terça-feira, 22 de setembro de 2009

CADA UM NA SUA LEI



CADA UM NA SUA LEI
- Tolerância religiosa e salvação no mundo atlântico ibérico
Stuart B. Schwartz



Tradução - Denise Bottmann

Páginas - 488



MAIS UMA VEZ Stuart B. Schwartz dá uma grande contribuição ao intendimento do processo histórico da formação do poder e do pensamento reacionário na Europa e as suas transmutações.

Pode parecer improvável que um historiador descubra atitudes de tolerância religiosa na Espanha, em Portugal e em suas colônias ultramarinas dos séculos XVI ao XVIII, quando a Inquisição moderna procurava garantir por meios brutais a manutenção da ortodoxia católica. Pois é exatamente o que faz Stuart B. Schwartz neste livro. Ancorado em imenso corpo documental - garimpado sobretudo nos arquivos inquisitoriais -, o historiador investiga, e defende, a ideia de que o pensamento e comportamentos tolerantes floresceram no mundo luso-hispânico. Ainda mais surpreendente, seu foco não é a elite culta ou o trabalho de paladinos da tolerância; antes, se debruça sobre as "pessoas comuns", revelando um universo em que uma longa tradição de transigência, o bom senso ou a simples indiferença promoveram e possibilitaram a convivência de múltiplas crenças.

É claro que o autor não nega a perseguição às bruxas europeias ou aos conversos no mundo ibérico, as guerras de religião ou a rede institucional encarregada de castigar os desvios da fé. Mas não é esse o foco do livro: adotando a perspectiva de síntese que lhe é característica, mas apegado à descrição necessária a uma boa história antropológica, Schwartz conduz o leitor a uma viagem extraordinária pelos conventículos de judaizantes e mouriscos no mundo ibérico, buscando não seu isolamento, mas suas conexões com o universo dos católicos. O percurso continua pelos domínios americanos de Espanha e Portugal, periferia do mundo onde as "leis religiosas" se multiplicavam, resultado da diversidade de povos e da intensidade das mesclas típicas da colonização.
O livro esvazia, enfim, os clichês adotados por muitos historiadores, ao sublinhar as dúvidas e dilemas identitários mais do que o oficialismo dogmático das religiões. Acima de tudo, legitima a religião como campo de estudo relativamente autônomo, ao reconhecer a importância que a salvação da alma possuía para os indivíduos.

O AUTOR
Stuart B. Schwartz

PhD pela Universidade de Columbia, é professor titular de história na Universidade de Yale e editor da Cambridge History of Native People of Americas e da Hispanic American Historical Review. Entre vários estudos, publicou Burocracia e sociedade no Brasil Colonial (Brasiliense, 1978), Escravos, roceiros e rebeldes (Edusc, 2001) e As excelências do governador(co-organizador, Companhia das Letras, 2002).

UM LANÇAMENTO







Ordenamento territorial


Ordenamento territorial
de Flávio Gomes de Almeida, Luiz Antônio Alves Soares


Páginas: 288

A obra procura ter como temática central o ordenamento territorial, o qual, por sua vez, não pode prescindir de objetivos, como o da sustentabilidade e o da qualidade ambiental. A sustentabilidade envolve uma série de questões de enfoque social, econômico, ecológico, espacial, cultural, ético e político.
Para atingir a sustentabilidade é preciso conhecer a dinâmica ambiental e avaliar a capacidade de suporte do meio físico ou ecológico do ambiente em relação aos elementos sociais e econômicos, sendo a Geografia Física a disciplina que constitui a base para um adequado entendimento da estrutura socioespacial, visando naturalmente ao ordenamento territorial com bases sustentáveis.

O desenvolvimento é algo mais do que um compromisso entre ambiente físico e crescimento econômico. Significa uma definição que reconhece, nos limites da sustentabilidade, origens estruturais além das naturais. Cabe, assim, reconhecer na relação homem/natureza o processo histórico pelo qual o ambiente é transformado, e a sustentabilidade será a decorrência da conexão entre movimentos sociais, mudança social e, consequentemente, possibilidade de políticas mais efetivas.

