terça-feira, 20 de setembro de 2016

Dieese: impactos da PEC 241/16



            Na iminência de ser votada, a PEC 241/16 terá efeitos nefastos no gasto federal a partir de 2017, se aprovada. A PEC, que estabelece novo regime fiscal, busca limitar o crescimento da despesa primária da União no longo prazo.

Documento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que entre 1998 e 2015, a despesa federal total teve variações maiores em relação à inflação medida pelo IPCA-IBGE: apenas em 1999 e em 2011 não ocorreu aumento real das despesas primárias (gráfico abaixo). Da mesma forma, ao se comparar com a variação nominal do PIB, verifica-se que apenas em quatro anos a despesa teve crescimento inferior a esse indicador (1999, 2003, 2008 e 2011): com exceção de 2008, os três outros momentos nos quais as despesas ficaram abaixo do PIB foram os primeiros anos de mandato presidencial, em que, via de regra, os governantes implementam políticas restritivas.

O documento aponta que o problema fiscal está associado à estagnação econômica de 2014 e ao ajuste recessivo adotado em 2015, que comprometeu as receitas, e não por um excesso de gastos: as despesas primárias tiveram um comportamento compatível com o aumento das receitas até 2012.

No entanto, foi apresentada proposta de alteração da Constituição (PEC 241/16) que institui novo regime fiscal, com duração de vinte anos, contados a partir de 2017. A proposta limita os gastos para 2017 à despesa primária realizada no exercício de 2016, corrigida pela variação do IPCA. Nos exercícios posteriores, a despesa fica limitada ao valor referente ao período imediatamente anterior, corrigido pelo mesmo índice: a despesa primária como um todo ficará congelada por vinte anos no mesmo patamar real de 2016.

Os limites mínimos definidos para aplicação nas áreas de Saúde e Educação, que possuem recursos vinculados por determinações constitucionais, também serão corrigidos: terão que se enquadrar no limite total de gastos corrigidos pelo IPCA do ano anterior, revogando o artigo segundo da Emenda Constitucional nº 86 de 17/03/2015, que estabelece a progressividade nos gastos mínimos com a área da Saúde em porcentuais da Receita Corrente Líquida.

O documento aponta que as pressões por mais e melhores serviços públicos tendem a se intensificar, seja por questões demográficas (crescimento e o envelhecimento da população), seja pelo constante aumento das demandas sociais, ainda mais em se considerando a grande carência da sociedade brasileira por serviços públicos.

Ainda, caso a PEC já estivesse em vigor desde 2002, a redução de gastos na Educação seria de 47% de 2002 a 2015 (perda de R$ 377,7 bilhões) e, na Saúde, a redução seria de 27% (perda de R$ 295,9 bilhões), como mostram os gráficos.




É possível também que se revogue ou altere a política de valorização do salário mínimo (SM), válida até 2023, e responsável, em grande parte, pela dinâmica recente do mercado interno e pelo crescimento da renda média do trabalhador.

Enquanto isso, não há medidas concretas que apontem para a redução dos gastos com juros sobre a dívida pública.

O documento ainda questiona: em caso de recuperação da arrecadação, como se verificou ao longo de vários anos na última década, qual deverá ser o destino do superávit?


Jiro Okabe desembarca esta semana para shows no Brasil

Após excursionar pelo Brasil ao lado de CJ Ramone em 2015, o produtor, baixista e presidente da Mosrite americana, Jiro Okabe desembarca, esta semana, para realizar uma nova série de apresentações com seu projeto solo em pelo país. Os shows em Curitiba (22/09 - John Bull Pub), Americana (23/09 - Heaven Lounge), São Paulo (24/09 - Inferno Club) e Campinas (Bar do Zé) contarão com Timothy Jimenez (bateria) e Alex Kate (vocal/guitarra, ex-Richie Ramone) no line-up. Ingressos à venda em todas as cidades!




Artista está ansioso para retornar ao país - foto: divulgação

Apesar de toda a ligação com a cultura e as tradições japonesas, o Brasil é um país que definitivamente conquistou o coração do renomado produtor, baixista e presidente da Mosrite americana, Jiro Okabe.

