quinta-feira, 15 de novembro de 2012

BRASIL PORTUGAL AGORA - Leya apresenta "novíssimos" autores portugueses

Cinco escritores portugueses desembarcam no Rio de Janeiro, tendo como destino o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, palco da 1. edição da Festa Literária Internacional das UPPS, ou seja, a festa dos livros e dos autores numa das muitas favelas do Rio de Janeiro.

Eles foram os escolhidos pelo grupo editorial português Leya para lançar no Brasil a coleção "Novíssimos", que pretende apresentar "algumas das vozes mais emblemáticas da nova literatura portuguesa", nas palavras da casa editora.

"O Teu Rosto Será o Último", de João Ricardo Pedro, "Para Cima e Não Para Norte", de Patrícia Portela, "Por Este Mundo Acima", de Patrícia Reis, "No Meu Peito Não Cabem Pássaros", de Nuno Camarneiro, e "Um Piano Para Cavalos Altos", de Sandro William Junqueira, são os primeiros livros da coleção.



"Livros, leituras, escritores do Brasil e do mundo inteiro, oficinas, teatro, exposições, ações culturais diversas ocuparão inventivamente a comunidade", afirmam os organizadores do evento promovido pelo Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura do Rio e empresas estatais, numa iniciativa que faz parte da estratégia de instalar o Estado nas comunidades, muitas delas controladas pelo crime organizado.

"Nosso objetivo maior sempre foi colocar o livro – e a leitura, a literatura, o conhecimento – na ordem do dia. Conectar diversas redes a partir dele, torná-lo visível, usual e efetivo também para a chamada classe C. Classe C de Cultura como dizemos o tempo todo. Para nós, é importante irradiar, multiplicar e compartilhar o hábito da leitura, para muito além das disposições do mercado", lê-se no blog do projeto que promete colocar as comunidades das favelas do Rio nos roteiros culturais.

Afinal, como disse Mia Couto, o escritor moçambicano participando de um sarau literário num bairro dos subúrbios de São Paulo, as periferias também têm pensamento próprio.

"Acredita-se que a periferia pode dar futebolista, cantor, dançarino. Mas, poeta? No sentido que o poeta não produz só uma arte, mas pensamento. Isso acho que é o grande racismo, a grande maneira de excluir o outro. É dizer: o outro pode produzir o que quiser, até o bonito. Mas, pensamento próprio, isso não", disse Mia Couto no sarau da Cooperifa, realizado no Bar do Zé Batidão, na região do Jardim Ângela.



BRASIL PORTUGAL AGORA 1

Para além de novelas e caravelas...
    

Dois povos unidos pela cultura
As muitas caras do Brasil em Portugal
O Ano Brasil Portugal será uma experiência inédita de intercâmbio entre os dois países.  Diferentemente, por exemplo, do Ano do Brasil na França, que ocorreu em 2005, e da França no Brasil ,  em 2009.

A série de eventos acontecerá simultaneamente  nos dois países. As comemorações começam no dia 7 de Setembro de 2012 - dia da nossa Independência- , e terminam em 10 de Junho de 2013 - Dia de Portugal, data nacional representada pela morte do poeta Luiz Vaz de Camões-.

Segundo o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e comissário do Ano Brasil em Portugal, Antonio Grassi, essa é uma boa oportunidade de se estreitar os seculares laços entre as duas pátrias e pensar em uma continuidade para além da série de eventos.

"Nossa intenção é fazer com que este intercâmbio ganhe uma estrutura mais definida lá em Portugal e aqui, que deixe frutos. Há um desconhecimento muito grande, por nossa parte, e em todas as áreas, do Portugal contemporâneo. A música portuguesa não é só o fado. Quando fizemos o Rock in Rio no Brasil, o Xutos e Pontapé foi tratado como uma novidade, quando já tinham 30 anos de estrada. São como os Titãs de lá. E como o grupo, eles tem vários outros exemplos de um Portugal novo que já não são mais aquelas caravelas do nosso imaginário. A gente pode conhecer este Portugal e mostrar um Brasil que tem uma diversidade cultural muito ampla, que não é só o Brasil das novelas", diz.

Grassi ressalta a importância do evento, principalmente no âmbito cultural. Acredita que através desse intercâmbio, será possivel também influenciar em outras relações, como, por exemplo, o Turismo.