A relação entre geografia e ordenamento territorial se dá cada vez mais de forma real e necessária. É conveniente precisar conceitual e metodologicamente o que venha a ser ordenamento territorial, mediante um significado claro que compartilhe das idéias fundamentais, bem como do entendimento do processo histórico de estruturação espacial.

um lançamento



Com fim do diploma, curso promete formar jornalista em 45 horas

“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.

“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.

O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.

Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.

Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.

A Passagem do anjo



A Passagem do anjo
de John Sack


336 páginas

Nas noites de lua cheia, frei Angelo Lorenzini se arrasta para a parte mais escura de sua masmorra e se esconde debaixo do cobertor. Os raios desgarrados de luar o levam ao limite de seus sentidos, fazendo a pele pinicar e o sangue correr furioso nas veias. Levantando as orelhas, ele escuta a lua uivante, porém tem o cuidado de não responder.

Sim, Angelo é um lobisomem. Desde que descobriu a herança deixada por seu avô, ele se pergunta o motivo dessa maldição – por que ele? Até que esteja pronto para compreender esse mistério, ele terá que percorrer um longo caminho de desastres e sofrimento.

No século XIII, numa Itália profundamente marcada pelos conflitos entre os poderes eclesiástico e imperial, Angelo tem uma rixa pessoal com o papa Bonifácio VIII que remonta a 50 anos, quando o pontífice ainda era o garoto Benedetto Gaetani.

Na verdade, a disputa com Gaetani é apenas um dos relacionamentos desastrados de Angelo. Como um Midas às avessas, Lorenzini destrói tudo o que toca. Sempre se envolvendo com mulheres proibidas e ferindo amigos sinceros, afasta de sua vida todas as formas de amor verdadeiro.

Por muitos anos, Angelo, que é ao mesmo tempo um ser divino e amaldiçoado, vive dividido entre suas duas naturezas, incapaz de entender sua essência. Ao fim da longa busca por Deus e sua verdade, Angelo descobre que aquilo que procurava estivera o tempo todo dentro dele. Afinal, todo mundo não tem um pouco de animal e de anjo?

A passagem do anjo, de John Sack – autor do best-seller A conspiração franciscana –, é uma envolvente ficção histórica com um toque sobrenatural e um desfecho surpreendente.

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Na Itália so século XIII, Angelo Lorenzini, um homem de sangue nobre, tem uma marca de nascença em forma de estrela na palma da mão e uma herança amaldiçoada. Preso numa masmorra, frei Angelo, um franciscano excomungado, reconstrói, a partir de suas lembranças fragmentadas, o caminho percorrido na constante busca por sua verdade.

Desde a infância Angelo é atormentado por causa de sua aparência. Seus caninos são semelhantes a presas e a corcunda entre suas escápulas o deixa tão curvado que lhe parece mais confortável andar de quatro, como um animal.

Aos 13 anos, depois da morte de seu pai, ele se torna o senhor de sua casa. A mãe, então, resolve enviá-lo para a Torre del Lupo, a torre do lobo, a propriedade da família no campo. É lá que ele conhece a liberdade e as responsabilidades de ser um homem, encontra o amor e descobre a maldição de sua família: assim como o avô Lorenzo, conhecido como Il Lupo, Angelo é um lobisomem.

Durante um longo período, dividido entre suas naturezas animal e divina, a paixão e a fúria, ele comete tantos desatinos que acaba ferindo todas as pessoas que ama e provacando uma grande tragédia. Reduzido a um trapo humano, passa a vagar como louco pela cidade e, para expiar seus crimes e pecados, é condenado a viver sete anos como lobo. Ao fim desse tempo, e ainda em busca de sua essência, ele viaja ao monte LaVerna, um lugar sagrado, onde se encontra com seres angelicais que o orientam a levar uma vida humilde e de sacrifícios.

Quase 50 anos depois, ele reencontra a mulher que sempre amou - mesmo que não soubesse disso - e o filho que nunca conheceu. Após ter sofrido os ferimentos autoinfligidos de seu inferno, completado os exílios e o treinamento espiritual de seu purgatório, Angelo, o anjo, pode finalmente desfrutar seu paraíso terrestre.