Após enlouquecedora abertura para os shows do baixista CJ Ramone em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Fortaleza, Florianópolis, Campinas, Uberlândia e Santa Bárbara d’Oeste em 2015, a CP Management orgulhosamente agendou nova série de apresentações para o projeto solo do artista norte-americano.

A nova excursão de Jiro Okabe conta com Timothy Jimenez (bateria) e Alex Kate (vocal/guitarra, ex-Richie Ramone) no line-up e tem o seguinte itinerário:
19/09 - Ensaio aberto à imprensa - Inferno Club - São Paulo, Brasil
21/09 - Absoluto Rock - Assunção, Paraguai
22/09 - John Bull Pub - Curitiba, Brasil
23/09 - Heaven Lounge - Americana, Brasil
24/09 - Inferno Club - São Paulo, Brasil
25/09 - Bar do Zé - Campinas, Brasil

Após trabalhar com Richie Ramone e inclusive passar pelo Brasil em 2012, o artista retorna para promover o álbum “Return Of The Kamikazi”. Este trabalho contou com a colaboração do próprio CJ, Dez Cadena (Black Flag/Misfits), Steve Soto (Adolescents), Johnny Two Bags (Social Distortion), Clem Burke aka Elvis Ramone (Blondie), Elliot Easton (The Cars), Nokie Edwards (The Ventures), Mickey Leigh (irmão de Joey), entre outros.

Confira video-mensagem confirmando Alex Kate na formação e a turnê em
https://www.youtube.com/watch?v=jy58acBlX1Y.



Jiro durante apresentação no tradicional palco do Hangar 110, em São Paulo - foto: Aline Narducci







Links relacionados:https://www.facebook.com/jiro.okabe.3
https://www.facebook.com/cacapratesmanagement
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR

Serviço São Paulo
CP Management orgulhosamente apresenta Jiro Okabe (EUA)
Bandas de abertura
: Corazones Muertos e Dillinger (feat. Gabriel Thomaz + Erika Martins – Autoramas)
Data: sábado, 24 de setembro
Local: Inferno Club -
www.infernoclub.com.br
End: Rua Augusta 501 - Centro
Telefone: (11) 3120-4140
Imprensa:
press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Evento Facebook:
https://www.facebook.com/events/283726518663781/
Classificação: Permitida a entrada de menores de 14 anos somente acompanhados de pai, mãe ou responsável com autorização por escrito e firma reconhecida.

Valores: R$30 (1° lote) | R$40 (2° lote) | R$50 (na porta)
Ingresso online:
https://www.sympla.com.br/jiro-okabe-em-sao-paulo__84209

21/09 - Assunção - Info: http://migre.me/uZU46
22/09 - Curitiba - Info: http://migre.me/v05VG
23/09 - Americana - Info: http://migre.me/v05Pm
25/09 - Campinas - Info: http://migre.me/uZU3E

The Baggios lança o single “Estigma”

 




Música tem participação de Emmilly Barreto do Far From Alaska
 
Uma das bandas mais inventivas da nova geração, o The Baggios lançará seu terceiro álbum, “Brutown”, dia 23 de setembro nas plataformas online e a partir de outubro nas lojas físicas. Mas já dá pra ter uma ideia do que vem por ai ouvindo o primeiro single “Estigmahttps://www.youtube.com/watch?v=olvZceKidqE&feature=youtu.be, com participação de Emmily Barreto da banda Far From Alaska, que acaba de ser lançada.
"Estigma é a música que dita a direção de “Brutown”. Uma das primeiras a ser escrita para o álbum, fala sobre os tempos sombrios de uma cidade  em  meio ao caos político. Uma música que traduz bem a essência da banda, fuzz no talo, riffs blueseiros, bateria pesada e arranjos funky de metais” - conta Julio Andrade (vocal e guitarra).
“Brutown” foi produzido por Felipe Rodarte e pelo próprio The Baggios no lendário estúdio Toca do Bandido (RJ) e traz a banda sergipana com uma sonoridade diferente, novo formato e arranjos mais elaborados. A necessidade de sair da zona de conforto da ‘bateria/guitarra’ fez com que o duo, formado por Julio e Gabriel Carvalho, incluísse outros instrumentos, por isso chamaram o músico Rafael Ramos (teclas e baixo), que participou de todas as faixas. Assim, o álbum mostra outra faceta do The Baggios, que se reinventa a cada lançamento.
O show de lançamento de “Brutown” será dia 14 de outubro no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Cia Café Preto apresenta peça no Teatro Novelas Curitibanas