"Há um dado significativo que preocupa os portugueses. Quase 700 mil brasileiros passam pelo aeroporto de Lisboa sem descer, fazendo conexões para o restante da Europa. A TAP tem, hoje, 74 voos semanais para o Brasil, quase todos lotados. São muitos turistas que  perdem a oportunidade de conhecer um país que tem a mesma lingua, que trata a gente muito bem, que se identifica com o nosso povo. Além de ser um país bonito, com vários atrativos turísticos, moderno".

Para ele, a língua será o grande diferencial do congraçamento luso-brasileiro.

"O Brasil  tem sido homenageado de muitas maneiras. Teve o Ano da Itália no Brasil, o Ano do Brasil na França, o Ano da França no Brasil, terá o ano da Alemanha, a partir do segundo semestre de 2013... Mas a grande diferença deste é a língua. Não há essa barreira. É uma grande oportunidade não apenas para a música, mas  para o teatro, para a literatura. Os portugueses têm como uma referencia muito grande nossas  novelas. Então vamos tratar esta história com carinho. Fazer um seminário de teledramaturgia. Falaremos também do nosso carnaval, que teve início com manifestações típicas portuguesas como o Zé Pereira e os entrudos".

Grassi vislumbra a abertura das comemorações no dia 7 de Setembro com a presença dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e de Portugal, Aníbal Cavaco Silva.

"Os portugueses participando da nossa festa de independência tem um sentido especial. É um dado simbólico. Representa a maneira pacífica como essa separação aconteceu. Diferentemente de outras colônias, aqui foi um português que proclamou a independência".

BRASIL PORTUGAL AGORA - Um Historico

O Ano Brasil Portugal é a sequência inevitável de uma série de celebrações do Brasil com países diretamente ligados à sua história, seja como colonizador, no caso do irmão lusitano, ou como imigrantes que aqui se instalaram e criaram raízes definitivas.

Em junho de 2005 (se estendendo até setembro de 2006), o Ano do Brasil na França surgiu como uma iniciativa pioneira no sentido de aprofundar as relações bilaterais no âmbito cultural, acadêmico e econômico. Quase 190 anos depois de a Missão Artística Francesa (1816) de Debret, Lebreton, Taunay, Grandjean de Montigny  e outros ter aportado no Rio de Janeir,o por iniciativa de Dom João VI,  artistas brasileiros participaram de  centenas de eventos na França, como exposições, shows, concertos, ciclos de cinema, seminários e festivais.

Neste ano, 2005, surgiu a ideia do Espaço Brasil, que em 2012/2013, em Lisboa,  se fará novamente presente. O palco por onde se apresentaram artistas de todas as regiões do país, e que recebeu um verdadeiro painel de ritmos, funcionou de 11 de junho a 25 de setembro, no Carreau du Temple, no bairro do Marais, em Paris.

O Carreau du Temple transformou-se rapidamente em um ponto de encontro informal de franceses, brasileiros e turistas do mundo inteiro. Mas diversos espaços culturais franceses, não apenas em Paris, tiveram uma vasta programação de cinema, palestras, workshops, exposições, apresentações teatrais e circo entre outras atividades.

O Ano do Brasil na França mobilizou mais de dois milhões de franceses e obteve um grande retorno de mídia. Como resultado, houve um aumento de 27% de turistas franceses no Brasil e mais de 450 milhões de dóllares em produtos brasileiros exportados para França.

Em 2009, houve a contrapartida, com o Brasil servindo de cenário para artistas franceses de todas as vertentes artísticas, além do intercâmbio

em outras áreas como  ciência, tecnologia. Entre os mais de 200 projetos aprovados para a programação oficial estava o Caravana Musical do Musette que passou por quinze cidades no Brasil apresentando a história da música popular francesa. Durante o Ano, que terminou em setembro de 2010, houve exposições do pintor, desenhista e escultor Henri Matisse, na Pinacoteca de São Paulo, e do pintor e gravurista Marc Chagall, no Museu de Arte de São Paulo, o Masp.
Artistas convidados  participaram também de grandes eventos do calendário brasileiro, como o Festival de Ópera de Manaus, a Virada Cultural, em São Paulo, e o Festival Mundial do Circo, em Belo Horizonte.

