quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Melhores Poemas Sousândrade

Melhores Poemas Sousândrade
Autor - Sousândrade
Seleção e Notas - Adriano Espinola


Nº de Páginas: 192

"[Sousândrade] produziu uma obra que não teve nem poderia ter o auditório que merecia. Simplesmente escapava ao limiar de frequências da sensibilidade de seus contemporâneos [...]. Sismo de vibração acima da curva acústica da época, ficou à margem." (Augusto e Haroldo de Campos)

Dentro da coleção Melhores Poemas da Global Editora, Adriano Espínola, sob a direção de Edla van Steen, realiza uma criteriosa seleção dos trabalhos mais expressivos de Joaquim de Souza Andrade, mais conhecido no universo literário como Sousândrade. O livro traz cantos de O Guesa, além de poemas de Liras perdidas, Harpas selvagens, Eólias, Harpa de ouro e Novo Éden. Adriano Espínola é doutor em Letras, professor associado de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Ceará. Está presente em várias antologias nacionais e internacionais de poesia.



UM LANÇAMENTO










Dicionário registra militantes e organizações do movimento operário

Dicionário do movimento operário ̶ Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920 ̶ militantes e organizações (Coleção História do Povo Brasileiro)
Coordenador: Claudio H. de M. Batalha
Autores: Claudio Batalha, Cristiane Miyasaka, Gláucia Fraccaro, Ivone Gallo, Joseli Mendonça, Letícia Canelas, Robert Paris, e Victor Izecksohn.
Editora: Editora Fundação Perseu Abramo
Nº de páginas: 304


A Editora Fundação Perseu Abramo publica o Dicionário do movimento operário ̶ Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920 ̶ militantes e organizações que reúne, em verbetes, informações biográficas sobre militantes e históricos de organizações da cidade do Rio de Janeiro, no período compreendido entre 1830, aproximadamente, e 1920, e também informações sobre organizações de cunho sindical, mutualista, beneficente, educacional ou político.

Nas 839 entradas nominais (entre verbetes e as remissões aos verbetes), estão registros como nome e sobrenome, cor, profissão, orientação política, dados sobre a vida e atuação, obras escritas, entre outras informações. São nomes de médicos, de jornalistas, de trabalhadores de diferentes ocupações e categorias, muitos deles participantes de diferentes agremiações sindicais e políticas. São militantes nem sempre reconhecidos nos registros da história do país, mas pessoas que tiveram participação no movimento operário do Rio de Janeiro. O verbete dedicado a José Francisco da Veiga, por exemplo, registra que se tratava de tipógrafo, socialista, integrante da Associação de Socorros Mútuos “Liga Operária”, e proprietário do jornal Gazeta Operária, que tinha como subtítulo Orgam dedicado especialmente aos interesses dos Artistas e Operários”.

A segunda parte do Dicionário revela a história de quase 400 organizações de trabalhadores, que incluem, sempre que possível, informações como data de fundação, local de atuação, endereço da sede, entre outros. Um exemplo, é o da Sociedade União dos Foguistas, fundada em 1903 que tinha caráter mutualista e sindical, e reunia em seus quadros os profissionais foguistas navais maiores de 16 e menores de 50 anos.

A Coleção História do Povo Brasileiro

O Dicionário é o 16º livro da Coleção História do Povo Brasileiro instituída pela Fundação Perseu Abramo com o intuito de resgatar a história do país e os acontecimentos e movimentos fundantes do povo brasileiro. A Coleção é coordenada por Fernando Teixeira da Silva, professor do Departamento de História/Unicamp, que conta com títulos como Brasil: Mito fundador e sociedade autoritária, de Marilena Chaui, Relações internacionais no Brasil: de Vargas a Lula, de Paulo Fagundes Vizentini, Uma história do feminismo no Brasil, de Céli Pinto, O Império do Belo Monte: Vida e morte de Canudos, de Walnice Nogueira Galvão, Soldados da Borracha: trabalhadores entre o sertão e a Amazônia no governo Vargas, de Maria Verónica Secreto, A luta armada contra a ditadura militar: A esquerda brasileira e a influência da revolução cubana, de Jean Rodrigues Sales, entre outros títulos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Guerra no palco do Novelas Curitibanas

Texto de Manoel Carlos Karam, que narra uma guerra fictícia, embasa trabalho do grupo “A Armadilha”, na abertura da temporada 2009.