 

O espetáculo “domingos vivos retratos vazios”, da Cia Café Preto, inicia temporada na próxima quinta-feira (22), no Teatro Novelas Curitibanas, e permanece em cartaz até 9 de outubro, com sessões de quinta-feira a domingo, às 20h. A peça expõe o domingo de uma família que se desloca constantemente entre o festivo e o fúnebre, tendo, nessas trajetórias, suas relações e identidades borradas ao lidar com as faltas.
A Cia Café Preto foi formada em 2014 e pesquisa em suas criações as relações entre teatro e performatividade. Neste momento, a investigação do grupo se concentra na corporeidade dos atores e na dramaturgia da cena. O espetáculo “domingos vivos retratos vazios” estreou em novembro de 2015 na Mostra Drama_1, produzida pela Companhia BifeSeco, e agora é remontado com a participação de mais artistas na criação e, consequentemente, com mudanças que vieram com a retomada e desenvolvimento do processo.

Serviço:
Espetáculo “domingos vivos retratos vazios”
Local: Teatro Novelas Curitibanas – R. Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco
Datas e horários: de 22 de setembro a 9 de outubro de 2016. De quinta-feira a domingo, às 20h
Ingressos: R$ 15 e $ 7
Mais informações: (41) 9740-7139

Ficha técnica:
Criação: Cia Café Preto
Atuação: Caio Monczak e Elisa Ribeiro
Preparação corporal: Guilherme Mendes Muniz
Iluminação e sonoplastia: Marcela Mancino
Figurinos: Felipe Custódio
Colaboradores artísticos: Bianca Guimarães, Carol Figner, Francisco Gaspar e Léo Moita
Assessoria de imprensa: Victor Hugo
Produção: Andressa Santos e Janaína Micheluzzi
Parceria: Coletivo Atlas

Músico apresenta show de bandolim

 
 

            O músico catarinense radicado em Curitiba Silvio Biondo apresenta na próxima quarta-feira (21), no Teatro do Paiol, o show de lançamento do seu primeiro disco solo “Mandolino”. Silvio interpreta suas composições ao som do bandolim.
            Formado no curso de Música da Pontifícia Universidade Católica (PUC), o músico nasceu em Chapecó (SC) e está radicado em Curitiba há seis anos. Apesar de só agora estar lançando o primeiro disco solo, ele tem uma carreira conhecida no cenário da música independente.
Com a banda Red Tomatoes, ficou diversas vezes no primeiro lugar com a canção mais baixada no site Trama Virtual, entre outras no top dez. Junte-se a isso, o destaque dado por Emanuel Moon, da Relespública, no site da MTV Brasil, e pelo festival Curitiba Calling, no Espaço Cultural 92°, o primeiro festival independente brasileiro transmitido ao vivo pela internet.
Agora, com segurança e maturidade, Silvio divulga seu disco solo. “Mandolino” foi gravado na Gramofone e realizado com o apoio do programa de apoio e incentivo à cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Para a produção musical e arranjos, Silvio convocou Glauco Solter músico que já acompanhava em diversos shows. Nesta apresentação estará acompanhado de seu quinteto: Andressa Pastori, Janaína Queiroz e Eron Barbosa (percussões), Marcelo Wengrat (percussões e cavaco) e Simone Mello (violão).
O repertório é todo de autoria do próprio Silvio. “Ele nasceu de um processo marcado pela liberdade criativa: deixo os ritmos me influenciarem e toco com pessoas que também deixam que eu os influencie. O resultado é um disco de ritmos brasileiros que se relaciona com todas as regiões do Brasil”, afirma.
 