De junho de 2011 até o junho de 2012 foi a vez de os italianos celebrarem por aqui os laços com o Brasil que os recebeu de forma mais significativa desde o século XIX. O chamado de Momento Itália-Brasil recebeu ao todo mais de 200 eventos, incluindo exposições, peças de teatro, espetáculos de dança e de música, mostras de cinema e de moda. A programação foi tão diversa que abrigou até uma curiosa Festa da Polenta, no Espírito Santo. Mas também tiveram exposições de Leonardo Da Vinci (1452-1519), Modigliani (1884-1920) e Caravaggio (1571-1610), além da  mostra "Homenagem a Pier Paolo Pasolini".

No ano que vem, após os festejos casados com Portugal, acontece o ano Alemanha + Brasil 2013-2014, a partir de maio, cujo lema é “Quando ideias se encontram”. Além dos laços culturais, os países se comprometem a discutir o que compartilhar para moldar o futuro. A intenção é trocar ideias sustentáveis para moradia, trabalho, transporte e alimentação. Economia, cultura, tecnologia, inovação, educação, ciência e esporte serão alguns dos temas abordados na programação.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Estrangulador de William Landay


O Estrangulador

de William Landay



Edição: 1
Ano: 2012
Dimensões: 230mm x 160mm
Páginas: 368



O LIVRO

Para os três irmãos Daley, filhos de um policial de Boston, crime era parte do negócio da família. Eles estão, simplesmente, em lados diferen¬tes da moeda. Joe é o mais velho, um policial de fala dura cujos hábitos de jogatina – mulheres rápidas, cavalos lentos – o arrastaram à parte obscura da cidade. Michael é o filho do meio; um advogado formado em Harvard, trabalhando para um procurador geral muito ambicioso, ele se encontra designado para a força tarefa de batalha contra o Es-trangulador. E Ricky, o filho mais novo e despreocupado, flutua sobre a rixa como um ladrão profissional – até que o Estrangulador chega muito perto de sua casa. Enquanto as dívidas de Joe com a máfia acercam-se dele... Michael envolve-se em uma investigação de assassinato muito equivocada... e Ricky é caçado pelos dois lados da lei, os três irmãos – e as mulheres que os amam – são forçados a tomar partido. Agora, cada um deles deve olhar mais fundo na alma raivosa de um matador, nos segredos letais de sua própria família e na única morte que os fez mudar para sempre. Enquanto o clímax do complexo, compassivo e aterrorizante romance se constrói, dois mistérios colidirão – e uma verdade devastadora será revelada. Este é um romance policial que certamente “prenderá” sua atenção do começo ao fim.

Curiosamente Landay está escrevendo sobre um crime de operário de Boston, e alguns usuários o têm  comparado  a Dennis Lehane.


  
O AUTOR
William Landay é o autor do aclamado livro Mission Flats, que recebeu o prêmio John Creasey Memorial Dagger como melhor romance policial de estreia, em 2003. Ele é graduado na Universidade de Yale e na Faculdade de Direito de Boston. Landay trabalhou como assistente de promotoria antes de se tornar escritor. Agora, vive em Boston, onde está trabalhando em seu próximo romance de suspense. Em O Estrangulador, mostra o seu valoroso talento como escritor, pois consegue prender a atenção do leitor do início ao fim, neste romance que envolve crime, mistério e corrupção. Boston, 1963. Uma cidade à beira do abismo. Nas esquinas, jornaleiros anunciam a manchete chocante: KENNEDY ESTÁ MORTO. No submundo da cidade, há uma guerra da máfia no auge. Mas o que mais aterroriza os moradores de Boston é um assassino misterioso, ao qual já são associadas 12 vítimas, um homicida cujo nome está ligado à cidade de forma indelével: o Estrangulador de Boston. Este é o empolgante pano de fundo do magnífico romance de William Landay: a história de uma família irlandês-americana, uma cidade sitiada e uma grande sombra lançada pelo assassino mais infame da atualidade.




