
O vale do silêncio
Título Original: Valley of silence
de Nora Roberts
Tradutor: Ana Beatriz Manier
Coleção: Trilogia do círculo
Páginas: 350
Formato: 16x23
Com elementos mágicos e toques fascinantes de suspense e sedução, Nora Roberts, autora número 1 da lista de bestsellers do New York Times, apresenta O Vale do Silêncio, último volume da Trilogia do Círculo.
No reino de Geall, a erudita Moira ergue a espada em nome de seu povo. Agora, como rainha, deve preparar os súditos para a maior batalha de suas vidas contra um inimigo mais pérfido do que qualquer outro que jamais conheceram. Afinal, Lilith, a vampira mais poderosa do mundo, seguiu o círculo de seis através do tempo, rumo a Geall.
Com um cenário descrito com extrema habilidade, Nora Roberts une cenas de ação a intervalos de paixão, desejo e magia. Os personagens são bem-desenvolvidos e, apesar de mágicos, possuem sentimentos bastante humanos e reais. Uma trilogia de fantasia com forte apelo para os fãs de todos os gêneros.
Leia aqui um trecho do livro final
Sobre a Trilogia do Círculo
A Trilogia do Círculo é a primeira incursão de Nora Roberts no gênero sobrenatural. E O baile dos deuses, um épico romance que rompe as barreiras entre a realidade e o sobrenatural, ao mesmo tempo em que forja paixões entre homens e mulheres envolvidos numa batalha pelo destino da humanidade.
No primeiro volume da trilogia, A Cruz de Morrigan, uma batalha é tramada entre as forças do bem e do mal enquanto Lilith, a vampira mais poderosa do Universo, reúne seu exército sombrio. Já no terceiro, O Vale do Silêncio, o combate final se aproxima. A vampira mais poderosa de todos os tempos seguiu o círculo dos seis através do tempo e pretende colocar a humanidade aos seus pés.
um lançamento
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Lançamento - O Vale do Silêncio - Nora Roberts
Lançamento - OS OUTROS SCHINDLERS

OS OUTROS SCHINDLERS
de Agnes Grunwald-Spier
Número de Páginas: 304
Graças ao filme "A Lista de Schindler", baseado no livro de Thomas Keneally, Schindler´s Art, ficamos mais conscientes de que, em meio ao extermínio do povo judeu promovido por Hitler, a coragem e a humanidade foram capazes de minimizar o mal perpetrado pela política racista de Hitler e seus comparsas. Enquanto seis milhões de judeus eram assassinados pelo regime nazista, alguns eram salvos graças à solidariedade de não judeus, cujas consciências não lhes permitiam olhar com indiferença para seus semelhantes. Por seus atos, muitos foram homenageados pelo Yad Vashem como "Justos entre as Nações". Quando bebê, a própria autora deste livro foi salva dos horrores de Auschwitz por um homem desconhecido e hoje é curadora do Holocaust Memorial Day Trust. Ela reuniu as histórias de trinta pessoas que resgataram judeus, trazendo uma nova visão do motivo de essas pessoas estarem dispostas a colocarem suas vidas em risco por seus semelhantes. Com prefácio de Sir Martin Gilbert, um dos maiores especialistas no assunto, este é sem sombra de dúvida um relato enaltecedor de como algumas ações generosas podem realmente fazer diferença num mundo de verdadeiros horrores como os criados por Adolf Hitler e o seu Terceiro Reich.
A AUTORA
Agnes Grunwald-Spier nasceu em Budapeste, em julho de 1944. Ela e a mãe foram mandadas para o gueto da cidade em novembro de 1944 e libertadas em janeiro de 1945. Ex-funcionária pública, ela possui diploma em História e Política e formação em estudos do holocausto, sendo também curadora do Holocaust Memorial Day Trust, membro da Junta de Representantes de Judeus Britânicos, membro do Archítects' Registratíon Board e juiza de paz. Divide seu tempo entre Sheffíeld e Londres.
Agnes Grunwald-Spier discussed and signed copies of her book "The Other Schindlers: Why Some People Chose to Save Jews in the Holocaust" at the Bookshop of the United Nations in New York.