 
Serviço:
“Mandolino”, show do músico Silvio Biondo
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/nº
Data e horário: 21 de setembro de 2016 (quarta-feira), às 20h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5
 

“Na Luz do Samba” é dedicado a Jair Rodrigues

Luciana Mello lança álbum de samba com participação de Alcione
 



 
A cantora Luciana Mello realizou um sonho seu e de seu pai, Jair Rodrigues (1939 - 2014); gravou um álbum de samba. Embora o estilo tenha estado sempre presente em sua carreira, ela nunca havia feito um disco 100% dedicado ao samba.
 
“Na Luz do Samba” traz algumas inéditas, entre elas “Estrela Sorridente”, composta por seu irmão Jair Oliveira em homenagem ao pai. Luciana também gravou algumas canções do repertório de Jair Rodrigues como “Clementina” (Altay Veloso), “Somente Sombras”, a primeira parceria de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, com participação de Alcione e “Roda Baiana”, que traz nos vocais a pequena Nina Levy, sua filha de 7 anos.
 
Produzido por ela em parceria com Walmir Borges, “Na Luz do Samba” honra a tradição de sua família com um delicioso disco recheado de belos sambas coroados com a belíssima voz e alegria de Luciana Mello.
 
A estreia da turnê “Na Luz do Samba” será dia 26 de outubro no Teatro Net, em São Paulo.

Vocal Brasileirão apresenta música afro-brasileira no show 'Brasil Gongá'



Doze vozes, música popular afro-brasileira e uma percussão marcante é o que apresenta o Vocal Brasileirão nos shows que acontecem sexta-feira e sábado (dias 23 e 24), às 20h e no domingo (25), às 19h, no Teatro do Paiol. Intitulado ‘Brasil Gongá’, o espetáculo conta com ritmos musicais de diversas regiões brasileiras, como jongo, maracatu, congada, afoxé e samba-de-roda, sob a direção artística e regência do maestro Vicente Ribeiro. Os ingressos são R$30 e meia entrada R$15.
O repertório, que revisita canções de Baden Powell, Claudio Jorge, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Nei Lopes, Paulo César Pinheiro, Rafael Altério, Roque Ferreira, Sérgio Santos, Vinícius de Moraes e Wilson Moreira, percorre a cultura, a religiosidade e as lutas do negro no Brasil, compondo um pequeno mosaico que traduz a importância vital da influência africana em nossa música.
Foram selecionadas composições da MPB que representam a influência da musicalidade e cultura africana no Brasil, explica o maestro Vicente Ribeiro. “Embora a técnica seja um aspecto importante no trabalho de um grupo vocal, acima de tudo está a emoção. O espetáculo é centrado na voz e percussão, e seu repertório contempla a cultura e religiosidade afro-brasileira, bem como a história do negro no Brasil, uma história de opressão e resistência”, conclui Vicente.

Direção Artística

Compositor e arranjador carioca, é bacharel em Música Popular pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP-PR) e mestre em Música pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde 1983 desenvolve trabalho intenso como arranjador vocal, com arranjos executados por diversos grupos brasileiros. Desde 2006 é regente e diretor artístico do Vocal Brasileirão. Paralelamente, atua no ensino de música: de 2004 a 2011 foi coordenador pedagógico do Conservatório de MPB de Curitiba e atualmente é professor de Harmonia e Arranjo na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR).
É doutorando em música pela UNICAMP e atuou como professor em instituições como a PUC – PR e Conservatório de MPB de Curitiba. Ministrou aulas também no festival de Música de Itajaí e na Oficina de Música de Curitiba.

O grupo

O Vocal Brasileirão foi idealizado e criado em 1995 pelo maestro e arranjador Marcos Leite (1953-2002), responsável pela direção artística do grupo até 2001. De 2002 a 2005, o grupo foi dirigido por Reginaldo Nascimento, e desde 2006 conta com a direção de Vicente Ribeiro. Todos os cantores do Vocal Brasileirão são solistas, o que possibilita que o público aprecie não somente o resultado do conjunto de vozes, mas também os timbres particulares de cada um de seus integrantes.
O grupo recebeu por três vezes consecutivas (1997, 1998, 1999), e ainda em 2002, o prêmio Saul Trumpet de melhor grupo vocal do Paraná.