O AUTOR
John Sack

Formado em Língua Inglesa pela Universidade de Yale, John Sack nasceu em 1938, em Ohio, EUA. Na juventude, Sack passou dois anos sob a tutela de Thomas Merton em um mosteiro no Kentucky e, mais tarde, fez um retiro num ashram hindu em Gabeshpuri, na Índia.

Sack trabalhou como redator nas áreas de computação e astrofísica. Ele é autor de livros técnicos de informática e também de The Wolf in Winter (O lobo no inverno), onde narra a trajetória de São Francisco de Assis quando era jovem. A pesquisa para um segundo livro, em que contaria a vida adulta do santo, o inspirou a escrever A conspiração franciscana.





UM LANÇAMENTO







CAIXA Cultural Curitiba apresenta “História de Amor (Últimos Capítulos)”


O amor é tema da obra do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce

A leitura cênica “História de Amor (Últimos Capítulos)” estreia no Teatro da CAIXA na quinta (24). A peça, cujo texto original é do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce, ficará em cartaz até domingo (27) sob direção de Antônio Araújo.

A obra, escrita em 1991, trata do encontro de dois homens e uma mulher, que viveram um romance a três. A mulher se junta a um dos homens abandonando o outro, que passa a viver sozinho com a lembrança daquele amor e da história que uniu o trio no passado. Este homem escreve esta história e, constantemente, a lê. Trata-se, portanto, do amor entre pessoas e do amor pelo ato de escrever, que permite que se reviva uma história ou que se crie uma nova.

O Teatro da Vertigem foi convidado pelo Consulado Francês para participar de uma homenagem a Jean-Luc Lagarce e, criou então, o espetáculo “História de Amor (Últimos Capítulos)”, que estreou em 2007. O grupo buscou trabalhar a investigação interpretativa tripartida, colaborando para as pesquisas da palavra, foco do seu trabalho investigativo.

O objetivo da obra é suscitar, pelo formato intimista - característica do grupo, o interesse pela leitura e pelo exercício dramatúrgico, pois estabelece elos entre cultura e educação. A encenação coloca em efervescência duas manifestações do texto escrito: uma manifestação sonora, na cena, e outra gráfica, no papel impresso. Por meios destas manifestações o Teatro da Vertigem se propõe a estimular os espectadores a também experimentar essa vivência, incentivando o hábito da leitura e da produção de textos.

Sobre o Teatro da Vertigem

O Teatro da Vertigem, fundado em 1992, surgiu a partir de pesquisas relativas ao movimento expressivo do ator. Dirigido por Antônio Araújo, a criação dos espetáculos é coletiva e democrática, baseada em depoimentos pessoais dos integrantes, método conhecido como processo colaborativo e pesquisa sobre os processos de interferência na percepção do espectador. O premiado grupo busca espaços não convencionais para apresentar suas obras, como: hospitais, igrejas, presídios e já encenou em locais como o Rio Tietê e a Baía de Guanabara. Além disso, busca explorar os objetos e materiais existentes no local escolhido para a apresentação.

O grupo apresentou peças em diversas partes do Brasil, além de países como Colômbia, Dinamarca, Alemanha, Portugal e Polônia As três primeiras obras “Paraíso Perdido”, “O Livro de Jô” e “Apocalipse 1,11” formaram a Trilogia Bíblica, apresentando a partir de então, os três espetáculos em conjunto. Posterior a “História de Amor (Últimos Capítulos)”, “BR-3” é a última criação do Teatro da Vertigem e busca dialogar com a performance intervenção urbana. Nos 17 de estrada, o Teatro da Vertigem foi premiado com 24 prêmios, dentre eles: Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA, Shell, Mambembe, APETESP e Funarte.

Além das obras o grupo participa ativamente de projetos e pesquisas relacionados ao desenvolvimento da arte de atuar. Já realizou um workshop na Dinamarca, o projeto Residência Artística do Teatro da Vertigem na Casa n°1, com apoio do Patrimônio Histórico e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, participou do projeto peruano Zona Fronteiriza, além de oficinas gratuitas.

