Todas As Guerras, V.1 - Tempos Modernos
VARIOS AUTORES
Organizador: NELSON DE OLIVEIRA
No dia 04/07 ocorreru o lançamento da coletânea TODAS AS GUERRAS (Editora Bertrand Brasil), coletânea de contos organizada e editada por Nelson de Oliveira na OFF FLIP - Circuito Paralelo de Ideias, em Paraty - RJ
Neste livro, cada uma das principais guerras da humanidade é abordada pela narrativa de um autor diferente. São contos de ficção de diversos gêneros, incluindo ficção especulativa e fantástica.
O livro começa com um cerco nas Cruzadas e fecha com a guerra no Oriente Médio. Mais do que uma lógica cronológica, o livro traz um olhar crítico sobre momentos importantes da humanidade, todos marcantes na vida de diversas gerações.
UM LANÇAMENTO
terça-feira, 7 de julho de 2009
Todas As Guerras
ANTES DE NASCER O MUNDO
Em São Paulo, além da noite de autógrafos, o autor prestigia a montagem da peça O outro pé da sereia, baseada em seu romance homônimo, e participa de debate com elenco e público. No Rio de Janeiro, o autor participa do Festival de Teatro da Língua Portuguesa (FESTLIP), que acontece entre os dias 2 e 12 de julho.
ANTES DE NASCER O MUNDOde Mia Couto
Páginas - 280
O LIVRO
Silvestre afiança aos filhos e ao criado que o mundo acabou e que a mulher - qualquer mulher - é a desgraça dos homens. Mas um belo dia os donos do mundo voltarão para reivindicar a terra de Jesusalém. E não só isso: uma bela mulher também virá para agitar a inércia dos dias solitários daqueles homens.
Mia Couto é um dos maiores expoentes da literatura africana de expressão portuguesa. Moçambicano e amante confesso da escrita inventiva do brasileiro Guimarães Rosa, ele é um artista investido do poder mágico e poético das palavras. Mas é da alma do povo de seu país, bela, trágica, alegre, sofrida, enigmática, que este poeta da prosa extrai seu ouro universal.
Em Portugal, Moçambique e Angola o livro recebeu o título de Jesusalém.
O AUTOR
Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicano. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido a seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia a seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.
Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.
Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras
ANTES DE NASCER O MUNDO
FIO DAS MISSANGAS, O
GATO E O ESCURO, O
OUTRO PÉ DA SEREIA, O
RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA, UM
TERRA SONÂMBULA
ÚLTIMO VOO DO FLAMINGO, O
VARANDA DO FRANGIPANI, A
VENENOS DE DEUS REMÉDIOS DO DIABO
UM TEXTO
Carta de Mia Couto ao Presidente Bush
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito.
Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da
agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!".
Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis
factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.
Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha
desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1988);
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico;
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos
EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant, um dos líderes mais sanguinários do Taiti, cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a
Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão
(1998), a Jugoslávia (1999)
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador.
Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos,
enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150000 homens.
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas
mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu:
"Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos. Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso
massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros
quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que dispende 270.000.000.000.000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de
seres.
O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA?" O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos
terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações
norte-americanas multinacionais? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente.
A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo.
O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.
Mia Couto
Março de 2003
O LIVRO PELO AUTOR
UM LANÇAMENTO

segunda-feira, 6 de julho de 2009
YouTube cria programa para parceria com veículos de comunicação
se tornarem parceiros oficiais do portal de vídeos. O objetivo do Google é aumentar a audiência em ambos os sites.
As publicações interessadas podem ainda fazer parte do YouTube Partner Program, programa de afiliados onde anúncios seriam incluídos no início dos vídeos das organizações noticiosas. Parte do lucro dessa publicidade, embutida nos vídeos ou de banners veiculados próximo aos vídeos, iria para os veículos parceiros. Segundo comunicado oficial.
Lançamento de novos canais
Agora, o YouTube também se prepara para apresentar o novo design dos canais. Todas as novas contas automaticamente terão a nova versão dos canais. Os existentes serão alterados para o novo design no dia (15/07).