UM LANÇAMENTO
Lançamento - Os 100 maiores visionários do século XX

Os 100 maiores visionários do século XX
Título Original: Visionaries of the 20th Century: A Resurgence Anthology
de Satish Kumar e Freddie Whitefield (org.)
Tradutor: Milton Chaves de Almeida
Páginas: 452
Formato: 16x23
O século XX foi marcado por guerras, ditaduras e destruição ambiental. Muitas pessoas, porém, mantiveram viva a esperança de um futuro saudável e sustentável por meio de suas ideias e visão. Esses exemplos estão em Os 100 Maiores Visionários do Século XX, organizado por Satish Kumar e Freddie Whitefield.
A escolha dos pensadores presentes neste livro é extremamente eclética, abrangendo visionários do Oriente ao Ocidente, incluindo a África e a Oceania. Figuras como Gandhi e Martin Luther King estão lado a lado com Bob Dylan e D. H. Lawrence. Os assuntos foram separados em três pilares: Visionários Ecológicos, Sociais e Espirituais.
Os Ecológicos apresentam, por exemplo, Jacques Cousteau, Vandana Shiva e o Príncipe de Gales; os Sociais, Albert Schweitzer, E. F. Schumacher e Frank Lloyd Wright; os Espirituais, Dalai-Lama, Deepak Chopra e Desmond Tutu.
A intenção dos organizadores ao reunir essas diversas presonalidades foi trazer à tona temas comuns do pensamento sistêmico, da vida sustentável, do antropocentrismo, do não consumismo, da “antiantiglobalização”, além de outros.
Este livro apresenta a visão de uma sociedade articulada por grandes pensadores e ativistas que acreditam que toda guerra é, em última análise, fútil; que defendem que outro mundo é possível; que um mundo de sustentabilidade, espiritualidade e temperança faz mais sentido do que um mundo de consumismo, materialismo e militarismo.
Os 100 Maiores Visionários do Século XX reúne a vida e a obra de 100 homens e mulheres que ofereceram inspiração, esperança e cura para a humanidade.
OS AUTORES
Satish Kumar é indiano, já foi monge jainista e atualmente é editor da revista Resurgence e diretor do Schumacher College.
Freddie Whitefield é artesão e editor.
um lançamento da
Lançamento - Livro da alma Ibn Sina (Avicena)
Livro da alma
de Ibn Sina (Avicena)
Tradutor: Miguel Attie Filho
Páginas: 360
Formato: 16 x 23 cm
O Livro da alma, do filósofo persa Ibn Sina (ou Abu Ali al-Hussein ibn Abd-Allah ibn Sina) conhecido no Ocidente pelo nome latinizado de “Avicena”, é um dos maiores clássicos da filosofia medieval, agora publicado em português em tradução direta do árabe pelo professor e especialista nesse autor, Miguel Attie Filho, também responsável pela introdução, notas e glossário, e contando ainda com prefácio de Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento. Como se sabe, enquanto a Europa medieval perdera contato com o antigo mundo clássico, os árabes, a partir de sua expansão para além da Península Arábica, iniciada no século VII, depararam-se, no Mediterrâneo Oriental, então dominado pelo Império Bizantino, de língua grega e herdeiro da cultura greco-romana, com parte dessa cultura ainda preservada. O contato da cultura árabe com a herança greco-romana fez nascer, entre outros, a filosofia em árabe (Falsafa), que teve no diálogo com a obra de Aristóteles e nas pessoas de Ibn Rushid (Averróis) e Ibn Sina (Avicena) seus marcos principais. Dos dois autores, Ibn Sina é considerado o mais original. Erudito e poliglota, médico, político e filósofo, é autor de uma obra extensa, em que se destaca a verdadeira suma filosófica que é Al Sifa (A cura). Seguindo a tradição aristotélica, ela contém partes relativas à lógica, à física, à matemática e à metafísica. O Livro da alma pertence à parte dedicada à física. Porque a física, para os antigos, englobava o conjunto das ciências naturais. E porque a alma, aqui, é a psiquê dos gregos, ou seja, a ânima latina: trata-se, em suma, de tentar descrever a natureza da condição humana a partir de sua animação (movimento), percepção e consciência, o que inclui o estudo dos cinco sentidos e a natureza do próprio conhecimento, ou seja, a interação entre os sentidos (incluindo seus aspectos fisiológicos), o pensamento e o mundo. O Livro da alma é, portanto, um vasto apanhado do conhecimento acumulado desde os gregos até o tempo do próprio Ibn Sina pelas culturas do Mediterrâneo acerca da natureza humana. Em termos mais propriamente filosóficos, Ibn Sina faz uma síntese entre Aristóteles e Platão, este a partir do neoplatonismo de Plotino. Como o neoplatonismo é a mais antiga (e quase exclusiva) influência grega no pensamento cristão dos primeiros séculos, esta síntese tornará a obra de Avicena particularmente influente no papel de trazer Aristóteles de volta à cena filosófica e cultural ocidental, em torno do século XIII, através dos Pirineus (que dividia, então, a Espanha muçulmana da França cristã), o que por sua vez servirá de porta de (re)entrada para o renascimento da cultura clássica no Ocidente, um dos elementos principais da transição da Idade Média para a modernidade.