Dentre as dezenas de espetáculos realizados, cabe destacar Coisas Nossas (1995), Como uma Onda (1997), Splish Splash (2000), Dois Corações (2004), Duetos (2010), Bastidores (2011) , Eu Canto Samba (2012), Estandartes do Contestado (2013) e Brasileirão 20 anos (2015). A partir de 2006, sob a direção de Vicente Ribeiro, o Brasileirão passa a dedicar-se também à montagem de shows com convidados nacionais, dividindo o palco com Quarteto em Cy (2006, 2007 e 2012), Boca Livre (2007), Joyce Moreno (2010, 2012), Sá & Guarabira (2011 e 2015) e Ivan Lins (2014).

Em 1996, o grupo participou, ao lado do Coral Brasileirinho, do álbum Brasileirinho & Brasileirão, interpretando sete canções arranjadas por Marcos Leite. Em 2008, gravou seu primeiro álbum solo, Invisível Cordão – Brasileirão canta Chico e Edu, dedicado à obra de Chico Buarque e Edu Lobo, com arranjos de Vicente Ribeiro e Reginaldo Nascimento. Atualmente, o grupo aguarda o lançamento do álbum O Contestado, com canções de Romário Borelli arranjadas por Vicente Ribeiro.
Serviço:
Vocal Brasileirão apresenta 'Brasil Gongá'
Datas e horários: dias 23 e 24 às 20h / dia 25 às 20h
Local: Teatro do Paiol
Praca Guido Viaro, s/nº – Prado Velho

Ingressos: R$30 e meia entrada R$15
Alô Ingressos:
http://bit.ly/vendabrasileirao

Daniel Grajew e Marcos Paiva levam a música dos terreiros e salões ao palco da Casa-Museu Ema Klabin

 
 
No repertório, lundus, maxixes e polcas sintetizam o encontro do aristocrático com o popular, entre os sons da África e da Europa.     Foto: Gal Oppido
No próximo sábado, 24, às 16h30, o Duo Bailado, formado pelo contrabaixista Marcos Paiva e pelo pianista Daniel Grajew, se apresenta na Casa-Museu Ema Klabin, pelo programa Nova Música. A dupla apresenta o show do disco Bailado, uma visão contemporânea dos salões e terreiros que contribuíram para o surgimento da música popular brasileira, combinando a música de raíz tocada nas ruas, com a linguagem erudita.
Novidade
Desde 1º de setembro, a casa-museu Ema Klabin ganhou novos dias e horários para visitação. Funciona de quarta a domingo, das 14h às 17h, sem agendamento. Aos finais de semana, a visita tem entrada franca. Nos outros dias, o ingresso custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Serviço:
Data: 24/09 – sábado
16h30 – Show com Duo Bailado - programa Nova Música Entrada Gratuita
Local: Fundação Ema Klabin
Endereço: Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo. 01446-02
Tel. 3897-3232

Coral Gay de Curitiba apresenta ‘A Era de Ouro do Rádio’


O Coral Gay de Curitiba apresenta o concerto cênico ‘A Era de Ouro do Rádio’ na próxima terça-feira (20), às 20h, no Teatro do Paiol. Composto por 31 vozes e regido pelo maestro Fabio Cezar, o programa conta com obras de Ary Barroso, Noel Rosa, Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, entre outras. Paralelamente ao canto do coral, haverá uma apresentação cênica que elucidará cada momento histórico.
A Era de Ouro do Rádio tem o objetivo de relembrar alguns dos grandes ícones da música popular brasileira das décadas de 20, 30 e 40 que tocavam no principal e mais acessível meio de comunicação da época, a rádio.
Coral Gay de Curitiba

O CGC é um grupo independente, sem relação com ONG, que surgiu por conta de um desejo da comunidade LGBT de se fazer ouvir e ser vista. O Coral é aberto à comunidade e conta também com coralistas heterossexuais.
Em dezembro de 2015 o coral fez sua maior produção até o momento, o Auto de Natal do CGC, um espetáculo musical/cênico sob a direção de Luis Berthier com três apresentações e importantes apoiadores, como a Fundação Cultural de Curitiba. O ineditismo do primeiro Auto de Natal LGBT brasileiro e o sucesso das apresentações foi tamanho que o grupo ganhou destaque internacional em várias revistas LGBT pelo mundo.
Serviço:
Coral Gay de Curitiba apresenta "A Era de Ouro do Rádio"
Data: terça-feira, 20 de setembro
Hprário: 20h
Ingressos: R$30 e meia-entrada R$15
Local: Teatro do Paiol - Praça Guido Viaro, s/nº – Prado Velho
Contato: (41) 3213-1340