LANÇAMENTO da


 

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Cliente secreto – A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor de Stella Kochen Susskind


Cliente secreto – A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor

de Stella Kochen Susskind




Formato: 18,0 cm x 18,0 cm
Páginas: 144



Pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio de pesquisas com clientes secretos, a executiva Stella Kochen Susskind está lançando o livro “Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor” – pelo selo BIZ da Primavera Editorial –, obra que disseca o modelo de pesquisa que se tornou a essência da ciência da compra.
Criada nos Estados Unidos, na década de 1920, a metodologia “cliente secreto” surgiu quando banqueiros resolveram testar a honestidade dos funcionários e evitar eventuais desvios de dinheiro. Quase um século depois, a avaliação empírica converteu-se em uma metodologia eficaz, que muito tem contribuído para a melhoria nas relações entre empresas e clientes. Hoje, a metodologia é parte de uma indústria sólida e lucrativa nos Estados Unidos, Europa e América Latina, sobretudo no Brasil. 
A obra “Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor” – um livro fundamental para os que desejam compreender os meandros para se atingir a excelência no atendimento ao cliente . 
Com uma temática inédita no mercado editorial brasileiro, Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidordisseca os meandros de um modelo de pesquisa criado por banqueiros norte-americanos na década de 1920, que se tornou a essência da ciência da compra e da avaliação do atendimento ao cliente. De autoria da executiva Stella Kochen Susskind, pioneira da metodologia no Brasil, a obra conta com o prefácio de Luiz Fazzio, presidente do Carrefour, e apresentação de Paulo Secches, presidente da Officina Sophia. Fundamental para os que desejam compreender os meandros da excelência no atendimento ao cliente, o livro – que integra o portfólio do selo BIZ da Primavera Editorial – será lançado em 6 de novembro, a partir das 18h30, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim (Avenida Magalhães de Castro, 12.000, São Paulo).
 Segundo Stella, quase um século após a criação, a avaliação empírica conduzida por clientes secretos se converteu em uma metodologia eficaz que muito tem contribuído para a melhoria nas relações entre empresas e clientes. Hoje, a metodologia é parte de uma indústria sólida e lucrativa nos Estados Unidos, Europa e América Latina, sobretudo no Brasil. Segmentos como o varejo e as instituições financeiras têm investido nessa ferramenta para avaliar o atendimento a clientes. A metodologia de pesquisa se baseia em clientes secretos – consumidores com hábitos reais de compra – que substituem os pesquisadores tradicionais. Enquanto na Europa o crescimento anual é de cerca de 5%, no Brasil o segmento registra crescimento anual de 20%. “Com cerca de 100 empresas, a América Latina faturou, no ano passado, cerca de US$ 362 milhões. Com 850 empresas, a indústria norte-americana de mystery shopping faturou US$ 830 milhões em 2011; as 550 empresas europeias faturaram US$ 397 milhões”, detalha a escritora.

Com uma linguagem clara e acessível, o livro Cliente secreto - A metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidorconta com sete capítulos temáticos, nos quais a metodologia é detalhada em cases e depoimentos minuciosos que mostram a melhoria real do atendimento ao cliente. No primeiro capítulo, História da metodologia, destaque para o pioneirismo, a metodologia no Brasil, a versatilidade da metodologia e as histórias de sucesso contadas pela mídia nacional. Em Metodologia inclusiva, segundo capítulo, a autora destaca a responsabilidade social como oportunidade de negócio, os chamados consumidores invisíveis (as crianças), os consumidores com mais de 60 anos e as causas sociais – o quanto os consumidores são influenciados pela postura socialmente responsável adotada por marcas, serviços e produtos. No capítulo três, Um novo Brasil se depara com a importância do bom atendimento ao cliente, Stella Kochen Susskind se atém aos perfis dos novos consumidores brasileiros, ao consumo feminino, ao atendimento à alta renda, ao consumo masculino e aos cenários do atendimento ao consumidor no Brasil, Estados Unidos e Europa.
 Em Com a palavra, o cliente secreto, quarto capítulo, a autora destaca os depoimentos de clientes secretos que há mais de duas décadas desenvolvem a função de ombudsman do atendimento. Os cases de diferentes segmentos ilustram meandros do atendimento ao cliente no Brasil, apresentando histórias de excelência e as oportunidades de melhoria. No quinto capítulo – Investindo em treinamento – o destaque recai sobre a criação de vínculos com os consumidores, as formas de conhecer o consumidor e motivação dos vendedores. Os segredos da metodologia e a Shopper Experience são temas do sexto e do sétimo capítulos.
 Entre os entrevistados para o livro, a jornalista Angela Crespo, criadora e editora das colunas Advogado de Defesa e Consumo (Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo);  Joyce Moysés, jornalista da Editora Abril e uma das maiores especialistas brasileiras no universo feminino; Cid Torquato, coordenador de Relações Institucionais e Políticas Públicas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo; Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto e diretor do Portal Franquia; Ghislaine Dubrule e Nilo Signorini, respectivamente, vice-presidente e diretor de Planejamento da Tok&Stok; Carlos Magno Gibrail, diretor de Expansão da Stroke e ex-sócio da Cori; Herbert Polizel, diretor de Marketing - Mercado e Produto da TAM Linhas Aéreas; e Roberto Meier, publisher do Grupo Padrão, entre outros.