Ironia e sarcasmo são os ingredientes que apimentam a peça Jornal da Guerra Contra os Taedos, na abertura da temporada 2009 de espetáculos do Teatro Novelas Curitibanas, patrocinada pelo Fundo Municipal da Cultura. Encenada pelo grupo A Armadilha, sob direção de Diego Fortes, a montagem que estreia nesta quarta-feira (18), às 21h, leva ao palco a adaptação do texto de Manoel Carlos Karam.

Formada por diversas crônicas jornalísticas de uma guerra fictícia, a obra que embasa a peça retrata de forma cáustica as grandes instituições bélicas e oficiais, que agem de acordo com interesses particulares em nome de um ideal. Karam utiliza o discurso da guerra, a partir do ponto de vista de um suposto jornalista, para atacar a transformação do conflito em um espetáculo, com todas as falsidades possíveis. As apresentações prosseguem até 15 de março, de quarta-feira a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h.

O trabalho que o público aprecia no Teatro Novelas Curitibanas resultou de uma ampla pesquisa realizada pela companhia A Armadilha, sobre a produção de Manoel Carlos Karam. Desde 2007, quando foi premiado pela Funarte com o projeto Bolacha Maria – que previa montagens baseadas na obra do autor –, o grupo investiga o texto fragmentado e altamente imaginativo do escritor e jornalista.

Para a peça Jornal da Guerra Contra os Taedos, a companhia usa o chamado teatro pós-dramático, com a utilização de diversas linhas narrativas para ressaltar a recepção analítica do material exposto. A metalinguagem e autorreflexão no palco também aparecem como elementos do arranjo cênico, tornando o texto teatral um componente autônomo. Com esse recurso, as apresentações ganham diferenciações a cada dia, fazendo do encontro uma ação real a ser vivenciada coletivamente.

Outro aspecto que destaca a montagem é o humor, um dos traços característicos tanto do autor como da companhia. O resultado é uma comédia feita com sutilezas e ironias, sem exageros nem recursos fáceis que, ao trabalho dos atores, soma instrumentos musicais de percussão para pontuar o roteiro de cenas.

No elenco estão os atores Alan Raffo, Gabriel Gorosito, Mariana Gomez, Patrícia Ramos, Patrícia Kamis e Diego Fortes, que também responde pela direção da peça. A cenografia é de Erica Mityko, com figurino de Fabiana Pescara e Renata Skrobot. A iluminação está a cargo de Waldo Leon e a sonoplastia é de Marcio Mattana.

O autor – Manoel Carlos Karam nasceu em Rio do Sul (SC), em 1947. Viveu em Curitiba desde 1966. Era escritor e jornalista. Trabalhou nos anos de 1970 com teatro, escreveu e encenou textos como “O velório de Joaquim Silvério dos Reis”, “Hotel Luar do Sertão”, “Doce primavera”, “Fulano de Tal”, “Urubu”, “Esquina de 7 de Setembro com 31 de Março”, entre outros. Naquela mesma época, foi roteirista e assistente de direção do filme “Aleluia, Gretchen”, de Sylvio Back.

A partir da década de 1980 passou a dedicar-se aos livros. Publicou “Fontes murmurantes” (Marco Zero, Rio de Janeiro, 1985), “O impostor no baile de máscaras” (Artes&Ofícios, Porto Alegre, 1992), “Cebola” (Prêmio Cruz e Souza de Romance - FCC Edições, Florianópolis, 1995), “Comendo bolacha maria no dia de São Nunca” (Ciência do Acidente, São Paulo, 1999), “Pescoço ladeado por parafusos” (Ciência do Acidente, São Paulo, 2001), “Encrenca” (Ateliê Editorial/Imprensa Oficial do Paraná, São Paulo/Curitiba, 2002) e “Sujeito Oculto” (Editora Barcarolla, São Paulo, 2004). Faleceu em dezembro de 2007, em Curitiba.

Serviço:

Temporada da peça Jornal da Guerra Contra os Taedos, com o grupo A Armadilha, sob direção de Diego Fortes

Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Carlos Cavalcanti, 1.222)

Data e horário: estreia no dia 18 de fevereiro (quarta-feira), às 21h. Apresentações até 15 de março de 2009, de quarta-feira a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h.