Conservatório de MPB promove masterclass com Waltel Branco



 Ícone da música brasileira, Waltel Branco apresenta em outubro masterclass no Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba. O curso voltado a músicos da cidade terá 8 encontros, sendo duas terças-feiras por mês até janeiro de 2017. A inscrição para dois encontros é de R$50, feita diretamente da secretaria do CPMB.
Cada encontro terá a participação ainda de um maestro convidado, regentes dos grupos artísticos do instituto e mediação do contrabaixista da Orquestra À Base de Corda, Rodrigo Marques. Um dos convidados para debater música com Waltel é o maestro João Egashira. “O Waltel fez com primazia tudo o que um músico deve fazer, com uma percepção incrível se destacou conquistando respeito pela qualidade de suas obras. Qualquer contato com artistas que chegam nesse patamar é uma escola! ”, esclarece Egashira.

Além de proporcionar o contato de novos músicos com os experientes artistas, o curso também pret a memória e paralelamente fazer um registro da vida e obra deste compositor paranaense. “É uma oportunidade de conhecer um pouco da história de vida e principalmente musical deste músico tão representativo no Brasil e no mundo”, explica Sandra Dias, coordenadora do Conservatório de MPB.

Segundo o maestro Waltel Branco, na masterclass ele deve apresentar debates pouco discutidos, e que faltam para os novos compositores. “O aluno tem que saber o que é a música, quero começar a falar a partir desse ponto”, explica Waltel Branco. “Não existe música boa ou ruim, existe aluno sem estudo, para se fazer música precisa de estudar muito”, conclui o compositor que também foi arranjador nas gravações: “Azul da Cor do Mar” de Tim Maia, “Bastidores” de Caby Peixoto, “Faz Parte do Show” de Cazuza, e muitos outros sucessos. Também foi o responsável pelos arranjos de trilha sonoras das novelas da Globo, como: “O Bofe”, “Selva de Pedra”, “Escrava Isaura” e “Irmãos Coragem”.