Ficha Técnica

Texto: Jean-Luc Lagarce

Tradução: Sérgio Siviero

Adaptação e Direção – Antônio Araújo

Elenco – Luciana Schwinden, Roberto Áudio e Sérgio Siviero

Iluminação – Guilherme Bonfanti

Cenografia – André Cortez

Trilha Sonora – Laércio Resende

Direção de Produção – Henrique Mariano


Serviço: Espetáculo teatral: “História de Amor” Local: Teatro da CAIXA Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba Data: de 24 a 27 de setembro de 2009 Horários: quinta a sábado 21h e domingo 19h Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia) Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h) Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

Coro da Camerata Antiqua recebe maestro francês


Martin Gester é o regente convidado do concerto que tem apresentações neste fim de semana, com obras do compositor italiano Giovanni Bassani.

Depois de turnê vitoriosa na Itália, no último mês de junho, o Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, grupo mantido pela Prefeitura Municipal, apresenta neste fim de semana um concerto sob a regência do maestro francês Martin Gester. No repertório estão os “Salmi Concertati”, do compositor italiano Giovanni Battista Bassani (1657 – 1716). As sessões acontecem às 20h de sexta-feira (25), na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, e às 18h30 de sábado (26), na Capela Santa Maria, dentro da temporada 2009 de espetáculos do grupo, sob o patrocínio da Volvo.

Citado pela imprensa européia entre os dez melhores coros do mundo, o Coro da Camerata Antiqua confirma seu potencial neste concerto, ao interpretar uma das maiores obras de Bassani, datada de 1699. Saudado naquela época como trabalho refinado, no qual não há extravagâncias na harmonia, os “Salmi Concertati” foram escritos na tradição das Vésperas barrocas. Na sucessão de cinco Salmos, criados para um conjunto máximo de cinco vozes e participação de violinos e órgão, a obra de Bassani ganha vida a partir do jogo de combinações vocais e instrumentais.

A escolha do repertório evidencia o trabalho de pesquisa do maestro Martin Gester. Nascido na França, estudou música no Conservatório de Strasbourg e literatura na Universidade de Strasbourg, antes de se interessar por canto e polifonia, e depois órgão e cravo. Após gravar seu primeiro disco, devotado aos trabalhos com órgão de Johann Sebastian Bach, Martin Gester escolheu dividir o seu tempo entre pesquisa, interpretação no cravo e órgão, regência (cantores e grupos) e dar aulas, com um interesse particular nos repertórios dos séculos XVII e XVIII.

Fundador do grupo “Le Parlement de Musique”, em 1990, Martin Gester continuou atuando como maestro, com apresentações na maioria dos países da Europa, América e Ásia. No total, como solista e como maestro, gravou 40 discos, recebendo diversos prêmios. Em suas interpretações, gosta de explorar os relacionamentos que existem entre música e gesto, dança, drama, declamação e tradição oral, na procura por um estilo que combine requinte e qualidades dramáticas. Martin Gester é chefe do departamento de Música Antiga no Conservatório de Strasbourg e também ensina regularmente em academias e instituições da Alemanha, México e Estados Unidos. Em 2001, o músico tornou-se Cavaleiro das Artes e Letras pelo Ministério de Cultura da França.


Serviço: Apresentações do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, sob a regência do maestro convidado Martin Gester, dentro da temporada 2009 de espetáculos patrocinados pela Volvo. Programa: “Salmi Concertati”, do compositor italiano Giovanni Battista Bassani. Data e horário: 25 de setembro de 2009 (sexta-feira), às 20h Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Av. Nossa Senhora Aparecida, 1.637 – Seminário – telefone: 41 - 3274-3477) Entrada franca Data e horário: 26 de setembro de 2009 (sábado), às 18h30 Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) Ingressos: R$ 10 ou R$ 5 mais um quilo de alimento não perecível (promoção não cumulativa).