Ingresso: uma lata de leite em pó

Classificação: 14 anos

TRAMA DAS VONTADES

TRAMA DAS VONTADES
NEGROS, PARDOS E BRANCOS NA CONSTRUÇÃO DA HIERARQUIA SOCIAL DO BRASIL ESCRAVISTA

de CACILDA MACHADO


Prefácio:
STUART B. SCHWARTZ
YALE UNIVERSITY


220 páginas






A Trama das Vontades trata das relações de poder estabelecidas entre escravos e livres, e entre brancos, pardos e negros, no pequeno vilarejo de São José dos Pinhais, que na passagem do século XVIII para o XIX era freguesia da Vila de Curitiba, região paranaense que, por então, pertencia à Capitania de São Paulo. Trata-se de um livro de história social clássica, meticulosamente construído a partir de fontes e técnicas quantitativas e com o acompanhamento de trajetórias individuais e familiares. Segundo o historiador Stuart Schwartz - autor do prefácio – a obra nos permite conhecer “a natureza da escravidão e também o caminho através do qual as posições raciais e sociais foram construídas e modificadas em uma região agrícola particularmente modesta, onde nem escravos nem escravidão predominavam, mas onde a escravidão e as distinções raciais influenciavam todas as relações sociais.”



SOBRE O AUTOR

Cacilda Machado é Doutora em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestre em História da População pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), a mesma instituição onde se graduou em História e da qual é professora. Atualmente lotada na UFRJ, está ampliando suas pesquisas sobre casamentos de escravos e negros livres no período colonial para outras áreas do Brasil rural. Também faz parte do Grupo de Pesquisa Demografia e História, formado por pesquisadores de diversas universidades brasileiras e empenhado em um projeto de padronização de procedimentos metodológicos para a coleta e o tratamento de registros vitais (eclesiásticos e civis), a fim de fomentar novos estudos de história demográfica no Brasil.



SOBRE A COLEÇÃO

Os trabalhos históricos sobre as Américas Ibéricas, especialmente os que se voltam para os séculos XVIII e XIX, incluídos na coleção Distâncias têm como foco as trajetórias de agentes históricos e o vínculo estabelecido entre as regiões no interior dos impérios e aborda esta diversidade regional. Assim, permite observar áreas coloniais e de países novos na sua relação com as regiões centrais, estruturadoras do conjunto. Mas também aborda lugares cuja ocupação se inicia ao longo destes dois séculos, e que apesar disso, apresentavam grande dinamismo social, cultural e econômico, conquistando grande representatividade.

O Brasil se produziu muito mais a feição, por exemplo, de São José dos Pinhais que passamos a conhecer através do trabalho de Cacilda Machado – Trama das vontades: negros, pardos e brancos na construção da hierarquia social do Brasil escravista, livro que inaugura a coleção, do que com áreas centrais que davam o tom do conjunto.

Distâncias enfatiza os percursos sociais e geográficos da população, bem como a implantação de instituições em locais apartados de onde foram formuladas. Já se estabeleceu que, nas Américas Ibéricas, o avanço das populações em direção às fronteiras esteve muito ligado, quase sempre, ao estabelecimento e à manutenção de relações sociais de grande desigualdade, de modo que apontar para as distâncias geográficas significa também prestar atenção à manutenção de distâncias sociais e étnicas, porque migrantes espontâneos (metropolitanos ou não) dividiam seu cotidiano e desenvolviam suas atividades econômicas com migrantes forçados e etnicamente diversos – os escravos de origem africana ou indígena – estabelecendo com estes grupamentos humanos relações também de diferenciação étnica.

Cada um dos trabalhos incluídos fornece elementos, a partir de seus próprios objetivos, para compreender os modos como as pessoas organizavam e reorganizavam suas vidas em meio a esses deslocamentos e choques. Os textos analisam igualmente as relações entre regiões e as trajetórias de pessoas que se movimentam entre elas. Trabalha o trânsito entre grupos sociais e étnicos diversos, prestando atenção à criação de intermediários e do estabelecimento de uma hierarquia entre estes grupos. O mundo agrário, as zonas fronteiriças, as relações entre grupos étnicos, trajetórias sociais, tudo isso é pesquisado, discutido e analisado nos trabalhos da coleção. Os textos abordam também as posições tomadas pelos contemporâneos a este processo e que refletiam sobre ele,como religiosos, administradores,militantes ou membros de grupos políticos dirigentes.