REFLEXÕES DE UM ARTISTA PLÁSTICO: Francisco Antônio Zorzo
*Francisco Antônio Zorzo*
Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana
Para melhor podermos apreciar a produção ensaística de Antônio Luiz M.Andrade, Almandrade, foi publicada, finalmente, a coletânea de seusartigos. Estampada com o título de "Escritos sobre Arte".
Graças à publicação, pode-se perceber o alcance da contribuição deAlmandrade e destacar algumas das principais articulações do conjuntode ensaios. É digno de nota, desde logo, indicar que as reflexões foram gestadas ao longo da carreira do artista plástico e acompanharama construção de uma obra singular. Retomando umpercurso dentro daarte contemporânea brasileira, desde o início da década de 1970, atrajetória do poetagarante a consistência e a riqueza ensaística dolivro.
Convém, portanto, observar a conjugação de dois vetores de força que confluem no conjunto de ensaios. Um, que corresponde à obra de um artista que participa de um contexto em transformação e, outro, de acompanhar o seu direcionamento teórico. Vale lembrar, como uma referência para situar a produção de Almandrade dentro da história da arte brasileira, o marco da sua acolhida por pessoas como Wladimir Dias Pino e Hélio Oiticica, figuras da vanguarda que derivavam de uma ampla vertente construtivista que se consolidava no país a partir da experiência do Concretismo e do Neoconcretismo.
Não é por acaso que a capa do livro contém uma imagem do trabalho de Almandrade que foi elogiado pelo próprio Hélio Oiticica. Com aquele, objeto que inseria uma gilete dentro de uma garrafa, Almandrade incorria no debate cortante a respeito da arte conceitual. Com essa postura ele passou a observar uma posição consciente em relação a nova objetividade e a procedimentos que estavam fora da tradição acadêmica.
Não é sem importância a sua formação como arquiteto, pois em arquitetura o significado de cada elemento depende de seu uso e experimentação singular. Todas as reflexões de Almandrade foram pensados a partir de uma concepção que busca criar uma nova ordem ambiental e inventar um novo jogo combinatório de formas e idéias. Nesse caminho, o livro constitui uma excelente oportunidade para se avaliar a coerência do pensamento construtivo de Almandrade.
Em Escritos sobre Arte, os textos foram colocados em quatro grandes blocos, que procuraram conservar clara coerência com o sua proposta intelectual. No livro, há um primeiro bloco teórico, com textos mais abstratos que discutem conceitos empregados no campo da arte. Um dos interesses maiores do livro é discutir e tornar visível alguns princípios de composição, de explicitar a pergunta sobre a lógica de composição que cada artefato viabiliza.
Há, na segunda parte do livro, análises e leituras das obras de vários artistas. Almandrade é generoso em opinar sobre exposições e mostras, de modo que vários nomes comparecem no livro fazendo um panorama dos mais atualizados das artes da Bahia. São abordados artistas renomados e artistas experimentais, pessoas a quem o autor ofereceu seu diálogo e procurou respeitar os projetos. É valoroso notar o empenho do autor em colocar, lado a lado, artistas conhecidos ao nível internacional e nacional, tais como Picasso e Almílcar de Castro, com nomes de personalidades baianas tais como Rubem Valentim ou Mário Cravo.
A terceira e a quarta parte contém ensaios que reintroduzem as maiores polêmicas sustentadas pelo autor. Almandrade faz uma bem elaborada crítica cultural, colocando em discussão os rumos da arte em Salvador. São ensaios que analisam problemas concretos, que foram publicados em jornal ou revistas, mas que conservam validade e atualidade. Seria muito longo listar aqui o rol de questões debatidas, mas o conjunto vai do debate do lugar do museu, tomando como caso de estudo o Museu Feminino, até a crítica aos rumos da interferência da comunicação no contexto do espaço público soteropolitano.
Todos esses campos o autor parece cruzar soberanamente com sua solidão. Com sua figura individual, mas sem fugir do convívio com os artistas de sua geração, Almandrade tornou-se um mestre, incorporando a atitude do pesquisador. Almandrade assim procede com simplicidade, conduzindo um olhar reflexivo que nunca se afasta dos sentimentos e da cidadania política. Por levantar questões importantes, com sentido crítico e com propósito de orientação dentro do campo artístico baiano, deve ser lido com atenção "Escritos sobre Arte".