Avicenna
(Husay
n ibn Abd al-Allah ibn Sina Abu'Ali, Bukhara, agora o Irã, 980-Hamadan, id., 1037) médico e filósofo persa. Sua obra cobriu todos os campos das ciências e das artes de seu tempo, e influenciou o pensamento escolástico medieval na Europa, especialmente os franciscanos.
Educado por seu pai em Bukhara (passou toda sua vida nas regiões do centro e leste do Irã), 10 anos e tinham memorizado o Alcorão poemas e muitos árabes. Ele estudou medicina em sua adolescência, para receber, com apenas 18 anos, a proteção Nuh ibn Mansur Prince, permitindo-lhe entrar em contato com a biblioteca tribunal Samanid.
Sua vida sofreu uma mudança repentina na morte de seu pai e da Queda da Casa Samanid pelo trabalho do líder turco Mahmud de Ghazna. Necessários para desenhar em seus grandes poderes de concentração e sua enorme força intelectual para continuar seu trabalho extenso com uma consistência admirável e continuidade.
Durante o próximo período de sua vida, ele praticou a medicina em várias cidades na região de Khorasan, até chegar na corte dos príncipes Buyid em Qazvin. Nesses lugares não encontrou apoio social e económico necessário para realizar o seu trabalho, então ele mudou-se para Hamadan, uma cidade governada por um príncipe Buyid, Shams ad-Dawlah, sob cuja proteção ele se tornou o vizir, o que ganhou alguns inimigos, que o obrigou a deixar a cidade após a morte do príncipe.
Foi nessa época que ele escreveu sua melhor duas obras mais conhecidas. O Kitab al-Shifa "é uma obra abrangente que lida com a lógica, ciências naturais (incluindo a psicologia), o quadrivium (geometria, astronomia, aritmética e música) e da metafísica, que se reflectem na aristotélica e neoplatônica influências profundas. El Al-Qanun fi at-Tibb (Canon of Medicine), o mais famoso livro de medicina do seu tempo, é uma compilação sistemática dos conhecimentos adquiridos pelos médicos fisiologia da Grécia e de Roma, ao qual foram adicionados aos fornecidos pelo ex- estudiosos árabes e, em menor medida, por suas próprias inovações. Finalmente, ele foi ao tribunal Ala do príncipe 'ad-Dawlah, sob cuja tutela ele trabalhou o resto de seus dias.
UM LANÇAMENTO
Lançamento - Só se você prometer

Só se você prometer
de Mirian Portela
ilustrações Glair Arruda
34 pags
4X4
Vitória é uma menina muito esperta, que se esforça para entender a lógica dos adultos, que nem sempre lhe parece tão lógica assim. Porém, seus esforços serão bem sucedidos, muito embora até que isso ocorra, ela passe por algumas dificuldades...
Assunto: o relacionamento entre criança e adultos.
Interdisciplinaridade: linguagem oral e escrita, Estudos Sociais, identidade e autonomia, corpo e movimento.
Transversalidade: afetividade, pluralidade cultural, ética e cidadania.
Proposta: estimular as crianças a expressarem oralmente das dificuldades que encontram no relacionamento com os adultos. Depois de discutir com elas estratégias para superar essas dificuldades, que podem ser de linguagem, afetivas e sociais, produzir desenhos ou histórias em quadrinhos sobre o tema.