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O IMPERIAL COLLEGIO DE PEDRO II


O IMPERIAL COLLEGIO DE PEDRO II
O ENSINO SECUNDÁRIO DA BOA SOCIEDADE BRASILEIRA

de CARLOS FERNANDO FERREIRA DA CUNHA JUNIOR



170 páginas

A imponência da fachada do prédio da Unidade Centro do Colégio Pedro II (Rio de Janeiro) e as imagens eternizadas em suas paredes internas chamam a atenção, bem como o orgulho de seus alunos e ex-alunos. Neste livro, fruto de pesquisa de Doutorado, o autor analisa as razões que motivaram o governo imperial brasileiro a fundar a instituição em 1837 e acompanha sua trajetória até os primeiros anos da década de 1880. Carlos defende a idéia de que, entre 1837 e o final da década de 1860, o CPII buscou proporcionar aos jovens da elite brasileira, especialmente a fluminense, uma formação secundária distintiva e abrangente, própria àqueles que estavam sendo preparados para ocupar funções no mundo do governo imperial. O autor reflete sobre o ensino secundário oferecido pelo CPII a partir de um rico conjunto de fontes documentais e organiza suas idéias a partir do conceito de cultura escolar. Carlos aborda o papel desempenhado pelos agentes profissionais do Colégio, o perfil e as ocupações posteriores dos alunos, os espaços e as práticas de recompensa e punição, os conhecimentos e saberes desenvolvidos, bem como o investimento sobre o corpo através das lições dos exercícios ginásticos. O texto nos mostra que o Colégio não descreveu uma trajetória linear ao longo do Século XIX. A instituição realizou um deslocamento que acompanhou o movimento da sociedade brasileira nesse período. Se, entre 1837 e o final dos anos 1860, o CPII colaborou com a formação e a expansão do grupo e da ordem conservadora, a partir da década de 1870 ele contribuiu para a emergência de outros grupos e a renovação da elite nacional e do próprio Estado brasileiro.



SOBRE O AUTOR

Carioca de nascimento e filho de ex-aluna do Colégio Pedro II (CPII), Carlos Fernando Ferreira da Cunha Junior também foi professor desta instituição entre 1994 e 1998. É formado em Educação Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde também obteve o título de Mestre em Educação. Sua carreira profissional deslocou-se para Minas Gerais a partir de 1998. No Doutorado em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais desenvolveu a pesquisa que gerou o presente livro sobre a história do CPII. É professor da Graduação, da Licenciatura e do Mestrado em Educação Física, bem como do Mestrado em Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. Desenvolve estudos que analisam o processo de desenvolvimento das práticas corporais institucionalizadas no Brasil e coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação Física e do Esporte (GEPHEFE).

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Carnaval de Curitiba tem programação definida

Escolas de samba tomam conta da Avenida Cândido de Abreu e o Ginásio do Bairro Novo sedia bailes para crianças e adultos

A programação do Carnaval 2009 de Curitiba promete muita alegria e animação, com desfile de escolas de samba e bailes para crianças e adultos. A folia começa às 18h30 de sábado (21), na Avenida Cândido de Abreu, com a apresentação dos blocos Afoxé, Derrepent e Rancho das Flores, que está comemorando 20 anos. As escolas do grupo de ascensão, ou Grupo B, desfilam a partir das 20h15, seguidas pelas escolas do Grupo A, com desfile previsto para ter início às 22h45 e término às 2h da madrugada de domingo.

A Prefeitura Municipal investiu R$ 420 mil na tradicional festa popular, 20% a mais do que no ano passado, liberando a verba para as escolas de samba já no mês de dezembro, dentro da proposta de incrementar o Carnaval curitibano. Cada escola do Grupo A recebeu R$ 25 mil e para cada uma das integrantes do grupo de ascensão foram destinados R$ 18 mil. A Fundação Cultural de Curitiba organizou toda a infraestrutura necessária à realização do desfile, como água, luz, sistema de som, banheiros químicos, barracas da praça de alimentação e arquibancadas, além dos bailes no Ginásio Bairro Novo.

Neste ano, o público terá várias opções nas arquibancadas. Além da capacidade ampliada para três mil pessoas, haverá espaço destinado a idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais. Também serão preparadas dez cabines para os jurados e três camarotes para a imprensa e convidados. A entrada é franca e a abertura das arquibancadas será às 17h do sábado (21).