Google lança novos recursos para pesquisa em blogs
O Google anunciou na última quinta-feira (02/07), o lançamento de novas ferramentas para pesquisa em seu buscador de blogs, o Blog Search. Entre as novidades estão recursos como RSS e Atom feeds.
Além de o internauta poder conferir as postagens mais recentes, a nova página conta com um espaço para os posts mais populares. No lado esquerdo do Blog Search há também um aplicativo, que reúne as editorias com mais atualizações, como política, mundo, negócios, entre outras. Agora, mais parecida com o Google Notícias, a página também traz, ao lado dos textos, fotos relacionadas aos posts.
Com os novos aplicativos de RSS e Atom, além de acompanhar pelo Google Reader as novas postagens, o usuário também poderá adicionar um gadget do buscador de blogs no iGoogle, a página que reúne todos os recursos da empresa, e pode ser personalizada pelo internauta, com as ferramentas e assuntos que pretende seguir. Por enquanto, na versão em português, apenas os recursos de RSS, Atom e postagens recentes estão disponíveis.
Regionais recebem inscrições para curso de cinema
A Cinemateca de Curitiba promove novo curso prático de cinema.
As inscrições devem ser feitas nos núcleos da Fundação Cultural de Curitiba, nas nove regionais da cidade.
A Fundação Cultural de Curitiba, por meio da Cinemateca, abre as inscrições para o próximo Curso Prático de Cinema. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas somente nos dias 13 e 14 de julho, nos núcleos da Fundação Cultural localizados nas nove regionais da cidade. Haverá quatro vagas para cada regional. O teste de seleção será realizado no dia 20 de julho, às 14h30, nos locais das inscrições.
Resultado de uma parceria entre a Fundação Cultural e o Ministério da Cultura, pelo projeto Rede Olhar Brasil, o curso proporciona o conhecimento teórico e prático de todas as fases de produção de um filme. O conteúdo é formado por módulos sobre a história e teoria do cinema, roteiro, fotografia, som, produção, edição e direção. Há aulas práticas de captação, edição e mixagem de som. O curso encerra com a realização de um filme pelos alunos, com supervisão dos profissionais da Cinemateca.
O curso será realizado de 3 de agosto a 11 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, na Cinemateca de Curitiba. Confira os endereços onde podem ser feitas as inscrições:
Rua da Cidadania Bairro Novo – Rua Tijucas do Sul, 1.700. Fone: 3289-4988
Rua da Cidadania Boa Vista – Avenida Paraná, 3.600. Fone: 3356-1638
Rua da Cidadania do Boqueirão – Rua Marechal Floriano (terminal do Carmo). Fone: 3376-6016
Rua da Cidadania da Matriz – Praça Rui Barbosa. Fone: 3321-3340/ 3321-3341
Rua da Cidadania Fazendinha – Rua Carlos Klemtz (terminal da Fazendinha). Fone: 3245-1100 – ramal 2036
Rua da Cidadania Pinheirinho – Rua Wiston Churchill, 2.033. Fone: 3212-1513
Rua da Cidadania Santa Felicidade – Rua Santa Bertila Boscardim, 213. Fone: 3374-5018/ 3374-5019.
Núcleo Regional Cajuru – Rua Luiz França, 2.032. Fone: 3361-2302/ 3361-2304
Regional CIC – Rua Manoel Waldomiro de Macedo, 2.460. Fone: 3212-1523.
HAMMERSTEIN OU A OBSTINAÇÃO
HAMMERSTEIN OU A OBSTINAÇÃO
- Uma história alemã
de Hans Magnus Enzensberger
Páginas - 344
O LIVRO
Sabendo manipular como ninguém o oportunismo e a convicção alheia, o ditador não demorou a ter êxito também nessa campanha. Com seu ambicioso programa de rearmamento e seus planos de expansão territorial no Leste, Hitler logo pôde contar com a colaboração de inúmeros generais oriundos da velha nobreza militar prussiana na formação da colossal máquina de guerra que foi a Wehrmacht nazista.