Indicação: Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental
MIRIAN PORTELA POR ELA MESMO
Nasci em Florianópolis, SC, e comecei a escrever ainda criança, ao descobrir que eu também podia criar mundos e inventar personagens. Embora fosse uma brincadeira, acabei levando-me a sério e nunca mais parei. Sou jornalista. Trabalhei em jornais, revistas e televisão. Fiz de tudo um pouco: fui repórter, pauteira, editora, apresentadora. Escrevi quatro livros de poesia, mas percebi que queria mesmo era contar histórias para crianças. Desde então, várias personagens passaram a me visitar, contando-me suas aventuras. Trago-as para o mundo real e procuro apresentá-las a vocês. Tenho alguns livros publicados: Alguém muito especial, Onde andará Alegria, Histórias do encantado, pela Editora Moderna; Alice passou por aqui, pela Editora Terceiro Nome e diversos pela Noovha América Editora.
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Lançamento - Dicionário Yoruba-Português

Dicionário Yoruba-Português
Autor: José Beniste
Páginas: 820
Formato: 16x23
O Yorubá é uma língua viva, falada na Nigéria, no Sul da República do Benin, nas repúblicas do Togo e de Gana por cerca de 30 milhões de pessoas. Aqui no Brasil conseguiu ser mantido de forma expressiva, por meio da liturgia dos candomblés procedentes daquelas regiões, tornando-se um dos depositários mais fiéis dessas tradições.
• Mais de 18.000 verbetes;
• Mais de 15.000 exemplos de frases traduzidas;
• Explicações claras das palavras fundamentais;
• Categoria gramatical das palavras para orientação na formação de frases.
• Regras gramaticais;
• Uma seção com introdução básica ao aprendizado e à pronúncia do idioma yorubá;
• Orientações básicas sobre a estrutura do idioma.
O AUTOR
José Beniste
Conferencista e autor de ensaios sobre os problemas dos diversos cultos de raízes africanistas, José Beniste foi iniciado em 1984 no Candomblé Ketu, pela Iyalorisa Cantu de Aira Tola do Ilê Axé Opó Afonjá. Em 1982, fundou o curso Brasil-Nigéria de língua yorubá, sob os auspícios do cônsul da Nigéria, Alhaji Muhammadu Fufore, ministrando aulas de língua yorubá e cultura religiosa. Historiador e pesquisador, é integrante de movimentos que visam à restauração da dignidade religiosa Afro-Brasileira e mantém uma vasta documentação sobre a história do candomblé no Brasil e demais segmentos religiosos, com literatura especializada e centenas de gravações e depoimentos. Em 1970, criou um modelo de radiodifusão educativa, com o programa cultural Afro-Brasileiro, colocado a serviço das religiões Afro-Brasileiras em seus variados aspectos. Com isto, foi construído um acervo gravado das mais legítimas expressões ligadas à religiosidade, que constantemente é consultado pro estudiosos do assunto.
Livros
As águas de Oxalá - Áwon omi Òsàlá, Editora Bertrand Brasil - ISBN 85-286-0965-0 Òrun Áiyé - O encontro de dois mundos, Editora Bertrand Brasil - ISBN 85-286-0614-7 Jogo de Búzios - Um encontro com o desconhecido, Editora Bertrand Brasil - ISBN 85-286-0614-7 Mitos Yorubás - O Outro Lado do Conhecimento, Editora Bertrand Brasil - ISBN 85-286-0918-9
um lançamento
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Notícia -Projeto social entrega Biblioteca com mais de 400 livros a entidade assistencial
Livros com Esperança, em sua primeira edição, proporcionou alegria e carinho às crianças carentes acolhidas pela Casa Barão do Rio Branco
Um dos dias mais esperados pela criançada, o Dia das Crianças, se aproxima, mas para as crianças da Casa de Acolhimento Barão do Rio Branco, em Santo André, o presente veio mais cedo. Na tarde da última quinta-feira, 29, a PlugIdeias, agência de Marketing Digital, entregou a 1ª Biblioteca Infantil, como parte do projeto Livros com Esperança. A iniciativa foi realizada por meio do WorkShop do ABC e de doações de empresários e de empresas parceiras. Foram arrecadados cerca de 400 livros, que vão do infantil como A Turma da Mônica, de Mauricio de Souza, até obras como o romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Além das obras, foram doadas mesas, cadeiras, estantes e um puff para acomodar as crianças.