Bailes - Localizado na Rua Ourizona, 1.681, a uma quadra da Rua da Cidadania, o Ginásio do Bairro Novo abrigará os bailes infantil e adulto, com edições na segunda e terça-feira (23 e 24), sob o comando da Banda Lefigarroo. Para a criançada, a diversão vai das 15h às 19h, sendo que o horário para os adultos é das 20h à meia-noite. A entrada é franca e não será permitido o consumo de bebida alcoólica e cigarro.

Avenida – No sábado de Carnaval, o desfile na Avenida Cândido de Abreu será em homenagem a Domingos Antonio Kalva, uma das pessoas que mais contribuíram para a realização da festa, ao longo dos anos. Falecido no ano passado, Kalva deixa um legado de envolvimento constante com as manifestações culturais populares.

O desfile começa com os blocos Afoxé, Derrepent e Rancho das Flores, tradicional grupo da terceira idade que está comemorando 20 anos de existência. Na sequencia, vêm as escolas do grupo de ascensão, que reúne as agremiações Unidos de Pinhais, Unidos do Bairro Alto e Os Internautas. Depois, entram na Avenida as escolas do Grupo A, formado por Leões da Mocidade, Embaixadores da Alegria e Acadêmicos da Realeza.

A agremiação Unidos de Pinhais marca o centenário de nascimento de Cartola, comemorado no ano passado, apresentando “Saudade, Gratidão, Mestre Cartola Verde-Rosa é Tradição”. O enredo lembra a vida e a obra do compositor falecido em 1980, símbolo da Mangueira e um dos nomes mais importantes da história do samba. A escola Unidos do Bairro Alto leva para a Avenida a preocupação com o meio ambiente, dentro do tema “Reciclagem: Lição de Todo Dia”. Um mergulho na memória de outros carnavais é o que promete a escola Os Internautas, com o enredo “Lembranças do Palhaço”.

A Leões da Mocidade abre o desfile das escolas do Grupo A, com a criação “Do seu povo sua glória... o nordeste passa por aqui”, abordando os costumes e tradições dos nordestinos que ajudaram a construir o Brasil. “Um beijo no seu coração” é o tema da Embaixadores da Alegria, que conta a história do beijo, desde as primeiras referências ao ato, além de curiosidades sobre o toque de lábios. A Acadêmicos da Realeza, escola campeã de 2008, encerra o desfile com “Do Alto da Glória... Para 100 Anos de História”, retratando a trajetória do Coritiba Futebol Clube, considerado um dos patrimônios esportivos do Paraná.

Preparação – A Prefeitura deu início aos preparativos do Carnaval 2009 no ano passado, cabendo à Fundação Cultural de Curitiba a organização dos festejos. A convite da Fundação, a carnavalesca carioca Maria Augusta participou de reuniões com a Comissão do Carnaval e representantes das escolas de samba curitibanas, repassando sua experiência nos concursos do Rio de Janeiro.

Folclorista, artista plástica e comentarista de televisão, Maria Augusta é autora de vários enredos vitoriosos do Carnaval carioca e passou a integrar a Comissão do Carnaval de Curitiba, na condição de presidente de honra. Nos workshops que Maria Augusta ministrou, foram definidos os quesitos de avaliação: bateria, samba-enredo, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, harmonia, conjunto, fantasia e comissão de frente, além de ser desenvolvido treinamento dos membros da Comissão Julgadora. Ela também fez visitas técnicas aos barracões das escolas para acompanhar o trabalho de confecção das fantasias e alegorias.

A Fundação Cultural ainda promoveu a escolha do Cortejo Real, em concurso realizado no dia 4 de dezembro, na Sociedade Beneficente e Protetora dos Operários. Foram vencedores Mauro Lucio Silva, que ostenta o título de Rei Momo; Roseane Ângela de Oliveira Silva, como Rainha do Carnaval 2009; e Lígia Bueno, no posto de Princesa.

Comissões – A festa de Carnaval envolve diversos setores e exige a dedicação de várias pessoas. No comando do trabalho que começou há meses está a Comissão do Carnaval presidida por Jaciel Teixeira. Funcionário da Prefeitura, ele responde pela coordenadoria técnica da produção de eventos da Fundação Cultural de Curitiba.