Trajetória

Compositor, regente, arranjador, diretor musical, violonista, guitarrista, contrabaixista, cavaquinista, produtor musical e professor, especialista em trilhas para novelas e cinema, Waltel Branco é um dos principais músicos do Paraná. Consagrado pelo arranjo da trilha sonora da Pantera Cor-de-Rosa, de Henry Mancini.
Nasceu em Paranaguá, em 1929, iniciou-se na música aos 12 anos de idade. Teve como mestres Bento Mossurunga, Sebastião de Oliveira, Othon Saleiros e Oscar Cáceres (violão) , Padre Penalva (canto gregoriano) , Jorge Kosha (música clássica), Stanley Wilson (música incidental, em Nova Iorque) e Alceo Bocchino e Mário Tavares (regência), Paulo Silva e Cláudio Santoro (composição). Na Espanha, em Santiago de Compostela, estudou técnica instrumental por alguns meses com Andrés Segóvia.
Em 1943, um ano antes de ser ordenado padre, deixou o Seminário e seguiu para Cuba, acompanhando a cantora Lia Ray como arranjador, diretor musical e violonista. Naquele país teve a oportunidade de tocar com Perez Prado, Mongo Santamaría e Chico O´Farrel. Em 1950, mudou-se para os Estados Unidos, quando estudou música incidental com o maestro Stanley Wilson. Fez várias apresentações em Nova Iorque e gravou com Franco Rosolino, Charles Mariano, Sam Noto, Mel Lewis e Max Bennet.
De volta ao Brasil, Waltel atua como músico. Em 1959 participa do Lp “Dance Conosco”, que teve participação de João Donato. E integra o grupo Djalma Ferreira e Milionários do Ritmo, em que estão além de Ferreira, Ed Lincoln e Miltinho. Em 1960 atua como guitarrista no LP “SaxVoz- Elizabeth Cardoso e Moacyr Silva”. Integra o Trio Surdina, com o qual grava em 1963 “Trio Surdina em Bossa Nova”. Outro trabalho importante que tem sua participação é o de Meirelles e Os Copa 5, com os discos “O Som” e “O novo som” gravados em 1964 e 1965, nos quais Waltel toca com músicos como o saxofonista J. Meirelles, Roberto Menescal, Eumir Deodato, Luiz Carlos Vinhas, Manoel Gusmão, Dom Um Romão e Edison Machado. Em 1965 lança como compositor e arranjador “A turma do bom balanço”, LP que possui, entre outras presenças, de músicos importantes como Dom Salvador, Geraldo Vespar, K-Ximbinho, Edison Machado, J. Meirelles, Neco e Ed Maciel.
Dois LPs de 1963 são importantes: “Guitarra Bossa Nova”.e “Guitarras em Fogo”, ambos com participações de Baden Powell, Neco e Geraldo Vespar .Waltel Branco participa da coletânea “Violão para quem não gosta de violão”, com José da Conceição, Maurício de Oliveira e Codo, e faz a produção musical para a Orquestra Românticos de Cuba.
Com a criação da TV Globo, em 1965, Waltel torna-se diretor responsável por trilhas sonoras de novelas como “Irmãos Coragem”, “Escalada”, “O Semideus”, “Bravo”, “Moreninha”, “O Feijão e o sonho”, “A escrava Isaura”, “Supermanoela” e “Vejo a lua no céu”, além de especiais da emissora. Para as novelas, Waltel compõe, inclusive, para trilhas internacionais, sob o pseudônimo de W.Blanc. Na Rede Globo foi regente de diversos festivais, entre 1965 e 1985.
Muitos compositores criaram música em homenagem a Waltel: Radamés Gnatalli, Cláudio Santoro, Guerra Peixe, Laurindo de Almeida, José Menezes, Theodoro Nogueira, Luiz Bonfá e, recentemente, Cláudio Menandro.
Regeu diversas orquestras, entre as quais a Orquestra Jovem Santa Cecília, em Roma, a Orquestra de Cordas da CBS, a Orquestra Romanza (para a Som Livre) e a Orquestra Sinfônica de Brasília.
Waltel Branco criou arranjos para Dorival Caymmi (“Retirantes”, de Escrava Isaura), João Gilberto, Rosa Passos (o LP “Curare”), Flora Purim ( LP “Flora é MPM”), Maria Creuza, Vanusa, Zé Kéti, Peri Ribeiro (LP “Alvorada”), Carlinhos Vergueiro, Sérgio Ricardo, Dom Um Romão (LP “Dom Um”), Toni Tornado (LP “Toni Tornado”), Tim Maia (LP “Tim Maia”) , Jane Duboc ( LP “Languidez”), e Odair José, entre outros. No seu currículo constam também a produção e direção musical dos LPs de Freddy Cole e Johnny Mathis, gravados para a Som Livre.
Gravou quatro discos de música erudita. Na música popular, afora os discos para novela, destacam-se os LPs “Recital”, “Meu balanço”, “Batucada fantástica”, Mancini também é samba” e “Violão em 2 estilos”, este dividido com Rosinha de Valença. Em CD lançou "Kabiesi", em 1997, “Naipi”, em 2002 e “Meu Novo Balanço”, em 2007, que é o relançamento de “Meu balanço” e algumas músicas inéditas. Em 2006, teve várias de suas trilhas para TV relançadas nacionalmente em CD no projeto “Som Livre Masters Trilhas”.
Serviço:
Masterclass Waltel Branco
Datas: 04 e 18 de outubro; 08 e 22 de novembro; 06 e 20 de dezembro; 10 e 24 de janeiro de 2017
Horário: 16h às 17h15
Local: Conservatório de MPB de Curitiba – Rua Mateus Leme, 66, Largo da Ordem – São Francisco
Inscrição: Secretária do Conservatório de MPB de Curitiba
Valor: dois encontros R$50