Se tudo isso é bem sabido, menos conhecida é a história dos que lhe disseram não. Foi o caso do barão Kurt von Hammerstein-Equord. General de infantaria e comandante do Exército alemão de 1930 a 1934, ele resistiu a todas as abordagens de Hitler e se manteve fiel a si mesmo, a suas convicções, mas, sobretudo, a uma visão cosmopolita do futuro da Alemanha. Essa obstinação, que acabou lhe custando o posto, agora lhe vale a atenção de um dos maiores nomes das letras alemãs, o poeta e prosador Hans Magnus Enzensberger.
Neste relato de gênero indefinível, Enzensberger dedica-se com cuidados de historiador e liberdades de poeta a traçar um perfil de Hammerstein e de sua família sui generis, bem como de grandes nomes da política alemã. Pois esse general prussiano tampouco lembra o pai de família convencional: suas filhas e seus filhos vivem intensamente os últimos anos da República de Weimar, interessam-se por todo tipo de orientação heterodoxa e, quando a situação se radicaliza, engajam-se a fundo no movimento comunista, na Resistência alemã ou mesmo na espionagem soviética. Tudo sob o olhar discreto mas atento de um pai singular, para quem "o medo não é uma visão de mundo".
O AUTOR
Hans Magnus Enzensberger (11 de novembro, 1929 em Kaufbeuren) é poeta, ensaista, tradutor e editor alemão. É também escritor sob o pseudônimo de Andreas Thalmayr, Linda Quilt, Elisabeth Ambras e Serenus M. Brezengang.Enzensberger estudou literatura e filosofia nas universidades de Erlangen, Freiburg, Hamburgo e também em Sorbonne, Paris, recebeu seu doutorado em 1955.
Trabalhou como redator na rádio de Stuttgart e exerceu a docência até 1957, com o volume de poesias Verteidigung der Wölfe (Defesa dos Lobos).
Entre 1965 e 1975 foi membro do Grupo 47. Em 1965 criou a revista "Kursbuch" e desde 1985 edita a série literária Die andere Bibliothek.
Publicou entre outras obras Zigue Zague, O naufrágio do Titanic, Outra Europa.
A OBRA
•Defendendo Wolves, poemas, 1957
•Allerleirauh , Gedichte, 1961 Allerleirauh, poemas, 1961
•Politik und Verbrechen , Essays, 1964 Política e Crime, Ensaios, 1964
•Deutschland, Deutschland unter anderm. Alemanha, Alemanha, entre outros. Äußerungen zur Poilitik , 1967 Enunciados para Poilitik, 1967
•Das Verhör von Habana , Prosa, 1970 O interrogatório de Habana, Prosa, 1970
•Der kurze Sommer der Anarchie. O curto verão da anarquia. Buenaventura Durrutis Leben und Tod , Prosa, 1972 Buenaventura Durrutis vida ea morte, Prosa, 1972
•Gespräche mit Marx und Engels , 1970 Conversações com Marx e Engels, 1970
•Palaver. Bajulação. Politische Überlegungen , Essays, 1974 Considerações políticas, Ensaios, 1974
•Mausoleum. Mausoléu. 37 Balladen aus der Geschichte des Fortschritts , Gedichte, 1975 37 baladas da história do progresso, poemas, 1975
•Der Untergang der Titanic , Versepos, 1978 O naufrágio do Titanic, versículo, 1978
•Polit. Polit. Brosamen , Essays, 1982 Migalhas, redações, 1982
•Ach, Europa! Ah, a Europa! Wahrnehmungen aus sieben Ländern , Prosa, 1987 Percepções de sete países, Prosa, 1987
•Zukunftsmusik , Gedichte, 1991 Futuro Música, Poesia, 1991
•Die Tochter der Luft , Drama, 1992 A filha do ar, ficção, 1992
•Die Große Wanderung , Essays, 1992 A Grande Migração, redações, 1992
•Zickzack , Aufsätze, 1997 Ziguezague, redações, 1997
•Der Zahlenteufel , 1997 The Number Devil, 1997
•Wo warst du, Robert? , Roman, 1998 Se fosse você, Robert?, Romance, 1998
•Zickzack , Aufsätze, 2000 Ziguezague, redações, 2000
Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras
CURTO VERÃO DA ANARQUIA, O
DIABO DOS NÚMEROS, O
HAMMERSTEIN OU A OBSTINAÇÃO
POR ONDE VOCÊ ANDOU, ROBERT?