Acostumado à organização de espetáculos de grande porte, como a Oficina de Música de Curitiba e as festividades de aniversário da cidade, Jaciel atua nos bastidores do Carnaval curitibano desde 1984. A Comissão do Carnaval reúne ainda Luzia Simplício da Silva, Dirceu Oliveira Nascimento, Edison Bernardi, Dorival Siqueira Tanan e Rosana Maria Melo, também funcionários municipais.

Uma das atribuições da Comissão do Carnaval é a escolha dos membros da Comissão Julgadora, que neste ano é formada pelos diretores e autores de teatro, Edson Bueno e Regina Vogue; pelo compositor Homero Luis Reboli, que tem sambas premiados nacionalmente; pelos músicos Eli Siliprandi, Hélio Santana, Marcos Vinícius Lacerda (Vina) e Nemésio Xavier de França Filho; pela atriz e coreógrafa Eliane Iankilevich Berger, pela historiadora Ângela Maria Medeiros, pelas artistas plásticas Maria de Fátima Mercuri e Estela Soares de Almeida e por João Carlos de Freitas, estudioso do samba e autor de um livro sobre Carnaval.

A Comissão Julgadora acompanhará o desfile na Avenida Cândido de Abreu e estará reunida no domingo (22), a partir das 15h, no Teatro Londrina do Memorial de Curitiba, para manifestar as notas atribuídas às escolas de samba e anunciar os campeões do Carnaval 2009 de Curitiba.

Serviço:

Desfile das Escolas de Samba

Local: Avenida Cândido de Abreu (Centro Cívico)

Data e horário: dia 21 de fevereiro (sábado), a partir das 18h30

Bailes

Local: Ginásio do Bairro Novo (Rua Ourizona, 1.681, a uma quadra da Rua da Cidadania)

Datas e horários: dias 23 e 24 de fevereiro (segunda e terça-feira), com a versão infantil das 15h às 19h, e, para os adultos, das 20h às 24h

Mais informações sobre o carnaval:

www.fccdigital.com.br

Maria Augusta visita escolas de samba curitibanas

Presidente de Honra da Comissão do Carnaval, Maria Augusta esteve em Curitiba para realizar mais um workshop, agora com os carnavalescos das Escolas. Ela também fez visita técnica aos barracões.

Como parte das ações para incrementar o carnaval na cidade, a carnavalesca carioca Maria Augusta voltou a Curitiba no mês de janeiro para ministrar mais um workshop, agora para os integrantes das Escolas de Samba dos grupos A e B, em encontro que aconteceu na sede da Fundação Cultural.

Maria Augusta também fez visita técnica aos barracões das escolas, para acompanhar o trabalho de confecção das fantasias e alegorias. Ela esteve na Escola Leões da Mocidade, foi recebida para um almoço na sede da Embaixadores da Alegria, visitou a Acadêmicos da Realeza e concluiu os trabalhos nos barracões da Unidos de Pinhais, Os Internautas e Unidos do Bairro Alto.

Esta foi a terceira vinda de Maria Augusta a Curitiba, a convite da Fundação Cultural. Ela está auxiliando na organização do carnaval de 2009, na condição de presidente de honra da comissão. No primeiro encontro, ocorrido em outubro do ano passado, ela se reuniu com os representantes das escolas de samba, para definição dos quesitos de avaliação: bateria, samba-enredo, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, harmonia, conjunto, fantasia e comissão de frente.

O segundo workshop foi com a comissão julgadora para dar-lhe a preparação necessária sobre cada um dos itens a serem analisados. Agora foi a vez dos carnavalescos.

Folclorista, artista plástica e comentarista de televisão, Maria Augusta é autora de vários enredos vitoriosos do Carnaval carioca, como Festa para um Rei Negro, que deu ao Salgueiro o título de campeã de 1971. No Salgueiro, assinou ainda outros dois enredos: Eneida, amor e fantasia (1973) e O Rei da França na Ilha da Assombração (1974), ambos em parceria com Joãosinho Trinta.

Maria Augusta levou seu talento para outras escolas, como Paraíso do Tuiuti e Tradição. Mas foi na União da Ilha do Governador que a carnavalesca se consagrou, com os inesquecíveis Domingo (1977) e O Amanhã (1978). O último trabalho de Maria Augusta como carnavalesca foi para a Beija-Flor de Nilópolis, em 1993, com o enredo Uni-duni-tê, a Beija-Flor escolheu você.