TRECHOS DO LIVRO

 Páginas 21 e 22
A metodologia no Brasil
(…) “Em 1991, aos 25 anos, senti-me impelida a aceitar o desafio proposto por minha irmã, Celina Kochen Sznelwar, que havia montado a Shop’n Check – empresa que posteriormente se tornou Buy & Test –, para integrar a equipe. A proposta era estruturar na empresa um serviço de avaliação do atendimento ao cliente, ou seja, um trabalho plenamente alinhado com a minha expertise e com o tema que era meu objeto de estudo há alguns anos. A empresa se tornaria a primeira agência de pesquisa no Brasil a adotar a metodologia de testar a qualidade do atendimento ao cliente tendo por recurso clientes efetivos, especialmente treinados para avaliar todos os aspectos da relação da empresa/marca com o consumidor.
Vivendo os reflexos do Plano Real, decidi investir em um negócio pioneiro no Brasil então presidido por Fernando Henrique Cardoso. Nas manchetes diárias, em 1994, notícias sobre a política de estabilização da economia brasileira que levou o país a novos patamares – elevação da taxa de crescimento econômico, aumento nos níveis de renda, impacto positivo nos balanços das empresas, além da desindexação da economia nacional. O outro lado da moeda, notícias sobre a desindustrialização que a abertura abrupta da economia proporcionou – as empresas brasileiras viviam uma concorrência atípica com as multinacionais em razão da queda da tarifa média sobre as importações.
 Descritos pelos economistas como a “década de reformas orientadas para o mercado”, os anos 1990 apresentavam um cenário de desafios a serem vencidos e, confesso, fui contagiada pelos sinais de uma retomada na trajetória do crescimento sustentado – a sonhada estabilidade de preços. Concomitante, o brasileiro passava a contar com o Código de Defesa do Consumidor, uma verdadeira revolução que alterou positivamente as relações de consumo no país. Com o cliente como protagonista – substituindo o foco no produto ou serviço puramente –, o Brasil ingressou em uma nova era de consumo. O custo acessível e a qualidade diferenciada dos produtos importados disponíveis no mercado interno tornaram o consumidor mais exigente e obrigaram a indústria e o varejo nacional a ficarem mais competitivos. E como as empresas nacionais poderiam se diferenciar e reconquistar o cliente brasileiro inebriado pelos produtos importados?”
Página 58
Metodologia inclusiva
(...) “A maior parte dos portadores de deficiência vive nas áreas urbanas e 23,7 milhões não estão integrados no mercado de trabalho. Essas estatísticas mostram que investir em acessibilidade pode ser não só, e prioritariamente, um ato de cidadania e de responsabilidade social. Esse investimento pode se tornar um excelente negócio. Diante desse cenário, será que as marcas e as empresas brasileiras estão preparadas para atender com qualidade o consumidor com deficiência? Quais as barreiras e os erros mais frequentes? A resposta é um sonoro não! Mas a boa notícia é que inúmeras empresas estão interessadas em saber onde erram e quais são as alternativas para iniciar um projeto de acessibilidade, de inclusão social.”
Página 79
O novo consumidor
(...) Em 2020, o Brasil será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais – seremos aproximadamente 207 milhões de habitantes, sendo 145 milhões formados por brasileiros economicamente ativos. E não se trata de otimismo, sim de estatísticas concretas. Embora em muitos países a crise econômica mundial tenha reforçado as desigualdades sociais, no Brasil a pobreza caiu 7,9% entre janeiro de 2011 e janeiro 2012, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capacidade de consumo do brasileiro aumentou, assim como a percepção de nuances do atendimento. Mais exigente e informado, o brasileiro associa o atendimento à efetivação, ou não, da compra. A fidelização é outra questão que está diretamente atrelada a um atendimento de excelência, conforme pesquisas conduzidas pela Shopper Experience com clientes secretos.
 Página 97
Cenários do atendimento ao consumidor: Brasil, Estados Unidos e Europa
(…) “No Brasil, a criação do Código de Defesa do Consumidor – Lei n. 8.078, aprovada em 10 de setembro de 1990 – foi um marco da luta em prol dos direitos do consumidor, embora a Constituição Federal de 1988 tenha preparado as bases para a defesa do cliente brasileiro. De forma mais ampla, a demarcação desses direitos e deveres foi um estágio anterior à nova cultura de valorização do bem atender o consumidor. À época, vivíamos situações esdrúxulas nas quais o consumidor era constantemente desrespeitado. Em pouco mais de duas décadas, presenciamos uma melhora significativa, embora muito distante do que almejamos e merecemos. Hoje, estamos distantes de países da Europa e dos Estados Unidos no que se refere ao atendimento.”
 Página 105
Ombudsman do mundo
(...) Mais do que atuar como viga-mestra da metodologia, o cliente secreto é o protagonista de uma história de aumento do índice de respeito ao consumidor – uma colaboração que ultrapassa as fronteiras do Brasil. Por meio do trabalho desse profissional, as empresas passaram a ter informações precisas sobre o atendimento prestado. Um dos efeitos colaterais dessa percepção dos pormenores que cercam o momento da venda é que os gestores estão mais atentos para a importância de investir na criação de relacionamentos sustentáveis com clientes de diferentes perfis de consumo. Hoje, os mais de 20 mil clientes secretos que atuam na Shopper Experience produzem relatos que nos dão subsídios para traçar o panorama das relações de consumo nacionais.” 