UM LANÇAMENTO

FÁBULAS

FÁBULAS
Liev Tolstoi e Cárcamo
Seleção, adaptação e tradução do russo: Ana Sofia e Tatiana Mariz
48 páginas
Para um escritor genial, um ilustrador não menos. Mais que um aquarelista Cárcamo capta belezas inequívocas, nem que seja de apenas (e nunca somente) uma velha porta vermelha. (E.C.)
O LIVRO
O escritor tornou-se um professor interessado na formação de cada criança, publicando obras como as coletâneas Livros de estudos e Livros de leitura para crianças, com contos de sua autoria, contos folclóricos, fábulas e observações sobre a vida das plantas e dos animais. Com base nessas obras, Ana Sofia e Tatiana Mariz, organizadoras da edição brasileira, selecionaram as narrativas deste Fábulas.
O livro traz nove fábulas em que as personagens principais são sempre animais ou plantas. O texto é conciso, bem-humorado e fácil de acompanhar, o que torna essas histórias adequadas a crianças que ainda não sabem ler, mas já acompanham bem a leitura feita pelos adultos em voz alta. Destacam-se ainda as caracterizações humanizadas dos animais no traço vívido e caricatural de CárcamO.
O AUTOR
Liev Tolstói, também conhecido como Léon Tolstói ou Leão Tolstoi ou Leo Tolstoy, Lev Nikoláievich Tolstói (9 de setembro de 1828 - 20 de novembro de 1910) é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e idéias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.
Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.
Morreu aos 81 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.
A OBRA
* Infância (1852)
* Adolescência (1854)
* Juventude (1856)
* Crônicas de Sebastopol (1855-1856)
* A felicidade conjugal (1858)
* Cossacos (1863) - descreve a vida deste povo.
* Guerra e Paz (1865-1869) - é uma monumental obra, na qual Tolstói descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos incendiaram Moscou ou Moscovo.
* Anna Karenina (1875-1877) - conta as histórias paralelas de uma mulher presa nas convenções sociais e um proprietário de terras filósofo (reflexo do próprio Tolstói), que tenta melhorar a vida dos seus servos.
* Confissão (1882)
* O reino de Deus está em vós (1894)
* A morte de Ivan Ilitch (1889)
* O que é arte? (1898)
* Ressurreição (1899)
* Babine - o parvo - peça de teatro infantil
* Obras Pedagógicas
* Não posso me calar
* Contos populares
* O Diabo e Outras Histórias - volume de contos
* Contos da Nova Cartilha - 2005
* Kholstomér, a História de um Cavalo
Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras
FÁBULAS
GUERRA E PAZ
GONZALO CÁRCAMO é ilustrador, caricaturista, artista plástico com uma longa experiência na técnica da aquarela.Realizou algumas exposições de pintura no Brasil, Espanha e na sua terra natal, Chile.
Durante muito tempo trabalhou como cenarista de desenhos animados, chegando a participar em pequenos curtas para os estúdios da Walt Disney, na produtora HGN.
Em 1986 publica suas primeiras caricaturas no semanário Pasquim (Rio), dando inicio a uma longa jornada com publicações em jornais e revistas mais importantes do Brasil e do exterior conquistando notoriedade com suas aquarelas. Diário “El Pais” (Espanha)
Apsi (Chile) , Istoé, Veja, Carta Capital, Época, Cult, Educação (Brasil) entre outras.
Também atua como ilustrador de livros para várias editoras no Brasil. Escritores de literatura nacional e internacional, tais como Garcia Marquez, Machado de Assis, Eça de Queiroz, já tiveram publicações ilustradas por Cárcamo.
No ano 2000 lançou o seu primeiro livro como autor: “Modelo vivo, natureza morta”, pela editora Paulus. Uma história comovente, contada apenas com imagens.
Em 2004 lançou “Aquarelas e variações sobre Paraty” pela Editora Luna.
Este ano (2005), Cárcamo prepara-se para o lançamento de dois livros infanto-juvenis que estão sendo editados pela Melhoramentos: “As lorotas da cobra Gabi” e “A Fantasia do urubu Beleza”.
