCNICA:
Editora: Edições Sesc São Paulo
ISBN: 978-85-7995-073-5
Páginas: 424 p.
Preço: R$49,00
Lançamento: Dia 12 de dezembro, às 20h, no Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195
Na ocasião haverá encontro do organizador Tiago Novaes com
os autores Luiz Ruffato e Marcelino Freire
SOBRE O ORGANIZADOR
Tiago Novaes nasceu em 1979 na cidade de Avaré, São Paulo. É escritor, tradutor e doutorando em Psicologia na USP. Publicou “Subitamente: Agora” (7 Letras), “Estado Vegetativo” (Callis) e “Documentário” (Funarte). Dirigiu o longametragem “Herança” e integra a antologia “15 CuentosBrasileros” (Comunicarte), editada na Argentina. Recebeu bolsas de criação literária da Secretaria de Cultura de São Paulo e da Funarte. Foi finalista do prêmio São Paulo de Literatura, em 2008. Idealizou e produziu os ciclos Tertúlia: Encontros da Literatura em unidades do Sesc São Paulo, coordenou oficinas de prosa no Sesc São Paulo, na Academia Internacional de Cinema e no projeto Tantas Letras!. Traduziu, ainda, mais de dez obras de ficção e não-ficção para diferentes casas editoriais.
SOBRE AS EDIÇÕES SESC SÃO PAULO
Segmento editorial do Sesc, as publicações das Edições Sesc São Paulo são pensadas e construídas em um longo processo de maturação e discussão, justamente por estarem envolvidas em projetos de largo alcance. As Edições Sesc SP têm em seu catálogo publicações nas áreas de cultura, artes, esportes, ciências sociais, educação, filosofia, terceira idade e história. Muitos desses trabalhos articulam-se em diversas mídias, para atender aos anseios de um público interessado em informações plurais, que podem vir de diferentes recursos multimídia, integrando texto, áudio e vídeo. Seu projeto gráfico, muitas vezes arrojado e experimental, constitui-se também em um campo para a criação.