Para a coordenadora da entidade, Cecília de Melo Viegas, 45, a biblioteca contribuirá com a formação das crianças. “Não tínhamos um espaço específico para a interação das crianças. Agora poderemos fazer rodas de bate-papo, conversar mais, estudar etc.”, disse. Segundo Cecília, a televisão e a internet nunca substituirão o valor e o benefício que o livro traz para os jovens. “A leitura aumenta o conhecimento e a curiosidade, e isso é muito bom”, explica.
Durante a iniciativa, foi possível evidenciar a alegria, por meio do sorriso estampado no rosto das aproximadamente 15 crianças, adolescentes e jovens presentes – a Casa de Acolhimento Barão do Rio Branco atende um público de 0 a 18 anos.
“É uma ação importante que proporciona carinho e assistência às crianças. Tenho certeza que esse dia ficará marcado na história dessa entidade e do projeto”, disse o professor e pesquisador da área de Neurociência do Comportamento, dr. Jô Furlan, padrinho do projeto.
“Com a leitura, a criança abre um mundo de oportunidades, e é isso que queremos”, afirma a diretora da PlugIdeias – empresa do Grupo Webp@an – e uma das idealizadoras do projeto, Norma David. “Com certeza os livros podem transformar vidas”, termina. Também participaram da solenidade a coordenadora do Livros com Esperança, Lucilia Gouveia, e a psicóloga e palestrante da PlugIdeias, Keyla Ramos.
Durante a cerimônia de inauguração da biblioteca, as crianças ouviram histórias infantis contadas pela atriz Lize Nascimento. Após a apresentação, elas fizeram desenhos sobre o que entenderam do conto. A programação também contou com doces e pipoca à vontade.
Para saber mais sobre o projeto, efetuar doações ou se tornar um parceiro, acesse www.livroscomesperanca.com.br.
artigo - MUSEU, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO
Originário do ato de colecionar e preservar, os museus chegaram ao século XXI como instituições indispensáveis à vida e à memória das comunidades, pelo menos em teoria. Inseridos na vida das cidades e amparados por políticas públicas de cultura, muito bem argumentadas no papel, mas sem atrativos para atrair o grande público que prefere o espetáculo dos shoppings ou o paraíso dos templos evangélicos, que oferecem muito mais em troca de um pequeno dízimo: a memória do futuro, a esperança de vida eterna.
Precisamos do bom humor para falar de museu, como no personagem do romance “O Nome da Rosa”. Hoje em dia, no Brasil, em particular na Bahia, falar de museu, e nunca se falou tanto, corre-se o risco de cair no discurso da reserva de mercado. Museus para que e para quem? Fala-se em democratização e facilidade de acesso, mas campanhas publicitárias são dirigidas para a divulgação de atividades reservadas aos profissionais da área em detrimento de programas educativos para formação de público. Como patrimônio público, qualquer cidadão tem direito de entrar no museu e ver o que tem dentro dele. Mas é preciso despertar o desejo de ver, de conhecer, de mergulhar na memória nele depositada.
Precisa-se que alguma coisa seja previamente dada para provocar o olhar, o pensar e produzir conhecimento. Poucos são seduzidos pelo desconhecido, nem se produz conhecimento sem olhar o passado. “Não se inventa idéias sem retificar o passado”, (Bacherlard). Museu e Memória, um tema para se pensar a reafirmação e a transformação da cultura e da arte. É um direito da comunidade, conhecer e refletir sobre o passado, o presente e o futuro, e decidir sobre a memória que deseja preservar.
Perdemos as referências do absoluto, e estamos às voltas com a pluralidade. A memória como a realidade é construída em função de interesses, paixões e desejos, e o que resulta, não é absoluto ou universal. Cada um vê o que está no museu como lhe convém, da mesma forma que coisas, objetos e linguagens chegaram ao museu por interesses e critérios que não são absolutos nem indiscutíveis. Mas nem por isso deixam de ser um patrimônio à espera do olhar clínico e crítico.