Atualmente é colaborador da Folha de São Paulo e da revista Época.
Cárcamo tem hoje o seu atelier (Altamira) no coração da Vila Madalena em São Paulo, onde divide o seu tempo dando aulas de aquarela (workshop). Telefone 011 - 3459.6336.

Ilustração para um conto de Tolstoi
UM LANÇAMENTO

domingo, 5 de julho de 2009
E OS HIPOPÓTAMOS FORAM COZIDOS EM SEUS TANQUES
E OS HIPOPÓTAMOS FORAM COZIDOS EM SEUS TANQUES
de William S. Burroughs e Jack Kerouac
Tradução: Alexandre Barbosa de Souza
176 páginas
O LIVRO
A trama, aberta e flutuante, é centrada num punhado de jovens e curiosos personagens típicos da beat generation, desgarrados, sem dinheiro, mas pouco inclinados ao trabalho convencional e ávidos por novas experiências. Do ócio eles tiram sua razão de ser, vagando de bar em bar, promovendo festinhas em apartamentos minúsculos, regadas a álcool, drogas e muito papo cabeça. "Enquanto você estiver criando alguma coisa, tudo bem. O único pecado é desperdiçar as suas potencialidades", diz o ainda adolescente Philip, ecoandoavant la lettre um ingênuo mantra beatnik, depois de mamar numa garrafa de Canadian Club que sua amiga lésbica Agnes afanou de um bar, e tossindo a fumaça da maconha ruim que Dennison lhe apresentou.
Lá fora, do outro lado do Atlântico, acontece a Segunda Guerra Mundial, mas ninguém parece dar muita bola para isso, nem para qualquer outro fato ou evento alheio ao frisson fugaz dos instantes delirantes que se sucedem em suas vidas. O leitor, quando dá por si, está imerso no caldo de uma contracultura difusa mas poderosa que em breve iria se disseminar em ondas de contestação, arte e hedonismo pelos Estados Unidos e para o resto do mundo.
Sobre William Burroughs: "O único romancista americano vivo possuído pela genialidade." - Norman Mailer (c. 1984)
Sobre Jack Kerouac: "Kerouac me influenciou bem mais do que um pouquinho." - Hunter Thompson
OS AUTORES
William Seward Burroughs II (5 de fevereiro de 1914 – 2 de agosto de 1997) foi um escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América.A sua obra mais conhecida é Almoço Nu (Naked Lunch)seguida de junkie. Grande parte de sua obra, de atmosfera fantástica e grotesca, tem caráter autobiográfico. Apesar de fazer parte da chamada geração beat, seus livros têm pouco em comum com o restante desses autores, já que a linguagem utilizada provém de fluxos de consciência durante o uso de alucinógenos. Homossexual depois da morte acidental da esposa causada por um disparo com arma de fogo. Foi um dos pioneiros da literatura experimental, tanto no universo léxico escatológico, urbano, comum e absurdo como no consumo de drogas para produção subjetiva de textos.
Jack Kerouac (Jean-Louis Lebris de Kerouac) (12 de Março de 1922, Lowell - Massachusetts - 21 de Outubro de 1969, St. Petersburg - Flórida).Kerouac, de origem franco-canadense, teve uma infância séria, onde era muito dedicado à mãe. Freqüentou um colégio jesuíta e ajudou o pai numa fábrica de impressão. Um de seus traumas mais trágicos, que voltaria relatado em seus romances, foi a morte de seu irmão Gerard quando ele tinha apenas nove anos.
Devido às dificuldades econômicas por que passava a família, Jack resolveu fazer parte do time de futebol americano do colégio para tentar uma bolsa de estudo na faculdade. Conseguiu entrar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, para onde mudou-se com a família. Devido a um acidente que o impossibilitou de continuar jogando por alguns meses, Kerouac começou a passar mais tempo frequentando a biblioteca da universidade, tendo assim seu primeiro contato com autores que influenciaram muito sua obra, entre os quais cita : Louis-Ferdinand Céline, Tom Wolfe, Jack London
Não se ajustando à marinha de guerra, acabou na marinha mercante, onde ficou algum tempo. Quando não estava viajando, Jack andava por Nova Iorque acompanhado de seus amigos "delinqüentes" da Universidade de Columbia, entre eles Allen Ginsberg e William Burroughs, chamado de Bill pelos camaradas, além de seu maior companheiro de viagens, Neal Cassady, o “Cowboy”. Foi a época em que Jack conheceu os grandes amigos que formariam, alguns anos mais tarde, o "pelotão de frente" da geração beat, para desgosto da mãe.