Mudança de sexo em debate

Quinta-feira, dia 24
Auditório, 21h30


Depois dos Testamentos de Vontade, a Associação Direito e Medicina vem ao Clube Literário do Porto debater um outro assunto não menos importante: a mudança de sexo. Os temas em cima da mesa serão:

* Determinação genética do sexo;

* Conceitos de sexo: cromossómico, genital, hormonal, somático e psicológico;

* Implicações éticas e jurídicas das mudanças de sexo;

* Implicações psiquiátricas das perturbações de identidade de género e da mudança de sexo.


O painel de oradores será composto pelo Prof. Dr. Alberto Barros (Geneticista) que iniciará com uma intervenção sobre determinação genética do sexo, seguir-se-á o Dr. Pedro Pinto Monteiro (Advogado) que falará sobre os aspectos jurídicos da mudança de sexo e o Dr. Manuel Esteves (Psiquiatra) que abordará os aspectos psiquiátricos da mudança de sexo. O debate será moderado pelo Dr. Miguel Leão.


Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430 Porto
T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt
URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Importância das Ciclovias na Cidade em debate


Dia 23, Quarta-feira

21h30, Auditório

A utilização da bicicleta é cada vez mais encarada como uma alternativa de transporte urbano. Silenciosa e amiga do ambiente (e da saúde dos seus utilizadores), a sua utilização nas cidades portuguesas vai crescendo timidamente.

Dia 23 de Setembro, a partir das 21h30, no Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfândega, 22, Porto - à ribeira), a Campo Aberto organiza um debate com os seguintes convidados:

* Miguel Torres, colaborador do projecto Futuro Sustentável, onde foi proposta uma rede de ciclovias para o Grande Porto;
* Pedro Serra, do movimento Massa Crítica;
* João Neves, responsável pelo projecto Civitas, em curso na cidade do Porto.

Este debate surge no seguimento de uma conversa que se iniciou online quer no site da Campo Aberto quer no blog "Baixa do Porto" a propósito da utilização da bicicleta como meio de transporte e dos potenciais conflitos que podem surgir entre peões, ciclistas e automobilistas. O debate insere-se ainda na Semana Europeia da Mobilidade.

Para receber informações regulares sobre as actividades da Campo Aberto subscreva a nossa lista electrónica através do formulário que encontra em http://www.campoaberto.pt/boletim-electronico/.

Fundação Cultural lança edital para o Carnaval 2010

Até o dia 17 de outubro, as escolas de samba curitibanas poderão se inscrever no edital que prevê a distribuição de recursos para o desfile do próximo ano.


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Conferência Municipal define propostas de Curitiba para a política cultural


Curitiba realizou neste sábado a sua 2ª Conferência Municipal de Cultura, aprovando estratégias de política cultural que serão apresentadas nas conferências Estadual e Nacional.



“A área cultural entrou definitivamente nas discussões de políticas públicas”, disse o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana, ao encerrar a II Conferência Municipal de Cultura, que aconteceu neste sábado, no Memorial de Curitiba. O evento, uma das etapas preparatórias da Conferência Nacional, constituiu-se em espaço privilegiado para discutir questões do setor cultural e apontar diretrizes para a política pública de cultura.

A conferência reuniu artistas, produtores culturais, representantes de órgãos públicos e entidades ligadas à cultura, além do representante do Ministério da Cultura, João Ribeiro, da secretária de Estado da Cultura Vera Mussi, deputados federais, estaduais e vereadores. João Ribeiro, que é coordenador executivo da Conferência Nacional, a ser realizada em março de 2010, em Brasília, disse que Curitiba está sintonizada com o restante do Brasil em relação ao cenário de políticas culturais. “Com essa conferência, Curitiba está traçando diretrizes democráticas que serão exemplo para o país”, afirmou.

A secretária de Estado da Cultura, Vera Mussi, destacou Curitiba como referência para as cidades paranaenses. “Curitiba cumpre um papel de grande responsabilidade, por ser a maior cidade do Estado. Todos os demais municípios se espelham no seu exemplo”. O deputado federal Ângelo Vanhoni colocou Curitiba como um marco na vida cultural brasileira. “A política de cultura desenvolvida por Curitiba é uma das mais fortes nas discussões nacionais”, disse.