Os museus se modernizaram conceitualmente, ressaltando sua importância para a sociedade e o direito à memória. Os de arte, a partir da década de 1960, foram ideologicamente questionados pelas vanguardas artísticas, como o Minimalismo, a Arte Conceitual e a arte contemporânea, mas sua estrutura não foi abalada, ao contrário; foi reforçada. A autenticidade das experiências artísticas depende da legitimação do museu.
Falar de museu de arte no Brasil é difícil não lembrar Mário Pedrosa. Vejam a atualidade de seu pensamento, no texto “Arte Experimental e Museus”, publicado em 1960: “Diferente do antigo museu, do museu tradicional que guarda, em suas salas as obras primas do passado, o de hoje é, sobretudo, uma casa de experiências. É um paralaboratório. É dentro dele que se pode compreender o que se chama de arte experimental, de invenção.” Esse lugar de experiências é também ocupado por um acervo, é um lugar privilegiado do pensamento, da crítica e do lazer criativo para uma apropriação consciente do patrimônio.
Um museu não é uma instituição de eventos culturais, o que nele é exposto não deve ser uma experiência isolada de uma política pública de cultura, sem a responsabilidade de um conselho curador, formado por especialistas da área. O gestor deve ser uma espécie de maestro que rege uma orquestra de intelectuais, críticos e técnicos especializados, para desenvolver enunciados para ser praticados e estabelecer relações mais estreitas com a comunidade.
Dentro de uma cidade existem várias cidades, habitam várias culturas e várias linguagens artísticas, algumas até contraditórias. O museu, em particular o de arte, no seu acervo e na sua programação, deve refletir essa pluralidade, porque ele não é o lugar da exclusão, e sim; do confronto, do diálogo com diferentes manifestações, compatível com a sua função e sua especificidade. Ele guarda uma história, e sem o conhecimento da história, a experiência vira entretenimento.
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
O AUTOR
Almandrade
(Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia .. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou cerca de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 1975 e 2005; escreveu em vários jornais e revistas especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1986. Publicou os livros de poesias e/ou trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso", "Poemas", "Suor Noturno" e Arquitetura de Algodão". Prêmio Copene de cultura e arte, 1997. Tem trabalhos em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), Museu da Cidade (Salvador) e Pinacoteca Municipal de São Paulo. Retrospectiva Museu de Arte Moderna da Bahia, 2000. Exposição “pensamentos” no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, participa de mostra de poesia visual brasileira no Mexic-Art Museum em Austin. exposição individual “Pequenos Formatos” na galeria ACBEU em Salvador, 2002. Esculturas, Instituto Goethe, Salvador, 2003. Pinturas, Hotel Sofitel, Costa do Sauípe – Ba., 2004. Instalação, Conjunto Cultural da Caixa , Arte Erótica , Escola de Belas Artes da UFBA., Coordena Oficina Arte Cidade no Instituto Goethe, Salvador. Curadoria da mostra SSA 456 Galeria da Cidade, Salvador, 2005. Participa das exposições coletivas “Ode ao Dois de Julho”, Galeria da Cidade, “Modos de Ver e de Entender a Arte”, Museu de Arte da Bahia, Salvador, 2006. A ARTE DE ALMANDRADE , Centro Cultural da Caixa, Salvador 2010.
Tem post novo no Blog do Le-Heitor.
Heitor foi ao Condephaat asssistir à apresentação do projeto que quer acabar com a sua biblioteca e todo um quarteirão do seu bairro: http://blogdoleheitor.sintaxe.com.br
Notícia - COMPANHIA DE ACTORES ARRANCA COM PLANO FORMATIVO 2011/2012
A primeira formação deste ano lectivo é a Oficina Teatral “O Actor Compositor”, ministrado pela actriz, encenadora e co-fundadora da Companhia de Actores, Valéria Carvalho.
Ao longo da Oficina Teatral “O Actor Compositor” serão trabalhadas técnicas teatrais, com enfoque na expressão corporal, vocal e improviso que permitirão aos formandos montar e estrear um espectáculo final, com apresentação pública deste trabalho original.
As inscrições já estão abertas para esta formação que se inicia em Algés, a 25 de Outubro e que se prolongará até Julho de 2012. Os contactos deverão ser feitos através do mail cda.nilzasousa@gmail.com, ou do telemóvel 917 750 085.
Link blog Companhia de Actores:
http://companhiadeactores.