“The Dharma Bums”, lançado em 1958, foi a tentativa do escritor de estabelecer afinidades com o budismo. É o relato de uma escalada com o amigo poeta Gary Snyder em busca de realizações espirituais.
Nesta mesma época, Jack resolveu se isolar do convívio humano. Subiu até o alto de uma colina e passou longos dias sozinho confinado em uma cabana sem eletricidade e sem vidros nas janelas. Tomava quase uma garrafa de bebida por dia e sofreu com alucinações e paranóias. A experiência foi registrada no livro “Big Sur”, de 1962.
Em 21 de outubro de 1969, Jack Kerouac morreu de hemorragia, consequência de uma cirrose, com 47 anos, num hospital em St. Petesburg, na Flórida. O amigo e agente literário Allen Ginsberg reverencia seu talento: “Eu não conheço outro escritor que teve influência tão produtiva quanto Kerouac, que abriu o coração como escritor para contar o máximo dos segredos da sua própria mente”.
UM LANÇAMENTO

O Vampiro da Internet
Os vampiros nunca sairam de moda...mas na internet? Pois bem, essa é a proposta de uma baiana em uma editora do Rio Grande do Sul. Combina? Acho que sim, confira essa Anne Rice tupiniquim! (EC)
O Vampiro da Internet
de Licínia Ramizete
Na década de 90, Drácula, de Francis Ford Copolla, e Entrevista com o vampiro, de Neil Jordan, se destacaram no cinema com protagonistas tão sedutores quanto angustiados. A Rede Globo colocou no ar o bom-humor da telenovela Vamp (1991), retomando o tema na década seguinte com O beijo do vampiro (2002). Leveza e malícia não diminuíam o sofrimento dos personagens com sua dualidade. O mesmo acontece hoje.
No cinema, no romântico filme Crepúsculo, uma adaptação do livro homônimo da americana Stephenie Meyer. No ar pela Rede Record, a novela Os mutantes mostra uma epidemia que transforma as pessoas em demônios, como o jovem Draco e seus conflitos existenciais. Na HBO, o seriado americano True blood, de Allan Ball (mesmo diretor de A Sete Palmos), tem vampiros bebendo um tipo de sangue artificial que lhes permite viver em harmonia com os seres humanos sem jamais cair em tentação. Mesmo assim, a violência é constante.Uma abordagem diferente é feita pela autora Licínia Ramizete em O vampiro da internet. O protagonista Gustavo é sedutor, é belo, é um vampiro, mas um vampiro tranquilo. Gustavo está de bem com sua vida, trabalha durante o dia, como se fosse um simples mortal. E quando tem sede... a internet é seu ponto de encontro... sempre tem uma vítima indefesa, solitária.....como Marília, que de saída percebe ter encontrado alguém muito especial. E aí começam algumas surpresas. Quer saber mais? Leia O vampiro da internet.
A AUTORANome: Licínia Ramizete
Idade: 42 anos
Signo: Gêmeos
Profissão: Comerciária
O que poderia comer sempre: Comida Chinesa/Comida Baiana.
O que jamais comeria: Insetos/Caças.
Bebida preferida: Água e um vinho tinto, de vez em quando...
Música de sempre: MPB/Samba.
Livro: São tantos... mas destacarei Pollyanna - Eleanor H. Porter (seus ensinamentos me acompanham desde a infância).
Paixão: Livros, dança, meus filhos, meu esposo... (não necessariamente nessa ordem...rsrsrs...)
Mania: Fazer várias atividades ao mesmo tempo.
Programa legal: Fim-de-semana na praia com a família e amigos.
Lugar: Arembepe e Morro de São Paulo, na Bahia.
Frase: "Uma vontade encontra um meio". É meu lema de vida.
UM LANÇAMENTO