A AUTORA
 
Stella Kochen Susskind administradora de empresas graduada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e pós-graduada em Franchising pela Franchising University (Estados Unidos), Stella Kochen Susskind é pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do “Cliente Secreto®”. A executiva preside a Shopper Experience – empresa de pesquisa que representa uma evolução do modelo – e fundou a divisão latino-americana da Mystery Shopping Providers Association, atuando ainda, na associação, como atual membro do Global Board e como Past President.
A executiva possui mais de 20 anos de expertise em pesquisas. Desde 1999 Stella Kochen Susskind coordena um amplo projeto que avaliou, por meio de “clientes secretos”, diversos aspectos do atendimento prestado por empresas de diferentes segmentos. Atenta a conceitos como consumo consciente e inclusivo, a empresa brasileira Shopper Experience criou dois projetos de inclusão para capacitar pessoas com deficiência e maiores de 60 anos a atuar como cliente secreto.

UM LANÇAMENTO
 

Livraria Portugal – Lisboa cerra as portas.

Livraria Portugal – Lisboa, encerra as portas.

No dia 29 de fevereiro, com muita tristeza, a Livraria Portugal foi encerrada. Depois de 70 anos de funcionamento na Rua do Carmo, em Lisboa.

Uma gramática foi o último livro a ser vendido.

O livro, «Gramática e Linguística», foi comprado no início da noite por uma professora portuguesa que mora na França e que sempre visitava a histórica livraria em todas suas idas a Lisboa.
Veja a notícia na integra



Estâncias: A palavra e o fantasma na cultura ocidental de Giorgio Agamben

Estâncias: A palavra e o fantasma na cultura ocidental

de Giorgio Agamben

Tradução de Selvino José Assmann

Coleção: Humanitas
2007 - 1ª edição. 2012 - 1ª reimpressão.
263 p. Dimensão: 22,0 X 15,0


A partir da questão do lugar próprio dos produtos do fazer humano, este livro propõe a reconstrução de quatro momentos fundamentais da cultura europeia: a teoria do fantasma na poesia de amor do século XIII; o conceito de melancolia, desde os pais da Igreja até Freud; a obra de arte frente ao domínio da mercadoria; a forma emblemática, desde o século XVI até o nascimento da semiologia. A pesquisa une a devoção filológica pelos detalhes, típica da escola de Warburg, a uma concepção da crítica inspirada em Walter Benjamin e que, numa perspectiva interdisciplinar, vai da filosofia de Averróis à poesia de Baudelaire, de Cavalcanti a Saussure e da medicina medieval a Lacan.


O AUTOR
Giorgio Agamben nasceu em Roma, em 1942.
Formado em Direito.
Escreveu uma tese de doutorado sobre o pensamento
político de Simone Weil.É exaluno
de Heidegger.n É o responsável pela edição italiana da obra de Walter
Benjamin.Foi professor da Universidade de Verona e da
Universidade de Nova York. Leciona Estética na Facoltá Di Design e Arte em
IUAV(Veneza) .