A diversidade do encontro foi a tônica do pronunciamento do deputado federal Gustavo Fruet. “Essa conferência teve o mérito de reunir na mesma mesa diversos partidos e segmentos, mostrando que a cultura está acima de questões político-partidárias”. A abordagem de diversos pontos foi comparada a uma “acupuntura cultural” pelo deputado federal Marcelo Almeida. “É fundamental para a cidade conhecer as inquietudes e sonhos dos cidadãos, e agilizar projetos para atender a esses anseios”, enfatizou.



Eixos - Os participantes se dividiram, conforme sua opção de inscrição, em cinco grupos de discussão, cada um referente a um dos eixos temáticos: “Produção simbólica e diversidade cultural”, “Cultura, cidade e cidadania”, “Cultura e desenvolvimento sustentável”, “Cultura e economia criativa” e “Gestão e institucionalidade da cultura”. Depois de uma tarde de debates, os grupos elegeram delegados e apresentaram suas propostas e estratégias para a Conferência Estadual, que acontece em novembro, etapa anterior ao encontro nacional.

Os coordenadores dos grupos de discussão destacaram o resultado positivo dos trabalhos. O artista Marco Amarelo Konopacki, integrante do Coletivo Soylocoporti e coordenador do grupo “Gestão e Institucionalidade da Cultura”, disse que a principal proposta foi o fortalecimento do Conselho Municipal de Cultura. “Tivemos muita facilidade em conduzir o grupo, pois todos os componentes se mostraram preparados e atualizados com as questões culturais”.

“Os debates foram ótimos. As propostas foram elaboradas, debatidas, organizadas e aprovadas com uma contribuição relevante de todos”, afirmou o coordenador do grupo “Cultura, Cidade e Cidadania”, Oilson Alves, presidente da Associação Quatro Elementos da Cultura Hip Hop. Para a artista visual Cláudia Terezinha Washington, coordenadora do grupo “Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, as discussões não devem se limitar à conferência. “É importante que exista um ambiente de articulação ampliado, não necessariamente instituído pelo poder público”, declarou. Já a coordenadora do grupo “Produção Simbólica e Diversidade Cultural”, Michele Caroline Torinelli destacou que mesmo com idéias divergentes, “houve respeito e consenso entre participantes na formulação das estratégias” e que é importante ampliar os espaços para debates como este.



Plenária – Ao final dos trabalhos, todos os inscritos tiveram direito a voto na plenária que definiu as propostas a serem encaminhadas à Conferência Estadual. Cada grupo formulou duas estratégias para o âmbito Federal, duas para o Estadual e duas para o Municipal, além de quatro propostas dirigidas à Fundação Cultural de Curitiba. Todos os temas aprovados serão disponibilizados para consulta até o final da próxima semana.

A plenária também referendou, por aclamação, os delegados escolhidos pelos grupos. A expectativa, pelo número inicial de inscritos, era de eleger até 16 delegados, mas como nem todos compareceram, foram seis os delegados escolhidos para apresentar as propostas na Conferência Estadual, todos da sociedade civil. Para o presidente da Fundação Cultural, Paulino Viapiana, isto não interfere na representatividade do município, já que os eleitos pelos grupos são pessoas amplamente capacitadas para defender as propostas deliberadas. “O debate foi positivo e propositivo, gerando subsídios para aprimorar a ação gerencial e, dentro das possibilidades, vamos procurar implantar na Fundação o que foi sugerido pelos presentes”, afirmou. No encerramento, Viapiana fez questão de destacar o trabalho realizado pelos grupos e o resultado apresentado.

Os delegados escolhidos em cada eixo e aclamados pela plenária foram: Produção simbólica e diversidade cultural Renato Paulo Carvalho – Titular Michele Caroline Torinelli – Suplente Cultura, cidade e cidadania Loana Campos – Titular Hany Lissa Morgenstern – Titular Oilson Antônio Alves – Suplente Cultura e desenvolvimento sustentável Gustavo Roberto Gaio – Titular Claudia Terezinha Washington – Suplente Cultura e economia criativa Teo Ruiz – Titular Roberta Schwambach – Suplente Gestão e institucionalidade da cultura Marila Anibelli Vellozo – Titular Oswaldo Aranha – Suplente