Mesmo não integrando as escolas, Maria Augusta não deixou o mundo do samba. Presença constante nos ensaios, quadras e festividades ligadas ao carnaval, passou a mostrar todo seu conhecimento na cobertura dos desfiles oficiais das escolas de samba como comentarista de TV.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Notas não serão descartadas

As entidades Super Liga e Liga Independente das Escolas de Samba se reuniram esta semana e fecharam acordo sobre o critério de julgamento para o Carnaval 2009.

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CONTINUA O CONCURSO DE A FARSA


A farsa
de Christopher Reich



Páginas: 336

Aclamado pelos críticos como um novo mestre do suspense, Christopher Reich lança pela Editora Sextante, A farsa, uma trama de espionagem com personagens misteriosos e cheia de reviravoltas, aventuras e intrigas. Por três semanas na lista dos mais vendidos no The New York Times e com os direitos já garantidos pela Paramount Pictures, o autor conquistou com seu sexto livro o International Thriller Writers Award.



A história de A farsa tem início nos Alpes Suíços, quando o cirurgião Jonathan Ransom e sua esposa, Emma, são surpreendidos por uma avalanche durante uma escalada. Na tentativa de buscar um abrigo contra uma tempestade iminente, ela fratura a perna, cai em uma greta e morre.



Vinte e quatro horas depois, Jonathan recebe um misterioso envelope endereçado à mulher, contendo dois recibos de bagagem de uma longínqua estação de trem. Ao resgatar as malas, dois homens tentam arrancá-las de suas mãos, dando início a uma grande confusão. Durante a briga, o médico acaba matando um deles e deixando o outro gravemente ferido – e só então descobre que eram policiais.



No meio desse turbilhão de acontecimentos, Jonathan jamais poderia imaginar que a situação ficaria ainda pior. Ao abrir as malas, ele descobre estranhos objetos que revelam a verdadeira identidade de Emma: uma agente secreta envolvida em atos terroristas e espionagem internacional.



Procurando desesperadamente compreender os fatos e salvar sua própria vida, ele se torna alvo de uma perseguição implacável, tomando parte em uma conspiração que coloca em risco a humanidade. Sua chance de sobreviver é descobrir a realidade por trás da enigmática Emma, que, sob a fachada de enfermeira da ONG Médicos Sem Fronteiras, tinha ligações com terrorismo, manipulação ilegal de urânio e tentativas de destruição de Israel.

Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX

Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX
de Gilberto Freyre


Nº de Páginas: 160

O livro Vida social no Brasil nos meados do século XIX guarda lugar de destaque na vasta obra do sociólogo Gilberto Freyre. O texto corresponde à versão em língua portuguesa do trabalho de mestrado do jovem Freyre, apresentado na Universidade de Colúmbia, em Nova York, Estados Unidos, no início dos anos 1920. Foi a partir deste primeiro texto que Freyre escreveu sua obra-mestra, Casa-grande & senzala, publicada em 1933. Em Vida social no Brasil nos meados do século XIX, o jovem Freyre já esboça as idéias principais que fariam parte de seu livro mais famoso e de suas reflexões posteriores, como a predominância do patriarcalismo tanto em áreas rurais quanto urbanas, o alto grau de miscigenação da população brasileira, a forte presença da Igreja católica no cotidiano e a concentração do poder político e econômico nas mãos de uma elite. Além destes temas apontados pelo jovem pernambucano, outros como a culinária, o vestuário e as condições de saúde e de higiene do povo brasileiro são visitados por ele, numa abordagem teórico-metodológica que o distancia da história factual e o aproxima da história do cotidiano.

Para elaborar a reconstituição histórica da vida social no Brasil nos meados do século XIX, o autor utilizou largamente os livros de viajantes estrangeiros que estiveram no Brasil durante o período, anúncios de jornais da época e arquivos pessoais de famílias tradicionais do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Bahia. Além disso, o leitor deste livro notará claramente que seu autor possui uma relação íntima com o passado que é objeto de sua análise. Em Vida social no Brasil nos meados do século XIX, Freyre aborda o universo da sociedade brasileira pós-Independência em seus meandros, incongruências e desafios, ensaiando habilmente os primeiros passos de uma marcante interpretação do Brasil.

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