Principais obras
Homo Sacer I, II e III
Infância e História: Destruição da
Experiência da História (2005)
Linguagem e Morte: um Seminário sobre o
lugar da negatividade (2006)
Profanações (2007)


LANÇAMENTO DA



Os monstros do cartógrafo: O ataque da vampantera! (Vol. 2) Título Original: The mapmaker's monsters: Vampanther attack!

Os monstros do cartógrafo: O ataque da vampantera! (Vol. 2)

Título Original:     The mapmaker's monsters: Vampanther attack!

de  Rob Stevens


Tradutor:     Ana Resende



Coleção:    Os monstros do cartógrafo

Páginas:     400

Formato:     14 x 21 cm





A segunda de uma série de aventuras pelos quatro cantos do mundo

Piloto de uma companhia aérea, Rob Stevens concluiu seu primeiro livro, o premiado best seller Os monstros do cartógrafo: Cuidado com os bufalogros!, ao longo de várias viagens. Escrevendo novamente durante suas jornadas pelo mundo, o autor apresenta agora o segundo volume da série: O ataque da vampantera!.


O LIVRO
Uma história de aventura e fantasia que se passa em pleno século XV, a série Os monstros do cartógrafo, com ilustrações de Adam Stower, traz tramas emocionantes de superação e de demonstração do amadurecimento de um menino que agradarão leitores de todas as idades. Foi o que aconteceu na Inglaterra, quando se tornou leitura obrigatória entre alunos de colégios e de universidades.

Hugo está viajando outra vez. Ele vai para as montanhas sombrias da Transilvânia, um lugar que, literalmente, não está no mapa. Lá, nada é o que parece.

Para resgatar o amigo de seu tio e localizar o castelo oculto da terrível vampantera, Hugo contará com a ajuda de criaturas fantásticas e inacreditáveis: uma gata falante que prevê o futuro, um lobisomem bem agitado e um Abominável Orangofango. Além, é claro, de seu grande amigo Feroz, um rato falante e divertido.

Os monstros do cartógrafo: o ataque da vampantera! é uma história cheia de criaturas fantásticas, lugares incríveis, muito mistério e aventura.

A CRITICA
“Um escritor surpreendente.” - The Telegraph

O AUTOR
Rob Stevens
é um piloto da British Airways que escreve em quartos de hotel em todo o mundo. Os Monstros do Cartógrafo é sua primeira incursão em livros para jovens. Quando não está voando, vive em Dorset com a esposa e os dois filhos pequenos. Saiba mais em www.robstevens.co.uk


UM LANÇAMENTO






DUAS OBRAS DE JAMES JOYCE, LANÇADAS PELA Editora ILUMINURAS

HOJE IREMOS DESTACAR DUAS OBRAS DE JAMES JOYCE, LANÇADAS PELA Editora ILUMINURAS

Segundo Dirce Waltrick do Amarante em sua apresentação da edição de EPIFANIAS - certa vez, Joyce olhou pela janela de seu apartamento e viu uma mulher no edifício ao lado puxando a corrente de descarga da privada. Para ele, essa cena aparentemente banal continha fortes implicações eróticas. Essa teria sido uma das muitas epifanias profanas de Joyce.

Richard Ellmann lembra que um dos divertimentos favoritos do escritor era destruir velhas coisas solenes. Num determinado momento, o escritor irlandês ficou “contente por encontrar valor no que se esperava que ele condenasse como comum e vulgar”. Era assim que ele reinventava o mundo.

Joyce teria “encorajado” Leopold Bloom (Ulisses) – só para mencionar seu mais célebre personagem – a infundir singularidade às coisas comuns. Como afirma Ellmann, “Bloom difere dos dublinenses menos importantes porque sua poesia interna é contínua, até nas situações menos promissoras”. Em Joyce, não há mais uma prosa, um dizer narrativo típico, “mas sim um feixe de forças, do tracejado que compõe sua própria ausência”, diz Piero Eyben no prefácio de sua bela tradução das Epifanias.

Quando lemos Joyce, precisamos voltar nossos olhos para o instante da experiência que emerge graças a uma revelação interior abrupta. A epifania seria justamente essa súbita manifestação, esteja ela na vulgaridade da fala e do gesto ou em uma fase memorável da própria mente. Aliás, para Hélène Cixous, a epifania seria o “descarrilamento da consciência”.

Joyce acreditava que cabia ao escritor “registrar essas epifanias com extremo cuidado, vendo que elas próprias são os mais delicados e evanescentes dos momentos”, como afirma Eyben. Sendo o maior desafio dessas curtas narrativas aliar a velocidade inesperada à já desgastada experiência do dia a dia. Neste pequeno volume precioso, a tradução de Eyben leva a sério esse desafio.

Devo ter-lhe atormentado esta noite com o que disse mas certamente é bom que você conheça a minha opinião sobre a maioria das coisas. Minha consciência rejeita toda a ordem social atual e o cristianismo — lar, as virtudes reconhecidas, classes sociais e doutrinas religiosas. Como posso gostar da ideia de lar? James Joyce
 
Já Caetano W. Galindo na capa de CARTAS A NORA - Talvez a melhor discussão (real) sobre a relação entre a vida e a arte tenha acontecido (ficcionalmente) na Biblioteca Nacional de Dublin, no (real e ficcional) dia 16 de junho de 1904.

Como assim? Ora, assim mes­mo. É Stephen Dedalus, que na verdade era um pseudônimo várias vezes empregado por James Joyce, quem conversa com vários outros escritores, todos reais e a quem chama às vezes por seus pseudônimos, sobre as relações entre a obra e a vida de Shakespeare. Joyce, claro, estava adorando dar um imenso nó na discussão.

E como. Pois não só é na vida de Joyce que o leitor encontra enredos e às vezes até esclarecimentos para certos trechos dos romances, mas é na relação vida obra e na complicada alquimia que faz com que ela transcenda o egoico e se universalize, que se localiza grande parte da magia da leitura da própria obra de Joyce.

É claro, portanto, que toda a documentação que cerque a vida de Joyce há de ser de grande interesse para os leitores. E, entre esses documentos, as cartas trocadas entre ele e sua esposa Nora ocupam lugar absolutamente central. Muito além da relevância das ditas “cartas sujas”, em que eles trocavam “safadezas” quando estavam sem se ver, o que essa correspondência registra, expõe e elucida é simplesmente a relação mais definidora da história de vida de Joyce. O que o leitor brasileiro recebe, neste volume carinhosamente traduzido e solidamente organizado por Dirce Waltrick do Amarante e

Sérgio Medeiros (nada atoamente marido e mulher) é uma via de acesso a um compartimento profundo e rico da vida sentimental de um grande reelaborador de sentimentos e vidas. É chegar mais perto da fonte. O Ulysses, de um certo ponto-de-vista, é a história de Joyce sem Nora. O dia 16 de junho marca o primeiro passeio do casal (real), mas Dedalus (ficcional) termina o dia só. Se Bloom pode ser visto como uma versão possível de Joyce sem a literatura, Dedalus, é o escritor sem a mulher que lhe deu segunda vida.

Para o homem inteiro, adicione-se Nora.

Para chegar mais perto dele(s), sirva-se.







Cartas a Nora

de James Joyce


No de Paginas:
152










Epifanias

de James Joyce


No de Paginas:
112








LANÇAMENTO

Sobre a tradução de Paul Ricoeur

Sobre a tradução

de Paul Ricoeur

Patrícia Lavelle (tradução e prefácio)

Linguística Coleção: Babel 2011. 2012, 1ª reimpressão.71 p.

UM PEQUENO GRANDE LIVRO !

Mestre na arte da interpretação, Paul Ricoeur aborda, nesta obra, os desafios presentes no trabalho da tradução e a estreita articulação entre o ato de interpretar e o de traduzir. Para o autor, existem vários aspectos que devem ser analisados pelo tradutor: a diversidade das línguas; possibilidade do diálogo intercultural; os recursos poéticos, a formação e a potencialidade da língua, que ele possa descobrir os recursos inexplorados na apresentação do pensamento. Com efeito, para Ricoeur, a tradução não implica apenas um trabalho intelectual, teórico ou prático, mas também um problema ético. Levar o leitor ao autor, levar o autor ao leitor, com o risco de servir e de trair dois mestres, é praticar o que ele gosta de chamar de hospitalidade linguística, ou seja, acolher a diversidade e a pesquisa da língua.


LANÇAMENTO DA